terça-feira, abril 28, 2026

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Ruídos políticos e sanções dos Estados Unidos movimentam o mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que posturas divergentes no Fed após corte de juros aumentaram a volatilidade dos mercados e pressionaram Treasuries. Bolsas de NY sustentaram máximas lideradas por tecnologia, enquanto o dólar enfraqueceu globalmente.

No Brasil, ruídos políticos e sanções dos EUA elevaram cautela, mas a Bolsa fechou acima de 145 mil pontos e o dólar a R$ 5,33. Hoje, destaque para ata do Copom, PMIs na Europa e nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Brasil mantém superávit apesar da guerra tarifária



“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio”


“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio"
“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio” – Foto: Pixabay

O Brasil registrou superávit comercial no acumulado de 2025, mesmo em meio à intensificação da guerra tarifária entre Estados Unidos e China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No primeiro semestre, o saldo positivo foi impulsionado pelo agronegócio e pela indústria, em um cenário no qual as tarifas entre as duas maiores economias do mundo já ultrapassam 100% em alguns setores.

Entre os mecanismos que preservam margens de competitividade, o destaque é o regime de Drawback, capaz de reduzir em até 18% o custo final de mercadorias exportadas, de acordo com o MDIC. Em 2023, esse instrumento respondeu por US$ 75,3 bilhões em vendas externas, cerca de 25% do total exportado pelo país. A combinação de diversificação geográfica das exportações e utilização de regimes especiais tem sustentado o desempenho brasileiro, com adaptação de portfólio, eficiência tributária e logística como diferenciais.

Os principais destinos alternativos às vendas para EUA e China têm sido a União Europeia e o Sudeste Asiático. Países como Vietnã, Indonésia e Índia ampliaram a demanda por alimentos, químicos e manufaturados, enquanto a Europa tem absorvido produtos de maior valor agregado, como autopeças e bebidas. Apesar desse avanço, o ambiente segue desafiador, já que novas medidas protecionistas norte-americanas elevaram tarifas sobre aço, carnes e suco de laranja, exigindo readequações de contratos e estratégias comerciais.

“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio e da indústria brasileira, mas também escancara os riscos de depender de poucos mercados. A guerra tarifária entre EUA e China reforça que diversificação não é opção, é necessidade. Regimes como o Drawback, aliados à digitalização e à gestão cambial, são ferramentas decisivas para manter a competitividade. As empresas que estruturarem suas operações com governança e visão estratégica conseguirão não apenas atravessar este cenário, mas conquistar espaço nas rotas globais”, afirma Thiago Oliveira, CEO da Saygo.

 





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Abate de frangos cresce 1,9% no 1º semestre de 2025


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (18), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o abate de frangos no país atingiu 3,286 bilhões de cabeças no primeiro semestre de 2025, representando um crescimento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram abatidas 3,224 bilhões de cabeças. De acordo com dados divulgados em 10 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidas 62,267 milhões de cabeças a mais no período. “Ocorreram aumentos nos abates em estados como Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia, e quedas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso”, destaca o boletim.

O Paraná, que liderou o abate de frangos com 34,4% da participação nacional, obteve crescimento de 0,3% no número de aves abatidas no primeiro semestre de 2025. Em seguida aparecem Santa Catarina, com 13,8%, Rio Grande do Sul, com 11,4%, e São Paulo, com 11,1%. Em números absolutos de cabeças abatidas, os cinco principais estados criadores de frangos de corte são Paraná (1.132 bilhões), Santa Catarina (453.833 milhões), Rio Grande do Sul (375.939 milhões), São Paulo (365.648 milhões) e Goiás (257.600 milhões).

No acumulado de janeiro a junho de 2025, o volume de carne de frango produzido no Brasil atingiu 7,045 milhões de toneladas, 2,9% acima do registrado em igual período de 2024, quando foram produzidos 6,847 milhões de toneladas. O desempenho dos cinco principais estados criadores e produtores de carne de frango foi o seguinte em 2025: Paraná (2.480 milhões de toneladas), Santa Catarina (943.686 toneladas), Rio Grande do Sul (682.364 toneladas), São Paulo (824.159 toneladas) e Goiás (575.470 toneladas).

O Paraná teve 34,4% do abate nacional de frangos em número de cabeças e com 35,2% no volume de carne produzida, registrando crescimento de 1,5% no volume produzido no primeiro semestre de 2025 sobre o ano de 2024, quando a produção foi de 2,443 milhões de toneladas. Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram crescimento de 4,4% e 6,5%, respectivamente, no volume de carne de frango produzido em relação ao mesmo período de 2024.

Nos três principais estados criadores de frangos de corte, que participaram com 58,3% do total nacional, o desempenho em termos de quantidade de carne produzida foi o seguinte: Paraná (+36.722 toneladas), Santa Catarina (+39.464 toneladas) e Rio Grande do Sul (+40.949 toneladas). “Essa pesquisa fornece informações sobre o total de cabeças abatidas e o peso total das carcaças para as espécies de bovinos, suínos e frangos, tendo como unidade de coleta o estabelecimento que efetua o abate sob fiscalização sanitária federal, estadual ou municipal”, informa o boletim.

A periodicidade da pesquisa é trimestral e, para cada trimestre do ano civil, os dados são discriminados mês a mês. Da Pesquisa Abate Trimestral de Frangos de Corte, no segundo trimestre de 2025, participaram 297 informantes no Brasil e 45 no Paraná.





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Goiás sobe no ranking de exportação de óleo de milho


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, em agosto as cotações do milho mantiveram tendência de queda, mas atingiram patamares acima dos verificados nos dois últimos anos para o mesmo período. A média mensal foi de R$ 63,87 por saca. “Esse cenário está ligado à ampla oferta mundial do cereal, associada à colheita da segunda safra no Brasil”, informou a pasta.

Segundo a Conab, até 30 de agosto já haviam sido colhidos 97,0% do total cultivado no país e 98,0% em Goiás. O USDA estimou, em seu relatório mensal, produção global recorde de 1,288 bilhão de toneladas, na qual o Brasil responde por 10,2%. Esses fatores, segundo o boletim, contribuíram para pressionar os preços do grão.

A Conab informou que a produção brasileira e goiana 2024/25 deve superar a temporada recorde de 2022/23. “Esse desempenho permitirá aumento nos estoques brasileiros do cereal, projetados em 10,2 milhões de toneladas, frente aos 7,2 milhões registrados na safra 2022/23”, destacou a Companhia. Quanto à destinação do milho na safra 2024/25, é estimada a produção de 800,4 milhões de litros de etanol por Goiás e 7,8 bilhões de litros no país, crescimento de 19,2% e 32,4%, respectivamente.

No cenário internacional, as exportações de milho também englobam derivados que agregam valor, como amido de milho, farinha de milho, milho doce preparado e óleo de milho. Em Goiás, destaca-se o óleo de milho, cujo volume exportado entre janeiro e julho foi vinte vezes maior em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 7,4 mil toneladas. No ranking das exportações estaduais do derivado, Goiás passou do sexto lugar em 2024 para o quarto lugar em 2025.





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Produção de ovos cresce 9,1% no Brasil


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (18), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar em 10 de setembro os resultados da Pesquisa Trimestral de Produção de Ovos (POG), informou que a produção total de ovos para consumo — “in natura”, industrializados ou projetados à origem — atingiu 2.028 bilhões de dezenas no primeiro semestre de 2025. “Esse resultado representa um crescimento de 9,1% em relação ao período do ano anterior, quando o volume produzido foi de 1.858 bilhões de dúzias”, detalhou o IBGE. O volume, equivalente a 24.336 bilhões de unidades, significou acréscimo de 2.040 bilhões de ovos frente à produção em 2024.

Durante o primeiro semestre de 2025, o Paraná ocupou a sétima posição no ranking nacional de produção de ovos para consumo, com 102,102 milhões de dúzias (5% do total), um volume 2,8% maior que no ano anterior, quando foram produzidos 99,337 milhões de dúzias. O estado é precedido por São Paulo, com 560,976 milhões de dúzias (27,7%), Minas Gerais (216,212 milhões de dúzias / 10,7%) e Espírito Santo (194,294 milhões de dúzias / 9,7%). Pernambuco aparece com 169,626 milhões de dúzias, Mato Grosso com 128,082 milhões de dúzias e o Rio Grande do Sul com 114,932 milhões de dúzias.

Segundo o levantamento, todos os sete principais estados produtores de ovos para consumo cresceram no primeiro semestre em comparação com igual período de 2024: São Paulo registrou alta de 5,3%, Minas Gerais de 11,5%, Espírito Santo de 7,5%, Pernambuco de 16,4%, Mato Grosso de 7,8%, Rio Grande do Sul de 11% e Paraná de 2,8%.

O IBGE ressaltou que a produção de ovos elevados abrange granjas com mais de 10 mil aves poedeiras, não se limitando apenas aos ovos destinados ao consumo humano, que representam 82,9%, mas incluindo também ovos para incubação (17,1%), usados ??na produção de pintos de corte ou de postura comercial. Participaram da Pesquisa de Produção de Ovos de Galinha (consumo), no segundo trimestre de 2025, 1.141 informantes no Brasil e 150 no Paraná. No mesmo período de 2024 foram registrados 1.103 informantes no Brasil e 150 no Paraná.

O plantel de galinhas poedeiras situa-se no seguinte patamar (milhões de cabeças): no segundo trimestre de 2025, Brasil com 169,853 milhões e Paraná com 8,483 milhões; e no segundo trimestre de 2023, Brasil com 144,723 milhões e Paraná com 7,919 milhões. O IBGE destacou que seu levantamento não abrange estabelecimentos produtores com menos de 10 mil poedeiras. “Como esses se multiplicam aos milhares por todo o Brasil, a produção eficaz de ovos de consumo é maior do que a apontada”, afirmou o Instituto.

Segundo a Associação Brasileira de Produção Animal (ABPA), em 2024 a produção brasileira de ovos foi de 57,6 bilhões de unidades, com exportação de 18,61 mil toneladas e consumo per capita de 269 ovos. Ainda segundo o POG/IBGE, a produção total de ovos para consumo atingiu 3.836 bilhões de dúzias em 2024 (46.032 bilhões de unidades).

No segmento de ovos para incubação, de janeiro a junho de 2025, o país produziu 418,770 milhões de dúzias (equivalente a 5,025 bilhões de unidades), 0,2% a mais que no mesmo período de 2024, quando foram 415,462 milhões de dúzias (4,986 bilhões de unidades). O Paraná liderou nessa categoria, com 129,177 milhões de dúzias (30,8% do total nacional), seguido por São Paulo com 61,395 milhões de dúzias, Santa Catarina com 55,471 milhões, Goiás com 54,994 milhões e Rio Grande do Sul com 44,518 milhões de dúzias.





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México e EUA ampliam compras de carne bovina goiana


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, após o pico registrado em novembro de 2024, de R$ 338,76 por arroba, as cotações do boi gordo mantiveram-se em níveis elevados quando comparadas aos dois últimos anos, oscilando entre queda e recuperação de preços ao longo do primeiro semestre de 2025.

“Em agosto, a média mensal alcançou R$ 307,25 por arroba, um acréscimo de 2,4% em relação ao mês anterior”, informou o boletim. O setor, segundo a publicação, sustenta os preços pela combinação de exportações aquecidas, escalas de abate curtas e oferta restrita de animais prontos para o abate.

Paralelamente, desde outubro de 2024, o preço do bezerro vem apresentando trajetória de alta. Em maio de 2025, o Indicador Cepea/Esalq (MS) registrou a máxima mensal de R$ 2.921,02 por cabeça. “Em agosto, as cotações do bezerro atingiram o menor valor dos últimos três meses, negociado a R$ 2.854,04 por cabeça”, aponta o levantamento. Para o boletim, no momento atual, é necessária uma gestão estratégica de custos e atenção às oportunidades de aquisição de animais de reposição.

No panorama internacional, mesmo diante de incertezas geopolíticas, as exportações de carne bovina alcançaram em julho um recorde para o mês, tanto para o Brasil quanto para Goiás, consolidando o estado como terceiro maior exportador de carne bovina. No contexto estadual, em julho, houve uma diminuição de 33,9% no volume de carne bovina adquirida pela China em relação ao mesmo período do ano anterior, correspondente a 5,4 mil toneladas. “Apesar de ser o principal destino da proteína goiana, esse recuo não gerou prejuízos relevantes para o setor”, destaca o boletim, indicando que a queda foi compensada pelo crescimento das aquisições realizadas no mesmo mês por México, Estados Unidos, Rússia e Itália.





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Missão chinesa inspecionará cadeia avícola brasileira antes de retomar importações



As exportações de carne de aves brasileiras à China pode estar perto de retornar. Uma missão técnica chinesa começou nesta segunda-feira (22) a auditar o sistema de inspeção federal nacional para comprovar que o Brasil está definitivamente livre de gripe aviária.

A expectativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é que, após esse trâmite, os representantes asiáticos emitam um parecer favorável sobre a situação para a normalização do comércio.

Os chineses não compram mais a proteína nacional desde maio deste ano em virtude do caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), identificado em plantel comercial do município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

A boa notícia pode vir na esteira da autorização da União Europeia para o retorno às importações do produto brasileiro, divulgada pelo Mapa e comemorada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também nesta segunda.

Em 2024, os chineses compraram 354 mil toneladas de carne de frango brasileira, com receita de US$ 786,9 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

De acordo com o professor da FGV Agro, Felipe Serigati, o retorno do país asiático como parceiro comercial do Brasil deste mercado específico não quer dizer que esse mesmo nível de aquisição continuará, uma vez que os chineses estão cada vez mais empenhados em aumentar a sua produção avícola para depender menos das importações por uma questão de segurança alimentar.

Além disso, Serigati ressalta que o objetivo da missão técnica chinesa não é inspecionar apenas as granjas brasileiras, mas validar todo o sistema de defesa e inspeção sanitária, o que também inclui laboratórios, frigoríficos, distribuidores e os demais elos dessa cadeia.



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Brasil buscará reforçar papel do agro sustentável durante a COP30



A expectativa é que o Brasil exerça protagonismo na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, Pará, em 2025. O país busca mostrar que o agro não é vilão, mas parte da solução para os desafios climáticos globais.

Tempestades mais severas, aumento da seca e incêndios florestais devem se tornar mais frequentes com o avanço das mudanças climáticas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), 2024 foi o ano mais quente já registrado, com temperaturas cerca de 1,55ºC acima dos níveis pré-industriais. 

Segundo o embaixador e presidente da COP30, André Côrrea do Lago, o impacto das mudanças climáticas está mais grave do que se imaginava e há risco de atingir o chamado “tipping point”, (ponto em que os efeitos não podem mais ser revertidos). 

O dióxido de carbono (CO2) é apontado como um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. Ele permanece na atmosfera por pelo menos 100 anos e é emitido principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, presentes nos setores de energia, transporte e indústria.

De acordo com o chefe da Assessoria de Relações Internacionais (Arin) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Marcelo Morandi apesar do cenário global preocupante, o Brasil possui vantagens estratégicas.

“O país tem uma matriz tanto elétrica quanto energética muito favorável, tanto com a questão da bioenergia, da energia renovável pelas hidrelétricas, pela biomassa, quanto pelos biocombustíveis”, afirma. 

O setor agropecuário brasileiro também contribui para a preservação ambiental. Dados da Embrapa mostram que as propriedades rurais mantêm 282,8 milhões de hectares de vegetação nativa, correspondendo a 33,2% do território nacional. 

Segundo o professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues, o Código Florestal de 2012 obriga cada região a preservar áreas mínimas: 80% na Amazônia, 35% no Cerrado e 20% no Sudeste. Apesar de todas as regiões cumprirem essa exigência, os produtores ainda não recebem compensações pela preservação. 

“A ideia é avançar em projetos que permitam aproveitar o carbono sequestrado por essas florestas para ter uma renda adicional ao produtor rural. Produtor rural é quem preserva, portanto faz sentido que ele receba alguma coisa por esse trabalho também.” afirma.

COP30 fortalecerá compromisso global

A COP30 será a primeira realizada no Brasil e reunirá representantes de mais de 190 países em Belém, no Pará. O objetivo é debater soluções sustentáveis, envolver a sociedade civil e pesquisadores, e fortalecer o compromisso global com a preservação ambiental.

“É uma grande oportunidade fazermos do maior evento de mudanças climáticas e de discussões sobre o meio ambiente na Floresta Amazônica um grande chamamento aos líderes globais, à sociedade civil, à comunidade científica, à inovação e ao conhecimento, para que possam estar juntos com o Brasil na construção de soluções sustentáveis”, conta o governador do Pará, Elder Barbalho.



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Leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos ganha data



O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, antecipou nesta segunda-feira (22), em São Paulo, que o leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos (Tecon 10), no litoral paulista, deve acontecer entre os dias 15 e 18 de dezembro deste ano.

A informação foi divuldaga pelo ministro durante o Macro Day, evento promovido pelo banco BTG Pactual e que discutiu a questão de infraestrutura no país. O evento também contou com a participação do ministro dos Transportes, Renan Filho.

“A nossa expectativa é que nós façamos esse leilão possivelmente entre os dias 15 e 18 de dezembro, na B3 [bolsa de valores de São Paulo], o que vai ser fundamental para o desenvolvimento do Porto de Santos”, disse Costa Filho.

“Nós tomamos a decisão de fazer esse leilão, que é muito importante, porque vai dobrar a capacidade de operação de contêineres no Porto de Santos. Nós estamos aguardando agora o Tribunal de Contas da União, mas eu defendo a democratização, desde que não haja a concentração de mercado prejudicando as operações do porto”, acrescentou.

Segundo o ministro, a expectativa do governo é de que esse leilão do megaterminal de contêineres do Porto de Santos possa gerar mais de R$ 5 bilhões em investimentos.

Vendas da Embraer

No mesmo evento, o ministro dos Portos e Aeroportos também comentou sobre o fato de a companhia aérea Latam ter anunciado um acordo com a Embraer para a aquisição de 74 aeronaves do modelo E195-E2.

O pacote inclui 24 entregas confirmadas e 50 opções de compra, com as primeiras aeronaves previstas para chegar no segundo semestre de 2026.

“Hoje, a Latam anunciou a compra de até 74 novos aviões, o que vai fortalecer a aviação brasileira, criando novos destinos, novas rotas e ampliar a nossa rota com a América do Sul. Isso deve acontecer também com a Gol e com a Azul, que possivelmente, agora em outubro, deve estar saindo da recuperação judicial. Então, nós estamos trabalhando muito para o fortalecimento da aviação”, afirmou o ministro.

Leilões até o fim do ano

Durante o mesmo evento, o ministro dos Transportes, Renan Filho, projetou que o atual governo deve completar 21 leilões rodoviários até o final deste ano.

“No primeiro ano do governo do presidente Lula, como havia poucos projetos, nós fizemos apenas duas concessões. No segundo ano, fizemos sete. E, neste ano, vamos fazer 12 concessões rodoviárias, chegando a aproximadamente 21 [concessões] no governo [atual]. No ano que vem, vamos fazer entre 10 e 15 [concessões], para encerrar o governo com 35 concessões rodoviárias”, falou Renan Filho.

“Esse é hoje o maior pipeline de concessões rodoviárias do mundo”, ressaltou ele.

De acordo com Renan Filho, o governo federal tem avançado no diálogo com o mercado para proporcionar melhores condições financeiras e garantir segurança jurídica às empresas interessadas em integrar o atual cardápio de projetos do ministério.

“A carteira de rodovias é sólida, robusta e traz investimento, porque tem bons projetos, garante rentabilidade ao investidor e tudo isso com transparência e com segurança. O governo passado, que dizia ter capacidade de atrair investimento e dialogar, realizou apenas seis concessões. Nós já realizamos 16 concessões, com 14 ganhadores diferentes, entre fundos de investimento e novas empresas entrantes. Voltamos a receber investimento internacional de algumas das maiores operadoras de concessão do mundo”, afirmou.

Ainda segundo o ministro, o governo federal também pretende realizar novos leilões de ferrovias até 2026. “Nós vamos lançar editais no mercado, estamos discutindo o Ferroanel e o Anel Ferroviário do Sudeste, que é também uma obra muito importante”.



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Descartar novilhas imaturas na 1ª cria é a melhor opção? Veja a opinião de especialista



A gestão de rebanho na pecuária de corte é um desafio constante, e uma das decisões mais cruciais para a rentabilidade da fazenda é a seleção das matrizes. 

Quando o assunto é novilha de primeira cria, a pergunta que muitos pecuaristas se fazem é: vale a pena manter um animal que não demonstrou boa habilidade materna ou a melhor opção é descartá-lo? Segundo o zootecnista Ricardo Abreu, a resposta é categórica: o descarte é a decisão mais estratégica e lucrativa. Veja o vídeo abaixo.

Ao programa Giro do Boi desta segunda-feira (22), Abreu afirmou que a habilidade materna, definida pela capacidade de uma fêmea criar um bezerro com alto peso à desmama, é uma característica de forte herança genética e, por isso, dificilmente melhora de forma significativa ao longo das gestações.

Insistir em uma novilha que teve dificuldade para criar seu primeiro bezerro é uma aposta arriscada, que pode comprometer a eficiência de todo o rebanho.

A importância do descarte estratégico

Manter uma novilha de primeira cria com baixa produtividade é, na prática, manter um animal que consome recursos sem gerar o retorno esperado. Ela ocupa espaço no pasto, demanda suplementação e manejo, mas não entrega o resultado financeiro necessário, que se traduz em um bezerro pesado e de qualidade. Essa ineficiência prejudica a margem de lucro e a sustentabilidade do negócio.

A habilidade materna é uma característica decisiva em todas as categorias de fêmeas do rebanho, seja ela novilha (primípara), vaca secundípara ou multípara. Em qualquer cenário, a fêmea que consistentemente produz um bezerro mais pesado está comprovando a sua capacidade produtiva. Esse é um indicativo claro de que ela possui a genética desejada e deve ser mantida.

Para otimizar a genética do seu rebanho e aprimorar a habilidade materna, Ricardo Abreu, especialista no assunto, recomenda o investimento em melhoramento genético. Na hora de selecionar touros para a estação de monta, é fundamental buscar por DEPs (Diferença Esperada na Progênie) que indiquem uma alta Habilidade Materna à Desmama, representada pela sigla DEP HD. Esse índice é crucial para garantir que as futuras crias herdem essa característica valiosa.

Ferramentas como o PMGZ (Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos) da ABCZ são essenciais para auxiliar nessas decisões. Eles fornecem dados confiáveis sobre o desempenho genético de touros e matrizes, permitindo que o pecuarista tome decisões baseadas em ciência e estratégia, não apenas na intuição.

Descarte não é prejuízo, é receita

A decisão de descartar uma novilha de primeira cria que não cumpriu sua missão produtiva é mais do que se livrar de um animal improdutivo; é uma ferramenta para gerar receita. Ao vender essa fêmea, o pecuarista transforma um custo em capital, que pode ser reinvestido na compra de novas matrizes de maior qualidade ou em genética superior. Esse movimento estratégico eleva a média de produtividade do rebanho e potencializa os lucros.

Para o especialista, o critério de descarte para novilhas de primeira cria deve ser rigoroso. Uma matriz só deve ser mantida se atender a dois requisitos: ter produzido um bezerro de alta qualidade e ter emprenhado novamente dentro da estação de monta. Se ela não atingir esses objetivos, a decisão mais acertada é descartá-la.

O sucesso na pecuária moderna está diretamente ligado ao planejamento e ao conhecimento do seu rebanho. Saber quais animais geram lucro e quais não, e agir de forma estratégica, é o que separa um negócio rentável de um que apenas sobrevive. Investir em genética de ponta e em programas de melhoramento é um passo fundamental para construir um rebanho mais produtivo, lucrativo e resiliente.



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