quinta-feira, maio 28, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago com incerteza no mercado internacional


As cotações da soja encerraram fevereiro em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo um cenário de maior oferta global e incertezas na demanda chinesa. O contrato para o primeiro mês fechou em US$ 10,22 por bushel em 27 de fevereiro, contra US$ 10,45 na semana anterior. O farelo e o óleo de soja também recuaram, com perdas acumuladas de 7,4% e 5,4%, respectivamente, nos últimos dias.

Nos Estados Unidos, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) divulgou no Fórum Outlook de fevereiro que a área de soja pode ser reduzida para 34 milhões de hectares, abaixo dos 35,3 milhões do ciclo anterior. No entanto, a queda ficou abaixo das expectativas do mercado, o que contribuiu para a desvalorização dos contratos futuros.

No Brasil, o cenário cambial tem ajudado a sustentar os preços internos. Com o real desvalorizado para R$ 5,83 por dólar, a saca de soja fechou a semana em R$ 125,40 no Rio Grande do Sul, enquanto nas principais praças os valores oscilaram entre R$ 103,00 e R$ 124,50. O avanço da colheita, que atingiu 37,6% da área plantada, pode pressionar os preços no curto prazo.

Apesar das quedas, a projeção de safra brasileira segue robusta, variando entre 166 e 171 milhões de toneladas, dependendo do impacto das quebras no Sul do país. Consultorias como a AgRural estimam 168,2 milhões de toneladas, enquanto a Hedgepoint Global Markets aposta em 171,5 milhões de toneladas.

Por outro lado, as exportações brasileiras de soja desaceleraram em fevereiro. Até a terceira semana do mês, o país havia exportado 3,7 milhões de toneladas, uma redução de 29% em relação ao mesmo período de 2024. A colheita tardia pode estar limitando os embarques.

O mercado segue atento ao comportamento da demanda chinesa, que representa mais de 70% das exportações brasileiras. Com a economia chinesa crescendo a um ritmo mais lento e políticas para reduzir a dependência da soja importada, especialistas alertam para um possível excesso de oferta global nos próximos anos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho tem forte valorização no Brasil com baixa disponibilidade no mercado


Os preços do milho seguem firmes no Brasil, impulsionados pela menor oferta no mercado e pelo aumento da demanda. No Rio Grande do Sul, a saca fechou a semana em R$ 67,69, enquanto nas principais regiões produtoras os valores oscilaram entre R$ 66,00 e R$ 86,00.

Na B3, os contratos futuros atingiram patamares históricos, com o vencimento de março/25 negociado entre R$ 73,15 e R$ 83,70. A valorização é reflexo da relação estoque/consumo apertada. Segundo a Conab, essa relação estava em 2,5% em janeiro, o menor nível já registrado no país.

A retração dos vendedores tem sido um dos principais fatores de sustentação dos preços. Com a expectativa de novas valorizações, muitos produtores optaram por segurar as vendas. Enquanto isso, compradores enfrentam dificuldades para recompor seus estoques e se deparam com preços elevados.

A safra de milho segunda safra (safrinha) segue avançando, mas ainda com atrasos. No Centro-Sul, 64% da área já foi plantada, segundo a AgRural, enquanto a Conab aponta 53,6%. Em Mato Grosso, estado líder na produção do cereal, o plantio alcançou 67,7%, mas segue 13,2 pontos percentuais atrasado, devido ao plantio tardio da soja e excesso de chuvas.

Nas exportações, o Brasil embarcou 1,2 milhão de toneladas de milho nos primeiros 15 dias úteis de fevereiro, segundo a Secex. O volume está 11,2% abaixo do registrado no mesmo período de 2024, mas ainda dentro das projeções da Anec, que estima exportações totais de 1,29 milhão de toneladas no mês.

A expectativa para os próximos meses dependerá do desempenho da safrinha, que pode definir a oferta no segundo semestre. Caso as condições climáticas favoreçam a colheita, os preços podem perder força. No entanto, com estoques historicamente baixos, o milho segue com viés de alta no mercado doméstico.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

colheita atrasada em SC e PR; preços variam no MS


A TF Agroeconômica destacou que o mercado de exportação de milho no Rio Grande do Sul encerrou suas compras, concentrando-se agora no embarque dos volumes adquiridos. Os terminais passam a focar exclusivamente na soja e seus derivados. Enquanto isso, as indústrias seguem comprando milho e aproveitam oportunidades de aquisição “a fixar”, permitindo ajustes graduais nos preços. As indicações de compra variam entre R$ 73,00 e R$ 75,00, dependendo da localidade, enquanto os armazenadores seguem vendendo conforme a demanda dos produtores, com preços entre R$ 72,00 e R$ 75,00. Em Panambi, o preço subiu para R$ 67,00 por saca.  

Em Santa Catarina, a Conab informou que a colheita avançou pouco na última semana, atingindo 29% da área apta, ainda abaixo dos 39% registrados na mesma época de 2024. A Epagri apontou que os preços internos no estado seguem um movimento de leve retração, divergindo do cenário internacional, onde há expectativa de alta para março de 2025. No acumulado anual, os preços subiram 13% no Oeste, região com maior demanda devido à presença de agroindústrias. Atualmente, as cooperativas locais pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, enquanto nos portos os valores variam de R$ 72,50 a R$ 73,50 para entregas entre agosto e outubro.  

No Paraná, a Conab revisou os dados da colheita da primeira safra, confirmando atraso nos trabalhos. No mercado local, as ofertas para o milho spot giram em torno de R$ 70,00 por saca. No porto de Paranaguá, os preços para a safrinha variam de R$ 72,30 a R$ 74,50, dependendo do prazo de entrega e pagamento. Já no Mato Grosso do Sul, a Aprosoja indicou que o plantio da safrinha atingiu 24,2% da área prevista. Os preços no estado tiveram variação: recuaram 1,52% em Campo Grande (R$ 65,00), mas subiram em outras regiões, com Chapadão atingindo R$ 69,00 (+7,81%) e Dourados e Maracaju registrando R$ 70,00 por saca.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

mercado reage a novos ataques na Ucrânia e clima adverso nos EUA



Chuvas excessivas no norte da França e na Alemanha prejudicaram a qualidade dos grãos




Foto: Canva

As condições climáticas desfavoráveis na Europa impactam a safra de trigo e abrem espaço para a Rússia aumentar sua participação no mercado global. Chuvas excessivas no norte da França e na Alemanha prejudicaram a qualidade dos grãos, limitando a oferta de trigo para exportação. De acordo com analistas, a safra europeia pode sofrer uma redução de até 4 milhões de toneladas em relação ao projetado inicialmente. “Os problemas climáticos na colheita fizeram com que parte do trigo perdesse qualidade para moagem e fosse direcionado à alimentação animal”, explicou um consultor de mercado.

Enquanto isso, a Rússia segue com uma safra robusta e preços competitivos. A produção russa deve alcançar 91 milhões de toneladas em 2024, consolidando o país como o maior exportador global. Recentemente, Moscou reduziu tarifas de exportação para atrair mais compradores internacionais.

Os preços internacionais refletem esse cenário. O trigo europeu ganhou prêmio devido à menor disponibilidade, enquanto o trigo russo mantém cotações mais baixas e segue conquistando mercado no Norte da África e no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, a produção também sofreu com o clima seco, especialmente nas regiões produtoras de trigo de primavera. O USDA revisou para baixo a estimativa da safra norte-americana, o que pode favorecer a valorização do trigo no médio prazo.

O cenário global segue volátil, e os próximos meses serão decisivos para os preços. Com menor oferta na Europa e produção elevada na Rússia, os importadores analisam oportunidades, enquanto produtores em diferentes países buscam estratégias para se manterem competitivos.





Source link

News

Preços em queda! Como ficou o mercado da soja?



A queda nos preços da soja travou o mercado brasileiro nesta sexta-feira (28), com reflexo nas quedas observadas em Chicago. O movimento de retração nos preços, entretanto, foi atenuado pela alta do dólar. Além disso, os prêmios recuaram e, mesmo assim, a indústria manteve as indicações mais firmes, evidenciando certa resistência do setor frente à pressão do mercado.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo a Safras & Mercado, a colheita segue sem maiores complicações no Brasil, com o ritmo de produção avançando conforme o esperado, enquanto a Argentina, que também está em colheita, viu uma melhoria nas condições climáticas, o que ajudou a estancar as perdas no potencial produtivo. Porém, a expectativa de uma ampla oferta sul-americana tem pressionado as cotações da soja.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00
  • Região das Missões (RS): recuou de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): diminuiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): estabilizou em R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve-se em R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 117,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): diminuiu de R$ 120,00 para R$ 119,50
  • Rio Verde (GO): seguiu estável em R$ 113,00

Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, acentuando as perdas acumuladas ao longo da semana e de fevereiro. A pressão sobre os preços foi intensificada pelas incertezas acerca da política tarifária do governo Trump, com a iminente implementação de taxas de 25% para o Canadá e o México, e de 10% sobre os produtos chineses, a partir de 3 de março. Isso tem gerado preocupações no mercado sobre as possíveis retaliações, que podem afetar produtos agrícolas americanos.

Ademais, o avanço da maior colheita da história do Brasil também contribui para a pressão sobre os preços. As incertezas envolvendo o comércio internacional e os impactos nas tarifas, somados à oferta crescente de soja da América do Sul, tornam o cenário ainda mais desafiador para os produtores.

Contratos futuros da soja

Na sexta-feira, os contratos futuros de soja com vencimento em maio na Bolsa de Chicago fecharam com queda de 11,50 centavos, ou 1,10%, para US$ 10,25 3/4 por bushel. Já os contratos para julho recuaram 12 centavos, ou 1,14%, para US$ 10,40 por bushel. A pressão sobre os preços se deve tanto à expectativa de uma grande colheita sul-americana quanto ao aumento da oferta, o que tende a puxar os preços para baixo.

Nos subprodutos, o farelo de soja, com vencimento para maio, permaneceu estável a US$ 300,20 por tonelada. Por outro lado, o óleo de soja, também com vencimento em maio, fechou a 44,12 centavos por libra-peso, apresentando uma queda de 1,23 centavo, ou 2,71%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,47%, negociado a R$ 5,9153 para venda e a R$ 5,9133 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8229 e a máxima de R$ 5,9183. Nos acumulados da semana e do mês, o dólar fechou em alta de 3,25% e 1,37%, respectivamente, refletindo a pressão sobre a moeda local frente a incertezas econômicas internacionais e ao impacto das políticas fiscais dos Estados Unidos.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Clima deve variar e exige atenção no campo durante o feriado


A previsão do tempo para o Carnaval 2025 indica variações climáticas em diferentes regiões do país, exigindo planejamento para quem pretende viajar ou seguir com as atividades no agronegócio. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um boletim detalhado com as condições climáticas entre os dias 1º e 4 de março. Confira como será o clima e se programe.

Região Norte

O tempo deve permanecer instável em grande parte da região, com pancadas de chuva frequentes, principalmente no período da tarde e noite. Essas precipitações podem vir acompanhadas de raios, trovoadas e rajadas de vento, o que exige atenção redobrada, especialmente para quem trabalha com lavouras sensíveis à umidade excessiva. No norte do Amazonas e em Roraima, a possibilidade de chuva é menor, mas ainda há condições para pancadas isoladas no final do dia. O calor continua intenso, favorecendo a evapotranspiração e exigindo uma boa gestão hídrica para as plantações.

Região Nordeste

A previsão aponta para dias com muitas nuvens e pancadas de chuva intercaladas com períodos de sol em estados como Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. Essas precipitações podem beneficiar regiões produtoras que dependem da umidade para a lavoura, mas também podem gerar transtornos em locais com o solo saturado. Do Rio Grande do Norte até a Bahia, espera-se a ocorrência de chuvas mais intensas e localizadas, podendo impactar o escoamento da produção agrícola. No interior da região, predomina o tempo seco e quente, favorecendo a colheita e a secagem de grãos.

Região Centro-Oeste

Os produtores da região devem se preparar para chuvas distribuídas ao longo do dia, especialmente no período da tarde e noite. Essas condições climáticas podem trazer desafios para a colheita de grãos e o manejo das pastagens. Em algumas áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, as precipitações podem vir acompanhadas de rajadas de vento, exigindo cautela no transporte e armazenamento da produção. Apesar da instabilidade, as temperaturas se mantêm elevadas, impulsionando o crescimento vegetativo de diversas culturas.

Região Sudeste

A previsão indica dias de calor intenso, com máximas chegando a 37°C no Rio de Janeiro e 33°C em São Paulo. Essas condições favorecem a maturação de culturas como a cana-de-açúcar e a fruticultura, mas também aumentam a necessidade de irrigação nas lavouras. No entanto, áreas do litoral paulista e do Espírito Santo podem registrar chuvas isoladas, o que pode impactar regiões de produção de café e hortaliças. O predomínio de sol e tempo seco em algumas localidades também eleva o risco de incêndios em vegetações secas.

Região Sul

Os três estados da região têm previsão de temperaturas elevadas durante os dias de feriado. A sensação de calor será intensificada pelo tempo abafado e pelo aumento da nebulosidade ao longo do dia. A partir da tarde, as condições ficam favoráveis para pancadas de chuva isoladas, o que pode auxiliar na recuperação dos solos em algumas áreas, mas também pode atrasar trabalhos de colheita. No Rio Grande do Sul, o tempo quente e úmido favorece o desenvolvimento da soja e do milho, exigindo monitoramento para doenças fúngicas.





Source link

News

Preço dos alimentos está alto por causa dos gastos desenfreados do governo, diz Farsul



O governo federal fez mais uma ofensiva para tentar frear a inflação dos alimentos: convidou indústria, entidades representativas dos setores produtivos e ministérios para discutir soluções na noite de quinta-feira (27), em Brasília.

Algumas medidas práticas, como zerar a tarifa de importação de óleos vegetais, por exemplo, foram propostas. No entanto, para o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, a responsabilidade pelo aumento dos produtos nos supermercados é dos gastos públicos desenfreados.

“A inflação dos alimentos está em 8,02%, mas a inflação para produzir, que é o IPP, o Índice de Preços ao Produtor, do IBGE, está em 9,48%. Então, o que acontece é que está aumentando para o consumidor, mas também está aumentando para produzir. Está aumentando para o produtor rural, para a indústria, para o transporte, basta ver o preço dos combustíveis, da energia elétrica, ou seja, quando tudo sobe, não tem como não estourar lá na ponta, e as coisas estão subindo porque o governo não para de gastar”, considera.

Segundo ele, reduzir a Tarifa Externa Comum (TEC) do trigo, por exemplo, medida aventada nas reuniões do governo, não significa diminuir o preço do pão porque os fatores que impactam o consumidor e o produtor não são conectados. “Reduzir a TEC é um instrumento legítimo que está ‘dentro do jogo’. Vai funcionar? Não”, afirma.

A respeito proposta de taxar as exportações do agro, estabelecendo um piso mínimo de 5% para a tributação da venda externa de alimentos in natura e semielaborados, do projeto de lei complementar 48/2025, apresentado pelo Psol no Congresso Nacional, da Luz diz ser absurda. “É declaração de guerra [com o agro]”, frisou.



Source link

News

Como está o ritmo da colheita de soja no Brasil?



A colheita da safra de soja 2024/25 no Brasil avançou para 48,6% da área total esperada até o dia 28 de fevereiro, de acordo com levantamento da Safras & Mercado. Esse índice representa uma aceleração considerável em relação à semana anterior, quando o progresso da colheita era de 37,6%.

O ritmo de colheita neste ano está levemente mais rápido quando comparado ao mesmo período da safra passada, que atingiu 45,7% até o final de fevereiro. Além disso, o desempenho atual supera a média dos últimos cinco anos, que é de 43,8%.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

E o tempo nas lavouras de soja?

A previsão para março indica calor intenso no início do mês no centro-sul, mas, a partir da segunda quinzena, as chuvas devem retornar com volumes maiores, beneficiando a colheita da soja e o desenvolvimento do milho.

Mato Grosso do Sul deve registrar chuvas acima da média, enquanto Goiás e Mato Grosso terão precipitações mais baixas (150 a 200 mm em 30 dias). No Sudeste, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo esperam chuvas consideráveis, entre 150 a 200 mm. No Sul, o Noroeste do Rio Grande do Sul deve receber volumes acima de 100 mm, enquanto outras áreas terão precipitações abaixo da média, mas ainda suficientes para as operações.

Na região Nordeste, Tocantins e Matopiba devem ultrapassar 200 mm, enquanto o centro-sul da Bahia, Piauí e Maranhão enfrentam um déficit hídrico. No Norte, o Pará terá chuvas intensas, superiores a 300 mm, enquanto Rondônia fica dentro da média, com cerca de 150 mm.



Source link

News

Indústria sugere ao governo zerar imposto de importação de óleos vegetais



A Associação Brasileira de Óleos Vegetais (Abiove) participou de reunião em Brasília, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na noite da quinta-feira (27) juntamente com outras entidades do setor produtivo. A pauta: redução do preço dos alimentos para o consumidor.

De acordo com o diretor-executivo da entidade, André Nassar, foi apresentado ao governo um nivelamento de informações a respeito dos preços do óleo, do farelo e demais derivados de soja e a relação disso com as cotações da oleaginosa.

“Após esse nivelamento, veio o debate de como o setor poderia trabalhar para gerar mais competitividade no mercado de óleo porque o governo espera que o preço do óleo comestível ao consumidor caia. Mostramos que esses preços já estão caindo, mas o governo quer ter um tipo de garantia de que os preços continuarão caindo. Sabemos que isso não é possível, mas temos ideias.”

De acordo com ele, a sugestão da Abiove para efeitos no curto prazo é que se retire o imposto de importação dos óleos vegetais, tanto na matéria-prima quanto no refinado. “No caso do óleo de soja bruto esse imposto de importação é de 9% e no caso do refinado é de 10,8%. Sugerimos reduzir esses impostos para zero temporariamente, por um período de dois meses, e avaliar. Isso trará mais competitividade ao mercado e tende a ser bom para o consumidor”, conta.

Contudo, Nassar ressalta que o Brasil é competitivo na produção de óleo, visto que o país também exporta o produto. “A proposta [de zerar imposto de importação] é boa porque se o preço internacional do óleo ficar mais barato do que o preço doméstico, se viabiliza a importação e esse produto de fora corrige esse eventual descasamento [de preços]. Procurei mostrar ao governo que isso já aconteceu no ano passado, sobretudo nos meses de outubro e novembro. […] a proposta é politicamente muito interessante e economicamente tem chances de dar resultado”, conclui o diretor da Abiove.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja, milho e trigo: mercado ajusta posições


De acordo com informações da TF Agroeconômica, a soja registra recuperação parcial em Chicago, após as quedas anteriores, com os fundos ajustando posições. O estoque final de 8,71 milhões de toneladas previsto pelo USDA para 25/26 sustenta o mercado, mas incertezas tarifárias e boas condições climáticas na América do Sul seguem pressionando os preços. No Brasil, a cotação do CEPEA subiu 1,90% no dia, atingindo R$ 134,55 por saca.

“A soja, assim como os demais produtos, está apresentando recuperação parcial nesta manhã em Chicago, após as quedas das sessões anteriores, enquanto os fundos de investimento tentam ajustar suas posições”, comenta.

O milho opera com leves altas em Chicago, interrompendo cinco dias consecutivos de perdas. A previsão de uma safra recorde nos EUA e tarifas de 25% sobre importações do México e Canadá pesam sobre o mercado. No Brasil, o CEPEA indica avanço diário de 0,57%, com a saca a R$ 87,68. A semeadura da safrinha segue acelerada, enquanto as chuvas na Argentina podem beneficiar as lavouras.

“Após sua quinta sessão consecutiva de baixa, o milho está sendo negociado com leves ganhos em Chicago, impulsionado por problemas técnicos associados a fundos de investimento. Entre os fatores que continuam pressionando os preços estão a previsão de uma colheita recorde nos EUA na próxima temporada”, completa.

O trigo sobe nos EUA após quatro sessões de baixa, impulsionado por fatores técnicos e tensão comercial com o México. A reunião entre Trump e Zelensky, que pode impactar o mercado do Mar Negro, também está no radar dos traders. No Brasil, o CEPEA registra alta diária de 1,04% no Paraná e 0,10% no Rio Grande do Sul.

“O trigo está sendo negociado em ritmo de alta nos mercados dos EUA após cair nos quatro dias anteriores. Também neste caso, e por enquanto, questões técnicas estão influenciando os investidores, que vêm liquidando contratos de grãos”, conclui.





Source link