sábado, maio 2, 2026

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Estudo sobre mercado de trabalho na cadeia da soja é apresentado em congresso internacional



O pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, Rodrigo Peixoto da Silva, apresentou, na última semana, um estudo científico que analisa a evolução do mercado de trabalho na cadeia produtiva da soja e do biodiesel. Apresentado durante o 64º Congresso da European Regional Science Association (ERSA), em Atenas, Grécia, o material foi desenvolvido em parceria entre o Cepea e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

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Serviços com a soja

Entre os resultados, o estudo aponta que a população ocupada na cadeia produtiva da soja e do biodiesel duplicou entre 2012 e 2024, alcançando 2,26 milhões de trabalhadores. O segmento de serviços se manteve como o maior empregador, passando de 793 mil pessoas em 2012 para 1,6 milhão em 2024. Já o segmento primário, ligado diretamente à produção de soja no campo, apresentou o maior avanço proporcional, com crescimento de 118% no período. A indústria também registrou expansão, com aumento de 56% e cerca de 89 mil pessoas ocupadas em 2024.

O perfil da população ocupada na cadeia é predominantemente masculino, formal e mais qualificado. A participação de trabalhadores com carteira assinada se manteve estável em torno de 77% do total, enquanto a presença feminina permaneceu próxima a 35% entre 2012 e 2024. Por outro lado, houve avanço importante no nível de escolaridade: a participação de pessoas com ensino médio cresceu de 32,8% para 40,2% no período, enquanto a presença de profissionais com nível superior subiu de 12% para 20,2%.

Os rendimentos também tiveram crescimento expressivo. No segmento primário da soja, os salários reais aumentaram 37% entre 2012 e 2024, enquanto a indústria registrou alta de 22%. Esse movimento ocorreu em paralelo ao aumento da qualificação, reforçando a tendência de valorização da mão de obra no setor.

Sul do Brasil

Regionalmente, a pesquisa mostra que a região Sul do Brasil é a maior empregadora no segmento primário da soja. O número de trabalhadores cresceu de forma contínua até 2021, quando chegou a 293 mil pessoas ocupadas, mas recuou posteriormente, alcançando 245 mil em 2023. O Centro-Oeste aparece em segundo lugar, com destaque para microrregiões como Cruz Alta, Santiago e Ijuí (RS), Sudoeste de Goiás (GO), Dourados (MS), Parecis e Alto Teles Pires (MT), além de Campo Mourão e Guarapuava (PR).

Centro-Oeste

No caso do Centro-Oeste, a concentração da mão de obra é marcante. Apenas quatro microrregiões, como Sudoeste de Goiás, Dourados, Campo Novo do Parecis e Alto Teles Pires responderam por cerca de 40% da população ocupada na região entre 2022 e 2024, evidenciando a relevância na geração de empregos ligados à produção de soja.

Objetivo

O pesquisador do Cepea Rodrigo Peixoto, que apresentou o estudo no congresso, afirmou que a participação foi uma oportunidade de mostrar a realidade brasileira a pesquisadores de outros países, identificar pontos em comum e discutir soluções para as desigualdades regionais, contribuindo para o debate internacional sobre o mercado de trabalho na cadeia da soja.



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Sebrae impulsiona pequenos negócios rumo à sustentabilidade



Com a COP30 se aproximando, o mundo inteiro volta os olhos para a sustentabilidade e para os caminhos possíveis em direção a um futuro mais verde. Esse cenário representa uma oportunidade única para empreendedores que desejam alinhar seus negócios às práticas sustentáveis e às novas demandas globais. A conferência surge como um marco capaz de transformar o ambiente de negócios, ao impulsionar soluções inovadoras e conscientes. Nesse contexto, o Sebrae se coloca como parceiro estratégico, apoiando e fortalecendo pequenos empreendedores que desejam gerar impacto positivo no planeta.

Setores em destaque para a COP30

Em Belém, cidade-sede do evento, a mobilidade urbana é um dos setores mais impulsionados. O Sebrae apoia negócios inovadores, como aplicativos de transporte e soluções de logística, além de oferecer capacitação em áreas como gestão, segurança e marketing digital. Ao mesmo tempo, a hospitalidade se torna peça-chave para receber visitantes do mundo inteiro. Hotéis, restaurantes e empresas de turismo estão sendo preparados por meio de qualificação profissional, consultorias, incentivo à formalização e maior presença digital, garantindo experiências de qualidade aos turistas.

O setor de alimentos e bebidas também ganha protagonismo, já que a gastronomia regional é um cartão de visita do Pará. Para fortalecer essas empresas, o Sebrae/PA promove melhorias na gestão e nos processos produtivos com programas como o ALI Produtividade. Além disso, estimula a inovação em produtos regionais, facilita o acesso a novos mercados por meio de feiras e rodadas de negócios e incentiva práticas sustentáveis, como embalagens ecológicas e redução do desperdício.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Outro campo em ascensão é a economia criativa, que valoriza a cultura local e a identidade paraense. Empreendedores de áreas como artesanato, música, moda e design recebem apoio com cursos, oficinas, acesso a crédito e oportunidades de participação em eventos. Com isso, ampliam sua visibilidade e fortalecem redes de colaboração, criando um ecossistema mais sólido e sustentável.

Assim, ao preparar diferentes setores para a COP30, o Sebrae reafirma seu compromisso em impulsionar pequenos negócios.



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Mercado de trabalho fraco nos EUA reforça apostas de cortes no FED


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o petróleo caiu mais de 2% com possível aumento de produção da Opep+, pressionando energia, enquanto tecnologia sustentou ganhos do Nasdaq e S&P 500.

Nos EUA, dados fracos do mercado de trabalho reforçaram apostas de cortes pelo Fed. No Brasil, Ibovespa recuou 0,34% a 139 mil pontos e dólar caiu a R$ 5,45. Hoje, destaque para balança comercial, varejo na zona do euro e indicadores de emprego e serviços nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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a parceria que está ao lado de quem move o agro



A Tramontina reconhece a força do agronegócio brasileiro. O campo, com sua potência e resiliência, move o Brasil e merece soluções de qualidade que impulsionam a produtividade. Pensando nisso, a marca lançou a campanha inédita “Ao lado de quem move o agro” para reforçar a sua parceria e presença nesse segmento.

Com mais de 115 anos de história, a Tramontina construiu uma trajetória de confiança e inovação que perpassa seus mais de 22 mil produtos, contemplando desde os utensílios para a cozinha de casa até mesmo as soluções para o trabalho de sol a sol no campo.

Afinal, onde tem dedicação e trabalho coletivo, tem Tramontina, com um portfólio que também inclui itens como ferramentas manuais, materiais elétricos e móveis para as propriedades rurais e concessionárias agrícolas.

Quer descobrir como a marca faz a diferença no dia a dia de quem move o agro? Continue a leitura e veja a seguir!

Conheça as soluções completas para a fazenda

Os fazendeiros sabem que o agro é feito de raízes e histórias. Aprenderam com suas famílias sobre a importância da resistência e viram de perto como o setor evoluiu ao longo das décadas. Eles entendem que a tradição e a experiência são fundamentais no campo e acompanham o dinamismo e as transformações tecnológicas do setor.

É nesse cenário que a Tramontina se posiciona com soluções completas e profissionais para o agronegócio, o que inclui:

  • Ferramentas agrícolas: durabilidade e precisão para as atividades diárias;
  • Materiais elétricos: eficiência, segurança e alto desempenho na gestão da fazenda;
  • Equipamentos de cozinha: qualidade para preparar refeições, seja no almoço ou no churrasco de domingo com amigos e vizinhos;
  • Móveis para o lar: conforto, ergonomia, beleza e funcionalidade para áreas externas e internas.

Produtos Tramontina para concessionárias agrícolas

As concessionárias agrícolas são fundamentais para o agro brasileiro, pois oferecem suporte técnico para apoiar produtores que precisam de agilidade. É nesse mesmo espírito de parceria que a Tramontina se coloca ao lado das concessionárias, com soluções de alta performance para diferentes necessidades:

  • Organizadores modulares: mantêm ferramentas sempre à mão, evitam perdas e proporcionam praticidade e controle na rotina de reparos.
  • Pickup Box de Tramontina PRO: permite a manutenção de máquinas agrícolas em qualquer lugar da lavoura, de forma rápida e dinâmica.

Tramontina: soluções que impulsionam a produção do agronegócio

O agronegócio move o Brasil, com números que podem alcançar R$ 3,79 trilhões do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, segundo dados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). A Tramontina reconhece a importância do segmento e, por isso, volta seu olhar ao setor com uma campanha especial para o agro.

Mais do que oferecer produtos, a marca reafirma seu papel como parceira estratégica do campo, unindo tradição, inovação e confiança para impulsionar o futuro da produção brasileira.

Conheça todas as soluções da Tramontina para o agronegócio e encontre a loja parceira mais próxima!

Tramontina
Ao lado de quem move o agro



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AgroNewsPolítica & Agro

Trabalhos das escolas estaduais na Expointer apontam soluções para os desafios do campo


O governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), promoveu na terça-feira (2), a Mostra de Trabalhos na Expointer 2025. Ao todo, foram apresentados 16 projetos de escolas agrícolas e do campo, com abordagens sobre reciclagem, sustentabilidade, qualidade do solo e dos rios, dentre outras.

A secretária-adjunta da Seduc, Stefanie Eskereski, conheceu as iniciativas e interagiu com os alunos. “É muito inspirador ver de perto o trabalho dos nossos estudantes. Cada projeto apresentado aqui mostra a força da educação do campo e das escolas técnicas, que unem conhecimento, prática e compromisso com o futuro do Rio Grande do Sul”, afirmou.

A abertura da programação foi conduzida pelo superintendente de Educação Profissional da Seduc, Tomás Collier, que ressaltou a importância da participação da rede de ensino no maior evento agropecuário da América Latina. “Trazer os trabalhos das nossas escolas agrícolas e do campo para este espaço significa fomentar inovação, tecnologia e práticas pedagógicas ligadas à realidade rural. Queremos que os estudantes tenham a oportunidade de se desenvolver, trocar experiências e mostrar a força da educação profissional gaúcha”, destacou.

Oportunidade para estudantes refletirem a realidade do campo

As alunas do 9º ano do Instituto Estadual de Educação Cristo Redentor, em Cândido Godói, Gabriela Schardong e Laura Zavislak, levaram à mostra o projeto “Raízes da Água: Fluir e Cultivar”, desenvolvido como resposta à estiagem prolongada que atinge a região.

A iniciativa propõe alternativas sustentáveis e de baixo custo para reduzir os impactos da crise hídrica sobre as famílias agricultoras, que dependem diretamente da água para produção e subsistência. Entre as soluções apresentadas estão a perfuração de poços artesianos, a instalação de aquedutos de bambu para irrigação, a construção de composteiras e o reflorestamento de áreas próximas às nascentes.

Para Gabriela e Laura, participar da Expointer é uma oportunidade de mostrar como a escola pode contribuir com ideias aplicáveis à realidade do campo. “Vivemos de perto os efeitos da estiagem, que atinge tanto as lavouras quanto o abastecimento das famílias. Por isso, esse projeto é tão importante: além de garantir água para hoje, ajuda a preservar o meio ambiente para as próximas gerações”, destacaram.

Diálogos sobre a permanência da juventude no campo

O painel “Juventudes que Sustentam o Campo: Educação, Inovação e Futuro para o RS” também fez parte da programação e reuniu estudantes, professores e pesquisadores em um debate sobre o papel das novas gerações no meio rural. Durante a atividade, foram discutidos os desafios da permanência da juventude no campo, as possibilidades de inovação tecnológica e a importância da educação para garantir a sucessão familiar e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

No turno da tarde, a programação foi marcada por momentos culturais e de diálogo. O público acompanhou o bate-papo Giro Cultural com o grupo Freio de Ouro, conduzido pelo vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Daniel Gonçalves. Encerrando o evento, a roda de conversa “COM-Vida: Convida Você a Ser Parte da Solução”, foi conduzida pelos representantes do Departamento de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DECEB), Kátia Rocha e Eduardo Almeida.

Escolas participantes

As exposições reuniram projetos de diferentes regiões do Estado, apresentados por escolas do campo e instituições técnicas.

Escolas estaduais:

Adão Martini (2ª CRE – São Leopoldo)

Adolfo Mânica (6ª CRE – Santa Cruz do Sul)

Cel. Lúcio Annes (9ª CRE – Cruz Alta)

Nhu Porã (11ª CRE – Osório)

Rio Toldo (15ª CRE – Erechim)

Instituto de Educação Cristo Redentor (17ª CRE – Santa Rosa)

Cel. Finzito e Carlos Becker (20ª CRE – Palmeira das Missões)

Ângelo Manhka (21ª CRE – Três Passos)

Dom Frei Vital de Oliveira (23ª CRE – Vacaria)

Nestor Vianna de Campos (27ª CRE – Canoas)

Carlos Bratz (32ª CRE – São Luiz Gonzaga)

João Manoel Corrêa (32ª CRE – São Luiz Gonzaga)

Escolas técnicas:

Nossa Senhora da Conceição – (24ª CRE – Cachoeira do Sul )

EET Fronteira Noroeste – (17ª CRE – Santa Rosa)

Celeste Gobatto – (20ª CRE – Palmeira das Missões)





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Mercosul e Europa se aproximam enquanto Trump isola os EUA


As arbitrariedades de Donald Trump no comércio internacional, com tarifas que chegam a 50% sobre produtos brasileiros, estão afastando parceiros históricos e provocando uma reconfiguração das relações econômicas globais. Nesse vácuo de confiança, o Mercosul — com destaque para o Brasil — se torna peça central no fortalecimento de uma nova aliança com a União Europeia.

Após 25 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE ganhou impulso e apoio explícito no Parlamento Europeu. A proposta prevê a eliminação progressiva de tarifas sobre até 92% das exportações, tornando-se um pacto capaz de compensar as perdas impostas pelo protecionismo norte-americano e de reduzir a dependência europeia em relação à China.

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Para o Brasil, o avanço significa mais do que acesso a mercados: representa um reposicionamento estratégico. Estimativas indicam que o tratado poderá gerar um impacto de até R$ 37 bilhões no PIB até 2044, ao mesmo tempo em que amplia a diversificação de destinos para as exportações nacionais. A presença ativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em articulações diplomáticas demonstra a aposta do governo brasileiro em consolidar esse acordo ainda em 2025.

A lógica é clara: enquanto os EUA fecham portas e alimentam tensões comerciais, a Europa busca abrir novos canais de cooperação. O Brasil, nesse cenário, emerge como parceiro confiável, estratégico e capaz de suprir demandas por alimentos, energia limpa e matérias-primas de forma competitiva.

Mais do que um tratado comercial, o acordo Mercosul-UE é um gesto político de resistência ao isolacionismo. Um passo que pode marcar a transição para um mundo multipolar, no qual a América do Sul deixa de ser apenas fornecedora de commodities e passa a atuar como protagonista nas grandes decisões globais.

O cenário internacional mostra que a postura protecionista dos Estados Unidos está custando caro à sua credibilidade e à sua liderança comercial. Em contrapartida, abre-se para o Brasil e para o Mercosul uma janela histórica: ocupar o espaço deixado por Washington e consolidar-se como elo vital entre Europa, Ásia e América Latina.

Se o país souber aproveitar esse momento, poderá transformar a adversidade em oportunidade, garantindo mais força econômica e política no tabuleiro global.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Acordo entre Mercosul e União Europeia avança e segue para análise do parlamento



A Comissão Europeia validou, na quarta-feira (3), o texto final do tratado Mercosul-União Europeia. A redação agora seguirá para análise dos estados-membros e do Parlamento Europeu, com expectativa de assinatura em dezembro, em Brasília, durante a cúpula do Mercosul. Com um PIB combinado de US$ 22 trilhões e uma população de 720 milhões de pessoas, Mercosul e União Europeia caminham para consolidar um dos maiores acordos comerciais do mundo.

A entrada em vigor do acordo pode trazer mais de US$ 7 bilhões em exportações adicionais para o Brasil. Esse potencial decorre da desgravação tarifária em centenas de produtos estratégicos, que vão desde commodities como café, milho e suco de laranja até itens industrializados de maior valor agregado, como aviões, calçados e móveis de madeira.

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“Quem sabe até o final do ano nós poderemos ter, aqui no Brasil, quando o presidente Lula presidir a reunião do Mercosul, a assinatura desse acordo, que já tem 20 anos de negociação. Esta é uma ótima notícia, nós nunca chegamos a um nível tão elevado como hoje com o envio para o Conselho da União Europeia, e não estamos falando de qualquer acordo”, afirmou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

A União Europeia é hoje o terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o valor total das exportações brasileiras para o bloco cresceu, em média, 10%, alcançando US$ 48,3 bilhões. Esse desempenho posicionou o país como o 14° maior fornecedor da UE e líder no fornecimento de café não torrado (36,3%) e farelos de soja (34,3%). Além disso, nos últimos seis anos, quase todos os grupos de produtos exportados, como café, petróleo, soja e cobre, registraram crescimento médio anual positivo.



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Na véspera da chegada de uma nova frente fria, estados enfrentam calor e temporais



Uma nova frente fria se desloca sobre a região Sul nesta quinta-feira (4), avançando agora também sobre Santa Catarina e parte do Paraná. Todo o estado do Rio Grande do Sul deve contar com fortes pancadas de chuva desde o período da madrugada – com risco considerável para temporais seguidos por fortes ventos, raios e queda de granizo –, e que começam a avançar até o final do dia.

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Em Porto Alegre, o cenário é de perigo para temporais com volumes elevados no decorrer das horas. Em Santa Catarina, as instabilidades associadas ao sistema devem alcançar a altura do estado já em meados do período da tarde, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade, não sendo descartado algum episódio de chuva mais forte já entre o fim da tarde e o período da noite. Em Florianópolis, a chuva chega já no período da noite, em forma de pancadas com fraca a moderada intensidade.

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No Paraná, o dia deve seguir ainda com predomínio de tempo firme, bastante sol e calor marcando boa parte da quinta-feira. Apenas na parte da noite, algumas cidades do sul e sudoeste paranaense podem contar com a ocorrência de pancadas de chuva isoladas, não sendo descartada também a ocorrência de chuva forte acompanhada por raios e trovoadas.

No Sudeste, a chuva perde força e a tendência é de que o tempo siga firme em praticamente todos os estados da região. A circulação de ventos quentes e secos que partem do interior do país deve estimular o disparo dos termômetros ao longo do dia, sobretudo em São Paulo, boa parte de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na parte da tarde, o ar seco ganha força e derruba os índices de umidade relativa do ar, que devem entrar em níveis de atenção e alerta entre os três estados.

No Espírito Santo, ainda deve haver certa influência dos ventos que sopram do oceano e estimulam a maior presença de nebulosidade e umidade, além de manter as temperaturas mais amenas durante o dia. Algumas cidades costeiras podem contar com a ocorrência de chuva fraca isolada.

Enquanto no Centro-Oeste, algumas instabilidades associadas ao avanço da frente fria que se desloca sobre a região sul podem provocar a ocorrência de pancadas de chuva isoladas entre o oeste e o sul de Mato Grosso do Sul, além de áreas do oeste de Mato Grosso. Não estão descartados episódios de chuva forte localizada. Ainda assim, o destaque para ambos os estados continua sendo o calor intenso, que ganha força conforme o passar do dia. Além disso, a umidade relativa do ar deve continuar atingindo níveis críticos na parte da tarde.Calor e baixa umidade do ar também são destaque entre Goiás e o Distrito Federal, que seguem com predomínio de tempo firme ao longo das horas.

Já no Nordeste, a circulação de ventos marítimos vindos do oceano e trazendo umidade para o continente deve seguir realizando a manutenção da chuva sobre parte da costa leste da região. No litoral da Bahia, haverá condições para pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade ao longo do dia. Entre Aracaju e o Rio Grande do Norte, não estão descartados episódios de chuva forte isolados. Chove também de maneira isolada em algumas áreas do agreste nordestino.

Nas demais regiões, o tempo já deve seguir mais estável, apenas com algumas variações de nebulosidade no decorrer das horas. O calor segue bastante intenso no sertão e meio-norte nordestino, com máximas ainda bastante elevadas e risco para queda acentuada dos índices de umidade relativa do ar.

E no Norte, o fluxo de umidade que transita sobre a região deve seguir favorecendo a formação de áreas de instabilidade sobre o Amazonas, Rondônia e Roraima. Ao longo do dia, haverá condições para fortes pancadas de chuva, não sendo descartada também a ocorrência de temporais isolados. Pode chover de maneira isolada também no extremo noroeste e oeste do Pará.

No Amapá e no Tocantins, será observado um maior predomínio de sol e tempo firme, sem chuva. As temperaturas seguem bastante elevadas e o calor continua intenso durante o dia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fundos ampliam vendas de açúcar a nível recorde



O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo



O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo
O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo – Foto: Pixabay

O mercado global de açúcar bruto vem passando por um momento de grande volatilidade, com a comunidade especulativa ampliando suas posições de venda em níveis recordes dos últimos anos. Apesar de estoques globais cada vez mais apertados, os preços têm se mantido relativamente estáveis em Nova York, refletindo uma mistura de fatores de oferta, demanda e estratégias de hedge.

De acordo com a DATAGRO, os fundos e pequenos especuladores aumentaram sua posição de venda líquida no mercado de açúcar de 125.081 lotes em 29 de julho para 151.004 lotes em 5 de agosto, a maior desde novembro de 2019. O movimento ocorre em paralelo a sinais preocupantes sobre a safra 25/26 no Centro-Sul do Brasil, como atraso na moagem, níveis de ATR abaixo do esperado e entrega de açúcar ainda lenta pelas usinas da região.

Mesmo diante de estoques globais baixos — com a relação estoque/consumo estimada em 41% no final do ano comercial 24/25, menor nível em 15 anos — o mercado segue sem direção clara em NY. A capacidade do Brasil de exportar 3 a 3,5 milhões de toneladas por mês tem mitigado a urgência dos compradores, mas prolongar a estabilidade de preços pode levar as usinas a ajustarem o mix de produção, impactando ainda mais o equilíbrio global.

O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo entre commodities agrícolas. Até 5 de agosto, fundos de hedge reduziram posições compradas em cobre, petróleo e diesel diante de ajustes na oferta e tarifas internacionais. Nos grãos, clima favorável nos EUA, Europa e Mar Negro manteve expectativas de safras robustas, reforçando vendas especulativas em trigo, milho e soja. No conjunto, a posição de venda líquida em commodities agrícolas monitoradas subiu 12,4% na semana, indicando cautela generalizada entre investidores.

 





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Frente fria se espalha, baixa temperaturas e leva temporais



Antes restrita ao Rio Grande do Sul, a frente fria também deve atingir áreas de Santa Catarina e Paraná nesta quinta-feira (4). Confira a previsão para todo o Brasil:

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Sul

A frente fria avança pelo Rio Grande do Sul, provocando pancadas de chuva em todo o estado, com queda de temperaturas e risco de temporais nas áreas centrais. A instabilidade também atinge Santa Catarina e o oeste do Paraná. Os territórios gaúcho e catarinense ficam sob bastante nebulosidade, enquanto no extremo norte paranaense o tempo firme e seco predomina, com os termômetros lá em cima.

Sudeste

A chuva ainda atinge o litoral do Espírito Santo, nordeste de Minas Gerais e norte do Rio de Janeiro. A nebulosidade estará maior em território capixaba, norte fluminense e faixa leste mineira, enquanto nas demais áreas o sol aparece entre algumas nuvens. As temperaturas permanecem elevadas em boa parte do Sudeste, com destaque para o oeste paulista e Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

Áreas de instabilidades avançam para o extremo sudoeste de Mato Grosso do Sul e o oeste de Mato Grosso. A nebulosidade estará maior nessas áreas, enquanto no restante da região predomina o tempo firme, com o sol aparecendo entre nuvens. As temperaturas ficam elevadas em toda a região e a umidade relativa do ar continua baixa.

Nordeste

Pancadas de chuva ainda podem ocorrer ao longo da faixa litorânea do Nordeste até o Rio Grande do Norte, além do noroeste do Maranhão. A nebulosidade será maior no litoral e no norte maranhense, enquanto nas demais áreas o tempo firme predomina. As temperaturas ficam altas em quase toda a região, mas entre Porto Seguro e Salvador, ambos na Bahia, as máximas não se elevam muito à tarde. A umidade relativa do ar permanece baixa em grande parte do Nordeste, com exceção da faixa litorânea.

Norte

Áreas de instabilidades continuam sobre Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima, Amapá e norte do Pará, com risco de temporais. As temperaturas seguem elevadas em toda a região, com destaque para a umidade relativa do ar baixa em Tocantins e no sul paraense. Em boa parte dos territórios amazonense, roraimense e paraense, o tempo fica mais fechado. Nas demais áreas, o sol aparece entre nuvens, mas com temperaturas altas e tempo seco.



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