sábado, abril 25, 2026

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‘Há muita incerteza sobre a safra de soja. O mercado não está funcionando como deveria’ aponta Mauricio Buffon



A Abertura Nacional do Plantio da Soja 25/26 será realizada nesta sexta-feira (3), em Sidrolândia (MS), marcando o início oficial de mais uma temporada dos trabalhos com a oleaginosa. O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, destaca que o clima é, também, um fator decisivo para ditar o ritmo da próxima safra. ”O clima é muito importante para os trabalhos com a oleaginosa. As perspectivas da meteorologia apontam para um ano bom, mas agora é torcer para que isso se confirme”, afirma.

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Além da questão climática, Buffon chama atenção para as dificuldades trazidas pelas tensões internacionais e pelo chamado tarifaço. ”Essa questão geopolítica já começa a trazer muita dificuldade para o produtor. As formações de preços da safra futura estão muito comprometidas, há muita incerteza. O mercado não está rodando da forma que precisava para o produtor entrar na safra com os custos travados”, diz.

Segundo o presidente, os prêmios de exportação seguem ruins, os preços não atendem às necessidades do produtor de soja e os custos de lavoura permanecem elevados, o que pressiona a rentabilidade.

Outro ponto levantado pelo presidente da Aprosoja é o atraso nos investimentos e no crédito, especialmente em insumos, como fertilizantes e correção de solo. ”Nós temos muito atraso de investimentos. O Plano Safra não funcionou, e isso gera incerteza para quem precisa investir. O produtor precisa plantar, mas o dinheiro não chegou nas lavouras”, afirma, lembrando que os recursos liberados foram apenas cerca de 50% do nível registrado em anos anteriores.

Ferramentas e tecnologias como aliadas

Buffon, no entanto, reforça que a tecnologia segue sendo uma aliada indispensável nas lavouras de soja. ”Hoje temos tecnologia em todos os setores, de sementes a maquinários, passando pela tomada de decisão baseada em clima e informações. Isso tudo ajuda o produtor rural. Mas, além de usar as ferramentas disponíveis, precisamos também de recursos”, destaca.

Abertura Nacional do Plantio da Soja

Buffon também reforça o convite para o evento de abertura do plantio da soja. ”Queremos convidar todos os amigos do Mato Grosso do Sul para participarem na fazenda onde será feita a abertura e compartilhar esse momento conosco. Vamos falar sobre geopolítica, os rumos do mercado e as projeções para manter o produtor bem informado. Quem não puder estar presente, pode acompanhar pelo Canal Rural”, conclui.



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texto aprovado na Câmara acata demandas do agro



A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) a reforma do Imposto de Renda com mudanças que atendem demandas do setor agropecuário. O texto incorporou ajustes sugeridos pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), entre eles a tributação pelo lucro, a preservação dos instrumentos financeiros do agro e regras para evitar bitributação.

Além disso, o projeto amplia a faixa de isenção para pessoas físicas e cria tributação mínima para altas rendas, mas com dispositivos que garantem condições específicas ao produtor rural. Com a aprovação, a proposta segue agora para análise no Senado.

Alterações propostas pela FPA

Durante a tramitação da reforma do Imposto de Renda, a FPA apresentou emendas para adequar o texto à realidade do campo. Três delas foram incluídas no relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL).

A primeira define que a tributação da atividade rural deve ocorrer pelo lucro, e não pelo faturamento. A regra evita que produtores paguem mais imposto em anos de safra negativa ou custos elevados. Segundo o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), a medida “assegura que a cobrança ocorra sobre o resultado real da atividade, respeitando os riscos do setor”.

O segundo ponto garantiu a exclusão de rendimentos obtidos com instrumentos financeiros do agronegócio da base de cálculo da tributação mínima. Entre eles estão LCA, CRA, CDCA, CDA/WA e CPR. Para Lupion, a medida preserva o acesso a mecanismos de financiamento considerados essenciais para a produção.

O terceiro ajuste cria um redutor contra bitributação, limitando a soma das alíquotas de pessoas físicas e jurídicas aos percentuais já previstos em lei. O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA, destacou que a regra “traz equilíbrio e previsibilidade para produtores e investidores”.

Novas faixas de tributação

O texto também altera as faixas do Imposto de Renda. Contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil ficam isentos. Quem ganha até R$ 7.350 terá redução gradual no imposto. Para o ajuste anual, o benefício alcança rendimentos de até R$ 88.200.

Outra novidade é a tributação mínima para pessoas físicas com renda anual superior a R$ 600 mil ou recebimento mensal de lucros e dividendos acima de R$ 50 mil de uma mesma empresa. A alíquota máxima será de 10%, com regras que impedem redução da cobrança por meio de incentivos fiscais.

Compensações e próximos passos

O projeto prevê compensações trimestrais a estados e municípios para mitigar perdas de arrecadação. Recursos excedentes poderão ser usados no cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços no ano seguinte.

As novas regras entram em vigor em 1º de janeiro de 2026, após regulamentação do governo federal.



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Brasil mantém liderança nas vendas de celulose para os EUA



Os Estados Unidos seguem altamente dependentes das importações de celulose. Em 2024, as compras externas representaram 11% da demanda total do país. O Brasil domina esse mercado, respondendo por 82% do fornecimento de fibra curta.

Segundo análise do banco Rabobank, esse movimento é sustentado por três fatores: custo de produção reduzido, cultivo de eucaliptos de rápido crescimento e presença de fábricas integradas em larga escala no território brasileiro. A expectativa é de que a capacidade nacional continue a se expandir até 2029, com a entrada de novas plantas industriais.

Custos e avanços tecnológicos

A diferença de preço entre a celulose de fibra curta do Brasil e a fibra longa produzida nos Estados Unidos está entre 250 e 300 dólares por tonelada. Essa vantagem vem sendo reforçada pelo desenvolvimento de técnicas de refino, como o uso de enzimas e processos mecânicos de baixa intensidade. Esses avanços permitem ampliar o uso da fibra curta em papéis tissue e embalagens sem perda de desempenho.

Comércio internacional e logística

O estudo também aponta que o Brasil mantém vantagem competitiva no comércio exterior. Enquanto a celulose da União Europeia paga tarifa de 15% para entrar nos EUA, a brasileira está sujeita a 10%. Além disso, o câmbio favorável e o custo competitivo do frete reforçam a posição nacional no mercado.

No campo logístico, a ampliação da capacidade portuária na Costa Leste dos Estados Unidos e a proximidade das fábricas no sudeste, que demandam grandes volumes de fibra virgem, favorecem as importações brasileiras. Além disso, o transporte marítimo tem se mantido sem gargalos relevantes, contribuindo para a regularidade do fluxo.

Perspectivas de expansão

Projetos já anunciados no Brasil devem garantir oferta consistente para atender à demanda americana. O cenário ganha ainda mais relevância diante da tendência de redução nas exportações da China, que tem ampliado a produção doméstica e enfrenta desaceleração econômica.

Com esse conjunto de fatores, o Rabobank analisa que o Brasil se consolida como principal fornecedor de celulose de fibra curta aos Estados Unidos e deve manter a liderança nos próximos anos.



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Canal Rural concorre ao prêmio iBest na categoria canal de agronegócio; vote agora!



O Canal Rural está entre os 10 maiores canais de agronegócio do prêmio iBest. E agora você pode colocá-lo entre os top 3 da categoria. Acesse aqui para votar!

Contamos com seu voto até 26 de outubro para mostrar a força do agro para todo o Brasil #canalruraltop3ibest.

O iBest é considerado como um dos mais importantes prêmios da internet no Brasil. Anualmente são premiados os melhores influenciadores, profissionais e empresas do mercado digital (internet, websites, redes sociais e apps, entre outros).



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas impulsionam expectativas para cafeicultura



Chuvas beneficiam lavouras de café e aumentam as expectativas para 2026/27


Foto: Divulgação

\Chuvas em meados de setembro animaram cafeicultores brasileiros, à medida que devem favorecer o desenvolvimento da safra 2026/27. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores, agora, estão à espera da abertura das flores na maioria das lavouras de arábica da região Sudeste do Brasil. Até o encerramento do mês, alguns agentes consultados pelo Cepea já sinalizavam começo de floração em certos talhões, mas uma parcela mais significativa deve florescer nestes primeiros dias de outubro.

Já nas regiões irrigadas, colaboradores do Cepea informam que as lavouras apresentam uma florada significativa, indicando bom potencial para a próxima safra. Nas áreas de sequeiro, a floração está um pouco mais atrasada. Diante disso, é fundamental que as chuvas persistam neste momento, o que evitaria o abortamento das flores que já abriram e garantiria o desenvolvimento da produção. 

Pesquisadores do Cepea destacam que a safra 2026/27 do Brasil é bastante aguardada como alternativa para, ao menos, melhorar os estoques globais de café, já que a temporada 2025/26 ficou abaixo das expectativas no beneficiamento dos lotes. Assim, qualquer possibilidade de redução do potencial da próxima safra gera grande insegurança no mercado, intensificando a atual volatilidade. 





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Dólar vai cair com shutdown nos Estados Unidos? Entenda



Com o governo dos Estados Unidos paralisado, o chamado “shutdown“, as expectativas iniciais apontavam para a desvalorização do dólar frente a outras moedas. O real e o ouro, por exemplo, poderiam ser favorecidos nesse cenário. Porém, especialistas afirmam que o enfraquecimento da moeda norte-americana ocorrer por causa de outros fatores, como políticas econômicas e o isolamento do país no comércio internacional.

Caio Augusto Rodrigues, economista e sócio da consultoria Terraço Econômico, esclarece que a paralisação afeta principalmente políticas públicas internas, e não o mercado internacional diretamente. “Sobre o dólar, o impacto vem mais de decisões políticas equivocadas que isolam o país, não do shutdown em si”, diz.

Efeito indireto no agro

Para o produtor rural norte-americano, o economista explica que o impacto pode vir em forma de incertezas quanto a medidas de apoio financeiro ao setor. Com o shutdown em curso, os recursos estão travados por um período indeterminado.

O alerta neste momento, entretanto, fica por conta do “apagão” de dados importantes, como estoques e inflação, que podem ter suas informações atrasadas ou menos confiáveis. “Mas vale lembrar: mesmo com atraso, dados ruins ou incompletos já eram um problema este ano, então a paralisação é só mais um capítulo nessa situação”, aponta Rodrigues.

E a China com isso?

Somado a esse cenário incerto, a falta de vendas para grandes compradores como a China continua afetando os EUA localmente. Para Rodrigues, a situação pode gerar excesso de produtos nos armazéns, mas sem impactar os preços das commodities que o Brasil vende forma direta.

“Apesar de pressionar a oferta interna e os preços locais, no curto prazo isso não afeta o Brasil, já que esses produtos seguem encontrando compradores no exterior. Enquanto eles ficarem isolados do maior mercado comprador de commodities do mundo (a China), as condições locais continuarão ruins”, reforça.



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‘O evento marca o início de uma missão que reúne sojicultores de todo o Brasil’, diz Julio Cargnino



Falta pouco: nesta sexta-feira (3) acontecerá a largada oficial da temporada 2025/26 do plantio de soja no Brasil. Dessa vez, o município que recebe a Abertura Nacional do Plantio da Soja é Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul. O encontro será realizado na Fazenda Recanto e Lucio Basso, proprietário do espaço, recebeu a equipe do Soja Brasil para um bate-papo especial. Confira aqui.

Para o presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, essa é uma oportunidade de dar a largada nos trabalhos em um momento de muitos desafios econômicos e de mercado e, ao mesmo tempo, de incertezas climáticas.

“É muito importante que a gente coloque em prática uma plataforma que ajude os produtores a tomar as melhores decisões. Esse evento marca o início de uma grande missão, reunindo grandes parceiros e produtores de todas as regiões do país”, destacou Cargnino.

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Painéis da Abertura Nacional do Plantio de Soja

O Painel 1 – Biocombustíveis: Economia Verde e Oportunidades para o Produtor contará com a participação de Donizette Tokarski, presidente da União Brasileira do Biodiesel e do Bioquerosene (Ubrabio) e Arthur Falcette, secretário de Estado Adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, que também exerce a função de secretário-executivo de Meio Ambiente da Semadesc.

Na sequência, será realizado o Painel 2 – Caminhos para Solução dos Gargalos do Agro, com mediação de Fabrício Rosa. Entre os convidados estão: o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon; a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e ex-presidente da FPA; e o deputado Rodolfo Nogueira, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

O evento será finalizado com o encerramento das autoridades, representadas por Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, e Jorge Michelc, presidente da Aprosoja MS.



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Polícia fecha fábrica de bebidas falsificadas no interior de SP



A Polícia Civil de São Paulo deteve na última terça-feira (30) em Americana duas pessoas envolvidas com falsificação de bebidas alcoólicas. Uma fábrica clandestina foi fechada e teve apreendidos cerca 17,7 mil itens utilizados na adulteração das bebidas.

No local, uma chácara na zona rural da cidade, os policiais encontraram recipientes para armazenamento e transporte de líquidos e garrafas vazias. Na fábrica clandestina eram produzidos uísque, gim e vodca. Não foi encontrado metanol.

“A gente estava investigando esse local há mais de um mês. Hoje, durante o cumprimento dos mandados, encontramos essa fábrica clandestina em um dos endereços. Ela era muito bem estruturada e servia não só o comércio local, mas a capital de São Paulo também”, disse o delegado Wagner Carrasco.

As duas pessoas detidas vão responder por crimes contra a propriedade material, contra saúde pública e contra relação de consumo.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.



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Especialistas debatem em SP impactos da mudança climática na Mata Atlântica



Carlos Nobre, professor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e copresidente do Painel Científico para a Amazônia (SPA), um dos mais respeitados cientistas do mundo dedicados ao tema mudança climática, será conferencista na sétima e última edição dos Diálogos pelo Clima, promovidos pela Embrapa. O evento, com foco no bioma Mata Atlântica, ocorrerá no dia 8 de outubro, das 8h30 às 17 horas, no Cubo Itaú, Vila Olímpia, na capital paulista.

Os Diálogos pelo Clima são um circuito de debates de caráter técnico-científico-institucional que vem percorrendo os biomas brasileiros, em preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

Reúnem representantes do governo, de instituições científicas, de empresas públicas e privadas e da sociedade civil, além de formadores de opinião e demais lideranças, em palestras e mesas-redondas, com o objetivo de ampliar e aprofundar o debate público acerca da mudança climática, seus efeitos negativos sobre os biomas e sistemas produtivos, além de oportunidades e soluções visando ao seu enfrentamento.

Também serão conferencistas na sétima edição do circuito Ana Toni, diretora-executiva da COP30 e secretária nacional de Mudança do Clima, do Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima; os enviados especiais pelo governo federal na COP30 Paulo Petersen, da Articulação Nacional de Agroecologia e da diretoria da Associação Brasileira de Agroecologia; André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam); e Frederico Assis, presidente do conselho da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC); além de Mariana Vasconcelos, cofundadora e CEO da empresa Agrosmart.

A mesa de abertura dos debates será conduzida pela presidente da Embrapa e anfitriã do evento, Silvia Massruhá, e pelo também enviado especial na COP30, o embaixador da FAO para o cooperativismo e ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.

“A iniciativa Diálogos pelo Clima é a ponte que a Embrapa está construindo para conectar a ciência de excelência, a voz da sociedade e o poder de ação das políticas públicas. Acreditamos que as melhores estratégias nascem do diálogo. Por isso, criamos esse espaço para que, juntos, possamos traduzir evidências em ações eficazes, reafirmando nosso compromisso com um futuro próspero, colaborativo e sustentável para todos”, afirma Silvia Massruhá.

Mata Atlântica encerra ciclo de debates

“Na edição Mata Atlântica, que será realizada em São Paulo e encerra esse ciclo de debates, temos a expectativa de agregar lideranças de diversas frentes discutindo como concretizar a posição do Brasil como país responsável por mostrar que é possível sim ter uma agricultura sustentável, regenerativa e inteligente”, diz a presidente da Embrpa.

Roberto Rodrigues esteve também na primeira edição dos Diálogos pelo Clima, em maio deste ano, Em sua palestra, na ocasião, enfatizou o papel estratégico da agricultura tropical brasileira no enfrentamento dos desafios climáticos e no desenvolvimento sustentável.

Percepções consolidadas

Os resultados dos debates na capital paulista, com foco na Mata Atlântica, se somarão às contribuições levantadas nos eventos ocorridos em Cuiabá (MT, 26 de maio), Corumbá (MS, 12 de junho), Manaus (AM, 2 de julho), Porto Alegre (RS, 6 de agosto) e Fortaleza (CE, 16 de setembro), direcionados, respectivamente, aos biomas Cerrado, Pantanal, Amazônia, Pampa (e a Mata Atlântica presente nos estados do Sul) e Caatinga.

O intuito é que essas contribuições sejam consolidadas em um documento a ser entregue no fim de outubro ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, e possam subsidiar a formulação de políticas públicas e apoiar os negociadores brasileiros durante a Conferência, a ser realizada de 11 a 20 de novembro em Belém (PA).



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Brasil tem 43 notificações de intoxicação por metanol



Após determinação de notificação imediata pelo Ministério da Saúde, o número de suspeitas de intoxicação por metanol chegou a 43 no país. Desse total, foram registradas no Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) 39 casos em São Paulo, sendo dez confirmados e 29 em investigação, além de quatro casos em investigação em Pernambuco.

Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.

“Estamos diante de uma situação anormal e diferente de tudo o que consta na nossa série histórica em relação à intoxicação por metanol no país”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De acordo com o órgão do governo federal, os números atuais extrapolam a média anual de 20 casos de intoxicação por metanol no Brasil. A Polícia Federal conduz a investigação por suspeita de envolvimento de organização criminosa, por meio da adulteração de bebida alcoólica.

Sala de Situação

Para monitorar os casos de intoxicação, o Ministério da Saúde instalou, nA quinta-feira (1º), em caráter extraordinário, uma Sala de Situação que reúne equipes técnicas dos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública, Agricultura e Pecuária; dos conselhos Nacional de Saúde (CNS), Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e das secretarias de Saúde de São Paulo e Pernambuco.

Os profissionais atuarão na análise sistemática dos casos suspeitos, além do planejamento, da organização, coordenação e do controle das medidas a serem adotadas enquanto persistirem o risco sanitário e a necessidade de resposta nacional à intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica.



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