terça-feira, abril 28, 2026

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União Europeia libera retomada das importações de carne de frango do Brasil



A partir desta terça-feira (23), o Brasil retoma as exportações de carne de frango e de peru para a União Europeia. O bloco autorizou a volta das compras após suspender as importações em maio, quando foi registrado um foco isolado de influenza aviária no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a medida confirma a recuperação do status sanitário do país.

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a reabertura para o mercado europeu. “O anúncio é a confirmação de um trabalho de alta eficiência realizado pelo Mapa, em um amplo esforço para a consolidação das negociações pelo restabelecimento deste que é um dos mais relevantes destinos da carne de frango do Brasil”, diz.

Na prática, a retomada das exportações ocorre de forma escalonada, mas já vale para produtos brasileiros com data de produção a partir de 18 de setembro. O comunicado do ministério reforça também que a liberação é resultado da rápida contenção do foco da doença. Diz também que o reconhecimento do bloco reafirma a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango.

Reabertura total será feita de forma gradual

Embora a medida abranja todo o território nacional, ainda não há liberação para a proteína vinda do Rio Grande do Sul. Nesse caso, o estado, exceto a área onde o foco de gripe aviária foi confirmado, poderá voltar a exportar a partir de 2 de outubro. Já em relação à zona de 10 km em torno da granja afetada, a retomada só ocorrerá em 16 de outubro.

Com a oficialização da reabertura, a ABPA projeta que as exportações brasileiras retornem aos patamares anteriores à suspensão. Além disso, a entidade aponta a possibilidade de incremento nos embarques devido à demanda reprimida no período.

A associação lembra ainda que, no intervalo entre janeiro e maio, quando foi registrada a ocorrência de gripe aviária, os embarques de carne de frango para a União Europeia somaram 125,3 mil toneladas, volume 20,8% maior que o de 2024. No mesmo período, a receita alcançou US$ 386,3 milhões, alta de 38% em relação ao ano anterior.

Perspectivas a partir da reabertura: olho na China

De janeiro a agosto de 2025, o Brasil exportou 3,28 milhões de toneladas de carne de frango. Em receita, foram gerados US$ 6,15 bilhões.

Paralelamente à decisão europeia, teve início a auditória da China no Brasil para avaliar os controles sanitários relacionais à influenza aviária. Na avaliação do Mapa, essa missão técnica faz parte de uma etapa essencial para a retomada dos embarques ao mercado chinês, que agora é o último grande destino a manter restrições contra a carne de frango brasileira.



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Estiagem dificulta colheita de mandioca



A ausência de chuvas por mais uma semana limitou os trabalhos no campo em diversas regiões. Assim, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), observaram a interrupção da colheita de raiz de mandioca. 

Além disso, diante da expectativa de novas altas e da busca de maior rentabilidade, muitos produtores reduziram as entregas. 

Do lado da demanda, houve sinais de melhoras na procura por novos lotes. Nesse cenário, os preços da matéria-prima tiveram novo impulso. Para a fécula, a movimentação no mercado esteve maior ao longo da semana passada, com crescimento no volume de negócios e valorizações mais expressivas.

Compradores, inclusive, já demonstraram interesse em garantir volumes para os próximos meses. Quanto às farinhas, o mercado registrou forte aumento da procura, com compradores buscando maiores lotes do derivado. 

No entanto, diante da baixa oferta de matéria-prima e das incertezas quanto ao comportamento dos preços, algumas empresas limitaram as vendas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Frente fria causa chuva forte e coloca estado em alerta



A chegada da nova frente fria coloca toda a região metropolitana de São Paulo em situação de risco nesta segunda-feira (22). A Climatempo alerta para a ocorrência de temporais, com chuva generalizada de intensidade moderada a forte, acompanhada por raios e rajadas de vento fortes entre 60 a 80 km/h.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O deslocamento da frente fria e o contraste nas temperaturas pode formar linhas de instabilidades, que costumam provocar ventos mais intensos e chuva volumosa em uma região maior. Por isto a Climatempo adverte que há alto potencial para queda de galhos e árvores, além de pontos de alagamentos em toda a Grande São Paulo e capital paulista, além do risco elevado para o fornecimento de energia pode ser bastante afetado.

A chegada da primavera acontece no decorrer da tarde de segunda – com equinócio às 15h19 da tarde (horário de Brasília). Esta é a primeira forte e grande frente fria que se formou no último final de semana de inverno e avança entre esta segunda (22) e a terça (23), aumentando a condição de chuva forte inclusive no interior do estado – a semana começa com alerta em Presidente Prudente, Bauru, São José do Rio Preto, Barretos, Mococa, São Carlos e Campinas.

Na terça-feira (23), o risco ainda é elevado para temporais com a chuva durante o período da madrugada em toda a Grande SP e capital. Os ventos podem chegar até os 70 km/h e há risco para descargas elétricas. Até o final da manhã a chuva tende a ficar mais fraca, diminuindo até à noite, os ventos perdem intensidade conforme a frente fria e o ciclone se afastam mais.

A primeira semana de primavera será um pouco mais encoberto e nublada na cidade de São Paulo com uma queda bem acentuada nas temperaturas com máximas que não devem passar dos 17 °C entre quarta (24) e a quinta-feira (25).



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Etanol se mostra mais competitivo que a gasolina em 4 estados



Os preços médios do etanol hidratado registraram alta em 16 estados e no Distrito Federal entre os dias 14 e 20 de setembro. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No mesmo período, houve queda em seis Estados e estabilidade em outros quatro.

Na média nacional, o valor do litro passou de R$ 4,22 para R$ 4,29, alta de 1,66% em uma semana. Em São Paulo, maior produtor e consumidor, o preço subiu 0,74%, de R$ 4,07 para R$ 4,10.

Altas e quedas regionais

Goiás registrou a maior variação positiva da semana, com alta de 12,03%, chegando a R$ 4,47 por litro. Já Alagoas apresentou a maior queda, de 1,89%, com preço médio em R$ 4,68.

O levantamento da ANP também apontou forte diferença entre os valores praticados. O litro mais barato foi encontrado em São Paulo, a R$ 3,19, enquanto o mais caro chegou a R$ 6,49 em Pernambuco. O menor preço médio estadual foi de R$ 3,89, em Mato Grosso do Sul. No outro extremo, o Amazonas teve a maior média, de R$ 5,51.

Etanol mais competitivo que a gasolina

Na mesma semana, o etanol mostrou-se mais vantajoso que a gasolina em quatro estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

De acordo com a ANP, a paridade média entre etanol e gasolina ficou em 69,19% no Brasil. O índice é considerado favorável ao biocombustível, que tende a ser competitivo sempre que esse percentual fica abaixo de 70%. Especialistas do setor, no entanto, ressaltam que a vantagem pode variar conforme o modelo de veículo.



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Feijão tem alta de preços generalizada entre as variedades



Os preços dos feijões carioca e preto estão em alta generalizada. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, para o grão carioca notas 9 ou superior, o impulso vem da procura aquecida e também da posição firme de produtores, que buscam negociar novos lotes a valores maiores. Além disso, a oferta de grãos com padrão superior está menor.

No caso do feijão preto do tipo 1, o mercado foi sustentado pela necessidade de demandantes de repor estoques em meio ao período de entressafra.

Apesar da reação, os valores do grão preto seguem próximos ou ligeiramente abaixo das médias históricas do Cepea. No campo, a colheita da terceira safra 2024/25 segue na reta final, e produtores já estão semeando o primeiro ciclo de 2025/26.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Lula na ONU vai focar em democracia, soberania, paz, fome, clima e tarifaço de Trump


Nesta terça-feira (23), em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre oficialmente o Debate Geral da 80ª Assembleia-Geral da Organização das Nação Unidas (ONU), tradição que o Brasil cumpre há décadas. O discurso deve girar em torno dos eixos centrais: defesa da soberania, tarifas, compromisso climáticocombate à fome e agenda de paz.

O pano de fundo inevitável é o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump contra exportações brasileiras, que Lula deve transformar em símbolo de como políticas unilaterais enfraquecem o multilateralismo e encarecem os alimentos no mundo. A mensagem esperada: “soberania não se negocia” e tarifas não podem ser arma de disputa política.

Outro ponto de destaque será o clima. Lula pretende usar a vitrine da ONU para projetar a COP30, que o Brasil sediará em Belém em 2025, como palco de liderança global. O desafio é provar coerência: mostrar metas claras e resultados concretos, sob pena de o discurso soar vazio diante das cobranças internacionais.

No eixo social, o presidente deve vincular a luta contra a fome à necessidade de facilitar o comércio internacional e garantir financiamento climático. A lógica é simples: barreiras e tarifas elevam preços, travam o acesso e penalizam os mais pobres.

Mas é na pauta da paz que Lula também buscará protagonismo. O Brasil deve cobrar um cessar-fogo imediato em Gaza, com foco em ajuda humanitária e reconstrução, além de reforçar a necessidade de negociações de paz na Ucrânia, sustentando a posição histórica de que a guerra não terá vencedores e só o diálogo diplomático pode encerrar o conflito.

Por fim, Lula deve reiterar o pedido de reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança, para incluir países da América Latina e da África. Trata-se de um discurso de prestígio, que busca colocar o Brasil como protagonista em um mundo em crise.

O risco para Lula é escorregar na retórica anti-EUA sem apresentar propostas práticas. Se conseguir transformar o tarifaço em debate multilateral, vincular clima e fome a comércio e paz, e oferecer pontes críveis para Gaza e Ucrânia, poderá sair de Nova York fortalecido. Caso contrário, a fala será apenas mais uma promessa no palco da ONU.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

o inimigo invisível que reduz a eficiência



A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes


A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes
A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes – Foto: Canva

A qualidade da água utilizada nas pulverizações pode reduzir a eficiência de até 50% dos defensivos aplicados, segundo Diogo Paiva, engenheiro agrônomo. A chamada água dura, rica em cátions multivalentes como Ca²? e Mg²?, interfere diretamente na absorção de herbicidas, Fungicidas e Inseticidas, comprometendo o controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes (Ca²?, Mg²?, Fe²?/Fe³? e Mn²?) e é medida em ppm de CaCO3: 150 ppm indica água dura e 300 ppm, água muito dura. Embora invisível, esses íons participam de reações químicas dentro do tanque, formando complexos insolúveis com produtos ativos como glifosato e fertilizantes foliares. Esse fenômeno, chamado complexação, reduz a molécula ativa livre, provoca precipitação nos bicos ou fundo do tanque e diminui a absorção pelas folhas.

Além disso, a água dura pode acelerar a degradação de defensivos. Piretróides e organofosforados têm sua meia-vida reduzida, enquanto fungicidas estrobilurinas podem precipitar ou degradar, diminuindo a cobertura e a eficácia no campo. O resultado é que, mesmo aplicando a dose correta, a eficiência do controle pode cair significativamente, gerando prejuízos ao produtor.

Para minimizar os efeitos, Paiva recomenda medir a dureza da água antes da aplicação, usar sequestrantes de cátions ou condicionadores de água, ajustar o pH da calda, realizar testes de jarra e lavar tanques e bicos após o uso. Ignorar a água dura pode transformar uma aplicação tecnicamente correta em ineficaz, afetando diretamente a produtividade agrícola.

 





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Preços do milho seguem firmes enquanto exportação avança



Os preços do milho seguem firmes no mercado interno, de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Centro de Pesquisas, os vendedores se mantêm cautelosos, limitando a disponibilidade para consumidores domésticos e ofertando lotes a valores mais altos. 

Assim, mesmo diante de uma disponibilidade elevada, compradores com mais necessidade de aquisição esbarraram em patamares superiores. Na parcial de setembro, até o dia 18, o Indicador Esalq/BM&FBovespa registrava média de R$ 64,92/saca de 60 kg, a maior em três meses. 

Quanto às exportações brasileiras de milho, depois de atravessarem boa parte do ano registrando desempenho abaixo do esperado, os embarques ganharam um pouco mais de ritmo agora em setembro. Nos dez primeiros dias úteis deste mês, os embarques atingiram 3,05 milhões de toneladas do cereal, o que representa praticamente metade de todo o volume escoado em setembro/24.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Queda do dólar pressiona os valores internos da soja



A queda do dólar, que registrou na semana passada o menor patamar desde junho/24, afastou vendedores das negociações envolvendo grandes volumes de soja. Isso é o que apontam os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, a desvalorização da moeda norte-americana tende a pressionar a paridade de exportação e, consequentemente, os valores internos. Dessa forma, os agentes do mercado da soja tentam aproveitar a oportunidade de negócios, uma vez que a queda da taxa de juros nos Estados Unidos e a estabilidade na taxa de juros no Brasil, que está no maior nível desde 2006, podem atrair dólar para o mercado brasileiro e reduzir a taxa cambial. 

Uma outra parte dos agentes, ainda conforme levantamento do Cepea, esteve cautelosa nas negociações, atenta às atividades de campo nos EUA e no Brasil.  

De acordo com a primeira estimativa da Conab para a safra 2025/26, a área de cultivo de soja brasileira pode somar um recorde de 49,08 milhões de hectares, com produção em 177,6 milhões de toneladas da oleaginosa, ligeiramente mais otimista que o USDA, que estima 175 milhões de toneladas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Mercado mantém projeções de inflação e crescimento em 2025



O mercado financeiro manteve estáveis as expectativas para a economia brasileira em 2025. O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (22), aponta que a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) seguem nos mesmos níveis da semana passada, sem mudanças relevantes no cenário de curto prazo.

As apostas também indicam estabilidade nas projeções para câmbio, taxa Selic e contas externas. Já para 2026, as expectativas apontam inflação menor e crescimento econômico mais moderado, refletindo uma visão de desaceleração da atividade.

Inflação, juros e câmbio

Para este ano, a mediana das projeções do mercado manteve o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,83%, sem alteração em relação à semana anterior. Para 2026, a expectativa recuou para 4,29%. No caso da atividade econômica, a estimativa de crescimento do PIB de 2025 permaneceu em 2,16%, enquanto a de 2026 ficou em 1,80%.

A taxa básica de juros, a Selic, também não registrou mudanças no cenário deste ano, permanecendo em 15% ao ano. Para 2026, entretanto, o Focus indica redução para 12,25%, com nova queda prevista em 2027, para 10,5%. No câmbio, as projeções seguem em R$ 5,50 por dólar no fim de 2025 e em R$ 5,60 no encerramento de 2026.

Contas externas e fiscal

A balança comercial deve encerrar 2025 com superávit de US$ 64,8 bilhões, enquanto o déficit em transações correntes é estimado em US$ 68,3 bilhões. Para 2026, o saldo comercial esperado é de US$ 68,3 bilhões, e o déficit em conta corrente deve somar US$ 64,5 bilhões.

No campo fiscal, o resultado primário previsto para 2025 passou de -0,52% para -0,51% do PIB. Além disso, a dívida líquida do setor público deve terminar o ano em 65,8% do PIB. Para 2026, o mercado projeta déficit primário de 0,60% do PIB e aumento da dívida líquida para 70,1%.



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