A previsão do tempo até a próxima segunda-feira (15) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva volumosa em algumas regiões e a completa ausência dela em outras. Confira:
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Sul
Ao longo da semana, são previstos acumulados de até 100 mm de chuva no sudoeste do Rio Grande do Sul (tons em amarelo e vermelho no mapa abaixo) e volumes de até 50 mm na porção entre as mesorregiões de Serrana e Vale do Itajaí, em Santa Catarina (verde). No restante da região, com exceção do centro-norte paranaense, o Inmet indica precipitações de até 10 mm (azul e cinza). Destaca-se, ainda, a baixa umidade relativa abaixo de 30% prevista no centro-norte do Paraná durante os próximos dias.
Sudeste
A previsão indica ausência de chuva para a maior parte dos estados do Sudeste. Contudo, volumes de até 10 mm são previstos em todo o Espírito Santo e leste de Minas Gerais (azul e cinza). Ressalta-se, também, a umidade relativa abaixo de 30% prevista para os próximos dias nas regiões do Triângulo Mineiro e grande parte do estado de São Paulo.
Centro-Oeste
Foto: Reprodução
A previsão do Inmet mostra tempo estável, com ausência de chuva em praticamente todos os estados (áreas em branco). Destaca-se, também, a previsão de umidade relativa abaixo de 30% em toda a região para os próximos dias, principalmente no centro-sul de Goiás, centro norte de Mato Grosso do Sul e em praticamente todo o Mato Grosso.
Nordeste
Não há previsão de chuva ao longo da semana, com tendência de redução da umidade relativa do ar, especialmente na porção sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, onde os valores ficam abaixo de 30%. Já na parte litorânea da região os volumes de chuva permanecem abaixo de 10 mm (azul).
Norte
Áreas de instabilidade deverão se concentrar na porção norte e sudoeste do Amazonas, com volumes que podem superar 60 mm (amarelo e laranja). Os maiores acumulados de chuva, da ordem de 100 mm, são previstos para o centro-norte do Amazonas. Em contraste, em grande parte do Pará, Tocantins, Amapá e sul de Rondônia não há previsão de chuva ao longo da semana. No sul do Pará, Tocantins e extremo sul de Rondônia a tendência é de redução da umidade relativa do ar, que poderá atingir níveis inferiores a 30%.
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) apreendeu um caminhão carregado com uma grande quantidade de mercadorias ilegais, incluindo caixas de vinho oriundas da Argentina.
A ação, realizada na noite de segunda-feira (8), ocorreu durante ação da equipe da Patrulha Rural na Linha São José, zona rural do município de Pranchita, no sudoeste paranaense.
Após encontrarem o veículo, que transitava na contramão e transportava repolho, uma mercadoria incomum para a região, os policiais realizaram a abordagem.
Durante a vistoria, foi encontrado um fundo falso onde estavam escondidas 683 caixas de vinho, encobertas por 169 sacas de repolho. Também foram encontradas outras mercadorias que não foram declaradas, como azeitonas, azeite balsâmico e espumantes.
O motorista do caminhão foi preso em flagrante. O veículo e toda a carga foram encaminhados à Receita Federal de Santo Antônio do Sudoeste, enquanto o condutor foi encaminhado à Polícia Federal.
O Brasil exportou 3,144 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos café em agosto de 2025, queda de 17,5% na comparação com os 3,813 milhões do mesmo mês do ano passado, de acordo com relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores Café do Brasil (Cecafé).
A receita cambial, por sua vez, cresceu 12,7% no mesmo intervalo comparativo, saltando para US$ 1,101 bilhão.
A queda no montante embarcado já era aguardada, conforme avalia o presidente da entidade, Márcio Ferreira, devido ao país vir de exportações recordes em 2024 e possuir menor disponibilidade de café em função de uma safra que ficou aquém de seu potencial máximo produtivo.
Ele comenta, ainda, que o tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump sobre os cafés do Brasil a serem exportados para os Estados Unidos potencializou essa redução.
“Os EUA deixaram de ser os maiores compradores de nosso café em agosto, descendo para o segundo lugar, com 301 mil sacas importadas – de negócios realizados antes da vigência do tarifaço –, o que implicou queda de 46% ante o mesmo mês de 2024 e de 26% contra julho deste ano. Assim, os norte-americanos ficaram atrás da Alemanha, que importou 414 mil sacas no mês passado”, revela.
Volatilidade nos preços do café
Ferreira analisa que o tarifaço também afetou o mercado internacional do café, trazendo muita volatilidade aos preços e fazendo com que as cotações disparassem.
“Os fundamentos já são favoráveis para a alta há algumas safras, com oferta e demanda muito ajustadas ou mesmo com déficit de oferta, devido a adversidades climáticas nos principais produtores, em especial no Brasil, mas o tarifaço desordenou o mercado e deu abertura para movimentos especulativos”, afirma.
Ele completa que, de 7 de agosto, quando entrou em vigência a taxação, até o fechamento do mês passado, o café arábica subiu 29,7% na Bolsa de Nova York, saindo de US$ 2,978 por libra-peso para US$ 3,861.
“Se o tarifaço persistir, além de as exportações de café do Brasil seguirem inviáveis aos EUA, os consumidores americanos também enfrentarão preços onerosos para degustar sua bebida favorita, uma vez que não há oferta de outros países para suprir a ausência brasileira no mercado dos Estados Unidos, criando-se, assim, um cenário inflacionário por lá”, projeta.
Exportações ao longo do ano
Também de acordo com o relatório estatístico mensal do Cecafé, o Brasil embarcou 25,323 milhões de sacas no acumulado entre janeiro e o fim de agosto deste ano, apresentando uma queda de 20,9% na comparação com o volume remetido ao exterior nos mesmos oito meses de 2024.
Já a receita cambial é recorde para esse intervalo, saltando para US$ 9,668 bilhões no acumulado de 2025.
“O cenário, tanto em agosto quanto no acumulado do ano, não é tão distinto, com a queda no volume já esperada pela menor oferta após os embarques recordes em 2024, bem como maiores ingressos de divisas ao caixa do Brasil devido a maiores cotações internacionais, impulsionados pelo equilíbrio entre oferta e demanda há anos e, agora, potencializados pelo tarifaço”, destaca.
Principais destinos
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Mesmo com a queda nas compras em agosto, no acumulado dos oito primeiros meses de 2025, os norte-americanos permanecem como o principal importador do produto brasileiro:
Estados Unidos: 4,028 milhões de sacas, queda de 20,8% na comparação com o intervalo de janeiro ao fim de agosto de 2024;
Alemanha: importação de 3,071 milhões de sacas (-32,9%)
Itália: 1,981 milhão de sacas (-23,6%);
Japão: 1,671 milhão de sacas (+15,6%); e
Bélgica: 1,517 milhão de sacas (-48,3%)
Tipos de café
Nos primeiros oito meses de 2025, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com a remessa de 20,209 milhões de sacas ao exterior, montante que equivale a 79,8% do total e implica queda de 13% frente a idêntico intervalo anterior.
A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com embarques equivalentes a 2,570 milhões de sacas (10,1% do total), seguido pelo segmento do café solúvel, com 2,508 milhões de sacas (9,9%), e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 36.700 sacas (0,1%).
As exportações brasileiras dos cafés que possuem certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior totalizaram 5,1 milhões de sacas no acumulado dos oito primeiros meses de 2025, o que corresponde a 20,1% dos embarques de todos os tipos de café nesse período, mostra o relatório do Cecafé.
Contudo, esse volume implica queda de 9,3% na comparação com as remessas ao exterior registradas entre janeiro e agosto do ano passado.
Com preço médio de US$ 427,05 por saca, a receita cambial com os embarques do produto diferenciado chegou a US$ 2,178 bilhões, o que equivale a 22,5% do total obtido com todos os embarques nos oito primeiros meses deste ano. Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, o valor é 54,2% superior.
No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, aparecem os seguintes países:
Estados Unidos: compra de 893.651 sacas, o equivalente a 17,5% do total desse tipo de produto exportado;
Alemanha: 656.585 sacas (12,9%);
Bélgica: 579.954 sacas (11,4%);
Holanda (Países Baixos): 428.540 sacas (8,4%); e
Itália: 332.700 sacas (6,5%)
O levantamento do Cecafé mostra, também, que o Porto de Santos permanece como o principal exportador dos cafés do Brasil no acumulado de 2025, com o embarque de 20,310 milhões de sacas e representatividade de 80,2% nos oito primeiros meses do ano.
Na sequência, vêm o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 15,8% ao enviar 4,010 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 245.100 sacas e tem representatividade de 1%.
O mercado brasileiro de soja teve um dia de negócios moderados, com volumes discretos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Thiago Oleto, apesar do recuo nas cotações de Chicago, a leve apreciação do dólar resultou em spreads positivos nas operações domésticas.
“A presença ativa da indústria aportou liquidez ao mercado, remunerando ofertas e viabilizando transações, enquanto os prêmios se mantiveram firmes, sustentando a atratividade econômica das vendas”, destacou.
Passo Fundo (RS): aumentou de R$ 135 para R$ 135,50
Santa Rosa (RS): de R$ 136 para R$ 136,50
Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,50 para R$ 142
Cascavel (PR): permaneceu em R$ 136
Porto de Paranaguá (PR): alta de R$ 141 para R$ 141,50
Rondonópolis (MT): subiu de R$ 128 para R$ 129
Dourados (MS): estabilizou em R$ 128
Rio Verde (GO): foi de R$ 126 para R$ 127
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos.
O dia foi de ajustes, com os agentes posicionando suas carteiras frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve indicar corte na projeção de safra dos Estados Unidos em 2025/26.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra norte-americana em 2025/26 deverá ficar em 4,273 bilhões de bushels, contra 4,292 bilhões previstos em agosto.
Para os estoques de passagem, a previsão é de um número de 293 milhões de bushels para 2025/26, contra 290 milhões projetados em agosto. Para 2024/25, a aposta é de um corte, passando dos 330 milhões indicados em julho para 327 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 125,6 milhões de toneladas. Em agosto, o número ficou em 125,2 milhões.
Para o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 125,4 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões projetados em agosto.
Contratos futuros da soja
Foto: Reprodução
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,31%, a US$ 10,31 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,50 1/2 por bushel, com baixa de 3,25 centavos ou 0,30%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 3,00 ou 1,05%, a US$ 289,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,48 centavos de dólar, com perda de 1,08 centavo ou 2,09%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em alta de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,4358 para venda e a R$ 5,4338 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4144 e a máxima de R$ 5,4394.
As exportações brasileiras de carne bovina cresceram em volume e receita em agosto, destacou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
O país embarcou 299.449 toneladas, alta de 20,7% sobre as 248.033 toneladas registradas no mesmo mês de 2024. A receita alcançou US$ 1,60 bilhão, aumento de 49,8% em relação ao ano anterior.
O principal destino continua sendo a China, que comprou 161.010 toneladas, equivalentes a US$ 894 milhões. Outros mercados importantes foram:
Rússia: 14.262 t e US$ 65 milhões;
México: 13.346 t e US$ 75,4 milhões; e
Chile: 12.058 t e US$ 67,6 milhões
Vendas de carne para os EUA
O destaque negativo ficou com os Estados Unidos, que caíram da segunda posição para a oitava, com 9.382 toneladas embarcadas, redução de 51,1% frente a agosto de 2024.
No acumulado de janeiro a agosto, as exportações somaram 2,08 milhões de toneladas, com receita de US$ 10,51 bilhões, crescimento de 15% em volume e 32,9% em valor frente a igual período de 2024.
A China concentra quase metade das exportações brasileiras neste ano, com 962.852 toneladas, seguida pelos Estados Unidos (209.108 t) e Chile (81.323 t).
Entre os destinos que mais ampliaram suas compras neste ano estão o México (+198%), Estados Unidos (+71,5%), União Europeia (+37,8%) e Rússia (+31%).
No início de setembro, de 1º a 8, o Brasil já exportou 78.339 toneladas de carne bovina in natura, gerando US$ 435,2 milhões. A China manteve a liderança, seguida por México, Chile e Filipinas.
Possível queda em 2025
O presidente da Abiec, Roberto Perosa, disse nesta terça-feira, em coletiva de imprensa, em Brasília, que o volume de carne bovina exportado em 2025 vai ser “menor ou um pouco menor” em relação ao ano passado.
Perosa destacou que o Brasil vive pleno emprego, com capacidade de compra, e a primeira opção do brasileiro é pela carne bovina.
“A preferência do brasileiro é a carne bovina. Em momentos de crise, migra (para outras carnes”, disse. “Estamos conseguindo manter preços estáveis dentro do mercado interno”, defendeu.
Segundo ele, as carnes exportadas (30% do excedente da produção brasileira) são as que têm menor apetite pelo mercado nacional.
Pesquisadores, profissionais e estudantes que desejam expor seu trabalho no APSUL América 2025, o maior evento de Agricultura de Precisão e Máquinas Precisas da América Latina, têm apenas até esta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, para enviar suas contribuições.
Os trabalhos científicos, casos técnicos ou relatos de experiência aprovados serão publicados no e-book oficial da 7ª edição do APSUL América e poderão ser expostos em formato de banner físico durante o evento, que acontece nos dias 23 e 24 de setembro de 2025, no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS.
Esta é a última oportunidade de participar ativamente deste evento que reúne as principais inovações e discussões sobre o futuro do agronegócio, conectando pesquisadores, empresários, produtores e grandes lideranças do setor de diferentes países.
Baixe o modelo correspondente ao seu tipo de trabalho:
Trabalho Científico.
Caso Técnico / Relato de Experiência.
Preencha rigorosamente o conteúdo dentro do modelo indicado, seguindo as normas de formatação.
Envie o arquivo pelo formulário disponível na página até o prazo final.
Importante:
Não há limite de submissões por autor.
Cada trabalho pode ter até 8 autores.
Participar é Fazer Parte da História do Agro Moderno
Além de compor o e-book oficial do APSUL América, que será distribuído a um público estratégico formado por pesquisadores, produtores e empresas do setor, os trabalhos aprovados terão a chance de serem expostos no evento em formato de banner físico, com alta visibilidade.
Especificações para a Exposição de Banners:
Modelo disponível no site: Desde 1º de julho de 2025.
Dimensões obrigatórias: 90 cm de largura x 120 cm de altura.
Apresentação: O banner deve ser levado impresso pelos autores, com bastão e cordas para fixação, e será montado no espaço de exposição no primeiro dia do evento (23 de setembro, pela manhã).
Por que Submeter seu Trabalho?
– Publicação no e-book oficial: Destaque científico e técnico em um material distribuído a líderes, instituições e empresas renomadas no setor agropecuário.
– Exposição no maior evento de Agricultura de Precisão da América Latina: Mostre seu trabalho a um público qualificado de mais de 60 painelistas e moderadores, empresários, produtores e pesquisadores.
– Conexão com grandes temas do setor: As submissões aceitas estarão alinhadas às categorias principais do evento, conectadas às demandas atuais e futuras do agro.
– Certificação: Receba reconhecimento e destaque com a certificação de participação no evento e no e-book.
Sobre o APSUL América 2025
O APSUL América – Congresso Sul-Americano de Agricultura de Precisão e Máquinas Precisas – é o ponto de encontro entre tecnologia, sustentabilidade e inovação.Neste ano, o evento traz o tema “AGRICULTURA 4.0: INOVAÇÃO DIANTE DOS DESAFIOS CLIMÁTICOS, ECONÔMICOS E SOCIAIS”, com mais de 60 painelistas de 4 países (Brasil, Holanda, Argentina e Estados Unidos), além de minicursos gratuitos, demonstrações de drones e máquinas, e painéis com grandes nomes do setor. O evento será realizado no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS, nos dias 23 e 24 de setembro de 2025.
Pecuaristas, o segredo para o sucesso no confinamento está nos detalhes. A ronda no confinamento, que é a visita diária às baias, é a chave para garantir um bom desempenho do gado, monitorar sua saúde e otimizar a engorda. Assista ao vídeo.
Nesta terça-feira (9), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Uniube, apresentou no quadro “Dicas do Scoton” do Giro do Boi os principais pontos de um checklist para uma ronda eficiente. Ele reforça que a observação apurada é crucial para o pecuarista que busca alta performance.
O checklist da ronda: o que observar
Foto: Reprodução
A ronda no confinamento deve ser feita com atenção aos mínimos detalhes. É um trabalho que exige um olho treinado para detectar sinais de saciedade, saúde e bem-estar do gado.
Comportamento do gado: O gado satisfeito e tranquilo tende a estar deitado no fundo do curral antes do primeiro trato. Se a boiada está em pé e berrando no cocho, é um sinal de que está com fome e o consumo precisa ser ajustado.
Leitura de cocho: O cocho deve ter “migalhas” sobrando. Se o cocho está lambido, a dieta precisa ser aumentada. Se há sobra excessiva, é desperdício e custo desnecessário. O segredo é ajustar a dieta para que o animal consuma o que foi fornecido.
Escore de fezes: As fezes devem ser pastosas, não líquidas (acidose) ou duras. As fezes líquidas indicam um problema de dieta, como excesso de amido ou falta de fibra. O escore de fezes, quando avaliado em um lote, é um indicador da saúde ruminal do gado.
Consumo de água: A ronda deve incluir a avaliação do consumo de água na pilha, para garantir que o gado esteja bem hidratado.
A maratona do confinamento: do cocho à balança
Vista aérea de confinamento de bovinos de corte. Foto: Reprodução
O confinamento não é uma corrida de 100 metros, mas uma maratona de 100 dias de cocho.
Adaptação: Na dieta de adaptação, o consumo deve ser leve e aumentado gradativamente. As fezes ideais são mais firmes. O objetivo é que o animal se adapte ao cocho sem problemas digestivos que possam comprometer a curva de consumo.
Terminação: No final do confinamento, o consumo começa a cair naturalmente, pois o gado está mais gordo. Isso é um indicativo do ponto de abate e de que o animal está pronto para a indústria.
A ronda no confinamento é o elo que conecta a dieta, o manejo e a saúde do gado. Se o pecuarista quer apurar o lucro que desenhou na sua planilha, ele precisa checar o seu operacional.
A observação diária é a chave para a excelência e para garantir que o trabalho do confinamento, da fabricação à entrega, seja constante, preciso e eficiente.
A Laticínios Bela Vista S.A., dona da marca Piracanjuba, foi multada em Minas Gerais por comercializar “leite em pó integral” e “composto lácteo com maltodextrina” com rótulos semelhantes, prática que pode induzir o consumidor a erro sobre a natureza dos produtos.
O Procon-MPMG, órgão do Ministério Público de Minas Gerais, aplicou multa de R$ 695.377,17 à empresa.
A investigação foi conduzida pela 14ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte, laudo técnico da Fundação Ezequiel Dias (Funed) indicou que, no produto lácteo (composto de leite) a expressão “contém soro de leite” não está posicionada abaixo do nome do produto, como exige a legislação vigente.
De acordo com o órgão, os produtos “leite em pó integral” e “composto lácteo com maltodextrina”, ambos da marca Piracanjuba, apresentam grande semelhança visual, o que pode fazer com que consumidores comprem um produto acreditando ser outro.
Diante das práticas infrativas e da recusa em firmar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e Transação Administrativa (TA), o Procon-MG aplicou a multa ao fornecedor.
Resposta da Piracanjuba
Em sua defesa, a empresa alegou, em nota, falhas no processo administrativo e negou a existência de infração, sob o argumento de que cumpria as determinações do Código de Defesa do Consumidor e normas regulatórias.
A safra brasileira de milho 2024/25 foi apontada em 138,2 milhões de toneladas pela consultoria Hedgepoint Global Markets. A nova estimativa aumenta a produção do cereal em 3,7 milhões de toneladas em relação à projeção anterior.
De acodo com análise da empresa, o avanço da colheita da segunda safra revelou grandes produtividades médias em diversos dos principais estados produtores do centro-sul do país, o que, somado a uma área maior, levou a um recorde de produção na chamada “safrinha”.
Segundo o coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, Luiz Roque, o clima positivo registrado na maior parte do desenvolvimento das lavouras da segunda safra compensou o risco trazido pelo atraso da semeadura, que iniciou e terminou em um período considerado fora do ideal devido aos atrasos registrados no plantio e na colheita da soja.
“Diante disso, os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás registraram produtividades superiores a 100 sacas por hectare, garantindo uma grande produção”, afirma.
Roque informa que os trabalhos de colheita dessa supersafra estão na reta final, o que indica que quase toda a produção de milho brasileira da temporada 2024/25 já está disponível no mercado. Até o dia 29 de agosto, 97% das lavouras da segunda safra do Centro-Sul do país estavam colhidas.
Comercialização do milho
Em relação à comercialização, os dados atuais apontam para uma venda mais lenta por parte dos produtores em relação ao mesmo período do ano anterior e à média das últimas cinco safras para este período.
“Esse fato liga um sinal de alerta para a ponta vendedora devido ao grande volume disponível para negociação nos próximos meses. Até o início de agosto, aproximadamente 43% da segunda safra de milho estava comercializada. Em mesmo período do anterior o percentual era 48%, enquanto a média de cinco safras para o período é de 50%”, diz o coordenador.
Segundo Roque, no lado da demanda, o destaque vai para o forte crescimento do consumo de milho para a produção de biocombustível nesta temporada, com novas indústrias entrando em operação.
“A estimativa da Hedgepoint aponta para uma demanda de 23,7 milhões de toneladas de milho destinada à produção de etanol na temporada 2024/25, com aumento importante frente às 17,4 milhões de toneladas da temporada anterior”, afirma.
A CNN Brasil realizou na noite da última segunda-feira (8), em São Paulo, a edição especial do CNN Talks – “Potência Verde”, que reuniu lideranças dos setores público e privado para discutir agricultura regenerativa, bioenergia e clima.
O diálogo cobriu temas que estarão em foco na cúpula mundial do clima e teve como objetivo fomentar o debate sobre soluções sustentáveis para o agronegócio.
Produção, preservação e os “novos refugiados”
No painel inicial, Izabella Teixeira reforçou a importância da agricultura tropical como ferramenta de combate às mudanças climáticas.
“A agricultura é a solução para essa agenda, não o problema, como alguns insistem em dizer. O setor agro tem uma grande responsabilidade para a transformação da economia global, tendo a natureza como uma grande aliada […]”.
Ela complementa dizendo que a agricultura tropical do Brasil é um ativo, servindo como exemplo para redução de emissões e ressalta também a importância de superar o obstáculo da conciliação entre produção e preservação no país.
A ex-ministra do Meio Ambiente destacou ainda as expectativas para os avanços que podem ser promovidos a partir da COP30, que acontecerá em novembro, em Belém.
“Essa COP vai expor a necessidade de se olhar para os refugiados climáticos. Na agenda, a questão social também é indispensável. É preciso ter uma sinergia de visões sobre os vários “Brasis” que existem hoje, para entender como as plataformas de ESG podem colaborar com as mudanças, especialmente no aspecto social”, reforçou.
Bons indicadores ofuscados pelo desmatamento
Para João Paulo Capobianco, Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Brasil segue sendo uma “potência verde”, mas que perde visibilidade pela alta reincidência de desmatamento.
“Mesmo que tenhamos reduzido o nível em todos os biomas, incluindo o Cerrado, que muitos consideravam ser impossível, o desmatamento segue elevado, comprometendo a visão do mundo sobre os bons indicadores que temos no cenário internacional […]”.
O secretário também acredita que um dos caminhos é continuar investindo em uma agenda que inclua os produtores rurais, tendo em vista a remuneração para o sequestro de carbono.
Eletrificação de veículos e uso do etanol
Durante discussão focada na transição energética, João Irineu Medeiros, executivo da Stellantis, reforçou que o cenário em que carros elétricos compartilham espaço com veículos movidos a etanol pode ser a melhor alternativa na jornada da descarbonização.
“Precisamos ampliar a visão sobre combustível renovável. Hoje, mais de 30% da frota brasileira roda com etanol, que equivale aos veículos elétricos quando falamos de emissões de carbono”, disse.
Cesar Barros, CEO e presidente do Centro de Tecnologia Canavieira, destacou como a eficiência na produção da cana-de-açúcar pode colaborar e gerar oportunidades neste trabalho.
“A cana pode ser ainda mais explorada do que é hoje, colaborando para a criação de uma cultura produtiva mais resiliente e que tolere as mudanças no clima. É factível multiplicar a produtividade sem aumentar a área cultivada da cana-de-açúcar”, salientou.