sábado, maio 9, 2026

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Governo anuncia R$ 30 bilhões para empresas afetadas por tarifaço 



As empresas afetadas pelo tarifaço do governo de Donald Trump receberão R$ 30 bilhões em linhas de crédito, disse na noite desta terça-feira (12) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao canal Band News, ele adiantou o valor da ajuda em crédito que será anunciada nesta quarta-feira (13).

“Amanhã, vou lançar uma medida provisória que cria uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas brasileiras que porventura tiveram prejuízos com a taxação do Trump. [Essa quantia de] R$ 30 bilhões é o começo. Você não pode colocar mais porque não sabe quanto é’, declarou Lula, indicando que o valor pode aumentar, caso seja necessário.

De acordo com Lula, o plano dará prioridade às menores companhias e a alimentos perecíveis.

“A gente está pensando em ajudar as pequenas empresas, que exportam espinafre, frutas, mel e outras coisas. Empresas de máquinas. As grandes empresas têm mais poder de resistência. Nós vamos aprovar [a medida provisória] amanhã, e acho que vai ser importante para a gente mostrar que ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, prosseguiu o presidente.

Segundo Lula, o plano procurará preservar os empregos e buscar mercados alternativos para os setores afetados.

“Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas, vamos procurar achar outros mercados para essas empresas. Estamos mandando a outros países a lista das empresas que vendiam para os Estados Unidos porque a gente tem um lema: ninguém larga a mão de ninguém”, acrescentou.

O presidente também anunciou que ajudará os empresários afetados a brigar, na Justiça estadunidense, contra o tarifaço aos produtos brasileiros. “Vamos incentivar os empresários a brigar pelos mercados. Não dá para dar de barato a taxação do Trump. Tem leis nos Estados Unidos, e a gente pode abrir processo. Eles podem brigar lá”, disse.

Mais cedo, pouco após audiência pública no Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que as medidas de ajuda virão por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, recursos usados em situações de emergência fora do limite de gastos do arcabouço fiscal. Esse sistema foi usado no ano passado para socorrer as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Sem dar detalhes sobre o plano, Haddad afirmou que as medidas estão 100% prontas e que contemplam as demandas do setor produtivo. Ele ressaltou que a formulação das propostas ocorreu após reuniões com vários representantes e que deve ser “o necessário para atender aos afetados”.



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Brasil obtém receita recorde nas exportações de café e luta contra tarifaço


O Brasil exportou 2,733 milhões de sacas de 60 kg de café em julho, primeiro mês do ano da safra 2025/26, queda de 27,6% na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados partem de relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Contudo, a receita cambial foi recorde para os meses de julho, com o ingresso de US$ 1,033 bilhão, crescimento de 10,4% no comparativo anual.

No acumulado dos sete primeiros meses de 2025, a exportação de café do Brasil recuou 21,4% na comparação com o mesmo período do ano passado (28,182 milhões de sacas), com os embarques caindo para 22,150 milhões de sacas.

A receita cambial, por sua vez, cresceu 36% ante o obtido entre janeiro e o fim de julho de 2024, alcançando o recorde para o período de US$ 8,555 bilhões.

“Uma redução nos embarques já era aguardada neste ano, uma vez que nós vimos de exportações recordes em 2024, estamos com estoques reduzidos e uma safra sem excedentes, com o potencial produtivo total impactado pelo clima. No que se refere à receita cambial, ainda surfamos a onda dos elevados preços no mercado internacional, que reflete o apertado equilíbrio entre oferta e demanda ou mesmo um leve déficit na disponibilidade”, conta o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

Principais destinos do café

Os Estados Unidos seguem como o maior comprador dos cafés do Brasil no acumulado dos sete primeiros meses de 2025, com a importação de 3,713 milhões de sacas, o que corresponde a 16,8% dos embarques totais e, apesar de apresentar declínio de 17,9% na comparação com o adquirido entre janeiro e julho de 2024, esse volume fica acima dos 16% de representatividade aferidos no mesmo intervalo do ano passado.

“Até julho, não observamos de fato o impacto do tarifaço de 50% do governo dos Estados Unidos imposto para a importação dos cafés do Brasil, já que a vigência da medida começou em 6 de agosto. A partir de agora, as indústrias americanas estão em compasso de espera, pois possuem estoque por 30 a 60 dias, o que gera algum fôlego para aguardarem um pouco mais as negociações em andamento. Porém, o que já visualizamos são eventuais pedidos de prorrogação, que são extremamente prejudiciais ao setor”, comenta.

De acordo com ele, quando o exportador realiza o negócio, ele fecha o Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) — financiamento, pré-embarque, que permite que as empresas obtenham recursos antecipados com base em um contrato de câmbio — e tem um tempo para cumprir esse compromisso.

“Com a prorrogação dos negócios, o ACC não é cumprido e passamos a sofrer com mais juros, com taxas altas, e custos adicionais, com overhead, por exemplo”, cita.

Prejuízo esperado

Ferreira anota que o prejuízo fica ainda maior quando se analisa a estrutura do mercado internacional, que, há algum tempo, se apresenta como o chamado “mercado invertido”, com os contratos futuros mais distantes depreciados em relação aos mais próximos.

“O vencimento dezembro de 2026 na Bolsa de Nova York, por exemplo, está com deságio de 9% a 10% frente ao dez/25. Já esse dez/25 possui depreciação de cerca de US$ 10 por saca ante o set/25. Ou seja, a prorrogação de um embarque de agosto, tendo como referência o set/25, para os próximos meses, que terão como base o dez/25, geraria uma perda adicional de US$ 10 por saca, além do impacto dos juros do ACC e dos custos adicionais com carrego, armazenagem e logística. Portanto, prorrogar embarques, além de atrasar divisas e compromissos, tem esse impacto negativo acumulado e acentuado”, analisa.

Fechando a lista dos cinco principais destinos dos cafés do Brasil, entre janeiro e o fim de julho deste ano, aparecem:

  • Alemanha: 2,656 milhões de sacas – queda de 34,1% em relação aos sete primeiros meses de 2024;
  • Itália: 1,733 milhão de sacas (-21,9%);
  • Japão: 1,459 milhão de sacas (+11,5%); e
  • Bélgica: 1,374 milhão de sacas (-49,4%).

Ações contra o tarifaço

O Cecafé informa que continua o trabalho para alcançar, junto ao governo brasileiro, aos pares do setor privado norte-americano e a outros canais pertinentes nos Estados Unidos, o entendimento para que os cafés do Brasil entrem na lista de isenção do tarifaço.

Isso porque o produto não é cultivado em escala no país parceiro e, ainda, desempenha papel fundamental na economia dos EUA, na satisfação dos consumidores locais.

Além disso, conforme o Cecafé, os dois países possuem uma relação de interdependência, com o Brasil sendo o maior produtor e exportador mundial e o líder no fornecimento de café ao país do Hemisfério Norte, e os Estados Unidos ocupando o posto de maior importador e consumidor global, além de principal destino do produto brasileiro.

“Não podemos, em hipótese alguma, sacrificar uma relação comercial construída em favor da cafeicultura com esmero, respeito e dedicação, de ambos os lados, em prejuízo de centenas de milhares de produtores e consumidores. Nossa história é muito maior do que o momento que estamos vivendo e, com pragmatismo e diplomacia, devemos negociar em favor dos dois lados. Ao longo da história do crescimento da economia brasileira, o café sempre esteve à frente de seu tempo, não somente em números, mas desempenhando um papel social, que podemos dizer, incomparável em todo o mundo”, avalia Ferreira.

Mediante os prejuízos que inevitavelmente ocorrerão em razão das tarifas, o Cecafé enfatiza que vem mantendo diálogos com os governos federal e dos Estados produtores a respeito da necessidade de implantações de medidas “temporariamente compensatórias” enquanto permaneça essa situação de desequilíbrio comercial entre os cafés do Brasil frente às demais origens que exportam para os Estados Unidos, bem como para outros destinos.

Segundo o presidente do Cecafé, a instituição, junto com a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), tem solicitado ao governo brasileiro que intensifique ações junto a outras nações compradoras desse produto, visando acordos bilaterais, com reciprocidade comercial, a fim de que esses países em específico possam dar, aos cafés solúveis do Brasil, a mesma isenção oferecida a outras origens concorrentes.

“Principalmente no caso do café solúvel, produto acabado, de valor agregado e gerador de empregos, nossas indústrias, infelizmente, vêm sendo penalizadas em vários destinos das nossas exportações, o que retira a competitividade, prejudica nosso segmento industrial e, por conseguinte, nossos produtores. Temos solicitado atenção nesse sentido há algum tempo e precisamos desses acordos bilaterais para que, assim, possamos ampliar nossa participação nesses outros mercados”, aponta Ferreira.

Ele completa, ainda, que o Brasil, através do Cecafé e das demais entidades da cadeia produtiva, participa dos mais diversos fóruns mundiais, em países consumidores e produtores, compartilhando conhecimento, ciência, tecnologia, mais produtividade, sustentabilidade e qualidade.

“Esse trabalho é para que haja um ambiente de empatia e respeito, de forma que todos os produtores de café e as próximas gerações tenham uma melhor qualidade de vida, em todo o mundo, e para que os consumidores de todo o planeta possam desfrutar das mais diversas experiências com café, com diferentes blends, os quais não deveriam abdicar dos cafés do Brasil”, conclui.

China como alternativa?

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Foto: Agência Brasil

A respeito do credenciamento, por parte da China, de 183 novas empresas exportadoras de café do Brasil, o presidente do Cecafé esclarece que muitos desses exportadores já atuavam no mercado chinês e que isso não necessariamente implica aumento dos embarques cafeeiros ao país asiático.

“Observamos atentamente o potencial de crescimento do consumo chinês, mercado que importou 571.866 sacas de janeiro a julho e ocupa a 11ª posição no ranking dos principais parceiros dos cafés do Brasil em 2025. Esse credenciamento por cinco anos, como divulgado nas mídias, é positivo do ponto de vista de desburocratização, mas, por si só, não representa nenhum aumento de exportações à China, o que esperamos siga ocorrendo de forma natural, a ser alcançado ao longo dos próximos anos e décadas, dado o aumento de interesse por parte do consumidor, como experimentamos em outros países da Ásia”, finaliza.

Tipos de café exportados

Nos primeiros sete meses de 2025, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com o envio de 17,940 milhões de sacas ao exterior. Esse montante equivale a 81% do total, ainda que implique queda de 13,3% frente a idêntico intervalo antecedente.

O segmento do café solúvel veio na sequência, com embarques equivalentes a 2,229 milhões de sacas (10,1% do total), seguido pela espécie canéfora (conilon + robusta), com 1,949 milhão de sacas (8,8%), e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 31.755 sacas (0,1%).

Produtos diferenciados

Os cafés que têm certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior responderam por 21,5% das exportações totais brasileiras entre janeiro e julho de 2025, com a remessa de 4,759 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 8,8% inferior ao aferido no acumulado dos primeiros sete meses do ano passado.

A um preço médio de US$ 425,78 por saca, a receita cambial com os embarques do produto diferenciado foi de US$ 2,026 bilhões, o que correspondeu a 23,7% do total obtido com todos os embarques de janeiro a julho deste ano. Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, o valor é 57,8% maior.

Os EUA lideraram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 871.972 sacas, o equivalente a 18,3% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, aparecem:

  • Alemanha: 606.122 sacas (12,7%);
  • Bélgica: 533.023 sacas (11,2%);
  • Holanda (Países Baixos): 366.536 sacas (7,7%); e
  • Itália: 292.795 sacas (6,2%).

Escoamento de café

Porto de Santos/SP (27/05/2021) - Foto: Ricardo Botelho/MInfraPorto de Santos/SP (27/05/2021) - Foto: Ricardo Botelho/MInfra
Foto: Ricardo Botelho/MInfra

O Porto de Santos segue como o principal exportador dos cafés do Brasil em 2025, com o embarque de 17,809 milhões de sacas e representatividade de 80,4% nos sete primeiros meses do ano.

Na sequência, vem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 15,5% ao enviar 3,429 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 208.950 sacas e tem representatividade de 0,9%.



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Arroba do boi gordo tem mais um dia de alta, mas dá sinais de desaceleração



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos nesta terça-feira (12). No entanto, de acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento apresenta sinais de perda de intensidade.

“Vale destacar que a partir dessa semana o consumo interno passa a se enfraquecer, com efeitos cada vez menos presentes da entrada dos salários na economia”, define.

Segundo ele, os frigoríficos de menor porte ainda se deparam com escalas de abate menos confortáveis. “As exportações permanecem aceleradas em 2025. O país caminha a passos largos para mais um recorde de embarques”, disse Iglesias.

  • São Paulo: R$ 315,25 — ontem: R$ 314,75
  • Goiás: R$ 299,64 — R$ 295,89
  • Minas Gerais: R$ 302,94 — R$ 301,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,41 — R$ 318,07
  • Mato Grosso: R$ 303,11 — R$ 301,49

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com preços acomodados para a arne bovina. Porém, o apelo à alta diminui consideravelmente durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

“Além disso, a carne de frango ainda é mais competitiva se comparado as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo; o quarto dianteiro segue cotado a R$ 17,80 por quilo; e a ponta de agulha se mantém a R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,02%, sendo negociado a R$ 5,3872 para venda e a R$ 5,3852 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3862 e a máxima de R$ 5,4450.



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Sindi x senepol: o cruzamento que gera gado ultraprecoce no calor do Brasil


Pecuaristas, a escolha de um bom cruzamento é fundamental para a lucratividade da fazenda. Ricardo Paez, criador de Três Corações, no estado de Minas Gerais, levantou uma dúvida interessante: o que esperar do cruzamento de sindi com senepol? Assista ao vídeo e confira as considerações.

A resposta, no entanto, vai muito além de uma simples combinação de raças e aponta para o potencial da pecuária de precisão.

Nesta terça-feira (12), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos e autor do blog “Crossbreeding”, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que o cruzamento de raças que se complementam, como o sindi e o senepol, pode gerar resultados impressionantes na precocidade do rebanho.

O que o cruzamento Sindi x Senepol oferece

Bovinos da raça Sindi puros de origem (PO) da Embrapa reconhecidos pela ABCZ. Foto: Fernanda Birolo/Embrapa SemiáridoBovinos da raça Sindi puros de origem (PO) da Embrapa reconhecidos pela ABCZ. Foto: Fernanda Birolo/Embrapa Semiárido
Bovinos da raça Sindi puros de origem (PO) da Embrapa reconhecidos pela ABCZ. Foto: Fernanda Birolo/Embrapa Semiárido

Alexandre Zadra destaca que o cruzamento entre duas raças de pequeno porte, como o sindi x senepol, resulta em animais extremamente precoces.

Essa precocidade se manifesta tanto nos machos, que se tornam bois precoces, quanto nas fêmeas, que atingem a maturidade sexual muito cedo, tornando-se ultraprecoces.

As vantagens desse cruzamento estratégico são claras:

  • 100% de tropicalização: Tanto o sindi (um zebuíno) quanto o senepol (um taurino adaptado) são raças selecionadas para o calor e a umidade. Os bezerros resultantes serão 100% tropicais e muito rústicos, ideais para as condições brasileiras.
  • 100% de heterose (vigor híbrido): O cruzamento de um taurino com um zebuíno gera o máximo de heterose, o que potencializa o vigor, a adaptabilidade e o desenvolvimento dos animais, com um desempenho superior ao de seus pais de forma individual.

O especialista alerta que, por serem animais de pequeno porte e precoces, é crucial um manejo nutricional adequado para que a desmama seja bem-feita e que os bezerros atinjam um peso considerável.

Se bem manejados, os machos alcançarão o peso ideal que os frigoríficos procuram. A grande vantagem desse cruzamento é a produção de fêmeas ultraprecoces, o que contribui para um ciclo de produção mais rápido e eficiente na cria.

Onde a pecuária de cruzamento se destaca

Reprodutor da raça Senepol. Foto: Divulgação

A pecuária de cruzamento se destaca pela capacidade de combinar as melhores características de diferentes raças para se adaptar a um determinado ambiente e a objetivos de produção específicos.

Em climas tropicais, o cruzamento sindi x senepol é uma estratégia inteligente para quem busca um rebanho com as seguintes qualidades:

  • Precocidade: Fêmeas ultraprecoces que entram em reprodução mais cedo, acelerando o retorno sobre o investimento.
  • Rusticidade: Animais 100% adaptados ao calor, com menor estresse e maior resistência a parasitas.
  • Heterose: Vigor híbrido que impulsiona o desenvolvimento e a saúde geral do rebanho.
  • Qualidade de carne: Combinação de genética de corte com uma matriz zebuína, resultando em carne de melhor qualidade e maciez.

A resposta de Alexandre Zadra mostra que a pecuária de precisão não se baseia em suposições, mas em uma análise aprofundada dos atributos de cada raça. A escolha do cruzamento certo, como o sindi x senepol, pode ser uma ferramenta poderosa para aumentar a lucratividade do seu negócio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agro fecha julho com saldo positivo, mas preços internacionais pressionam parte dos setores


As exportações brasileiras do agronegócio totalizaram US$ 15,6 bilhões em julho de 2025, um avanço de 7,2% frente a junho e de 1,47% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA baseada em dados da Secex.

O desempenho positivo foi puxado pela soja em grãos, que manteve o ritmo forte de embarques, somando 12,3 milhões de toneladas, alta de 9% sobre julho de 2024, sustentada pelo apetite chinês – responsável por 75% das compras no acumulado do ano. Apesar do aumento no volume, os preços recuaram 7,1% na mesma comparação, para US$ 409,7/t.

No complexo de proteínas, o destaque foi a carne bovina in natura, que atingiu 237 mil toneladas, recorde da série histórica e 17% acima de julho de 2024, com preços médios 26% superiores, a US$ 5.551/t. Já a carne de frango ensaiou recuperação após os impactos da gripe aviária, avançando 18,3% frente a junho, mas ainda 22% abaixo do volume de um ano antes. A carne suína caiu 5,2% no comparativo anual, com 113 mil t embarcadas, mas com valorização de 9,3% no preço médio.

Entre os produtos básicos, o milho registrou forte retração, com exportações de 2,4 milhões de toneladas – queda de 31% na comparação anual. Já no setor sucroenergético, o etanol avançou 72% em volume, enquanto o açúcar VHP recuou 5,4%, ambos com queda nos preços médios.

A análise do Itaú BBA indica que, apesar do avanço em alguns segmentos estratégicos, o cenário é de “contrastes setoriais”, com pressões sobre preços internacionais, competição acirrada e desafios logísticos que podem influenciar o ritmo de embarques no segundo semestre.

 





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A receita do morango do amor: o doce que conquistou a internet


Morango do amor | Foto: Aline Nascimento

Ele é bonito, brilhante, saboroso e viciante! O morango do amor virou tendência nas redes sociais e está bombando em feiras, festas e até como renda extra. E adivinha? A gente tem a receita completa e exclusiva pra você se jogar nessa febre!

E o mais incrível: essa delícia tem uma criadora apaixonada pela confeitaria. Quem desenvolveu essa receita e compartilhou com a equipe do Canal Rural, foi Sandra Nascimento, empreendedora que trabalha com doces há mais de 20 anos. “É amor mesmo, de verdade. Cada receita minha carrega um pouco da minha história”, conta Sandra.

Então, anote aí…

Recheio

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 4 colheres de leite Ninho
  • Modo de fazer: Cozinhe tudo em fogo médio, mexendo sempre, até desgrudar da panela. O ponto é de brigadeiro cremoso.

Calda

  • 2 xícaras de açúcar
  • 1 xícara de água
  • 2 colheres de vinagre de álcool
  • Corante em pó (a gosto)
  • Modo de fazer: Misture todos os ingredientes numa panela, mexa bem até o açúcar dissolver. Depois, pare de mexer e deixe ferver até atingir 150°C.
  • Dica de ouro: Use um termômetro culinário para garantir o ponto certo da calda. Assim você acerta o brilho e a crocância na medida certa!

Preparo do morango caramelizado:

Morangos caramelizados | Foto: Arquivo pessoal
  • Lave bem os morangos e seque completamente. Espete cada um com um palito de churrasco (pelo cabinho ou pela base)
  • Desligue o fogo e mergulhe rapidamente cada morango na calda, girando para cobrir bem.
  • Coloque os morangos sobre uma superfície untada com manteiga até a calda endurecer.

Então, que tal aproveitar essa tendência e levar mais doçura (e quem sabe um lucro extra!) pra sua vida?

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Preços de soja em dia de USDA; confira as cotações pelo país



O mercado brasileiro de soja registrou forte movimento nesta terça-feira (12), impulsionado pela alta na Bolsa de Chicago. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, a valorização de cerca de 20 pontos na CBOT trouxe suporte adicional às cotações, especialmente nos portos. Apesar da queda acentuada do dólar e de ajustes discretos nos prêmios, o avanço em Chicago sustentou o mercado nacional.

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Ao longo do dia, houve relatos de bons negócios, com portos e indústrias buscando soja a preços firmes. O produtor aproveitou o momento para fechar volumes relevantes, principalmente com pagamentos programados para setembro. De modo geral, os preços subiram de forma consistente, não explosiva, mas suficiente para gerar boas oportunidades.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): de R$ 134,00 para R$ 136,00
  • Porto de Rio Grande (RS): de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Cascavel (PR): estável em R$ 135,00
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 140,00 para R$ 141,50
  • Rondonópolis (MT): de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): de R$ 124,50 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): de R$ 125,00 para R$ 126,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em alta expressiva. Após uma manhã de realização de lucros, o mercado reverteu a tendência após a divulgação do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou safra e estoques americanos para a temporada 2025/26 abaixo das expectativas dos analistas.

Estimativas para a safra norte-americana

A produção norte-americana está estimada em 4,292 bilhões de bushels (116,8 milhões de toneladas), contra 4,335 bilhões (117,98 milhões) do relatório anterior e 4,371 bilhões (118,96 milhões) esperados pelo mercado. A produtividade foi revisada para 53,6 bushels por acre, ante 52,5 bushels do relatório anterior.

Os estoques finais de soja nos EUA foram projetados em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), contra 310 milhões (8,44 milhões) do relatório anterior e uma expectativa de 359 milhões (9,75 milhões) pelo mercado.

No cenário global, os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124,9 milhões de toneladas, abaixo da previsão de 127,9 milhões. Para a temporada 2024/25, a estimativa é de 125,2 milhões de toneladas, ligeiramente acima da expectativa de 125 milhões.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão para entrega em setembro de 2025 fecharam com alta de 21 centavos de dólar por bushel (2,11%), cotados a US$ 10,12 3/4 por bushel. A posição em novembro de 2025 avançou 21,5 centavos (2,12%), fechando a US$ 10,32 3/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para dezembro de 2025 teve valorização de US$ 1,70 (0,58%), cotado a US$ 291,90 por tonelada. O óleo para o mesmo vencimento fechou a 53,14 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,14 centavo (0,26%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,3872 para venda e R$ 5,3852 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3862 e R$ 5,4450.



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Estados do Sul serão os primeiros a exportar carne bovina ao Japão



Os estados do Sul devem ser os primeiros do país a exportar carne bovina ao Japão. A abertura deste mercado, um sonho antigo do agronegócio nacional, está prestes a virar realidade. A informação provém de reportagem da CNN Brasil.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram pioneiros na obtenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação, condição alcançada por todo o Brasil apenas no fim de maio deste ano.

O Japão é considerado um dos mercados mais rigorosos do mundo quanto às exigências sanitárias, mas também um comprador voraz: em 2024, se consolidou como o terceiro maior importador do produto no mundo, com mais de 700 mil toneladas em compras.

Deste volume, 80% é proveniente dos Estados Unidos e da Austrália, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Auditorias do Japão no Sul do Brasil

Para iniciar as exportações, o Brasil precisou passar por 12 etapas, processo que já se arrasta há mais de 20 anos. Entre as fases necessárias, as auditorias nos três estados do Sul, já realizadas, são o passo mais importante. Conforme as fontes ouvidas pela CNN, as autoridades japonesas devem apresentar o relatório de aprovação ao governo federal em breve.

De acordo com as partes brasileiras envolvidas no processo, um pedido para habilitar exportações para todo o território nacional de imediato poderia atrasar o processo, que já é lento, obrigando o reinício de etapas. Assim, a ideia é contemplar os embarques de outras unidades da federação em um próximo passo.

Isso porque o Japão, por ser rigoroso em questões sanitárias, não concede aprovação para todo um país sem antes realizar inspeções em cada estado.

Para avançar nas tratativas, uma comitiva do governo federal desembarcou no Japão nessa segunda-feira (11). O grupo, liderado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, se reunirá com suas contrapartes japonesas para acompanhar de perto o andamento dos trâmites regulatórios para a entrada da carne bovina brasileira no país.

Alternativa ao tarifaço dos EUA

Do lado do Brasil, o Japão é visto como alternativa para diversificar destinos de exportação após o tarifaço de Donald Trump.

Em encontro realizado em março deste ano em Tóquio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que, no passado, o fluxo comercial entre os dois países já foi da ordem de US$ 17 bilhões e, atualmente, está em US$ 11 bilhões. “Temos um espaço de ao menos US$ 6 bilhões para recuperar”, disse, à época.

Segundo o governo, há boas expectativas de que a abertura de mercado seja concretizada ainda este ano. A ampliação do mercado brasileiro de carne suína e outros produtos de origem vegetal ao Japão também está na pauta do encontro.



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Preço do café cai pela primeira vez depois de um ano e meio, diz IBGE



Ao divulgar a inflação oficial de julho nesta terça-feira (12), que marcou 0,26%, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou uma percepção que não era registrada no país há mais de um ano: depois de 18 meses, o preço do café moído caiu.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que o café recuou 1,01%. Nos 18 meses anteriores, a alta do produto chegou a 99,46%, ou seja, praticamente dobrou de preço.

Com o recuo de julho, o café soma alta de 41,46% no ano e de 70,51% em 12 meses. A inflação anual do café moído faz do item o segundo com maior influência de alta no IPCA do mesmo período (5,23%), respondendo por 0,30 ponto percentual (p.p.). Fica atrás apenas das carnes, que representam 0,54 p.p. (alta de 23,34%).

Queda de preço

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, a queda de preço no mês passado é resultado da safra e não pode ser atribuída ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

“São números de julho”, diz Gonçalves, destacando que a cobrança de 50% sobre produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, entre eles o café, só começou no último dia 6.

“[Em julho], já estava começando a colheita, uma oferta maior no campo. Pode ser efeito dessa maior oferta”, sugere o analista.

Com a colheita, mais café fica à disposição para ser ofertado, fazendo com que a pressão provocada pela demanda dos consumidores caia e, consequentemente, os preços recuam.

Esse efeito, aliás, é um reflexo esperado também a partir do tarifaço, caso os produtores de café não consigam encontrar outros países que comprem o produto brasileiro, uma vez que as tarifas vão encarecer o café e fazer compradores americanos pensarem duas vezes antes de adquirir o item.

“Tendo uma oferta maior do produto, a tendência é redução de preços”, opina Gonçalves.

Clima e China

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), a alta do café nos 18 meses anteriores a julho era explicada por fatores como eventos climáticos, que prejudicaram a safra do grão, e por maior demanda mundial, impulsionada pelos chineses, que aumentaram o consumo da bebida.



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Bahia e Emirados Árabes Unidos discutem termos para produção de tâmaras no semiárido baiano


Nesta segunda-feira (11), representantes da Bahia e dos Emirados Árabes Unidos discutiram os termos do acordo de cooperação técnica para implementação de um projeto inédito de cultivo de tâmaras no semiárido baiano.

A reunião online foi realizada sentre a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) com a Fundação Zayed e a Al Foah Company, dos Emirados Árabes Unidos.

A proposta prevê um investimento de US$ 4 milhões ao longo de cinco anos, com o plantio inicial de 10 mil mudas da planta. O acordo deve ser formalizado no período da COP 30, marcada para novembro, em Belém (PA).

Segundo a Seagri, o acordo inclui transferência de tecnologia, capacitação técnica de agricultores e assistência especializada para viabilizar o cultivo em regiões com clima seco e quente, propício à tamareira.

Foto: Divulgação/Seagri

“A expectativa é que a Bahia se torne um novo polo produtor de tâmaras, aproveitando as características do semiárido. Estamos unindo esforços com parceiros internacionais e instituições de pesquisa para implantar uma cadeia produtiva sólida, geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional”, afirmou o secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo.

Primeiras mudas no estado

As primeiras 100 mudas de tamareiras, de 12 variedades diferentes doadas pelos Emirados Árabes chegaram à Bahia em julho.

Cumprindo normas de controle, as plantas passaram por quarentena no Centro Nacional de Pesquisa de Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), da Embrapa, em Brasília, e foram liberadas pela Adab após inspeção fitossanitária.

Bahia inicia implantação da cultura da tâmara com distribuição de mudas; tamareirasBahia inicia implantação da cultura da tâmara com distribuição de mudas; tamareiras
Edição: Vinicius Ramos/Canal Rural Bahia | Imagens: Divulgação/Adab e Freepik

Durante a reunião, o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Menezes, destacou o cuidado na introdução da cultura no estado.

“A introdução da tamareira na Bahia conta com toda a atenção da Adab, garantindo a segurança fitossanitária e a distribuição em regiões aptas ao cultivo. Estudos indicam que a tamareira se adapta bem a climas quentes e secos, com irrigação controlada e manejo adequado, uma alternativa viável para diversificação produtiva e fonte de renda, principalmente, na região semiárida do estado”, explicou Menezes.

Potencial produtivo da tâmara

Com o manejo ideal, a tamareira pode começar a produzir entre quatro e seis anos após o plantio.

Além disso, quando atinge a maturidade plena, cada planta pode render até 70 kg de frutos por ano, o que a torna uma cultura de alto valor agregado, com forte apelo no mercado interno e externo.

De acordo com a Seagri, a Phoenix dactylifera, nome científico da tamareira, é uma palmeira robusta, que pode atingir até 30 metros de altura. Seus frutos têm polpa carnuda, sabor doce e alto valor nutricional.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pesca (Mapa) as importações brasileiras de tâmaras cresceram mais de 450% na última década — de 776 toneladas para mais de 4,3 mil toneladas por ano, o que indica um mercado consumidor em expansão e potencial para substituição de importações com produção nacional.

Participaram da reunião a assessora técnica da Seagri, Waleska Viana, representando a embaixada dos Emirados Árabes, Nobienne Freire, e a Fundação Zayed, o diretor de Parcerias Estratégicas Mohammad Amin.


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