sábado, abril 25, 2026

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Boi gordo cai R$3/@ no mercado paulista



Exportações de carne crescem 23% na média diária



Foto: Pixabay

De acordo com uma análise divulgada nesta terça-feira (30) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo em São Paulo registrou queda nas cotações. “Com as escalas tranquilas e o fraco escoamento de carne, alguns frigoríficos colocados fora dos negócios”, indicou o levantamento. Entre os que mantiveram as compras, a boa oferta permitiu negociações abaixo das referências do dia anterior, com exceção da vaca, cuja cotação se manteve estável.

O preço do boi gordo caiu R$ 3,00/@, enquanto a novilha registrou recuo de R$ 5,00/@. Já a arroba do chamado “boi China” caiu R$ 1,00. As escalas de abate atendiam, em média, 11 dias.

Em Minas Gerais, mesmo com alguns produtores proprietários boiadas à espera de melhores negócios, as escalas confortáveis ??mantiveram as cotações lucrativas.

No comércio exterior, o Brasil alcançou recorde de exportações de carne bovina in natura. Até a quarta semana de setembro, o volume embarcado chegou a 294,7 mil toneladas, o maior já registrado. A média diária foi de 14,7 mil toneladas, crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação anual.





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1º de outubro tem alta ou baixa nas cotações de soja? Confira os preços do início do mês



O mercado brasileiro de soja apresentou um cenário um pouco melhor em comparação ao restante da semana. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, de manhã, os preços estavam retraídos e sem ofertas. Já à tarde, com a CBOT ganhando fôlego, os preços subiram, mas deram alguma chance, e houve alguns negócios tanto no porto quanto na indústria.

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Silveira destacou que o dia foi mais ofertado em função do suporte vindo da Bolsa de Chicago, embora sem grandes movimentos. “Foi um mercado mais ativo, mas longe de ser agressivo”, acrescentou.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em 129,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em 130,00
  • Cascavel (PR): subiu de 129,00 para 131,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de 124,00 para 125,00
  • Dourados (MS): manteve em 123,00
  • Rio Verde (GO): caiu de 120,50 para 120,00
  • Paranaguá (PR): manteve em 135,00
  • Rio Grande (RS): subiu de 134,50 para 135,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após passar a maior parte do dia no território negativo e atingir níveis inferiores a US$ 10 por bushel, o mercado reagiu no final da sessão, mudando de direção após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump afirmou nesta quarta-feira que a soja será um dos principais temas de discussão quando ele se encontrar com o presidente da China, Xi Jinping, dentro de quatro semanas. “Os produtores de soja do nosso país estão sendo prejudicados porque a China, apenas por motivos de negociação, não está comprando”, escreveu Trump no Truth Social.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 11,25 centavos de dólar, ou 1,12%, a US$ 10,13 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,31 por bushel, com alta de 10,75 centavos ou 1,05%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,30 ou 0,10%, a US$ 273,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,429 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 1,87%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,3274 para venda e a R$ 5,3254 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2946 e a máxima de R$ 5,3381.



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veja como as cotações da arroba iniciaram outubro



O mercado físico do boi gordo teve mais um dia de movimento lateralizado, com manutenção do padrão das negociações em grande parte do país.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que os frigoríficos, em especial os de maior porte, ainda dispõem de escalas de abate mais confortáveis, com boa incidência de animais de parceria na atual temporada.

“As exportações de carne bovina ainda são o principal ponto de suporte neste momento, com um resultado bastante satisfatório na atual temporada, com importante avanço do volume e principalmente da receita”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 304,10 — ontem: R$ 303,27
  • Goiás: R$ 289,64 — R$ 288,75
  • Minas Gerais: R$ 290 — R$ 288,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,18 — R$ 318,66
  • Mato Grosso: R$ 293,66 — R$ 294,61

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços estáveis durante esta quarta-feira (1). Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços durante a primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários na economia como importante motivador de consumo.

“Mais uma vez, é válido mencionar que a carne de frango segue mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, em especial se comparado com a carne bovina”, aponta o analista.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 17,00 por quilo; e a ponta de agulha ainda é apontada em R$ 16,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,3274 para venda e a R$ 5,3254 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2946 e a máxima de R$ 5,3381.



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Embrapa indica manejo conjunto para controle



O avanço da atividade sucroalcooleira e a expansão das áreas de produção estão elevando a incidência da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) em regiões como Mato Grosso do Sul.

O aumento nos surtos desse inseto, que impacta diretamente a produtividade da pecuária, levou a Embrapa a intensificar pesquisas focadas em uma solução que exige a ação coordenada entre usinas, produtores rurais e ciência.

Um levantamento da Embrapa Gado de Corte constatou a gravidade da situação: na década de 2010, os surtos do inseto aumentaram mais de nove vezes em comparação com as quatro décadas anteriores. Embora a ciência ainda não tenha um método de erradicação definitiva, os estudos da Embrapa apontam que o controle eficaz depende fundamentalmente do manejo integrado e da interação constante entre os setores.

O cerne do problema está na reprodução da mosca, que ocorre em matéria orgânica úmida. Com a chegada das chuvas e a entrada da entressafra da cana-de-açúcar, a atenção a essas medidas preventivas se torna ainda mais crucial, pois o aumento da umidade cria o ambiente ideal para a proliferação do inseto.

Ações essenciais para usinas e pecuaristas

O controle da mosca-dos-estábulos só é efetivo quando há disciplina nas práticas de manejo em ambos os lados da cerca.

Para as Usinas

A primeira ação essencial é o monitoramento populacional do inseto na área. A pesquisa da Embrapa é clara ao recomendar:

  • Manejo de resíduos: Fazer o manejo adequado da palhada e do solo para reduzir o excesso de umidade, evitando que se tornem grandes criadouros.
  • Vinhaça: Garantir o devido armazenamento, distribuição e, principalmente, a aplicação controlada da vinhaça.

Para o Produtor Rural (Pecuarista)

O pecuarista deve seguir à risca um protocolo de ações preventivas para eliminar possíveis focos dentro de sua propriedade:

  • Limpeza de Cochos: Reduzir e eliminar o acúmulo de resíduos em cochos de alimentação e água.
  • Armazenamento: Realizar a limpeza minuciosa de áreas de armazenamento de suplementos alimentares.
  • Eliminação de Matéria Orgânica: Eliminar qualquer fonte de matéria orgânica acumulada e úmida que possa servir de criadouro para a mosca.

O controle da mosca-dos-estábulos é, portanto, uma questão de responsabilidade mútua. O produtor deve entender que a proteção do seu rebanho passa também pela interação constante com as usinas da região, buscando estratégias de manejo conjunto.

O impacto da mosca-dos-estábulos na produtividade

O impacto do inseto na lucratividade da fazenda é significativo. Embora não haja uma solução definitiva, a disciplina no manejo é o caminho para mitigar os danos.

A mosca-dos-estábulos causa grande estresse e desconforto aos bovinos através de suas picadas dolorosas. Esse estresse leva à redução do tempo de pastejo, o que tem um efeito direto e negativo no ganho de peso do gado. O animal, incomodado, passa a buscar refúgio em vez de se alimentar, prejudicando seu desenvolvimento.

Neste cenário, a limpeza e a eliminação de resíduos orgânicos são as ferramentas mais poderosas do pecuarista para quebrar o ciclo de vida do inseto e proteger a produção.

Ao seguir as recomendações da Embrapa, o produtor não apenas protege sua propriedade, mas contribui para uma solução regional do problema. A união entre ciência, indústria sucroalcooleira e pecuária é fundamental para garantir a saúde animal e a sustentabilidade da produção brasileira.



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Diesel não baixa em apenas uma região do país em setembro



De forma geral, o diesel ficou mais barato no país em setembro em comparação a agosto, mostra análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), divulgada nesta quarta-feira (1).

Enquanto o tipo comum do combustível diminuiu 0,32% no período, atingindo preço médio de R$ 6,17, o diesel S-10 teve média de R$ 6,21, um recuo de 0,16 % em relação a agosto.

“A análise do IPTL mostra que a queda se refletiu nos dois tipos de diesel, com o comum registrando a maior redução no período. Esse movimento ajuda a equilibrar um pouco os gastos do setor de transporte, que sente de forma direta qualquer oscilação no preço do combustível”, analisa o diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

Análise de diesel por região

Na análise individual de cada região do país em setembro, o Nordeste se destacou como a única região a registrar aumento para o diesel comum, de 0,16% (R$ 6,17).

Já a maior queda para o tipo comum do diesel foi encontrada no Norte, de 0,74% (R$ 6,71). Para o tipo S-10, a maior queda foi identificada no Sul, de 0,33% (R$ 6,04).

Ao mesmo tempo, os menores preços do país entre as regiões foram registrados no Sul: R$ 5,99 para o tipo comum, após queda de 0,17%, e R$ 6,04 para o S-10 (-0,33%).

Segundo o IPTL, os preços de diesel comum e S-10 mais altos em setembro foram registrados no Norte, onde custaram, em média, R$ 6,71 (-0,74%), e R$ 6,59 (-0,15%), respectivamente.

Diferenças entre os estados

No levantamento por estados, o levantamento constatou que a maior média para o diesel comum em setembro foi a do Acre, de R$ 7,59 (estável). Já a Paraíba, o Paraná e o Rio Grande do Sul aparecem como os estados onde os motoristas encontraram o diesel comum mais em conta em setembro: a R$ 5,98, em média.

A Bahia, por sua vez, apresentou a alta mais significativa do país para o diesel comum, de 1,96%, comercializando o combustível por R$ 6,25, em média. O combustível teve sua maior queda no mês registrada no Amazonas, de 2,54%, sendo comercializado, em média, por R$ 6,51.

Em relação ao diesel S-10, o maior preço médio registrado em setembro também foi o do Acre: R$ 7,48, após uma queda de 0,93% ante agosto, o maior recuo entre estados no mês. Em Pernambuco, foi identificado o menor preço médio do mês: R$ 5,92, após recuo de 0,67% no valor do combustível no estado. Em Rondônia foi registrada a maior alta para o diesel S-10, de 0,46%.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.



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Fazenda brasileira recebe certificação internacional em agricultura regenerativa



O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) conduziu o processo que resultou na primeira certificação brasileira em uma fazenda de café com a norma de agricultura regenerativa da Rainforest Alliance, organização sem fins lucrativos que atua em 62 países promovendo práticas agrícolas sustentáveis.

A Fazenda Nova Cintra, localizada em Espírito Santo do Pinhal, São Paulo, foi a primeira do país a receber o reconhecimento. Segundo o coordenador de certificação agrícola do Imaflora, Ben-Hur Rosa, a norma vai além da preservação ambiental.

“A certificação demonstra que a fazenda não está apenas cuidando da natureza, mas também ajudando a regenerar o solo, a biodiversidade e a recuperar ecossistemas”, destaca.

A proprietária da fazenda, Ana Lúcia Barbosa, explica que a transição foi natural, já que a propriedade adota práticas sustentáveis há anos. A fazenda já era certificada pela Rainforest Alliance desde 2011.

“Nosso foco sempre foi a preservação ambiental, a saúde do solo e o uso reduzido de defensivos químicos. Hoje, com mais biodiversidade, vimos até o aumento da população de abelhas e passamos a produzir mel junto ao café”, conta.

Entre as práticas adotadas, estão a proteção de nascentes, preservação de matas e incentivo à fauna nativa. Essas ações, além de fortalecerem o ecossistema, também geraram novos ganhos econômicos para a fazenda.

“Muito antes de essa preocupação com a preservação das nascentes se tornar pública no mundo, nós já vínhamos protegendo todas as nossas nascentes. Com isso, aumentamos a biodiversidade e também a fauna nativa”, conta.

“No nosso caso, cresceu muito a população de abelhas na fazenda. Tanto que nos tornamos também produtores de mel. Nossa fazenda é de café, mas agora produzimos mel justamente por causa dessa proteção ambiental, que favoreceu o aumento das abelhas”, completa.

Obtenção da certificação

Para os produtores interessados em obter a certificação, Ben-Hur Rosa orienta que o primeiro passo é cuidar do solo.

“Um solo saudável garante plantas mais saudáveis e alimentos de maior qualidade. Com cobertura vegetal, há redução da erosão, retenção de nutrientes e aumento da microbiota, trazendo benefícios rápidos”, explica.

Ele ressalta ainda que a certificação exige evidências documentais. É preciso registrar e monitorar as práticas adotadas para comprovar os resultados durante a auditoria.



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Apesar de tarifaço, Abimaq vê chance de manter vendas de máquinas aos EUA



As fabricantes brasileiras de máquinas buscam alternativas para manter as vendas aos Estados Unidos mesmo após o tarifaço. A avaliação é de Cristina Zanella, diretora de competitividade da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Exportações em risco

Em agosto, a entidade havia alertado que o tarifaço norte-americano poderia levar à paralisação das exportações de máquinas brasileiras a partir de setembro. O cenário, porém, pode não se confirmar.

Segundo Zanella, algumas empresas estão negociando diretamente com clientes nos EUA. A proposta é dividir os custos adicionais entre exportadores e importadores. Além disso, contratos já firmados continuam em execução, o que deve garantir parte do fluxo de embarques ao longo de 2025.

“Pode ser que a expectativa de zerar exportações não se concretize. As empresas ainda estão fazendo entregas”, afirmou a diretora durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (1º).

Ajustes de contratos e novos destinos

De acordo com a Abimaq, o impacto do tarifaço não levou a um cancelamento generalizado de projetos. Algumas iniciativas foram interrompidas logo após a decisão dos EUA, mas a maior parte dos contratos segue em andamento.

Para minimizar perdas, empresas estudam mudanças na forma de comercialização. O redesenho inclui desde ajustes nos prazos de entrega até a renegociação das condições de pagamento.

Outro movimento esperado é a diversificação de mercados. Companhias que concentravam suas vendas nos Estados Unidos devem buscar outros países para absorver parte da produção.

Além do tarifaço: perspectivas

Zanella ressalta que o ajuste será gradual. “Não é possível desligar a chave de um dia para o outro. O setor vai adaptar estratégias ao longo do tempo”, disse.

A Abimaq continuará monitorando os efeitos do tarifaço sobre a indústria. O setor exporta cerca de 20% de sua produção, com os Estados Unidos figurando historicamente entre os principais destinos.



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Paralisação do governo dos EUA; “shutdown” no agro?



A falta de acordo entre os poderes executivo e legislativo não é uma característica unicamente do Brasil. Nesta quarta-feira (1º), os Estados Unidos entraram em “shutdown” (fechamento, em inglês) porque as leis orçamentárias do país não foram aprovadas pelo Congresso. Na prática, isso significa que o orçamento norte-americano está congelado e os funcionários públicos ficarão sem receber até que haja um consenso.

No mercado financeiro, no entanto, os impactos são modestos, já que essa não é a primeira vez em que a paralisação do governo dos EUA ocorre. Porém, desta vez, os possíveis efeitos estão no radar dos investidores.

Paralisação do governo dos EUA: entenda

Na terça-feira (30), o Senado dos Estados Unidos rejeitou uma proposta legislativa republicana e outra democrata a fim de evitar a paralisação. O movimento ocorreu pela última vez sete anos atrás, durante o primeiro governo de Donald Trump.

O impasse entre republicanos e democratas é sobre a renovação do financiamento federal para 2026. Por um lado, o partido de Trump defende uma extensão temporária do orçamento, isso sem mudanças adicionais. Já os democratas, de oposição, condicionam o apoio à inclusão de medidas ligadas à saúde.

Com a falta de acordo, houve o fechamento parcial das atividades estatais consideradas não essenciais, como é o caso do Federal Reserve, o banco central norte-americano. A divulgação de alguns dados monitorados pela entidade monetária, por exemplo, poderá ser prejudicada.

A última paralisação aconteceu entre 2018 e 2019 e durou 35 dias, causando um prejuízo de US$ 3 bilhões, o equivalente a quase R$ 16 bilhões.

O agro pode ser impactado pelo “shutdown”?

O mercado financeiro já está acostumado com o cenário de shutdowns nos Estados Unidos. Nesse sentido, quais são os impactos na economia e no agronegócio?

Na economia, os primeiros efeitos poderão aparecer com a suspensão de relatórios oficiais, atrasos em serviços públicos e a dispensa temporária de milhares de funcionários. Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, aponta que a paralisação também gera uma onda de incertezas que não fica restrita ao mercado norte-americano. “Sem os indicadores oficiais, o mercado global fica no escuro quanto aos próximos passos do Federal Reserve, o que aumenta a volatilidade do câmbio”, explica.

Para o produtor rural, entretanto, a especialista ressalta que é preciso analisar dois pontos distintos. Isso porque por um lado há a valorização do real, o que pode reduzir a receita em reais das exportações. Por outro, também traz algum alívio nos custos de insumos importados, como fertilizantes e defensivos.

Outro ponto de atenção é o impacto direto nos dados agrícolas. “Agências do governo, como o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), também deixarão de realizar seus reportes semanais. Isso acaba por deixar o mercado no escuro”, alerta.



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Cade mantém medidas da Moratória da Soja



A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência


A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência
A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência – Foto: United Soybean Board

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta terça-feira (30/9) manter a medida preventiva imposta pela Superintendência-Geral (SG) às entidades do Grupo de Trabalho da soja e às empresas exportadoras signatárias da Moratória da soja, com aplicação apenas a partir de 1º de janeiro de 2026. A decisão foi tomada durante a 255ª Sessão Ordinária de Julgamento do Tribunal.

A medida determina que as empresas se abstenham de coletar, armazenar, compartilhar ou divulgar informações comerciais sobre a venda, produção ou aquisição de soja, incluindo preço, volume e origem do produto. A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência no mercado nacional, diante da preocupação de que a troca sistemática de dados sensíveis entre concorrentes gere efeitos anticompetitivos.

O processo começou a partir de representação da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que apontou que os signatários da Moratória da Soja se comprometeram a não comprar grãos de produtores com áreas desmatadas na Amazônia após 2008. A SG/Cade identificou que empresas formaram o Grupo de Trabalho da Soja para monitorar o mercado e viabilizar acordos de compra da commodity, prática considerada anticompetitiva.

Algumas entidades do setor comemoraram a decisão, como é o caso da Aprosoja-MT. “Há anos, um acordo privado, sem respaldo legal, vem impondo barreiras comerciais injustas aos produtores, sobretudo os pequenos e médios, impedindo a comercialização de safras cultivadas em áreas regulares e licenciadas. A Aprosoja MT seguirá vigilante e atuante para garantir que produtores que respeitam a lei também tenham o direito de produzir, prosperar e contribuir com o desenvolvimento do país”, disse.

 





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