terça-feira, maio 5, 2026

Agro

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Governo anuncia lista de alimentos atingidos por tarifaço que farão parte das compras públicas



Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) publicaram, na sexta-feira (22), uma que dispõe sobre procedimentos excepcionais e emergenciais relativos às compras públicas de gêneros alimentícios. A medida atende exclusivamente produtores e exportadores brasileiros atingidos pelo tarifaço imposto pelos EUA.

Entre os produtos elegíveis para compras públicas estão: açaí (purê, preparações alimentícias e frutas congeladas), água de coco , castanha de caju (in natura sem casca, além de preparações, sucos e extratos), castanha-do-brasil (fresca ou seca, sem casca), manga (fresca ou seca), mel natural, uvas frescas e pescados, incluindo corvina, pargo, outros peixes frescos, refrigerados ou congelados, além de tilápia em diferentes apresentações (filés frescos, congelados ou refrigerados, e peixes inteiros frescos ou congelados).

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse que a iniciativa garante uma alternativa para escoamento da produção nacional atingida pelas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, assegurando renda a produtores rurais e empresas exportadoras.

“A portaria estabelece as regras para as aquisições de produtos da agricultura e da agricultura familiar afetados pelos impostos do governo dos Estados Unidos. São vários produtos que agora podem ser comercializados com o Governo Federal, estados e municípios, minimizando os impactos do tarifaço. Também estamos atentos caso outros produtos necessitem entrar nesta lista. O governo do presidente Lula está atento, garantindo os empregos, o crescimento econômico e buscando novos mercados para direcionar os produtos brasileiros,” afirmou.

Regras

Segundo a norma, poderão participar produtores e pessoas jurídicas que deixaram de exportar em razão das novas tarifas. Para se habilitar, as empresas exportadoras deverão apresentar uma Declaração de Perda (DP) e comprovar, via Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), que realizaram exportações desde janeiro de 2023. Já os produtores que fornecem diretamente a essas empresas deverão apresentar uma Autodeclaração de Perda (AP). Nos casos de produtores que exportam diretamente, serão exigidos os mesmos documentos das empresas.



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Classe política condena o país a ciclos de estagnação e sofrimento


Na mitologia grega, Sísifo foi condenado pelos deuses a empurrar uma enorme pedra até o topo da montanha, apenas para vê-la rolar de volta, repetindo o tormento por toda a eternidade. Essa imagem, tão carregada de desespero e resignação, parece se encaixar como metáfora perfeita para o Brasil e sua história marcada por um sofrimento persistente: o peso de uma classe política que, ao longo das décadas, falha em conduzir o país a um verdadeiro avanço econômico e social.

O fardo que carregamos não é uma rocha de mármore, mas um conjunto de promessas não cumpridas, reformas inacabadas e políticas públicas que oscilam entre o improviso e a conveniência eleitoral. A cada ciclo eleitoral, o povo brasileiro, especialmente o produtor rural, pilar de nossa economia, é levado a acreditar que, desta vez, a pedra chegará ao topo. Mas logo ela rola de volta, esmagando esperanças e perpetuando o sofrimento.

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Se existe um segmento que encarna como ninguém essa metáfora, é o agronegócio brasileiro. Nossos produtores rurais empurram diariamente a pedra do trabalho árduo, da produção que alimenta milhões dentro e fora do país, da busca por crédito justo, logística eficiente e segurança jurídica.

Mas o que recebem em troca? Burocracia sufocante, infraestrutura precária, insegurança regulatória e políticas públicas que mais confundem do que ajudam. A cada safra, enfrentam juros elevados, endividamento crescente, barreiras comerciais internacionais e um Estado que, em vez de abrir caminhos, muitas vezes cria obstáculos.

Enquanto isso, a classe política, que deveria ser a guardiã de um projeto nacional, prefere viver no curto prazo: troca visão estratégica por interesses de ocasião, gasta energia em disputas de poder e deixa o país preso à eterna condenação do improviso. É como se Brasília tivesse assumido o papel dos deuses na tragédia de Sísifo, condenando o Brasil a nunca atingir o patamar que poderia alcançar.

A pergunta que se impõe é: até quando? Até quando aceitaremos empurrar a pedra do atraso? O mito nos mostra um destino imutável, mas a história dos povos nos ensina que nenhum fardo é eterno quando existe consciência coletiva e vontade política de mudança.
O Brasil tem recursos, capacidade produtiva, inteligência e talento suficientes para transformar o castigo em vitória. O que falta é coragem de romper com a mediocridade e exigir de sua classe dirigente um compromisso real com o futuro.

O drama de Sísifo não é apenas uma metáfora do sofrimento nacional: é um alerta. O Brasil não está condenado por maldição divina, mas por escolhas humanas — escolhas de uma classe política que insiste em sacrificar o futuro pelo presente. Enquanto produtores rurais e trabalhadores seguem empurrando a pedra com suor e sacrifício, as lideranças que deveriam abrir o caminho permanecem paralisadas na conveniência.

Romper esse ciclo não é uma opção: é uma necessidade histórica. Se não houver mudança profunda, continuaremos sendo um gigante fadado a viver como Sísifo — empurrando, dia após dia, a mesma pedra da esperança que nunca chega ao topo.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Jovem troca engenharia pelo cultivo de cacau no Espírito Santo



Fabiane Reinholz, proprietária da Reinholz Chocolates, decidiu transformar a vida no campo em oportunidade de negócio. Embora tenha se formado em engenharia civil, a doença precoce do pai a fez retornar à propriedade em Colatina (ES).

Nesse processo, apaixonou-se pelo universo do cacau e, consequentemente, abriu a fábrica de chocolates artesanais. Dessa forma, ela passou a valorizar ainda mais a agricultura familiar e o potencial de geração de renda no campo.

“Eu achava que a roça não tinha a possibilidade de me dar uma rentabilidade bacana, então eu fui estudar. Mas, hoje percebo que você consegue ter uma rentabilidade significativa e uma qualidade de vida bacana na roça.”

De olho no mercado

Atualmente, a família Reinholz realiza todas as etapas da cadeia produtiva. Desde o plantio e manejo até o processamento, cada fase é feita de forma cuidadosa. Assim, os chocolates preservam a potência do sabor do cacau, sem adição de químicos ou estabilizantes.

Ao mesmo tempo, a união familiar garante que os princípios e os propósitos sejam mantidos, mesmo diante dos desafios diários da produção rural.

Além disso, Reinholz ressalta a importância do Sebrae em sua trajetória. Em 2022, ela recebeu o prêmio Mulheres de Negócios, reconhecimento que fortaleceu ainda mais sua marca.

“A gente sempre está fazendo consultorias e capacitações oferecidas pelo Sebrae/ES. Então, só coisas boas pra falar do Sebrae.”

Participar de feiras como a RuralturES também é parte fundamental da estratégia da empreendedora. Ela explica que, nesses eventos, é possível contar a história do cacau diretamente aos consumidores. Dessa maneira, o público conhece a origem e o cuidado por trás de cada produto, o que fortalece a conexão entre produtor e cliente.

“Há cinco anos que a gente participa das feiras no estado, e é muito importante, porque ajuda a divulgar o nosso produto, conversar com o cliente e passar o nosso conhecimento”, afirma Reinholz.

Atualmente, a marca já apresenta nove produtos, incluindo chocolates ao leite, sem leite, cocadinhas de cacau e até fondue feito na hora.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja em alta em Chicago


A soja encerrou a semana em alta na Bolsa de Chicago, sustentada por preocupações climáticas nos Estados Unidos e pelas incertezas em relação aos cortes obrigatórios de biocombustíveis. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a safra brasileira, subiu 0,19% ou US$ 2,00 cents/bushel, fechando a US$ 1.036,50, enquanto o de novembro avançou 0,24% ou US$ 2,50 cents/bushel, encerrando a US$ 1.058,50.

No mercado de derivados, o farelo de soja para setembro registrou leve baixa de 0,03%, cotado a US$ 296,70 por tonelada curta, ao passo que o óleo de soja disparou 2,24%, alcançando US$ 54,84 por libra-peso. A combinação de tempo mais seco e indefinições regulatórias nos EUA deu suporte às cotações, que retornaram aos níveis observados no final de junho.

Apesar das previsões de clima quente e seco em momento crítico para o desenvolvimento das lavouras, os dados divulgados pelo ProFarmer indicaram produtividades um pouco menores que as do USDA, mas ainda dentro de um cenário de safra robusta. Em alguns estados norte-americanos, a expectativa é até de ganhos de produtividade, o que ajuda a equilibrar o mercado. Já o Conselho Internacional de Grãos (IGC) projeta uma colheita mundial recorde de 430 milhões de toneladas, acompanhada de estoques globais em 85 milhões de toneladas, reforçando a perspectiva de ampla oferta.

Com esse cenário, a soja acumulou na semana valorização de 1,39% ou US$ 14,25 cents/bushel. O farelo de soja subiu 4,69% ou US$ 13,30 por tonelada curta, enquanto o óleo avançou 3,12% ou US$ 1,66 por libra-peso, confirmando uma semana positiva para o complexo da oleaginosa.

 





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Veranico chega ao fim e frio volta em algumas regiões; veja a previsão do tempo para hoje



A frente fria segue posicionada sobre o oceano, e juntamente com a atuação de um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera, ainda deve realizar a manutenção das instabilidades entre o nordeste e norte do Rio Grande do Sul e entre Santa Catarina e parte do Paraná nesta segunda-feira (25).

Ainda pela manhã, as pancadas de chuva começam a ganhar força sobre boa parte de Santa Catarina, sul, sudoeste e oeste paranaense, variando entre fraca a moderada intensidade, mas que deve persistir ao longo do dia – pancadas que intercalam períodos de melhoria e aberturas de sol. No Rio Grande do Sul, algumas áreas entre a serra e o norte podem contar com a ocorrência de chuva fraca durante a segunda.

Nas demais regiões, o predomínio já será de tempo aberto, com sol entre nebulosidade variável. A massa de ar frio que avançou na retaguarda da frente fria mantém as temperaturas mais baixas, especialmente no Rio Grande do Sul, o dia começa bem gelado e com risco de geada na Campanha Gaúcha; as temperaturas continuam amenas ao longo da tarde com sensação de frio nas capitais.

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No Sudeste, a semana começa ainda com predomínio de tempo firme em praticamente todas as áreas. No litoral paulista, em parte do litoral e sul do RJ e ES, infiltração marítima mantém muita nebulosidade e possibilidade de chuva mais leve e fraca no decorrer do dia. Entre o Vale do Ribeira e a Grande SP, sol entre muitas nuvens, sem chuva e temperatura ligeiramente mais amena. Nas demais regiões, o sol aparece entre poucas nuvens, o calor segue ganhando força durante o dia e a umidade do ar despenca, variando entre níveis de atenção e alerta – sobretudo entre o interior paulista e no estado de Minas Gerais.

Enquanto no Centro-Oeste, a presença do cavado meteorológico na média atmosfera deve seguir realizando a manutenção das pancadas de chuva sobre o oeste e sul de Mato Grosso do Sul. As pancadas de chuva ganham força a partir da segunda metade da tarde, variando entre fraca e moderada intensidade. Não estão descartados eventuais episódios de chuva forte localizada. Destaque para a presença da massa de ar polar, mantendo as temperaturas mais amenas entre o sul de MS e de MT. Cuiabá e Campo Grande devem contar com tarde mais amena, sem calor intenso. Entre Goiás e Distrito Federal, o tempo segue firme, com predomínio de ar seco.

Já no Nordeste , a circulação de umidade vinda do oceano mantém a chuva sobre a costa leste . Destaque para as pancadas mais fortes no litoral norte da Bahia e atenção para Salvador – muitas nuvens e condição de chuva moderada a forte. Entre o litoral de Sergipe e do Rio Grande do Norte, dia de sol com previsão de chuva fraca a moderada ao longo do dia. No interior nordestino, alerta para umidade abaixo de 20% e temperaturas mais elevadas, sem previsão de chuva.

E no Norte, a chuva segue concentrada entre o Amazonas, Roraima e parte do Acre, com pancadas de chuva ocorrendo de maneira isolada ao longo do dia. Há risco para episódios de chuva forte, intercalando aberturas de sol. Entre Rondônia, Pará e Tocantins, o sol segue predominando forte com calor e ar seco marcando presença à tarde.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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Lavouras de milho-verde iniciam produção lentamente



Frio freia crescimento do milho-verde em Bom Princípio




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de milho-verde na região de Lajeado, em Bom Princípio, seguem majoritariamente em plantio ou pré-plantio. Algumas áreas já apresentam estágios iniciais de produção, mas o crescimento tem sido lento devido às temperaturas mais baixas.

O boletim informa que a oferta reduzida tem pressionado os preços do produto. “A baixa oferta de milho-verde mantém o preço elevado, na média de R$ 4,00 por bandeja com três espigas”, destaca a análise da Emater/RS-Ascar.





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AgroNewsPolítica & Agro

Gasolina recua 0,31% e chega a R$ 6,34 em agosto


O preço médio da gasolina nos postos brasileiros registrou leve recuo de 0,31% na primeira quinzena de agosto em comparação com julho, chegando a R$ 6,34, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A queda ocorreu no mesmo mês em que entrou em vigor a nova composição do combustível, agora com 30% de etanol anidro misturado à gasolina, o que ajudou a reduzir o custo ao consumidor. Já o etanol também apresentou retração no período, recuando 0,46% e ficando em média a R$ 4,35.

Regionalmente, todas as áreas do País acompanharam a tendência de queda da gasolina, com destaque para o Centro-Oeste, onde a redução foi de 0,62%, a R$ 6,43. O Sudeste registrou os preços mais baixos, com média de R$ 6,19, enquanto o Norte manteve os valores mais altos, em R$ 6,84. Para o etanol, o maior recuo foi no Sul, de 0,66%, a R$ 4,55. O Centro-Oeste destoou ao registrar alta de 0,23%, com preço médio de R$ 4,37.

Entre os estados, o Distrito Federal apresentou a maior queda da gasolina, de 3,11%, chegando a R$ 6,55. Já o menor preço médio foi registrado no Rio de Janeiro, de R$ 6,12, enquanto o Acre teve o valor mais alto, de R$ 7,49. No caso do etanol, o Mato Grosso liderou as altas, com avanço de 1,42% (R$ 4,28), e o Distrito Federal registrou a maior redução, de 4,22% (R$ 4,77). O Amazonas teve o preço mais elevado do biocombustível, a R$ 5,44, e São Paulo manteve o menor, a R$ 4,09.

“A entrada em vigor da nova proporção de etanol anidro na gasolina, que passou de 27% para 30%, pode ter colaborado para o recuo observado nos preços na primeira quinzena de agosto. Com mais etanol na mistura, o preço final da gasolina passa a ser mais influenciado pelo valor desse biocombustível, que atualmente está em patamar mais baixo, ajudando a reduzir o custo ao consumidor”, comenta Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Inseticidas controlam até 100% dos psilídeo-dos-citros



“O ‘greening’ se converteu na preocupação central da citricultura”



“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central"
“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central” – Foto: Canva

Pesquisadores do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do IAC, em parceria com a Sipcam Nichino, desenvolveram uma estratégia inovadora para o controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), inseto vetor da bactéria que transmite o greening. Os estudos, conduzidos em Cordeirópolis (SP), comprovaram a alta eficácia dos ingredientes ativos fenpiroximato, buprofezina e etofenprox, alcançando entre 75% e 100% de eficiência no combate a ninfas e adultos da praga.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades da empresa, os produtos avaliados Fujimite (fenpiroximato), Fiera (buprofezina) e Trebon (etofenprox) mostraram desempenho expressivo, inclusive quando aplicados em intervalos de sete dias, isolados ou combinados. A ação conjunta dos inseticidas, destaca Palazim, possibilita a quebra do ciclo de desenvolvimento do inseto, dificultando sua proliferação nos pomares.

“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central da cadeia citrícola”, reforça Palazim. “Atualmente, do ponto de vista fitossanitário, uma das principais recomendações ao citricultor é realizar a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos”, ele conclui.

Cada produto possui características específicas: o Fiera atua como regulador de crescimento sobre as ninfas, o Fujimite já é usado contra o ácaro-da-leprose e o Trebon tem amplo espectro de ação em mais de vinte culturas. A recomendação final é que os citricultores adotem a rotação de ativos para manter a efetividade do controle e minimizar o impacto da praga.

 





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Como aproveitar os benefícios “anti-tarifas”?


O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras trouxe impactos significativos para diversos setores, levando o governo a adotar medidas emergenciais de apoio às empresas. Para esclarecer os pontos centrais desse plano, o advogado Marcelo Diniz Barbosa, sócio-coordenador da Andersen Ballão Advocacia, explicou quem pode ser beneficiado, quais os requisitos para acesso, os cuidados fiscais necessários e os reflexos esperados tanto nas cadeias produtivas internas quanto na competitividade internacional do Brasil.

1. Quais empresas se enquadram nas medidas?

As medidas alcançam dois grandes grupos:

 1. Exportadores brasileiros de bens e serviços que vendem para os Estados Unidos e foram diretamente prejudicados pelas tarifas adicionais aplicadas pelo governo norte-americano.

 2. Fornecedores diretos desses exportadores, mesmo que não exportem, mas que forneçam insumos, peças, embalagens ou serviços usados na produção dos bens exportados.

Também há regras específicas para:

 • Empresas com drawback (regime aduaneiro especial que suspende tributos sobre insumos importados para exportação), incluindo fabricantes de produtos intermediários.

 • Produtores de gêneros alimentícios perecíveis que deixaram de ser exportados e poderão vender ao governo em compras emergenciais.

2. Como seria possível acessar os benefícios anunciados?

Dependerá do tipo de medida:

 • Linhas de financiamento com juros reduzidos (via FGE, BNDES e PEAC-FGI Solidário):

Será preciso comprovar enquadramento no público-alvo, assinar contrato com cláusula de manutenção ou ampliação de empregos e seguir os critérios que ainda serão definidos em portarias do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

 • Prorrogação do drawback:

O exportador deve pedir a extensão do prazo à Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), apresentando documentos que provem que os compromissos de exportação para os EUA foram afetados pelas tarifas.

 • Prioridade na restituição de créditos tributários e diferimento de tributos:

Só poderão ser solicitados quando for publicada a regulamentação específica do Ministério da Fazenda.

 • Compras públicas emergenciais de alimentos:

Produtores e empresas poderão se habilitar para vender ao governo federal e a governos estaduais e municipais, seguindo requisitos que serão definidos em ato conjunto do Ministério da Agricultura e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

O aumento do REINTEGRA para 6% (micro e pequenas empresas) e 3% (demais empresas) não está no texto da MP. Trata-se de medida anunciada pelo governo que precisa ser regulamentada por decreto presidencial alterando o Decreto nº 8.415/2015. 

Até o momento não houve publicação desse decreto, e ainda se aguarda definição sobre o alcance do benefício: se valerá para todos os exportadores ou apenas para aqueles que comprovem vendas para os Estados Unidos.

3. Quais cuidados fiscais devem ser observados para garantir conformidade com a Receita Federal?

 • Documentar tudo: contratos de exportação, notas fiscais, registros de embarque, comprovação de impacto das tarifas e, no caso de drawback, intenção comercial e contratos preexistentes.

 • Cumprir contrapartidas: quem receber crédito subsidiado deverá manter ou ampliar empregos. O descumprimento implica perda do benefício da taxa de juros.

 • Respeitar prazos: benefícios como drawback e diferimento têm datas e condições específicas — atrasos ou uso indevido podem gerar autuações.

 • Acompanhar regulamentações: algumas medidas só terão efeito prático depois de portarias e decretos complementares.

4. Quais são os efeitos práticos do plano para a competitividade dos produtos brasileiros?

 • Redução de custos: indiretamente menos carga tributária sobre insumos (mais prazo drawback, evitando pagamento de tributos suspensos), devolução maior de créditos (REINTEGRA quando regulamentado) e financiamento barato ajudam a segurar ou reduzir preços de exportação.

 • Proteção da produção: evita que empresas parem linhas de produção ou demitam em massa.

 • Abertura de mercados: com menos pressão financeira, exportadores podem buscar novos clientes fora dos EUA, diversificando destinos.

 • Mitigação de perdas imediatas: compras públicas impedem que alimentos perecíveis sejam descartados, garantindo receita a produtores.

5. Que reflexos tributários nas cadeias produtivas e nos mercados internacionais podem ocorrer?

Nas cadeias produtivas internas:

 • O incentivo dado ao exportador final se espalha para seus fornecedores — empresas que produzem peças, embalagens, serviços de logística ou insumos industriais tendem a manter ou até ampliar sua produção, porque o cliente exportador continuará comprando.

 • No caso do drawback, o exportador tem mais prazo para cumprir metas sem recolher tributos sobre insumos importados, o que indiretamente pode incrementar a demanda por insumos nacionais complementares.

Nos mercados internacionais:

 • O custo menor ajuda a manter a competitividade dos produtos brasileiros mesmo com as tarifas dos EUA.

 • Pode facilitar a abertura de novos mercados, especialmente em blocos como BRICS, onde o Brasil busca acordos comerciais.

 • Existe o risco de outros países questionarem esses incentivos na Organização Mundial do Comércio (OMC) se entenderem que funcionam como subsídios incompatíveis com as regras internacionais.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Inteligência artificial para líderes e empresas




O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até refle



O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões
O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões – Foto: Pixabay

A Viasoft, referência nacional em tecnologia de gestão, apresentou o Eugenius, um agente de inteligência artificial criado a partir do legado e da curadoria ativa de Eugenio Mussak, especialista em liderança e desenvolvimento humano. A ferramenta foi desenvolvida para democratizar o acesso a conteúdos de gestão com profundidade e simplicidade, especialmente voltada ao público que empreende, lidera equipes e atua no agronegócio.

“O agente de IA Eugenius surgiu de uma dor real. O Eugenio Mussak é muito requisitado, mas não consegue estar presente em todas as empresas ao mesmo tempo. Então unimos a tecnologia à sabedoria e criamos um agente treinado com tudo que já publicou, com curadoria contínua e direta dele. É como ter acesso ao Eugenio, com seu jeito simples e profundo, a qualquer hora do dia”, explica Edmar Ranieri Guerro, líder do projeto na VIASOFT.

Com mais de quatro décadas de trajetória, Mussak é autor de livros, crônicas e palestras que marcaram o debate sobre comportamento e cultura organizacional no Brasil. Agora, seu repertório está organizado em um agente de IA que responde, orienta e inspira, preservando sua linguagem clara, ética e reflexiva. Segundo a Viasoft, a solução surgiu da necessidade de ampliar o alcance do educador, permitindo que empresas tenham acesso contínuo ao seu conhecimento.

O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões diárias sobre propósito e relações de trabalho. Diferente de agentes genéricos, ele foi treinado exclusivamente com materiais originais de Mussak e conta com curadoria permanente, garantindo autenticidade e consistência no conteúdo. “Nosso público vai de CEOs a produtores rurais. A linguagem do Eugenius é acessível, direta e acolhedora. A inteligência dele é sofisticada, mas a forma de falar é simples e com conteúdo que gera ação”, completa Guerro.

 





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