sexta-feira, maio 1, 2026

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Chuva e frio diminuem, e temperaturas sobem em todo o país; veja a previsão do tempo



O sistema de alta pressão associado à massa de ar polar deve garantir a condição de tempo firme e as temperaturas mais amenas em boa parte dos três estados da região Sul nesta quarta-feira (10). Ainda nas primeiras horas da manhã, haverá chance para formação de geada em alguns pontos da serra gaúcha, parte do interior catarinense e no sul paranaense.

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Apesar disso, ao longo do dia, os termômetros voltam a se elevar gradativamente. Destaque para a metade norte do Paraná, que já deve registrar temperaturas mais elevadas e alerta de baixa umidade do ar no período da tarde. Porto Alegre Florianópolis devem contar com dia de sol entre poucas nuvens e temperaturas ainda mais baixas. Em Curitiba, os termômetros sobem um pouco mais, com atenção para a grande amplitude térmica ao longo do dia.

No Sudeste, o predomínio será de sol entre algumas nuvens em todos os estados da região, sem a expectativa de chuva significativa em nenhuma das áreas. Apesar disso, a circulação de ventos mais frescos e umidade devem favorecer um dia com temperaturas mais amenas no leste de São Paulo e em algumas áreas do Rio de Janeiro.

Por outro lado, o interior paulista e mineiro continuam com calor intenso e alerta de baixa umidade do ar no período da tarde. Em algumas cidades entre o norte paulista e o triângulo mineiro podem contar com máximas acima de 35ºC e índices de umidade abaixo dos 12%.

Enquanto no Centro-Oeste, o padrão também deverá seguir com tempo firme, calor intenso e alerta de baixa umidade do ar. A circulação de ventos em níveis mais elevados da atmosfera deverá manter o predomínio de ar seco e impedir o ingresso de umidade sobre a região, o que por sua vez mantém a presença do sol ao longo do dia.

As máximas voltam a ser destaque no Mato Grosso, norte de Mato Grosso do Sul e Goiás, com termômetros podendo bater os 40ºC em algumas regiões – incluindo a capital mato-grossense, Cuiabá. No período da tarde, os índices de umidade relativa do ar devem variar entre limiares de alerta (abaixo de 20%) e até mesmo emergenciais (abaixo de 12%).

Já no Nordeste, a circulação de ventos em níveis mais elevados da atmosfera deve contribuir para o enfraquecimento das instabilidades na costa leste e o maior predomínio da condição de tempo firme e seco em boa parte da região. Ainda assim, não estão descartados eventuais episódios de pancadas isoladas de chuva fraca entre o litoral norte da Bahia e de Pernambuco.

No interior nordestino, o padrão continua sendo de tempo firme, com sol, calor e baixa umidade do ar no período da tarde. Matopiba segue com a presença de calor intenso e índices abaixo de 20% durante as horas mais quentes do dia.

E no Norte, as instabilidades devem seguir atuando sobre o Amazonas, oeste do Pará e do Acre, além de boa parte do estado de Roraima. O sol ainda aparece em parte do dia nessas áreas, mas há risco de chuva forte no decorrer das horas. Pode chover de maneira isolada também no norte de Rondônia. Por outro lado, no Amapá, nas demais regiões do Pará e no Tocantins, o padrão de tempo segue o mesmo: sol e bastante calor. No Tocantins, o período da tarde continua reservando o alerta para baixa umidade do ar.



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Valorização semanal é a maior em quase um ano



Cenário reduziu ainda mais a oferta de matéria-prima


Foto: Canva

Enquanto parte dos produtores seguiu retraída ao longo da última semana, devido à baixa rentabilidade das raízes mais novas (com até 15 meses), outros reduziram as entregas diante do clima seco predominante nas regiões acompanhadas pelo Cepea.

Esse cenário reduziu ainda mais a oferta de matéria-prima e manteve os preços em alta, com a média semanal registrando o maior avanço desde o fim de outubro do ano passado, conforme apontam levantamentos do Centro de Pesquisas. Entre 1º e 5 de setembro, o preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 467,43 (equivalente a R$ 0,8129/grama de amido), elevação de 2,9% frente ao da semana anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, porém, o atual valor está 18,4% abaixo, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). 





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Mercado do carioca se sustenta; feijão preto segue pressionado



Oferta de feijão preto continua superior à demanda


Foto: Canva

Neste começo de setembro, os valores do feijão carioca seguem firmes, sustentados sobretudo pela oferta limitada de grão de qualidade. Segundo pesquisadores do Cepea, a umidade destes feijões, em especial, tem sido um critério decisivo, já que níveis abaixo do exigido pela indústria geram prejuízos no beneficiamento. Já quanto ao grão preto, as cotações seguem pressionadas.

De acordo com pesquisadores do Cepea, apesar da entressafra, a oferta de feijão preto continua superior à demanda, mantendo os valores abaixo da média (que considera o início da série histórica do Cepea, em setembro/24, até o começo de setembro/25). No front externo, as exportações brasileiras seguem em patamares recordes: entre setembro/24 e agosto/25, somaram 459,92 mil toneladas, sendo 58,41 mil t somente em agosto. Já as importações, no acumulado de 12 meses, registraram baixo volume, de apenas 15,25 mil t, sendo 1,32 mil t em agosto.





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Safra 2025/2026 de milho deve crescer 9,45% no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (4), a área plantada de milho no Rio Grande do Sul deve atingir 785.030 hectares na safra 2025/2026. A produtividade tende a permanecer praticamente estável, estimada em 7.376 quilos por hectare, com variação de -0,03% em relação ao ciclo anterior. A produção deve alcançar 5.789.995 toneladas, crescimento de 9,45% em relação ao período passado, impulsionado pelo aumento da área cultivada.

Na safra 2024/2025, o milho alcançou produtividade média de 7.378 quilos por hectare, com produção total de 5.290.051 toneladas em uma área de 718.190 hectares, conforme dados do IBGE.

O avanço na nova temporada é atribuído à boa renda por unidade de área obtida no último ciclo, ao apoio de programas estatais, à possibilidade de cultivos sucessivos e à manutenção das cotações acima do ano anterior, mesmo em patamares inferiores aos históricos.

A semeadura apresenta ritmos distintos nas regiões, de acordo com condições de solo, relevo e regime térmico. As chuvas de agosto e início de setembro favoreceram a umidade em grande parte das áreas, garantindo germinação uniforme. Em regiões de maior altitude, o avanço é mais lento devido ao frio residual.

Nas áreas implantadas, as lavouras apresentam estande adequado e baixa incidência de pragas e doenças. Há, contudo, registros localizados da cigarrinha-do-milho, principalmente no Noroeste do Estado, exigindo monitoramento.

As estimativas regionais indicam cenários distintos. Em São Borja, dos 22 mil hectares previstos, 16,5 mil já foram semeados, enquanto em Santa Margarida do Sul as chuvas intensas obrigaram ao replantio de cerca de 150 hectares. Em Caxias do Sul, o cultivo deve atingir 93.020 hectares, com produtividade projetada em 7.546 quilos por hectare. Em Erechim, a projeção é de 39.902 hectares e rendimento médio de 8.745 quilos por hectare.

Em Ijuí, a área estimada é de 87.048 hectares, com produtividade média de 9.350 quilos por hectare. A semeadura já supera 60% da área prevista, embora parte das lavouras ainda esteja em emergência inicial. Em Santa Rosa, maior região produtora, são projetados 137.501 hectares, com rendimento médio de 8.240 quilos por hectare. Há, no entanto, presença inicial da cigarrinha-do-milho em algumas localidades, o que pode demandar controle imediato.

Outras regiões, como Soledade, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre e Santa Maria, também avançam no plantio, com produtividade variando conforme as condições locais de clima e solo.





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Expointer marca início de nova etapa na parceria entre RS e Itália


Foi inaugurado na última semana o Espaço Itália na Expointer 2024, no Pavilhão Internacional, em Esteio (RS). A iniciativa, promovida pelo Consulado-Geral da Itália em Porto Alegre e pela Câmara de Comércio Italiana do Rio Grande do Sul, tem como objetivo estreitar os laços econômicos, culturais e institucionais entre o estado e o país europeu.

Segundo informações divulgadas pelos organizadores, o evento contou com a presença do governador Eduardo Leite, do cônsul-geral Valerio Caruso e do presidente da Câmara de Comércio Italiana e CEO da Be8, Erasmo Battistella, além de secretários estaduais, empresários e representantes da comunidade ítalo-gaúcha.

Um dos anúncios mais aguardados durante a cerimônia foi a confirmação de uma missão oficial à Itália, prevista para outubro. A comitiva, liderada pelo governador, deverá cumprir agendas em Roma e outras cidades italianas, com encontros na embaixada brasileira, reuniões em ministérios e rodadas de negócios com representantes do setor produtivo. Entre os temas centrais está a criação de um voo direto entre Porto Alegre e Roma ou Milão, medida considerada estratégica para ampliar investimentos, turismo e intercâmbio cultural.

O governador Eduardo Leite destacou que a iniciativa simboliza não apenas a celebração da herança cultural italiana no Rio Grande do Sul, mas também uma oportunidade concreta de ampliar parcerias. “É uma celebração das nossas raízes, mas também um compromisso com o presente e o futuro. Queremos transformar essa relação em novas parcerias, investimentos e desenvolvimento econômico”, afirmou.

O cônsul Valerio Caruso reforçou a importância da iniciativa, lembrando que a ida da comitiva gaúcha à Itália terá forte peso diplomático. “Será recebida como um gesto de amizade e cooperação. Temos muito a ganhar ao aprofundar essa relação bilateral”, destacou.

O estande italiano, com cerca de 100 m², foi projetado como um espaço de negócios e networking. Mais de 20 empresas italianas e ítalo-brasileiras participam da exposição, apresentando inovações nos setores agroindustrial, de mecanização e de serviços. O local também faz parte das comemorações dos 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, a serem celebrados em 2025. Entre os atrativos do espaço está o lançamento do NOVA Espumante Branco Seco Trebbiano Toscano – Edizione Speciale, elaborado pela Vinícola Nova Aliança, escolhido como o rótulo oficial das festividades do sesquicentenário da imigração.





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Norte e Sul terão mais chuva, mas Centro-Sul do Brasil segue em alerta de seca


O agronegócio brasileiro deve se preparar para uma semana marcada por contrastes climáticos que podem impactar diretamente as lavouras em diferentes regiões do país. Enquanto áreas do Norte e do Sul receberão volumes expressivos de chuva, o Centro-Oeste, o Sudeste e boa parte do Nordeste seguirão sob condições de estiagem e baixa umidade relativa do ar, o que exige atenção redobrada dos produtores.

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as instabilidades devem se concentrar no norte e sudoeste do Amazonas, com previsão de volumes que podem superar 60 mm, chegando a 80 mm no centro-norte do estado. Já no Pará, Tocantins, Amapá e sul de Rondônia, o cenário é oposto, com ausência de chuva ao longo da semana e queda na umidade relativa do ar para índices abaixo de 30%.

Na Região Nordeste, o cenário é de tempo firme na maior parte dos estados, com destaque para a redução da umidade no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. Nessas áreas, os valores podem cair abaixo de 30%, o que eleva o risco de estresse hídrico nas lavouras e de queimadas. Nas áreas litorâneas, as precipitações previstas não devem ultrapassar 10 mm, mantendo condições de pouca relevância para a agricultura.

O Centro-Oeste segue como uma das regiões mais afetadas pela estiagem. A previsão do Inmet aponta ausência de chuva em praticamente todos os estados, acompanhada de baixa umidade relativa do ar, especialmente em Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A falta de precipitações pode comprometer a recuperação dos solos e atrasar o planejamento agrícola da próxima safra.

No Sudeste, a situação é semelhante. A maior parte da região deve enfrentar dias de tempo estável, com volumes de chuva restritos ao Espírito Santo e ao leste de Minas Gerais, onde não devem ultrapassar 10 mm. No Triângulo Mineiro e em grande parte do estado de São Paulo, a baixa umidade abaixo de 30% tende a intensificar a preocupação com o armazenamento de água no solo e aumentar os riscos de incêndios em áreas rurais.

Já no Sul do país, a previsão é de volumes mais significativos. No sudoeste do Rio Grande do Sul, os acumulados podem chegar a 100 mm, enquanto em Santa Catarina, especialmente nas regiões Serrana e do Vale do Itajaí, os volumes devem alcançar até 50 mm. Apesar da chuva, o Inmet também destaca baixos índices de umidade no centro-norte do Paraná, o que pode trazer dificuldades para culturas em desenvolvimento.

O excesso de chuva no Norte pode dificultar operações de colheita e transporte, enquanto a estiagem no Centro-Sul pode agravar a necessidade de irrigação e comprometer o preparo do solo para o plantio. No Sul, embora a chuva seja positiva para a reposição hídrica, volumes elevados em áreas pontuais também podem afetar a qualidade de algumas lavouras.

 





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Semana terá chuva acumulada de 100 mm em duas regiões do país


A previsão do tempo até a próxima segunda-feira (15) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva volumosa em algumas regiões e a completa ausência dela em outras. Confira:

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Sul

Ao longo da semana, são previstos acumulados de até 100 mm de chuva no sudoeste do Rio Grande do Sul (tons em amarelo e vermelho no mapa abaixo) e volumes de até 50 mm na porção entre as mesorregiões de Serrana e Vale do Itajaí, em Santa Catarina (verde). No restante da região, com exceção do centro-norte paranaense, o Inmet indica precipitações de até 10 mm (azul e cinza). Destaca-se, ainda, a baixa umidade relativa abaixo de 30% prevista no centro-norte do Paraná durante os próximos dias.

Sudeste

A previsão indica ausência de chuva para a maior parte dos estados do Sudeste. Contudo, volumes de até 10 mm são previstos em todo o Espírito Santo e leste de Minas Gerais (azul e cinza). Ressalta-se, também, a umidade relativa abaixo de 30% prevista para os próximos dias nas regiões do Triângulo Mineiro e grande parte do estado de São Paulo.

Centro-Oeste

mapa de chuva
Foto: Reprodução

A previsão do Inmet mostra tempo estável, com ausência de chuva em praticamente todos os estados (áreas em branco). Destaca-se, também, a previsão de umidade relativa abaixo de 30% em toda a região para os próximos dias, principalmente no centro-sul de Goiás, centro norte de Mato Grosso do Sul e em praticamente todo o Mato Grosso.

Nordeste

Não há previsão de chuva ao longo da semana, com tendência de redução da umidade relativa do ar, especialmente na porção sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, onde os valores ficam abaixo de 30%. Já na parte litorânea da região os volumes de chuva permanecem abaixo de 10 mm (azul).

Norte

Áreas de instabilidade deverão se concentrar na porção norte e sudoeste do Amazonas, com volumes que podem superar 60 mm (amarelo e laranja). Os maiores acumulados de chuva, da ordem de 100 mm, são previstos para o centro-norte do Amazonas. Em contraste, em grande parte do Pará, Tocantins, Amapá e sul de Rondônia não há previsão de chuva ao longo da semana. No sul do Pará, Tocantins e extremo sul de Rondônia a tendência é de redução da umidade relativa do ar, que poderá atingir níveis inferiores a 30%.



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Escondidas no meio de repolho, 683 caixas de vinho são apreendidas em área rural



A Polícia Militar do Paraná (PMPR) apreendeu um caminhão carregado com uma grande quantidade de mercadorias ilegais, incluindo caixas de vinho oriundas da Argentina.

A ação, realizada na noite de segunda-feira (8), ocorreu durante ação da equipe da Patrulha Rural na Linha São José, zona rural do município de Pranchita, no sudoeste paranaense.

Após encontrarem o veículo, que transitava na contramão e transportava repolho, uma mercadoria incomum para a região, os policiais realizaram a abordagem.

Durante a vistoria, foi encontrado um fundo falso onde estavam escondidas 683 caixas de vinho, encobertas por 169 sacas de repolho. Também foram encontradas outras mercadorias que não foram declaradas, como azeitonas, azeite balsâmico e espumantes.

O motorista do caminhão foi preso em flagrante. O veículo e toda a carga foram encaminhados à Receita Federal de Santo Antônio do Sudoeste, enquanto o condutor foi encaminhado à Polícia Federal.



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Exportações de café brasileiro caem 17,5% no volume, mas aumentam em receita


O Brasil exportou 3,144 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos café em agosto de 2025, queda de 17,5% na comparação com os 3,813 milhões do mesmo mês do ano passado, de acordo com relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores Café do Brasil (Cecafé).

A receita cambial, por sua vez, cresceu 12,7% no mesmo intervalo comparativo, saltando para US$ 1,101 bilhão.

A queda no montante embarcado já era aguardada, conforme avalia o presidente da entidade, Márcio Ferreira, devido ao país vir de exportações recordes em 2024 e possuir menor disponibilidade de café em função de uma safra que ficou aquém de seu potencial máximo produtivo.

Ele comenta, ainda, que o tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump sobre os cafés do Brasil a serem exportados para os Estados Unidos potencializou essa redução.

“Os EUA deixaram de ser os maiores compradores de nosso café em agosto, descendo para o segundo lugar, com 301 mil sacas importadas – de negócios realizados antes da vigência do tarifaço –, o que implicou queda de 46% ante o mesmo mês de 2024 e de 26% contra julho deste ano. Assim, os norte-americanos ficaram atrás da Alemanha, que importou 414 mil sacas no mês passado”, revela.

Volatilidade nos preços do café

Ferreira analisa que o tarifaço também afetou o mercado internacional do café, trazendo muita volatilidade aos preços e fazendo com que as cotações disparassem.

“Os fundamentos já são favoráveis para a alta há algumas safras, com oferta e demanda muito ajustadas ou mesmo com déficit de oferta, devido a adversidades climáticas nos principais produtores, em especial no Brasil, mas o tarifaço desordenou o mercado e deu abertura para movimentos especulativos”, afirma.

Ele completa que, de 7 de agosto, quando entrou em vigência a taxação, até o fechamento do mês passado, o café arábica subiu 29,7% na Bolsa de Nova York, saindo de US$ 2,978 por libra-peso para US$ 3,861.

“Se o tarifaço persistir, além de as exportações de café do Brasil seguirem inviáveis aos EUA, os consumidores americanos também enfrentarão preços onerosos para degustar sua bebida favorita, uma vez que não há oferta de outros países para suprir a ausência brasileira no mercado dos Estados Unidos, criando-se, assim, um cenário inflacionário por lá”, projeta.

Exportações ao longo do ano

Também de acordo com o relatório estatístico mensal do Cecafé, o Brasil embarcou 25,323 milhões de sacas no acumulado entre janeiro e o fim de agosto deste ano, apresentando uma queda de 20,9% na comparação com o volume remetido ao exterior nos mesmos oito meses de 2024.

Já a receita cambial é recorde para esse intervalo, saltando para US$ 9,668 bilhões no acumulado de 2025.

“O cenário, tanto em agosto quanto no acumulado do ano, não é tão distinto, com a queda no volume já esperada pela menor oferta após os embarques recordes em 2024, bem como maiores ingressos de divisas ao caixa do Brasil devido a maiores cotações internacionais, impulsionados pelo equilíbrio entre oferta e demanda há anos e, agora, potencializados pelo tarifaço”, destaca.

Principais destinos

xícara de caféxícara de café
Foto: Pixabay

Mesmo com a queda nas compras em agosto, no acumulado dos oito primeiros meses de 2025, os norte-americanos permanecem como o principal importador do produto brasileiro:

  • Estados Unidos: 4,028 milhões de sacas, queda de 20,8% na comparação com o intervalo de janeiro ao fim de agosto de 2024;
  • Alemanha: importação de 3,071 milhões de sacas (-32,9%)
  • Itália: 1,981 milhão de sacas (-23,6%);
  • Japão: 1,671 milhão de sacas (+15,6%); e
  • Bélgica: 1,517 milhão de sacas (-48,3%)

Tipos de café

Nos primeiros oito meses de 2025, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com a remessa de 20,209 milhões de sacas ao exterior, montante que equivale a 79,8% do total e implica queda de 13% frente a idêntico intervalo anterior.

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com embarques equivalentes a 2,570 milhões de sacas (10,1% do total), seguido pelo segmento do café solúvel, com 2,508 milhões de sacas (9,9%), e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 36.700 sacas (0,1%).

As exportações brasileiras dos cafés que possuem certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior totalizaram 5,1 milhões de sacas no acumulado dos oito primeiros meses de 2025, o que corresponde a 20,1% dos embarques de todos os tipos de café nesse período, mostra o relatório do Cecafé.

Contudo, esse volume implica queda de 9,3% na comparação com as remessas ao exterior registradas entre janeiro e agosto do ano passado.

Com preço médio de US$ 427,05 por saca, a receita cambial com os embarques do produto diferenciado chegou a US$ 2,178 bilhões, o que equivale a 22,5% do total obtido com todos os embarques nos oito primeiros meses deste ano. Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, o valor é 54,2% superior.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, aparecem os seguintes países:

  • Estados Unidos: compra de 893.651 sacas, o equivalente a 17,5% do total desse tipo de produto exportado;
  • Alemanha: 656.585 sacas (12,9%);
  • Bélgica: 579.954 sacas (11,4%);
  • Holanda (Países Baixos): 428.540 sacas (8,4%); e
  • Itália: 332.700 sacas (6,5%)

O levantamento do Cecafé mostra, também, que o Porto de Santos permanece como o principal exportador dos cafés do Brasil no acumulado de 2025, com o embarque de 20,310 milhões de sacas e representatividade de 80,2% nos oito primeiros meses do ano.

Na sequência, vêm o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 15,8% ao enviar 4,010 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 245.100 sacas e tem representatividade de 1%.



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Preços da soja hoje seguem em alta mesmo com queda de Chicago


O mercado brasileiro de soja teve um dia de negócios moderados, com volumes discretos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Thiago Oleto, apesar do recuo nas cotações de Chicago, a leve apreciação do dólar resultou em spreads positivos nas operações domésticas.

“A presença ativa da indústria aportou liquidez ao mercado, remunerando ofertas e viabilizando transações, enquanto os prêmios se mantiveram firmes, sustentando a atratividade econômica das vendas”, destacou.

  • Passo Fundo (RS): aumentou de R$ 135 para R$ 135,50
  • Santa Rosa (RS): de R$ 136 para R$ 136,50
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,50 para R$ 142
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): alta de R$ 141 para R$ 141,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 128 para R$ 129
  • Dourados (MS): estabilizou em R$ 128
  • Rio Verde (GO): foi de R$ 126 para R$ 127

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos.

O dia foi de ajustes, com os agentes posicionando suas carteiras frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve indicar corte na projeção de safra dos Estados Unidos em 2025/26.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra norte-americana em 2025/26 deverá ficar em 4,273 bilhões de bushels, contra 4,292 bilhões previstos em agosto.

Para os estoques de passagem, a previsão é de um número de 293 milhões de bushels para 2025/26, contra 290 milhões projetados em agosto. Para 2024/25, a aposta é de um corte, passando dos 330 milhões indicados em julho para 327 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 125,6 milhões de toneladas. Em agosto, o número ficou em 125,2 milhões.

Para o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 125,4 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões projetados em agosto.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,31%, a US$ 10,31 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,50 1/2 por bushel, com baixa de 3,25 centavos ou 0,30%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 3,00 ou 1,05%, a US$ 289,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,48 centavos de dólar, com perda de 1,08 centavo ou 2,09%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,4358 para venda e a R$ 5,4338 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4144 e a máxima de R$ 5,4394.



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