quinta-feira, maio 7, 2026

Agro

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‘Help, Mr.Trump!’, clamam sojicultores dos Estados Unidos


A maior agricultura do mundo, com o maior nível de suporte e subsídios, a norte-americana, está pedindo “Help” ao presidente dos Estados Unidos. Uma carta formal da American Soybean Association (ASA), maior concorrente do Brasil, tem em parte do seu texto um tom de súplica: “Senhor presidente, o senhor tem apoiado fortemente os agricultores e os agricultores tem apoiado fortemente o senhor. Precisamos da sua ajuda.”

Nesse pedido, a ASA afirma: “os produtores de soja estão sob extrema pressão financeira. Os preços continuam caindo e, ao mesmo tempo, nossos agricultores estão pagando significativamente mais por insumos e equipamentos”.

O presidente da entidade norte-americana, Caleb Ragland, continua: “os produtores de soja dos EUA não podem sobreviver a uma disputa comercial prolongada com nosso maior cliente”, se referindo à China. Os norte-americanos falam de um “precipício comercial e financeiro”.

E aí chegamos no Brasil. O USDA projeta que o Brasil produziu 42% mais soja que os Estados Unidos em 2024/25. E que atendemos hoje perfeitamente toda a demanda chinesa. As análises das entidades norte-americanas informam que Pequim já contratou recordes de volume do Brasil para os próximos meses.

E acrescentam que hoje o quadro para os Estados Unidos pode ser ainda pior do que aquele de 2018/19, na primeira guerra comercial de Trump, onde os Estados Unidos perderam cerca de US$ 9,4 bilhões por ano de exportações, e afirmam nesse documento distribuído a todas autoridades públicas: “agora o quadro pode ser ainda pior, pois a China demonstra disposição de manter a dependência do fornecedor brasileiro”.

A entidade agrícola norte-americana cobra que o presidente Trump, em Washington, consiga um acordo que reabra o mercado chinês, seja pela eliminação de tarifas retaliatórias ou obtendo cotas pontuais específicas de importação da China. Trump, dias atrás, vociferou nas redes: “China, comprem 4 vezes mais da nossa soja americana”. Agricultores aplaudiram, porém a ASA enfatizou que até neste instante não há nenhum contrato firmado com o país asiático.

Portanto, leitoras, leitores, vejam que situação: o maior agribusiness planetário, os Estados Unidos, onde somente o valor bruto da produção total agrícola desse país somada é 10 vezes maior do que a nossa; onde o tamanho do PIB norte-americano é cerca de 15 vezes maior do que o nosso, agora pedem ao seu presidente Trump, o “imperador das guerras comerciais”, que os salvem de um concorrente aqui da faixa tropical do planeta, o Brasil, onde o crescimento e a competitividade de vários produtos agropecuários, dentre eles a soja, não contou com nenhum programa maravilhoso de Estado, com suporte extraordinário de capital favorecido e com uma proteção espetacular como a rede que cuida, envolve, e protege agricultores dos Estados Unidos, com suas estruturas de logística, armazenagem, infraestrutura, seguro e agroindustrialização com diplomacia mundial impecáveis.

Porém, há um pecado no comércio de alimentos que jamais pode ser cometido e quando o cometer, dificilmente haverá perdão: “confiança”.

O poeta português Camões escrevia: “quem faz o comércio não faz a guerra”. O Brasil cresceu seu agronegócio com sangue, suor e lágrimas, e inteligência de tropicalização tecnológica e humana, com cooperativismo, empreendedorismo com heroínas e heróis que desbravaram terras inóspitas e fracas. E aqui construímos o que hoje assusta nosso maior concorrente, na expressão eterna de Alysson Paolinelli: “o que trouxe o mundo até agora foi a agricultura de clima temperado, daqui para frente será a tropical”.

Não sei se Trump conseguirá ter credibilidade e confiança por parte do governo chinês, que tem na sua história recente o preço da fome e faz da sua segurança alimentar e energética um princípio inegociável. Alimentos não estão na mesma cesta de barganhas da outra guerra de big techs, chips, e dos “ali babás” da vida.

Missão brasileira, diplomacia brasileira, fundamental continuar a ser o que sempre fomos, um fornecedor parceiro e confiável do mundo, independente das preferências ideológicas de presidentes das suas repúblicas que passam com o tempo, mas que suas nações permanecem. E o Brasil é a nação de todas as nações, com o maior “melting pot” (caldeirão cultural) humano da terra.

Os Estados Unidos também precisam do Brasil, assim como nós precisamos deles. A palavra doravante não é mais “multilateralismo”, é agroconsciente, agrocidadania.

Senhoras e senhores agricultores dos Estados Unidos, admiramos vocês, somos amigos, jamais inimigos. O mundo precisa de todos nós para enfrentarmos juntos os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). Help 4 all Mr. Trump, stop commercial war (Ajude a todos, Sr. Trump, a parar a guerra comercial).

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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La Niña deve chegar em novembro e beneficiar plantio antecipado de soja, diz meteorologista



Um La Niña de fraca intensidade deve se formar a partir de novembro e pode criar condições favoráveis para o plantio antecipado da soja na safra 2025/26, disse o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, sócio fundador da Rural Clima, em entrevista ao podcast Prosa Agro, do Itaú BBA.

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O fenômeno terá características distintas do registrado na safra anterior e pode beneficiar o calendário agrícola em boa parte do país. “Os modelos sinalizam que o pico da La Niña ocorrerá em novembro, um mês antes do que aconteceu na safra passada”, disse Santos. No ciclo 2024/25, o pico do fenômeno se deu entre dezembro e janeiro, provocando estiagem prolongada no verão e resultando em nova quebra de safra no Rio Grande do Sul.

A expectativa é de que a estiagem fique concentrada no fim da primavera. “Caso ocorra essa estiagem, ela não seria no verão, mas seria na segunda metade da primavera, abrangendo final de novembro, dezembro e início de janeiro”, disse o especialista.

No Rio Grande do Sul, a mudança no regime de chuvas pode até trazer algum benefício. O estado plantou trigo mais tarde neste ano, com colheita prevista para novembro. Se a estiagem se confirmar nesse período, o cereal será colhido em condições mais secas, o que favorece a qualidade, e a soja será semeada num ambiente de menor umidade. “O plantio da soja vai se dar num ambiente mais seco, o que não é ruim. E quando voltarem as chuvas, na segunda quinzena de janeiro, é quando a soja vai começar a entrar numa fase que o déficit hídrico é prejudicial”, avaliou Santos.

Outro ponto destacado é a antecipação das chuvas no país. Em 2024, a regularização só ocorreu na segunda metade de outubro. Neste ano, há previsão de precipitações já em setembro. “Isso vai fazer com que o plantio da nova safra de soja ocorra mais cedo este ano”, disse.

Com a semeadura adiantada, haverá soja nova disponível ainda em dezembro e, principalmente, em janeiro de 2026. “Já no comecinho do ano teremos soja disponível para comercialização, seja interna ou externa”, projetou Santos.

No Cerrado, a tendência é de maior volume de chuvas. “Como você tem uma condição de La Niña, você coloca muita pressão de chuvas para a região central e norte do Brasil”, afirmou o agrometeorologista. Esse cenário pode levar a safra de soja a atingir até 180 milhões de toneladas. “Difícil atingir esse número? Difícil. Impossível? Não”, disse, lembrando do incremento de área em 1,5% e da perspectiva de uma safra mais equilibrada no Rio Grande do Sul.

Segundo Santos, a faixa mais provável é entre 170 milhões e 180 milhões de toneladas, mesmo com eventuais quebras em São Paulo e no norte do Paraná. “Hoje, cogitar uma produção de 170, 180 milhões de soja para esse ano está muito fácil”, avaliou.

O alerta, contudo, permanece para o Sul, que pode enfrentar o quinto ano seguido de adversidades. Além do risco de estiagens, há a possibilidade de geadas e ondas de frio atingirem lavouras precoces. “Este é um ano que esse plantio muito cedo de milho pode ser prejudicado por ondas de frio”, alertou.

Culturas perenes

No caso das culturas perenes, o cenário é de otimismo. O café deve se beneficiar de chuvas regulares após seis meses de estiagem no ano passado, embora haja risco de floradas múltiplas que podem comprometer a qualidade do produto. A cana-de-açúcar tende a crescer em produtividade em 2026, mas o excesso de chuvas pode reduzir os dias úteis de moagem. Já a laranja tem boas perspectivas, com floradas favorecidas pela umidade.

“Otimismo é a palavra que resume o cenário, com exceção da preocupação que fica de novo este ano com o Sul”, disse Santos no podcast.



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Abatedouro clandestino de frangos é interditado em operação policial



Um abatedouro clandestino de frangos que funcionava em condições precárias foi interditado na manhã desta sexta-feira (22).

A Polícia Civil, junto à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), promoveu a desarticulação no bairro Los Angeles, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

A ação foi realizada em conjunto com fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e da Vigilância Sanitária Municipal.

No local, as equipes constataram a ausência de qualquer prática de manipulação prevista na legislação sanitária, o que representava grave risco à saúde do consumidor, já que os produtos seriam comercializados sem inspeção.



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Inmet emite alerta vermelho para baixa umidade do ar em 5 estados e DF


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta sexta-feira (22) um alerta vermelho, que indica grande perigo, em razão da baixa umidade do ar que atinge os estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, parte de Minas Gerais e da Bahia, além do Distrito Federal.

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Nesta região, a umidade relativa do ar deve ficar abaixo 12% na tarde de hoje.

O alerta entrou em vigor às 13h e se encerra às 18h. O aviso cobre todo o Distrito Federal, além o Leste, Centro, Norte e Noroeste de Goiás. Estão sob alerta ainda o extremo Oeste da Bahia, o Noroeste de Minas, as regiões Oriental e Ocidental do Tocantins, além do Nordeste mato-grossense. Confira no mapa abaixo:

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Foto: Inmet Divulgação

Alerta Laranja

Há ainda um alerta laranja em vigor, também relativo à baixa umidade, que indica perigo. Neste caso, as regiões afetadas deverão enfrentar uma umidade relativa variando entre 20% e 12%, desde às 13h até as 20h de hoje.

O aviso do Inmet atinge, além dos estados já cobertos pelo alerta vermelho, parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Confira no mapa abaixo:

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Foto: Inmet Divulgação

O Inmet alerta que, em caso de baixa umidade, há risco potencial de incêndios florestais e à saúde das populações nesta região.

Para a saúde, os efeitos adversos incluem ressecamento da pele, dor de cabeça, risco de doenças pulmonares, desconforto nos olhos, boca e nariz. Assim, a recomendação é beber bastante líquido, não se expor ao sol nas horas mais quentes, umidificar os ambientes e hidratar a pele.



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Festa do Peão de Barretos deve reunir mais de 1 milhão de pessoas



O maior rodeio da América Latina abriu oficialmente as porteiras nesta quinta-feira (21), em Barretos (SP). Tradição, cultura e emoção marcaram o primeiro dia da 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro, que promete movimentar o interior de São Paulo até o próximo dia 31 de agosto.

No Estádio do Rodeio, localizado no Parque do Peão, cerca de 3.500 competidores disputam nove modalidades, concorrendo a R$ 1 milhão em prêmios e vagas em torneios internacionais. A expectativa da organização é reunir mais de 1 milhão de visitantes ao longo do evento, que também contará com mais de 100 atrações musicais nos palcos montados no complexo.

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Entre os milhares de fãs que acompanham a festa está Amália Bérgamo Ferreira, de 81 anos, moradora de Franca (SP), que frequenta o rodeio desde as primeiras edições. “Eu tinha 11 anos quando a festa nasceu. Vale muito a pena, aconselho quem puder que venha mesmo, porque é maravilhoso. Agora vou curtir um show até o fim. Vai ser minha última vez aqui”, contou emocionada.

A 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está sendo transmitida pelo BR IN TV, do grupo Canal Rural, em parceria com a BRTVMAX, até 31 de agosto de 2025.

O público pode acompanhar a programação pelas TVs conectadas Samsung (canal 2080), LG (canal 137) e TCL (canal 3380).



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Você sabe o que é ser caipira? Cantor Almir Sater responde ao Soja Brasil!



Encostado em um tronco de uma árvore, enquanto a fogueira aquece a noite silenciosa do interior do interior. Do outro lado, um homem de camisa xadrez, jeans, cinto e fivela dedilha a viola: “Sou caipira, pira, pira pora, Nossa Senhora de Aparecida”. Seria essa a representação do que é ser caipira? A simplicidade retratada em personagens como Chico Bento, dos quadrinhos? Um homem do campo, de vida modesta, marcado pelo falar arrastado e pelo jeito descomplicado de ver o mundo? Ou será que vai além, como um verdadeiro estilo de vida?

O Soja Brasil conversou com o cantor, compositor e ator Almir Sater, que também é produtor rural. Ele pratica a integração lavoura-pecuária, com culturas como soja e milho em conjunto com a criação de gado. Sater conta um pouco mais sobre o que acredita significar o termo caipira.

“Ser caipira quer dizer morador do mato, e sou, mas com muito orgulho. Para mim, não há nada melhor do que estar perto do ar puro, dos pássaros e da natureza. Tenho honra de me considerar caipira e não vejo nada de pejorativo. O caipira sabe apreciar e conviver com aquilo que existe de mais bonito no Brasil. E eu defendo cada vez mais isso: nossa mata, nossa natureza”, comenta o cantor.

Ele acrescenta que a vida do caipira pode servir de inspiração. ”Eu não vejo problema. É só olhar para nossas matas conservadas. O caipira contribui muito para isso. Melhor se inspirar nele do que nas grandes cidades, que têm muita poluição. Nós temos muito o que ensinar sobre conservação”, diz.

O compositor também defende a viola caipira como símbolo cultural. “Quando escuto uma viola tocando, me transporto para o interior do Brasil, me sinto no meio de uma mata virgem, perto de um riacho cristalino. A viola caipira tem esse poder. Essa é a bandeira brasileira.”

E por falar em viola, Almir Sater eternizou em suas canções a essência da vida no campo. Em uma de suas composições mais conhecidas, ele compara a jornada do homem à de um velho boiadeiro que conduz a boiada pela longa estrada da vida. Nos versos, fala sobre conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs. Isso retrata a simplicidade, a sabedoria e a beleza da vida rural.

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O caipira também tem outro significado?

Para Ireneu Orth, produtor de soja e presidente da Aprosoja Rio Grande do Sul, o agricultor atual não se enquadra mais no estereótipo. “O produtor rural de hoje não é mais caipira, de modo geral. Só aquele bem simples, pequeno produtor que não teve acesso à comunicação. Hoje temos agricultores de alto nível, muita gente com curso superior, pessoas esclarecidas. Então, nesse sentido, não considero caipiras, e sim pessoas evoluídas”, afirma Orth.

Ele reconhece que o termo pode carregar preconceito e, por isso, evita usá-lo. “Preconceito, claro que existe, porque se você chama alguém de caipira sem conhecer, está julgando mal a pessoa. Para mim, é alguém com pouca instrução ou conhecimento. Se for usado nesse sentido, é diminuir o outro. Eu mesmo nunca fui chamado e também nunca chamei ninguém assim, porque acho que a pessoa pode se ofender. Quando é usado, geralmente é só em tom de brincadeira.”

Pés na cidade e coração no campo

Giovani Ferreira, diretor de jornalismo do Canal Rural Sul, natural de Piraí do Sul, compartilha sua visão sobre crescer no interior e o que isso lhe ensinou. Ele saiu da cidade aos 14 anos para estudar em um colégio interno. Até então, aprendeu que nada vem de graça e que é preciso ter foco, determinação e muito trabalho. Disciplina não seria a palavra mais correta, mas ele aprendeu que, para ser alguém na vida, é preciso se dedicar em casa, na escola e no trabalho.

Sobre o que significa ser caipira, ele afirma: “Não diria que sou. Nasci e vivi na cidade, mas sempre com um pé no rural. De qualquer forma, tenho muita gratidão à minha origem, por nascer e passar parte da infância e juventude no interior. Aprendi muito sobre respeito e humildade. Piraí é uma cidade pequena, onde todos se conhecem, e petulância e arrogância são duramente condenadas. Quando eu nasci, tinha apenas 15 mil habitantes; hoje são 25 mil, mas todos continuam se conhecendo.”

Ele aponta como valores centrais da cultura do interior a honestidade e a solidariedade, e como hábitos, a simplicidade: “Pouco saímos em bares e restaurantes. Gostamos de receber pessoas em casa e visitar amigos. Viver com pouco, com o suficiente, qualquer alegria nos diverte. Não é questão financeira, mas de escolha: fazer as coisas com simplicidade. Se não consegue fazer o ideal, faça o possível.”

Giovani recorda momentos em que sofreu preconceito por ser do interior: “Sim, discriminação houve, chamando de caipira ou colono, mas isso nunca me atingiu de fato. Meu círculo de amigos sempre foi majoritariamente do interior, então tudo bem. A virada veio quando plantar, colher e produzir passou a ser sinônimo de economia. O agro se tornou determinante no PIB e na balança comercial. Ser do interior, caipira ou colono passou a ser quase um status desejado pelo urbano.”

Ele finaliza destacando a importância de preservar esse legado. “A origem do Brasil é agro, rural, caipira. Esse legado deve ser sinônimo de orgulho e não de desprezo. Hoje, isso também significa ter bons recursos e manter seus valores. Meus pais, mesmo com poucos recursos, nos ensinaram a dignificar o trabalho. Se isso é ser caipira, quero morrer Chico Bento”, finaliza.



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AgroNewsPolítica & Agro

Menor liquidez e baixas externas e cambial mantêm pressão sobre valores



Os preços médios do arroz em casca seguem em ligeira queda


Foto: José Luis da Silva Nunes

Os preços médios do arroz em casca seguem em ligeira queda, apontam levantamentos do Cepea. Segundo pesquisadores, além das baixas externas e da taxa de câmbio, que reduz a paridade de importação, a menor liquidez interna explica a pressão sobre as cotações domésticas.

No geral, conforme o Centro de Pesquisas, se observa certa queda de braço entre agentes. Compradores seguem relatando dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, o que limita ofertas a preços maiores para o casca. Parte das indústrias reduziu moderadamente os valores de compra, enquanto outras priorizaram o produto já estocado nas unidades de beneficiamento.

Do lado do produtor, ainda de acordo com levantamentos do Cepea, as decisões variaram conforme a microrregião: alguns mantiveram postura cautelosa, enquanto outros disponibilizaram novos lotes para gerar caixa e se preparar para a safra 2025/26. 





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AgroNewsPolítica & Agro

Contrato de opção do governo é alternativa para arrozeiros, destaca Federarroz



Contrato público representa uma alternativa estratégica




Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Diante do cenário de crise enfrentado pela orizicultura gaúcha, a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) orientou os produtores a aderirem ao contrato público de opção e venda de arroz lançado pelo governo federal. A recomendação foi divulgada nesta quarta-feira, 20 de agosto, após a publicação da Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 26/2025, que regulamenta o mecanismo para o grão longo fino em casca, tipo 1, da safra 2024/2025.

Segundo informações divulgadas pela Federarroz, a medida surge em um momento de elevada produção e preços abaixo do custo de produção, realidade que ameaça a permanência de muitos arrozeiros na atividade. A entidade avalia que a adesão ao programa oficial pode reduzir a oferta do cereal no mercado livre, contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda e fortalecendo a renda dos produtores.

A federação destacou ainda que o contrato público representa uma alternativa estratégica diante das dificuldades do setor. Para a entidade, a utilização desse instrumento pode garantir não apenas a continuidade da produção, mas também a segurança alimentar da população.

A Federarroz reforça que a orientação busca amparar o produtor rural neste momento de instabilidade, criando condições mínimas para que a próxima safra seja planejada com maior previsibilidade.





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leilões já superam R$ 77 milhões em faturamento


A 18ª ExpoGenética, realizada em Uberaba (MG) pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), já ultrapassou a marca de R$ 77,5 milhões em faturamento com os 15 leilões oficializados até esta quinta-feira (21). O evento, considerado a maior vitrine da pecuária zebuína no país, vem registrando alta liquidez e valorização da genética ofertada.

Na quarta-feira (20), quatro remates reforçaram o ritmo do mercado:

  • O 8º Leilão Genética Aditiva ExpoGenética 2025 movimentou R$ 5,59 milhões com a venda de 27 animais nelore, média de R$ 207,1 mil.
  • O Leilão Reserva ExpoGenética Santa Nice arrecadou R$ 4,26 milhões, com 32 nelore comercializados a uma média de R$ 133,1 mil.
  • O Leilão Sindi Camparino – ExpoGenética somou R$ 1,5 milhão com 35 animais, média de R$ 42,8 mil.
  • O Leilão 1ª ABCT Mais Forte fechou em R$ 170 mil em negócios.
Leilões da ExpoGenética já somam R$ 77,5 milhões em faturamentoLeilões da ExpoGenética já somam R$ 77,5 milhões em faturamento
FOTO: André Santos l Expogenética

A programação segue com novas oportunidades para criadores, consolidando a feira como um espaço estratégico para investimentos em genética de ponta e negócios pecuários.

A agenda completa de leilões e shoppings pode ser acessada clicando aqui.

A ExpoGenética 2025 é organizada pela ABCZ e conta com patrocínios de Neogen, Virbac, Real H e Romancini Troncos e Balanças, além do apoio de Banco do Brasil, CNA/Faemg/Senar, Fazu e Sebrae.



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Demanda crescente por biodiesel aquece mercado de óleo de soja


A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de elevar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 14% para 15% a partir de agosto de 2025 já começa a impactar as projeções do setor.

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Segundo dados divulgados pela StoneX, a demanda nacional de biodiesel, antes estimada em 9,9 milhões de m³, foi ajustada para 9,8 milhões de m³ após a revisão da expectativa de crescimento do consumo de diesel B, que recuou de 3,0% para 2,7%.

”Ainda assim, o volume representa um aumento expressivo de 8,9% em relação a 2024”, ressalta Leonardo Rossetti, analista de Inteligência de Mercado da empresa.

Consumo de óleo de soja cresce 10,3%

O consumo de óleo de soja para biodiesel acompanhou a revisão e deve alcançar 7,9 milhões de toneladas em 2025, alta de 10,3% frente ao ano anterior. Até o momento, foram consumidas 3,66 milhões de toneladas, avanço de 8,2% em comparação com igual período de 2024.

Dados da StoneX

“Com esse ritmo, a StoneX estima que a participação do óleo de soja tenha superado 85% da matriz de insumos para o biodiesel no primeiro semestre”, acrescenta Rossetti.

Nesse contexto, a maior participação do sebo bovino na produção de biodiesel pode aliviar a forte demanda por óleo de soja. Em função da tarifa de importação de 50% imposta pelos Estados Unidos, parte maior desse produto deve ser direcionada ao consumo interno. Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 290 mil toneladas de sebo ao mercado norte-americano, um salto de 84% comparado ao mesmo período do ano passado.

Avanço nas vendas no 1º semestre

O relatório da StoneX mostra que o mercado de biodiesel registrou alta de 6,2% nas vendas do primeiro semestre de 2025, totalizando 4,53 milhões de m³.

O destaque foi em maio, quando foram comercializados 819 mil m³, maior volume do ano e o quarto maior da série histórica, com avanço de 11,4% em relação a 2024. Já em junho, o desempenho foi mais moderado, com 746 mil m³ vendidos, queda de 8,9% sobre maio e de 1,6% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Dados da StoneX

Segundo Rossetti, o resultado abaixo do esperado foi influenciado por atrasos na colheita da 2ª safra de milho, que deslocaram parte da demanda para julho.

Expectativas para o 2º semestre

Para os próximos meses, a expectativa é de intensificação da demanda, sustentada pela sazonalidade do diesel B e pela introdução da mistura obrigatória B15. A combinação desses fatores pode levar o mercado a registrar novos recordes históricos de comercialização mensal.

Essa projeção poderá elevar a pressão sobre a disponibilidade de óleo de soja, principal insumo para o biodiesel. Mesmo que o uso de sebo bovino possa aliviar o balanço, espera-se redução nas exportações de óleo de soja para priorizar o consumo doméstico. Isso significa um mercado mais restrito e com preços sustentados para óleo e biodiesel.



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