sábado, maio 9, 2026

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Mercado de café segue volátil após tarifa dos EUA


As exportações de café do Vietnã e da Indonésia registraram crescimento no primeiro semestre de 2025, impulsionadas, em parte, pela menor disponibilidade de conilon brasileiro no mercado internacional.

Segundo dados do setor, no Vietnã, os embarques se mantêm acima dos níveis de 2024 desde fevereiro, quando a safra 2024/25 começou a ser comercializada. No acumulado de janeiro a julho, as exportações cresceram 6,9%. Apesar do desempenho recente, o volume total da safra 2024/25 ainda é inferior ao registrado em 2023/24, devido a um início mais lento e ao recorde de embarques nos primeiros meses da temporada anterior.

Na Indonésia, a recuperação já vinha ocorrendo em 2024, impulsionada pela maior produção da safra 2024/25. Conforme a analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, a ausência de vendedores brasileiros desde janeiro foi outro fator determinante. “A ausência de vendedores brasileiros no mercado desde janeiro também impulsionou os embarques, com aumento de 76% no primeiro semestre do ano”, afirmou. Com a boa safra de 2025/26, o país acumula alta de 58,1% nas exportações em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

A maior disponibilidade de café na Ásia e a redução dos diferenciais na região em parte de 2025 também favoreceram as vendas. No entanto, nas últimas semanas, os diferenciais aumentaram, principalmente no Vietnã, devido à menor oferta durante o período de entressafra. Comerciantes locais informam que a maior parte da safra 2024/25 já foi vendida, restando pouco estoque.

Sobre a nova temporada, a analista destacou: “No geral, o desenvolvimento permanece positivo, mas devemos monitorar a distribuição da precipitação mais de perto nos próximos meses. A colheita da nova temporada deve ocorrer entre outubro e novembro, com uma maior oferta de café chegando ao mercado em dezembro”.

Na Indonésia, parte expressiva da safra 2025/26 já foi comercializada. Os produtores aguardam preços mais altos antes de negociar o restante, em um cenário de diferenciais também em alta. O país enfrentou chuvas intensas nas últimas semanas. “Embora nenhuma grande perda tenha sido relatada, as chuvas interromperam o final da colheita e desaceleraram o comércio. Por outro lado, também surgiram relatos de uma diminuição na demanda por cafés asiáticos. Isso pode refletir tanto as recentes mudanças nos diferenciais, quanto a expectativa de aumento da disponibilidade de conilon brasileiro no segundo semestre do ano, já que a safra 2025/26 do Brasil está praticamente concluída”, explicou Laleska.

No cenário internacional, a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos também influencia os preços. Com a tarifa de 50% sobre o café brasileiro entrando em vigor na semana passada, o comércio entre os dois países foi interrompido. O café embarcado antes de 6 de agosto ainda poderá entrar nos EUA sem a tarifa, desde que chegue até 6 de outubro, mas a expectativa é de que não ocorram novos negócios no curto prazo.

“Isso apoiou os preços futuros, especialmente os do arábica. Nesse sentido, o contrato de setembro ultrapassou 300 centavos de dólar por libra-peso na última semana. Uma frente fria atingindo o Brasil nos próximos dias também apoiou os futuros. Os preços devem permanecer voláteis nos próximos meses devido às incertezas em relação aos impactos de médio e longo prazo na cadeia global de fornecimento de café”, afirmou a analista.





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Frente fria persiste e leva pancadas de chuva a duas regiões



Previsão do tempo desta sexta-feira (15) se divide entre frente fria, pancadas de chuva e temperaturas nas alturas. Confira:

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Sul

A frente fria avança em alto mar, mas ainda provoca chuva fraca no litoral norte gaúcho e nos litorais de Santa Catarina e Paraná. O Rio Grande do Sul e o leste catarinense e paranaense seguem com bastante nebulosidade, enquanto nas demais áreas, o sol predomina. As temperaturas permanecem baixas, com risco de geada no sul gaúcho e na serra de SC. Já no noroeste do PR, o calor persiste e a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%.

Sudeste

Pancadas de chuva continuam no litoral da região, de fraca a moderada intensidade, devido à passagem de uma frente fria pelo oceano. Também há previsão para cidades do leste de Minas Gerais. A nebulosidade aumenta no litoral e no leste mineiro, enquanto nas demais áreas, o sol aparece entre nuvens. As temperaturas no sul de São Paulo e no Rio de Janeiro continuam baixas, mas permanecem elevadas no restante da região. No centro-oeste paulista e mineiro, a umidade relativa do ar fica abaixo dos 30%.

Centro-Oeste

A região segue com tempo firme, sem previsão de chuva. Em Mato Grosso e Goiás, o sol aparece entre nuvens e em Mato Grosso do Sul, o sol predomina. Pela manhã, as temperaturas ficam mais amenas, mas sobem à tarde. As máximas podem chegar a 36°C em Sinop (MT) e 32°C em Goiânia (GO), e a umidade relativa do ar pode continuar abaixo dos 30%, podendo atingir valores inferiores a 20% em áreas do interior de Goiás e sul mato-grossense.

Nordeste

Áreas de chuva no litoral sul da Bahia avançam pelo estado, e há previsão de pancadas entre Sergipe e Rio Grande do Norte, além do Ceará e Maranhão. Há bastante nebulosidade em todo o litoral da região e também entre MA e PI. Nas demais áreas, o sol aparece entre nuvens. As temperaturas ficam elevadas no interior, especialmente entre Piauí, MA e o centro-oeste da BA, onde as máximas podem se aproximar de 35 °C. A qualidade do ar permanece baixa em grande parte da região.

Norte

Áreas de instabilidade continuam no norte dos estados, entre Amapá e Amazonas. Também há previsão de chuva no oeste do Pará, na divisa com o AM, e no Acre. O sol aparece entre nuvens na região, e as temperaturas continuam elevadas, com máximas de 35°C em Palmas (TO) e 37°C em Porto Velho (RO). A umidade relativa do ar segue em níveis críticos, abaixo de 30%, em grande parte da região central do Brasil.



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Custo de produção do leite sobe 4,31% no Mato Grosso



O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com suplementação mineral




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (11), o Custo Operacional Efetivo (COE) para produzir leite em Mato Grosso subiu 4,31% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, alcançando R$ 1,45 por litro. O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com suplementação mineral, outros custos e aquisição de animais, que tiveram alta de 6,79%, 14,99% e 18,81%, respectivamente.

No mesmo período, o preço médio pago ao produtor no estado foi de R$ 2,31 por litro, resultando em uma margem positiva de R$ 0,87 por litro quando considerado apenas o COE.

Por outro lado, ao incluir depreciações e mão de obra familiar, o Custo Operacional Total (COT) atingiu R$ 2,37 por litro. “Nesse cenário, a margem do produtor não se sustenta, ficando em -R$ 0,06 por litro”, destacou o Imea.

De acordo com a análise, a situação exige atenção, pois a viabilidade da atividade depende de margens que cubram não apenas os custos diretos, mas também investimentos de longo prazo. O instituto aponta que essa conjuntura já resulta em menor captação e produção, pressionando a rentabilidade.





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USDA indica avanço mais lento no algodão



Qualidade do algodão recua




Foto: Canva

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que 93% da safra de algodão havia atingido o estágio de quadratura em 10 de agosto. O percentual representa dois pontos a menos em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior e um ponto abaixo da média dos últimos cinco anos.

Segundo o levantamento, 65% do algodão estava com capulhos em formação no final da última semana, índice sete pontos inferior ao do ano passado e seis pontos abaixo da média histórica. Já 8% da safra apresentava capulhos em abertura na mesma data, número quatro pontos abaixo do observado no ano anterior e dois pontos aquém da média.

O USDA informou ainda que 53% do algodão do país foi classificado como em condições de bom a excelente no dia 10 de agosto, resultado dois pontos percentuais inferior ao da semana anterior.





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Chuvas e calor marcam semana no México



USDA relata impactos da tempestade Ivo no México




Foto: Pexels – Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), informou que a tempestade tropical Ivo passou, em 6 de agosto, a menos de 240 quilômetros ao sul de Acapulco, no estado de Guerrero, México. Dois dias depois, o fenômeno atingiu distância semelhante ao sul do extremo da Baixa Califórnia, seguindo para águas mais frias até sua dissipação.

De acordo com o boletim, Ivo estava imerso em uma profunda massa de umidade atmosférica, o que provocou chuvas generalizadas de 10 a 50 milímetros no cinturão de milho do planalto sul. Totais mais elevados, entre 100 e 200 milímetros, localmente superiores, foram registrados no sul de Veracruz e áreas próximas, como o norte de Oaxaca e partes de Chiapas.

O relatório também destacou que chuvas intensas se estenderam para o norte, alcançando o oeste do México, incluindo regiões de Nayarit, Sinaloa, sul de Sonora e sudoeste de Chihuahua. Entretanto, grande parte do norte do país registrou clima quente e seco, devido à interrupção temporária da circulação das monções norte-americanas.

As temperaturas da semana ficaram, em média, entre 2°C e 4°C acima do normal em grande parte de Sonora, Chihuahua e Coahuila. Pouca ou nenhuma chuva foi registrada no centro-norte e nordeste do México, com a condição se estendendo até o sul do país.





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Bahia amplia abastecimento de milho para pequenos criadores



ProVB já comercializou 5 milhões de quilos em 2025 na Bahia




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçou, nesta semana, o abastecimento de milho para pequenos criadores na Bahia. De acordo com a Conab, a unidade de Itaberaba recebeu cerca de 78 mil quilos e a de Ribeira do Pombal, mais de 51 mil quilos. Os volumes integram um carregamento superior a 5 mil toneladas previsto para o estado, sendo 2 mil destinadas a Irecê, aproximadamente 1,5 mil a Itaberaba e cerca de 1,7 mil a Ribeira do Pombal. As entregas devem continuar nos próximos dias até completar o quantitativo programado para as unidades.

O milho é comercializado por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), que permite a compra direta do grão por pequenos criadores. Segundo a Conab, “o limite mensal de aquisição é de até 27 toneladas por cliente, respeitando o consumo proporcional ao plantel registrado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican)”. Os preços de venda são atualizados a cada quinzena e, até 15 de agosto, estavam fixados em R$ 69,00 por saca de 60 quilos nas unidades de Itaberaba e Irecê.

Podem participar do programa suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, bubalinocultores, coturnicultores e aquicultores com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou documento CAF-Pronaf ativos. A Conab explica que “também têm acesso produtores que, mesmo sem esses registros, possuam imóveis de até 10 módulos fiscais ou cuja renda anual se enquadre nos limites do Pronaf”.

No acumulado do ano, o ProVB na Bahia já comercializou mais de 5 milhões de quilos de milho, atendendo a cerca de 1,6 mil criadores em mais de 4,4 mil operações de venda. O estado conta com quase 1,2 mil criadores cadastrados em Itaberaba, aproximadamente 700 em Irecê e cerca de 1 mil em Ribeira do Pombal, totalizando cerca de 2,9 mil produtores aptos ao programa. Para solicitar a análise da documentação enviada no Sican, é necessário solicitar a habilitação no sistema do Balcão Digital.





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Agricultura deve enfrentar desafios com seca no Norte e no Sudeste e excesso de umidade no Sul, aponta Inmet


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o prognóstico agroclimático para o trimestre de agosto, setembro e outubro de 2025, com destaque para um cenário de seca no Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e parte da Região Norte, enquanto o Sul do país deve registrar chuvas acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As previsões indicam impactos diretos no desenvolvimento de culturas agrícolas e na disponibilidade de água no solo.

Segundo informações do Inmet, o déficit hídrico será mais intenso em áreas produtoras do Centro-Oeste e Norte do país, com redução significativa dos estoques de umidade no solo, em alguns casos inferiores a 30%. O fenômeno deve afetar culturas em final de ciclo, como milho e feijão, além de pastagens, aumentando a demanda por irrigação suplementar. Já no Sul, a expectativa é de manutenção de níveis elevados de umidade, o que favorece o cultivo de trigo, cevada e aveia, mas também pode dificultar operações de colheita em momentos de excesso de chuva.

No Norte, áreas do Pará, Rondônia, Tocantins e Acre devem enfrentar reduções de até 30 mm na precipitação em relação à média histórica, elevando o risco de perdas em lavouras irrigadas e sistemas agroflorestais. Em contrapartida, o noroeste do Amazonas e o norte de Roraima devem ter condições mais favoráveis para culturas perenes tropicais.

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O Nordeste terá cenário misto: enquanto o litoral leste de Alagoas, Sergipe e Pernambuco deve registrar chuvas acima da média, o interior da região, incluindo Maranhão, Piauí e Bahia, enfrentará seca mais acentuada a partir de setembro, com déficit superior a 100 mm, prejudicando lavouras de sequeiro e reduzindo a qualidade das pastagens.

No Sudeste, a previsão é de chuvas abaixo da média em todos os estados, com maior escassez no norte de Minas Gerais e parte do interior paulista. Essa condição pode comprometer o desenvolvimento de milho tardio e trigo de sequeiro, ao mesmo tempo em que favorece a colheita de cana-de-açúcar e café.

Já no Sul, a previsão é otimista para o desenvolvimento das culturas de inverno. O Rio Grande do Sul deve receber até 50 mm a mais de chuva do que o esperado, garantindo umidade adequada no solo. Contudo, o excesso hídrico em áreas pontuais pode exigir atenção redobrada no manejo e na programação das operações agrícolas





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Apenas acordo com os EUA resolve crise no setor madeireiro, diz Associação



A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) divulgou nota nesta quinta-feira (14) sobre o pacote de medidas anunciadas pelo governo federal brasileiro para auxiliar empresas exportadoras atingidas pela tarifa aplicada pelos Estados Unidos (EUA).

Para a entidade, apesar de bem-vinda, a ajuda é apenas um alívio temporário e de ação paliativa, frente à crise que se instalou no setor madeireiro em decorrência da tarifação. 

“Para a Abimci, a solução está na negociação do governo federal brasileiro junto aos EUA para que haja uma adequação de taxas que possibilitem a manutenção das vendas dos produtos madeireiros para aquele mercado. Entretanto, observamos que esse não tem sido o foco e objetivo do governo brasileiro, apesar de outros países que foram taxados terem sido exitosos nas negociações diretas com os EUA, conseguindo reduzir suas tarifas”, destaca o texto. 

Contudo, a nota da entidade não cita o fato de o presidente Donald Trump ter vinculado a sobretaxa de 50% à interrupção do que entende como perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ação que o Executivo brasileiro não tem mérito para interferir.

Produção parada e férias coletivas

De acordo com a Associação, após a implementação da nova alíquota pelos EUA, a situação do setor é extremamente preocupante. “Devido aos cancelamentos de contratos e paralisação de mercados, algumas empresas estão com parte da produção parada, outras deram férias coletivas parciais ou totais, pois não há mais espaço para armazenamento dos produtos já fabricados e que seriam destinados aos EUA.”

Exemplo disso é a Millpar, fabricante de produtos à base de madeira, como guarnições e molduras, que concedeu férias coletivas de 15 dias a 640 funcionários de sua unidade de Guarapuava, no Paraná, em julho. Já a Sudati, especializada em compensados e MDF, também do Paraná, demitiu no final do mês passado 100 funcionários de duas unidades do estado.

Para a Abimci, embora o governo recomende a busca de novos mercados, tal alternativa é inviável para o setor madeireiro, tanto pelas características técnicas dos produtos, quanto pelas questões de volume e share de participação conquistado durante décadas junto ao mercado norte-americano. 

A entidade destaca que desde o anúncio da taxação, em 9 de julho, o setor tem se mobilizado e trabalhado intensamente na busca por soluções em diferentes frentes, junto aos governos federal e estaduais.

“Levamos informações, dados setoriais e de nossa balança comercial, mostramos qual o nível de dependência do mercado americano por segmento, impactos em empregos e abrangência regional. Todo esse trabalho de compilação visou subsidiar o governo para que as negociações com os EUA fossem pautadas pela diplomacia, argumentos técnicos e comerciais”, argumenta a nota.

No entanto, a Abimci diz observar com preocupação a ausência de ações efetivas por parte do governo brasileiro para fazer a negociação direta com os EUA, “nem antes, nem depois da confirmação da taxação”, diz o trecho. 

‘Negociação não pode ser transferida’

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente reitera que qualquer progresso para melhorar a sobretaxa dos EUA ao Brasil passa, necessariamente, pela negociação governamental e de adequação das tarifas a níveis comercialmente viáveis. “E essa responsabilidade não pode ser transferida ao setor produtivo”, ressalta a entidade. 

Por fim, a nota da entidade arremata: “ou o governo brasileiro age com máxima urgência, adotando negociações técnicas e com isenção política e ideológica, ou seremos obrigados a assistir, impotentes, ao desaparecimento de cadeias produtivas consolidadas e ao consequente desmonte social nas comunidades que delas dependem.”

Exportação do setor aos EUA

O setor madeireiro exportou US$ 1,6 bilhão para os EUA em 2024, para onde são destinados, em média, 50% do total que o setor madeireiro produz no Brasil, diz a Abimci.

Conforme a entidade, alguns segmentos dependem exclusivamente do mercado norte-americano, com 100% de suas vendas atreladas a esse país.

Dados da Associação dão conta de que o impacto da aplicação das taxas norte-americanas nas empresas madeireiras coloca em risco aproximadamente 180 mil empregos diretos em todo o Brasil.



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Busca de novos mercados passa pela inserção do café verde no Reintegra, defende setor



Entre os 7.691 produtos atingidos pelo tarifaço de 50% imposto por Donald Trump está o café. As entidades que representam o setor lutam para entrar na lista de exceção com tarifa mínima de 10%, conforme acontecia desde abril.

A respeito do pacote de R$ 30 bilhões em crédito anunciados pelo governo às empresas afetadas, as entidades que representam os cafeicultores consideram bem-vindo, mas julgam que é preciso ampliar benefícios.

Exemplo disso é a inserção do café verde no Reintegra, visto que apenas os industrializados, torrados e moídos e os solúveis estão contemplados. Porém, de acordo com o diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, 90% de tudo o que o Brasil exporta para os Estados Unidos são cafés verdes beneficiados, prontos para a indústria norte-americana utilizar.

“Temos que colocar a NCM [Nomenclatura Comum do Mercosul] dos cafés verdes dentro do programa Reintegra e, aí sim, os exportadores serem atendidos de uma forma mitigadora de impactos dentro de uma agenda que se busca a negociação para se conviver o menor tempo possível com essas tarifas”.

O programa Reitegra permite que empresas exportadoras recebam de volta parte dos tributos pagos durante a produção daquilo que é vendido. Segundo o governo, micro e pequenas empresas passarão a ter 6% de retorno, enquanto médias e grandes reincorporam 3%. O benefício se estende até dezembro deste por centro e o benefício vale até dezembro de 2026.

Vinte por cento da receita das exportações de café solúvel brasileiro vem dos Estados Unidos, o equivalente a cerca de US$ 200 milhões. As medidas anunciadas estão sendo revistas e o reintegra é aposta para este segmento a curto prazo.

“Para uma tarifa de 50%, 3% ajuda, mas ainda continuamos com 47% de diferença. Então isso quase que se torna uma medida que não sei se vai ter muito efeito prático, embora seja positiva”, considera o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Agnaldo José de Lima.

Segundo ele, se o Reintegra for estendido a todas as exportações brasileiras, deixará o setor 3% mais competitivo em diversos outros mercados em que o Brasil atua. “Isso nos permite redirecionar exportações para países onde nós temos uma concorrência acirrada”, acredita.



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