quinta-feira, abril 30, 2026

Agro

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Mercado financeiro projeta inflação de 4,83% em 2025



O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para 2025. De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, o Brasil fechará o ano com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) em 4,83% – abaixo, portanto, dos 4,85% projetados há uma semana.

Há quatro semanas, o mercado trabalhava com a previsão de que 2025 terminaria com uma inflação ainda mais alta, de 4,95%. Para os anos subsequentes, as projeções são de 4,30% em 2026 e de 3,90% em 2027.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em agosto, o Brasil registrou, pela primeira vez desde agosto de 2024, inflação negativa (deflação, quando a média dos preços fica mais barata), de -0,11%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Com isso, as projeções do mercado financeiro ficam mais próximas do teto superior (4,5%).

A conta de luz recuou 4,21% no mês, representando impacto negativo de 0,17 ponto percentual (p.p.), figurando como o subitem que mais puxou a inflação para baixo. Com isso, o grupo habitação recuou 0,90%. O recuo o conjunto de preços foi o maior para um mês de agosto desde o início do Plano Real, em 1994, segundo o IBGE.

O grupo alimentação e bebidas (-0,46%) caiu pelo terceiro mês seguido. O de transportes (-0,27%) também ajudou a deixar o IPCA negativo IPCA. Nesses três meses, os alimentos acumularam queda de -0,91%. O de transportes (-0,27%) também ajudou a deixar o IPCA negativo.

Câmbio

As expectativas do mercado financeiro com relação à cotação do dólar ao final de 2025 também recuou, passando dos R$ 5,55 projetados há uma semana, para R$ 5,50, segundo o boletim divulgado hoje.

É a quarta semana consecutiva, em que se reduz as expectativas do valor de câmbio da moeda norte-americana. Em parte, isso se explica pelas medidas econômicas que vêm sendo adotadas pelo governo de Donald Trump. Para 2026 e 2027, a cotação projetada é a mesma: R$ 5,60.

PIB e Selic estáveis

Já as expectativas relacionadas ao Produto Interno Brutop (PIB, a soma de todas riquezas produzidas no país) e à taxa básica de juros (Selic) se mantiveram estáveis.
No caso do PIB, o mercado projeta um crescimento de 2,16% em 2025 – o mesmo projetado há uma semana. Há quatro semanas, as expectativas eram de que a economia do país crescesse 2,21% no ano.

Para 2026, as expectativas do PIB estão em 1,80% – menores, portanto, do que os crescimentos projetados há uma semana (1,85%); e há quatro semanas (1,87%). Para 2027, o crescimento econômico projetado é de 1,90% – acima do 1,88% projetado há uma semana; e do 1,87% projetado há quatro semanas.

Taxa básica

Com relação à Selic, a projeção é de que ela feche o ano em 15%, o mesmo percentual que vem sendo projetado há 12 semanas. Para os anos subsequentes, o mercado projeta uma Selic de 12,38%, em 2026; e de 10,50%, em 2027.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Com o recuo da inflação e o início da desaceleração da economia, o colegiado interrompeu o ciclo de aumento de juros.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Os bancos consideram outros fatores além da Selic na hora de definir os juros a serem cobrados dos consumidores. Entre eles estão risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.



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Vazio sanitário chega ao fim em diferentes regiões; safra exige atenção redobrada dos produtores



A partir desta semana, diferentes regiões brasileiras encerram o vazio sanitário e iniciam o período de semeadura de soja para a safra 2025/2026, conforme estabelecido pela Portaria nº 1.271 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida visa controlar a ferrugem asiática, doença que pode comprometer a produtividade da cultura.

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Em São Paulo, a Região III, que abrange o Centro-Oeste e o Oeste paulista, encerra o vazio sanitário nesta segunda-feira (15), permitindo o início da semeadura a partir de 16 de setembro. O presidente da Aprosoja São Paulo, Andrey Rodrigues, comentou sobre as expectativas da safra e ressaltou a importância de cautela por parte dos produtores, avaliando condições, prognósticos de clima e previsões para cada região.

“Esta safra será desafiadora, com custos elevados e preços futuros baixos. Toda a preparação em sustentabilidade, manejo de solos e culturas de inverno foi realizada, mas não podemos repetir erros de safras anteriores. Desejamos que os produtores colham bons frutos e consigam continuar firmes na sua atividade”, afirmou Rodrigues.

Fim do vazio sanitário em MS, PA e BA

Além de São Paulo, no estado da Bahia, Região II, o vazio sanitário terminou em 14 de setembro, permitindo o início da semeadura a partir de hoje, 15 de setembro. Já em Mato Grosso do Sul, o período vai até 15 de setembro, com plantio autorizado a partir de 16 de setembro e previsão de término em 31 de dezembro de 2025.

Por fim, no Pará, Região I, o vazio sanitário também se encerra em 15 de setembro, com início da semeadura em 16 de setembro e término previsto para 14 de janeiro de 2026.

Confira o calendário completo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Porto do Açu realiza primeira exportação de milho do Mato Grosso



Primeira operação do estado movimentou 25 mil toneladas de milho Non-GMO



Foto: Governo Federal

O Porto do Açu, localizado no norte do Estado do Rio de Janeiro, realizou em setembro a primeira exportação de carga oriunda do Mato Grosso. Foram embarcadas 25 mil toneladas de milho não transgênico (Non-GMO) provenientes do Leste do estado, com destino à Europa.

A operação ocorreu no Terminal Multicargas (T-Mult), que, segundo o Porto do Açu, “já movimentou mais de 20 diferentes tipos de carga desde o início de sua operação”. Para manter as características do milho Non-GMO, o terminal informou que o produto não pode ter contato com grãos transgênicos nos armazéns. Atualmente, o T-Mult dispõe de dois armazéns cobertos em área alfandegada, com capacidade estática total de 60 mil toneladas, além de outros dois armazéns na retroárea do terminal, com a mesma capacidade.

O diretor comercial e de terminais do Porto do Açu, João Braz, afirmou que “a abertura desse novo corredor logístico para o escoamento de cargas do Mato Grosso é um passo importante para aumentarmos a eficiência no transporte de grãos brasileiros. No Açu temos flexibilidade para desenvolver soluções logísticas sob medida, com uma operação 100% privada que garante confiabilidade, eficiência e segurança. Além disso, oferecemos tempos mínimos de espera para atracação, pranchas acima da média do mercado e agilidade no atendimento rodoviário”.

Segundo dados, no primeiro semestre o T-Mult movimentou 1,2 milhão de toneladas, volume 45% maior do que no mesmo período do ano passado. Ainda em 2025, a área de cais operacional do terminal contará com 500 metros, calado de 13,1 metros e um segundo berço para operar simultaneamente dois navios do tipo Panamax, com capacidade para transportar até 75 mil toneladas cada.

A capacidade de movimentação do terminal deverá alcançar 2,7 milhões de toneladas ao ano. Considerando a expansão da área de armazenagem, o Porto do Açu projeta duplicar esse volume nos próximos anos.

 





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‘Esperamos todos vocês em Sidrolândia!’



O evento que marca a abertura oficial da safra de soja 2025/26 será realizado no dia 3 de outubro, em Sidrolândia (MS). Em entrevista ao Soja Brasil, o presidente da Aprosoja Mato Grosso do Sul, Jorge Michelc, ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento do setor.

“O encontro é uma oportunidade única de trocarmos experiências e impulsionarmos o desenvolvimento agrícola. Estaremos cultivando o futuro com prosperidade”, afirmou o presidente.

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Organizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o encontro terá início às 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto. Vale dizer que a celebração também marcará o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

Programação do evento

A Abertura Nacional do Plantio da Soja reunirá produtores, lideranças políticas e especialistas do agro para debater temas como biocombustíveis, clima e mercado. Além das discussões técnicas, os participantes poderão acompanhar a demonstração de máquinas agrícolas em operação no campo e participar de um almoço de confraternização.

Inscreva-se

Para fazer parte é muito fácil! As inscrições para participação presencial já estão abertas e são gratuitas. Basta acessar o link, preencher os dados e confirmar a inscrição.





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Campanha une entidades de peso em defesa do futuro do arroz com feijão


Sempre me pergunto: como o Brasil, um dos maiores produtores de feijão do mundo, pode conviver com a queda constante no consumo interno desse alimento? O feijão, base do nosso Prato Feito, símbolo de identidade cultural e nutricional, vem perdendo espaço para ultraprocessados.

É um contrassenso: temos um alimento completo, nutritivo, barato e democrático, que somado ao arroz fica perfeito, mas que ainda não recebem o valor que merecem. Por isso defendo, com convicção, que precisamos agir agora. Não é apenas sobre mercado, mas sobre saúde pública, economia e até soberania alimentar.

Em minha visão, nós não podemos mais nos limitar a ser apenas um observador do setor. O Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) está se posicionando como um dos articuladores de uma causa maior: transformar o feijão e arroz e os alimentos de verdade em bandeira nacional.

E não estamos sozinhos. Já contamos com instituições de peso que entenderam a importância desse movimento, como a Associação dos Irrigantes (Aprofir), a Embrapa, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), o Instituto Terras Altas (TAA), o Good Food Institute (GFI) e a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão. Essa união prova que a pauta não é apenas de produtores ou de acadêmicos, mas de toda a sociedade.

Defesa do Brasil real

O consumo regular de feijão cinco vezes por semana é capaz de reduzir riscos de doenças crônicas, melhorar a qualidade de vida e aliviar gastos do sistema de saúde. No campo econômico, significa renda para milhares de famílias produtoras, empregos na indústria e novas oportunidades de exportação.

Culturalmente, o Prato Feito — com arroz, feijão, proteína e salada — é talvez o maior símbolo da nossa identidade alimentar. Negligenciá-lo é abrir mão de um patrimônio nacional. Não me parece exagero dizer: defender o feijão é defender o Brasil real, o Brasil de verdade.

Se queremos que o feijão e arroz reassumam seu protagonismo, precisamos de mobilização social, de articulação política e de compromisso produtivo. Consumidores devem se conscientizar, escolas precisam reforçar a alimentação saudável e restaurantes podem valorizar o Prato Feito.

O setor público deve dar atenção ao tema e produtores têm de investir em qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e comunicação com o consumidor. O movimento Viva Feijão! mostra que já estamos no caminho. Ele nasce simples, mas com potencial para crescer e se tornar uma grande campanha nacional.

Eu acredito que o futuro do Prato Feito é também o futuro dos alimentos de verdade no Brasil. Não podemos aceitar que um alimento tão completo e acessível seja relegado a segundo plano. Temos instituições, temos parceiros e temos um legado cultural que nos obriga a agir. A hora é agora. Precisamos transformar o feijão e arroz em símbolo de saúde, orgulho e união nacional.

Deixo aqui meu convite: siga a campanha Viva Feijão, compartilhe esta mensagem e ajude a espalhar essa ideia. O Brasil precisa, e o arroz e feijão merecem.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.





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Exportações do agro crescem 1,5% em agosto



A exportação do agronegócio brasileiro alcançou US$ 14,29 bilhões em agosto de 2025, o que corresponde a um aumento de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado foi garantido pelo aumento de 5,1% no volume embarcado, que compensou a queda de 3,4% nos preços médios internacionais, conforme informações do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Soja em grãos, carne bovina in natura e milho responderam pela maior parte do crescimento. A soja registrou embarques de 9,3 milhões de toneladas, 16,2% acima de agosto de 2024, proporcionando US$ 3,88 bilhões em receitas (+11%). A carne bovina alcançou 268 mil toneladas, alta de 23,5% em relação ao ano anterior, somando US$ 1,5 bilhão (+56%). Já o milho totalizou 6,8 milhões de toneladas, crescimento de 12,9%, movimentando US$ 1,36 bilhão (+17%).

Além dos produtos tradicionais da pauta exportadora, alguns itens alcançaram em agosto o melhor desempenho da série histórica, resultado da estratégia de diversificação de mercados.

O sebo bovino registrou exportações de 64,7 mil toneladas, alta de 17,2% em relação a agosto de 2024, que totalizaram US$ 74,1 milhões (+36,4%), maior valor e volume já embarcados para o mês. As sementes de oleaginosas (excluindo soja) atingiram 68,5 mil toneladas, crescimento de 10%, com receitas de US$ 71,3 milhões (+16,5%), ambos em patamar recorde.

Os feijões somaram 58,4 mil toneladas, crescimento de 29%, movimentando US$ 49,5 milhões (+27,5%). Já as rações para animais domésticos alcançaram US$ 35,9 milhões, crescimento de 22,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, também recorde para o mês.

Outro destaque foi o óleo de amendoim, que cresceu de 2,9 mil toneladas em agosto de 2024 para 13,3 mil toneladas em agosto de 2025, crescimento de 358%, com receita de US$ 20 milhões (+573,4%).

Expansão geográfica dos destinos

A China continua como a maior compradora de produtos agropecuários brasileiros, com US$ 5,12 bilhões, (alta de 32,9% em relação a agosto de 2024), o que representou 35,8% de toda a pauta exportadora do setor. Seguida pela União Europeia, com US$ 1,9 bilhão.

Já entre os mercados em expansão, destacam-se o México, com US$ 339 milhões, segundo maior parceiro comercial do Brasil na América Latina, que em relação a agosto de 2024, quase dobrou as importações (+91,9%), liderado principalmente pelas carnes, e o Egito, com US$ 342 milhões, alta de 14% nas compras, impulsionadas pelo milho. Vale mencionar ainda o crescimento das vendas para países da Ásia, como a Índia (+37,3%) e a Tailândia (+9,5).

Segundo o ministério, os resultados de agosto refletem a estratégia de abertura e diversificação de mercados. Somente em agosto de 2025 foram abertos 22 novos mercados e, desde agosto do ano passado, o número de destinos habilitados passou de 58 para 72. Esse avanço é resultado direto das 55 missões internacionais de negociação e promoção comercial realizadas em 2025, que têm ampliado o acesso para diferentes cadeias produtivas.



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agro lidera expansão do IBC-BR em 12 meses



O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 3,54% nos 12 meses encerrados em julho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (15). O resultado do índice, conhecido como uma prévia do PIB, representa uma desaceleração em relação ao período anterior, quando o indicador avançou 3,96% (revisado de 3,94%).

O desempenho do setor agropecuário se manteve robusto, com crescimento de 13,08% no mesmo intervalo, levemente abaixo dos 13,35% registrados até junho. Excluindo o agro, o índice avançou 2,91%, frente a 3,34% no período anterior.

Agro lidera expansão, mas indústria e serviços desaceleram

Entre os segmentos, a indústria acumulou aumento de 2,53% em 12 meses, abaixo dos 2,98% registrados anteriormente. Os serviços avançaram 2,97%, enquanto a arrecadação de impostos subiu 3,38%, também em ritmo menor que nos meses anteriores. No acumulado de janeiro a julho, o IBC-Br total cresceu 2,91%, com a agropecuária liderando a expansão (14,80%), seguida por serviços (2,15%) e indústria (2,07%).

No trimestre móvel encerrado em julho e com ajuste sazonal, o IBC-Br total registrou queda de 1,0% em relação aos três meses anteriores. O indicador do agro recuou 6,85%, enquanto a indústria cedeu 0,91%. Os serviços tiveram leve alta de 0,19%, e a arrecadação de impostos caiu 1,03%. Já na comparação interanual do trimestre móvel, o crescimento foi de 1,97%, com destaque novamente para o setor agropecuário, que avançou 5,71%.

Julho mostra queda mensal e desaceleração interanual

No mês de julho, o IBC-Br recuou 0,53% ante junho, abaixo das expectativas do mercado, que projetavam baixa de 0,30%. O desempenho interanual também registrou desaceleração, com crescimento de 1,15%, puxado principalmente pelo agro, que subiu 3,48%. Serviços, indústria e impostos mostraram expansão mais moderada, refletindo o ritmo mais contido da economia fora do campo.



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Empresas anunciam joint venture para construção de usinas de etanol de milho em Mato Grosso



A Amaggi e a Inpasa confirmaram a criação de uma joint venture para a construção de pelo menos três usinas de etanol de milho no estado de Mato Grosso. O investimento marca um novo passo na estratégia das companhias de agregar valor à cadeia produtiva, com foco na industrialização de commodities e no avanço do setor de biocombustíveis.

A parceria deve unir a experiência da Amaggi na originação de grãos e na logística com a expertise da Inpasa, maior produtora nacional de etanol de milho e referência na área.

Cada uma das novas plantas terá capacidade inicial para processar cerca de 2 milhões de toneladas de milho por ano. A primeira unidade será construída em Rondonópolis, enquanto outras duas cidades, Campo Novo do Parecis e Querência, estão em fase avançada de estudos para receber os empreendimentos.

A formalização da joint venture ainda depende de aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras, como determina a legislação vigente.

Demanda

O Brasil tem registrado forte expansão na produção de etanol de milho nos últimos anos, especialmente em Mato Grosso, estado líder nacional na fabricação do biocombustível. Além de atender à demanda interna, o setor também busca ampliar espaço no mercado internacional, em meio ao crescimento da agenda global de descarbonização e da transição energética.



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oferta limitada sustenta os preços



A última semana foi marcada por oferta restrita de mandioca em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo pesquisadores, esse cenário continua atrelado ao baixo interesse pela comercialização de raízes de 1º ciclo  devido à menor rentabilidade, e também ao clima seco, que chegou a interromper os trabalhos no campo em diversas áreas.

Como resultado, os preços seguiram em alta, registrando a maior elevação semanal desde outubro de 2021, conforme levantamentos do centro de pesquisas. 

Entre 8 e 12 de setembro, a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 487,54 (R$ 0,8479/grama de amido), o maior valor em oito semanas, avanço de 4,3% em relação ao intervalo anterior.

Segundo dados do Cepea, a estimativa do esmagamento de mandioca nas fecularias atingiu 43,7 mil toneladas na semana passada, queda de 8% frente à anterior. No acumulado da primeira quinzena, o volume está 20% inferior ao observado em igual período de agosto. A ociosidade industrial aumentou, com média em 60,8% da capacidade instalada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do feijão-carioca seguem em alta frente à oferta restrita



A segunda semana de setembro foi marcada por valorizações no mercado de feijão. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o instituto, para o tipo carioca de melhor qualidade, a oferta bastante limitada nas principais regiões produtoras manteve os preços em alta.

Além disso, a combinação de clima adverso, de colheita finalizada em importantes regiões e de estratégias de armazenamento reforçaram o movimento de avanço dos preços deste feijão.

Quanto ao grão preto, o mercado apresenta sinais de recuperação, ainda que os valores permaneçam abaixo das médias históricas. Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte aos preços vem da retomada pontual da demanda.

No campo, dados divulgados pela Conab no dia 11 apontam que a safra 2024/25 nacional de feijão deve somar 3,07 milhões de toneladas, recuo de 3,9% em relação ao ciclo anterior. Esse é o resultado da queda de 5,6% na área cultivada e do ganho parcial de 1,8% na produtividade.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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