quinta-feira, maio 7, 2026

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Gasolina recua 0,31% e chega a R$ 6,34 em agosto


O preço médio da gasolina nos postos brasileiros registrou leve recuo de 0,31% na primeira quinzena de agosto em comparação com julho, chegando a R$ 6,34, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A queda ocorreu no mesmo mês em que entrou em vigor a nova composição do combustível, agora com 30% de etanol anidro misturado à gasolina, o que ajudou a reduzir o custo ao consumidor. Já o etanol também apresentou retração no período, recuando 0,46% e ficando em média a R$ 4,35.

Regionalmente, todas as áreas do País acompanharam a tendência de queda da gasolina, com destaque para o Centro-Oeste, onde a redução foi de 0,62%, a R$ 6,43. O Sudeste registrou os preços mais baixos, com média de R$ 6,19, enquanto o Norte manteve os valores mais altos, em R$ 6,84. Para o etanol, o maior recuo foi no Sul, de 0,66%, a R$ 4,55. O Centro-Oeste destoou ao registrar alta de 0,23%, com preço médio de R$ 4,37.

Entre os estados, o Distrito Federal apresentou a maior queda da gasolina, de 3,11%, chegando a R$ 6,55. Já o menor preço médio foi registrado no Rio de Janeiro, de R$ 6,12, enquanto o Acre teve o valor mais alto, de R$ 7,49. No caso do etanol, o Mato Grosso liderou as altas, com avanço de 1,42% (R$ 4,28), e o Distrito Federal registrou a maior redução, de 4,22% (R$ 4,77). O Amazonas teve o preço mais elevado do biocombustível, a R$ 5,44, e São Paulo manteve o menor, a R$ 4,09.

“A entrada em vigor da nova proporção de etanol anidro na gasolina, que passou de 27% para 30%, pode ter colaborado para o recuo observado nos preços na primeira quinzena de agosto. Com mais etanol na mistura, o preço final da gasolina passa a ser mais influenciado pelo valor desse biocombustível, que atualmente está em patamar mais baixo, ajudando a reduzir o custo ao consumidor”, comenta Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

 





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Inseticidas controlam até 100% dos psilídeo-dos-citros



“O ‘greening’ se converteu na preocupação central da citricultura”



“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central"
“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central” – Foto: Canva

Pesquisadores do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do IAC, em parceria com a Sipcam Nichino, desenvolveram uma estratégia inovadora para o controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), inseto vetor da bactéria que transmite o greening. Os estudos, conduzidos em Cordeirópolis (SP), comprovaram a alta eficácia dos ingredientes ativos fenpiroximato, buprofezina e etofenprox, alcançando entre 75% e 100% de eficiência no combate a ninfas e adultos da praga.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades da empresa, os produtos avaliados Fujimite (fenpiroximato), Fiera (buprofezina) e Trebon (etofenprox) mostraram desempenho expressivo, inclusive quando aplicados em intervalos de sete dias, isolados ou combinados. A ação conjunta dos inseticidas, destaca Palazim, possibilita a quebra do ciclo de desenvolvimento do inseto, dificultando sua proliferação nos pomares.

“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central da cadeia citrícola”, reforça Palazim. “Atualmente, do ponto de vista fitossanitário, uma das principais recomendações ao citricultor é realizar a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos”, ele conclui.

Cada produto possui características específicas: o Fiera atua como regulador de crescimento sobre as ninfas, o Fujimite já é usado contra o ácaro-da-leprose e o Trebon tem amplo espectro de ação em mais de vinte culturas. A recomendação final é que os citricultores adotem a rotação de ativos para manter a efetividade do controle e minimizar o impacto da praga.

 





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Como aproveitar os benefícios “anti-tarifas”?


O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras trouxe impactos significativos para diversos setores, levando o governo a adotar medidas emergenciais de apoio às empresas. Para esclarecer os pontos centrais desse plano, o advogado Marcelo Diniz Barbosa, sócio-coordenador da Andersen Ballão Advocacia, explicou quem pode ser beneficiado, quais os requisitos para acesso, os cuidados fiscais necessários e os reflexos esperados tanto nas cadeias produtivas internas quanto na competitividade internacional do Brasil.

1. Quais empresas se enquadram nas medidas?

As medidas alcançam dois grandes grupos:

 1. Exportadores brasileiros de bens e serviços que vendem para os Estados Unidos e foram diretamente prejudicados pelas tarifas adicionais aplicadas pelo governo norte-americano.

 2. Fornecedores diretos desses exportadores, mesmo que não exportem, mas que forneçam insumos, peças, embalagens ou serviços usados na produção dos bens exportados.

Também há regras específicas para:

 • Empresas com drawback (regime aduaneiro especial que suspende tributos sobre insumos importados para exportação), incluindo fabricantes de produtos intermediários.

 • Produtores de gêneros alimentícios perecíveis que deixaram de ser exportados e poderão vender ao governo em compras emergenciais.

2. Como seria possível acessar os benefícios anunciados?

Dependerá do tipo de medida:

 • Linhas de financiamento com juros reduzidos (via FGE, BNDES e PEAC-FGI Solidário):

Será preciso comprovar enquadramento no público-alvo, assinar contrato com cláusula de manutenção ou ampliação de empregos e seguir os critérios que ainda serão definidos em portarias do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

 • Prorrogação do drawback:

O exportador deve pedir a extensão do prazo à Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), apresentando documentos que provem que os compromissos de exportação para os EUA foram afetados pelas tarifas.

 • Prioridade na restituição de créditos tributários e diferimento de tributos:

Só poderão ser solicitados quando for publicada a regulamentação específica do Ministério da Fazenda.

 • Compras públicas emergenciais de alimentos:

Produtores e empresas poderão se habilitar para vender ao governo federal e a governos estaduais e municipais, seguindo requisitos que serão definidos em ato conjunto do Ministério da Agricultura e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

O aumento do REINTEGRA para 6% (micro e pequenas empresas) e 3% (demais empresas) não está no texto da MP. Trata-se de medida anunciada pelo governo que precisa ser regulamentada por decreto presidencial alterando o Decreto nº 8.415/2015. 

Até o momento não houve publicação desse decreto, e ainda se aguarda definição sobre o alcance do benefício: se valerá para todos os exportadores ou apenas para aqueles que comprovem vendas para os Estados Unidos.

3. Quais cuidados fiscais devem ser observados para garantir conformidade com a Receita Federal?

 • Documentar tudo: contratos de exportação, notas fiscais, registros de embarque, comprovação de impacto das tarifas e, no caso de drawback, intenção comercial e contratos preexistentes.

 • Cumprir contrapartidas: quem receber crédito subsidiado deverá manter ou ampliar empregos. O descumprimento implica perda do benefício da taxa de juros.

 • Respeitar prazos: benefícios como drawback e diferimento têm datas e condições específicas — atrasos ou uso indevido podem gerar autuações.

 • Acompanhar regulamentações: algumas medidas só terão efeito prático depois de portarias e decretos complementares.

4. Quais são os efeitos práticos do plano para a competitividade dos produtos brasileiros?

 • Redução de custos: indiretamente menos carga tributária sobre insumos (mais prazo drawback, evitando pagamento de tributos suspensos), devolução maior de créditos (REINTEGRA quando regulamentado) e financiamento barato ajudam a segurar ou reduzir preços de exportação.

 • Proteção da produção: evita que empresas parem linhas de produção ou demitam em massa.

 • Abertura de mercados: com menos pressão financeira, exportadores podem buscar novos clientes fora dos EUA, diversificando destinos.

 • Mitigação de perdas imediatas: compras públicas impedem que alimentos perecíveis sejam descartados, garantindo receita a produtores.

5. Que reflexos tributários nas cadeias produtivas e nos mercados internacionais podem ocorrer?

Nas cadeias produtivas internas:

 • O incentivo dado ao exportador final se espalha para seus fornecedores — empresas que produzem peças, embalagens, serviços de logística ou insumos industriais tendem a manter ou até ampliar sua produção, porque o cliente exportador continuará comprando.

 • No caso do drawback, o exportador tem mais prazo para cumprir metas sem recolher tributos sobre insumos importados, o que indiretamente pode incrementar a demanda por insumos nacionais complementares.

Nos mercados internacionais:

 • O custo menor ajuda a manter a competitividade dos produtos brasileiros mesmo com as tarifas dos EUA.

 • Pode facilitar a abertura de novos mercados, especialmente em blocos como BRICS, onde o Brasil busca acordos comerciais.

 • Existe o risco de outros países questionarem esses incentivos na Organização Mundial do Comércio (OMC) se entenderem que funcionam como subsídios incompatíveis com as regras internacionais.

 





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Inteligência artificial para líderes e empresas




O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até refle



O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões
O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões – Foto: Pixabay

A Viasoft, referência nacional em tecnologia de gestão, apresentou o Eugenius, um agente de inteligência artificial criado a partir do legado e da curadoria ativa de Eugenio Mussak, especialista em liderança e desenvolvimento humano. A ferramenta foi desenvolvida para democratizar o acesso a conteúdos de gestão com profundidade e simplicidade, especialmente voltada ao público que empreende, lidera equipes e atua no agronegócio.

“O agente de IA Eugenius surgiu de uma dor real. O Eugenio Mussak é muito requisitado, mas não consegue estar presente em todas as empresas ao mesmo tempo. Então unimos a tecnologia à sabedoria e criamos um agente treinado com tudo que já publicou, com curadoria contínua e direta dele. É como ter acesso ao Eugenio, com seu jeito simples e profundo, a qualquer hora do dia”, explica Edmar Ranieri Guerro, líder do projeto na VIASOFT.

Com mais de quatro décadas de trajetória, Mussak é autor de livros, crônicas e palestras que marcaram o debate sobre comportamento e cultura organizacional no Brasil. Agora, seu repertório está organizado em um agente de IA que responde, orienta e inspira, preservando sua linguagem clara, ética e reflexiva. Segundo a Viasoft, a solução surgiu da necessidade de ampliar o alcance do educador, permitindo que empresas tenham acesso contínuo ao seu conhecimento.

O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões diárias sobre propósito e relações de trabalho. Diferente de agentes genéricos, ele foi treinado exclusivamente com materiais originais de Mussak e conta com curadoria permanente, garantindo autenticidade e consistência no conteúdo. “Nosso público vai de CEOs a produtores rurais. A linguagem do Eugenius é acessível, direta e acolhedora. A inteligência dele é sofisticada, mas a forma de falar é simples e com conteúdo que gera ação”, completa Guerro.

 





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Preços do boi gordo se dividem, mas exportações ainda seguram alta


O mercado brasileiro de boi gordo registrou algumas negociações acima da referência média durante a semana.

Porém, conforme o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, em alguns estados predomina um perfil mais acomodado nos negócios, casos de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

"Na região Norte persistem os negócios acima da referência média, com os frigoríficos do estado encontrando maior dificuldade na composição das escalas de abate", diz.

Iglesias observa que, sob o prisma da demanda, ainda há um ritmo intenso de embarques, com o país caminhando a passos largos para mais um recorde de exportação ao longo de 2025.

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 21 de agosto:

  • São Paulo (Capital): R$ 315, inalterado frente à semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 305, mesmo valor ante a semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 305, valor 1,67% acima dos R$ 300 no
    fechamento da semana anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, estável ante o fechamento da semana passada
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315, alta de 1,61% frente aos R$ 310 registrados anteriormente
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, avanço de 1,82% frente aos R$ 275 do fechamento da semana passada

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com queda nas cotações para os cortes do traseiro bovino ao longo da semana e estabilidade para os cortes do dianteiro.

O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, consequência de uma reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

Vale destacar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade na comparação com as concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 23,15 o quilo, queda de 0,64% frente aos R$ 23,30 praticado na semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,00 o quilo, sem mudanças frente ao valor registrado no período anterior.

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 764,394 milhões em agosto até o momento (11 dias úteis), com média diária de US$ 69,490 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 135,785 mil toneladas, com média diária de 12,344 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.629,40.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 58,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 24,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,9% no preço médio.



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A arte de eternizar a vida no campo: fotografias de Guta Alonso


quadro de Guta Alonso na Expogenética 2025

Guta Alonso, da Fazenda Elge, é uma figura conhecida no universo do pecuária. Médica veterinária especializada em cavalos e potros, colunista do Canal do Criador e parceira nos leilões, ela também carrega uma veia artística que surpreende. Além do trabalho técnico no campo, encontrou na fotografia uma forma de eternizar a beleza da pecuária, transformando cenas do cotidiano rural em obras que unem emoção, cultura e arte.

A inspiração veio do pai, que registrava a vida na fazenda, ainda sem olhar artístico. Incentivada por ele, que a presenteava com câmeras fotográficas, Guta começou a desenvolver o hábito de captar os detalhes do campo: o nascer do sol, o contato entre uma vaca e o bezerro, o ciclo da vida na pecuária.

Assista a entrevista exclusiva com a Guta Alonso no Lance Rural

O olhar de quem vive o agro

Neta de publicitários, Guta explica que a comunicação e a sensibilidade sempre estiveram em sua trajetória.

“Meu grande objetivo é compartilhar com as pessoas que não vivem o dia a dia da fazenda a beleza do nosso mundo do agronegócio. Seja um pôr do sol, um nascimento de bezerro ou o olhar de um animal, quero que essa emoção chegue até elas”, afirma.

Quadro de Guta Alonso, exposto no Museu do Zebu durante a Expogenética 2025 | Foto: Larissa Bezerra

Suas obras ganham ainda mais força ao serem impressas em doeskin, um material aveludado e sensorial que convida o público a tocar e sentir a arte. Essa característica transforma cada fotografia em uma experiência tátil, aproximando ainda mais as pessoas da realidade do campo.

Expogenética 2025

quadro de Guta Alonso na Expogenética 2025quadro de Guta Alonso na Expogenética 2025
Museu do Zebu, Expogenética 2025 | Foto: Larissa Bezerra

Durante a 18ª Expogenética, em Uberaba (MG), o público pôde conhecer parte desse trabalho. Algumas das obras de Guta foram expostas no Museu do Zebu, além do estande da Elge, no Pavilhão 14.

“Essa forma de comunicar o agro é muito importante para mim. Convido todos a visitar, sentir e contemplar o que a fotografia pode transmitir do nosso campo”, completa a artista.

Leia também: Vaca alcança valorização de R$3,5 milhões na 18ª Expogenética

Arte e pecuária lado a lado

Ao unir sua vivência profissional no agro com a veia artística, Guta constrói uma ponte entre dois mundos. Suas fotografias são testemunhos de que a pecuária não é apenas produção: é emoção, cultura e beleza.

Com cada clique, ela eterniza o campo, reforçando que o agro também pode ser contado por meio da arte.

Veja mais:

quadro de Guta Alonso na Expogenética 2025quadro de Guta Alonso na Expogenética 2025
quadro de Guta Alonso na Expogenética 2025quadro de Guta Alonso na Expogenética 2025
Quadro do touro Atol da Elge, no pavilhão da Elge na 18ª Expogenética | Foto: Larissa Bezerra
Fotografias de Guta Alonso no pavilhão da Elge, na 18ª Expogenética | Foto: Larissa Bezerra





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Crescimento de área para a soja em 2025/26 deve ser o menor em 5 anos



O Brasil deve produzir 176,53 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, projeta a consultoria AgResource Brasil.

De acordo com a empresa, trata-se de um incremento de 3% ante à temporada 2024/25, fixada em 171,032 milhões de toneladas. “Este aumento é acompanhado de uma expectativa de modesto incremento de área de 2%, para 48,7 milhões de hectares, o menor crescimento dos últimos 5 anos”, diz a nota.

Já para o milho, a AgResource Brasil estima que o Brasil produzirá 138,44 milhões de toneladas em 2025/26, aumento de 0,7% com relação ao projetado para 2024/25.

Assim como na soja, a consultoria ressalta que um modesto incremento de 1,3% na área é esperado, o que representa aumento de quase 2% na área destinada ao milho safrinha. “Além disso, é esperada a produção de 110,4 milhões de toneladas, um leve aumento de 2%, com relação a safra atual”, destaca.

Soja e milho argentinos

Para a soja na Argentina, a AgResource Brasil estima uma produção de 53,6 milhões de toneladas em 2025/26. A área plantada deve aumentar cerca de 5% em relação à safra anterior, alcançando 19,25 milhões de hectares, enquanto a área colhida pode registrar um crescimento de até 9% no ciclo 2025/26.

Quanto ao milho, a empresa estima que o país vizinho produzirá 54,13 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que representa um aumento de 10% em relação ao projetado para 2024/25. Além disso, espera-se um crescimento de 11% tanto na área plantada quanto na área colhida.



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Rondônia supera expectativas na safra 2024/2025



O milho de segunda safra é destaque



O milho de segunda safra é destaque
O milho de segunda safra é destaque – Foto: Dirceu Gassen

Rondônia celebra uma safra 2024/2025 acima das expectativas, com destaque para o milho da segunda safra e a preparação da soja para o próximo ciclo, segundo informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O clima seco predominante no estado favoreceu a maturação dos grãos, garantindo colheitas de qualidade e alto rendimento, especialmente no milho, que segue avançando com resultados positivos.

Hudslon Huben, gerente da ORÍGEO, ressalta que solos com umidade ideal e o clima seco têm sido determinantes para o bom desenvolvimento das lavouras. Além disso, o estado cumpre o período do “vazio sanitário da soja”, entre junho e setembro de 2025, essencial para proteger a próxima safra, evitando a presença de plantas remanescentes que poderiam comprometer a produtividade.

Segundo o 9º levantamento da Conab, as temperaturas elevadas em julho também contribuíram para o bom desempenho do milho e da soja. Manoel Álvares, da ORÍGEO, destaca que a soja colhida manteve rendimento positivo, confirmando a tendência de produtividade observada ao longo do ciclo agrícola.

O resultado reflete a dedicação dos produtores rurais e projeta Rondônia como uma potência agrícola, com crescimento de quase 30% na produção de grãos, superando a média nacional e aumentando a relevância do estado no cenário agro brasileiro.

“O clima seco e solos no ponto ideal de umidade ajudam a colheita de qualidade, com grãos bem formados e alto rendimento. Esse resultado mostra que Rondônia está se tornando uma potência no campo, ganhando cada vez mais importância para a agricultura do Brasil”, ressalta o especialista da ORÍGEO.

 





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Preços internacionais apertam milho brasileiro



Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados



Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados
Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados – Foto: Canva

O cenário global do milho segue desafiador, com super safra nos Estados Unidos e estoques elevados pressionando os preços internacionais. Dados recentes do USDA indicam produtividade média de 188,8 bushels por acre e colheita total de 425,3 milhões de toneladas, com estoques finais americanos estimados em 53,8 milhões de toneladas. Para o consultor da Céleres, Enilson Nogueira, o contexto sugere que os preços devem permanecer apertados, exigindo atenção dos produtores para a geração de margem nos próximos ciclos.

Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados, que tornam o crédito mais caro, e a necessidade de monitorar o câmbio, atualmente na faixa de R$ 5,40 a R$ 5,50 por dólar, que ainda garante competitividade, mas pode afetar margens caso haja valorização. “Este cenário reforça ainda mais o desafio para 2026, que deve ser mais um ano em que o produtor precisará olhar com muita atenção para o elemento da geração de margem”, destaca.

A estratégia apontada por Nogueira é focar em eficiência operacional e produtiva, produzindo mais com menos, além de adotar gestão assertiva de insumos e comercialização. Planejamento financeiro e uso de tecnologias agrícolas são considerados essenciais para manter a rentabilidade diante de margens estreitas.

A orientação para o próximo ciclo é clara: produtores que conseguirem unir tecnologia, eficiência e bom planejamento estarão melhor posicionados para enfrentar a pressão de custos e preços internacionais. “Isso será um diferencial para atravessar esse período de margens extremamente apertadas”, conclui.

 





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Boi nelore de 22 meses com 29,7 arrobas: recorde histórico em Lins (SP)


Pecuaristas, preparem-se para um feito que vai ficar marcado na história do nelore nacional! Um abate de gado jovem, com apenas 22 meses de idade média, impressionou a pecuária brasileira e o mercado. Assista ao vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões.

O destaque foi para garrotes nelore da Fazenda Três Pontes, em Novo Horizonte, no estado de São Paulo, do empresário Jorge Ismael de Biasi, mais conhecido como Jorginho Biasi, da JB Agropecuária.

O Giro pelo Brasil, quadro do programa Giro do Boi, do Canal Rural, apresentou o resultado inédito. Leonardo Ferri, gerente de Originação da Friboi de Lins, no estado de São Paulo, detalhou o feito que reforça o potencial do nelore melhorado.

O abate que quebrou recordes

Parte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: DivulgaçãoParte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: Divulgação
Parte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: Divulgação

O lote de 160 garrotes, todos crioulos e filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO), foi abatido na Friboi de Lins. Os números foram impressionantes e surpreenderam a todos:

  • Idade: Média de 22 meses, com 139 animais (95% do lote) ainda com dentição de leite e 21 com apenas dois dentes.
  • Rendimento de carcaça: O rendimento foi de 59,34%, quase 60%, um índice de excelência.
  • Peso: O lote alcançou um peso médio de carcaça de 29,7 arrobas, superando em quase 10 arrobas a média nacional de gado jovem (20,5 arrobas até 30 meses de idade).
  • Ponto alto: Teve boi abatido no lote que chegou a 35 arrobas de peso de carcaça, mostrando o potencial extraordinário da genética.

Os animais, que poderiam ter sido abatidos aos 15 meses, mostraram o potencial da genética PO melhoradora quando aplicada em um sistema intensivo e de alta tecnologia.

O segredo da Fazenda Três Pontes: genética de ponta e manejo

Jorginho Biasi (5º da esq. para dir.) juntamente com a equipe da fazenda e demais técnicos e consultores da Três Pontes. Foto: DivulgaçãoJorginho Biasi (5º da esq. para dir.) juntamente com a equipe da fazenda e demais técnicos e consultores da Três Pontes. Foto: Divulgação
Jorginho Biasi (5º da esq. para dir.) juntamente com a equipe da fazenda e demais técnicos e consultores da Três Pontes. Foto: Divulgação

O sucesso da Fazenda Três Pontes não é por acaso. Segundo Rodrigo Frigoni, gerente distrital da Alta, central de genética parceira de Jorginho Biasi, o segredo está na combinação de genética de ponta e manejo apurado.

  • Seleção genética: Biasi escolhe touros da Alta que mais o agradam em fenótipo (carcaça, musculatura, acabamento) e valida a escolha com as avaliações genéticas do PMGZ (Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas).
  • Manejo: A fazenda investe em um protocolo nutricional desenhado no confinamento, que permite que a genética nelore se expresse em todo o seu potencial, garantindo o máximo de ganho de peso.
Detalhe das carcaças dos bovinos abatidos. Teve boi que deu carcaça de cerca de 35 arrobas. Foto: DivulgaçãoDetalhe das carcaças dos bovinos abatidos. Teve boi que deu carcaça de cerca de 35 arrobas. Foto: Divulgação
Detalhe das carcaças dos bovinos abatidos. Teve boi que deu carcaça de cerca de 35 arrobas. Foto: Divulgação

O PMGZ é o maior programa de avaliação de zebuínos do mundo e identifica os melhores animais que vão gerar ganho para a cadeia, como maior ganho de peso à desmama e ao sobreano, eficiência alimentar e habilidade materna.

A Alta e a ABCZ trabalham em parceria para que essa genética melhoradora chegue ao produtor de gado de corte.

A importância da genética para a pecuária brasileira

Parte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: DivulgaçãoParte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: Divulgação
Parte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: Divulgação

O abate histórico da Fazenda Três Pontes é um exemplo prático de como a genética e a tecnologia se traduzem em valor para toda a cadeia. O resultado prova que a pecuária brasileira pode alcançar:

  • Mais produtividade em menos tempo.
  • Maior peso ao abate e maior faturamento.
  • Melhor rendimento de carcaça e eficiência biológica.

O diretor executivo de Originação da JBS – Friboi, Eduardo Krisztan Pedroso, reforçou que o potencial da genética nelore é extraordinário.

O PMGZ Carne, iniciativa da Friboi com a ABCZ, nasceu para avaliar o desempenho de animais com genética PO melhoradora em vacas comerciais, e o lote de Jorginho Biasi é a prova de que o caminho a ser seguido é o uso da genética selecionada em todo o rebanho brasileiro.



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