sexta-feira, maio 1, 2026

Agro

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Brasil registra superávit de US$ 500 milhões na primeira semana de setembro



O Brasil registrou superávit de US$ 500 milhões na balança comercial durante a primeira semana de setembro de 2025. As exportações somaram US$ 6,4 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,9 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

No acumulado do ano, as exportações alcançam US$ 234 bilhões, contra US$ 190,7 bilhões em importações, o que resulta em um saldo positivo de US$ 43,3 bilhões.

Comparativo mensal

Na comparação das médias diárias, as exportações da primeira semana de setembro de 2025 (US$ 1,280 bilhão) caíram 5,5% em relação a setembro de 2024 (US$ 1,355 bilhão). Já as importações cresceram 5,7%, passando de US$ 1,114 bilhão em setembro de 2024 para US$ 1,178 bilhão em setembro de 2025.

Com isso, até a primeira semana de setembro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,458 bilhões, com saldo positivo de US$ 102,9 milhões. Em relação a setembro de 2024, houve leve retração de 0,4%.

Exportações e importações por setor

No acumulado até a primeira semana de setembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior, o desempenho setorial das exportações (média diária) foi o seguinte:

  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 37,9 bilhões (+4,8%);
  • Agropecuária: queda de US$ 68,89 bilhões (-25,4%);
  • Indústria Extrativa: queda de US$ 40,25 bilhões (-14,0%).

No mesmo período, as importações (média diária) tiveram o seguinte desempenho:

  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 18,09 milhões (+24,6%);
  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 54,23 milhões (+5,4%);
  • Agropecuária: queda de US$ 3,4 milhões (-15,5%).



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Dieta de vaca leiteira: o risco de 60% de concentrado para a saúde ruminal


Pecuaristas, a nutrição das vacas leiteiras é um dos fatores mais importantes para a produtividade da fazenda. A busca por uma dieta que maximize a produção de leite pode levar a erros graves. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Natan Eduardo Reis Almeida, de Mirador, no estado do Maranhão, questionou sobre o impacto de uma dieta com 60% de concentrado e 40% de volumoso na saúde ruminal e na produção de suas vacas.

Nesta segunda-feira (8), o médico-veterinário e consultor Guilherme Vieira respondeu à dúvida no quadro “Giro do Boi Responde” do programa Giro do Boi.

Ele explica que, embora essa dieta possa aumentar a produção no curto prazo, ela não é sustentável e pode causar sérios problemas de saúde, comprometendo a longevidade e a produtividade do animal.

O risco da acidose e a importância da ruminação

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Foto: Giro do Boi

Guilherme Vieira ressalta que, no curto prazo, o aumento da proporção de concentrado na dieta resulta em um aumento da produção de leite. No entanto, essa alta produção não se mantém por muito tempo.

O problema está na falta de volumoso e, consequentemente, na falta de fibras longas que estimulam a mastigação e a ruminação.

A ruminação é essencial porque estimula a produção de saliva, que é rica em tamponantes naturais. Esses tamponantes neutralizam a acidez ruminal.

Uma dieta com 60% de concentrado diminui a salivação, o que leva a um aumento da acidose ruminal e, por consequência, a uma acidose metabólica.

A acidose metabólica e a acidose ruminal têm grandes impactos na saúde da vaca:

  • Problemas de casco: Pode causar a laminite, uma inflamação que causa dor e dificuldade de locomoção.
  • Saúde do rúmen: Leva à destruição das papilas ruminais e à diminuição da flora e fauna ruminal, que são essenciais para a digestão.
  • Diminuição da digestão: O impacto na saúde do rúmen compromete a digestão dos animais, o que resulta em menor aproveitamento dos nutrientes e, consequentemente, menor produção de leite.

Diferença entre gado de corte e gado de leite

Guilherme Vieira explica a diferença entre a nutrição do gado de corte e do gado de leite. Atualmente, o gado de corte em confinamento e semiconfinamento utiliza de 60% a 70% de concentrado e de 30% a 40% de volumoso na dieta.

No entanto, o gado de corte é muito menos pesado e tem uma necessidade nutricional diferente da vaca de leite.

A vaca de leite tem uma necessidade nutricional muito grande e ingere de 15 a 20 kg de matéria seca por dia. Por isso, para as vacas leiteiras, o ideal é manter a proporção de 50% de volumoso e 50% de concentrado na dieta, com uma ração que equilibre os nutrientes e preserve a saúde ruminal.



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Preços da batata seguem em patamares baixos



Os preços da batata seguem em baixos patamares, como apontam os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea

Na última semana, a média da ágata especial foi de R$ 38/sc de 25 kg no atacado de São Paulo. O valor se mostrou estável na comparação com o período anterior. 

De acordo com produtores consultados pelo Hortifrúti/Cepea, há um fluxo regular de comercialização, sem relatos de ações para retardamento de colheita visando melhores preços no decorrer da safra.

Para setembro, segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, os valores devem continuar baixos, já que ainda há grande oferta.  Por outro lado, no decorrer do mês, a tendência é de desaceleração da safra em Vargem Grande do Sul (SP), gerando menor oferta. O Sudoeste Paulista deve retomar a colheita a partir de outubro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Lista de setembro do Pronaf inclui 10 novos produtos



Alho, banana e feijão estão entre produtos com desconto



Foto: Pixabay

O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) divulgou a lista de produtos contemplados com descontos no Pronaf para o mês de setembro. A medida beneficia agricultores familiares de diversas regiões do país, com reduções nas parcelas de financiamento quando os preços de mercado ficam abaixo dos valores de garantia estabelecidos para cada cultura.

A portaria publicada nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial da União, inclui produtos como alho (MG e GO), banana (PE), borracha (SP), cana-de-açúcar (RJ), cebola (BA e DF), feijão (RJ), feijão-caupi (PI), laranja (BA e RS), raiz de mandioca (RJ) e trigo (GO e PR). Produtos como batata-doce, arroz (TO), banana (TO, SC e GO), cana-de-açúcar (MA) e mel de abelha (PI e RS) deixaram de ser contemplados neste mês.

Entre os maiores percentuais de desconto estão o cará/inhame no Paraná (59,52%), feijão-caupi em Mato Grosso (54,15%), raiz de mandioca no Rio de Janeiro (52,12%) e cebola em São Paulo (46,88%). Outros percentuais significativos incluem batata no Distrito Federal (40,87%) e feijão em estados do Sul do país.

Os percentuais são calculados a partir da diferença entre os preços médios de mercado e os valores de garantia definidos para cada cultura. O período de validade das condições vai de 10 de setembro a 9 de outubro de 2025, conforme a Portaria SAF/MDA nº 347, de 5 de setembro de 2025.





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Importações de trigo atingem o nível mais alto dos últimos 13 anos



As importações brasileiras de trigo seguem em ritmo elevado. É isso o que apontam os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Apesar da queda verificada em agosto/25 (frente a julho/25 e em relação a agosto/24), o volume adquirido no acumulado de 2025 (de janeiro a agosto) é o maior desde 2007. 

Pesquisadores explicam que os preços externos mais atrativos têm estimulado as moageiras brasileiras a ampliarem as compras, sobretudo de países vizinhos. A soma total atingiu 493,23 mil toneladas de trigo importadas em agosto, 20% a menos que em julho/25 e 9,5% abaixo da quantidade registrada em agosto/24. 

Ainda assim, nos últimos 12 meses (de setembro/24 a agosto/25), o volume supera em 13,5% o do intervalo anterior, totalizando 6,77 milhões de toneladas. No acumulado de 2025, são 4,68 milhões de toneladas, alta de 2,7% em relação a 2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do açúcar apresentam novas quedas em setembro



Na primeira semana de setembro, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal (Icumsa de 130 a 180) teve média de R$ 118,52/sc, queda de 0,14% frente à do período anterior. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores explicam que a desvalorização está relacionada à baixa demanda e ao fato de agentes de usinas terem cedido aos preços, para viabilizar as vendas. Além disso, o movimento de retração dos valores do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures) levaram compradores brasileiros a adotar postura cautelosa, aguardando a reação do mercado interno paulista antes de efetuar novos negócios. 

A produção de açúcar nas usinas paulistas segue em ritmo intenso, mesmo diante da menor qualidade da cana. De acordo com dados da Unica, o estado de São Paulo produziu 2,368 milhões de toneladas do adoçante na parcial da safra 2025/26 (de abril/25 até a primeira quinzena de agosto). O volume produzido representa um aumento de 20,46% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. 

O elevado volume se explica pelo mix de produção mais voltado ao açúcar: 61,64% das 27,722 milhões de toneladas de cana processadas em São Paulo. Esse é um dos fatores que pode ter reforçado a pressão sobre as cotações na última semana, ainda conforme o centro de pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Volume embarcado de carne de frango recua 13,7% e receita cai 17% em julho/25


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A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reportou que o volume exportado de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas alcançou 375.982,6 mil toneladas até a quinta semana de julho/25. No ano passado, o volume exportado em julho alcançou 435.658,3 mil toneladas em 23 dias úteis em 2024.

A média diária até a quinta semana de julho/25 ficou em 16,3 mil toneladas, sendo que isso representa uma queda de 13,7% frente à média diária exportada do ano anterior, que ficou em 18,9 mil toneladas.

As exportações de frango ainda seguem sendo impactadas com a suspensão das importações por alguns países diante do primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil, na cidade de Montenegro/RS. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), os paises que seguem com suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil são:Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste e União Europeia.

O preço pago pelo produto na quinta semana de julho ficou em US$ 1.817,1 por tonelada, isso representa um recuo de 3,9% se comparado com os valores praticados em julho do ano anterior, que estavam próximos de US$ 1.890,1 por tonelada. 
 

No faturamento, a receita obtida até a quinta semana de julho ficou em US$ 683.205,2 mil por tonelada, enquanto em julho do ano anterior o valor ficou em 823.425,8 mil toneladas.

Já a média diária do faturamento está próxima de US$ 29.704,6 mil toneladas e teve uma baixa de 17,00% frente a média diária observada em julho do ano anterior, que ficou em US$ 35.801,1 mil toneladas.  

 





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Etanol abre setembro com a sétima elevação consecutiva nas cotações 



O preço do etanol hidratado iniciou setembro com nova alta no mercado spot do estado de São Paulo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, trata-se da sétima semana consecutiva de avanço. Pesquisadores explicam que o suporte aos valores vem da postura firme do vendedor, que segue ofertando baixos volumes no spot e tem perspectivas de novas elevações nos próximos meses. 

Outro fator que influencia as cotações do biocombustível é a proximidade do encerramento da moagem da safra 2025/26. Com o clima seco ao longo da temporada, o processamento de cana avançou em ritmo acelerado. Levantamento do Cepea mostra que algumas poucas usinas já devem encerrar as atividades em outubro. 

Entre 1º e 5 de setembro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7831/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa aumento de 1,52% no comparativo ao período anterior. Para o anidro, a elevação foi de 1,96%, com o Indicador Cepea/Esalq a R$ 3,1838/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Indonésia amplia número de frigoríficos brasileiros habilitados para exportar carne



A Indonésia oficializou a habilitação de 17 frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina ao país. A medida é resultado de negociações bilaterais e de inspeções presenciais realizadas no mês passado por autoridades sanitárias indonésias no Brasil, informou o Ministério da Agricultura em comunicado.

Com a decisão, 38 estabelecimentos brasileiros estão autorizados a atender o mercado local, o que representa um aumento de 80% no número de frigoríficos habilitados.

O anúncio sucede outro importante avanço nas exportações de carne bovina para o destino asiático: a abertura realizada em agosto, quando as autoridades indonésias permitiram a importação de carne bovina com osso, miúdos, produtos cárneos e preparados de carne do Brasil.

A Indonésia, com mais de 270 milhões de habitantes, é o quarto país mais populoso do mundo e vem ampliando suas compras externas para suprir a crescente demanda por proteínas animais.

A expectativa é de que as novas habilitações ampliem o volume e a diversidade dos embarques, reforçando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores do Sudeste Asiático.

A medida também contribui para a geração de emprego e renda na cadeia agropecuária nacional e fortalece a imagem do país como parceiro confiável em segurança alimentar.



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Em mês de tarifaço, estado exportador de carne bate recorde de vendas



Em agosto, mês que passou a vigorar as taxas de 50% impostas pelos governo dos Estados Unidos, as exportações de carne bovina do estado do Mato Grosso cresceram 0,22% em comparação ao mês de julho. O estado possui o maior rebanho bovino do Brasil e é o principal exportador da proteína no país.

No mês passado, foram exportadas 89,68 mil toneladas de carne, segundo a Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Esse número representa o maior volume já exportado pelo estado. Além disso, o preço médio por carne exportada, que foi de US$ 4.368,59 por tonelada, resultando em um faturamento de US$ 391,80 milhões em agosto.

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Fora a demanda chinesa, que ainda se mantém aquecida, com aumento de 1,71% em relação a julho, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) pontuou o destaque da Rússia, que ultrapassou os Estados Unidos nas exportações totais, sendo responsável por 6,47% de toda exportação de carne bovina do Mato Grosso em 2025.

Ainda de acordo com IME, o aumento na demanda externa no segundo semestre tende a aumentar a intensidade da alta nos preços do boi gordo, dado que a demanda interna também é maior neste período.

China compensa EUA

A ampliação da importação de carne bovina brasileira pela China compensou a queda nas exportações para os EUA devido ao tarifaço. De acordo com dados do MDIC, as exportações de carne bovina brasileira para o país asiático saltaram de 106 mil toneladas em agosto de 2024 para 158 mil toneladas em agosto deste ano, crescimento de 50% nos embarques. Já as vendas para os Estados Unidos caíram de 15 mil toneladas em agosto de 2024 para cerca de 6,4 mil toneladas neste ano, uma redução de 58%.



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