domingo, abril 26, 2026

Agro

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Preços do milho enfraquecem no Brasil



Os preços do milho se enfraqueceram nos últimos dias, como apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, compradores retraíram-se, indicando ter estoques para consumo imediato. Vendedores, por sua vez, focados na semeadura da safra verão e com parte da segunda safra armazenada, negociam com menor intensidade.

Já nos portos, as altas do dólar e externa deram suporte às cotações. Ainda assim, os patamares seguem abaixo do esperado por agentes. 

Quanto às exportações brasileiras de milho, os envios estão um pouco mais intensos neste mês, mas precisam ganhar ritmo para alcançar as estimativas da Conab para esta safra 2024/25. 

A companhia prevê o embarque de 40 milhões de toneladas, sendo que, até o momento, saíram dos portos nacionais 17 milhões de toneladas, conforme análise do Cepea. 

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Produtores abandonam áreas arrendadas no RS: “isso não é vida”



Os impactos da enchente que assolou o Rio Grande do Sul entre abril e maio do ano passado persistem até hoje. A tragédia foi a pior da história do estado e deixou mais de 180 mortos. Mais de um ano depois, produtores rurais enfrentam um cenário de dívidas praticamente impagáveis.

Para quem vive e produz no estado, no entanto, as enchentes foram somente o estopim de um acúmulo de eventos climáticos que afetaram seriamente a produção de grãos. Na soja, com exceção da safra 2020/21, todas as outras seis registraram quebra por causa do excesso de chuva ou de seca severa, conforme apontam dados da Emater.

Diante desse cenário, muitos acabam deixando a atividade para trás. Movimento que se reflete também no arrendamento rural, com agricultores abandonando essas áreas por causa da descapitalização. Além disso, a procura por esse tipo de contrato tem diminuído, principalmente nas regiões mais afetadas pelas enchentes e estiagens dos últimos anos.

Produtores pedem socorro

O produtor rural Lucas Scheffer, de Cacequi, confirma a redução das áreas cultivadas com soja no Rio Grande do Sul. O agrônomo que presta assistência à família dele, por exemplo, atendia 12 mil hectares no ano passado. Neste ciclo, a área caiu para 5 mil hectares; não por perda de clientes, mas porque os produtores deixaram de plantar.

Ao arrendar uma terra, o produtor fecha um contrato com o proprietário, que cede a posse e o uso da área para a produção agrícola. Scheffer conta que ele e o irmão, inclusive, plantam em uma área 100% arrendada, mas tiveram de abandonar parte da produção. “Eu e meu irmão reduzimos 50% da nossa área de milho: de 1.400 hectares para 700. As áreas destinadas apenas à soja foram todas largadas”, diz.

Scheffer também ressalta que o endividamento dos produtores ocorre devido à uma sequência de quebras de safra. “Somando os juros de cada linha e os custos, a conta não fecha. Além disso, estamos falando de uma das safras mais caras dos últimos cinco ou seis anos no Brasil”, afirma. 

O relato de Fernando Camargo, produtor no município de Júlio de Castilhos, na região central do estado, é ainda mais incisivo. Ele afirma que deve desistir do plantio nos próximos anos porque a atividade está se tornando inviável. O agricultor planta em uma área de cerca de 400 hectares, sendo 70 ou 80 hectares próprios, e o restante de terras arrendadas.

“Vou plantar esta safra porque estou com as coisas meio alinhadas, e se eu conseguir amortizar no ano seguinte e vender um imóvel para pagar minhas contas, eu vou sair fora da agricultura. Isso não é vida”, desabafa.

Rescisão unilateral: possível alternativa

O arrendamento rural, apesar de ser uma solução viável por funcionar como um “aluguel de terra”, também traz riscos. O advogado Albenir Querubini, professor do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), explica que, nesse modelo, os riscos da atividade ficam sob responsabilidade do produtor que arrenda a terra, que deve pagar o valor acordado mesmo diante de quebras de safra.

Em meio ao endividamento do agro gaúcho, Querubini lembra que a lei prevê a possibilidade de resilição unilateral. Nessa modalidade, prevista no artigo 473 do Código Civil, o arrendatário pode encerrar o contrato sem aplicação de multas ou penalidades, e sem que o proprietário possa impedir a decisão.

Além disso, o advogado ressalta a importância da negociação entre as partes. “Sempre é recomendável buscar acordo, seja para reduzir a área, ajustar o preço ou até encerrar o contrato. Mas os arrendatários também precisam conhecer a possibilidade da rescisão unilateral em situações como as do Rio Grande do Sul, desde que motivada e comprovada por fatores climáticos”, orienta Querubini.

Futuro incerto

Com a proximidade do plantio da safra de verão, os produtores gaúchos se veem em um beco sem saída. O presidente da Aprosoja-RS, Ireneu Orth, confirma que a tendência é de queda nos arrendamentos e que dificilmente o Rio Grande do Sul colherá uma boa safra. Segundo ele, há dois pontos distintos: o clima, e as condições de produção. 

“Se chover dentro da normalidade, esse é um aspecto. Mas mesmo assim dificilmente o estado terá uma grande safra, porque muitos produtores deixarão de plantar, especialmente em áreas arrendadas, e outros irão para o campo sem insumos ou com menos do que o necessário”, alerta.

Para Querubini, os problemas se acumulam. “O endividamento do produtor rural gaúcho, os custos de produção, a queda do preço da cotação dos grãos e a baixa oferta de crédito para custeio têm sido verdadeiros obstáculos para a agricultura. Por isso, é preciso ter políticas públicas para renegociação de dívidas agrícolas e, ao mesmo tempo, programas para enfrentamento de novas estiagens, com incentivo à armazenagem de água, irrigação e melhoramento de solos”, avalia.

Já para Scheffer, o cenário é claro: o Plano Safra está travado pela inadimplência e pela falta de recursos. Essa é também a realidade da produtora rural Ana Debortoli. Há cinco anos, ela e o marido, Marcelo, lutam para manter a atividade no campo. Para honrar as dívidas, venderam as poucas máquinas que tinham e até o carro da família foi tomado pelo banco. 

A rotina se soma a problemas de saúde e à falta de crédito para continuar produzindo. “Já passamos um mês inteiro comendo apenas arroz e feijão. Ainda assim, não desanimo. Tenho que ter força para ajudar minha família”, conta.

No campo gaúcho, muitos não sabem como plantar a próxima safra, mas seguem tentando resistir, à espera de dias melhores. “O que resta para nós é reduzir áreas, tentar diminuir custos de arrendamento e se manter na atividade por três ou quatro anos, na esperança de dias melhores para quitar dívidas e honrar compromissos”, resume Scheffer. 



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Cotações do feijão atingem os maiores patamares desde abril/25



Os preços do feijão preto e do carioca seguem firmes em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em algumas praças, os atuais patamares são os maiores desde abril deste ano.

Segundo o instituto, a demanda relativamente ativa por lotes de melhor qualidade, em um cenário já de pós-colheita e de estoques mais limitados, somada à postura retraída de vendedores sustentaram os movimentos de alta nos valores, com destaque para os do feijão preto.

No campo, as atenções se voltam à semeadura da 1ª safra brasileira 2025/26, que, até 20 de setembro, somava 8,3% da área estimada, segundo a Conab. A Companhia projeta 998,6 mil toneladas produzidas na 1ª safra, queda de 6% frente à temporada anterior. 

Para a 2ª e a 3ª safras, as estimativas são de 1,4 milhão de t (+3,6%) e de 702,7 mil t (+6%), respectivamente. Assim, a produção total das três safras pode atingir 3,1 milhões de t, ligeira alta de 0,8% frente a 2024/25.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Óleo de soja supera o farelo na participação nos lucros da indústria



A participação do óleo de soja nos lucros da indústria esmagadora alcançou o recorde de 50,3% na semana passada, superando o farelo de soja, que caiu para 49,7%. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, o fato é inédito, considerando-se a série de cálculo do Cepea, realizado com base nos preços da soja em grão, do farelo e do óleo negociados em São Paulo. 

Pesquisadores explicam que esse cenário se deve aos recuos um pouco mais intensos nos valores do farelo e da soja em grão na última semana. O óleo também se desvalorizou, mas de forma leve aponta o centro de pesquisas. 

O Cepea também relembra que a demanda pelo óleo, sobretudo para a produção de biodiesel, segue em expansão no Brasil e nos Estados Unidos. Esse contexto vem sustentando os valores do derivado nos últimos meses. 

O recente enfraquecimento nos preços domésticos do complexo soja, por sua vez, está atrelado à entrada da safra 2025/26 dos Estados Unidos e à isenção temporária dos impostos de exportação na Argentina, as retenciones.

Essa medida atraiu importadores para o país vizinho e pressionou as cotações no Brasil e nos Estados Unidos, ainda conforme explicam pesquisadores do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Movimento quer reverter queda histórica



A queda no consumo do feijão não impacta apenas produtores e comerciantes


A queda no consumo do feijão não impacta apenas produtores e comerciantes
A queda no consumo do feijão não impacta apenas produtores e comerciantes – Foto: Canva

O consumo de alimentos básicos da mesa do brasileiro passa por mudanças significativas nas últimas décadas. Segundo o Instituto Brasileiro do feijão e Pulses (IBRAFE), entre 1985 e 2025 a queda per capita anual foi de aproximadamente 29,5% no arroz e de 32,6% no feijão, representando uma transformação cultural e nutricional preocupante.

Diante desse cenário, o IBRAFE propõe um desafio coletivo: como cada cidadão pode contribuir para mudar essa realidade? A entidade reforça que não se trata apenas de ações de grandes proporções ou investimentos futuros, mas também de atitudes simbólicas que geram visibilidade e diálogo. Um exemplo é o movimento Viva Feijão, que convida a sociedade a aderir a pequenos gestos, como exibir um adesivo em veículos, tratores ou notebooks, transformando o feijão em símbolo de orgulho nacional.

A queda no consumo do feijão não impacta apenas produtores e comerciantes, mas também a saúde pública. A redução do hábito de incluir o grão no prato cotidiano abre espaço para o avanço de doenças como obesidade, diabetes e hipertensão. Enquanto o mercado global de feijão seco projeta expansão até 2035, o Brasil corre o risco de perder um traço cultural e nutricional que historicamente nos diferencia.

Mais do que uma questão de mercado, o feijão representa propósito, identidade e comunicação estratégica. O IBRAFE busca engajar instituições, empresas, associações e a população em geral para reforçar a ideia de que o Brasil não é rural ou urbano, mas um só diante do tradicional Prato Feito que une arroz, feijão, salada, verdura, proteína e frutas. O adesivo pode ser o primeiro passo de um movimento maior em defesa desse símbolo da nossa alimentação.





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Mercado reduz projeções para a inflação em 2025 e 2026



As expectativas do mercado financeiro para a economia brasileira voltaram a registrar mudanças nesta semana, segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (29). O destaque ficou por conta da redução da inflação em 2025 e em 2026.

Inflação e juros

A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 passou de 4,83% para 4,81%, sinalizando leve alívio nas estimativas. Para 2026, a expectativa da inflação oficial caiu de 4,29% para 4,28%. Entretanto, para 2027 e 2028, o número foi mantido em 3,90% e 3,70%, respectivamente.

Em relação à taxa Selic, a projeção para 2025 continua em 15% ao ano. Para 2026, a mediana das apostas ficou em 12,25%, enquanto para 2027 e 2028 as expectativas permanecem em 10,5% e 10%. A manutenção reflete a percepção de que a política monetária seguirá restritiva no curto prazo.

Câmbio e atividade econômica

O câmbio também apresentou revisão. A projeção para o dólar em 2025 recuou de R$ 5,50 para R$ 5,48. Para 2026 e 2027, houve queda de R$ 5,60 para R$ 5,58 e de R$ 5,60 para R$ 5,56. Apenas em 2028 houve leve alta, de R$ 5,54 para R$ 5,56.

O Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 foi mantido em 2,16%. Para 2026, o mercado prevê crescimento de 1,80%, mesmo patamar projetado na semana anterior. Para 2027 e 2028, as estimativas permanecem em 1,90% e 2%, respectivamente.

Contas externas e contas públicas

As projeções para a balança comercial de 2025 caíram de US$ 64,81 bilhões para US$ 64,60 bilhões. No caso da conta corrente, a estimativa de déficit aumentou, passando de US$ 68,32 bilhões para US$ 68,32 bilhões, sem alteração em relação à semana anterior.

Em relação às contas públicas, a dívida líquida do setor público para 2025 foi mantida em 65,8% do PIB. Por outro lado, o resultado primário segue em déficit de 0,51% do PIB neste ano.



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alerta de Haddad expõe risco de abuso


O Brasil assiste a um crescimento alarmante dos pedidos de recuperação judicial, salto de cerca de 70% em 2024, que vem inquietando bancos, credores e investidores. O fenômeno extrapola setores tradicionais e atinge com força o agronegócio, onde o aumento já supera 50%. Que vem gerando desconfiança na sua cadeia. É um movimento que, longe de ser apenas conjuntural, revela fragilidades estruturais e expõe a economia a novos riscos.

Ao suspender temporariamente o pagamento de dívidas, a recuperação judicial cumpre o papel de dar fôlego a empresas em crise real. Mas, quando usada em massa, pode comprometer a liquidez do sistema financeiro. Os bancos deixam de receber, encarecem o crédito e alimentam um ciclo de desconfiança que atinge toda a cadeia produtiva. O peso dos juros altos agrava o quadro: margens apertadas e endividamento elevado tornam a insolvência quase inevitável para muitas companhias.

O alerta do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai exatamente nesse ponto. Ele admitiu que já se percebe um “abusozinho” no uso do mecanismo em “um ou dois setores da economia”, sem nomeá-los. Não é difícil imaginar que o agronegócio, por sua exposição ao câmbio e ao clima, e o varejo, pressionado pelo consumo fraco e custos elevados, estejam sob o radar. Mais do que apontar culpados, a fala expõe um risco concreto: a transformação da recuperação judicial de ferramenta emergencial em estratégia de mercado.

O problema não é o instrumento em si, mas o mau uso. Se empresas relativamente saudáveis passam a recorrer a esse expediente para renegociar dívidas em condições mais favoráveis, abre-se uma distorção que penaliza credores, encarece o crédito e mina a confiança no ambiente de negócios. Para o agro, isso pode significar não apenas margens mais estreitas, mas a asfixia de pequenos e médios produtores que dependem de linhas de financiamento.

É hora de rigor na concessão de crédito, revisão regulatória e, sobretudo, responsabilidade das empresas. A recuperação judicial deve ser o último recurso, não atalho. Essa tendência tem que ser contida, se não a conta cairá sobre toda a sociedade, principalmente no agro,em menos crédito, mais risco e crescimento mais lento.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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5 dias! A Abertura Nacional do Plantio da Soja é nesta semana!



Nesta sexta-feira (3) acontecerá a largada oficial da temporada 25/26 do plantio de soja no Brasil. Às 9h, horário de Brasília, o município de Sidrolândia (MS) receberá a Abertura Nacional do Plantio da Soja, evento realizado na Fazenda Recanto.

O encontro também marcará o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil e será transmitido ao vivo pela televisão e pelas redes sociais do Canal Rural. Não fique de fora: clique aqui e garanta sua vaga.

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Organizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, a abertura do encontro terá a participação de Paulo Stefanello, presidente do Sindicato Rural de Sidrolândia; Jorge Michelc, presidente da Aprosoja MS; Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil; e Júlio Cargnino, presidente do Canal Rural.

Painéis da Abertura Nacional do Plantio de Soja

O Painel 1 – Biocombustíveis: Economia Verde e Oportunidades para o Produtor contará com a participação de Donizette Tokarski, presidente da União Brasileira do Biodiesel e do Bioquerosene (Ubrabio) e Arthur Falcette, secretário de Estado Adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, que também exerce a função de secretário-executivo de Meio Ambiente da Semadesc.

Na sequência, será realizado o Painel 2 – Caminhos para Solução dos Gargalos do Agro, com mediação de Fabrício Rosa. Entre os convidados estão: o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon; a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e ex-presidente da FPA; e o deputado Rodolfo Nogueira, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

O evento será finalizado com o encerramento das autoridades, representadas por Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, e Jorge Michelc, presidente da Aprosoja MS.



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Fachin toma posse na presidência do STF nesta segunda-feira



O ministro Edson Fachin toma posse nesta segunda-feira (26), às 16h, no cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pelos próximos dois anos. O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes.

O novo presidente vai suceder Luís Roberto Barroso, que completará o mandato de dois anos à frente da Corte. A eleição de Fachin para o cargo ocorreu no mês passado e foi feita de maneira simbólica.

Atualmente, o ministro é o vice-presidente, e, pelo critério de antiguidade, deve assumir o cargo. Conforme o regimento interno, o tribunal deve ser comandado pelo ministro mais antigo que ainda não presidiu a Corte.

Posse

Foram convidados para a posse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de outras autoridades.

Fachin dispensou a tradicional festa de posse, que é bancada por associações de magistrados e oferecida a todos os ministros que chegam ao STF ou assumem a presidência.

Pautas

Por ter perfil pessoal mais contido, Fachin deve evitar declarações polêmicas na imprensa e embates com políticos. De acordo com pessoas próximas ao ministro, o novo presidente deve se destacar pela condução de julgamentos com grande impacto social.

Na próxima quarta-feira (1º), quando será realizada a primeira sessão sob o comando de Fachin, a Corte vai iniciar o julgamento sobre o vínculo empregatício de motoristas e entregadores de aplicativos, a chamada “uberização”.

Perfil

Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Edson Fachin tomou posse no Supremo em junho de 2015. O ministro nasceu em Rondinha (RS), mas fez carreira jurídica no Paraná, onde se formou em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

No STF, foi relator das investigações da Operação Lava Jato, do processo sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e do caso que ficou conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual foram adotadas diversas medidas para diminuir a letalidade policial durante operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

Relator das ações penais da trama golpista, Alexandre de Moraes é formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ministro foi empossado no cargo em março de 2017.Ele foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer para suceder o ministro Teori Zavascki, que morreu em um acidente de avião naquele ano.

Antes de chegar ao STF, Moraes também ocupou diversos cargos no governo de São Paulo, onde foi secretário de Segurança Pública e de Transportes. Também foi ministro da Justiça no governo Temer.



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China reduz compras dos EUA e amplia importação de carne bovina do Brasil e da Austrália



A carne bovina australiana tem ocupado o espaço deixado pelos Estados Unidos no mercado chinês desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. A mudança canalizou centenas de milhões de dólares que antes eram destinados à pecuária americana para os cofres australianos e também reforçou a posição do Brasil como maior fornecedor de carne bovina à China.

De acordo com a agência Reuters, os embarques dos EUA para a China, que giravam em torno de US$ 120 milhões por mês, colapsaram depois que Pequim deixou expirar as licenças de centenas de frigoríficos norte-americanos, em março, em meio à escalada da guerra tarifária iniciada por Trump.

O valor das exportações americanas despencou para apenas US$ 8,1 milhões em julho e US$ 9,5 milhões em agosto, contra US$ 118 milhões e US$ 125 milhões nos mesmos meses de 2024. A Austrália ocupou parte desse espaço, elevando suas vendas de uma média de US$ 140 milhões mensais para US$ 221 milhões em julho e US$ 226 milhões em agosto.

Brasil fortalece posição

Embora a Austrália tenha sido a principal beneficiada no curto prazo, a China também ampliou a demanda pela carne bovina brasileira. Dados da Abrafrigo e da Secex apontam que, em agosto de 2025, o Brasil exportou 359,4 mil toneladas do produto, gerando receita de US$ 1,66 bilhão, altas de 19% em volume e 49% em receita frente ao mesmo mês de 2024.

No acumulado de janeiro a agosto, os embarques brasileiros totalizaram 2,41 milhões de toneladas, um crescimento de 19% em relação ao ano passado. A receita somou US$ 10,8 bilhões, avanço de 34%. A China foi responsável por quase 40% desse volume, importando 948,4 mil toneladas no período, 41% a mais do que no ano anterior.

Somente em agosto, as compras chinesas de carne bovina brasileira saltaram de 106 mil toneladas em 2024 para 158 mil toneladas em 2025, um crescimento de 50%.

Cenário global

Analistas destacam que a carne australiana tem características mais próximas da oferta americana, especialmente no gado confinado, o que explica sua rápida substituição no mercado chinês. Ainda assim, o Brasil mantém posição dominante, beneficiado pelo aumento da demanda e pela competitividade de preços.

O impasse entre Washington e Pequim deve continuar pesando sobre os exportadores norte-americanos. Segundo Joe Schuele, porta-voz da Federação de Exportação de Carne dos EUA, a questão está “entrelaçada com outras disputas comerciais” entre os dois países e não deve ser resolvida no curto prazo.

Enquanto isso, a produção recorde da Austrália e a força da pecuária brasileira consolidam a perda de espaço dos EUA na China, que segue como o maior importador mundial de carne bovina.



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