sexta-feira, maio 1, 2026

Agro

News

Com supersafras no Brasil e nos EUA, soja e milho devem iniciar ciclo de baixa



A combinação de safras recordes nos Estados Unidos e no Brasil, somada a um real valorizado e a incertezas na demanda chinesa, dão sinais de um ciclo de baixa aos preços das commodities agrícolas, em especial soja e milho.

A afirmação é do consultor Agribusiness na FlowInvest Eduardo Anastácio Jr. Ele lembra que, no Brasil, a soja CIF Paranaguá segue em torno de R$ 140 por saca, praticamente no mesmo nível do ano passado. “Esse aparente equilíbrio, no entanto, esconde pressões estruturais”, adverte.

Isso porque o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu último relatório, projeta que a safra 2025/26 norte-americana da oleaginosa seja de 116,8 milhões de toneladas, ao passo que o ciclo do cereal deve atingir o recorde de 425 milhões de toneladas.

Demanda chinesa

O órgão aponta, ainda, que os estoques finais de milho devem alcançar 53,8 milhões de toneladas, o maior patamar em cinco anos. Assim, com a colheita norte-americana ganhando força nas próximas semanas, a demanda ganha papel de destaque.

Neste cenário, os holofotes se dirigem à China. “Tradicionalmente, cerca de três quartos da soja exportada no mundo têm como destino o país asiático. Em 2024, suas importações ficaram em 112 milhões de toneladas, e a projeção para 2025 é de 106,5 milhões de toneladas, segundo o USDA”, destaca Anastácio Jr.

A redução do apetite chinês se deve à diminuição de seu rebanho suíno e às tensões comerciais com Washington.

“Até o momento, Pequim concentrou suas compras no Brasil e na Argentina, deixando de adquirir volumes significativos dos Estados Unidos. Esse movimento tem ajudado a sustentar os preços locais, mas caso se prolongue, pode levar os Estados Unidos a acumular excedentes capazes de pressionar os contratos futuros na Bolsa de Chicago”, considera o consultor da FlowInvest.

De acordo com ele, o milho sofre menos influência direta da China, já que suas importações variam de quatro a 23 milhões de toneladas, dependendo da produção local. “Contudo, o impacto indireto de uma safra farta nos Estados Unidos e da falta de demanda chinesa pode intensificar a pressão global”, salienta.

Oferta brasileira

Em momentos de excesso de estoque, é comum um ajuste do lado da oferta, mas isso não tem ocorrido. Pelo menos no que se refere à soja: de acordo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 de soja deve alcançar 175 milhões de toneladas, frente às 169 milhões do ciclo anterior.

Anastácio Jr. lembra que o câmbio é outro fator de peso. “Como as commodities são precificadas em dólar, a conversão para o real impacta diretamente a rentabilidade do produtor. O real está na faixa de R$ 5,40, após se valorizar cerca de 12% em 2025, sustentado pelo fluxo de capital estrangeiro atraído por uma Selic em 15% ao ano. Essa valorização reduz o ganho dos exportadores, mesmo em um cenário de preços internacionais estáveis”, alerta.

De acordo com ele, a próxima janela de oportunidade para valorização pode vir do clima no Brasil, entre setembro e o final do ano.

“Eventos climáticos adversos poderiam reduzir a produção e sustentar as cotações. No entanto, se a safra se desenvolver sem grandes problemas, a tendência é de pressão contínua: a expansão da oferta neutraliza qualquer aumento de consumo estimulado por preços mais baixos.”

O consultor destaca que no cenário macroeconômico também não há sinais de mudança relevante. “O governo segue sem indicar cortes de gastos capazes de abrir espaço para uma queda mais acentuada nos juros, o que poderia levar a uma desvalorização do real”, pondera.

De modo geral, soja e milho enfrentam um cenário de abundância de produção, incerteza na demanda chinesa e moeda doméstica valorizada. Anastácio Jr. reforça que a única variável de curto prazo capaz de alterar essa equação é o clima. “Até lá, produtores e investidores devem se preparar para um mercado pressionado, sem muito espaço para valorização”, conclui.



Source link

News

Governo brasileiro nomeia 14 novos adidos agrícolas



Na última segunda-feira (8), foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) o decreto presidencial que designa 14 novos nomes para o cargo de adidos agrícolas, em substituição aos atuais, nas representações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) junto a missões diplomáticas brasileiras no exterior.

Foram nomeados os seguintes representantes:

  • Rodrigo de Almeida para a embaixada do Brasil em Pretória na África do Sul;
  • Caio Simão para Riade, Arábia Saudita;
  • Juçara Duarte para Buenos Aires, Argentina;
  • Eduardo Magalhães para Camberra, Austrália;
  • Alessandro Cruvinel para Ottawa, Canadá;
  • Tiago Oliveira para Seul, República da Coreia;
  • Barbara Cordeiro para integrar a delegação brasileira junto às organizações internacionais econômicas sediadas em Paris, França;
  • Roberto Razera para Nova Delhi, Índia;
  • Carlos Turchetto para Jacarta, Indonésia;
  • André Okubo para Tóquio, Japão;
  • Luna Alves para o México, Estados Unidos;
  • Andréa Figueiredo para integrar a delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras organizações econômicas em Genebra, Suíça;
  • Lucas Moraes para Bangkok, Tailândia;
  • Mirela Eidt para Hanói, Vietnã.

“O presidente Lula nos confiou a missão estratégica de ampliar o portfólio de exportações do Brasil. Aqui no Mapa trabalhamos incessantemente para fortalecer e estabelecer novas parcerias diplomáticas e comerciais que abram mercados para os nossos produtos. A nomeação dos novos adidos fortalecerá esse trabalho e gerará novas oportunidades”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O objetivo é que a atuação dos adidos agrícolas fortaleça as relações comerciais internacionais do Brasil, permitindo o crescimento e o acesso a novos mercados para os produtos da agropecuária nacional.

O posto tem prazo de quatro anos, contado a partir da data de apresentação à representação diplomática.

As adidâncias

Atualmente, o Brasil conta com adidos agrícolas em 38 representações no exterior, localizadas nos seguintes países e orgãos:

  • África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China (com dois adidos);
  • Colômbia, Coreia do Sul, Egito, Estados Unidos da América, França (Delegação do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas na França);
  • Índia, Indonésia, Itália (Delegação Permanente junto à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e organismos internacionais)
  • Japão, Marrocos, México, Suíça (Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras organizações econômicas em Genebra);
  • Peru, Reino Unido, Rússia, Singapura, Tailândia, Bélgica (Missão do Brasil junto à União Europeia em Bruxelas – dois adidos) e Vietnã.



Source link

News

Sindicato defende que termo ‘leite’ seja exclusivo de produtos de origem animal



Em audiência pública realizada na terça-feira (9), o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS) apoiou o Projeto de Lei 10.556/2018, cujo objetivo é assegurar que a palavra “leite” seja usada exclusivamente em produtos de origem animal.

“Trata-se de assegurar que o consumidor tenha clareza sobre o que está adquirindo. Leite é alimento de origem animal, e essa diferenciação precisa estar expressa”, destacou o secretário-executivo da entidade, Darlan Palharini.

De acordo com ele, algumas marcas de produtos vegetais se apropriam de imagens e de termos próprios dos laticínios em seus rótulos. “Isso gera confusão para o consumidor, desvaloriza e ameaça a sustentabilidade do setor lácteo, além de prejudicar os produtores”, reforçou.

No debate, realizado na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços, o Sindilat indicou ainda que produtos vegetais precisam de rotulagem clara. Segundo Palharini, as bebidas vegetais devem ser comercializadas com denominações próprias, não como substitutas do leite.

Para ele, os rótulos devem destacar a ausência de leite no produto e indicar a composição e os alergênicos de forma evidente.

A audiência atendeu ao requerimento do deputado federal Heitor Schuch (RS) e reuniu representantes do ramo do leite de todo o Brasil, como a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) e a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) e de outros órgãos no debate do projeto de autoria da deputada federal Tereza Cristina (MS).



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Colombianos conhecem iniciativas do Fundecitrus no combate ao greening e CVC


O Fundecitrus recebeu, na última quinta-feira (28), a visita de pesquisadores da Corporación Colombiana de Investigación Agropecuaria – Agrosavia, da Colômbia, que vieram conhecer de perto a citricultura brasileira. Participaram da visita o fitotecnista Maurício Martinez e a fitopatologista Nubia Murcia.

Durante o encontro, os visitantes colombianos conheceram as principais iniciativas do Fundecitrus nas áreas de pesquisa e sustentabilidade, com foco no manejo do greening e da Clorose Variegada dos Citros (CVC). O objetivo da visita foi aprofundar conhecimentos e levar modelos de pesquisa e estratégias bem-sucedidas desenvolvidas no Brasil para adaptar junto aos produtores de citros na Colômbia.

A Agrosavia é uma entidade pública colombiana, de caráter científico e técnico, sem fins lucrativos, responsável pela geração de conhecimento e desenvolvimento tecnológico no setor agrícola, que tem o objetivo de melhorar a competitividade, garantir a sustentabilidade dos recursos naturais e fortalecer a capacidade científica do país, contribuindo para a qualidade de vida da população.

Pela manhã, os pesquisadores visitaram os laboratórios de Diagnóstico, Biotecnologia, Interação Vetor-Planta-Patógeno, Ecologia Química e Comportamento de Insetos, além de participarem de palestras técnicas com pesquisadores do Fundecitrus. No período da tarde, os representantes da Agrosavia apresentaram um panorama da citricultura colombiana à equipe da instituição.

O pesquisador do Fundecitrus Juan Arenas destacou a importância da cooperação internacional no enfrentamento das pragas e doenças que afetam a citricultura. “Assim como o Brasil, a Colômbia também enfrenta desafios com pragas e doenças que comprometem a produção de citros, como o greening. A troca de experiências, tecnologias e estratégias de manejo entre as instituições fortalece o combate a essas doenças. Parcerias como essa constroem pontes de conhecimento que beneficiam toda a cadeia citrícola na América Latina”, afirma.

Os visitantes estavam acompanhados do pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Bahia) Walter Soares. Com o apoio da Embrapa, eles estão conhecendo variedades de citros cultivadas no Brasil. “A citricultura brasileira é referência mundial, principalmente no combate ao greening, e atrai pesquisadores de outros países. Essa troca de conhecimento é essencial para o avanço das pesquisas”, destaca.

De acordo com o fitotecnista Maurício Martinez, o greening está presente na Colômbia há oito anos e, agora, os primeiros casos de CVC também começaram a surgir. “Conhecer uma instituição como o Fundecitrus, que atua em pesquisa, é essencial para darmos continuidade ao nosso trabalho. Na Colômbia, os pequenos produtores lideram o mercado de citros. Por isso, vamos levar tudo o que aprendemos no Brasil para que as estratégias de manejo sejam aplicadas da forma correta”, explica.

Também participaram da visita o pesquisador do Fundecitrus Renato Bassanezi, o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Eduardo Girardi e o consultor do Fundecitrus e pesquisador Silvio Lopes.

Durante a semana, os pesquisadores colombianos visitaram pomares comerciais, cooperativas e packing house. Na sexta-feira (29), visitaram o Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Congresso chileno traz visita de viveiristas ao Fundecitrus



Congresso é considerado uma oportunidade estratégica para o setor


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a visita de cerca de 30 viveiristas e profissionais da área de diferentes países, que vieram conhecer de perto os trabalhos desenvolvidos pela instituição. A passagem pelo Brasil integrou a programação preliminar do Congresso Internacional de Viveiristas, realizado em Viña del Mar, no Chile.

O grupo era composto por profissionais da Austrália, Estados Unidos, Egito, África do Sul, Holanda, Chile, Argentina entre outros. Durante a visita, eles conheceram os laboratórios de Diagnóstico, Biotecnologia, Ecologia Química e Comportamento de Insetos do Fundecitrus.

O congresso, organizado pela Sociedade Internacional de Viveiros Cítricos, é considerado uma oportunidade estratégica para o setor, reunindo especialistas em busca de inovações, práticas de cultivo e conexões internacionais que fortalecem a citricultura em diferentes regiões do mundo.





Source link

News

China impõe tarifas e pressiona setor de carne suína da União Europeia



Produtores de carne suína da União Europeia enfrentam pressão sobre as margens de lucro após a China, seu maior mercado, anunciar tarifas antidumping de até 62,4% sobre produtos vindos do bloco. As medidas provisórias, que entraram em vigor nesta quarta-feira (10), atingem mais de US$ 2 bilhões em exportações anuais e podem reduzir os preços
pagos ao produtor.

A China responde por cerca de um quarto das exportações de carne suína da União Europeia. No primeiro semestre de 2025, as vendas para o país cresceram 4% após três anos de queda. Mais da metade dos embarques é formada por miúdos, muito consumidos no mercado chinês, mas com baixa demanda em outros destinos, o que limita alternativas comerciais.

O aumento das tarifas, somado à valorização do euro, pode reduzir a produção europeia de
suínos e interromper a recuperação do setor, que vinha sendo favorecida por custos menores de ração e energia. As tarifas também são vistas como resposta da China aos impostos da União Europeia sobre veículos elétricos chineses.



Source link

News

Com recordes, abate de bovinos, suínos e aves cresce no segundo semestre de 2025



O abate de bovinos cresceu 3,9% segundo trimestre de 2025, segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (10). No período, foram abatidas 10,4 milhões de cabeças de bovinos.

Maio foi o mês mais intenso, com 3,59 milhões de cabeças, crescimento de 4,9% na comparação anual. O destaque foi o abate de fêmeas, que avançou 16% em relação ao ano anterior, mantendo a tendência observada desde o início de 2025.

Entre os estados, São Paulo (+129,5 mil cabeças), Pará (+87 mil) e Rio Grande do Sul (+50,4 mil) lideraram os aumentos. Já Mato Grosso (-85,4 mil) e Minas Gerais (-53 mil) registraram as maiores quedas.

Mato Grosso segue como principal estado no abate de bovinos, com 16,7% da participação nacional, seguido por São Paulo (10,9%) e Goiás (10,1%).

Suínos

O abate de suínos chegou a 15,01 milhões de cabeças, crescimento de 2,6% em relação ao 2º trimestre de 2024 . O resultado foi o maior já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997.

Rio Grande do Sul (+179,2 mil cabeças) e Minas Gerais (+95,9 mil) puxaram a alta. Santa Catarina, que continua liderando o ranking nacional com 28% da participação, registrou queda de 36 mil cabeças.

Frangos

Já o abate de frangos alcançou 1,6 bilhão de cabeças, alta de 1,1% sobre o mesmo período de 2024 . Foi o maior resultado já registrado para um segundo trimestre da série histórica. Paraná lidera o ranking, com 34,1% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%) e Rio Grande do Sul (11,4%).

Leite

A captação de leite cru somou 6,5 bilhões de litros, crescimento de 9,4% frente ao 2º trimestre de 2024 e queda de 1% em relação ao trimestre anterior. Foi o maior volume já registrado para o período.
Minas Gerais lidera a aquisição, com 23,8% do total, seguido por Paraná (15,7%) e Santa Catarina (12,7%)

Ovos

A produção de ovos atingiu 1,24 bilhão de dúzias, um aumento de 6,2% frente ao 2º trimestre de 2024 e de 2,9% sobre o trimestre anterior. São Paulo segue como o maior produtor nacional, com 25,6% do total, seguido por Minas Gerais (9,9%), Paraná (9,3%) e Espírito Santo (7,9%).



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Reunião técnica entre Fundecitrus, Mapa e Defesa discute plano nacional contra o greening



Encontro reuniu produtores viveiristas de citros


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a visita técnica de servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo para discutir os primeiros passos da execução do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Greening, que será implementado pelos estados. A portaria que institui o programa redefine, entre outros pontos, diretrizes mais rigorosas para o monitoramento da doença, o controle do inseto transmissor e a erradicação de plantas doentes.

O coordenador-geral de proteção de plantas do Mapa, Ricardo Hilman, destacou a relevância do plano nacional e a necessidade de ações conjuntas para mitigar o avanço do greening. “A doença, indiscutivelmente, é o maior problema da nossa citricultura. Com o programa nacional, tratamos não apenas das próximas ações, mas também de todo o trabalho que precisa ser iniciado, principalmente em São Paulo, onde está concentrada a citricultura nacional. Ao longo dos próximos meses, vamos nos organizar para aprimorar essa luta contra o greening e, com isso, reduzir sua incidência no futuro. Esse é o grande objetivo”, afirmou.

A normativa, que contou com o Fundecitrus como um dos órgãos consultivos, classifica os estados brasileiros em áreas com e sem ocorrência da doença, estabelecendo responsabilidades específicas para cada situação. O encontro também reuniu produtores viveiristas de citros, que ressaltaram a necessidade de ampliar as discussões sobre a revisão da legislação federal referente ao cancro cítrico. Para o pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau o início da operacionalização do plano nacional e as tratativas para adequar as exigências nos viveiros representam um avanço importante para a realidade do produtor. “É essencial que haja interação entre todos os envolvidos na elaboração de normativas que regulamentam o controle de doenças quarentenárias, sob responsabilidade do controle oficial, garantindo que estejam alinhadas às necessidades e à realidade do produtor”, acrescentou.





Source link

News

Café brasileiro pode continuar fora de isenção do tarifaço; entenda



Sendo os Estados Unidos o principal destino do café do Brasil, havia a expectativa de que o produto entrasse na lista de exceções divulgada em agosto, quando o país efetivou o tarifaço contra as exportações brasileiras. Mas parece que isso não deve ocorrer tão cedo. Pelo menos é o que indica uma ordem assinada pelo presidente Donald Trump.

O texto oficial, publicado no site da Casa Branca na última sexta-feira (5), não cita diretamente o café nem outros produtos. No entanto, Trump afirma que pode reduzir a zero as tarifas recíprocas de importações consideradas estratégicas, desde que os países tenham compromissos firmados em acordos comerciais com os Estados Unidos e que isso atenda aos “interesses nacionais” e à emergência declarada pelo governo. 

No documento, o líder norte-americano acrescenta que a lista de possíveis isenções reúne produtos “que não podem ser cultivados, minerados ou produzidos naturalmente nos Estados Unidos ou em quantidade suficiente para atender à demanda doméstica”.

Negociações em andamento: o que diz o Cecafé 

Apesar da publicação, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) confirma que o grão foi inserido na chamada “lista master” de potenciais exceções. Isso porque o café se enquadra entre os itens estratégicos não produzidos em escala suficiente nos Estados Unidos. 

A entidade destaca, porém, que não há definição nem seleção dos países que produzem esses produtos a serem isentados pelo governo norte-americano. Para o Cecafé, o próximo passo será levar o tema ao Comitê Interministerial de Gestão da Crise do Tarifaço, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, com o objetivo de pleitear a isenção para o Brasil. 

Vale lembrar que na semana passada, representantes do setor produtivo e da indústria estiveram em Washington para tentar negociar uma saída com os Estados Unidos. Em uma rede social, o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, reafirmou o papel da entidade nas negociações. “Alcançamos um resultado e agora o foco está em levar essa informação junto ao comitê”. 

Nos bastidores, a expectativa é de que o próximo passo seja justamente uma reunião com a gestão interministerial para pleitear a isenção para o Brasil.

Café brasileiro sem garantias: o que esperar?

O consultor em agronegócios Carlos Cogo, diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, no entanto, faz um alerta sobre a ausência de menção explícita do café. “Não está claro se haverá redução de tarifas sobre o café de outros países. Porém, se ocorrer, pode aliviar a situação de abastecimento do mercado norte-americano”. No longo prazo, o especialista afirma que isso poderia afetar negativamente os preços pagos no Brasil.

Sobre o avanço das negociações entre os governos de Brasil e Estados Unidos, Cogo é categórico: sem canal diplomático aberto neste momento, o café brasileiro está na mão das negociações do setor privado dos dois países.



Source link

News

IPCA tem deflação de 0,11% em agosto, aponta IBGE



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,11% em agosto, após alta de 0,26% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE.

Com o resultado, a inflação acumulada em 2025 chega a 3,15%. Nos últimos 12 meses, o índice desacelerou para 5,13%, abaixo dos 5,23% observados no período anterior. Em agosto de 2024, o IPCA havia recuado 0,02%.

Habitação e alimentos puxam queda

Dos nove grupos pesquisados, cinco apresentaram variação negativa. O destaque foi habitação (-0,90%), impactada principalmente pela queda de 4,21% na energia elétrica residencial, resultado do crédito do Bônus de Itaipu nas contas de luz. A contribuição do item para o índice foi de -0,17 ponto percentual.

O grupo alimentação e bebidas (-0,46%), de maior peso no IPCA, caiu pelo terceiro mês consecutivo, puxado por itens básicos como tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%). Já a alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,87% em julho para 0,50% em agosto.

Em transportes (-0,27%), a deflação foi influenciada pelas passagens aéreas (-2,44%) e pela queda nos combustíveis (-0,89%), com destaque para a gasolina (-0,94%) e o etanol (-0,82%).

Altas concentradas em educação e saúde

No lado das altas, o grupo educação (0,75%) liderou a variação, refletindo reajustes nos cursos regulares, sobretudo no ensino superior (1,26%) e no ensino fundamental (0,65%). Também houve aumento nos cursos de idiomas (1,87%).

Outros avanços vieram de vestuário (0,72%), com destaque para roupas masculinas (0,93%) e calçados (0,69%); saúde e cuidados pessoais (0,54%), influenciado por produtos de higiene (0,80%) e planos de saúde (0,50%); e despesas pessoais (0,40%), onde pesou o reajuste em jogos de azar (3,60%).



Source link