quarta-feira, abril 29, 2026

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Entressafra do milho: Dicas para manejo



Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais


Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais
Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais – Foto: Pixabay

O controle de plantas daninhas na cultura do milho, especialmente na entressafra, demanda estratégias bem planejadas. Segundo Tie Prata, engenheiro agrônomo, o uso intensivo de Glifosato em sistemas agrícolas tem favorecido o surgimento de biótipos resistentes, tornando essencial a adoção de diferentes práticas e moléculas herbicidas. A escolha correta de produtos e o respeito aos intervalos entre a aplicação e a semeadura são fundamentais para garantir eficiência e segurança ao cultivo.

Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais. Enquanto o herbicida 2,4-D exige apenas sete dias antes da semeadura, produtos como Mesotrione, Atrazina e Iodosulfuron requerem até 90 dias. Seguir essas orientações evita fitotoxicidade nas plantas jovens e assegura um estabelecimento saudável da lavoura, prevenindo problemas futuros.

A diversificação de mecanismos de ação também é recomendada. Alternar moléculas com modos de ação distintos reduz a pressão sobre as plantas resistentes ao Glifosato. Combinar produtos de ação rápida, como o 2,4-D, com herbicidas de maior residualidade, como Isoxaflutole ou Atrazina, mantém a área limpa por mais tempo e dificulta a sobrevivência de biótipos resistentes, aumentando a eficácia do manejo.

Além disso, é preciso atenção à residualidade e à segurança do sistema. Herbicidas mais persistentes proporcionam controle prolongado, mas limitam a flexibilidade da semeadura antecipada. Já produtos de menor residualidade, como Nicosulfuron, permitem replantios mais rápidos, caso necessário. O equilíbrio entre eficácia, segurança e risco de carryover deve orientar a escolha, sempre visando reduzir a resistência ao Glifosato e garantir o sucesso da próxima safra.

“Em resumo: um manejo eficiente de herbicidas na entressafra do milho passa pelo planejamento do calendário de aplicação, rotação de mecanismos de ação e atenção ao residual no solo, sempre com foco em reduzir a pressão de resistência ao Glifosato e garantir a segurança da próxima safra”, conclui.





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Mercado de bioinsumos cresce 15% ao ano e deve superar químicos até 2050, aponta Embrapa


Gramado (RS) se tornou, nesta segunda-feira (15), o ponto de encontro da ciência dedicada ao futuro da agricultura. A cidade recebeu a abertura do 18º Simpósio de Controle Biológico (Siconbiol), considerado o maior evento científico do Brasil voltado ao tema. O encontro acontece no Centro de Eventos ExpoGramado e reúne cerca de 1.400 participantes, incluindo pesquisadores, estudantes e profissionais do setor.

De acordo com informações divulgadas pela Embrapa, o Siconbiol é hoje uma das principais vitrines de debates sobre bioinsumos e manejo sustentável de pragas. O evento é promovido em parceria pela Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), Embrapa, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário Edmundo Gastal (FAPEG). Nesta edição, a presidência é conduzida pelo pesquisador Dori Edson Nava, da Embrapa Clima Temperado.

Na cerimônia de abertura, o presidente da SEB, Angelo Pallini, destacou a diversidade de sotaques e trajetórias reunidas em Gramado, simbolizando a força da ciência brasileira. Ele enfatizou que o país já é referência mundial em bioinsumos, com 786 produtos e 747 inoculantes registrados. “O setor não para de crescer. Estamos em um evento que promove intercâmbio de conhecimento, mas também celebra a união de pesquisadores de diferentes regiões”, afirmou.

Representando a Presidência da Embrapa, o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra, reforçou que a agricultura do futuro precisa estar alicerçada nos “cinco S”: saúde única, sustentabilidade, saudabilidade, segurança e soberania alimentar. Ele lembrou, porém, que ainda existem desafios a vencer. “Embora o mercado esteja em expansão, apenas 4% das aplicações de produtos biológicos ocorrem em culturas alimentares como frutas, hortaliças e grãos básicos. Esse é um espaço com enorme potencial para crescimento”, destacou.

Para o presidente do simpósio, Dori Edson Nava, o encontro é uma oportunidade para mostrar como os avanços científicos têm transformado o manejo agrícola desde os anos 2000. Ele ressaltou que, nos últimos quatro anos, o setor cresceu em média 15% ao ano e que as projeções indicam que o mercado biológico deve ultrapassar o químico até 2050. “Estamos vivendo a era da Biologia. O controle biológico deixou de ser apenas uma promessa e se tornou realidade para a agricultura moderna”, afirmou.

Um dos momentos mais marcantes da abertura foi a homenagem ao professor José Roberto Postali Parra, da ESALQ/USP, reconhecido por sua contribuição histórica ao setor e presente em todas as edições do simpósio. Para Nava, a trajetória do professor ajudou a consolidar o uso de bioinsumos tanto no Brasil quanto no cenário internacional.

A noite também foi marcada por emoção com a lembrança da pesquisadora Gláucia de Figueiredo Nachtigal, da Embrapa Clima Temperado, falecida em janeiro de 2025. Com 18 anos de dedicação à pesquisa, Gláucia deixou importantes contribuições para o controle biológico do capim-annoni. A homenagem foi conduzida pelo pesquisador Cesar Bauer Gomes, e uma placa simbólica foi entregue ao técnico Daniel Lopes de Lima, colega de laboratório da pesquisadora.

 





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Milho pode recuar nesta semana



Custos desafiam vendas externas do grão



Foto: Agrolink

Segundo a análise do especialista da Grão Direto desta semana, publicada nesta segunda-feira (15), a proximidade da colheita americana de milho deve reforçar a presença dos Estados Unidos no mercado internacional, especialmente na Ásia e na Europa, onde já há grandes volumes vendidos de forma antecipada. 

A análise informou ainda que a Argentina avança com exportações agressivas após uma colheita quase finalizada. Mesmo com a segunda safra brasileira recorde, o milho nacional ainda não aparece como a origem mais barata, o que dificulta a colocação do produto no exterior. Além disso, “o alto custo de originação e o ritmo lento de vendas por parte dos produtores seguem como entraves ao avanço das exportações”.

A Grão Direto avaliou que “a possível queda nos juros americanos pode manter o dólar pressionado, o que favorece as exportações do Brasil, mas também exige atenção ao comportamento dos demais grandes exportadores, como Estados Unidos e Argentina”. Ainda segundo a análise, “um dólar mais fraco pode dificultar a venda externa se os concorrentes se tornarem mais competitivos”.

De acordo com o informativo, “o milho poderá recuar esta semana, especialmente após um fechamento em alta na última”. Para a empresa, “a pressão da oferta e a concorrência crescente podem influenciar a tendência nos próximos dias”.

 





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USDA surpreende mercado com projeções para safra 2025/26


De acordo com avaliação da Hedgepoint Global Markets sobre o último levantamento do relatório WASDE do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em setembro de 2025, houve surpresa em alguns dos principais números de soja da temporada 2025/26. O USDA reduziu a produtividade média das lavouras norte-americanas, mas elevou a área a ser colhida, movimento que não era esperado pelo mercado.

“Houve um aumento na projeção de produção, enquanto o mercado esperava por um corte. Tal fato levou também a um aumento nos estoques finais norte-americanos, enquanto a expectativa era de estoques menores. Os aumentos inesperados trouxeram surpresa e um tom levemente baixista para o relatório, ao contrário do tom levemente altista esperado”, avalia Luiz Roque, coordenador de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets.

Segundo o relatório do USDA, na soja, a área dos Estados Unidos foi projetada em 32,5 milhões de hectares, 0,2% acima da expectativa (32,4 milhões de hectares). A produtividade foi estimada em 3,60 toneladas por hectare, 0,4% acima da previsão anterior (3,58 toneladas por hectare). A produção alcançou 117,1 milhões de toneladas, 0,7% acima do esperado (116,2 milhões de toneladas), e os estoques finais subiram para 8,2 milhões de toneladas, 4,2% acima da expectativa (7,8 milhões de toneladas).

“Assim como na soja, o USDA também surpreendeu ao indicar uma área norte-americana maior que no relatório de agosto. Mesmo com um corte na produtividade média, o aumento da área resultou em um aumento na projeção de produção na temporada 2025/26, enquanto o mercado esperava por um corte. Essa produção maior foi compensada por um aumento nas exportações, o que resultou em um corte pequeno nos estoques finais, enquanto a expectativa era por um corte mais expressivo. Esses estoques acima da expectativa trazem um tom levemente baixista para o relatório”, observa Roque.

No milho, a área norte-americana foi estimada em 36,4 milhões de hectares, 1,5% acima da expectativa (35,9 milhões de hectares). A produtividade foi projetada em 11,72 toneladas por hectare, 0,3% acima da expectativa (11,69 toneladas por hectare). A produção ficou em 427,1 milhões de toneladas, 1,8% acima do esperado (425,3 milhões de toneladas), e os estoques finais atingiram 53,6 milhões de toneladas, 4,9% acima da expectativa (51,1 milhões de toneladas).

De acordo com a análise da Hedgepoint Global Markets, em relação ao trigo, embora o mercado não tivesse grandes expectativas para este relatório, houve surpresa nos estoques. No cenário norte-americano, o USDA confirmou o sentimento do mercado, que apontava para um corte, mas trouxe um ajuste ainda maior do que o previsto.

Para o trigo, os estoques dos Estados Unidos foram estimados em 23,0 milhões de toneladas, 2,4% abaixo da expectativa (23,5 milhões de toneladas), enquanto os estoques mundiais atingiram 264,1 milhões de toneladas, 1,1% acima da previsão (261,1 milhões de toneladas).





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Brasil começará a exportar bovinos e bubalinos a país africano



As autoridades sanitárias do Togo, nação da África Ocidental, concederam autorização para exportação de bovinos e bubalinos vivos do Brasil.

Em 2024, o país, que conta com uma população de 9,5 milhões, importou US$ 173 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos do complexo sucroalcooleiro, carnes e pescados.

Para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a nova abertura fortalece as relações comerciais bilaterais e amplia a possibilidade de inserção de produtos brasileiros na África Ocidental.

O Porto de Lomé, na capital do país, está entre os 100 maiores do mundo em volume de contêineres e opera como um “hub” logístico na região.

Desde 2023, o agronegócio brasileiro já soma 437 aberturas de mercado, em 72 destinos.



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PIB catarinense cresce 5,4% impulsionado por produção de suínos e aves



O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina cresceu 5,4% nos 12 meses encerrados em junho, em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme estimativas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). No primeiro semestre de 2025, a economia do estado avançou 6,1%.

Um dos motores desse crescimento é a pecuária, que mantém desempenho positivo com aumento na produção de carne de frango e carne suína, marcando o sétimo ano consecutivo de evolução.

Na suinocultura, o estado se mantém como líder nacional, respondendo por 29,1% dos abates e por 29,5% do peso total das carcaças produzidas.

Na avicultura, o estado também registra avanço consistente, consolidando-se como o segundo maior produtor do país, com participação de 13,4% do plantel nacional.

Líder na produção nacional de suínos

O Brasil, quarto maior produtor mundial de carne suína, registrou em 2024 crescimento de 1,1% na produção, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina de 2024 mostram que a produção estadual alcançou 1,57 milhão de toneladas de carcaça no ano passado. Apesar da leve retração de 0,2% frente a 2023, Santa Catarina manteve a liderança nacional no setor.

Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), foram produzidos 17,97 milhões de suínos em 2024, alta de 0,1% em relação ao ano anterior. Esse resultado dá sequência a uma trajetória de crescimento que se mantém de forma ininterrupta desde 2013 e representa o maior montante de abates da história do estado.

Protagonismo nas exportações

Além da relevância no mercado interno, o estado segue como protagonista nas exportações. Em 2024, Santa Catarina embarcou 719,4 mil toneladas de carne suína, crescimento de 9,3% em volume em relação a 2023.

As receitas chegaram a US$ 1,70 bilhão, avanço de 7,9% sobre o ano anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho foi marcado por uma mudança no perfil dos destinos. As Filipinas assumiram a liderança das compras, ultrapassando a China após seis anos de hegemonia. O mercado filipino cresceu 48,2% em volume e 39% em valor, enquanto a participação chinesa perdeu força após ter representado mais de dois terços das exportações catarinenses no auge da Peste Suína Africana.

Conforme o último Boletim Agropecuário, publicado pela Epagri/Cepa, os números de 2025 reforçam a trajetória positiva. De janeiro a julho, Santa Catarina exportou 433,5 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 1,07 bilhão, altas de 7,3% e 16,2% frente ao mesmo período de 2024.

O estado respondeu por 51,5% do volume e 52,1% do valor das exportações brasileiras no período. Esses valores representam o melhor resultado da série histórica para os sete primeiros meses do ano.

Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, a produção catarinense de suínos cresceu 1,2% entre julho de 2024 e junho de 2025. Esse resultado consolida um ciclo de expansão contínua iniciado em 2013.

“A suinocultura é hoje a principal atividade econômica do meio rural catarinense, respondendo por mais de 21% do valor da produção agropecuária do Estado, o que reforça sua relevância para a economia catarinense de forma geral”, ressalta.

Avicultura impulsiona PIB e exportações

O setor avícola brasileiro vem consolidando seu crescimento nos últimos anos, reforçando a posição do país como principal player global da proteína. Dados do IBGE mostram que, em 2024, o Brasil produziu 13,6 milhões de toneladas de carne de frango, crescimento de 2,4% frente ao ano anterior.

Os dados da Cidasc mostram que o estado abateu 886,7 milhões de frangos no ano passado, crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior. No comparativo entre julho de 2024 e junho de 2025 com os 12 meses anteriores, período considerado no cálculo de PIB da Seplan, a produção catarinense cresceu 1,9%. 

No mercado externo, o estado manteve-se como segundo maior exportador do país, responsável por 22,6% das receitas nacionais no ano passado. As exportações cresceram 5,7% em volume e 0,2% em valor, em relação a 2023, garantindo recorde histórico em receitas e o terceiro maior volume já registrado. O principal destino foi o Japão, com 12,4% de participação.

Em 2025, Santa Catarina manteve o bom desempenho nas exportações de carne de frango. Até julho, o estado embarcou 668,2 mil toneladas, que renderam US$ 1,37 bilhão, altas de 0,3% em volume e 7,3% em valor na comparação com o mesmo período de 2024, segundo a Epagri/Cepa.



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Comissão da Agricultura da Câmara aprova Estatuto do produtor Rural



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) o projeto de lei 4.588/2021, que define o Estatuto do Produtor Rural.

O projeto prevê concessão de assistência técnica e jurídica gratuita, proteção do patrimônio, revisão de contratos e fundo de crédito para pequenos agricultores. O texto segue agora para análise das Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), em caráter conclusivo.

A proposta prevê ainda medidas como criação de ouvidorias e comissões de defesa econômica, estímulo a meios alternativos de resolução de conflitos e facilitação logística para o escoamento da produção.

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“O texto assegura o direito de revisão de cláusulas contratuais para reequilíbrio econômico-financeiro e cria um Fundo Garantidor de Risco de Crédito voltado a micro e pequenos agricultores”, disse a relatora deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT).

O projeto define pequeno produtor aqueles com faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões, em linha com o Simples Nacional.

O parecer também permite denúncias ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em casos de abuso contratual ou concentração de mercado e corrige o indexador inflacionário para o IPCA. O texto também isenta cooperativas de produção da obrigatoriedade de classificação de produtos agropecuários.



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Da silagem ao lucro: o guia de manejo que otimiza a produção e a rentabilidade da fazenda



Pecuaristas, a produção de leite exige um manejo preciso, e o segredo para o sucesso pode estar na silagem, o principal insumo do gado. Durante a Agroleite, um concurso de silagem chamou a atenção dos produtores e premiou as melhores técnicas.

O grande vencedor foi o pecuarista Everson Rentz, da Chácara 7 de Setembro, em Castro, no estado do Paraná, que produziu uma silagem nota 10.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, Everson Rentz compartilhou os segredos que o levaram ao primeiro lugar do concurso e como ele conseguiu reduzir as perdas, que no Brasil podem ultrapassar os 20% na produção de silagem. Confira o vídeo.

Silagem nota 10: o segredo do sucesso

Everson Rentz, que é produtor de leite há 20 anos, começou com caracu e hoje tem um plantel de cerca de 100 animais Jersey na ordenha, é um exemplo de como a inovação e o investimento em tecnologia podem transformar a produção.

Ele, que já participa do concurso há 5 anos, conquistou o primeiro lugar na etapa Castrolanda e na etapa final. Ele ensina que o segredo para uma silagem nota 10 está em alguns pilares:

  • Ponto ideal de corte: É fundamental cortar o milho no ponto ideal de matéria seca, para que a fermentação seja correta.
  • Compactação perfeita: A compactação do material no silo deve ser muito bem feita, para que o oxigênio não entre e comprometa a fermentação, que é um processo anaeróbico.
  • Isolamento de oxigênio: O Everson usa duas lonas para fechar a trincheira e isolar as barreiras de oxigênio, o que ajuda a reduzir as perdas.
  • Tempo de cura: A silagem deve ficar pelo menos 90 dias fechada para uma boa fermentação. Quanto mais tempo, melhor a fermentação.

O Everson explica que, ao abrir o silo, ele só retira o que vai usar em no máximo dois dias, o que evita que o oxigênio entre e comprometa o restante da silagem. Ele também usa uma película como barreira de oxigênio, que ajuda a isolar a silagem da lona.

Dieta e produtividade: a receita da Chácara 7 de Setembro

A silagem de milho do Everson, que foi a campeã do concurso, é utilizada em uma dieta que garante uma produção de 26 litros de leite por vaca por dia.

A dieta do rebanho Jersey de Everson Rentz é acompanhada por um técnico em nutrição da cooperativa e tem a seguinte composição:

  • Silagem de milho: 25 kg de silagem por dia por animal.
  • Forragem de inverno: Aveia pré-secada.
  • Ração: 23% de proteína, com farelo de soja e polpa cítrica.
  • Mineral: Mineral com ADE e um tamponante com levedura.

Além disso, o Everson faz dois tratos ao dia, um pela manhã e um pela tarde, para que o gado passe a noite comendo e tenha uma ingestão mais uniforme de nutrientes.

O Everson também está investindo no programa Beef on Dairy, que consiste em inseminar vacas de leite que não são muito boas para a produção com touros de corte. O objetivo é ter uma segunda aptidão na propriedade e fazer um “leite-corte”, diversificando o negócio e garantindo uma maior rentabilidade.



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Copom mantém taxa básica de juros em 15% ao ano



O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15%. O anúncio foi feito no início da noite desta quarta-feira (17), depois de uma reunião de dois dias entre o presidente do Banco Central (BC) e seus diretores.

Na reunião anterior, nos dias 29 e 30 de julho, o Copom decidiu interromper o ciclo de alta da taxa de juros, com a manutenção da Selic em 15% ao ano, sob a justificativa de que o ambiente externo está mais adverso, por conta das políticas comerciais e fiscais adotadas pelos Estados Unidos.

As decisões são tomadas levando em conta a situação inflacionária, as contas públicas, a atividade econômica e o cenário externo – tudo tendo como base a avaliação do cenário macroeconômico e os principais riscos a ele associados.

As atas do Copom são publicadas no prazo de até quatro dias úteis. Esta foi a sexta reunião do ano do comitê. A taxa básica de juros da economia (Selic) vale para os próximos 45 dias, quando o Copom volta a se reunir.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a Selic. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Os bancos consideram outros fatores além da Selic na hora de definir os juros a serem cobrados dos consumidores, entre eles risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.



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pressão de um lado, alívio de outro; confira as cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais baixos nesta quarta-feira (17).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos mantém escalas de abate mais confortáveis em grande parte do país, posicionados para o restante de setembro.

Segundo ele, a incidência de animais de parceria (contratos a termo) contribuiu de maneira decisiva para esse cenário. “Outro elemento de pressão a ser considerado é a recente movimentação cambial, com o real bastante valorizado, com juros atrativos neste momento”, diz.

Como contraponto, Iglesias ressalta que as exportações de carne bovina prosseguem com volumes bastante expressivos no decorrer de 2025.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 302,75 — ontem: R$ 305,50
  • Goiás: R$ 289,29 — R$ 291,43
  • Minas Gerais: R$ 287,65 — R$ 288,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,34 — R$ 320,55
  • Mato Grosso: R$ 298,78 — R$ 299,26

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços acomodados durante a quarta-feira para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir pela queda das cotações no curto prazo.

Isso acontece pelo arrefecimento do consumo durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

“Além disso, apesar da recente alta, a carne de frango ainda conta com a preferência da maior parcela da população brasileira, em especial das famílias com menor renda, entre um e dois salários-mínimos”, pontuou o analista.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,10 por quilo; o dianteiro segue a R$ 18,00 por quilo; e a ponta de agulha se mantém no patamar de R$ 17,10 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,06%, sendo negociado a R$ 5,3017 para venda e a R$ 5,2997 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2752 e a máxima de R$ 5,3132.



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