segunda-feira, maio 4, 2026

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Argentina amplia área de milho em quase 10%



Chicago registra valorização do milho na semana




Foto: Pixabay

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 15 a 21 de agosto e publicada na última quinta-feira (21), o milho apresentou leve valorização no mercado de Chicago. O primeiro mês cotado fechou a US$ 3,87/bushel, contra US$ 3,75 registrados na semana anterior.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 17 de agosto, 71% das lavouras norte-americanas estavam em condições de boas a excelentes, 21% regulares e 8% entre ruins e muito ruins.

Na semana encerrada em 14 de agosto, os embarques de milho dos EUA alcançaram 1,05 milhão de toneladas, cerca de 500 mil toneladas abaixo do volume da semana anterior. No acumulado do atual ano comercial, o país exportou 64,2 milhões de toneladas, contra 50,2 milhões no mesmo período do ano anterior.

Na Argentina, a expectativa é de aumento de 9,6% na área destinada ao milho, que deve atingir 7,8 milhões de hectares, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Caso a projeção se confirme, será a segunda maior área cultivada com o cereal no país, que ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais.





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Mercado do milho reage com alta do dólar



Exportações e câmbio impulsionam recuperação




Foto: Divulgação

O mercado do milho apresentou uma mudança de cenário ao longo da última semana. Mesmo com a colheita já em fase final, a pressão de queda perdeu intensidade e algumas regiões chegaram a registrar leve valorização nas cotações, trazendo um novo fôlego ao setor.

De acordo com informações divulgadas pelo Cepea, a sustentação dos preços foi resultado da postura mais firme dos vendedores e das valorizações nos portos. O movimento foi impulsionado pela melhora no ritmo dos embarques e pelos avanços tanto do dólar quanto das cotações internacionais. Esse conjunto de fatores trouxe maior suporte às negociações internas.

Outro ponto que contribuiu para essa estabilidade foi a decisão de parte dos vendedores de limitar a oferta no mercado spot. Muitos produtores ainda estão concentrados nas atividades de campo, enquanto outros, que já armazenaram o cereal colhido, não demonstram pressa em vender, aguardando oportunidades mais favoráveis.

Do lado da demanda, compradores domésticos seguem cautelosos. A maioria prioriza o consumo dos estoques disponíveis e adia novas aquisições, mesmo diante das recentes altas. Esse comportamento tem funcionado como um limitador para uma recuperação mais expressiva dos preços no mercado interno.

O cenário mostra que o milho continua sendo influenciado por fatores externos, como câmbio e exportações, mas também pela estratégia de comercialização adotada pelos produtores brasileiros. A tendência é que, no curto prazo, os preços sigam acompanhando o movimento nos portos e a disposição dos vendedores em colocar o produto à venda.

 





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Boi gordo: derivativos movimentam R$ 19,6 bilhões em julho na B3



Os derivativos de boi gordo na B3 alcançaram um volume financeiro recorde de R$ 19,6 bilhões em julho de 2025. O resultado representa salto de mais de 300% em relação aos R$ 4,6 bilhões registrados no igual mês de 2024.

No acumulado do ano, o montante negociado chega a R$ 88 bilhões, de acordo com levantamento da bolsa.

O avanço também se refletiu no número de contratos em aberto, que somou 176 mil até julho, alta de 61% frente aos 109 mil de igual período do ano passado. O volume médio diário de negociação foi de 13,5 mil contratos, com cerca de 60% concentrados em futuros e 40% em opções.

Segundo a B3, o crescimento é resultado de uma série de ajustes no produto, como o novo indicador de liquidação calculado pela Datagro, a possibilidade de abrir opções com vencimento no mesmo dia, a redução da margem de garantia exigida nos futuros, o aumento dos limites de posição para opções e a funcionalidade “implied”, que conecta os livros de ofertas dos futuros e das rolagens. Essas mudanças, aponta a bolsa, contribuíram para maior liquidez e menores custos de execução.

Perfis dos participantes

O perfil dos participantes mostra a diversificação do mercado. Em julho, pessoas físicas responderam por quase metade (46,5%) das negociações, seguidas por investidores internacionais (24,1%), empresas do agronegócio (15%), instituições financeiras (9%) e investidores institucionais (5,4%).

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“Atingimos um novo patamar de liquidez e profundidade no mercado de Boi Gordo, o que na prática significa um ambiente mais eficiente tanto para investidores que buscam ganhos em curto prazo, com a volatilidade da commodity, quanto como ferramenta de gestão de risco para investidores institucionais e toda a cadeia pecuarista”, afirmou a head de produtos commodities da B3, Marielle Brugnari, em nota.



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Entrada de mel orgânico na Europa tem entraves e setor busca aumentar consumo interno



Quase 80% da produção do mel brasileiro é destinada aos Estados Unidos. Contudo, o tarifaço de 50% sobre as exportações do país ao mercado norte-americano inviabilizam os negócios.

De acordo com o diretor-executivo da Apidouro, João Messas, a restrição afeta drasticamente os pequenos produtores e coloca em risco a competitividade do setor nacional.

Segundo ele, desde que o produto não entrou na lista de exceções ao tarifaço (casos de suco de laranja, castanhas e outros itens), foi possível notar que os importadores rapidamente bloquearam os contratos em abertos e frearam novos embarques de mel brasileiro.

“Foi algo que impactou e virou o mercado muito rapidamente. A gente vinha em uma crescente de demanda por parte dos Estados Unidos, assim como um aumento de preços que já eram percebidos desde o início desse ano e comparativamente a 2024, mas, de uma hora para outra, a gente se viu ‘descalso’”, detalha.

Venda de mel a outros destinos

Messas lembra que a maior parte do mel brasileiro é produto certificado orgânico, fator que dificulta o envio do produto a novos mercados.

Assim, desviar a exportação dos Estados Unidos à União Europeia, segundo consumidor do mel brasileiro, encontra como entrave a certificação orgânica atualmente chancelada ao mercado norte-americano, que é a NOP, do USDA.

“Essa certificação NOP não tem uma equivalência com a certificação CE, que é a certificação baseada nas normas de produção orgânica da Comunidade Europeia. […] Acabamos ficando restritos a países que aceitam a certificação orgânica NOP e que possuem essa equivalência em sua norma de produção orgânica”, afirma. Conforme o diretor da Apidouro, este é o caso do Canadá, mercado que o setor tem buscado centralizar forças.

Incentivo ao consumo interno

Segundo Messas, o setor produtivo do mel tem buscado incentivar o consumo interno, visto que o índice per capita no Brasil é muito aquém de Estados Unidos e Europa.

Cada brasileiro consome, em média, apenas 50g de mel, enquanto os norte-americanos ingerem entre 1kg e 1,2 kg, média semelhante à da Europa.

Para fomentar o mel entre os brasileiros, o diretor conta que a Apidouro fechou parcerias com grandes envasadoras, como a Baldone, para escoar a produção em solo nacional.

“Ao mesmo tempo, a gente vem tentando, junto com importadores americanos, algumas tratativas nos Estados Unidos, através de advogados americanos, tomar algumas soluções, algumas medidas cabíveis a essa situação do Brasil e essa particularidade do mel orgânico para que a gente adicione o nosso produto à lista de exclusão da tarifa”, conta.

De acordo com Messas, outro trunfo do país frente à sobretaxa é o aumento do mel orgânico, produto com valor agregado, na gôndola dos supermercados norte-americanos. “Os Estados Unidos também passam por algumas dificuldades econômicas neste momento e em um possível aumento de preço, o consumidor americano acaba deixando de optar pelo consumo do produto orgânico, de valor agregado, e passa a optar por um mel convencional, com um valor menor.”

No entanto, a preocupção é que, diante deste cenário de alta, o mel orgânico brasileiro acabe, com o passar do tempo, perdendo espaço de gôndola e, consequentemente, o interesse do consumirdor, algo que pode demorar a ser reconquistado.

Preço vai baixar para o consumidor e o produtor

O diretor da Apidouro reforça que o conceito de oferta e demanda dará o tom no mercado interno do mel.

“A partir do momento que temos uma cessão das novas demandas por parte dos importadores americanos devido à tarifa e isso acabar impossibilitando novos contratos, como temos uma produção contínua de mel, vamos acabar tendo uma oferta por parte dos produtores muito maior e uma demanda internacional muito menor, o que reflete diretamente no preço pago pela matéria-prima, no preço pago pelo mel”, analisa.

Messa conta que, em sua maior parte, a produção de mel orgânico fica concentrada em estados do Nordeste, principalmente na Bahia, no Ceará, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, além de em alguns pontos do Sul do país, como no Paraná.

“Principalmente no Nordeste, a apicultura é de subsistência. Então, são milhares de famílias que serão impactadas diretamente pela queda do preço e que dependem da apicultura”, conclui.



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Vigilância Sanitária confisca 270 kg de queijos e manteigas clandestinos


A Divisão de Vigilância Sanitária de São Paulo apreendeu 270 kg de produtos vendidos ilegalmente no Mercadão Central de Ribeirão Preto, interior paulista.

Entre os itens estavam queijos meia-cura, muçarela palito e manteiga de garrafa, todos sem identificação, inspeção sanitária, data de validade ou selo que comprove a regularidade e segurança para consumo humano.

De acordo com a vigilância sanitária e o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), comerciantes e fornecedores que atuam no local recebem orientações e suporte para regularizar a situação. Os órgãos concederam até 6 de agosto deste ano para que a situação fosse ajustada aos padrões sanitários, o que não ocorreu.

Durante a ação, a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana precisaram ser acionadas após um comerciante tentar impedir o trabalho das equipes, desacatando os fiscais. O caso foi registrado e encaminhado às autoridades competentes.

Vigilância Sanitária; produtos irregularesVigilância Sanitária; produtos irregulares
Fotos: Divulgação/Prefeitura de Ribeirão Preto

Segundo a chefe do SIM, Jéssica Martins, os produtos apreendidos não apresentavam qualquer selo de certificação, seja local ou nacional, como o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) ou o Selo Arte.

“Também solicitamos uma análise microbiológica do queijo para atestar sua segurança ao consumo humano, mas a determinação não foi atendida. Nosso objetivo é garantir as condições sanitárias adequadas para proteger a saúde da população”, destaca Martins.

Segundo os fiscais da Vigilância, todos os produtos recolhidos foram inutilizados e encaminhados para um aterro sanitário. Novas ações continuarão sendo realizadas nos pontos de comercialização da cidade para assegurar a qualidade dos alimentos oferecidos aos consumidores.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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BNDES anuncia R$ 60 mi para cooperativas de agricultura familiar produzirem bioinsumos



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta terça-feira (26) a iniciativa BNDES Bioinsumos, que destinará até R$ 60 milhões em recursos não reembolsáveis a cooperativas da agricultura familiar para produção e multiplicação de bioinsumos acessíveis e replicáveis.

A iniciativa, que conta com recursos do BNDES Fundo Socioambiental, tem a colaboração técnica da Embrapa e é inovadora tanto no formato quanto no público apoiado.

Por meio de chamada pública de abrangência nacional, priorizando as regiões Norte e Nordeste, o BNDES Bioinsumos vai fomentar a produção e multiplicação de bioinsumos em unidades de produção industriais ou semi-industriais, tornando possível a transição tecnológica para o uso de bioprodutos de forma integrada a agroecossistemas na produção de alimentos saudáveis.

“O BNDES Bioinsumos atende a dois compromissos históricos do governo Lula: além de contribuir com o aumento da produção de alimentos saudáveis, garantindo a segurança e soberania alimentar e nutricional, essa iniciativa fortalece a geração de renda de cooperativas da agricultura familiar, ao ampliar o acesso aos bioinsumos, com menores custos e maior produtividade”, avaliou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Categorias de bioinsumos

Bioinsumos são produtos de origem biológica, tais como microrganismos, predadores de pragas, extratos vegetais ou enzimas, que promovem o crescimento, o desenvolvimento e a saúde dos sistemas agrícolas, animais, aquícolas e florestais. A iniciativa apoia as seguintes categorias deles:

  • Inoculantes a partir de microrganismo isolado (fungos e bactérias);
  • Bioestimulantes a partir de microrganismo isolado (fungos e bactérias);
  • Microrganismos para o controle de pragas (fungos e bactérias);
  • Insetos para o controle biológico de pragas;
  • Biofertilizantes produzidos a partir de biomassa vegetal;
  • Biofertilizantes de compostos farelados fermentados; e
  • Biofertilizantes produzidos a partir de compostagem de resíduos orgânicos (desde que combinado a outro item apoiável).



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Abiove comemora decisão judicial que suspende Moratória da Soja



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) manifestou satisfação com a decisão da Justiça Federal que suspendeu a determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a Moratória da Soja.

Em nota divulgada nesta terça-feira (26), a entidade afirmou que a decisão judicial reconheceu a necessidade de maior debate sobre o tema e confirmou a legalidade do pacto vigente desde 2006.

“A decisão reconheceu a necessidade de aprofundamento do debate sobre a Moratória da Soja e foi compatível com a visão da Abiove quanto à legalidade do pacto”, informou a associação no comunicado.

A entidade, que representa as principais empresas processadoras e exportadoras de soja do País, havia impetrado mandado de segurança contra a medida preventiva do Cade na segunda-feira (25).

A juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara do Distrito Federal, atendeu ao pedido da Abiove e considerou “desproporcional e prematura” a decisão monocrática do superintendente-geral do Cade, Alexandre Barreto de Souza, que havia determinado em 18 de agosto a suspensão imediata das práticas coletivas da moratória por indícios de formação de cartel.

Suspensão de multa diária

A decisão judicial suspendeu integralmente os efeitos da determinação do Cade, incluindo a multa diária de R$ 250 mil prevista em caso de descumprimento, e restabeleceu o funcionamento normal do Grupo de Trabalho da Soja (GTS), coordenado por Abiove e Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

O processo administrativo no órgão antitruste segue em tramitação, mas agora deverá aguardar manifestação do tribunal do Cade.

A moratória, acordo voluntário entre tradings e entidades ambientais, impede a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008. O pacto é defendido pelas exportadoras como instrumento essencial para garantir acesso a mercados internacionais, especialmente diante da entrada em vigor da legislação europeia antidesmatamento em dezembro.



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Casa da MSD Saúde Animal na Expointer proporciona experiências e troca de conhecimento aos pecuaristas


A presença da MSD Saúde Animal na 48ª Expointer, de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, terá como tema Exzolt Experience. O intuito é proporcionar dias de muitas interações, compartilhamento de ideias, direcionamentos técnicos e bate-papos produtivos sobre temas que impulsionam a evolução do setor. O ectoparasiticida Exzolt® 5%, que revolucionou o controle de carrapatos, incluindo os mais resistentes, é o carro-chefe da empresa no evento.

O produto foi desenvolvido com a inovadora molécula fluralaner, trazendo à produção bovina uma eficácia inédita no controle de carrapatos, moscas-dos-chifres, bernes e bicheiras. Especificamente sobre carrapatos, que representa um desafio complexo e de grande impacto econômico na pecuária brasileira, o Exzolt® 5% combate todas as fases do ectoparasita, quebrando seu ciclo e limpando o animal e o ambiente.

“O Exzolt® 5% foi lançado em setembro de 2022 e se estabeleceu como pioneiro em driblar a resistência parasitária, proteger os animais com alta eficácia e impulsionar os ganhos produtivos. Após três anos, a solução continua em destaque e contribuindo para o bem-estar dos animais, do meio ambiente e das pessoas, além de seguir impulsionando a criação de gado e sua rentabilidade”, diz Pablo Paiva, gerente de mercado de Gado de Corte na unidade de negócio de Ruminantes da MSD Saúde Animal.

Rodas de conversa

Entre as ações no evento estará o Projeto Mulherada da Pecuária, que dá voz ao protagonismo feminino e incentiva a participação das mulheres no setor. Por meio dessa iniciativa, a MSD Saúde Animal promove encontros para discutir a transformação do mercado e, principalmente, a mudança de mentalidade da área. E na Expointer a troca de experiências será entre produtoras do Rio Grande do Sul, além de contar com a presença de Laura Villarreal, diretora executiva da unidade de negócio de Ruminantes da companhia, e Ana Doralina, presidente da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável.

Para quem quiser acompanhar o bate-papo, basta comparecer à Casa da MSD Saúde Animal, no pavilhão da feira, no dia 1 de setembro, às 16h. Também terá transmissão no Youtube da companhia.

Já no dia 4 de setembro, pecuaristas estarão na Casa da MSD Saúde Animal para uma roda de conversa conduzida pelo engenheiro agrônomo Antony Luenenberg, coordenador técnico de Bem-Estar Animal na MSD Saúde Animal. Na ocasião, os profissionais compartilharão as mudanças e conquistas a partir do programa Criando Conexões, que, neste ano, completou 10 anos de realização, somando 1 bilhão de animais manejados por meio de suas técnicas, entre bovinos, aves e suínos, mais de 300 propriedades atendidas e mais de 15 mil pessoas impactadas.

“O Criando Conexões visa democratizar os conhecimentos sobre bem-estar animal e, de forma simples, as técnicas utilizadas promovem a criação de conexões entre homem e animal por meio de interações positivas durante todo o processo de manejo. E esse encontro será um momento de multiplicar esse conhecimento e compartilhar como o programa renovou e aprimorou as técnicas, a fim de promover o bem-estar animal, facilitar o manejo e melhorar a qualidade de vida dos profissionais”, detalha Antony. O bate-papo será transmitido ao vivo no Youtube da MSD Saúde Animal, às 18h.

Também no dia 4 haverá o primeiro encontro de veterinários Exzolt® 5%, no qual serão apresentados resultados inéditos do uso do produto e que trarão impactos ainda mais positivos para os profissionais e produtores.

Pablo pontua que a programação da empresa está robusta e diversificada para atender a todos os interessados e amparar o setor com informações que somem à atividade agropecuária. “Esperamos por todos na feira, onde nossa equipe estará a postos para receber na Casa da MSD Saúde Animal, em frente ao pavilhão de gado de corte, e esclarecer dúvidas e orientar sobre as melhores estratégias sanitárias.”





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Preços do boi gordo hoje: veja as cotações da arroba e do atacado


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços acomodados em grande parte do país nesta terça-feira (26).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a segunda quinzena do mês conta com essa característica de manutenção do padrão de negócios nas principais regiões do país.

“Sob o prisma da demanda, vale destacar o ótimo desempenho das exportações de carne bovina, em um ritmo acelerado de embarques. A expectativa é que um novo recorde seja estabelecido, em volume e principalmente na receita arrecadada”, disse.

Média dos preços da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 310,75 — ontem: R$ 311,68
  • Goiás: R$ 302,50 — R$ 301,61
  • Minas Gerais: R$ 302,94 — R$ 302,65
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,18 — R$ 319,09
  • Mato Grosso: R$ 311,62 — R$ 310,34

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços mistos para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sinaliza para maior propensão a reajustes durante a primeira quinzena de setembro, período pautado por maior apelo ao consumo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição ao longo da cadeia produtiva.

“No entanto, vale destacar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, pontuou o analista.

O quarto traseiro do boi foi precificado a R$ 22,90 por quilo, queda de R$ 0,10; o quarto dianteiro foi cotado a R$ 18,25 por quilo, alta de R$ 0,25; e a ponta de agulha foi indicada a R$ 17,25 por quilo, alta de R$ 0,25.

Exportação de carne bovina

carne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,192 bilhão em agosto até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 74,550 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 212,925 mil toneladas, com média diária de 13,307 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.602,00.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 70,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 34,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,3% no preço médio.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,4338 para venda e a R$ 5,4318 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4000 e a máxima de R$ 5,4495.

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Entrada de mel orgânico à Europa tem entraves e setor busca aumentar consumo interno



Quase 80% da produção do mel brasileiro é destinada aos Estados Unidos. Contudo, o tarifaço de 50% sobre as exportações do país ao mercado norte-americano inviabilizam os negócios.

De acordo com o diretor-executivo da Apidouro, João Messas, a restrição afeta drasticamente os pequenos produtores e coloca em risco a competitividade do setor nacional.

Segundo ele, desde que o produto não entrou na lista de exceções ao tarifaço (casos de suco de laranja, castanhas e outros itens), foi possível notar que os importadores rapidamente bloquearam os contratos em abertos e frearam novos embarques de mel brasileiro.

“Foi algo que impactou e virou o mercado muito rapidamente. A gente vinha em uma crescente de demanda por parte dos Estados Unidos, assim como um aumento de preços que já eram percebidos desde o início desse ano e comparativamente a 2024, mas, de uma hora para outra, a gente se viu ‘descalso’”, detalha.

Venda de mel a outros destinos

Messas lembra que a maior parte do mel brasileiro é produto certificado orgânico, fator que dificulta o envio do produto a novos mercados.

Assim, desviar a exportação dos Estados Unidos à União Europeia, segundo consumidor do mel brasileiro, encontra como entrave a certificação orgânica atualmente chancelada ao mercado norte-americano, que é a NOP, do USDA.

“Essa certificação NOP não tem uma equivalência com a certificação CE, que é a certificação baseada nas normas de produção orgânica da Comunidade Europeia. […] Acabamos ficando restritos a países que aceitam a certificação orgânica NOP e que possuem essa equivalência em sua norma de produção orgânica”, afirma. Conforme o diretor da Apidouro, este é o caso do Canadá, mercado que o setor tem buscado centralizar forças.

Incentivo ao consumo interno

Segundo Messas, o setor produtivo do mel tem buscado incentivar o consumo interno, visto que o índice per capita no Brasil é muito aquém de Estados Unidos e Europa.

Cada brasileiro consome, em média, apenas 50g de mel, enquanto os norte-americanos ingerem entre 1kg e 1,2 kg, média semelhante à da Europa.

Para fomentar o mel entre os brasileiros, o diretor conta que a Apidouro fechou parcerias com grandes envasadoras, como a Baldone, para escoar a produção em solo nacional.

“Ao mesmo tempo, a gente vem tentando, junto com importadores americanos, algumas tratativas nos Estados Unidos, através de advogados americanos, tomar algumas soluções, algumas medidas cabíveis a essa situação do Brasil e essa particularidade do mel orgânico para que a gente adicione o nosso produto à lista de exclusão da tarifa”, conta.

De acordo com Messas, outro trunfo do país frente à sobretaxa é o aumento do mel orgânico, produto com valor agregado, na gôndola dos supermercados norte-americanos. “Os Estados Unidos também passam por algumas dificuldades econômicas neste momento e em um possível aumento de preço, o consumidor americano acaba deixando de optar pelo consumo do produto orgânico, de valor agregado, e passa a optar por um mel convencional, com um valor menor.”

No entanto, a preocupção é que, diante deste cenário de alta, o mel orgânico brasileiro acabe, com o passar do tempo, perdendo espaço de gôndola e, consequentemente, o interesse do consumirdor, algo que pode demorar a ser reconquistado.

Preço vai baixar para o consumidor e o produtor

O diretor da Apidouro reforça que o conceito de oferta e demanda dará o tom no mercado interno do mel.

“A partir do momento que temos uma cessão das novas demandas por parte dos importadores americanos devido à tarifa e isso acabar impossibilitando novos contratos, como temos uma produção contínua de mel, vamos acabar tendo uma oferta por parte dos produtores muito maior e uma demanda internacional muito menor, o que reflete diretamente no preço pago pela matéria-prima, no preço pago pelo mel”, analisa.

Messa conta que, em sua maior parte, a produção de mel orgânico fica concentrada em estados do Nordeste, principalmente na Bahia, no Ceará, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, além de em alguns pontos do Sul do país, como no Paraná.

“Principalmente no Nordeste, a apicultura é de subsistência. Então, são milhares de famílias que serão impactadas diretamente pela queda do preço e que dependem da apicultura”, conclui.



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