segunda-feira, maio 4, 2026

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Abertura Nacional da Colheita do Trigo será lançada na Expointer 2025



O Canal Rural e a Cooperativa Cotricampo aproveitam o palco da Expointer para apresentar o projeto da Abertura Nacional da Colheita do Trigo 2025. A iniciativa será detalhada em uma agenda na Casa Canal Rural no Parque Assis Brasil, em Esteio, no Rio Grande do Sul com a presença de autoridades, lideranças do segmento, empresas e representantes dos diversos elos da cadeia produtiva do agronegócio.

Em parceria inédita, Canal Rural e Cotricampo, com sede em Campo Novo (RS), celebram uma aliança estratégica na promoção de uma agenda positiva, capaz de mobilizar e pautar políticas públicas que estimulem o setor da triticultura. Gelson Bridi, presidente da cooperativa, fala da importância de se estabelecer palcos permanentes para discussão da cultura “que possam levar o país à autossuficiência ou reduzir a dependência do trigo importado.” De acordo com o dirigente, um assunto de interesse de produtor, da indústria e do consumidor.

O trigo é uma das poucas, ou talvez a única cadeia produtiva, dieta básica da população mundial, na qual o Brasil não é autossuficiente. A iniciativa é uma forma de jogar luz sobre esse tema, tão sensível ao agronegócio brasileiro, lembra Giovani Ferreira, do Canal Rural. Ele destaca que esse é um tema que já demorou para ser enfrentado. “Estamos falando de segurança e abastecimento alimentar, de um país que se apresenta como o celeiro do mundo, mas ainda importa quase a metade do trigo que consome.”

A produção estimada para o cereal no ciclo atual é de 7,8 milhões de toneladas. O recorde foi de 10,5 milhões de toneladas na temporada 2021/22, conforme dados da Companha Nacional de Abastecimento (Conab). O Rio Grande do Sul concentra quase metade da produção. Juntos, os três estados do Sul (RS, SC e PR) respondem por 85% da produção nacional. O consumo anual no país gira entre 12 e 13 milhões de toneladas.

Lançamento:

Data: 1º/set 2025.

Hora: 18h30.

Local: Casa Canal Rural no Parque Assis Brasil – Em frente a Pista de Julgamentos de Equinos 19. Acesso mais próximo Portão P4.

Serviço: A Abertura Nacional da Colheita do Trigo 2025 será dia 09/outubro, em Campo Novo, Noroeste do Rio Grande do Sul, no Campo Experimental da Cotricampo, com transmissão ao VIVO e em rede nacional pela TV e Youtube do Canal Rural.



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Pará é o maior exportador do Brasil de gado bovino em pé



O Pará é o maior exportador do Brasil de bovinos em pé, conforme dados levantados pelo Núcleo de Planejamento e Estatísticas (Nuplan). Nos sete primeiros meses deste ano o estado exportou cerca de 370 mil cabeças de gado.

O principal destino foi o Egito (36,2%), seguido de Marrocos (13,4%) e da Argélia (1,3%) – todos situados no continente africano.

Conforme a coordenadora do Nuplan da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap), Maria de Lourdes Minssen, esse desempenho reafirma a importância da pecuária estadual no comércio internacional de animais vivos.

Somente em julho, o estado registrou um volume exportado de 56,39 mil cabeças, representando um avanço de 40,6% em relação ao mesmo período de 2024, quando haviam sido embarcadas 40,10 mil cabeças.  

Segundo Maria de Lourdes, a maior parte da produção paraense de gado vivo foi direcionada aos mercados africanos e asiáticos, mas com sinais crescentes de diversificação para novos destinos.

“O Egito foi o principal comprador em número de cabeças até julho deste ano, com 134,20 mil animais, mas apresentou o menor peso médio (313,68 kg), sinalizando uma preferência por bovinos mais leves”, detalha a coordenadora. 

Situação semelhante ocorreu com a Arábia Saudita (16,96 mil cabeças/ 319,37 kg) e a Turquia (23,68 mil cabeças/ 364,47 kg), que também demandaram lotes de menor porte.

De acordo com a profissional, em contrapartida, os mercados do Marrocos (49,73 mil cabeças / 540,12 kg) e da Argélia (4,78 mil cabeças / 554,09 kg) destacaram-se pela importação de bovinos mais pesados, com peso médio acima de 540 kg, evidenciando preferência por animais prontos para o abate ou de ciclo mais curto de engorda.

Em termos de valor, as exportações paraenses atingiram US$ 343,87 milhões, o que corresponde a um crescimento de 69,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Avanço em relação a 2024

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Pará exportou o equivalente a 64,7% do total brasileiro, conforme repassou o estatístico João Ulisses Silva, responsável pela execução do levantamento divulgado pela Sedap.

Esse volume representa um avanço de 55,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando haviam sido embarcadas 238,58 mil cabeças. 

As exportações de bovinos em pé, nesse período, concentraram-se fortemente nos mercados da África e da Ásia, com participação da América do Sul. “Esse padrão confirma o protagonismo internacional da pecuária paraense e sua capacidade de atender diferentes perfis de demanda”, comenta Silva. 

Na América do Sul, a Venezuela registrou 0,49% (1,80 mil cabeças) das exportações, participação ainda pequena, mas que indica oportunidades de expansão regional, complementando os fluxos já consolidados com África e Ásia.

“Esses resultados consolidam o Pará como líder absoluto na exportação de gado vivo no Brasil, reforçando sua relevância na geração de divisas, na movimentação da cadeia pecuária e na consolidação do estado como ‘player’ estratégico no mercado internacional”, avalia Silva. 

Principais destinos

Entre janeiro e julho de 2025, os principais destinos de gado paraense foram:

  • África: Egito (36,2%), Marrocos (13,4%) e Argélia (1,3%).
  • Ásia: Iraque (20,8%), Líbano (14,0%), Turquia (6,4%), Arábia Saudita (4,6%) e Jordânia (2,9%).
  • América do Sul: Venezuela (0,5%).

Perfil do gado exportado

  • Peso médio geral: 402,9 kg.
  • Mais leves: Egito, Turquia e Arábia Saudita (<365 kg).
  • Intermediários: Iraque, Jordânia e Venezuela (~380–440 kg).
  • Mais pesados: Líbano, Marrocos e Argélia (>500 kg).



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Pecuária na COP 30: Brasil pode liderar, mas precisa defender produtor


Pecuaristas, a sustentabilidade não é mais um conceito à parte da economia, mas sim um fator central que pode gerar renda e um diferencial competitivo. Com a proximidade da COP 30, a maior conferência climática do planeta, o Brasil se prepara para receber o mundo em Belém, no estado do Pará, e a agropecuária tem um papel fundamental nessa discussão. Assista ao vídeo e confira esta incrível conversa.

O advogado com doutorado em Harvard e professor da FGV Daniel Vargas, em entrevista ao Giro do Boi, analisou o cenário e as expectativas para a COP 30.

Ele alerta para o risco de o setor ser punido de forma indevida e injusta por um conjunto de problemas que não são de sua responsabilidade, e a necessidade de o Brasil se posicionar de forma mais estratégica na agenda climática.

Foto: Divulgação

Daniel Vargas se mostra preocupado com a forma como o Brasil tem assumido seus compromissos internacionais.

Na proposta atual do Plano Clima, o país se compromete a cortar as emissões em até 67% nos próximos 10 anos, e a agricultura e a pecuária, como principal setor da economia, terão que reduzir em até 54% as suas emissões.

O especialista considera essa distribuição injusta, pois:

  • Culpa por desmatamento: Cerca de 70% do desmatamento é atribuído ao proprietário privado, o que, segundo ele, é um diagnóstico equivocado e que não leva em conta a complexidade do problema.
  • Virtudes ocultas: Os méritos da agropecuária, como o sequestro de carbono pelas pastagens, a recuperação de áreas degradadas e a produtividade que reduz o tempo de emissão de gases de efeito estufa, não são levados em conta na conta final.
  • Aumento da conta: Os defeitos são magnificados, enquanto as virtudes são ocultadas, o que pode levar a um desequilíbrio na atribuição de responsabilidades.

Para Vargas, essa estrutura pode acabar punindo o produtor rural, que é a base da soberania alimentar e um setor estratégico do país.

Ele ressalta que países como os da Europa, que historicamente são os maiores responsáveis por emissões, não estão sequer anunciando suas metas de corte de emissões de forma clara.

A estratégia do Brasil na COP 30

Foto: Divulgação/CNA

Apesar dos desafios, Daniel Vargas vê uma oportunidade única para o Brasil. A saída de grandes emissores das negociações internacionais, como os Estados Unidos, deixou um vácuo de liderança. O Brasil pode e deve ocupar esse espaço, com uma estratégia clara e propositiva:

  • Tropicalizar as métricas: É necessário discutir os parâmetros de cálculo da sustentabilidade, para que os critérios, criados com base em realidades de outros países, se adaptem à realidade brasileira e de outros países tropicais.
  • Negociação interna: É preciso organizar a transição para o futuro com as lideranças nacionais, para acentuar a capacidade de produzir mais, crescer e gerar benefícios ambientais.
  • Diplomacia engajada: O Brasil não deve apenas repercutir uma agenda de fora, mas criar a sua própria, que represente os produtores de alimentos da América Latina, África e Ásia.

O mercado de carbono e a valorização do produtor

Foto: Reprodução/Nelore Vera Cruz

O mercado de carbono, mesmo em baixa no momento, tende a crescer. Se for bem organizado, pode dar valor aos serviços ambientais prestados pelo produtor rural, como a reserva legal e o sequestro de carbono pelas pastagens.

Vargas é otimista, pois acredita que à medida que o debate se torna mais transparente, as virtudes do Brasil tendem a ganhar mais relevância.

O produtor rural brasileiro, que já vence “dentro da porteira”, precisa mostrar que sua produção é feita com respeito à floresta, ao bem-estar animal e ao meio ambiente.

Para o especialista, o que se espera é que a mensagem do Brasil na COP 30 seja a favor da produção sustentável, inclusiva e competitiva, para que quem produz bem feito, possa ganhar, ou ao menos, não ser injustamente atacado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Nova ferramenta otimiza lavouras brasileiras



A ferramenta integra dados históricos da fazenda e imagens de satélite



A ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções
A ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções – Foto: Nadia Borges

Uma nova solução de agricultura de precisão chega ao Brasil com o objetivo de simplificar a gestão de dados e ampliar a rentabilidade das lavouras. Testes realizados em diferentes propriedades mostraram aumento médio do potencial produtivo em cerca de 3% e redução de até 25% nos custos com fertilização, especialmente na cultura do milho.

O Cropwise Planting, lançado pela Syngenta Digital e integrado à plataforma Cropwise, permite ajustar sementes e fertilizantes conforme a variabilidade do solo, substituindo a aplicação uniforme tradicional. “A agricultura tradicional opera com uma aplicação padrão para a quantidade de sementes e fertilizantes em toda a área, independentemente das características do solo”, explica Bruno Muller, Head de Agricultura Digital da Syngenta. “A Agricultura de Precisão, por outro lado, reconhece a variabilidade do solo e permite um tratamento personalizado para cada talhão, ajustando a quantidade de insumos de acordo com as necessidades específicas de cada área da propriedade”, completa.

Além disso, a ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções digitais para oferecer análises detalhadas da saúde das culturas, detecção de padrões e tomada de decisão mais precisa. A compatibilidade com os principais equipamentos de agricultura de precisão garante fácil implementação e operação no campo.

Segundo dados da Embrapa, Fundação ABC e AsBrAP, mais de 40% dos produtores brasileiros já utilizam algum tipo de tecnologia de agricultura de precisão. A nova solução chega ao mercado para ampliar o acesso a essa prática, reduzir desperdícios e tornar a gestão das lavouras mais eficiente e lucrativa.

 





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‘Ninguém pode punir o produtor de soja dentro da legalidade’, afirma o presidente da Aprosoja MT



Após a Justiça conceder liminar que suspende o impedimento da Moratória da Soja na última segunda-feira (25), os desdobramentos no setor continuam. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, afirmou: ”Ninguém pode criar cartel à margem da lei. Ninguém pode fechar mercado e punir quem está na legalidade e respeita o Código Florestal.”

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Beber reforçou que a associação respeita a liminar concedida. No entanto, a Aprosoja MT confia que o colegiado do Cade manterá a decisão de suspender preventivamente a Moratória da Soja, diante dos efeitos que o acordo tem causado à livre iniciativa dos produtores.

“Este é um acordo privado vigente há 20 anos que pune e restringe produtores que estão dentro da legalidade e da legislação ambiental brasileira, considerada uma das mais restritivas do mundo. Ele retira a liberdade e o direito à gestão democrática da terra”, destacou Beber.

Compromisso ambiental dos produtores de soja

Para o presidente, acabar com a Moratória da Soja é reafirmar que legalidade e sustentabilidade andam juntas. “O produtor segue o Código Florestal, áreas de preservação permanente, matas ciliares e reservas florestais dentro da propriedade. Isso demonstra nosso compromisso com o meio ambiente”, explicou.

A Aprosoja MT concluiu que seguirá atuando para encerrar definitivamente a Moratória da Soja, preservando a livre iniciativa, a liberdade econômica e o direito de uso da terra dos produtores. “Nenhum acordo privado tem mais poder que o nosso Congresso Nacional e a nossa legislação”, finalizou Beber.



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Gestão inteligente de combustível vira diferencial



Isso agrega valor ao produto final



Isso agrega valor ao produto final
Isso agrega valor ao produto final – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro vive um momento decisivo, em que a competitividade internacional depende cada vez mais de critérios ligados à sustentabilidade, rastreabilidade e governança. Segundo Cristian Bazaga, CEO da Excel Fueling Technologies, o recente anúncio dos Estados Unidos sobre sobretaxar produtos agrícolas nacionais reforça que barreiras comerciais deixaram de ser apenas econômicas e passaram a estar diretamente relacionadas ao impacto ambiental.

Para Bazaga, o setor precisa provar como produz, e não apenas quanto produz. Tecnologias como IoT, blockchain e inteligência de dados tornam-se essenciais para atender às novas exigências globais, garantindo transparência e métricas auditáveis. Estudos mostram que práticas de agricultura de precisão podem reduzir em até 80% as emissões de gases como CO2, CO e NO?, fortalecendo a transição energética no campo.

“Monitorar cada litro abastecido, otimizar rotas, registrar automaticamente o consumo e rastrear a pegada de carbono em tempo real não é apenas reduzir custos e emissões. É também agregar valor ao produto final, abrir portas em mercados mais exigentes e atrair investimentos alinhados às novas demandas globais. Isso vale tanto para tratores e colheitadeiras quanto para aeronaves agrícolas, que já incorporam essa lógica de eficiência e governança”, comenta.

Segundo o CEO, os produtores que entendem sustentabilidade como investimento, e não como custo, são os que colhem os melhores resultados. Para ele, o agro que vai liderar a próxima década será aquele capaz de unir produtividade, rastreabilidade e propósito, com a gestão de combustível como um dos pilares centrais dessa transformação.

“O desafio que se coloca não é se o Brasil pode ou não atender às exigências internacionais. A verdadeira questão é: estamos preparados para assumir o protagonismo que nos cabe?”, conclui.

 





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Embarques de soja devem chegar a 8,9 milhões de t em agosto



O line-up de embarques nos portos brasileiros projeta que o país exportará 8,908 milhões de toneladas de soja em grão ao longo de agosto, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. O volume representa crescimento frente ao mesmo mês do ano passado, quando as exportações somaram 7,994 milhões de toneladas.

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Em julho, o embarque registrado foi de 11,915 milhões de toneladas, enquanto a previsão para setembro é de 4,121 milhões de toneladas.

No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o line-up projeta a exportação de 93,266 milhões de toneladas, um avanço considerável frente ao número de 83,704 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2024.



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Ciência e produtores do Pampa se unem pela sustentabilidade na pecuária


A busca pela sustentabilidade na pecuária ganha força no bioma Pampa, onde ciência e produtores trabalham lado a lado para reduzir o impacto ambiental da atividade. Pesquisas conduzidas pela Embrapa Pecuária Sul (RS) mostram que a seleção genética e o manejo adequado das pastagens podem diminuir de forma significativa a emissão de metano, um dos principais gases de efeito estufa da pecuária.

As Provas de Emissões de Gases (PEG) já avaliaram mais de 150 reprodutores de raças como Angus, Charolês, Hereford e Braford. O objetivo é identificar animais mais eficientes na conversão alimentar e com menor produção de metano, características que podem ser incorporadas aos programas de melhoramento genético.

De acordo com a pesquisadora Cristina Genro, os resultados trazem perspectivas positivas:

“Se pensarmos nessa característica espalhada por milhões de animais, a redução da emissão de metano pode ser extremamente significativa”, afirma.


Compromissos globais e avanços tecnológicos

O Brasil assumiu na COP26, realizada em 2021, o compromisso de reduzir emissões de metano. Nesse contexto, os trabalhos da Embrapa ganham relevância estratégica.

Pecuária no Pampa aposta em ciência para reduzir metano na pecuáriaPecuária no Pampa aposta em ciência para reduzir metano na pecuária
FOTO: Divulgação l Felipe Rosa

Para ampliar a escala das pesquisas, a unidade adquiriu o GreenFeed, equipamento que mede individualmente e de forma contínua as emissões de metano em bovinos. A tecnologia permitirá monitorar até 100 animais ao mesmo tempo e consolidar dados que servirão de base para índices genéticos aplicados à pecuária.


Manejo de pastagens como aliado do produtor

Além da genética, o manejo de pastagens também se destaca como ferramenta essencial para reduzir emissões. Estudos realizados no Pampa indicam que animais em altura ideal de pastejo chegaram a emitir 30% menos metano do que os índices de referência do IPCC.

O controle da lotação animal por hectare e o uso de espécies forrageiras adaptadas contribuem para manter o solo mais fértil, com maior acúmulo de carbono, ampliando os ganhos ambientais e produtivos.

Sustentabilidade no manejo de pastagemSustentabilidade no manejo de pastagem
FOTO: Divulgação l Felipe Rosa

Sustentabilidade e valorização de mercado

As pesquisas integram iniciativas da Embrapa já reconhecidas, como a Carne Carbono Neutro (CCN), a Carne Baixo Carbono (CBC) e o Carbono Nativo (CN). O objetivo é oferecer ao mercado uma carne com diferencial ambiental, alinhada à crescente demanda por sustentabilidade.

Segundo Cristina Genro, o potencial de mitigação das emissões pode chegar a 38% com melhoramento genético, 20% com dietas balanceadas e 35% com manejo adequado de pastagens.

“Tudo isso contribui para uma pecuária mais sustentável e para a valorização da carne brasileira nos mercados interno e externo”, destaca.



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Tecnologia alemã inova na aplicação de fertilizantes



A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade



A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade
A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade – Foto: Canva

A partir de 2026, o setor agrícola contará com um novo distribuidor pneumático de fertilizantes projetado para elevar a precisão no manejo de insumos, mesmo em condições de terreno irregulares ou em velocidades mais altas. O Leeb Xeric 14 FS, desenvolvido pela alemã Horsch, foi apresentado inicialmente na Agritechnica 2023 e passou por aprimoramentos após testes em campo. O equipamento combina capacidade de 14 m³, enchimento rápido e operação em larguras de 36, 39 e 48 metros, com velocidade máxima de trabalho de 20 km/h.

Entre as soluções incorporadas está o sistema BoomControl, que utiliza sensores para monitorar constantemente a distância da lança em relação ao solo ou à cultura. O ajuste automático por meio de um sistema hidráulico reduz falhas na aplicação, evitando desperdícios e garantindo regularidade mesmo em áreas de maior inclinação. Outro ponto de destaque é a calibração automatizada, que permite adaptar rapidamente o distribuidor a diferentes tipos e doses de fertilizantes. Além disso, os sistemas PrecisionSpread Pro e Pro Plus viabilizam controle de seção e compensação de curva, otimizando a distribuição.

A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade, com chassi tandem e direção ativa em ambos os eixos. Já como opcional, o modelo traz o controle de pressão dos pneus durante a operação, recurso que ajuda a reduzir a compactação do solo, especialmente em áreas mais sensíveis. Embora a empresa ainda não tenha divulgado valores, o lançamento reforça a tendência de integração entre tecnologia e sustentabilidade no uso de fertilizantes.

 





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Crédito mantém ritmo de crescimento elevado, diz Banco Central



O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central (BC) destacou nesta quarta-feira (27) que, ainda que registre desaceleração na ponta, o crédito amplo segue em ritmo de crescimento elevado, mesmo em um ambiente com taxa básica de juros contracionista e elevado endividamento de famílias e empresas.

“Os sinais de desaceleração do crédito tornaram-se mais evidentes, mas o ritmo de crescimento segue historicamente elevado. Essa desaceleração era esperada e está alinhada às condições financeiras mais restritivas e à moderação do crescimento da atividade econômica. No crédito às pessoas físicas, observa-se desaceleração em todas as modalidades, exceto no crédito não consignado. Para as pessoas jurídicas, o crescimento do crédito bancário desacelerou para empresas de todos os portes, exceto para as médias”, registrou a ata publicada nesta quarta-feira (27).

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Na semana passada, o colegiado manteve o Adicional Contracíclico de Capital Principal do Brasil em 0%. O ACCPBrasil é uma parcela do capital a ser acumulada na expansão do ciclo de crédito e consumida em sua contração. O instrumento trata o risco sistêmico cíclico do crédito e dos preços dos ativos.

“A materialização de risco para micro, pequenas e médias empresas tem aumentado e deve continuar pressionada no curto prazo. Quanto às famílias, as modalidades de maior risco continuam crescendo em ritmo superior ao das modalidades de menor risco, enquanto os ativos problemáticos estão em alta, principalmente no crédito rural”, completou o Comef.

O colegiado alerta ainda que o endividamento das famílias permanece elevado, com comprometimento de renda em trajetória ascendente. Isso é ocasionado pelo nível das taxas de juros e pelo aumento da tomada de modalidades mais caras.

“Embora em desaceleração pelo segundo trimestre consecutivo, o mercado de capitais segue crescendo em ritmo significativamente superior ao do crédito bancário. Na visão do Comitê, esse cenário requer cautela e diligência adicionais no mercado de crédito”, completou o documento.

O Comef citou ainda que os fundos de crédito privado mantiveram captação líquida positiva. Na avaliação dos diretores do BC, a combinação entre maior demanda por títulos de crédito privado e a redução na oferta desses instrumentos tem contribuído para manter os spreads em níveis reduzidos. “Apesar disso, o mercado segue diferenciando o risco entre os emissores, e os testes de estresse indicam que o risco de liquidez nesses fundos permanece baixo”, acrescentou o colegiado.



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