segunda-feira, maio 4, 2026

Agro

News

o que está em jogo com a aplicação da Lei da Reciprocidade


O presidente Lula autorizou que o Itamaraty acione formalmente a Camex (Câmara de Comércio Exterior) para dar início ao processo de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos.

Do ponto de vista da soberania, a decisão é correta. O Brasil não pode aceitar passivamente medidas unilaterais que prejudicam sua competitividade. O gesto de Trump foi mais do que econômico, teve forte componente político, ao tentar pressionar o país em questões internas. Lula, ao reagir, envia um recado ao mundo de que o Brasil não se submeterá a imposições externas.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Mas o movimento exige cautela. Uma retaliação ampla pode gerar efeitos colaterais sobre o agronegócio e sobre cadeias produtivas que dependem de insumos importados dos EUA, como tecnologias e fertilizantes. Além disso, o comércio internacional vive um momento de turbulência, com desaceleração global, inflação de alimentos e disputas geopolíticas em aberto. Nesse cenário, abrir uma frente de guerra comercial seria arriscado.

Mais do que uma demonstração de força, a lei deve ser aplicada com inteligência. O governo precisa equilibrar firmeza e diplomacia, mantendo espaço para negociação. O recurso à OMC e a busca de acordos bilaterais devem andar lado a lado com a retaliação prevista na lei.

A decisão de Lula é um passo firme na defesa da soberania brasileira. Mas o país não pode cair na armadilha de reagir de forma precipitada. Em tempos de instabilidade global, a retaliação deve ser um instrumento de dissuasão inteligente, não de escalada comercial. O Brasil precisa mostrar força, mas também maturidade.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Chegada de milho reforça ProVB no Pará



Em 2024, o ProVB registrou recorde de vendas no estado




Foto: Divulgação

Nesta semana, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu mais de 205 toneladas de milho em grãos destinados ao Programa de Venda em Balcão (ProVB) no Pará. O produto foi armazenado na Unidade Armazenadora de Ananindeua. Com essa operação, somada à remessa anterior (Frete 023/2025) de cerca de 795 toneladas, será concluída a recepção de um total de 1 mil toneladas de milho para o programa no exercício atual.

Em 2024, o ProVB registrou recorde de vendas no estado, com aproximadamente 1.1 mil toneladas comercializadas, contra mais de 400 toneladas em 2023 — um crescimento de cerca de 172%. Já em 2025, até 21 de agosto, foram removidas mais de 1.3 toneladas de milho para atendimento à demanda, das quais em torno de 900 toneladas já foram vendidas. A expectativa é de que, até o final do ano, o volume comercializado atinja 1.5 mil toneladas, o que representa um aumento superior a 30% em relação ao ano anterior, ampliando o acesso ao produto para pequenos criadores de animais.

Programa – O ProVB possibilita a compra direta do grão por pequenos criadores de animais, com limite mensal de aquisição de até 27 toneladas por cliente. Os preços de venda são atualizados quinzenalmente. Podem participar suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, entre outros produtores. Com isso o Programa equipara as condições de acesso ao milho dos estoques públicos para produtores de diferentes portes.

 





Source link

News

Governo inicia processo para aplicação da Lei da Reciprocidade contra os EUA



O governo brasileiro deu início às tratativas para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas adicionais de 50% impostas pelo país norte-americano sobre exportações brasileiras.

A decisão foi autorizada pelo presidente Lula e prevê a abertura de consultas formais para avaliar quais medidas podem ser adotadas. O processo envolve o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), a Câmara de Comércio Exterior (Camex) e os ministérios da Casa Civil e da Fazenda.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A Camex terá até 30 dias para elaborar um relatório técnico sobre os impactos do tarifaço e indicar possíveis contramedidas. Entre as alternativas estão a adoção de tarifas adicionais contra produtos e serviços americanos ou ações relacionadas à área de propriedade intelectual.

Os Estados Unidos devem ser notificados oficialmente já nesta sexta-feira (29) sobre o início do processo. Caso haja base legal, será criado um grupo de trabalho específico para definir as medidas de retaliação.

Em entrevista à imprensa, no México, na quinta-feira (28), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin, destacou que a aplicação da lei busca “acelerar o diálogo e as negociações” com Washington. Ele ressaltou que o Brasil pretende usar a medida como forma de pressão estratégica, diante da ausência de respostas do governo norte-americano a pedidos de reunião.



Source link

News

Sexta-feira deve ter chuva em várias partes do país, veja a previsão do tempo



A circulação de ventos trazendo umidade do oceano deve favorecer a ocorrência de chuva fraca sobre o leste e litoral de Santa Catarina nesta sexta-feira (29). No Paraná, algumas áreas entre o norte e nordeste do estado podem contar com a ocorrência de pancadas de chuva com moderada a eventual forte intensidade – acompanhadas por raios e trovoadas –, devido ao avanço de algumas instabilidades que atuam sobre o sul de São Paulo. Entre o leste e litoral paranaense, os ventos úmidos que vêm do oceano também podem provocar a maior formação de nebulosidade e a ocorrência de pancadas de chuva no período da tarde.

No Rio Grande do Sul, o predomínio já será de tempo aberto ao longo das horas, com predomínio de sol entre algumas nuvens no céu. Na metade leste gaúcha, as temperaturas permanecem mais amenas durante o dia, ainda fruto da circulação de ventos frescos que vêm do oceano. Entre a costa doce, litoral e sul gaúcho, as rajadas de vento ganham força ao longo do dia – apesar do tempo aberto – e podem ultrapassar os 50 km/h. Por outro lado, na metade oeste, os termômetros voltam a apresentar maior aumento.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

No Sudeste, o avanço de um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera deve favorecer o retorno das pancadas de chuva sobre o estado de São Paulo, oeste e sul de Minas Gerais, além de parte do Rio de Janeiro. A chuva começa ainda pela manhã em algumas áreas isoladas do estado paulista, ganha força e avança a partir do período da tarde sobre o estado mineiro e no Sul Fluminense, caindo em forma de pancadas. Há risco de chuva forte acompanhada por raios e rajadas de vento em boa parte do interior paulista, centro-sul e oeste mineiro.

Entre a Região Metropolitana de São Paulo, região de Campinas, Vale do Paraíba, Litoral Norte de SP, Sul de Minas e Zona da Mata, além de áreas do Centro e Sul Fluminense, o cenário é de alerta para temporais com raios, ventos e até mesmo eventual queda de granizo.

Em São Paulo, o dia já pode amanhecer debaixo de chuva, que persiste e pode vir forte no decorrer das horas. Pode chover também de maneira isolada e com fraca a moderada intensidade em algumas cidades do sul do Espírito Santo. Na metade norte capixaba e mineira, o predomínio segue sendo de tempo firme, marcado pela presença do sol entre algumas nuvens no céu. Na parte da tarde, calor e baixa umidade do ar seguem marcando presença.

Enquanto no Centro-Oeste, a atuação do mesmo cavado meteorológico que também influencia nas condições de tempo instável no sudeste do país deve contribuir para que se tenha condições para algumas pancadas isoladas de chuva na região central, leste e nordeste de Mato Grosso do Sul, sobretudo entre o fim da manhã e a segunda metade da tarde. Ainda assim, não são esperados acumulados significativos, e apenas algumas áreas do extremo nordeste do estado podem contar com a ocorrência de chuva forte.

Algumas áreas do extremo sul de Goiás também podem contar com a ocorrência de chuva forte com raios no período da tarde. Nas demais regiões, o predomínio continua sendo de tempo firme, com sol e algumas nuvens marcando presença no céu. Entre a metade norte de Goiás, Mato Grosso e o Distrito Federal, o destaque continua sendo a condição de tempo firme, calor intenso e umidade relativa do ar em níveis críticos.

Já no Nordeste, a circulação de ventos que sopram do oceano, trazendo umidade para o continente, deve realizar a manutenção da chuva sobre parte da costa leste. Ao longo do dia, haverá condições para pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade, e risco de chuva forte na região do recôncavo baiano, entre Maceió e João Pessoa. Por outro lado, o interior segue mais seco e quente, ainda sob atuação de um sistema de alta pressão em níveis médios da atmosfera, que impede a formação de nebulosidade e instabilidades.

Diversas cidades devem seguir registrando índices de umidade relativa do ar críticos durante as horas mais quentes. Além disso, os ventos continuam soprando no decorrer do dia, com rajadas moderadas que variam entre 40 e 50 km/h em boa parte da região.

E no Norte, boa parte dos estados também deve seguir sob influência da área de alta pressão em níveis médios da atmosfera, e a chuva segue concentrada apenas sobre algumas áreas do estado do Amazonas e em Roraima. Ainda assim, não são esperados episódios de chuva forte generalizada ou até mesmo temporais, apenas pancadas de chuva mais localizadas. Pode chover de maneira isolada também no litoral do Pará. Nas demais regiões, o predomínio segue sendo de tempo firme, com sol entre algumas nuvens e calor marcando presença ao longo do dia. Entre Rondônia, Tocantins e sul do Pará, as máximas podem chegar na faixa dos 40ºC à tarde.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Deputado quer proibir financiamento público ao MST



A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade



A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade
A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade – Foto: Agencia Brasil

Deputado quer proibir financiamento público ao MSTO deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara e coordenador da Comissão de Seguro Rural da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), apresentou emenda à LDO 2026 para proibir o uso de recursos públicos em movimentos, entidades ou programas que incentivem invasões de propriedades, prática associada, segundo a FPA, ao MST. A proposta determina que nenhuma verba da União poderá ser destinada, direta ou indiretamente, a iniciativas que promovam ocupações irregulares de terra. 

A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade, previsto na Constituição, além de assegurar segurança jurídica no campo e nas cidades. Segundo o deputado, a emenda protege produtores rurais que cumprem a lei e reforça a responsabilidade na aplicação do orçamento da União. “Não é aceitável que o dinheiro público seja usado para sustentar organizações que atuam à margem da lei e promovem invasões de propriedades. Essa emenda é um passo fundamental para proteger o produtor rural que cumpre a lei, gerar justiça social dentro da ordem constitucional e fortalecer a responsabilidade na aplicação do orçamento da União”, afirmou Nogueira. 

O texto também ressalta a relevância do setor agropecuário, responsável por grande parte da economia brasileira, geração de empregos e segurança alimentar. Permitir que recursos públicos cheguem a entidades ligadas a invasões de terra é, segundo o texto, considerado um desvio de finalidade e afronta ao interesse coletivo. A emenda foi aprovada na Comissão de Agricultura e Pecuária e seguirá agora para análise da Comissão Mista de Orçamento.

  





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Tomate em Portugal: produção sob pressão



Para 2025, as perspetivas não são animadoras



Para 2025, as perspetivas não são animadoras
Para 2025, as perspetivas não são animadoras – Foto: Canva

A cultura do tomate em Portugal atravessa um momento decisivo e desafiador. Segundo Pedro Pereira Dias, Diretor da A Sementeira, o país consolidou-se em 2023 como o 3.º maior produtor de tomate da União Europeia, posição que reflete a força e a relevância desta fileira para a agricultura nacional e para as exportações. No entanto, os números também trazem um sinal de alerta: Portugal perdeu cerca de 10% da sua quota de produção em relação aos restantes países europeus, o que evidencia uma perda de competitividade em um mercado cada vez mais exigente.

Para 2025, as perspetivas não são animadoras. A redução da área instalada e o atraso no desenvolvimento das culturas apontam para uma manutenção dos níveis de produção, sem ganhos relevantes em termos de volume. Essa situação coloca em risco não apenas a presença de Portugal no mercado europeu, mas também a capacidade de manter o prestígio internacional construído ao longo dos anos, baseado na qualidade e no elevado padrão do tomate português, amplamente reconhecido pela indústria transformadora.

O tomate é um dos pilares da fileira agroalimentar portuguesa, setor fortemente orientado para a exportação e fundamental para a economia agrícola do país. Porém, para preservar esta relevância, é preciso enfrentar desafios estruturais, que vão desde a adaptação às condições climáticas até à mitigação das oscilações de mercado. A resposta passa pela união de toda a cadeia: indústria de sementes, produtores, indústria transformadora e decisores políticos. Somente com uma visão estratégica comum será possível reforçar a competitividade, garantir a sustentabilidade do setor e assegurar que Portugal continue a ser um dos protagonistas do tomate na Europa e no mundo.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do algodão registra queda com oferta elevada



Preços do algodão em pluma seguem em queda


Foto: USDA

Levantamentos do Cepea mostram que os preços do algodão em pluma seguem em queda no mercado brasileiro e já operam nos menores patamares desde o final de novembro/24. Segundo o Centro de Pesquisas, o movimento de baixa está relacionado à maior disponibilidade e à pressão exercida por compradores, que ofertam valores menores.

Ressalta-se que esses demandantes também reduziram o ritmo das aquisições, diante de incertezas com o cenário interno e, inclusive, de alguns casos para exportações. Quanto à produção nacional de pluma da safra 2024/25, dados da Conab indicam 3,94 milhões de toneladas, 6,3% a mais que na temporada 2023/24, resultado do crescimento de 7,3% na área cultivada, para 2,09 milhões de hectares; a produtividade nacional é prevista em 1.887 kg/ha, queda de 0,9%. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

IPPA cai 3,2% em julho; no ano, alta é de 16,4%


Em julho, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) apresentou queda nominal de 3,2% em relação ao mês anterior, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, esse desempenho refletiu as baixas no IPPA-Grãos, de 1,4%, no IPPA-Pecuária, de 3%, e no IPPA-Cana-Café, de 9,1%. Na contramão, o IPPA Hortifrutícolas avançou 3,4%.

No mesmo período, o Índice de Preços por Atacado de Produtos Industriais (IPA-OG-DI), calculado pela FGV, subiu 0,8%, indicando que, de junho para julho, os preços agropecuários se desvalorizaram em relação aos industriais na economia brasileira. No cenário internacional, os preços dos alimentos convertidos em Reais recuaram 2,3%, reflexo da combinação de queda do dólar frente ao Real (-0,3%) e de retração dos valores internacionais dos alimentos (-1,9%).

Comparando-se os sete primeiros meses deste ano com igual intervalo de 2024, levantamentos do Cepea mostram que o IPPA registrou expressivo avanço de 16,4%, impulsionado pelas significativas altas nos grupos IPPA-Grãos (7,4%), IPPA-Pecuária (25,8%) e IPPA-Cana-Café (27,7%). Em sentido oposto, o IPPA-Hortifrutícolas caiu 13,4%. No período, o IPA-OG-DI teve aumento de 5%, enquanto os preços internacionais dos alimentos convertidos em Reais subiram 11%, resultado da valorização de 11,1% do dólar, mesmo perante o ligeiro recuo de 0,2% nos preços internacionais dos alimentos. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fiscais agropecuários apresentam dados sobre agrotóxicos



De forma inédita, o painel apresenta dados gerais sobre a prescrição


Foto: Divulgação

Painel Interativo dos Agrotóxicos no Rio Grande do Sul – série histórica de 2018 a 2023 e o primeiro Boletim Técnico da Defesa Vegetal serão lançados segunda-feira (1º/9), às 15h, na Expointer. Os dados serão apresentados pelos fiscais estaduais agropecuários Ricardo Augusto Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Rafael Friedrich de Lima, chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários da Seapi, e Paulo Victor Rysdyk da Silva, chefe substituto da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal. O evento será no auditório do estande do Governo Estadual, no Pavilhão Internacional.

De forma inédita, o painel apresenta dados gerais sobre a prescrição, comercialização e uso de agrotóxicos em todo o Estado, no período de 2018 a 2023. A publicação será disponibilizada no site da Seapi. Os dados disponibilizados no painel provêm do Sistema Integrado de Gestão de Agrotóxicos (SIGA), que contém as operações comerciais e recomendações técnicas de agrotóxicos no RS. Já o primeiro Boletim Técnico da Defesa Vegetal do Rio Grande do Sul traz uma análise histórica de dados de comércio e uso de agrotóxicos e também os principais dados e as informações obtidas a partir do Painel de Agrotóxicos.

A Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro) ressalta que os servidores da categoria são fundamentais para a segurança no uso de agrotóxicos. Entre as atribuições dos fiscais estaduais agropecuários da área vegetal, está a fiscalização do comércio, armazenamento e aplicação desses produtos, assegurando a regularidade dos estabelecimentos e a qualidade dos insumos. Combatem a venda de agrotóxicos falsificados ou irregulares, investigam denúncias e controlam a movimentação no Estado, protegendo a saúde da população e a sustentabilidade da agricultura.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Nova tecnologia promete soja mais resistente



A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis



A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis
A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis – Foto: Agrolink

Três gigantes do agronegócio anunciaram um passo importante para o futuro da soja no Brasil. A BASF, em parceria com a Corteva Agriscience e a MS Technologies, firmou um acordo que promete levar ao campo a primeira tecnologia de resistência a nematoides disponível comercialmente. O avanço é considerado estratégico, já que esses microrganismos, como o nematoide de lesões radiculares e o nematoide de cisto da soja, estão entre os principais vilões da produtividade e são de difícil controle pelas práticas convencionais.

Segundo as empresas, a nova característica genética apresentou resultados consistentes em testes de longa duração, garantindo elevado nível de proteção contra os nematoides. Essa inovação será incorporada às sojas Enlist E3® e Conkesta E3®, que já oferecem benefícios consolidados aos produtores. A primeira permite o uso combinado de diferentes herbicidas para o manejo eficiente de plantas daninhas resistentes, enquanto a segunda alia a mesma tolerância a herbicidas com proteínas específicas para o combate a lagartas que atacam a cultura.

A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis ao agricultor, reforçando a sustentabilidade e a segurança da produção. Para a BASF, a iniciativa representa a entrega de uma solução inédita em biotecnologia agrícola; para a Corteva e a MS Technologies, a oportunidade de agregar valor a materiais que já têm grande adesão entre os produtores latino-americanos.

A previsão é de que as primeiras cultivares contendo a nova característica estejam acessíveis aos agricultores brasileiros no final desta década ou início da próxima, após a conclusão dos processos regulatórios e testes adicionais. Outros mercados também podem ser contemplados futuramente.

 





Source link