sábado, abril 18, 2026

Agro

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Média do trigo importado é a menor em quase 5 anos



Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que, em setembro, o preço do trigo importado pelo Brasil foi o menor desde novembro de 2020. A média foi de US$ 230,09/tonelada, o equivalente a R$ 1.235,12/t, considerando-se o câmbio de R$ 5,368 no mês. 

No mesmo período, a média do cereal no Rio Grande do Sul, segundo levantamento do centro de pesquisas, foi de R$ 1.259,39/t, o que indica maior competitividade do produto importado em relação ao brasileiro.

O Brasil importou 568,98 mil toneladas de trigo em setembro, acumulando 5,249 milhões de toneladas na parcial do ano, o maior volume para o período desde 2007. Diante de um mercado internacional cada vez mais competitivo, pesquisadores apontam que as negociações envolvendo o trigo nacional estão lentas e os valores, pressionados.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Açúcar cristal tem preços firmes em São Paulo



Os preços do açúcar cristal estiveram um pouco mais firmes no spot paulista na última semana. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, alguns compradores buscaram negociar novos lotes, especialmente de cristal tipo Icumsa 150. Diante da restrição da oferta, por conta do maior volume destinado às exportações, os agentes das usinas do estado de São Paulo procuraram vender no spot a preços firmes. 

De 6 a 10 e outubro, o Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa 130 a 180, mercado paulista, teve média de R$ 117,36/saca de 50 kg. Valor que representa uma pequena alta de 0,44% frente à do período anterior.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Vendas de etanol hidratado quase dobram na semana



O volume de etanol hidratado vendido pelas usinas paulistas na última semana quase dobrou frente ao do período anterior, refletindo o aquecimento da demanda. Isso é o que mostram os dados coletados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Além disso, segundo o Centro de Pesquisas, os valores ofertados por usinas para novos lotes atraíram distribuidoras. Ressalta-se que, nos últimos três anos, a quantidade comercializada de hidratado cresceu de setembro para outubro. 

Neste ano, especificamente, compradores também estão atentos aos menores estoques nas usinas frente aos de 2024. Assim, este contexto pode estar estimulando os negócios neste mês. Apesar do cenário de maior liquidez, levantamentos do Cepea mostram que as cotações seguiram estáveis no spot paulista.  

Entre 6 e 10 de outubro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7156/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), pequeno recuo de 0,4% sobre o período anterior. Para o anidro, a variação foi negativa em ligeiro 0,36%, com o Indicador Cepea/Esalq a R$ 3,1126/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura do feijão sofre impacto das chuvas



Feijão 1ª safra tem ritmo lento em parte do Estado



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS na quinta-feira (9) indica que as chuvas no período dificultaram o preparo das áreas e atrasaram o avanço da semeadura do feijão 1ª safra. Assim como na semana anterior, os índices de plantio continuam desuniformes entre as regiões produtoras. No Planalto Médio, praticamente todas as áreas foram semeadas, enquanto na Região Sul o processo está mais atrasado. Nos Campos de Cima da Serra, a semeadura deve iniciar em dezembro. Segundo a Emater/RS, as lavouras encontram-se em estágio vegetativo e apresentam desenvolvimento considerado adequado.

Nos cultivos destinados ao consumo familiar, a Emater/RS projeta rendimento menor, com comercialização do excedente em pequenos mercados próximos às áreas de produção. A área projetada para o feijão 1ª safra é de 26.096 hectares, com produtividade média estimada em 1.779 quilos por hectare.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, 50% da área total prevista já foi implantada, apesar do atraso na semeadura. A produtividade média estimada é de 2.237 quilos por hectare. Na região de Ijuí, a semeadura atingiu 90% do total previsto, com bom desenvolvimento vegetativo e sem registros relevantes de pragas, segundo o órgão.

Em Pelotas, 19% da área projetada foi semeada. Os municípios que já iniciaram o plantio incluem Amaral Ferrador, Pinheiro Machado, Herval, Canguçu, Santana da Boa Vista e São Lourenço do Sul. Já na região de Soledade, a semeadura alcançou 60% do total, e a Emater/RS informou que as lavouras apresentam boa emergência de plantas e sanidade satisfatória, com produtividade média de 1.600 quilos por hectare.

Na região administrativa de Santa Maria, o avanço da semeadura foi menor no período, chegando a 50% do total projetado. A área de cultivo prevista é de 1.033 hectares, e a produtividade média esperada é de 1.414 quilos por hectare, conforme dados da Emater/RS.





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O colapso da agricultura em Gaza no epicentro da crise humanitária


Até 2023, Gaza era um retrato de potencial e vida: olivais, laranjais, morangos em estufas, hortas irrigadas. Hoje, essas mesmas terras são zonas proibidas, estragadas pelos bombardeios, interditadas por bloqueios ou soterradas sob escombros. Quando a terra deixa de poder produzir, como segue a vida?

Em Gaza, a agricultura já foi muito mais que subsistência, era motor econômico, fonte de identidade e segurança alimentar. Estima-se que antes da escalada atual, o setor agrícola respondia por até 10 % do PIB local (dados de organismos internacionais).

As culturas predominantes incluíam frutas cítricas (laranja, limão), morangos, oliveiras (para azeite), além de hortaliças, trigo e flores.

Boa parte da produção era consumida internamente; acredita-se que cerca de 40 % da extensão territorial da Faixa de Gaza era dedicada à agricultura.

Além disso, centenas de milhares de famílias dependiam direta ou indiretamente da agricultura, seja como produtores, em cadeias de insumos ou no comércio local e exportações regionais.

Relatórios recentes da FAO / UNOSAT revelam que 98,5 % das terras agrícolas de Gaza estão atualmente danificadas, inacessíveis ou ambas, restando apenas 1,5 % de cropland utilizável (aproximadamente 232 hectares).

  • Em setembro de 2024, já se estimava que 67,6 % dos campos agrícolas estavam danificados — sendo 71,2 % de pomares, 67,1 % de culturas de campo e 58,5 % de hortaliças.
  • Em maio de 2025, a FAO advertiu que menos de 5 % das terras agrícolas permanecem disponíveis para cultivo.
  • Dados anteriores apontam que já em abril/maio de 2025 mais de 80 % da área agrícola total (12.537 há de 15.053 ha) estava danificada ou inacessível.

Esses números indicam uma destruição estrutural e sistêmica do setor agrícola.

Cerca de 44,3 % das estufas foram danificadas de forma significativa.

Os pomares, incluindo oliveiras e frutíferas, estão entre os mais afetados; grande parte das árvores foi destruída ou arruinada pela ação de tanques e explosões.

Na zona de Al-Qarara, local de um banco de sementes que mantinha variedades adaptadas localmente, 60 % das terras agrícolas foram niveladas, e poços, reservatórios e estruturas hidráulicas foram destruídos.

Com o banco de sementes destruído, a base genética local foi dizimada, agricultores ficaram sem fontes próprias de sementes adaptadas e ficaram dependentes de insumos externos.

A pecuária foi quase inteiramente aniquilada: estima-se que 96 % do rebanho bovino foi perdido, por morte direta ou pela falta de alimento e água.

O setor de pesca, historicamente vital para a segurança alimentar costeira, também entrou em colapso: barcos foram destruídos, áreas marítimas tornaram-se zonas de combate e restrições navais foram impostas.

Sistemas de irrigação, poços hidráulicos, canais, reservatórios e estações de bombeamento foram danificados ou destruídos em grande escala.

Adicione-se a isso a contaminação do solo por explosivos, metais pesados e resíduos de guerra, tornando certos terrenos impraticáveis mesmo após remoção de escombros.

Em 2025, órgãos como FAO, WFP e UNICEF alertaram que Gaza entrou em situação de fome generalizada, com centenas de milhares de pessoas em risco iminente. Mais de 39 % da população relatou que passou dias sem ter o que comer. A produção local quase zerada, aliada a bloqueios de importação de alimentos e insumos, transformou praticamente toda a população em dependente de ajuda humanitária externa.

As consequências nutricionais são devastadoras: a desnutrição infantil crônica pode gerar danos irreversíveis ao crescimento físico, à imunidade e às funções cognitivas, efeitos que persistem por gerações.

O ataque sistemático ao sistema de produção agrícola ultrapassa o aspecto econômico. É um ataque ao direito humano à terra, ao alimento e à autonomia. Reduzir Gaza à mera receptora de ajuda internacional — sem restaurar sua capacidade produtiva — aprofunda o ciclo de dependência, fragilidade e humilhação.

Onde ainda é possível, em recantos remanescentes, agricultores arriscam retomar cultivos com sementes mínimas, improvisando ferramentas, irrigação rústica e tutela improvisada contra ataques.

Em áreas de menor incidência de conflito, alguns esforços de recuperação já são visíveis, ainda que fragilizados.

Relatórios da ONU estimam que a remoção de escombros pode levar uma década, enquanto recuperar a fertilidade do solo e infraestrutura completa pode demandar até 25 anos.
Mas o desafio vai além de reconstruir estruturas físicas: exige segurança (remoção de minas e explosivos), garantia de acesso humano e liberdade produtiva, assistência técnica, financiamento contínuo, redes de sementes locais e decisões políticas sobre uso da terra envolvidas.

Projetos de reconstrução bem-sucedida dependem de priorizar a reativação das cadeias alimentares locais, visando autonomia nutricional, e não simplesmente importar alimentos como paliativo eterno.

A transformação de Gaza, de terra fértil a território interditado, é uma tragédia que se projeta para além da destruição material. É uma ferida na identidade, na dignidade e na soberania de milhões. Reerguer Gaza não será apenas plantar de novo — será restaurar o laço entre as pessoas e a terra, entre o alimento e a liberdade.

Mas esse renascimento exige muito mais que boa vontade: exige compromisso contínuo da comunidade internacional, proteção efetiva diante do conflito, liberação humanitária irrestrita, investimento de longo prazo e, acima de tudo, o respeito ao direito humano básico de produzir e se alimentar.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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EUA e China ampliam guerra comercial e passam a cobrar novas taxas sobre embarcações



Os Estados Unidos e a China iniciaram nesta segunda-feira (14) a cobrança de novas taxas portuárias sobre embarcações ligadas um ao outro, ampliando o conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo para o setor marítimo.

As medidas surgem após novas restrições chinesas à exportação de terras raras e ameaças do presidente Donald Trump de elevar tarifas sobre produtos chineses. Apesar da escalada nas tensões, ambos os governos afirmaram que as negociações seguem abertas, em uma tentativa de conter a reação negativa dos mercados.

Taxas e retaliações

O governo chinês informou que as taxas adicionais serão aplicadas a navios de propriedade, operação, construção ou bandeira norte-americana, mas haverá isenção para embarcações construídas na China ou que cheguem vazias para reparos. As cobranças seguirão um ciclo anual e deverão ser recolhidas no primeiro porto de entrada ou nas primeiras cinco viagens do ano.

Em resposta, os Estados Unidos adotaram medidas equivalentes sobre embarcações chinesas, com o objetivo declarado de reduzir a influência de Pequim no setor marítimo e fortalecer a indústria naval americana.

Sanções e impactos

Além das tarifas, Pequim sancionou cinco subsidiárias da empresa sul-coreana Hanwha Ocean, acusando-as de colaborar com uma investigação norte-americana sobre práticas comerciais chinesas. As ações da Hanwha caíram quase 6% após o anúncio.

A China também abriu uma investigação para avaliar os impactos das medidas dos EUA sobre seu setor naval. Especialistas alertam que a escalada pode distorcer o comércio global e aumentar os custos de transporte marítimo, embora empresas do setor afirmem já estar se adaptando ao cenário de tensão prolongada.

Isenções e reações do mercado

Apesar da retaliação, Washington concedeu isenções temporárias a navios chineses que transportam etano e gás liquefeito, válidas até dezembro deste ano. Ainda assim, estima-se que 11% da frota mundial de navios de gás e 15% dos petroleiros serão afetados pelas novas tarifas.

O episódio evidencia o uso crescente do transporte marítimo como instrumento geopolítico, à medida que Estados Unidos e China utilizam políticas comerciais e ambientais como ferramentas de pressão econômica.

Mesmo com o aumento das tensões, as ações da gigante chinesa COSCO subiram mais de 2%, após a empresa anunciar um programa de recompra de ações para proteger investidores e demonstrar confiança no setor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Diversificação impulsiona nova fase do agronegócio



O amendoim desponta como símbolo da nova fase


O amendoim desponta como símbolo da nova fase
O amendoim desponta como símbolo da nova fase – Foto: Canva

Mato Grosso do Sul vive uma transformação no agronegócio brasileiro. Antes conhecido pela força da soja, do milho e da pecuária bovina, o Estado amplia sua base produtiva com destaque para o amendoim, a carne suína, a avicultura e a citricultura. Somadas ao avanço da silvicultura e da agroindústria, essas cadeias refletem um campo mais moderno, sustentável e competitivo. Segundo o Sistema Famasul, o setor somou US$ 9,9 bilhões em exportações em 2024, com saldo comercial de US$ 7,16 bilhões, impulsionando o desenvolvimento e a inclusão produtiva no interior.

O amendoim desponta como símbolo da nova fase. Na safra 2024/2025, o Estado se tornou o segundo maior produtor do país, com 100 mil toneladas colhidas. A cultura vem se consolidando em rotação com soja e milho, elevando a produtividade e incentivando a instalação de agroindústrias que agregam valor e geram empregos. Na proteína animal, a suinocultura mantém ritmo forte, com 121 mil matrizes e previsão de abate de 3,8 milhões de cabeças em 2025, apoiada por sistemas integrados, biossegurança e geração de biogás.

A avicultura também cresce, com 175,9 milhões de frangos abatidos em 2024, garantindo ao Estado o 7º lugar nacional. O desempenho é resultado de investimentos em genética e novas plantas frigoríficas voltadas à exportação. A Rota Bioceânica, com ponte entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), deve começar a operar em 2025, conectando o Estado ao Pacífico. Com PIB de R$ 190 bilhões e crescimento de 6,6% em 2024, Mato Grosso do Sul mantém a menor taxa de desemprego do Centro-Oeste (3,7%) e segue consolidando um agronegócio diversificado e sustentável.





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Mulher que comeu ‘falsa couve’ morre em Minas Gerais



Morreu na segunda-feira (13) Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, que estava internada em estado grave havia cinco dias na Santa Casa de Patrocínio, em Minas Gerais. Ela foi intoxicada após consumir nicotiana glauca, planta tóxica popularmente conhecida como “falsa couve”.

O caso ocorreu na última quarta-feira (8), quando Claviana e três familiares, homens de 60, 64 e 67 anos, ingeriram a planta ao confundi-la com um pé de couve. A intoxicação provocou sérios problemas de saúde na família.

Claviana foi diagnosticada com uma lesão cerebral grave e não resistiu. Um dos idosos chegou a sair do coma, enquanto outro permanece em coma induzido. Já o homem de 67 anos recebeu alta hospitalar na quinta-feira (9). As informações são da Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio (MG).

Planta venenosa

A nicotiana glauca, também conhecida como fumo-bravo, é comum em áreas rurais e às margens de estradas. Sua toxicidade se deve à anabazina, substância que pode causar paralisia muscular e respiratória, levando à morte em casos graves.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a família havia se mudado recentemente para a propriedade rural e acabou confundindo a planta com a couve tradicional. Apesar da semelhança, a “falsa couve” tem folhas verde-acinzentadas, textura aveludada e formato mais fino, enquanto a couve verdadeira apresenta nervuras bem marcadas e folhas mais espessas.

As autoridades alertam que, em caso de dúvida, o consumo de plantas de origem desconhecida deve ser evitado.

O resgate das vítimas ocorreu por volta das 15h de quarta-feira (8), quando sofreram paradas cardiorrespiratórias. Elas foram atendidas por equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e do Samu, sendo encaminhadas para a Santa Casa de Patrocínio e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.



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Conexão entre campo e artesanato fortalece o Vale do Ribeira



Com o objetivo de ampliar o olhar sobre o uso dos produtos agrícolas como inspiração no artesanato, o Sebrae/SP, em parceria com o Sindicato Rural, a Faesp/Senar e o Sesc Registro, realiza o 2º Seminário de Artesanato e Trabalhos Manuais do Vale do Ribeira (SP). O evento será no dia 21 de outubro, das 8h30 às 17h, no Anfiteatro do Sesc Registro, com inscrições gratuitas até 19 de outubro.

Durante o encontro, produtores rurais e artesãos terão a oportunidade de trocar experiências e entender como a riqueza agrícola da região pode se transformar em matéria-prima, identidade cultural e diferencial competitivo.

Além disso, haverá mutirão para emissão e renovação da carteira de artesão da Sutaco/SICAB, ampliando assim, o acesso à formalização e a políticas públicas.

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“Vamos abordar temas importantes para o fortalecimento do artesanato regional, como projetos estratégicos para o setor em nível estadual e nacional e as possibilidades de ampliar e diversificar os trabalhos como a venda de cursos pela internet, a inspiração em produtos agrícolas e a parceria com a moda autoral”, explica Carlos Alberto Pereira Júnior, analista de negócios do Sebrae/SP.  

Camila Bacci Teixeira, instrutora de turismo rural do Senar, irá ministrar uma palestra sobre “Produtos agrícolas regionais como inspiração e oportunidade para o artesanato”.

O objetivo, é mostrar como a riqueza agrícola local pode se transformar em inspiração, matéria-prima e diferencial competitivo para o artesanato do Vale do Ribeira.

SERVIÇO:

2º Seminário de Artesanato e Trabalhos Manuais do Vale do Ribeira

Data: 21 de outubro (terça-feira) | Horário: 8h30 às 17h | Local: Sesc Registro

Endereço: Avenida Prefeito Jonas Banks Leite, 57 – Registro/SP

Inscrições gratuitas até 19 de outubro 

Acesse aqui e faça a sua inscrição



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quando o ‘olho do dono’ não basta para engordar o gado



Feita de pessoas, a pecuária brasileira abriga diferentes perfis de produtores. Há quem invista no que há de mais moderno, outros que ainda olham com desconfiança para as novas tecnologias, e aqueles que não abrem mão do olho no olho.

Mas, em um setor cada vez mais competitivo e pressionado por custos, o “olho do dono” já não é suficiente. A observação continua essencial, mas agora ganha reforço da tecnologia.

Para Vanessa Porto, diretora de Pecuária de Precisão da dsm-firmenich, a inteligência de dados tem o papel de ampliar essa visão. “A tecnologia não vem para substituir o produtor, e sim para dar a ele mais ferramentas de decisão. É como se o olho do dono ganhasse um par de lentes de aumento”, afirma.

Segundo ela, o grande desafio é compreender que o campo digital não é feito apenas de máquinas e algoritmos. “Antes de falar em sensores e softwares, precisamos falar de base: gestão, pessoas e processos. A tecnologia só entrega resultado se o sistema produtivo estiver organizado”, explica.

Tríade tecnológica: da base ao topo da pirâmide

A especialista divide a pecuária de precisão em três pilares: base, meio e topo da pirâmide. Na base, estão os dados operacionais, como manejo, nutrição, reprodução. No meio, entra a integração dessas informações com indicadores de desempenho. No topo, a inteligência artificial e as plataformas de análise, que transformam os dados em decisões.

“Quando a gente fala em IA, o produtor imagina algo distante, caro, quase inacessível. Mas, na prática, a tecnologia começa no caderno de anotações, no registro correto das informações do rebanho. Sem isso, não há algoritmo que resolva”, pontua.

A executiva destaca que a estratégia se adapta conforme o tipo de produção. “No caso dos produtores de leite, eles preferem um contato telefônico. Então, usamos métodos diferentes de acordo com o setor”, explica. Ela ressalta ainda o papel do implementador, que treina a equipe no campo para o gado de corte, enquanto no leite o suporte pode ser remoto ou auditivo, de acordo com a necessidade do produtor.

Além disso, a tecnologia vai além da operação diária. “Havia o módulo de corte, agora o módulo de leite. Ambos são fundamentais para facilitar decisões e garantir performance. Trabalhamos também com parceiros, que trazem insights de produtores europeus e ajudam a criar algoritmos para suportar decisões estratégicas de forma global”, completa.

Pecuária nacional: do Brasil para o mundo

A executiva lembra que o Brasil é referência mundial em produtividade e genética, mas precisa avançar na adoção de ferramentas de monitoramento e gestão. “Hoje, temos tecnologia suficiente para saber exatamente quanto cada animal consome, quanto ganha de peso e qual é o retorno econômico disso. Essa precisão é o que vai definir quem se mantém competitivo no mercado global”, afirma.

Ela destaca que a pecuária de precisão também tem papel estratégico na sustentabilidade. “Com dados em tempo real, o produtor consegue ajustar dietas, reduzir desperdícios e medir emissões. Isso significa produzir mais com menos impacto, o que é bom para o bolso e para o planeta”, completa.

Para a especialista, o futuro do setor será cada vez mais conectado, mas sem perder o toque humano que caracteriza o campo. “O produtor continua no centro de tudo. A tecnologia é uma aliada, não uma substituta. É o olhar técnico, apoiado por dados, que vai engordar o gado daqui pra frente”, conclui.



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