quinta-feira, abril 30, 2026

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Suplementação na cria: primíparas e bezerras são a prioridade na fazenda


Pecuaristas, em uma fazenda de cria, a escolha da categoria prioritária para a suplementação pode fazer a diferença entre o lucro e o prejuízo. Antônio Carlos Zuntini, da Fazenda Recanto, em Paranaíta, no estado de Mato Grosso, quer saber qual categoria tem prioridade na fazenda de cria. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta segunda-feira (15), o zootecnista Edmar Peluso, sócio-fundador da consultoria Gerente de Pasto, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde” do programa Giro do Boi.

Ele explica que, embora a primípara seja a categoria mais sensível, o manejo deve começar na bezerra, a futura matriz da fazenda.

Primípara: a categoria mais sensível

Peões movimentando vacas e novilhas na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Peões movimentando vacas e novilhas na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

A categoria de primíparas é a mais sensível em uma fazenda de cria. É um animal jovem que pariu, está cuidando do bezerro, está em crescimento corporal e precisa emprenhar novamente.

O manejo nutricional para essa categoria é crucial, pois a falta de nutrição pode comprometer a sua saúde e a sua capacidade reprodutiva, gerando perdas e prejuízos.

No entanto, o especialista ressalta que a primípara de hoje é a bezerra de ontem. Conduzir bem a recria é o primeiro passo para ter primíparas saudáveis e produtivas.

O manejo correto da bezerra e da novilha

O manejo da bezerra, que será a futura primípara, deve começar desde o desmame.

  • Primeira seca: A bezerra não deve ficar apenas no sal mineral. O ideal é fornecer uma palhada de boa qualidade (pasto seco, mas com boa quantidade de folha seca) e um proteinado 0.1, com bom teor de proteína.
  • Período das águas: Quando as águas voltarem, a bezerra pode voltar para o sal mineral, mas na transição para a próxima seca, é preciso voltar com o proteinado.
  • Novilhas prenhas: As nulíparas que se tornarão primíparas precisam continuar a receber o proteinado na seca para que não percam peso antes de parir.

No caso das primíparas, o proteinado deve ser iniciado logo após o final das águas. A suplementação deve continuar, se possível, até o final da estação de monta, para que a vaca tenha um bom escore corporal e mais chances de emprenhar novamente.

A importância do manejo de pastagem

Bovinos em área de pastagem. Foto: Reprodução
Bovinos em área de pastagem. Foto: Reprodução

Edmar Peluso alerta que, independentemente da suplementação, o manejo de pastagem é fundamental. Pasto passado, com hastes altas e lignificadas, não é bom para o desempenho animal.

O gado não terá bom desempenho em um Mombaça de 60 cm ou em um Massai de 70 cm. O pasto deve ter uma boa quantidade de folha, e não de talo.

O foco na suplementação na cria é crucial para o sucesso da fazenda. Conduzir bem a recria, com manejo e nutrição corretos, evita perdas na primípara e garante que ela emprenhe bem, cresça o máximo possível e pare bem.



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fábrica da Nestlé é atingida por incêndio no interior paulista



Um incêndio atingiu uma das fábricas da Nestlé, em Araras, no interior de São Paulo, na tarde de domingo (14).

De acordo com a empresa, as chamas se concentraram em um equipamento localizado na área externa da unidade e foram controladas pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil.

Segundo a companhia, não houve feridos nem necessidade de evacuação, já que a ocorrência não atingiu as áreas internas da fábrica.

O caso foi registrado como incêndio acidental pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), que informou que as equipes dos bombeiros controlaram as chamas e realizaram o rescaldo no local.

A produção também não foi interrompida, pois a unidade conta com sistemas de contingência e equipamentos de reserva, que garantiram a continuidade das operações.

A fábrica de Araras da Nestlé foi inaugurada em 1921 para a produção de leite condensado e, ao longo dos anos, diversificou sua linha de produção. Atualmente, a unidade produz café solúvel, achocolatado em pó e outros produtos, sendo considerada uma das principais do grupo no Brasil. A planta conta com cerca de mil colaboradores.





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Saiba como ficaram as cotações de soja neste início de semana



O mercado de soja teve um início de semana de poucas ofertas e negócios limitados, destacou Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado. Segundo ele, até houve algumas oportunidades pontuais da indústria em Minas Gerais, mas, de forma geral, o dia foi lento, inclusive na exportação.

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“Os prêmios não reagiram e, com dólar e CBOT em queda, o resultado foi um mercado fraco, com preços no físico depreciados”, disse Silveira. Ele completou que, apesar de alguns lotes, nada de muito expressivo foi reportado.

Cotações de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 142,00 para R$ 140,50
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 128,00 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A proximidade da colheita americana pressionou o mercado, com os agentes também acompanhando de perto mais uma rodada de negociações entre autoridades americanas e chinesas, em Madri, em busca de um acordo comercial entre os dois países.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 189,810 milhões de bushels em agosto, ante 195,699 milhões no mês anterior. No mercado, a expectativa era de 182,857 milhões. Em agosto de 2024, foram 158,008 milhões de bushels.

USDA

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 804.352 toneladas na semana encerrada no dia 11 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 467.624 toneladas.

Logo mais, o USDA vai divulgar o seu tradicional relatório sobre a evolução das lavouras, com destaque para o primeiro quadro de colheita de soja.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,50 centavos de dólar, ou 0,33%, a US$ 10,42 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,61 3/4 por bushel, com baixa de 3,50 centavos ou 0,32%

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,90 ou 1%, a US$ 285,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 52,26 centavos de dólar, com ganho de 0,09 centavo ou 0,17%

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,60%, sendo negociado a R$ 5,3211 para venda e a R$ 5,3191 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3071 e a máxima de R$ 5,3491



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veja a cotação neste início de semana



O mercado físico do boi gordo abre a semana pressionado, com os frigoríficos testando níveis mais baixos de preços.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por tentativas de compra em patamares mais baixos, considerando a atual posição das escalas de abate.

“Em muitas indústrias, a programação do mês de setembro já foi definida. A incidência de animais de parceria (contratos a termo), ajuda a explicar essa movimentação. Sob o prisma da demanda, as exportações seguem agressivas em 2025”, ressalta.

Entretanto, conforme Iglesias, a movimentação cambial, com o real trabalhando próximo à linha dos R$ 5,30 por dólar, gera outro elemento de pressão sobre os preços da arroba.

  • São Paulo: R$ 306,83 — na sexta: R$ 308,58
  • Goiás: R$ 291,79 — R$ 295,36
  • Minas Gerais: R$ 288,24 — R$ 292,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,82 — R$ 321,02
  • Mato Grosso: R$ 300,41 — R$ 301,89

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação em seus preços, em um ambiente pautado por menor apelo ao consumo.

“A carne de frango apresentou valorização no decorrer da primeira quinzena do mês, e essa situação aumentou a competitividade da carne bovina”, conta Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,10 por quilo; o dianteiro segue a R$ 18,00 por quilo; e a ponta de agulha continua no patamar de R$ 17,10, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,60%, sendo negociado a R$ 5,3211 para venda e a R$ 5,3191 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3071 e a máxima de R$ 5,3491.



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confira a previsão do tempo



A previsão do tempo para esta terça-feira (16), segundo os meteorologistas da Climatempo, mostra um cenário de contrastes em todo o Brasil. Enquanto parte do país enfrenta pancadas de chuva intensas e risco de temporais, outras regiões seguem sob predomínio de sol forte, calor e baixa umidade do ar.

Confira como ficam as condições em todas as regiões do país.

No Rio Grande do Sul, a circulação dos ventos ajuda a firmar o tempo. Ainda pode chuviscar entre a madrugada e a manhã, mas durante o dia o sol aparece entre nuvens e as instabilidades perdem força. Apenas a serra e o litoral norte gaúcho podem registrar chuviscos isolados. À noite, há condições para formação de nevoeiro em grande parte do estado.

Em Santa Catarina e no Paraná, o deslocamento de um cavado meteorológico mantém a condição de chuva forte durante a madrugada e manhã, mas a tendência é de perda de intensidade ao longo do dia. Mesmo assim, há risco de raios e ventos no Paraná. No oeste e sudoeste catarinense, além do noroeste paranaense, o tempo deve permanecer firme.

No Sudeste, o cavado meteorológico favorece áreas de instabilidade em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O dia começa com sol e temperaturas em rápida elevação, mas à tarde as pancadas de chuva ganham força, especialmente no interior paulista.

Na Grande São Paulo, há chance de chuva forte, raios e rajadas de vento. A região da Serra da Mantiqueira, Zona da Mata mineira, Vale do Paraíba e sul fluminense também tem risco de temporais localizados com eventual queda de granizo.

No Rio de Janeiro, além da chegada da chuva à noite, os ventos sopram intensos ao longo do dia, com rajadas entre 51 e 70 km/h. No Espírito Santo, a instabilidade se concentra no litoral, enquanto o norte de Minas segue com ar seco e baixa umidade.

No Centro-Oeste, a presença de umidade favorece pancadas isoladas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e sul de Goiás. No noroeste de Mato Grosso, há risco de chuva forte acompanhada por raios.

Já em Goiás e no Distrito Federal, predomina o ar seco, com alerta de baixa umidade durante a tarde, alcançando níveis críticos em algumas áreas.

Na faixa leste do Nordeste, a circulação de ventos oceânicos provoca instabilidade. Entre Sergipe e Alagoas, há risco de chuva mais intensa. O litoral da Bahia registra pancadas moderadas.

No interior nordestino, o tempo segue firme, com sol, calor e baixa umidade, especialmente no sertão e no Matopiba, onde aumenta o risco de queimadas.

No Norte, a umidade mantém a formação de instabilidades sobre Amazonas, Acre, Rondônia e oeste do Amapá, com risco de chuva forte em alguns períodos. Já no Tocantins, o dia é de tempo firme, sol forte e baixa umidade, com índices críticos à tarde.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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o diálogo que precisamos ouvir


No próximo dia 19 de setembro, sexta-feira, das 8h30 às 13h30, estarei na Sociedade Rural Brasileira participando do Seminário Técnico Nacional – Gestão de Riscos Agropecuários e Seguros Paramétricos.

As inscrições presenciais já esgotaram, mas ainda dá tempo de se inscrever para acompanhar virtualmente – de graça, mas com vagas limitadas.

Por que faço esse convite? Porque sei que esse debate interessa a muita gente que acompanha de perto o dia a dia do agro. O seguro rural, para alguns, ainda parece um tema distante, restrito a especialistas ou a quem trabalha diretamente no setor. Mas, na prática, ele diz respeito à continuidade da produção, à estabilidade do fluxo de caixa do produtor e até mesmo à forma como o país lida com as mudanças climáticas.

Não é novidade que, no Brasil, o dinheiro para renegociação de dívidas costuma aparecer mais rápido do que os recursos para prevenção. Basta ver a Medida Provisória recente que abriu R$ 12 bilhões para refinanciamentos.

O seguro, quando bem estruturado, é justamente a peça que poderia reduzir a necessidade desse ciclo de endividamento. Só que, para isso, precisa ser discutido de frente, sem fórmulas prontas e sem repetir velhos discursos.

É isso que me anima nesse seminário: a chance de ouvir diferentes perspectivas, de gente da academia, do setor privado e do governo, sobre como tornar o seguro rural mais efetivo. Quero aprender, provocar e também dividir algumas inquietações.

Além disso, serão apresentadas experiências de inovação em monitoramento por satélite aplicado a seguros agrícolas, com três empresas de tecnologia: uma consolidada, mostrando resultados concretos; e duas startups, apresentando iniciativas em desenvolvimento para seguros paramétricos.

A iniciativa desse diálogo com governo, academia e setor privado é promovida pelo SRB em parceria com o Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros da FGV (FGV IISR), o Observatório do Seguro Rural (OSR FGV Agro), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Se esse assunto desperta sua curiosidade ou se você já trabalha com ele e quer trocar ideias, fica aqui meu convite. A inscrição é gratuita, mas necessária para garantir o acesso virtual: clique aqui para garantir o seu lugar nesse debate.

*Pedro Loyola é consultor em gestão de riscos agropecuários e financiamento sustentável e coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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balanço do 1º mês e impactos no agronegócio


Em pouco mais de sete meses na Casa Branca, o presidente Donald Trump transformou profundamente a posição dos Estados Unidos no tabuleiro geopolítico global, assim como suas relações com outros países. A estratégia é clara: impor tarifas alfandegárias elevadas em setores estratégicos para pressionar parceiros comerciais, forçar concessões e fortalecer a indústria americana.

A tática já elevou a arrecadação tarifária a mais de US$ 100 bilhões em um ano fiscal, mas também trouxe efeitos adversos dentro do próprio país, como aumento de preços de bens de consumo e tendência de elevação inflacionária.

No caso do Brasil, a decisão mais dura foi anunciada em 9 de julho: tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, em vigor desde 1º de agosto. Trump justificou a medida alegando “relações injustas” e citou ainda fatores políticos, como o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além da irritação com a agenda dos Brics e a defesa da desdolarização. Paralelamente, ordenou ao Representante de Comércio dos EUA (USTR) uma investigação com base na seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que pode abrir caminho para novas retaliações unilaterais contra o Brasil.

O impacto já aparece nos números. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras para os EUA caíram 18,5% em agosto, o equivalente a US$ 600 milhões a menos em relação ao mesmo mês de 2024.

A retração não se limitou aos produtos diretamente taxados: aeronaves, óleos e combustíveis, celulose e minério de ferro também sofreram quedas expressivas, reflexo da insegurança gerada pela medida. Entre os itens mais atingidos, destaque para minério de ferro (-100%), aeronaves (-84,9%), açúcar (-88,4%), carne bovina fresca (- 46,2%) e máquinas (-45,6%).

Vale notar que agosto ainda refletiu embarques programados anteriormente, o que sugere que os efeitos negativos podem se aprofundar nos próximos meses.

Apesar da perda nos EUA, o comércio exterior brasileiro mostrou resiliência. Houve alta de 3,9% nas exportações em agosto, puxada por maiores vendas para China (+29,9%), Argentina (+40,3%) e México (+43,8%). O superávit de US$ 6,13 bilhões foi garantido, sobretudo, pela agropecuária (+8,3%) e pela indústria extrativa (+11,3%), com destaque para soja, carne bovina, minério de ferro e açúcar. A diversificação de mercados é, portanto, um fator-chave para mitigar os efeitos do tarifaço.

Do lado diplomático, o setor privado se mobilizou rapidamente. Uma comitiva da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com 130 empresários, esteve em Washington para participar da audiência pública da seção 301. Apesar da boa argumentação técnica, não houve resposta do USTR sobre possíveis exceções setoriais ou sobre a suspensão de sobretaxas adicionais. O sentimento predominante é de que o impasse não deve ser resolvido no curto prazo.

O cenário político também pesa. As tensões aumentam com o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) e com as críticas de Lula a Trump durante a presidência temporária do Brics. O governo brasileiro evita anunciar retaliações imediatas, mas avalia medidas sob a Lei de Reciprocidade Econômica, que autoriza restrições às importações, suspensão de concessões de propriedade intelectual e revisão de obrigações em acordos internacionais. Caso tais medidas sejam aplicadas, é provável que os EUA endureçam ainda mais, gerando uma escalada tarifária de difícil controle.

A experiência de outros países mostra que a saída passa pela negociação. China, Reino Unido, Vietnã e Indonésia conseguiram acordos comerciais mesmo sob pressão tarifária americana. O Brasil, embora disponha de maior poder de barganha que Vietnã e Indonésia, enfrenta um contexto político conturbado e menos espaço para concessões. Uma redução significativa das tarifas, para antigo patamar de 10%, parece improvável no curto prazo; alcançar uma alíquota média, que alivie parte do setor exportador, seria um cenário mais realista.

O balanço do primeiro mês é claro: o tarifaço já provoca perdas relevantes, especialmente no agronegócio, mas também escancara a importância da diversificação comercial brasileira.

A resposta precisa ser pragmática: buscar novos mercados, negociar com firmeza em Washington e avançar em acordos bilaterais. Ainda que o mercado americano seja estratégico para o Brasil, superar os desafios impostos pelas tarifas exige persistência diplomática e coordenação com o setor privado.

O caminho passa por manter canais de diálogo abertos, inclusive com o empresariado dos EUA, e por reforçar a capacidade de adaptação do agronegócio brasileiro diante de um cenário internacional cada vez mais instável.

* Rebeca Lucena é diretora de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados. Cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT), é formada em Relações Internacionais pelo UniCEUB, com pós-graduação em Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela FGV, e em Análise Política e Políticas Públicas pela UnB.


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AgroNewsPolítica & Agro

Abertura de mercados e expansão do pet food marcam a 2º edição da VICTAM LatAm


O setor de alimentação animal brasileiro cresceu 2,2% no primeiro semestre de 2025, atingindo 43,5 milhões de toneladas de rações e concentrados produzidos, segundo Sindirações. A resiliência da indústria reflete não apenas a força do mercado interno, mas também a abertura de novos destinos de exportações como Filipinas, México e Singapura no segmento de suínos, além da consolidação dos Estados Unidos como principais compradores de ovos comerciais brasileiros.

De 16 e 18 de setembro, VICTAM LatAm e a 1º edição da FEED Formulation Latin America devem reunir em São Paulo mais de 250 expositores, 350 marcas do setor e 8 mil profissionais de 30 países da América Latina, reforçando o Brasil como palco estratégico para novos negócios no mercado de indústrias de nutrição animal e processamento de grãos.

Um dos destaques desta edição da VICTAM LatAm é o pet food, que já responde por 53,5% do faturamento da indústria da alimentação animal e produziu 2 milhões de toneladas de rações para cães de gatos apenas no primeiro semestre de 2025, segundo relatório do sindicato apresentado em 10 de setembro. Metade dos expositores confirmados trazem inovações e tecnologias voltadas ao segmento, evidenciando sua força e relevância econômica.

Para Sebas van den Ende, diretor-geral da VICTAM Corporation, o evento simboliza a conexão entre pesquisa, indústria e mercado internacional. “A VICTAM LatAm amplia as oportunidades de negócios, aproximando fornecedores globais, compradores locais e novos destinos de exportação para o Brasil e a América Latina”.

Criada há mais de 60 anos na Holanda, país de origem do evento, a feira se consolidou como referência global em nutrição animal e processamento de grãos. Com a edição do Brasil, a VICTAM, acontece a cada dois anos em quatro continentes: Europa, Ásia, África e América Latina, conectando a indústria local às maiores tendências internacionais.

Serviço

VICTAM LatAm 2025 + Feed Formulation Latin America + Grapas LatAm + Seminário FTI

Data: 16 a 18 de setembro de 2025

Local: Expo Center Norte – São Paulo (SP)

Conferências: das 10 às 17h | Feiras: das 12h às 19h

Credenciamento para visitação: gratuito

Participação nas conferências: mediante inscrições inscricaodeeventos.com.br

Mais informações e programação completa: www.victamlatam.com

 





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como fica o tempo com a nova estação?



Atenção sojicultores: a semana começa com calor intenso e tempo seco no Brasil Central. As áreas produtoras de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rondônia seguem registrando temperaturas elevadas, com máximas próximas de 40 °C.

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Na região de Sorriso (MT), por exemplo, a previsão do tempo para os próximos 30 dias indica pancadas de chuva, mas de forma isolada. A mudança mais visível deve ocorrer com a chegada da primavera, entre os dias 20 e 21 de setembro. Nesse período, as temperaturas tendem a se estabilizar entre 33 °C e 35 °C, ainda com chuvas moderadas. O ritmo mais consistente das precipitações só deve se firmar a partir da primeira quinzena de outubro.

O mapa de umidade do solo apresentado pelo meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, mostra que o Brasil Central enfrenta forte déficit hídrico, necessitando de cerca de 100 mm de chuva para reverter a condição atual. Nos próximos cinco dias, o cenário segue desfavorável para o início da semeadura, já que o tempo permanece muito seco.

O tempo na virada do mês

Na virada do mês, há expectativa de chuvas distribuídas pelo Sudeste, Centro-Oeste e interior do Matopiba. No entanto, os acumulados devem ser baixos, entre 20 e 30 mm. A última semana de setembro volta a ser marcada por tempo seco, reforçando que a retomada efetiva das chuvas só deve acontecer no início de outubro.

Muita chuva!

As anomalias de precipitação indicam que outubro terá volumes mais expressivos, especialmente em Rondônia, Centro-Oeste, Sudeste, centro-sul da Bahia e também no Paraná.



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Expo Rio Preto começa com show da raça Sindi e promete ser a maior da história


Pecuaristas, a 62ª Expo Rio Preto já começou em São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, e a primeira etapa, dedicada ao gado leiteiro, já se mostra um sucesso absoluto. Com entrada e estacionamento gratuitos, a exposição se consolida como um evento imperdível para o agronegócio e para a comunidade local, que lotou o parque de exposições nos primeiros dias. Assista ao vídeo abaixo e confira.

O programa Giro do Boi, do Canal Rural, conversou com Carina Ayres, produtora rural e secretária de Agricultura e Abastecimento do município.

Ela, que também é embaixadora do Congresso Nacional das Mulheres do Agro, destacou o sucesso do evento e a importância de um dos destaques desta edição: a raça sindi.

Destaque para a raça Sindi e o torneio leiteiro

Foto: Arthur Merlotti/Prefeitura de Rio Preto
Foto: Arthur Merlotti/Prefeitura de Rio Preto

A Expo Rio Preto teve um início impressionante, com um show da raça sindi. Carina Ayres ressaltou que a Nacional do Sindi, que aconteceu no final de semana, reuniu mais de 15 criadores e animais de altíssimo nível.

O julgamento foi tão disputado que os juízes tiveram que se desdobrar para julgar o que há de melhor na raça.

A festa do gado leiteiro continua, e a exposição terá a etapa do gir e do girolando, com uma premiação especial para a “vaca suprema”.

Serão analisados o fenótipo, o genótipo e a quantidade de leite do animal, o que mostra o rigor e a importância que a Expo Rio Preto tem para o ranking nacional das raças.

Programação e entretenimento para toda a família

Foto: Arthur Merlotti/Prefeitura de Rio Preto
Foto: Arthur Merlotti/Prefeitura de Rio Preto

Sob o slogan “Bom de negócio. Bom para a família“, a Expo Rio Preto busca conectar o agronegócio com a população urbana.

A entrada e o estacionamento gratuitos foram um sucesso, e os estacionamentos ficaram lotados já no primeiro final de semana, com o show gratuito de Lourenço e Lourival.

A programação da feira é diversificada e atende a todos os públicos:

  • Julgamentos e leilões: Julgamentos de raças, leilões de genética de touros e leilão beneficente de ovinos, com verba revertida para a APAE.
  • Provas esportivas: Na nova arena multiuso, o público poderá acompanhar a Prova do Tambor e o Ranch Sorting.
  • Palestras e debates: A Intertech Agro promoverá painéis sobre inovação, sustentabilidade e agricultura familiar. A programação inclui o Encontro de Mulheres Embaixadoras do Agro e o Encontro de Jovens do Agro.
  • Fazendinha: Exposição de mini animais e espécies exóticas para as crianças.

A Expo Rio Preto se consolida como a maior feira agropecuária do Noroeste Paulista, com mais de 3 mil animais, e uma exposição que mostra a força do agronegócio e a tradição das famílias produtoras. A etapa do gado de corte será de 28 de setembro a 5 de outubro.



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