Segundo o centro de pesquisas, ainda que contratos com confinadores sigam abastecendo boa parte da demanda de frigoríficos, as escalas de abate estão mais curtas neste mês, e a procura no mercado de balcão tem aumentado.
No acumulado de outubro, os preços do boi permanecem firmes nas 28 regiões pesquisadas pelo Cepea. No estado de São Paulo, os negócios têm ocorrido principalmente entre R$ 305 e R$ 315, com alguns até R$ 320.
Com os valores atuais, a diferença entre a arroba de boi e 15 quilos de carcaça é a menor do ano, conforme o Centro de Pesquisas.
A Associação Americana da Soja (ASA, na sigla em inglês) pediu que o governo do presidente Donald Trump avance nas negociações comerciais com a China. O país asiático ainda não comprou soja da safra 2025/26 dos Estados Unidos, cuja colheita está em andamento.
Em nota, a entidade afirmou esperar que as conversas sejam retomadas e que o acesso ao mercado chinês seja restabelecido. Segundo a ASA, a ausência da China nas compras preocupa os produtores norte-americanos e pode afetar o escoamento da nova safra.
Cobrança por definições da EPA
A associação também solicitou que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) publique as regras finais sobre a mistura obrigatória de biocombustíveis para os anos de 2026 e 2027. A proposta divulgada em junho previa volumes de biodiesel acima das estimativas do mercado. O óleo de soja é uma das principais matérias-primas para o biocombustível.
O grupo pediu ainda uma decisão sobre a redistribuição dos volumes de biocombustíveis que deixaram de ser misturados aos combustíveis fósseis entre 2023 e 2025. A falha ocorreu por causa de isenções concedidas a pequenas refinarias.
Em comunicado, a ASA reforçou a importância de uma definição rápida. “Queremos que o governo finalize essa proposta e siga apoiando a produção de biocombustíveis a partir do óleo de soja dos EUA”, destacou a entidade.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que a sessão do Congresso Nacional prevista para esta quinta-feira (16), que analisaria os vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, foi cancelada.
Segundo nota divulgada por Alcolumbre, a decisão atende a um pedido da liderança do governo no Congresso. Ainda não há uma nova data para a análise dos vetos.
LDO
O cancelamento da análise dos vetos, ocorre um dia depois do Congresso adiar para a próxima terça-feira (21) a votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025.
De acordo com informações da agência Senado , o adiamento foi articulado em reunião entre o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e Davi Alcolumbre, na residência oficial do Senado.
Segundo Randolfe, o governo busca uma “concertação orçamentária” após a perda de validade da MP 1.303/2025, que previa uma arrecadação extra de R$ 17 bilhões. “Quando o ministro Haddad fala em corte de emendas, não é ameaça, é um diagnóstico da realidade: não teremos recursos para várias atividades, entre elas, as emendas parlamentares”, afirmou o senador.
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Foto: Divulgação
De acordo com dados do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento, a área de produção de girassol no Rio Grande do Sul está estimada em 6 mil hectares. O crescimento é atribuído à maior disponibilidade de sementes nesta safra, fator que havia limitado a expansão no ciclo 2024/25, além dos bons resultados obtidos nas últimas safras e da possibilidade de plantio de safrinha.
A produção está concentrada na região noroeste do estado, com a semeadura concluída e 100% das lavouras em desenvolvimento vegetativo. Segundo o levantamento, “a evolução da semeadura se deu em 25% da área no final de julho, 65% em agosto e 10% no início de setembro”.
Com as condições climáticas favoráveis em setembro, as lavouras apresentam bom desenvolvimento de estande e sanidade. A partir do início de outubro, as primeiras áreas devem entrar na fase reprodutiva, com a formação do capítulo.
Com o plantio avançando sobre 18% da área prevista para a safra 2025/26 no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país, o preço do arroz em casca atingiu o menor patamar em 14 anos. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a saca é negociada a R$ 59,17, o valor mais baixo desde setembro de 2011, uma queda de 50,3% em apenas um ano.
Em entrevista ao Rural Notícias, do Canal Rural, Evandro Oliveira, consultor da Safras & Mercado, explicou que o setor enfrenta uma crise de liquidez e rentabilidade causada pelo excesso de oferta.
“Depois de o arroz ultrapassar R$ 120 por saca, logo após a pandemia, houve estímulos e expansão de áreas em várias regiões do país. Isso resultou em uma produção nacional superior a 12,3 milhões de toneladas. Agora, o desafio é encontrar demanda para todo esse volume”, afirmou.
O especialista destaca que o escoamento da produção é um dos principais gargalos. A demanda interna está retraída e as exportações enfrentam forte concorrência com a safra norte-americana, que domina os mercados do hemisfério norte. “O Brasil segue com dificuldades, e o problema está longe de acabar”, avalia Oliveira.
De acordo com levantamento da Conab, a próxima safra ainda deve ultrapassar 11 milhões de toneladas, mesmo com a leve redução de área projetada, cerca de 920 mil hectares, queda de 5%. Para o consultor, esse volume ainda é alto e mantém o mercado pressionado. “O equilíbrio viria com uma produção nacional ajustada ao consumo, em torno de 10,5 milhões de toneladas. Só assim poderíamos ter um 2026 mais confortável”, explicou.
O mercado também sofre com novos entraves logísticos e de custos. “Nas últimas semanas tivemos o impacto do tabelamento dos fretes, o que afastou os poucos compradores que restavam. O mercado segue travado e com muita incerteza”, disse.
Oliveira reforça que a competitividade internacional do arroz brasileiro depende de avanços estruturais. “Demanda existe, mas o ‘custo Brasil’ tira a nossa vantagem. Pedágios, fretes caros, burocracia e altos custos de produção reduzem a margem e impedem o país de competir com grandes exportadores como Estados Unidos, Uruguai, Argentina e Paraguai”, destacou.
Atualmente, o preço de equilíbrio para o produtor, o ponto em que cobre os custos de produção, seria entre R$ 70 e R$ 75 por saca na fronteira oeste gaúcha, principal região produtora. No entanto, as cotações atuais estão bem abaixo desse patamar, variando entre R$ 55 e R$ 56. “É uma situação muito preocupante, que coloca em risco o planejamento de novos plantios”, concluiu o consultor.
Lula voltou do telefonema com Donald Trump dizendo que não nasceu apenas uma “química”, mas uma “indústria petroquímica”. A frase é boa, tem ritmo e humor, parece saída de um marqueteiro em dia inspirado. Mas também revela o desejo de transformar cordialidade em investimento, conversa em acordo e simpatia em negócio.
O problema é que, por enquanto, essa “indústria” ainda está no PowerPoint. O mundo real exige mais do que frases combustíveis: requer projetos concretos, tecnologia e, claro, redução de tarifas que hoje encarecem a carne, o café e até o etanol brasileiros nos Estados Unidos.
Se essa brincadeira diplomática render frutos, ótimo: o Brasil pode sair do campo das palavras para o das exportações. Se não, continuaremos produzindo o que temos de sobra, discursos inflamáveis e declarações que evaporam mais rápido que gasolina em dia de sol.
No fim das contas, talvez Lula tenha razão: com Trump, não pintou química, pintou mesmo foi um barril de expectativas. Só esperamos que ele venha com selo “livre de tarifas” e que, dessa refinaria de metáforas, saia pelo menos tarifas… nem que seja de piadas diplomáticas.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O Brasil deve colher safra recorde de 178,7 milhões de toneladas de soja em 2025/26, estimou Ana Luiza Lodi, analista da StoneX, durante seminário online nesta quarta-feira (15). O número considera 48,3 milhões de hectares de área plantada e recuperação de produtividade no Rio Grande do Sul, que teve perdas nas últimas temporadas. “Temos esse potencial de uma safra recorde, mas tudo vai depender do clima”, disse.
O fenômeno La Niña foi confirmado no Oceano Pacífico e deve persistir até o início de 2026, com fraca intensidade e curta duração. O padrão climático tende a reduzir as chuvas no sul da América do Sul nos meses de novembro e dezembro.
“Pode chover um pouco menos do que o normal em novembro e dezembro na Argentina, Uruguai e algumas áreas do Brasil. Mas são períodos que chove muito, então mesmo se chover menos não seria um grande problema. É um ponto a ser monitorado”, afirmou Lodi.
Para janeiro e fevereiro, meses críticos para o enchimento de grãos, a previsão indica maior normalidade nas precipitações no sul do continente. “Aí a gente tem o sul da América do Sul mais dentro da normalidade. De repente pode chover um pouco menos em outras partes do Brasil, mas são previsões muito longas que podem mudar bastante”, comentou.
Segundo Lodi, o La Niña não implica necessariamente perdas para a soja brasileira. As chuvas podem ficar abaixo da média no Sul, mas o fenômeno também tende a trazer temperaturas mais amenas, o que pode reduzir o impacto da menor umidade. Outras regiões do País podem ter volumes de precipitação acima do normal.
O plantio da soja avança dentro da janela ideal na maior parte das regiões, com ritmo mais acelerado que o registrado no ciclo passado. O clima segue favorável para o desenvolvimento inicial das lavouras, e as condições serão determinantes para a confirmação da estimativa recorde.
“O clima vai determinar se a nossa safra vai ser recorde no Brasil e dentro do esperado na Argentina, garantindo que o balanço global de soja continue sem maiores ameaças”, concluiu.
No morning call desta quinta-feira (16), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o pedido dos EUA para o Banco Mundial encerrar apoio à China gerou volatilidade global. O ouro avançou e o dólar recuou com sinais dovish do Fed, enquanto petróleo e cobre caíram.
No Brasil, o dólar fechou a R$ 5,46, o Ibovespa subiu 0,65% acima dos 142 mil pontos e o varejo ampliado cresceu 0,9%. Hoje, destaque para o IBC-Br e o IPC-S.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
A quinta-feira (16) será marcada por calor, alta umidade e risco de temporais em várias regiões do país. A presença de uma área de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o norte da Argentina deve espalhar instabilidades sobre a Região Sul, com potencial para chuva forte, trovoadas e até granizo em alguns pontos.
No Rio Grande do Sul, há previsão de pancadas de chuva de fraca a moderada intensidade em grande parte do estado, acompanhadas por raios e trovoadas. Nas regiões das Missões e Central, há risco de temporais localizados e queda de granizo. Apesar da instabilidade, o tempo segue abafado e as temperaturas máximas continuam elevadas no interior.
Em Santa Catarina, as instabilidades ficam concentradas no interior, com chuva forte e risco de tempestades no oeste do estado ainda pela manhã. As demais áreas seguem com tempo mais aberto ao longo do dia. Já no Paraná, as pancadas se formam à tarde e se espalham pelo sudoeste e região central. A chuva será irregular, mas pode cair com intensidade e acompanhada de ventos e trovoadas.
No Sudeste, o calor e a umidade mantêm o tempo instável em parte de São Paulo e Minas Gerais. As pancadas de chuva ocorrem de forma isolada, principalmente à tarde. No Triângulo Mineiro, há possibilidade de chuva forte e temporais pontuais. Na Grande São Paulo, o calor volta a ganhar força e pode haver pancadas rápidas com raios em alguns bairros. Entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, o céu permanece mais carregado, com possibilidade de pancadas de fraca a moderada intensidade, especialmente no estado capixaba.
Enquanto no Centro-Oeste, a instabilidade continua espalhada por Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal, devido ao fluxo de umidade que atravessa a região. A chuva ocorre de forma irregular, mas pode ser forte em pontos isolados, com risco de raios e rajadas de vento, principalmente no norte de Mato Grosso e no centro-sul de Goiás. Mesmo com a nebulosidade, o calor persiste.
Já no Nordeste, o dia será de sol e calor na maior parte da região. A circulação de umidade vinda do oceano ainda pode provocar chuvas fracas e passageiras na faixa litorânea, entre a Bahia, Alagoas e Pernambuco. No interior, o tempo permanece firme e seco, com alerta para baixos índices de umidade do ar durante a tarde.
E no Norte, as instabilidades continuam ativas sobre o Amazonas, Acre, Rondônia e o sul do Pará, com chuva forte e possibilidade de temporais no oeste amazonense. Também há risco de pancadas intensas no sul do Tocantins, enquanto em Roraima e no norte do Amapá a chuva será mais fraca e isolada.
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A Região da Nova Alta Paulista, interior de São Paulo, alcançou um marco histórico com a conquista da Indicação Geográfica (IG) de Procedência (IP) para ocafé arábica produzido em 23 municípios.
O reconhecimento, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), confirma a qualidade e a reputação do café cultivado na região, reforçando o vínculo entre o produto e seu território.
O pedido foi formalizado em 2023 pela Associação dos Produtores Rurais de Pacaembu e Região (Aprup) e contou com o apoio técnico e estratégico do Sebrae/SP, que acompanha os cafeicultores desde 2019.
Durante o processo, foram realizadas etapas como o diagnóstico da região, a elaboração do dossiê de notoriedade e a criação do caderno de especificações técnicas que define as boas práticas necessárias para o uso do selo.
De acordo com José Carlos Cavalcante, gerente regional do Sebrae/SP, o resultado é motivo de grande orgulho.
“A Indicação Geográfica surge para garantir a diferenciação do produto produzido na região. Além de agregar valor ao produto, contribui para o fortalecimento e o desenvolvimento da economia regional, protege a área produtora”, diz Cavalcante.
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Para Waldir Visioli, dirigente da Aprup e cafeicultor, o selo simboliza o reconhecimento do esforço coletivo.
“Com muita alegria recebemos a notícia da aprovação da Indicação Geográfica do café arábica da Nova Alta Paulista. Isso comprova que o nosso cafeicultor está evoluindo, cuidando melhor de suas lavouras e produzindo cafés de excelência”, esclarece Visioli.
O dirigente acrescenta que o selo também impulsionará outras atividades. “Por consequência da Indicação Geográfica, as outras atividades econômicas da nossa região também serão beneficiadas. Toda a cadeia produtiva do café sentirá a importância do selo”, conclui.
Porteira Aberta Empreender
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Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação