sexta-feira, maio 1, 2026

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Embate entre Trump e Fed pode enfraquecer dólar e prejudicar o agro


A tentativa de Donald Trump de forçar o Federal Reserve a cortar juros em um ambiente de inflação persistente levanta preocupações globais. A medida pode enfraquecer o dólar, corroer receitas das exportações agrícolas e expor o Brasil a um quadro crítico: supersafra pressionando preços, custos de produção elevados e uma taxa de juros de 15% que torna o crédito rural praticamente inacessível para milhares de produtores.

Nos últimos meses, a inflação nos Estados Unidos voltou a mostrar resistência, enquanto a criação de empregos perdeu fôlego. Em vez de reforçar a necessidade de cautela, Trump tem exigido cortes imediatos nos juros, alegando impacto negativo sobre crédito, investimentos e mercado imobiliário.

A interferência ameaça a independência do Fed, instituição que construiu sua credibilidade justamente por atuar contra pressões políticas de curto prazo.

Caso o Fed ceda e reduza juros antes do tempo:

  • Investidores buscam outros mercados, reduzindo a atratividade dos ativos americanos.
  • O dólar tende a se desvalorizar globalmente, afetando preços internacionais das commodities.
  • A inflação pode acelerar, deteriorando ainda mais a confiança no sistema financeiro.
  • Para o agro brasileiro, que depende da cotação do dólar para remunerar exportações, um dólar fraco significa perda direta de competitividade:
  • Receita de exportações: preços em dólar mais baixos reduzem os ganhos em reais.
  • Custos de insumos: embora fertilizantes e defensivos importados possam baratear, a volatilidade cambial aumenta o risco de contratos.
  • Competitividade internacional: menor valor das commodities em dólar reduz a atratividade dos produtos brasileiros frente aos concorrentes.
  • Incerteza financeira: o setor perde previsibilidade, essencial para planejar crédito e investimentos de longo prazo.

O problema se torna ainda mais crítico porque o Brasil enfrenta simultaneamente:

  • Supersafra histórica, que aumenta a oferta e pressiona os preços para baixo.
  • Custos elevados de produção, ainda impactados por logística, energia e mão de obra.
  • Taxa de juros de 15%, que encarece brutalmente o crédito rural.

Nesse ambiente, muitos produtores não conseguem financiar a próxima safra. Para parte significativa do setor, crédito caro é simplesmente fatal: inviabiliza operações, trava investimentos e acelera processos de descapitalização.

Cenários possíveis

Moderado: cortes graduais de juros nos EUA, inflação controlada e dólar levemente mais baixo. O agro perde parte da margem, mas mantém a viabilidade.

Adverso: corte abrupto com inflação em alta, dólar em queda global, commodities desvalorizadas, supersafra deprimindo preços e crédito inviável no Brasil. Resultado: margens esmagadas e risco de insolvência para milhares de produtores.

O agronegócio brasileiro prospera em cenários de dólar forte e estabilidade monetária global. A pressão política de Donald Trump sobre o Fed pode produzir exatamente o oposto: juros artificialmente baixos, inflação persistente, dólar enfraquecido e margens menores para o agro.

Com supersafra, custos elevados e juros domésticos de 15%, a equação se torna explosiva para o Brasil. O risco é claro: sem crédito acessível, parte relevante dos produtores pode não resistir, comprometendo não apenas a renda do campo, mas também a sustentabilidade da maior força econômica do país.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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China troca soja dos EUA pela brasileira e pressiona agricultores americanos



Os agricultores dos Estados Unidos enfrentam uma situação preocupante: a China, um dos principais destinos tradicionais da soja norte-americana, tem cada vez mais deixado de importar do país, optando por embarques da América do Sul, especialmente do Brasil. Esse movimento está gerando perdas bilionárias para os produtores americanos, além de provocar uma mudança estrutural no mercado global de soja.

Desde o início da temporada de comercialização mais importante, as previsões já indicavam que os agricultores dos EUA sofreriam fortes impactos. Para outubro, por exemplo, a China já garantiu cerca de 7,4 milhões de toneladas de soja, quase toda proveniente do Brasil e de outros países sul-americanos, cobrindo cerca de 95% da demanda projetada para o mês.

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Para novembro, os contratos somam aproximadamente 1 milhão de toneladas, apenas 15% do esperado. Em comparação, no ano anterior, os chineses haviam reservado entre*12 e 13 milhões de toneladas de soja americana para o mesmo período.

Esse desvio de demanda evidencia uma perda de espaço consistente da soja dos EUA no mercado chinês. Em 2016, os Estados Unidos respondiam por cerca de 41% das importações de soja da China; em 2024, essa participação caiu para aproximadamente 20%. De janeiro a julho de 2025, o Brasil exportou 42,26 milhões de toneladas de soja para a China, contra 16,57 milhões oriundas dos EUA.

As causas desse deslocamento incluem:

  • Tarifas retaliatórias impostas pela China sobre a soja americana, que encarecem o produto em comparação com fornecedores sul-americanos, mesmo quando o preço de base dos EUA é mais competitivo.
  • Políticas comerciais e negociações estagnadas entre os dois países, que alimentam incerteza sobre novas compras e contratos para entrega futura.
  • Crescimento da produção brasileira, logística, investimentos e acordos comerciais que favorecem o Brasil como fornecedor confiável para a China.

Os efeitos sobre os agricultores americanos já são sentidos:

  • Perda de receita: sem contratos confirmados, especialmente nesse período de pico, muitos produtores ficam com estoque sem comprador certo, o que afeta diretamente o fluxo de caixa.
  • Queda nos preços futuros: os contratos futuros da soja em Chicago já refletem o excesso de oferta (em parte por causa da demanda chinesa enfraquecida) e estão próximos das mínimas dos últimos cinco anos.
  • Risco para a sustentabilidade financeira de fazendas menores, que dependem mais das exportações para pagar custos fixos, dívidas ou empréstimos agrícolas. Sem expectativa de volumes exportáveis, muitos estão retendo o produto ou adiando custos, o que pode gerar problemas logísticos ou de armazenamento.
  • Pressão política: em estados como Minnesota, agricultores têm buscado auxílio ou compensações federais, dado que muitos contratos de venda ainda não foram confirmados para a nova safra.

Se as condições atuais persistirem, tarifas sem modificação, lentidão nas negociações, e preferências chinesas por soja sul-americana, os agricultores norte-americanos precisarão reavaliar sua estratégia: diversificar mercados, buscar competitividade frente aos latino-americanos, ou sofrer perdas cada vez maiores, avaliam especialistas.



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Tempo vira e frio volta em alguns estados; veja a previsão do tempo para hoje



A atuação do sistema de alta pressão associado à massa de ar polar deve manter o tempo firme na maior parte da região Sul nesta sexta-feira (12). De forma localizada, algumas cidades do litoral paranaense ainda podem registrar chuva fraca e passageira, favorecida pela entrada de umidade do oceano. Já entre o oeste e noroeste do Paraná, há chance de pancadas no final do dia devido ao avanço de instabilidades vindas do Paraguai.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

As temperaturas seguem mais baixas no Rio Grande do Sul e a sensação continua mais amena em Santa Catarina. Algumas cidades mais elevadas da serra geral e do sudeste gaúcho, além da serra catarinense, podem contar com a formação de geada isolada nas primeiras horas da manhã. No Paraná, o frio ainda predomina entre o sul e o leste do estado, mas a metade norte volta a registrar calor intenso e índices críticos de umidade relativa do ar.

No Sudeste, a circulação dos ventos associados a essa massa de ar polar mantém o tempo instável e com maior quantidade de nuvens no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Entre o litoral sul paulista e a região metropolitana do RJ, a chuva pode engrossar e vir mais forte em alguns momentos.

Na capital paulista, a sexta-feira termina com temperaturas mais baixas e possibilidade de chuva entre a noite e a madrugada seguinte. Em parte do interior de São Paulo, a entrada de ventos mais frescos vindos do oceano deve provocar ligeiro declínio nas temperaturas, além de chance para a ocorrência de algumas pancadas isoladas na parte da tarde. Já entre o norte e noroeste paulista, assim como no triângulo mineiro, o cenário é de atenção ainda para o calor, que permanece intenso durante a tarde, com índices de umidade abaixo dos 12%. No litoral do Espírito Santo, há chance de pancadas isoladas de chuva ao longo do dia, também associadas à circulação de ventos que sopram do oceano, mas que podem vir fortes.

Enquanto no Centro-Oeste, o padrão continua sendo de tempo aberto, com sol e calor intenso em praticamente toda a região. Excepcionalmente, algumas cidades do extremo sul de Mato Grosso do Sul e do noroeste de Mato Grosso podem registrar pancadas de chuva no período da tarde.

Nas demais áreas, o destaque segue sendo o calor e a baixa umidade do ar, que permanece em níveis críticos de alerta (abaixo de 20%) e até mesmo de emergência (abaixo de 12%) durante as horas mais quentes. Em Mato Grosso, Goiás e no norte de Mato Grosso do Sul, as temperaturas podem alcançar ou até superar os 40°C.

Já no Nordeste, ainda pode chover de forma isolada em algumas cidades da costa leste, mas a tendência é de que o tempo siga mais estável em grande parte da região. Ainda assim, há risco de chuva mais expressiva entre Maceió e Recife. No Maranhão, pancadas isoladas podem ocorrer no período da tarde. As demais áreas do interior seguem sob predomínio de tempo quente e seco, com alerta para baixa umidade do ar e risco elevado de queimadas.

E no Norte, a chuva segue concentrada sobre o Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, com risco de episódios fortes e até mesmo temporais ao longo do dia. Já no Pará, Tocantins e Amapá, o tempo continua firme, com predomínio de sol e calor intenso.



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Seguro Pecuário cresce mais de 650% e reforça papel estratégico para a segurança alimentar e econômica do Brasil


Em um país com cerca de nove vezes mais animais de abate do que habitantes, o Seguro Pecuário consolida-se como uma ferramenta estratégica para a segurança alimentar, econômica e financeira do Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são aproximadamente 220 milhões de pessoas e quase 1,9 bilhão de bovinos, suínos e aves — um dado que evidencia não apenas a força da pecuária nacional, como também a urgência de protegê-la contra riscos sanitários, climáticos e logísticos.

A estimativa do IBGE para 2025 é que o rebanho bovino ultrapasse 234 milhões de cabeças, reforçando o protagonismo do Brasil entre os maiores produtores mundiais de carne. Esse volume se soma aos 1,6 bilhão de galinhas e aos mais de 43 milhões de suínos, compondo um ecossistema robusto de produção de proteína animal.

Os números do primeiro trimestre de 2025 mostram recuperação no setor: em relação ao mesmo período de 2024, o abate de bovinos cresceu 3,8%, suínos 1,4% e frangos 2,3% — reflexo do aumento da demanda interna, das exportações e da maior confiança dos produtores no planejamento de médio e longo prazo.

Nesse contexto, o Seguro Pecuário ganha protagonismo. Levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) aponta que, de janeiro a maio de 2025, o produto acumulou crescimento de 294% nos últimos cinco anos, passando de R$ 16,5 milhões em 2021 para R$ 65 milhões em 2025. Na comparação anual, a expansão foi ainda mais expressiva: 653,5% de alta, com R$ 170,3 milhões arrecadados em 2024, frente aos R$ 46,9 milhões de 2021. Em relação a 2023, o avanço foi de 72,3%.

Apesar do desempenho impressionante, o seguro para criações ainda representa uma parcela pequena do mercado pecuário. Como o seguro pecuário ainda é novo no Brasil – se comparado com outras modalidades de seguro rural já consolidadas –, a principal barreira é a falta de conhecimento dos produtores sobre seu funcionamento e benefícios.

O Seguro Pecuário oferece cobertura para animais destinados ao consumo e/ou produção, nas fases de cria, recria e engorda, além de abranger animais de trabalho. Entre os principais riscos cobertos estão morte por doenças, acidentes, intoxicação, picada de cobra, raio, ingestão acidental de objetos, complicações no parto, aborto e eutanásia por razões humanitárias, além de variação negativa do preço do animal (causada por eventos externos à produção).

Além de proteger diretamente o produtor, o seguro fortalece a economia do setor — ainda mais relevante diante do cenário recente de tensão comercial com os Estados Unidos, que anunciaram a tarifa de 50% sobre a carne brasileira. Em tempos de incerteza, a apólice ativa garante ao pecuarista mais acesso ao crédito rural, segurança para investir e capacidade de manter a produção diante de imprevistos. Para o país, significa menor necessidade de socorro estatal em crises e mais previsibilidade nas exportações.

Para Daniel Nascimento, vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o seguro pecuário tem se mostrado um aliado indispensável para o produtor rural moderno. “Ele protege o rebanho, sustenta a renda em momentos críticos e fortalece a confiança nos negócios agropecuários. Mas ainda é necessário ampliar o conhecimento sobre o produto no campo e avançar em políticas públicas que estimulem sua adoção. O Brasil já é potência na produção de proteína animal. Com mais seguro, podemos ser também referência em estabilidade e gestão de risco na pecuária.”

O avanço do Seguro Pecuário é resposta direta aos desafios contemporâneos da agropecuária brasileira. Diante das mudanças climáticas, da pressão por sustentabilidade e das exigências dos mercados internacionais, o país precisa não apenas manter volume de produção, mas garantir estabilidade, rastreabilidade e competitividade — e o seguro tem papel central nesse caminho.

Na avaliação do representante da FenSeg, com a pecuária cada vez mais intensificada e tecnológica, a gestão de risco é a palavra-chave e deve fazer parte da rotina do produtor e da estratégia da produção. “Desse modo, o seguro surge como mais um mitigador de risco na atividade, apoiando o pecuarista a se manter 





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Brasil acompanha otimismo externo; ouça os destaques econômicos do dia


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que pedidos de auxílio-desemprego mais altos nos EUA reforçaram apostas de corte de juros pelo Fed, impulsionando bolsas a recordes e derrubando o dólar global.

No Brasil, o Ibovespa subiu 0,56% a 143 mil pontos e o dólar caiu a R$ 5,39. Hoje, destaque para a Pesquisa Mensal de Serviços, CPI da Alemanha e confiança do consumidor nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Boi gordo mantém preços estáveis em São Paulo



Novilha e vaca recuam na região Sul do Tocantins



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De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha” desta quinta-feira (11), o mercado do boi gordo manteve resultados em São Paulo. “A oferta de bovinos para abate esteve confortável, e parte dos compradores relataram escaladas mais alongadas nesta quinta-feira”, informou o boletim. O cenário desacelerou as negociações, com os compradores aguardando maior clareza sobre o desempenho do consumo de carne bovina ao longo da semana. “As ofertas abaixo das referências foram testadas, mas tiveram pouca efetividade até então.” Assim, o mercado aumenta com os preços em comparação diária. As escalas de abate ficaram, em média, em 11 dias. Todos os preços foram brutos e com prazo.

No Tocantins, “a oferta de bovinos para abate esteve elevada para o período no estado, enquanto a demanda interna por carne bovina ficou abaixo do esperado”, informou o boletim. Esse cenário desacelerou as negociações e contribuiu com uma viagem baixista às cotações. Na região Sul, “a cotação do boi gordo manteve-se estável, a da novilha recuou R$1,00/@ e a da vaca, R$2,00/@”. Já na região Norte, “houve queda de R$2,00/@ para todas as categorias”. A cotação do “boi China” não se alterou. Todos os preços foram brutos e com prazo.

No Rio de Janeiro, “diferente das outras regiões, a oferta de gado para abate não foi tão confortável, embora o escoamento de carne bovina tenha ficado abaixo do esperado para o início do mês”. A oferta de fêmeas mostrou-se mais folgada que a de machos, mas sem grandes excedentes. “Esse cenário trouxe um mercado mais moroso nesta quinta-feira, mantendo as cotações resultantes.” As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias. Todos os preços foram brutos e com prazo.





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AgriConnection anuncia a aquisição de ativos regulatórios e registros de produtos no Brasil.


A AgriConnection amplia portfólio de produtos e consolida presença no Mercado Brasileiro com o anúncio a celebração de um acordo para aquisição de ativos regulatórios e registros de produtos fitossanitários na área de proteção de cultivos.

A operação representa um marco estratégico para a companhia, reforçando seu compromisso em oferecer um portfólio cada vez mais amplo, competitivo e alinhado às necessidades de clientes e parceiros em todo o país.

Após a conclusão da aquisição, a AgriConnection deterá mais de 30 registros aprovados de produtos formulados, além de processos de registro em andamento e registros técnicos de produtos que respaldam e solidificam os registros formulados. Essa ampliação proporcionará maior flexibilidade em termos de fornecedores e fontes, ao mesmo tempo em que fortalece o desenvolvimento e a consolidação de marcas próprias dentro do portfólio da empresa.

Sobre a AgriConnection

A AgriConnection é uma empresa 100% brasileira, referência em acesso ao mercado de insumos agrícolas, com atuação em todos os níveis da cadeia: revendas, distribuidores, cooperativas, pools de compra, companhias agrícolas e vendas diretas. Reconhecida por sua abordagem inovadora e por seu compromisso com a sustentabilidade, a empresa já soma seis safras de atuação e responde por mais de 2% do mercado nacional de defensivos agrícolas.

Além de seu portfólio de soluções para proteção de cultivos (pragas, doenças e plantas daninhas), a Agriconnection tem expandido suas operações em Fertilizantes (NPK) e Especialidades foliares, incluindo Microelementos, Adjuvantes, Bioestimulantes e Bioinsumos. A companhia se posiciona como elo estratégico entre grandes produtores nacionais e internacionais e o mercado agrícola brasileiro, se colocando como empresa especialista em acesso ao mercado e construção de relacionamentos e parcerias.

Aspectos regulatórios da transação

A conclusão da transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), bem como do cumprimento das condições acordadas de fechamento e da transição habitual em uma negociação dessa natureza, incluindo a efetiva transferência dos ativos junto aos órgãos governamentais como MAPA, ANVISA e IBAMA.

Um passo estratégico para o futuro

Este movimento representa um avanço na consolidação da presença da Agriconnection no mercado agrícola brasileiro. Com um portfólio próprio de registros e produtos, a companhia fortalece sua capacidade de oferecer soluções completas, inovadoras e sustentáveis, criando conexões ainda mais sólidas com seus clientes e parceiros em todo o país. 





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alerta de economista no Campo das Ideias


Durante o Seminário Campo das Ideias, realizado em Porto Alegre, o economista Marcelo Portugal (UFRGS) afirmou que o Brasil não enfrentará seus problemas estruturais em 2026. Para ele, o desequilíbrio fiscal seguirá como principal desafio para o próximo governo.

No painel “Economia do Brasil e o seu Negócio”, Marcelo Savino Portugal, professor da UFRGS e ex-diretor do Banco Central, apresentou um panorama crítico da situação fiscal do país. “2026 será um ano em que vamos simplesmente empurrar os problemas para frente. Ninguém vai tratar de questões estruturais da economia brasileira. O problema fiscal não será resolvido e ficará para o próximo governo”, afirmou.

Portugal dividiu sua apresentação em três grandes eixos: a deterioração das contas públicas, o histórico da inflação no Brasil e a estabilização do câmbio. Ele lembrou que, nos anos 1990, o país enfrentava três grandes entraves econômicos: hiperinflação, instabilidade cambial e desequilíbrio fiscal.

“O problema da inflação foi resolvido com o Plano Real, após várias tentativas fracassadas. Aprendemos que não funcionava congelar preços, e sim atuar com câmbio fixo, ajuste fiscal e juros altos”, explicou. Segundo ele, o sistema de metas de inflação e a autonomia do Banco Central consolidaram a credibilidade do controle inflacionário.

No caso do câmbio, o economista destacou a mudança de patamar iniciada em 1999 com a adoção do câmbio flutuante, consolidada nos anos 2000 com o acúmulo de reservas internacionais. “Hoje vivemos um ambiente de liberdade cambial, onde qualquer pessoa pode movimentar capital internacional sem grandes entraves. É um cenário oposto ao dos anos 1980 e 90, marcados por crises recorrentes”, completou.

No entanto, para Portugal, o problema fiscal persiste como “o principal problema não resolvido” do país. “Diferentemente da inflação e do câmbio, o desequilíbrio nas contas públicas não foi enfrentado com a mesma eficácia. Seguimos gastando mais do que arrecadamos”, criticou.





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98% das lavouras do milho estão em boas condições



Deral aponta avanço no plantio do milho 25/26



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Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (11), preparado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), “os trabalhos de colheita da segunda safra de milho 2024/25 estão praticamente finalizados no Estado”. O relatório da semana indicou que “foram colhidos mais de 96% dos 2,79 milhões de hectares plantados neste ciclo”.

Ainda de acordo com o boletim, “o plantio da primeira safra de milho do ciclo 2025/26 teve avanço na semana e o percentual semeado atingiu 24% dos 315 mil hectares projetados para a safra”. O documento aponta que “as lavouras já plantadas têm condição boa de campo para 98% e apenas 2% da área apresenta condição mediana”.





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Manejo inadequado acelera perda de eficiência dos herbicidas


A perda de eficácia dos herbicidas vem se tornando uma realidade silenciosa nas lavouras brasileiras. Plantas que “escapam” do controle, reaparecem semanas após a aplicação ou se tornam cada vez mais difíceis de manejar são os primeiros sinais de alerta — e exigem atenção imediata do produtor.

A eficiência dos herbicidas, um dos pilares do manejo de plantas daninhas na agricultura moderna, vem sendo comprometida por diferentes fatores agronômicos, ambientais e até comportamentais. Segundo pesquisadores da Embrapa, reconhecer cedo os sinais de perda de eficácia é crucial para evitar prejuízos maiores e adaptar o manejo a tempo.

Entre os principais indicativos observados no campo está o “escape” de plantas daninhas, ou seja, a presença de indivíduos vivos mesmo após a aplicação do herbicida. Quando a maioria da população morre, mas alguns exemplares continuam crescendo, é possível que haja resistência em desenvolvimento — especialmente se esses escapes forem sempre da mesma espécie e repetidos ao longo de safras.

Outro sintoma frequente é o rebrote das plantas controladas, observado semanas depois da aplicação. Isso indica que a dose, o momento ou o modo de ação do herbicida não foram suficientes para eliminar completamente o sistema radicular, ou que a planta tem mecanismos de tolerância que lhe permitem sobreviver.

A necessidade de reaplicações em curto espaço de tempo também é um sinal de que a eficácia original do produto foi comprometida. Em muitos casos, os produtores também relatam que os herbicidas “parecem não fazer mais efeito como antes”, mesmo utilizando a mesma dose e nas mesmas condições climáticas. De acordo com a Embrapa, essa percepção não deve ser ignorada: é reflexo de uma mudança silenciosa no comportamento das plantas daninhas, que pode ter origem genética (resistência) ou ambiental (condições que reduzem absorção e translocação).

Além disso, a presença dominante de poucas espécies daninhas ao longo do tempo pode indicar que essas plantas estão se sobressaindo às demais por tolerância aos herbicidas utilizados. O capim-amargoso, a buva e o caruru, por exemplo, são casos clássicos de espécies que desenvolveram resistência no Brasil e hoje exigem estratégias de manejo muito mais complexas.

Outros sinais incluem:

– Plantas com crescimento normal, mesmo após aplicação recente;

– Cobertura incompleta do alvo (visualmente perceptível em manchas ou faixas de plantas daninhas não controladas);

– Redução de produtividade da cultura, devido à competição com daninhas não eliminadas.

Ao identificar qualquer um desses sinais, o produtor deve agir de forma preventiva: coletar amostras das plantas, buscar apoio técnico, verificar as condições de aplicação (clima, equipamentos, volume de calda) e, se necessário, realizar testes de resistência.

O diagnóstico precoce é essencial para evitar a propagação de biótipos resistentes e o agravamento da situação. E mais do que trocar o herbicida, é fundamental adotar estratégias de manejo integrado, como a rotação de mecanismos de ação, o uso de coberturas vegetais, a dessecação bem planejada e o controle mecânico complementar.





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