domingo, maio 3, 2026

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Expointer tem público recorde em fim de semana de estreia


Um período de calor atípico no inverno gaúcho contribuiu para que a 48ª Expointer registrasse público recorde no primeiro fim de semana. De acordo com os números oficiais, 258.940 pessoas estiveram no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, entre sábado (30) e domingo (31). O volume é o maior já registrado em dois dias desde o início da série histórica, há dez anos.

No sábado, data de abertura da feira, foram contabilizados 119.539 visitantes, número que superou a marca histórica para o primeiro dia do evento. O movimento intenso se manteve no domingo, consolidando o novo recorde de público.

Além da presença de visitantes, a edição deste ano também alcançou o maior número de animais inscritos em toda a história da feira, somando 6.696 exemplares, entre rústicos e de argola. A ovinocultura aparece como destaque, reunindo 997 ovinos.

Veja também: Agrolink marca presença na Expointer com cobertura especial

O pavilhão das agroindústrias registrou igualmente números inéditos, com 456 empreendimentos reunidos. As vendas no espaço tiveram crescimento expressivo: nos dois primeiros dias, o montante chegou a R$ 3.049.992,75, aumento de 35,43% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram movimentados R$ 2.252.141,87.

Com programação até 7 de setembro, a 48ª Expointer apresenta expositores de máquinas e implementos agrícolas, pecuária de elite, agricultura familiar, artesanato e atrações culturais. A organização projeta que o público total ultrapasse o da edição passada, reforçando a feira como vitrine nacional do agronegócio e espaço de aproximação entre o campo e a cidade.

O portal Agrolink acompanha o evento a partir de um estúdio instalado no espaço do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), com entrevistas, reportagens e análises em tempo real.





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Após taxação dos EUA, produtores destinam 11 toneladas de mel para merenda escolar



A Secretaria de Educação do Piauí anunciou a compra de 11 toneladas de mel para a merenda escolar da rede estadual. A medida beneficiará 178 mil alunos e também os apicultores do estado, que deixaram de vender mel para os Estados Unidos após a taxação de 50% sobre os produtos brasileiros.

Segundo a secretaria, a primeira entrega já foi realizada no município de Uruçuí, no sul piauiense. O investimento de R$ 492 mil garante o fornecimento para dois meses e também traz novidades ao cardápio das crianças. O mel será usado em receitas como bolos, vitaminas e saladas de frutas, substituindo o açúcar refinado.

Rico em nutrientes, o alimento contém glicose, frutose, vitaminas, minerais e antioxidantes que ajudam a fortalecer a imunidade dos estudantes, além de ter propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas.

A iniciativa alia saúde, qualidade e valorização do trabalho de pequenos produtores rurais, transformando o mel em um aliado importante para a merenda escolar.

“A inclusão desse produto no cardápio da merenda escolar fortalece ainda mais a proposta de uma alimentação saudável e balanceada, que já é oferecida na rede estadual. Além do sabor, o mel reforça a energia necessária para que os alunos mantenham o foco e o rendimento durante a rotina em tempo integral”, destaca a nutricionista, Micaela Messeas Lima.

Na escola estadual CETI Maria Pires Lima, em Uruçuí, os estudantes aprovaram o novo ingrediente no cardápio escolar.

“Foi uma surpresa muito boa receber o mel na nossa alimentação. Isso fará a diferença no dia a dia para quem estuda em tempo integral e precisa de mais energia para acompanhar todas as atividades”, afirmou Maria Vitória Costa, 18 anos, estudante da 3ª série do curso de Informática.



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Conab anuncia R$ 300 milhões para compra de arroz


O governo federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), anunciou nesta segunda-feira (1) a destinação de mais R$ 300 milhões para operações de Contratos de Opção de Venda (COV) de arroz.

O objetivo da ação é sinalizar ao mercado preços mais justos ao produtor. Com esse volume de recursos, será possível garantir contratos para, aproximadamente, 200 mil toneladas da safra 2025/2026. O anúncio foi feito pelo presidente da estatal, Edegar Pretto, durante a 48ª Expointer, que acontece até o próximo domingo (7), em Esteio, no Rio Grande do Sul.

Segundo Pretto, o mecanismo funciona como um seguro de preços ao produtor. Na prática, quem aderir ao COV garante o direito — e não a obrigação — de vender arroz ao governo por um valor previamente fixado, que deve estimular a produção. Assim, caso o mercado ofereça um preço mais vantajoso no momento da venda do produto, o produtor poderá optar por não executar o contrato com a Conab, sem custos adicionais, e aproveitar o melhor preço.

“É a mão amiga do governo federal sinalizando, antes mesmo da semeadura, a opção de venda por um preço que viabiliza economicamente o cultivo de arroz, permitindo que o produtor possa fazer o planejamento da sua lavoura, com a segurança de que terá uma remuneração adequada na comercialização do produto. Caso ele opte por vender ao governo, o arroz irá para os estoques públicos, e contribuirá para o abastecimento alimentar”, afirma Pretto.

Terceira rodada dos contratos

Os detalhes da operação, como os preços a serem pagos aos produtores e as datas de negociação e vencimento dos contratos, serão definidos pelo governo federal e publicados em Portaria Interministerial e editais da Conab.

Esta é a terceira rodada de COV lançada pela Conab em apoio aos produtores de arroz em menos de um ano, com a mobilização de recursos, até agora, na ordem de R$ 1,5 bilhão.

No final de 2024, a estatal já havia anunciado quase R$ 1 bilhão em contratos de opção, somando até 500 mil toneladas da safra 2024/2025. Em uma ação preventiva, em que a Conab previa um cenário de oferta abundante, a estatal sinalizou um preço acima de R$ 87 pela saca de 50 quilos de arroz em casca. Naquela ocasião, 91 mil toneladas foram negociadas e parte já está incorporada aos estoques públicos.

Em junho deste ano, a Conab lançou uma segunda rodada de COV, com o objetivo de sinalizar melhores preços aos produtores frente à queda dos preços na comercialização da atual safra, sendo que entre outubro de 2024 e junho de 2025, a média estadual de mercado caiu mais de 42% e chegou a ser de R$ 65,46 para a saca de 50 quilos.

De acordo com Pretto, nesta segunda rodada, os preços sinalizados pelo governo foram de cerca de R$ 74, e houve grande adesão, tanto que quase 100% dos contratos foram vendidos, o que equivalente a 109,2 mil toneladas.

Segundo ele, o arroz dos estoques públicos pode ser utilizado pela Conab para abastecer a população em situações de crise ou emergência, além de evitar oscilações bruscas e manter preço justo ao consumidor.

Pagamento aos produtores de arroz

pagamento contrato opção de venda de arroz - Expointer
Foto: Catiana de Medeiros/Conab

Durante o evento, a Conab fez o pagamento a agricultores que executaram contratos da primeira rodada de COV, em 2024, e foi assinada a intenção de fornecimento de arroz ao governo por meio da segunda rodada de COV, realizada este ano.

Responsável por cerca de 70% da produção nacional, o Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do país. De acordo com o 11º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025, divulgado recentemente pela Conab, o estado colheu 8,3 milhões de toneladas, aumento de 15,9% em relação à safra anterior. No Brasil, a produção foi estimada em 12,3 milhões de toneladas, alta de 16,5%.



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Presidente da Aprosoja Brasil reforça a importância da cultura da soja para o MS e para o Brasil



”O estado de Mato Grosso do Sul tem na soja sua principal atividade agrícola, que gera emprego e renda para toda a região. Esse evento valoriza cada vez mais a cultura e mostra a força do estado como grande produtor de soja no Brasil.” A afirmação é do presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, sobre a importância da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26.

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A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). O evento marca o início da safra 2025/26 e também celebra a 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

O encontro é uma iniciativa do Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil e a Aprosoja/MS, e reunirá produtores rurais, especialistas e autoridades para debater os principais temas que impactam o setor, como os desafios do mercado mundial, as condições climáticas para a safra e o cenário geopolítico.

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar de perto máquinas em ação no campo e prestigiar um almoço especial de confraternização.

Para quem não puder comparecer, a cerimônia será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube.

Vale lembrar que as inscrições para a participação presencial são gratuitas e já estão abertas online. Clique aqui e garanta sua vaga!



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Expointer 2025 espera receber mais de 800 mil pessoas



A 48ª Expointer abriu as portas neste final de semana, em Esteio (RS), consolidando-se como uma edição marcada por recordes. Com 140 hectares de área e mais de 2,5 mil expositores, a feira se apresenta como vitrine do agro brasileiro, reunindo genética animal, agricultura familiar, inovação em máquinas e oportunidades de negócios.

Segundo o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, a expectativa é receber mais de 800 mil visitantes até o fim do evento. Entre sábado (30/8) e domingo (31/8), 258.940 pessoas estiveram no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

Nesta edição, a feira reúne quase 7 mil animais de 52 raças, um número inédito. O gado de corte europeu e os cruzamentos voltados para a produção de carne de qualidade estão entre os destaques.

Agricultura familiar em evidência

O Pavilhão da Agricultura Familiar também ampliou sua participação: são 456 expositores, 70 a mais que no ano passado. O espaço se consolidou como parada obrigatória para os visitantes, oferecendo desde alimentos típicos até produtos artesanais.

Máquinas

O setor de máquinas e implementos, que historicamente concentra o maior volume de negócios da feira, aposta em tecnologia para o campo e condições facilitadas de pagamento. Instituições financeiras parceiras trabalham para atender os produtores gaúchos em meio a um cenário de juros altos e perdas acumuladas em cinco safras consecutivas.



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produtores inadimplentes também devem ser incluídos em Medida Provisória, diz Farsul


A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) reafirmou, por meio do presidente Gedeão Pereira, no último sábado (30), sua posição sobre a proposta do Governo Federal para renegociação das dívidas dos produtores rurais durante reunião na Casa da Farsul, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O encontro contou com a presença do presidente da entidade e do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos Júnior, em agenda realizada durante a Expointer.

Segundo Pereira, a entidade “mantém posição favorável à transformação do PL 5.122 em Medida Provisória”, mas discorda dos parâmetros apresentados pelo Executivo, que indicam prazo reduzido, juros mais elevados e alcance limitado. A proposta foi articulada com intermediação do senador Luis Carlos Heinze (PP/RS), que defende a criação de uma linha específica de renegociação.

A Farsul apresentou contrapontos, entre eles a inclusão de dívidas fora do sistema financeiro tradicional, como com cooperativas de grãos, distribuidores de insumos e cerealistas, além das operações com recursos livres e juros médios de 3% ao mês. A entidade também defende que produtores inadimplentes possam ser contemplados. “Produtores em situação de inadimplência, já inscritos em cadastros negativos e que comprovem o não cumprimento do contrato por razões climáticas, possam serem incluídos na negociação”, apontou.

Outro ponto destacado foi a necessidade de garantia de recursos para evitar a repetição do ocorrido na Expointer passada, quando uma linha do BNDES atendeu apenas metade da demanda, levando produtores a recorrer ao crédito livre. Por isso, a Federação solicita que o valor inicialmente anunciado de R$ 10 bilhões seja ampliado para R$ 25 bilhões, sendo R$ 15 bilhões liberados ainda em 2025 e R$ 10 bilhões previstos para 2026.

A proposta em discussão prevê limites de enquadramento de dívida por produtor: até R$ 250 mil para o Pronaf, R$ 1,5 milhão para o Pronamp e R$ 3 milhões para os demais produtores, com taxas de juros compatíveis a cada faixa. A Farsul, no entanto, reivindica que dívidas acima desses valores também possam ser renegociadas em condições alternativas, com prazos semelhantes, mas juros mais altos.

Pereira afirmou que a equipe econômica da entidade está finalizando levantamento que será entregue ao governo nesta segunda-feira (1º), detalhando o impacto da linha proposta e o montante que ficará de fora. A Federação reforçou ainda que, independentemente da Medida Provisória, continuará mobilizada pela aprovação do PL 5.122 no Congresso Nacional, com apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “A urgência é evidente, porque estamos às vésperas da safra de verão e os produtores precisam de segurança para seguir no campo”, destacou Pereira. 





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Produtores em campo: plantio de soja é liberado nesta segunda-feira (1º) em regiões de SP e PR



Além de marcar o início de um novo mês, esta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, traz a liberação do plantio de soja em áreas de São Paulo e Paraná. Produtores já podem iniciar a semeadura nas regiões autorizadas pelo calendário do vazio sanitário da ferrugem asiática.

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Plantio de soja em São Paulo

A Região I, liberada para plantio a partir de hoje, engloba cidades como Águas de Santa Bárbara, Alambari, Alumínio, Angatuba, Apiaí, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Arandu, Avaré, Barão de Antonina, Barra do Chapéu, Barra do Turvo, Bernardino de Campos, Boituva, Bom Sucesso de Itararé, Buri, Cabreúva, Cajati, Campina do Monte Alegre, Cananéia, Canitar, Capão Bonito, Capela do Alto, Cerqueira César, Cerquilho, Cesário Lange, Chavantes, Coronel Macedo, Eldorado Paulista, Espírito Santo do Turvo e Fartura.

Outros municípios que também fazem parte da região são: Guapiara, Guareí, Iaras, Ibiúna, Iguape, Ilha Comprida, Ipauçu, Iperó, Iporanga, Itaberá, Itaí, Itanhaém, Itaoca, Itapetininga, Itapeva, Itapirapuã Paulista, Itaporanga, Itararé, Itariri, Itatinga, Itú, Jacupiranga, Juquiá, Laranjal Paulista, Mairinque, Manduri, Miracatu, Mongaguá, Nova Campina, Óleo, Ourinhos, Paranapanema, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Pereiras, Peruíbe, Piedade, Pilar do Sul, Piraju, Porangaba, Porto Feliz, Quadra, Registro, Ribeira, Ribeirão Branco, Ribeirão do Sul, Ribeirão Grande, Riversul, Salto, Salto de Pirapora, Salto Grande, Santa Cruz do Rio Pardo, São Miguel Arcanjo, São Pedro do Turvo, São Roque, Sarapuí, Sarutaiá, Sete Barras, Sorocaba, Taguaí, Tapiraí, Taquarituba, Taquarivaí, Tatuí, Tejupá, Timburi, Torre de Pedra e Votorantim.

Semeadura no Paraná

No Paraná, o plantio começa hoje nas regiões Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste do estado (Região II), onde o vazio sanitário terminou em 31 de agosto. Nesses municípios, que incluem as principais áreas produtoras do estado, a semeadura poderá ser realizada de 1º de setembro a 31 de dezembro de 2025.

Confira o calendário completo aqui.



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Gliricídia: a leguminosa que se tornou a salvação do gado na seca do semiárido


Pecuaristas, a busca por alternativas para garantir alimento de qualidade para o gado na seca é crucial para a produtividade da fazenda. Uma planta, a gliricídia, uma leguminosa originária do México e América Central, tem se destacado como uma solução para o semiárido brasileiro, que possui um rebanho de mais de 30 milhões de cabeças. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o doutor em zootecnia e pesquisador da Embrapa, Rafael Dantas dos Santos, destacou o potencial da gliricídia.

Ele explica que a planta, testada em diversas pesquisas da Embrapa, foi uma das poucas que resistiram a um longo período de deficiência hídrica registrado em 2013, no estado de Sergipe, provando sua resiliência e adaptabilidade.

Gliricídia: uma alternativa promissora para o semiárido

Gliricídia. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido
Gliricídia. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido

A gliricídia tem se mostrado uma opção promissora para a alimentação do rebanho leiteiro. As suas características a tornam ideal para as condições desafiadoras do semiárido brasileiro:

  • Resistência à seca: A gliricídia foi uma das poucas plantas que resistiram a um longo período de seca em Sergipe, provando sua resiliência e seu potencial para garantir alimento mesmo em condições extremas.
  • Alto teor de proteína: A planta é rica em proteína, com um teor que pode chegar a 22% de proteína bruta, o que a torna uma excelente fonte de alimento para o gado, especialmente na seca.
  • Alta produção de massa verde: A gliricídia produz uma boa quantidade de massa verde, que pode ser armazenada para o período seco, garantindo segurança alimentar para o rebanho.
  • Cultivo fácil e rápido: O plantio deve ser feito no início das chuvas. Se a área for irrigada, o primeiro corte pode ser feito em 4 meses. Se for em área de sequeiro, é preciso esperar um pouco mais para que as raízes se desenvolvam e a planta se estabeleça.

Produção de alimento e economia

Consórcio de gliricídia com a palma forrageira. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido
Consórcio de gliricídia com a palma forrageira. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido

A gliricídia é uma alternativa de baixo custo que garante um alimento de boa qualidade para o gado. Segundo o pesquisador, 8 kg da silagem de gliricídia têm a mesma quantidade de proteína e o dobro de matéria seca de 1 kg de farelo de soja, e custa menos da metade do preço, gerando uma economia significativa para o produtor.

A produção de alimentos no próprio local, utilizando a mão de obra familiar e reduzindo a dependência de insumos externos, é outra vantagem da gliricídia. O produtor pode cortar a planta sempre que tiver material para ser armazenado. Quanto mais ele corta, mais a planta se desenvolve e produz.

A gliricídia é uma solução que a Embrapa tem apresentado para os produtores do semiárido. A sua resistência à seca, o alto teor de proteína e o baixo custo a tornam uma ferramenta estratégica para a pecuária da região, que busca por mais produtividade e sustentabilidade, com um manejo simples e eficaz.



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Os desafios e oportunidades do Plano Clima para o agro brasileiro


Na última semana, encerrou-se o prazo para contribuições na consulta pública sobre o Plano Clima. A iniciativa pretende alinhar o desenvolvimento econômico do país às metas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

O Plano representa um marco nas políticas ambientais brasileiras que, ao mesmo tempo, lança desafios complexos à competitividade da agropecuária nacional — setor fundamental da economia brasileira.

No texto divulgado pelo governo, o Plano Clima contabiliza as emissões de gases de efeito estufa das atividades do agronegócio e do desmatamento, tanto legal quanto ilegal. O resultado? Fica atribuído ao setor agropecuário brasileiro 70% das emissões de Uso da Terra, Mudança no Uso da Terra e Florestas (LULUCF), tornando-o o principal responsável pelas emissões totais.

Naturalmente, essa mudança gerou resistência do setor. Recai sobre sua responsabilidade, também, o cumprimento das metas mais ambiciosas para mitigação nos próximos anos.

Em recente audiência pública no Senado Federal, governo e setor produtivo evidenciaram a complexidade do tema. De um lado, o Executivo busca concatenar ações internas que orientem os setores no cumprimento da nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), assumida pelo país junto ao Acordo de Paris. De outro, porém, o setor agro cobra o reconhecimento dos ganhos já obtidos em eficiência produtiva e na captura de carbono, defendendo maior equilíbrio na metodologia de cálculo do inventário nacional de emissões.

O governo, inclusive, reconheceu que o cálculo é limitado e está trabalhando na revisão da metodologia. Mas, para além do embate nos cálculos do inventário, outro ponto tem chamado a atenção: o receio do setor de que a ampliação da responsabilização prejudique sua imagem no mercado internacional.

Aqui, vale ampliarmos a análise para além das questões climáticas. A recente tensão comercial com os Estados Unidos, que elevaram as tarifas sobre produtos brasileiros, atingiu diretamente cadeias relevantes, como café e carne bovina. Além disso, também passamos por momentos de negociação com a União Europeia. Por lá, o setor enfrenta pressões crescentes relacionadas a critérios ambientais, o que tem tornado fundamental o estabelecimento de métricas climáticas equilibradas e transparentes.

Apesar de a concepção do Plano ter ocorrido antes da escalada nas relações comerciais, agora é importante que o texto leve em consideração o que o país busca também economicamente na ampliação de mercados. Como bem pontuado na audiência pública, as metas e ações também têm um tom político e podem servir para avançar, ou prejudicar, relações comerciais e a imagem do setor.

Além disso, existem preocupações com os mecanismos para atingir a meta de fim do desmatamento legal até 2030. Um dos pontos principais é a criação de instrumentos para remunerar produtores que mantêm áreas preservadas. Estão no radar a regulamentação do mercado de carbono, fundos para recuperação de áreas degradadas, linhas de crédito com juros reduzidos e incentivos financeiros para propriedades com vegetação nativa.

O resultado dependerá de como o governo e o setor irão equilibrar os riscos e as oportunidades. O Plano Clima pode se tornar um vetor de inovação e liderança internacional nas questões ambientais e climáticas ou, caso não encontre equilíbrio, poderá ser fonte de tensões adicionais para um setor vital da economia brasileira. A questão não é simples — mas vale o esforço para resolver.

*Fernanda César é gerente de Análise Política Federal e de Bens de Consumo. Atua desde 2017 na BMJ Consultores Associados, com ampla experiência em relações governamentais. É bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Direito e Relações Governamentais pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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China propõe nova ordem mundial ao lado da Rússia e da Índia



O presidente da China, Xi Jinping, propôs, nesta segunda-feira (1), a criação da Iniciativa de Governança Global (IGG), possível embrião de uma nova ordem mundial. A proposta foi divulgada durante encontro com a presença de 20 líderes de países não ocidentais, incluindo o russo Vladimir Putin e o indiano Narendra Modi.

No discurso oficial da reunião, Xi Jinping destacou que a governança global estaria ameaçada pela “mentalidade da Guerra Fria, o hegemonismo e o protecionismo” que continuariam a “assombrar o mundo” após 80 anos do fim da 2ª Guerra Mundial e da criação das Nações Unidas (ONU).

“O mundo encontra-se num novo período de turbulência e transformação. A governança global chegou a uma nova encruzilhada. A história nos diz que, em tempos difíceis, devemos manter nosso compromisso original com a coexistência pacífica, fortalecer nossa confiança na cooperação vantajosa para todos”, disse o líder chinês.

A proposta de Xi foi divulgada na Organização para Cooperação de Xangai Plus (OCX), fórum fundado em 2001, que reúne 10 países membros, sendo dois observadores e 15 parceiros.
O evento na China ocorre em meio à guerra comercial promovida pelos Estados Unidos (EUA) contra adversários e aliados, incluindo a Índia, taxada em 50% por Trump. Os EUA exigem que a Índia pare de comprar óleo russo, medida que Nova Délhi se recusa a aceitar.

Na reunião desta segunda-feira, o presidente indiano Narendra Modi apareceu, aos sorrisos e de mão dadas, com os homólogos russo e chinês. Esta foi a primeira vez, em sete anos, que o primeiro ministro indiano viajou à vizinha China. Os gigantes asiáticos têm uma relação marcada por tensões regionais, geopolíticas e disputas fronteiriças.

A 24ª cúpula da OCX em Tianjin, cidade costeira do Norte da China, acontece às vésperas das comemorações do “80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Antifascista Mundial”.

A celebração marca o fim da 2ª guerra mundial para os chineses, que lutavam contra a ocupação japonesa. Segundo a diplomacia em Pequim, são esperados 50 líderes mundiais no desfile militar da próxima quarta-feira (3).

Cinco princípios

No encontro desta segunda-feira, em Tianjin, o presidente da China Xi Jinping propôs uma nova governança global baseada em cinco princípios: igualdade soberana entre estados; respeito ao direito internacional; pratica do multilateralismo; abordagem centrada nas pessoas; adoção de medidas concretas.

“Devemos defender que todos os países, independentemente de tamanho, força e riqueza, sejam participantes, tomadores de decisão e beneficiários iguais na governança global. Devemos promover maior democracia nas relações internacionais e aumentar a representação e a voz dos países em desenvolvimento”, justificou Xi.

O evento em Tianjin e a proposta chinesa tem sido interpretada por analistas como uma resposta à guerra tarifária imposta pelo governo de Donald Trump. Xi Jinping ainda criticou o unilateralismo nas relações internacionais, prática fortalecida pelo governo Trump, que tem adotado medidas e decisões sem consultar adversários ou aliados.

Para o presidente da China, “devemos defender a visão de uma governança global com ampla consulta e contribuição conjunta para benefício compartilhado, fortalecer a solidariedade e a coordenação e nos opor ao unilateralismo”.

Ao lembrar a Organização da Cooperação de Xangai (OCX) promove a cooperação e integração entre os países euroasiáticos, Xi Jinping enfatizou que as nações devem “continuar a derrubar muros, não erguê-los; devemos buscar a integração, não a dissociação. Devemos promover a cooperação de alta qualidade no Cinturão da Rota da Seda e impulsionar uma globalização econômica universalmente benéfica e inclusiva”.

O Cinturão de Rota da Seda é a iniciativa da China para cooperação econômica entre países do mundo, apontado como um dos principais alvos da política dos EUA que tentaria reverter a perda relativa de poder na economia mundial diante o crescimento chinês.

O presidente Xi Jinping ainda anunciou ajuda de US$ 280 milhões para os membros da Organização de Cooperação de Xangai, além de um empréstimo adicional de 10 bilhões de yuans aos bancos membros do OCX. A organização ainda promove iniciativas de cooperação em diversas áreas, como Inteligência Artificial, luta contra narcotráfico, energia verde, entre outras.

Rússia

O presidente da Rússia, Vladmir Putin, destacou que uma dúzia de Estados são candidatos para participar da OCX, o que demonstraria o interesse de parte da comunidade internacional no “diálogo aberto e transparente” da organização. Putin também elogiou a proposta de nova governança global da China.

“A Rússia apoia a iniciativa de Xi Jinping e está interessada em iniciar discussões específicas sobre as propostas apresentadas pela China. Acredito que é a OCS que poderia assumir o papel de liderança nos esforços que visam moldar um sistema de governança global mais justo”, afirmou o líder de Moscou.

Índia

O presidente da Índia, Narendra Modi, agradeceu a China pela organização do evento e destacou, em uma rede social, a “excelente” reunião com Vladimir Putin, pivô das tarifas imposta por Washington contra Nova Délhi.

“Discutimos maneiras de aprofundar a cooperação bilateral em todas as áreas, incluindo comércio, fertilizantes, espaço, segurança e cultura. Trocamos opiniões sobre processos regionais e globais, incluindo a solução pacífica do conflito na Ucrânia. Nossa Parceria Estratégica Privilegiada Especial continua sendo o pilar mais importante da estabilidade regional e global”, escreveu Modi.

Índia e China

A China e a Índia tentam melhorar a relação marcada por tensões fronteiriças e regionais. O encontro bilateral entre Modi e Xi foi apontado pela diplomacia chinesa como a continuação de um processo de melhoria das relações iniciada em Kazan, na Rússia, durante a cúpula do Brics de 2024.

“O relacionamento está de volta a uma trajetória positiva. A paz e a estabilidade nas regiões fronteiriças foram mantidas e os voos diretos estão prestes a ser retomados. Esse progresso beneficia não apenas os povos da Índia e da China, mas também o mundo inteiro. Índia e China são parceiras, não rivais. Nosso consenso supera em muito nossa discordância”, informou, em nota, o Ministério das Relações Exteriores de Pequim.



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