quinta-feira, abril 30, 2026

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Cafés especiais do Brasil têm queda de 79% nas vendas aos EUA



As exportações brasileira de cafés especiais para os Estados Unidos sofreram forte retração em agosto, após a adoção da tarifa de 50% pelo governo de Donald Trump. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 21.679 sacas no mês. O volume representa queda de 79,5% em relação a agosto de 2024 e de 69,6% frente a julho deste ano.

Queda muda posição dos EUA no ranking

Até agosto, os Estados Unidos lideravam o ranking de destino desses cafés em 2025. Diante das tarifas, no entanto, o país caiu para a sexta posição, atrás de Holanda, Alemanha, Bélgica, Itália e Suécia. A presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Carmem Lucia Chaves de Brito, alerta que, se o tarifaço permanecer, os norte-americanos podem perder a liderança no acumulado do ano.

Para Brito, o impacto imediato no setor ocorreu a partir da suspensão ou do cancelamento de contratos já firmados. “Com a taxação atual, o café brasileiro chega ao mercado norte-americano com preços inviáveis. Isso explica a queda expressiva dos embarques”, avalia.

Conforme as informações da entidade, parte das exportações ainda computadas corresponde a contratos assinados antes da tarifa de 50%. Com isso, esses embarques de cafés especiais seguem válidos porque pagam a taxação inicial de 10%, em vigor desde abril. O prazo, no entanto, termina em 5 de outubro.

Setor pede reação do governo brasileiro

O encarecimento do café também já é sentido no varejo norte-americano. “Há reflexo direto nos preços ao consumidor, com pressão inflacionária em um dos maiores mercados do mundo”, observa Brito. Dessa forma, os impactos atingem tanto produtores e exportadores brasileiros quanto a população dos EUA.

A BSCA defende que o governo brasileiro abra diálogo com Washington para tentar incluir o café na lista de exceções prevista na ordem executiva de setembro. Na semana passada, o Cecafé confirmou a inclusão do grão em uma “lista master” de potenciais exceções. “É fundamental que setor privado e governo atuem juntos para restabelecer o fluxo comercial em condições justas”, completa Brito.



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De olho na eleição de 2026, Lula manda recados para Trump em artigo no The New York Times


O presidente Lula publicou um artigo no The New York Times em que rebateu o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e enviou um recado direto ao presidente Donald Trump: o Brasil não aceitará abrir mão de sua soberania e de sua democracia em negociações comerciais.

O texto combina tom diplomático com política. Lula afirma que está aberto ao diálogo e a soluções de benefício mútuo, mas deixa claro que certos princípios não estão em jogo. “A democracia e a soberania do Brasil não estão na mesa”, escreveu. Além disso, defendeu a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) nas condenações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, contrapondo-se à narrativa de perseguição política difundida nos EUA.

A análise do artigo sugere uma dupla camada de objetivos

Preocupação com o Brasil: Lula reage às tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, que atingem exportadores, empregos e empresas nacionais. Ao mesmo tempo, busca legitimar o sistema judicial brasileiro perante críticas externas e garantir respeito às instituições do país.

Construção de narrativa eleitoral: em um momento de forte polarização, Lula reforça a imagem de presidente firme, que não se dobra a pressões internacionais e que protege a democracia. Essa postura projeta autoridade e pode servir como ativo político para a eleição de 2026.

Na prática, a mensagem ao público externo se mistura com um discurso que pode ressoar internamente, apresentando Lula como defensor da pátria contra “inimigos externos”.

O impacto para o Brasil e para o agro

As tarifas impostas pelos EUA não são apenas questão diplomática: afetam cadeias produtivas brasileiras ligadas ao agro e à indústria. Se as medidas persistirem, haverá risco de retração de exportações, encarecimento de insumos e maior instabilidade para setores estratégicos da economia.

Ao internacionalizar o debate, Lula busca apoio da opinião pública global, mas também se expõe ao risco de escalada diplomática com Washington, especialmente em um cenário em que Trump adota políticas comerciais agressivas. Para o agro brasileiro, essa tensão significa incerteza: os mercados podem se fechar, enquanto alternativas em blocos como BRICS ou União Europeia ganham peso.

O artigo de Lula no NYT não é apenas uma defesa econômica e institucional do Brasil. Ele também funciona como peça política de alto valor simbólico: projeta imagem no exterior e, ao mesmo tempo, pretende fortalecer a narrativa doméstica de que Lula é o guardião da democracia e da soberania.

Em resumo, há um objetivo duplo: proteger os interesses do país diante das tarifas americanas e, ao mesmo tempo, pavimentar terreno para a reeleição em 2026. O desafio será equilibrar esse discurso sem comprometer a economia nacional, sobretudo setores exportadores como o agronegócio, que podem pagar a conta da escalada de tensões.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Compostos do abacaxi reduzem risco de doenças cardíacas


Segundo informações do artigo publicado no portal “Tua Saúde”, revisadas pela nutricionista Karla Leal, o abacaxi é apontado como uma fruta tropical que pode contribuir para a saúde de diferentes maneiras. Entre os efeitos mencionados estão a prevenção de doenças cardiovasculares, o fortalecimento do sistema imunológico, a eliminação de líquidos e o auxílio na perda de peso.

O texto explica que esses efeitos se devem ao fato de a fruta ser rica em vitaminas, minerais, fibras, compostos fenólicos, carotenoides e bromelina — substância associada a propriedades antioxidantes, imunológicas e diuréticas.

Entre os benefícios descritos, o abacaxi é citado como um alimento rico em água e fibras, que aumenta a saciedade entre as refeições e possui propriedades diuréticas, favorecendo a perda de peso. Também é mencionado como uma opção de baixa caloria para dietas voltadas à redução do peso corporal.

De acordo com a análise, a fruta é indicada para pessoas com pressão alta ou predisposição genética para hipertensão, devido ao seu teor de potássio e magnésio, que auxiliam na eliminação de sódio e no relaxamento dos vasos sanguíneos.

O artigo ainda aponta que a presença de vitamina C e polifenóis contribui para fortalecer o sistema imunológico e que o Magnésio, o Potássio e os carboidratos do abacaxi favorecem o rendimento físico, sendo recomendada a ingestão antes ou após atividades físicas para recuperação muscular e prevenção de cãibras.

A publicação acrescenta que compostos antioxidantes presentes na fruta, como vitamina C, polifenóis, carotenos, taninos e bromelina, ajudam a combater radicais livres, reduzindo o risco de câncer. A presença de fitoesteróis, carotenoides e vitamina C também estaria associada à prevenção de doenças cardiovasculares, como infarto, aterosclerose e AVC.

A bromelina tem efeito anti-inflamatório, podendo auxiliar em condições respiratórias como sinusite e bronquite e problemas digestivos como colite ulcerosa. A fruta também é apontada como antitrombótica e fibrinolítica, ajudando a evitar a formação de coágulos sanguíneos e prevenindo a trombose.





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Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa em 40 anos, aponta MapBiomas



A Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024 — o equivalente a 13% de sua cobertura original. Os dados são do MapBiomas e foram obtidos a partir da análise de imagens de satélite.

A maior parte da supressão ocorreu em formações florestais, que encolheram 49,1 milhões de hectares ao longo de quatro décadas. No ano passado, a vegetação nativa cobria 381,3 milhões de hectares do bioma, enquanto 15,3% da área já estava ocupada por atividades humanas.

Ponto de não retorno

Segundo Bruno Ferreira, do MapBiomas, a perda de floresta coloca a Amazônia próxima da faixa de 20% a 25% de desmatamento, limite que a ciência considera como o “ponto de não retorno” — quando a floresta não consegue mais se sustentar.

“Já podemos perceber alguns impactos dessa perda, como a redução das áreas úmidas, que mostram sinais de maior secura”, afirma. Entre 1985 e 2024, a superfície de água, florestas e campos alagáveis, mangues e apicuns perdeu 2,6 milhões de hectares. Oito dos dez anos mais secos da série histórica ocorreram na última década.

Expansão de pastagens e lavouras

A antropização da Amazônia é recente e acelerada: 83% da área ocupada por atividades humanas foi convertida entre 1985 e 2024. Nesse período, a expansão de pastagens foi a mais expressiva em termos de área: aumento de 43,8 milhões de hectares (alta de 355%).

A agricultura também cresceu de forma acelerada, saltando de 180 mil hectares em 1985 para 7,9 milhões em 2024, avanço de 44 vezes. Três em cada quatro hectares convertidos para lavouras são ocupados por soja, que atingiu 5,9 milhões de hectares no bioma no ano passado.

A mineração também ganhou força, passando de 26 mil hectares em 1985 para 444 mil em 2024. Já a silvicultura teve a maior expansão proporcional: de 3,2 mil hectares para 352 mil hectares no mesmo período, aumento de mais de 110 vezes.

Rondônia lidera perda relativa

Rondônia se destaca como o estado com maior proporção de conversão da vegetação nativa em pastagens. Elas passaram de 7% do território em 1985 para 37% em 2024. Hoje, o estado é o que menos preserva a vegetação nativa na Amazônia (60%), seguido por Mato Grosso (62%), Tocantins (65%) e Maranhão (67%).

A região conhecida como Amacro (Acre, Amazonas e Rondônia) responde por 14% da perda líquida de vegetação da Amazônia nos últimos 40 anos.

Vegetação secundária em recuperação

Em 2024, cerca de 2% da Amazônia era composta por vegetação secundária, áreas já desmatadas que estão em processo de regeneração. Elas somavam 6,9 milhões de hectares.
Apesar disso, o desmatamento segue concentrado em áreas de vegetação primária: no ano passado, 88% da supressão ocorreu nesse tipo de floresta, contra 12% em áreas secundárias.



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Demanda por biodiesel impulsiona participação histórica do óleo de soja na margem da indústria



O óleo de soja atingiu, na semana passada, uma participação inédita na margem de lucro da indústria de esmagamento, praticamente empatando com o farelo, produto que tradicionalmente lidera a composição das receitas do setor.

Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), no dia 11 de setembro, o farelo respondeu por 51% da margem de lucro da indústria, enquanto o óleo alcançou 49%. Para comparação, em 2024, a média de participação era de 62,2% para o farelo e de 37,8% para o óleo, considerando preços da soja em grão, do óleo e do farelo no estado de São Paulo.

Pesquisadores explicam que o avanço reflete principalmente a forte demanda do óleo de soja para a produção de biodiesel, que vem aquecendo o mercado interno e elevando a relevância do derivado nas contas da indústria. O movimento marca uma mudança estrutural: o óleo, que historicamente ocupava posição secundária frente ao farelo, ganha cada vez mais peso no cenário de transição energética e na busca por fontes renováveis de combustível.

De acordo com especialistas, esse equilíbrio observado na margem da indústria mostra como a cadeia da soja está diretamente conectada à política de biocombustíveis no Brasil, e pode reforçar investimentos no setor.



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Decisão sobre juros do Banco Centro do Brasil e Fed estão no radar do mercado


No morning call de desta segunda-feira (15), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que ativos de risco avançaram globalmente, enquanto dólar e Treasuries recuaram, reforçando apostas em três cortes de juros pelo Fed ainda em 2025. O mercado espera decisão e coletiva do Fed nesta semana.

No Brasil, real se valorizou e a Bovespa teve desempenho modesto, com aumento na Selic de curto prazo e IPCA subjacente próximo de 5%. Destaques para Copom, IBC-Br, PNAD Contínua e dados de inflação.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Menor safra em 20 anos pressiona preços do Carioca



Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão


Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão
Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão – Foto: Ibrafe

O mercado do feijão vive um novo patamar de preços, com o feijão-carioca nota 9 já alcançando R$ 250 por saca em Minas Gerais, enquanto produtores começam a testar valores ainda mais altos. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a movimentação encontra respaldo nos números da Conab de setembro, que projetam uma oferta total de 1,642 milhão de toneladas de Feijões-cores — menor que em 2016. A diferença, no entanto, é que naquela época a produção era quase toda de feijão-carioca, ao passo que hoje há uma fatia expressiva de Vermelho, Rajado e Jalo, resultando na menor safra de Carioca em 20 anos.

Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão mais consumido no Brasil durante os próximos meses de setembro, outubro e novembro. A dúvida que permeia o setor é até onde os preços podem chegar. Embora muitos se perguntem se há espaço para repetir os R$ 400 por saca vistos em 2016, especialistas ponderam que as condições atuais são diferentes: naquele ano, a seca impulsionou alta generalizada em todos os tipos de Feijão, enquanto hoje a existência de estoques de outras variedades pode conter um movimento mais agressivo.

Ainda assim, a firmeza do Feijão-carioca vem acompanhada de sinais de reação no Feijão-preto. Foram reportados negócios acima de R$ 130 por saca, o que acende alerta para possíveis impactos nos leilões de PEP e PEPRO da Conab. A burocracia excessiva que historicamente dificultou a habilitação de adquirentes continua sendo um entrave, a ponto de, em situações anteriores, compradores ficarem sem a subvenção mesmo após efetivarem suas aquisições.





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Temporais e risco de queimadas em algumas regiões; veja a previsão do tempo para hoje



A presença de um sistema de baixa pressão, somado ao fluxo de ar quente e úmido do Norte do Brasil e a presença de um cavado meteorológico nos níveis médios da atmosfera, aumenta a umidade sobre o Sul do nesta segunda-feira (15). No Rio Grande do Sul, as pancadas de chuva começam a se espalhar ainda pela manhã, com risco para alguns temporais no meio-oeste, na região central e na Serra Gaúcha, chuva que pode vir acompanhada por raios e trovoadas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

A situação é de atenção para o sudoeste e leste do RS, pela ocorrência de chuva moderada a forte, inclusive em Porto Alegre. No decorrer do dia, a chuva se espalha por áreas do oeste, sul e leste de Santa Catarina, variando entre moderada e forte intensidade, principalmente em regiões próximas ao estado gaúcho. No Paraná, as instabilidades começam a avançar por áreas do sul e sudoeste paranaense a partir da tarde, se espalhando para as demais regiões já no período da noite. A semana ainda começa com sol e nebulosidade variável em Curitiba e Florianópolis, com possibilidade de chuva só à noite nas capitais. O norte do PR, continua com o padrão de tempo firme, muito calor e ar mais seco.

No Sudeste, a circulação de ventos úmidos que sopram do oceano em direção ao continente mantém as instabilidades sobre o norte do Rio de Janeiro e o litoral e norte do Espírito Santo. A previsão é de pouca chuva e de forma mal distribuída em Vitória, intercalando períodos de sol durante a manhã e a tarde. No norte do Rio, a chuva cai de forma rápida entre o final da manhã e início da tarde.

São Paulo e Minas Gerais começam a semana com tempo firme, mais sol no decorrer do dia, calor e ar muito seco, especialmente no interior. Segunda, sem chuva na cidade de SP e máxima subindo até os 29 °C. A umidade relativa do ar continua em alerta no noroeste e norte paulista e entre o Triângulo e noroeste mineiro ao longo da tarde. Atenção ainda voltada com o risco elevado de queimadas no interior da região.

Enquanto no Centro-Oeste, a umidade presente na atmosfera, estimulada pelo fluxo de umidade entre Amazonas e Rondônia, provocam pancadas de chuva irregulares na região central, no oeste e norte de Mato Grosso neste começo de semana – manhã se segunda com muito sol e rápida elevação de temperatura.

Durante a tarde a combinação de calor e umidade pode estimular núcleos mais isolados e localizados sobre Cuiabá, com previsão de chuva moderada. Atenção entre o oeste e noroeste do estado, para pancadas mais fortes. Pode chover também, de maneira pontual e isolada, no oeste e sul de Mato Grosso do Sul, no final do dia, pela atuação do cavado sobre o Sul do país.

Nas demais regiões, entre Goiás e o Distrito Federal, o predomínio continua sendo de tempo aberto, com calor intenso e alerta de baixa umidade durante o dia – Brasília, Goiânia, Campo Grande e o extremo sul de MT, com alerta para valores entre 20 e 12%.

Já no Nordeste, a circulação de ventos marítimos mantém a ocorrência de chuva sobre parte da costa leste da Região. Pode chover de forma moderada no Recôncavo baiano, entre o litoral do Sergipe e Pernambuco, intercalando aberturas de sol. Pode chover de maneira isolada e mais rápida no litoral da PB e do RN, em Natal, atenção com rajadas de ventos forte de até 70 km/h.

No interior nordestino segue com predomínio de tempo firme, bastante calor e baixa umidade do ar no período da tarde – os índices mais críticos continuam sendo registrados entre o sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, com alerta para umidade entre 20 e 12% e calorão acima de 35 °C.

E no Norte, a combinação de calor e umidade mantém o tempo instável no Amazonas, no oeste e sul de Roraima e no centro-sul de Rondônia – o sol, aparece entre nebulosidade variável e pode chover a qualquer momento – a situação é de atenção para pancadas moderadas a forte, não descartando alguns temporais localizados. As capitais, Macapá e Belém, começam a semana sem chuva, com muito sol e calor. O ar seco ainda mantém os baixos índices de umidade relativa do ar em todo o Tocantins e o risco de queimadas continua alto na região ao longo do dia.



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Startup aposta em tecnologia para monitoramento de grãos no agronegócio



O agronegócio brasileiro tem sido cada vez mais impactado pela tecnologia. Entre as inovações recentes está uma startup criada por Cristiane Ferraz, especialista em IoT, que desenvolveu uma solução para o monitoramento inteligente de grãos. A proposta é simples, mas poderosa: oferecer ao produtor rural uma visão completa, do campo ao armazenamento.

Segundo Cristiane, a ferramenta consegue acompanhar desde o maquinário agrícola, como colheitadeiras e caminhões, até o produto armazenado em silos. Além disso, o sistema permite monitorar combustível, temperatura, umidade e até mesmo o estoque de grãos. “Tudo pode ser acessado no computador ou no aplicativo, em tempo real”, explica.

Dessa forma, o produtor passa a contar com uma rastreabilidade que evita desperdícios, aumenta o controle sobre a produção e reduz custos. Para o agricultor, isso significa acompanhar todos os seus recursos em um único ambiente digital. “O produtor rural consegue diminuir perdas monitorando os estoques e rastreando os veículos. Assim, ele conquista mais economia e previsibilidade”, afirma Cristiane.

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Outro ponto de destaque são os alertas automáticos. Se o silo estiver perto de esvaziar ou se houver alteração na temperatura e na umidade, o sistema envia notificações imediatas. Portanto, o produtor pode agir rapidamente, evitando prejuízos maiores.

A ideia nasceu da experiência de Cristiane no setor de tecnologia. Enquanto observava a força do Brasil como potência agrícola, ela percebeu a ausência de soluções específicas para o monitoramento de grãos em larga escala. “Com minha vivência em IoT, desenvolvi algo voltado ao granel, trazendo inovação e mais eficiência para o campo”, conta.

Para a fundadora, a missão da startup vai além da tecnologia: é sobre apoiar o produtor rural em seus maiores desafios. “Sabemos o quanto custa perder grãos ou lidar com desvios. Nossa proposta é ajudar a economizar e oferecer uma visão 360 graus da produção”, conclui ela.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisa revela impacto de inseticidas nas abelhas


Uma tese do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da FMVZ/Unesp, câmpus de Botucatu, recebeu menção honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2025, na área de “Zootecnia/Recursos Pesqueiros”. A pesquisa, de Isabella Cristina de Castro Lippi e orientada pelo professor Ricardo de Oliveira Orsi, analisou os efeitos de doses letais e subletais do inseticida imidaclopride no transcriptoma de abelhas Apis mellifera africanizadas.

“Quando os genes das abelhas sofrem alterações na expressão, várias funções importantes para o organismo podem ser comprometidas, como imunidade, nutrição, metabolismo, comportamento, visão e até a capacidade de voo. Isso é relevante não só para a saúde das abelhas, mas também para todos nós, já que as abelhas são essenciais para a produção de alimentos como frutas, verduras e castanhas, além de terem papel fundamental na preservação dos ecossistemas”, explica Isabella. “Muitas plantas só conseguem se reproduzir graças à polinização realizada pelas abelhas. Ou seja, quando elas enfrentam ameaças como os agrotóxicos, há riscos tanto para a nossa segurança alimentar quanto para a biodiversidade”, completa.

O estudo revelou que doses subletais podem gerar alterações genéticas mais intensas que as letais, afetando funções essenciais das abelhas, como imunidade, metabolismo, visão, comportamento e capacidade de voo, com impactos diretos na polinização e na segurança alimentar. “Além disso, no Brasil a legislação sobre o uso de agrotóxicos é bem menos rígida que em outros lugares, como a Europa. Por isso, estudos de avaliação de risco, com base em dados científicos sólidos, são fundamentais para subsidiar decisões regulatórias”, indica.

A pesquisa foi conduzida em colmeias experimentais da FMVZ e analisada no IBETEC/Unesp, integrando o Núcleo de Ensino, Ciência e Tecnologia em Apicultura Racional (NECTAR). O trabalho contribui para políticas públicas sobre agrotóxicos e para o desenvolvimento de tecnologias agrícolas mais sustentáveis. 

 





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