segunda-feira, maio 4, 2026

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Projeto de lei quer dar aos estados o controle sobre javalis e bonificar caçadores



Transferir do Ibama para os órgãos de licenciamento e fiscalização estaduais o controle sobre javalis e espécies nocivas. Esse é o cerne de um projeto de lei do deputado Alceu Moreira (MDB).

De acordo com o parlamentar, a atuação da autarquia tem sido fortemente contestada pelo excesso de autuações aplicadas a caçadores profissionais, inviabilizando o manejo da fauna em diversos casos.

“São perseguições arbitrárias de quem, no fundo, não tem nenhum compromisso com a nossa integridade sanitária. Temos que otimizar esse controle, pois é inadmissível que um país como o nosso, que levou anos para consolidar mercados mundo afora, esteja sujeito a fechar fronteiras por febre aftosa ou gripe suína”, afirma o deputado.

Alceu lembra que a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) já prevê que o abate de animais declarados nocivos não configura crime, mas que, apesar disso, o Ibama segue cometendo excessos, seja multando os atiradores ou dificultando a emissão de licenças.

A proposta de Moreira conta com o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deverá, também, estabelecer condições para consumo, distribuição e comercialização dos produtos e subprodutos resultantes do abate, desde que estejam em conformidade com a legislação sanitária e ambiental dos estados.

Seguno o parlamentar, outra questão que ficará a cargo dos estados é a possibilidade de bonificação aos caçadores credenciados, estimulando a adesão voluntária no manejo de espécies invasoras.

Proliferação de javalis

Originário da Europa e Ásia, o javali chegou ao Brasil a partir da década de 1990, trazido inicialmente para criação comercial e caça esportiva. No entanto, com o tempo, escaparam de cativeiros, se reproduziram sem controle e hoje estão presentes em milhares de municípios, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

A explosão populacional do animal ameaça lavouras e a biodiversidade. O comentarista do Canal Rural Miguel Daoud lembra que os javalis vivem em bandos e têm alta taxa de reprodução, sendo que uma fêmea pode gerar até 10 filhotes por ninhada.

“Sem os predadores naturais, a população cresce até 150% ao ano. Em pouco tempo, áreas inteiras são devastadas. Eles atacam plantações de milho e sorgo, destroem nascentes, competem com espécies nativas como catetos e queixadas e predam ovos e filhotes de aves silvestres”, destaca.

Embora o javali seja reconhecido como espécie invasora e nociva desde 2013, os critérios para controle e abate ainda são tidos como burocráticos. “A autorização de caça não foi suficiente para reduzir a população e, em alguns casos, favoreceu ainda mais a dispersão”, considera Daoud. “O resultado é um cenário em que produtores sofrem com prejuízos, ambientalistas alertam para perda de biodiversidade e o país fica vulnerável a riscos sanitários graves”, completa.

Para ele, a solução passa por simplificar o processo de controle, incentivar a ação conjunta entre órgãos ambientais, produtores e autoridades policiais, além de adotar tecnologias modernas de monitoramento e erradicação, fatores que o projeto de lei do deputado Alceu Moreira pode ajudar a concretizar.



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Filme “8 Segundos – O Desafio” leva arena de rodeio para as telonas; assista o teaser



O clima da arena de rodeio chegou ao cinema com a pré-estreia de “8 Segundos – O Desafio”, realizada nesta quarta-feira (27), no North Shopping, em Barretos, São Paulo.

A cidade, que é cenário central da trama, recebeu a exibição em uma sessão que também homenageou a 70ª Festa do Peão de Barretos, que segue até este domingo (31).

Participaram da sessão os atores Rafael Cardoso, Letícia Augustin, Robson Nunes, Juliano Laham, Jaedson Bahia e Matheus Sandré, além do diretor Márcio Trigo, que compartilharam com o público a emoção de trazer para as telas uma narrativa inspirada no universo country.

“A ideia de estrear em Barretos é porque o filme foi feito aqui, além de aproveitar a Festa do Peão como um mote. O filme vai levar essa cultura sertaneja e rural para os grandes centros do Brasil e do Mundo”, destaca o diretor, Márcio Trigo.

De acordo com Rafael Cardoso, que interpreta o peão João Donato, a experiência foi especial. “Conhecer o Hospital de Amor, a Festa do Peão, os 70 anos de Barretão e conferir de perto toda essa estrutura é transformador.”, comenta.

Segundo a protagonista do filme, a atriz Letícia Augustin, o longa tem um papel importante para retratar a potência feminina no sertanejo. “A ideia é defender a força da mulher no posicionamento, nos sonhos e também nesse mundo de competições.” conta.

O longa, produzido pela New Cine & TV e distribuído pela Paris Filmes, estreia em 6 de novembro, exclusivamente nos cinemas.

História do filme

O filme acompanha a trajetória de João Donato, campeão internacional de rodeios que, após sofrer um grave acidente, retorna ao Brasil em busca de redenção. Entre antigas rivalidades, amores do passado e o desafio de retomar a carreira, ele reencontra suas raízes no sertão e a força necessária para reconstruir sua vida.

Em paralelo, sua irmã Helena regressa ao Brasil após concluir residência médica nos Estados Unidos. Dividida entre a rotina intensa no Hospital de Amor e o fim de um relacionamento de infância com Heitor (Juliano Laham), ela revive um sonho secreto: seguir os passos do irmão nas arenas de rodeio.

Confira o teaser do filme “8 Segundos – O Desafio” e veja os primeiros destaques da trama ambientada em Barretos, antes da estreia nacional em 6 de novembro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pará recebe 1 mil toneladas de milho para o ProVB



ProVB beneficia pequenos criadores




Foto: Agrolink

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu nesta semana mais de 205 toneladas de milho em grãos destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB) no Pará. O produto foi armazenado na Unidade Armazenadora de Ananindeua. Com essa operação, somada à remessa anterior de cerca de 795 toneladas, o total recebido no exercício atual alcançou 1 mil toneladas.

Em 2024, o programa registrou recorde de vendas no estado, com aproximadamente 1,1 mil toneladas comercializadas, contra mais de 400 toneladas em 2023, o que representou um crescimento de 172%. Já em 2025, até 21 de agosto, foram removidas mais de 1,3 mil toneladas de milho para atendimento à demanda, das quais cerca de 900 toneladas já foram vendidas. A expectativa da Conab é de que, até o final do ano, o volume chegue a 1,5 mil toneladas, ampliando o acesso dos pequenos criadores ao produto.

De acordo com a companhia, o ProVB “possibilita a compra direta do grão por pequenos criadores de animais, com limite mensal de aquisição de até 27 toneladas por cliente”. Os preços de venda são atualizados quinzenalmente. Podem participar suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores e outros produtores. Segundo a Conab, o programa “equipara as condições de acesso ao milho dos estoques públicos para produtores de diferentes portes”.





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Taxa de juros deve ficar alta por período prolongado, diz Galípolo



O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta quarta-feira (27), em São Paulo, que a taxa básica de juros (Selic) no Brasil deve permanecer em patamar elevado por um longo período. Atualmente, a taxa está estabelecida em 15% ao ano.

Ao participar do 33º Congresso & Expo Fenabrave, na SP Expo, na capital paulista, Galípolo lembrou que é função do Banco Central trabalhar para que a inflação fique sempre dentro da meta, mas ressaltou que esse tem sido um processo lento e que, por isso, a Selic precisa ser mantida em um campo ainda bastante restritivo.

“Estamos em um cenário de ter descumprido a meta [de inflação] duas vezes – no final de 2024 e meados de 2025 – e com expectativas e projeções do mercado e do Banco Central que apontam que essa convergência está se dando de uma maneira lenta para a meta de inflação. É isso que tem demandado uma política monetária mais restritiva, que busca justamente fazer essa convergência para a meta”, disse.

O Copom definiu 3% como a meta a ser perseguida para a inflação do país, podendo variar 1,5% para cima ou para baixo.

“A Selic é o quanto que o dinheiro se valoriza no tempo. A inflação é o quanto o dinheiro perde valor no tempo. Em um processo de elevação da inflação, você vê a meta escapar e, simultaneamente, ficar menos apertada a política monetária, que deveria justamente estar apertada para perseguir a meta. Por isso tem essa regra de que, quando o Banco Central começa a subir os juros em um processo onde a inflação está subindo, o BC precisa subir mais do que a inflação está subindo. Se a inflação está subindo, significa que a taxa de juros não está restritiva o suficiente para produzir a convergência da inflação para a meta. Se ela não está restritiva o suficiente e está caindo, preciso subir ela mais do que a inflação está subindo”, detalhou.

Crescimento do país

Durante o evento, Galípolo ressaltou que é difícil explicar como o Brasil continua apresentando crescimento apesar de ter uma taxa básica de juros tão restritiva.

Uma das explicações possíveis para isso, de acordo com o presidente do BC, seria a renda. Segundo ele, a política tributária mais progressiva, aliada a programas de distribuição de renda, poderiam estar contribuindo para que as pessoas gastem e consumam mais, aumentando o dinamismo da economia.

“O que parece ter acontecido é que a renda tem se mostrado bastante resiliente. Estamos com o nível de desemprego mais baixo da série histórica, batendo 5,8%, dessazonalizado 5,7%, que é o menor nível de desemprego da série histórica. E estamos com o nível mais alto de renda do trabalhador. Então, mesmo com uma taxa de juros restritiva, a gente segue mostrando uma resiliência no mercado de trabalho, bastante forte, o que deve estar puxando uma demanda mais forte”, afirmou.



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exportações seguram estabilidade das cotações


O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços acomodados nesta quarta-feira (27).

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias lembra que a segunda quinzena de cada mês geralmente tem padrão lateralizado de negócios nas principais regiões do país.

“Sob o prisma da demanda, o ótimo desempenho das exportações de carne bovina, em um ritmo acelerado de embarques, segue garantindo preços firmes. Um novo recorde deve ser estabelecido, em volume e principalmente na receita arrecadada”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 310,75
  • Goiás: R$ 302,50
  • Minas Gerais: R$ 302,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,18
  • Mato Grosso: R$ 311,62

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços pouco alterados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sinaliza para maior propensão a reajustes durante a primeira quinzena de setembro, período pautado por maior apelo ao consumo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição ao longo da cadeia produtiva.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,90 por quilo; o dianteiro foi precificado a R$ 18,25 por quilo; e a ponta de agulha foi cotada a R$ 17,25 por quilo.

Exportações de carne

carne bovinacarne bovina
Foto: Divulgação Mapa

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,192 bilhão em agosto até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 74,550 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 212,925 mil toneladas, com média diária de 13,307 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.602,00.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 70,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 34,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,3% no preço médio.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,4158 para venda e a R$ 5,4138 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4145 e a máxima de R$ 5,4575.



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Qual o melhor capim para terra arenosa? Agrônomo tem a resposta


Pecuaristas, a escolha do capim ideal para sua fazenda é um dos primeiros passos para a produtividade do rebanho. Hilary Souza, pecuarista de Macapá, no estado do Amapá, tem dúvidas sobre quais seriam as melhores opções de pasto para áreas de terra arenosa.Assista ao vídeo abaixo e confira as considerações do especialista.

Nesta quarta-feira (27), o engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que as gramíneas forrageiras, em geral, se adaptam bem a solos arenosos, mas o fator crucial é a fertilidade do solo e a sua capacidade de reter água.

Fertilidade e manejo são mais importantes que o tipo de solo

Foto: Canva

Wagner Pires esclarece que a maioria das gramíneas forrageiras tem preferência por solos mais arenosos, pois suas raízes, que se parecem com “cabelos finos”, se espalham com mais facilidade, o que não acontece em solos duros e compactados.

O que o pecuarista deve avaliar, no entanto, é a fertilidade do solo e a sua capacidade de retenção de água.

A recomendação é fazer uma análise de solo para verificar as necessidades de calcário e fósforo. Para ter uma pecuária de ponta, é preciso fazer as correções necessárias, pois a maioria dos solos brasileiros é pobre em fertilidade.

Capins ideais para solo arenoso e de baixa fertilidade

Capim humidicola. Foto: DivulgaçãoCapim humidicola. Foto: Divulgação
Capim humidicola. Foto: Divulgação

Se o solo de Hilary Souza tiver baixa fertilidade, ela pode trabalhar com capins que se adaptam bem a essas condições:

  • Humidícola: Que se adapta muito bem a solos de baixa fertilidade e é uma opção robusta para a pecuária.
  • Braquiária decumbens: Outra opção que vai bem em solos arenosos, mas com atenção à sua sensibilidade à cigarrinha, uma praga que pode causar prejuízos.
  • Marandu: É um capim que aceita bem solos arenosos e é amplamente utilizado em pastagens no Brasil.

A chuva não será um problema para Hilary no Amapá, pois é uma região com bastante chuva.

No entanto, é fundamental que a água penetre no solo e não fique parada, para que não ocorra o encharcamento da pastagem. Se isso acontecer, existem gramíneas específicas para áreas de encharcamento.

Faça a “lavoura do seu pasto”

Wagner Pires recomenda que o pecuarista “faça a lavoura do seu pasto”. Ele ressalta que é preciso cuidar e melhorar a adubação do solo, seja ele arenoso ou não.

Com o manejo correto e a escolha de uma boa gramínea, o produtor terá uma boa produção de pastagem e, por consequência, um bom desempenho do rebanho.



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Mais de 12 toneladas de sementes serão entregues no Paraná



Programa do PAA distribui feijão e milho a produtores




Foto: Divulgação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da superintendência regional do Paraná (Sureg-PR), participa nesta quarta-feira (27), às 10h, da entrega de sementes no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), na Prefeitura de Prudentópolis.

Segundo o Imea, a ação é realizada em conjunto com a Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário Nacional no Paraná (SFDA-PR/MDA), a Secretaria Municipal de Agricultura de Prudentópolis, o Instituto Federal do Paraná (IFPR), o Sindicato Rural dos Agricultores Familiares do município e a Cooperativa Mista de Desenvolvimento da Agricultura Familiar de Rebouças, responsável pela execução do projeto.

O aporte destinado à organização fornecedora é de quase R$ 195 mil. A operação envolve 13 agricultores familiares e contempla a doação de mais de 12 toneladas de sementes de feijão e milho crioulos para produtores de Prudentópolis e Rebouças, com prioridade para agricultores inscritos no CadÚnico.

As sementes serão distribuídas às Secretarias Municipais de Agricultura de ambos os municípios, com foco no atendimento aos produtores de Prudentópolis que, em 2024, tiveram perdas na produção de feijão devido à infestação da mosca branca, transmissora do vírus do mosaico dourado.





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Apenas duas regiões apresentam alta nas cotações de soja no Brasil; confira o fechamento de mercado



O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de pouca atividade, com os preços como referência e sem base para negociações. Nesta quarta-feira (27), de acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ritmo de negócios permaneceu lento tanto nos portos quanto nas indústrias, e as ofertas disponíveis foram escassas.

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Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os preços oscilaram pouco. Com a valorização do dólar, algumas praças registraram quedas, mas os produtores mantiveram suas exigências de preço.

O resultado do dia foi um mercado travado, com a diferença entre o que os compradores oferecem e o que os vendedores pedem, com o resultado no impedimento de avanços nas negociações.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 124,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira (27) em baixa. A sessão foi marcada por volatilidade, com o grão oscilando entre os territórios positivo e negativo, dentro de margens estreitas. Parte do suporte veio do preço mais baixo da soja, que torna o produto norte-americano mais competitivo no mercado exportador.

No entanto, prevaleceu a pressão sazonal da colheita de uma safra cheia nos Estados Unidos, levando produtores a vender a oleaginosa disponível para abrir espaço nos armazéns. Além disso, a tensão comercial com a China também pesou sobre as cotações.

Situação nos EUA

As lavouras norte-americanas estão em bom desenvolvimento, o que indica uma grande safra. Segundo o último relatório das lavouras americanas de soja, até 24 de agosto, 69% estavam entre boas e excelentes condições, 23% em situação regular e 8% em condições ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 68%, 24% e 8%, respectivamente.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro de 2025 fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar por bushel ou 0,14%, a US$ 10,27 1/4 por bushel. A posição novembro de 2025 teve cotação de US$ 10,47 1/2 por bushel, recuo de 2,00 centavos de dólar por bushel ou 0,19%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2025 do farelo fechou com perda de US$ 5,10 ou 1,73%, a US$ 288,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2025 fecharam a 53,15 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,33 centavo ou 0,61%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,4158 para venda e a R$ 5,4138 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4145 e a máxima de R$ 5,4575.



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Criminosos usaram nomes de produtores para roubar gado em leilões virtuais



A Polícia Civil desarticulou um grupo criminoso que fraudava leilões virtuais de gado no Rio Grande do Sul. Conforme as investigações, os criminosos usavam dados de pecuaristas para se cadastrar em plataformas de leilões online e arrematar animais, solicitando a liberação do transporte antes do pagamento.

A Operação Lance Falso foi conduzida nesta quarta-feira (27) pela 3ª Delegacia de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Camaquã, com apoio da Delegacia de Polícia de Passo Fundo.

Vítimas dos leilões

Um dos alvos foi um produtor rural da cidade de Marques de Souza, Rio Grande do Sul. Seus dados foram usados para arrematar 12 cabeças de gado em um leilão online realizado no município de Canguçu em 6 de março de 2025.

Embora as Guias de Trânsito Animal (GTAs) tenham sido emitidas, elas foram estornadas devido à insistência dos criminosos para a entrega dos animais antes da confirmação do pagamento.

O número de telefone cadastrado no leilão, vinculado a um catador de resíduos, não tinha relação com a compra. Os dados do mesmo pecuarista também foram usados para arrematar 84 bovinos em um certame de uma empresa de leilão online em 14 de fevereiro deste ano.  

Outra vítima foi um pecuarista de Alecrim, Rio Grande do Sul, que teve seus dados usados em fevereiro. Em um dos casos, um leiloeiro entregou 30 cabeças de gado, avaliadas em R$ 83,5 mil, a um suposto comprador que se passava por pecuarista e que usou um número de telefone com o DDD 54. A carga de gado vivo foi entregue no município de Soledade.

Busca e apreensão

Segundo a polícia, foram realizadas buscas nas cidades de Passo Fundo, Nicolau Vergueiro e Ibirapuitã, resultando na apreensão de provas e identificação de dois suspeitos. O inquérito segue em andamento.

A Polícia Civil trabalha com os crimes de falsidade ideológica, falsidade de documento particular, estelionato, furto mediante fraude e associação criminosa. As penas máximas para esses crimes, se somadas, podem chegar a mais de 25 anos.  

“A fiscalização e a rápida resposta das autoridades são cruciais para desarticular grupos criminosos e coibir esse tipo de crime, garantindo que os produtores possam operar de forma segura e que a cadeia produtiva da pecuária não seja afetada por fraudes”, destaca o Delegado Heleno dos Santos.  

*Sob supervisão de Victor Faverin



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reflexões e desafios para um futuro sustentável


Tenho por hábito, ao analisar um projeto de lei, iniciar pela leitura de sua justificação, que consiste nos motivos pelos quais o legislador considerou pertinente a propositura do projeto em questão.

A justificação, por vezes, vai muito além do porquê dos dispositivos propostos, revelando aspectos significativos dos momentos histórico e político contemporâneos ao projeto.

O licenciamento ambiental aprovado no Congresso Nacional em julho deste ano foi originalmente proposto em junho de 2004 pelo então deputado Luciano Zica, do Partido dos Trabalhadores, e outros 24 deputados. A exposição de motivos consignava que “tão grave quanto a falta de estrutura operacional pública para o setor de licenciamento ambiental é a notória insegurança jurídica em que vive o setor”.

Mais de 20 anos separam essa motivação dos autores da proposição da presente coluna, e os problemas e queixas, em geral, permanecem os mesmos: falta de recursos humanos, insegurança jurídica, excesso de burocracia e problemas de operacionalização.

O projeto foi sancionado, mas, dos 398 dispositivos, 63 foram vetados pelo presidente Lula, acompanhados de uma medida provisória (MP 1308/2025) e de outro projeto de lei, ou seja, dificilmente haverá pacificação quanto ao tema em um futuro breve, já que, mesmo após o trâmite legislativo e a sanção presidencial, é possível que o Poder Judiciário seja instado a se manifestar sobre determinados pontos.

Ao longo desses 20 anos, um marco importante para o Brasil e o controle do desmatamento foi a instituição do Código Florestal em 2012 (Lei nº 12.651/2012), que trouxe parâmetros claros para coibir o desmatamento ilegal e irrestrito, prevendo instrumentos que auxiliam e efetivam esse controle, quais sejam, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Contudo, já se passou mais de uma década desde esse marco, e menos de 5% dos CARs se encontram validados, o que obstaculiza a plena efetivação do que a lei propôs. Aqui, as duas matérias – licenciamento ambiental e Código Florestal – se encontram na falta de operacionalização dos instrumentos já existentes.

Para a Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), alguns pontos vetados do licenciamento são inegociáveis, entre eles a falta de autonomia de estados e municípios em matéria ambiental e a necessidade de CAR validado para licenças simplificadas. Esses pontos tendem a ser revertidos no Congresso Nacional, com a consequente derrubada dos vetos.

Contudo, apesar dos entraves legislativos e burocráticos, a exigência cada vez maior do mercado importador de produtos brasileiros por padrões mínimos de sustentabilidade – não apenas ambiental, mas também social – fez com que os produtores brasileiros se adequassem. O consumidor está cada vez mais interessado na origem do que consome. O Brasil vem acompanhando essa tendência e o agronegócio brasileiro cresce em produção, especialmente em produção sustentável.

A tecnologia tem se tornado uma importante aliada nesse processo, em especial a biotecnologia. Na década de 1970, a média de produção de soja era de 20 sacas por hectare. Hoje, a média nacional é de 70 sacas por hectare. Alguns produtores já batem recordes de produtividade, atingindo mais de 100 sacas por hectare. Na luta contra o desmatamento, a tecnologia permite uma maior produção em uma menor quantidade de terra. Isso representa, na ponta, segurança alimentar.

Essa importante aliada poderia avançar muito mais, e aqui voltamos a citar o instrumento do CAR. O Cadastro Ambiental Rural validado garantiria que áreas não fossem sobrepostas, trazendo segurança para concessão de crédito, regularização fundiária e, sobretudo, rastreabilidade e conformidade ambiental.

Tudo isso demonstra que, mais do que a norma em si, é imperiosa sua regulamentação, efetiva implementação e eficácia. Em um cenário onde urge a responsabilidade ambiental e social, talvez produtores e sociedade não tenham mais duas décadas para as respostas e segurança que precisam.

Karina Tiezzi - BMJ Consultores

*Karina Tiezzi é gerente de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e consultora em Relações Governamentais. Atuou como assessora legislativa na Câmara dos Deputados, participou da tramitação de proposições de destaque para o setor do Agronegócio, como a chamada MP do Agro (Lei 13.986/2020) e a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 3729/2004).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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