Altas generalizadas foram observadas no encerramento desta segunda-feira (17) para as cotações no mercado de suínos. De acordo com análise divulgada pelo Cepea, as cotações do suíno vivo e da carne estão em tendência de alta em fevereiro em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem das aquecidas demandas interna e internacional.
Segundo dados da Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo teve aumento de 2,96%, com preço médio de R$ 174,00, enquanto a carcaça especial subiu 0,71%, fechando em R$ 14,10/kg, em média.
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (14), houve alta de 1,45% em Minas Gerais, chegando a R$ 9,10/kg, elevação de 0,35% no Paraná, com valor de R$ 8,49/kg, incremento de 2,32% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 8,38/kg, avanço de 2,42% em Santa Catarina, custando R$ 8,47/kg, e de 1,53% em São Paulo, fechando em R$ 8,63/kg.
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O mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos ao longo de fevereiro nas principais praças de produção e comercialização do país, pressionados por um cenário de maior oferta combinado com retração no consumo da proteína animal no varejo.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o crescimento da disponibilidade de fêmeas contribuiu também para incrementar a oferta, fazendo com que a indústria frigorífica conseguisse um bom avanço de suas escalas de abate.
“Esse cenário foi bastante representativo na Região Norte e acentuou a queda que se sucedeu nos demais estados que contam com abates relevantes. Por outro lado, as exportações de carne bovina em bom nível ainda são a principal variável de sustentação dos preços, evitando quedas ainda mais acentuadas”, disse.
Segundo ele, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a atual posição confortável das escalas de abate nos frigoríficos, somado ao comportamento dos preços da carne no atacado.
Projeção para março
Iglesias destaca que o enfraquecimento da demanda doméstica de carne bovina é agudo, com a população mais descapitalizada, como normalmente ocorre no início de cada ano. Assim, as pessoas optam por proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, os embutidos e ovos, principalmente.
“As indústrias conseguiram, sem muita dificuldade, pressionar os pecuaristas por preços mais baixos para as boiadas”, assinalou.
De acordo com o analista, o cenário para a primeira quinzena de março é um pouco mais favorável. “Os salários vão entrar na economia, o que vai motivar a reposição de carne e, além disso, a indústria pode entrar com mais apetite para a compra de gado por conta do feriado prolongado de Carnaval.”
Esses fatores, conforme o analista, devem trazer mais sustentação e até motivar altas da arroba, mas sem espaço para altas contundentes. “Os preços podem se recuperar, mas de maneira moderada”, ressalta.
Preços da arroba do boi (janeiro x fevereiro)
Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 27 de fevereiro em comparação a 31 de janeiro:
São Paulo: R$ 313,67, contra R$ 325,08 (-3,5%)
Goiás: R$ 294,64, ante R$ 307,86 (-3,64%)
Minas Gerais: R$ 304,12, contra R$ 314,41 (-3,3%)
Mato Grosso do Sul: R$ 302,05, ante R$ 312,39 (-3,3%)
Mato Grosso: R$ 300,38, contra R$ 321,93 (-6,7%)
Exportações de carne bovina
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 755,443 milhões em fevereiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 50,362 milhões, conforme a Secretária de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 153,143 mil toneladas, com média diária de 10,209 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.932,90.
Em relação a janeiro de 2024, houve alta de 18,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 8,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,0% no preço médio.
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) disseram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará, na próxima sexta-feira (7), um assentamento do grupo pela primeira vez no mandato atual.
O local escolhido foi o Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, Minas Gerais. O compromisso ainda não está na agenda do chefe do Executivo. Contudo, o petista visa se reaproximar do movimento, historicamente a sua base de apoio mais fiel, diante da queda de popularidade e da pressão pelo aceleramento da reforma agrária.
Em entrevista ao jornal O Globo, a deputada Marina do MST (PT-RJ) disse que a ida do presidente servirá para que os líderes cobrem, novamente, mais agilidade no processo de criação dos assentamentos. “O governo precisa sair da inércia e destravar as políticas públicas voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar e da reforma agrária. Esta é a solução, inclusive, para a alta do preço dos alimentos”, disse.
Vale lembrar que em janeiro, Lula recebeu integrantes do movimento no Palácio do Planalto, encontro que ocorreu seis dias após o grupo divulgar carta que tinha o objetivo de pressionar o presidente a assentar 100 mil famílias.
Críticas ao Congresso
No documento de janeiro, o MST criticou a atuação do governo petista e contestou os cálculos de assentamentos divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Além disso, o grupo teceu comentários negativos ao Congresso Nacional, classificando o trabalho dos parlamentares como “atuação perversa” em defesa do agronegócio.
Em dezembro do ano passado, ministro Paulo Teixeira, do MDA, afirmou que o governo Lula assentou 71,4 mil famílias ao longo de 2024. O governo se comprometeu com a meta de incorporar 295 mil novas famílias ao Programa Nacional de Reforma Agrária até o fim de 2026. Contudo, os dados são contestados pelo MST.
Denúncia registrada na ouvidoria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) levou à apreensão de 10.800 litros de suposto “azeite de oliva extravirgem” em um centro de distribuição de supermercados em Osasco, na Grande São Paulo, no dia 24 de fevereiro. Essa notícia ficou entre as matérias mais lidas do site do Canal Rural na última semana.
A ação constatou que o produto da marca Azapa (lote 2024) continha mistura de óleos vegetais, sendo considerado impróprio para consumo humano.
De acordo com os auditores federais fiscais agropecuários que realizaram a apreensão de hoje, a responsabilidade pelo caso é do importador localizado em Osasco, que possui uma rede de supermercados nos estados de São Paulo e no Rio Grande do Sul, onde o produto foi fiscalizado e coletado para análise.
“Trata-se de um produto caracterizado como fraudado por conter mistura de outros óleos vegetais”, afirmou o diretor do Dipov, Hugo Caruso.
Ele também ressaltou que a operação evitou riscos à saúde pública e prejuízos financeiros aos consumidores, destacando que a integração entre órgãos do Ministério nos dois estados foi fundamental para a agilidade da operação.
Direito à defesa
A empresa importadora do azeite terá direito à defesa e, caso a irregularidade seja comprovada, responderá às penalidades previstas na legislação, incluindo multas e possível interdição.
O Ministério da Agricultura e Pecuária informa que produtos fraudados devem ser destinados para fins industriais, como a produção de biodiesel, ou inutilizados sob supervisão de órgãos ambientais.
A pasta ainda lembra que consumidores podem denunciar irregularidades em produtos vegetais na plataforma Fala BR, do Mapa, que auxilia no planejamento de operações em todo o país.
A Embrapa, em parceria com a Litho Plant, desenvolveu um protetor solar para plantas que reduz a queima de folhas e frutos, melhora a resiliência e aumenta a produtividade. Batizado de Sombryt BR, o produto foi testado em culturas como abacaxi, banana, citros, mamão, manga e maracujá, mostrando alta eficiência na proteção contra danos físicos e no fortalecimento da planta contra estresses ambientais.
A inovação chega ao mercado classificada como fertilizante mineral simples à base de carbonato de cálcio. Aplicado diretamente nas folhas e frutos, o produto seria compatível com sistemas de cultivo orgânico e convencional. Os testes apontam redução de até 20% nos danos físicos aos frutos e um aumento médio de 12% na produtividade das laranjeiras da vsariedade pera, sob diferentes condições de irrigação.
Segundo Maurício Coelho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura e coordenador dos experimentos, o produto melhora o balanço energético das plantas. “Isso torna a planta mais eficiente no uso da água e na troca de gases, resultando em maior resiliência e produtividade”, conta.
Testes e impactos positivos no campo
Os estudos sobre o efeito do Sombryt BR começaram em 2021 e foram aplicados em diversas regiões do Brasil. Em Rio Real (BA), a tecnologia foi testada em citros ao longo de três colheitas, demonstrando um aumento de produtividade de até 17% em pomares sem irrigação. No Rio Grande do Norte, os testes com mamão indicaram uma melhora de 18% na firmeza da polpa e um aumento de 20% na massa dos frutos.
No caso do abacaxi, os experimentos em Itaberaba (BA), uma das principais regiões produtoras da fruta, mostraram uma redução de 20% nos danos físicos causados pelo sol. Essa descoberta beneficia especialmente os produtores orgânicos, que antes utilizavam jornais para cobrir os frutos.
Os benefícios também foram observados na produção de manga. Em fazendas na Bahia e Pernambuco, houve uma redução de 20% na incidência de queimaduras solares, problema que compromete a qualidade comercial dos frutos.
Foto: Embrapa
Já para os produtores de maracujá no Semiárido baiano, o foco foi melhorar a resistência das plantas ao estresse hídrico. Os experimentos, segundo a Embrapa, mostraram ganhos significativos na fotossíntese (+28%), transpiração da planta (+9%) e eficiência no uso da água (+17%), fatores que refletem diretamente no aumento da produtividade.
Tecnologia acessível e fácil aplicação
O protetor pode ser aplicado por pulverização em pomares e lavouras, diluído apenas em água, sem necessidade de aditivos auxiliares. As aplicações podem ser feitas com pulverizadores convencionais ou por drones, garantindo cobertura eficiente.
O diretor da Litho Plant, Luciano Rastoldo, destaca que a tecnologia tem potencial para transformar a produção agrícola brasileira. “Saímos da fase de testes para a certeza de que o produto funciona. Os trabalhos da Embrapa mostram que há diversos benefícios além da redução da queima dos frutos, como maior eficiência fisiológica das plantas”, afirma.
A produção industrial do Sombryt BR já está pronta para atender à demanda, com capacidade inicial de 100 mil litros por ano. O custo do litro do produto deve variar entre R$ 80 e R$ 100, com dosagem de 300 ml a 1,5 litro por hectare por aplicação.
Mudanças climáticas
Com a intensificação das mudanças climáticas e o aumento das temperaturas médias, tecnologias que ajudam a reduzir os impactos do calor na produção agrícola são cada vez mais necessárias. De acordo com a Embrapa, o Sombryt BR surge como uma solução inovadora para melhorar a produtividade e a sustentabilidade no campo, reduzindo as perdas causadas por queimaduras solares e otimizando o uso da água pelas plantas.
O lançamento comercial do produto ocorrerá em breve, e a expectativa é que pequenos, médios e grandes produtores possam incorporá-lo às suas lavouras para aumentar a resiliência das culturas e garantir frutos de melhor qualidade para o mercado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou neste sábado (1), ações para aumentar a produção doméstica de madeira, incluindo uma ordem para o Departamento de Comércio investigar possíveis danos que as importações do produto representam para a segurança nacional.
Trump também assinou uma ordem executiva para aumentar os possíveis fornecedores de madeira e madeira serrada e possivelmente reduzir os custos de moradia e construção. O objetivo é agilizar o processo de licenciamento e expandir a quantidade de produtos de madeira que podem ser oferecidos para venda, de acordo com um alto funcionário da Casa Branca que falou sob condição de anonimato.
O funcionário disse que a ordem também ajudaria a prevenir incêndios florestais e melhorar o hábitat dos animais. A ordem agilizaria o processo de licenciamento para obtenção de produtos de madeira.
De acordo com ele, Canadá, Brasil e Alemanha, entre outros países, estão envolvidos em subsídios relacionados à madeira que colocam os Estados Unidos em desvantagem.
Seguindo a orientação do presidente, o secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, iniciará uma investigação sobre possíveis riscos à segurança nacional, de acordo com a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962.
Trump disse a repórteres em 19 de fevereiro, enquanto estava a bordo do Air Force One, que estava considerando uma tarifa de 25% sobre importações de madeira, de acordo com a agência de notícias Reuters.
A piora nas expectativas de chuva para os próximos meses, associada à provável manutenção das altas temperaturas, tem feito com que a possibilidade de acionamento da bandeira tarifária amarela na conta de luz apareça mais cedo nos modelos matemáticos de profissionais que acompanham o tema.
Assim, apostam que a volta da cobrança adicional em maio, o que acrescentaria R$ 1,88 a cada 100 quilowatts (kWh) consumidos.
Na sexta-feira (28), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a bandeira verde para março, sem custo adicional nas contas.
A Ampere Consultoria avalia que as bandeiras tarifárias devem permanecer verdes até abril, e amarelas no restante do ano. Segundo o sócio consultor da empresa, Guilherme Ramalho de Oliveira, a perspectiva para o primeiro quadrimestre se deve principalmente às condições do período úmido, que está em andamento, combinadas à tendência de indicador de risco hidrológico (GSF, no jargão setorial) relativamente elevado, incluindo valores que apontam energia secundária nos meses de fevereiro e março.
“Mas a tendência de degradação do cenário hidrológico e aumento do PLD (preço de energia) deve mudar o cenário a partir de maio, com a adoção da bandeira amarela”, disse Oliveira.
O gerente de Inteligência de Mercado da Electra Energy, Gabriel Apoena, cita que já se observa a escalada do PLD previsto para março, que deve alcançar média mensal acima dos R$ 300 por megawatt-hora (MWh) no mês que vem, ante valor abaixo dos R$ 100/MWh estimado para fevereiro.
Os cenários de sensibilidade testados pela Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) também passaram a considerar maior chance de acionamento de bandeira amarela ainda no primeiro semestre. Há um mês, apenas o cenário de mais adversidade de geração elétrica previa bandeira amarela em maio, quadro que seria mantido em junho.
Possibilidade de bandeira vermelha
Na mais recente atualização, divulgada na semana passada, o mesmo cenário manteve a bandeira amarela em maio e passou a considerar acionamento de bandeira vermelha patamar 1 em junho. Já em um cenário um pouco mais ameno, que antes considerava bandeira verde em maio e amarela em junho, passou a considerar este acionamento também em maio, escalando para vermelha 1 no mês de junho.
Relatório recente da XP também cita a perspectiva de acionamento de bandeira amarela a partir de maio, e acrescenta que, a partir de julho, haveria bandeira vermelha 1 ou 2, voltando para amarela apenas em novembro e verde em dezembro, a depender da próxima estação chuvosa.
Os analistas do banco anteriormente consideravam perspectiva de bandeira verde ao longo de 2025.
Já a PSR Energy passou a considerar “chance considerável” de acionamento de bandeira amarela a partir de junho. Anteriormente, explica o líder de inteligência de mercado da consultoria, Mateus Cavaliere, as projeções apontavam menor probabilidade de cobrança adicional no primeiro semestre e perspectiva de que isso ocorresse em julho ou agosto. Contudo, começou a pesar a perspectiva de antecipação do fim do período úmido, alterando as expectativas com o enchimento dos reservatórios das hidrelétricas.
A MCM Consultores Associados também incorporou em suas projeções bandeira amarela a partir de julho, assim permanecendo até novembro e voltando para verde em dezembro.
Temperaturas entre 3° C e 7° C acima da média para o mês de março: a quinta onda de calor que se estabeleceu no Brasil desde a última sexta-feira (28) vai elevar os termômetros em quase todo o país ao longo desta semana, trazendo clima de deserto ao país. Mas também tem previsão de bastante chuva. Confira a previsão do tempo entre segunda-feira (3) e a próxima sexta (7).
Sul
O tempo volta a ficar estável em praticamente toda a Região Sul e as temperaturas disparam à tarde. Em Porto Alegre e Curitiba, tempo firme e máximas altas. Em Florianópolis, chove de madrugada, entre a manhã e tarde, mas o tempo é ensolarado. Semana quente e seca em praticamente todas as áreas produtoras. A temperatura máxima ultrapassa os 35º C no interior dos três estados, o que pode provocar estresse térmico em granjas com aves e suínos. O acumulado de chuva da semana fica entre 10 mm e 15 mm, o que não deve aliviar o calorão e, muito menos, ajudar na reposição hídrica do solo.
Sudeste
O tempo estável continua predominando em praticamente todo o Sudeste. As pancadas de chuva podem marcar presença no fim da tarde entre o Vale do Jequitinhonha, Espírito Santo e o norte fluminense. Na capital paulista, chuva isolada também não é descartada. Semana quente e seca em praticamente todas as áreas produtoras. No interior de São Paulo e de Minas Gerais, a temperatura máxima ultrapassa 35º C. A exemplo do Sul, os acumulados de chuva da semana giram em torno de 10 mm a 15 mm, o que não alivia o calorão e nem ajuda na reposição hídrica do solo nos dois estados. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, a chuva é um pouco mais expressiva, de 30 mm a 40 mm, o que ajuda a elevar a umidade relativa do ar.
Centro-Oeste
A circulação de ventos em altos níveis da atmosfera mantém as instabilidades concentradas sobre o estado de Mato Grosso, com alertas de temporais para Cuiabá, e o oeste e norte de Mato Grosso do Sul. Goiânia e Brasília terão tempo estável até sexta-feira (7). Semana com grandes contrastes na região: em Mato Grosso, a chuva continua com volumes entre 60 mm e 70 mm, o que pode causar mais atrasos na colheita da soja; já em Goiás, a semana será de calor e tempo seco, com a umidade do ar abaixo dos 30% nos próximos dias. Na porção centro-sul de Mato Grosso do Sul, a semana será quente e seca, enquanto que no centro-norte, chuvas passageiras devem acumular pelo menos 30 mm.
Nordeste
O interior da Região segue com tempo estável, seco e temperaturas altas. No entanto, a chuva cai com força sobre o Maranhão, norte do Piauí e no Ceará. Entre os litorais do Rio Grande do Norte e da Bahia, chuva passageira. Atenção para precipitações volumosas no centro norte do Maranhão, pois os acumulados da semana devem ultrapassar os 150 mm, provocando alagamentos e transtornos nos trabalhos em campo. No centro sul do território maranhense, centro-norte do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, a chuva dos próximos dias fica em torno de 50 mm. Ondas de Leste começam a atuar na faixa leste do nordeste, levando acumulados de chuva entre 20 e 30 mm, o que ajudará a repor o déficit hídrico da região, principalmente na Bahia.
Norte
Previsão de chuva em quase toda a Região. Apesar de isolada, as precipitações vêm com força. Tem alerta para Manaus (AM), Belém (PA) e Macapá (AP). No sul do Tocantins e em Roraima, tempo estável. Atenção para chuva volumosa no nordeste do Pará, com acumulados que devem passar de 150 mm durante a semana, provocando alagamentos e transtornos nos trabalhos em campo. Semana com bastante umidade no Acre, Rondônia, Amazonas e Amapá, pois o volume de chuva será de, aproximadamente, 80 mm. Em Roraima, a chuva fica é de cerca de 30 mm em cinco dias e no Tocantins, precipitação que gira em torno de 40 mm.
Pesquisadores identificaram um novo caminho para reduzir as emissões de metano nos arrozais, desenvolvendo uma variedade híbrida de arroz capaz de mitigar em até 70% a liberação desse gás de efeito estufa. A descoberta pode ser um marco na agricultura sustentável, especialmente para países produtores como o Brasil.
O estudo revelou que os principais responsáveis pela emissão de metano são substâncias secretadas pelas raízes do arroz, especialmente o fumarato e o etanol. Enquanto o fumarato serve de alimento para microrganismos produtores de metano, o etanol atua como inibidor dessa atividade biológica, reduzindo significativamente a liberação do gás.
Com base nesse conhecimento, os cientistas manipularam geneticamente o metabolismo do arroz para diminuir a secreção de fumarato e aumentar a de etanol, resultando em variedades que emitem menos metano sem comprometer a produtividade.
O desenvolvimento do novo tipo de arroz está em um artigo publicado, em fevereiro, por cientistas da China e da Suécia na revista científica Molecular Plant.
Arroz ecológico é alternativa para a agricultura sustentável
Os testes foram realizados em sete plantações ao longo de três anos e comprovaram que a adoção dessa tecnologia pode contribuir significativamente para a redução do impacto climático do cultivo de arroz. Além da criação de novas variedades, o estudo também sugere manejos específicos que permitem otimizar o uso da tecnologia em lavouras já existentes.
O arroz ecológico surge como uma solução viável para produtores preocupados com sustentabilidade e pode se tornar uma alternativa estratégica para atender às crescentes demandas por práticas agrícolas mais responsáveis.
Antônio Araújo Neto Júnior, mais conhecido como Tonho do Tempero, e Andréa Palmiro Palhavam, proprietária da Dióli Alimentos, decidiram unir forças para criar uma farofa diferenciada e expandir suas vendas.
A ideia surgiu dentro do programa Move+, uma iniciativa do Sebrae Mato Grosso do Sul (MS) voltada para impulsionar pequenos negócios.
Mesmo com a distância entre Campo Grande e Dourados, os empreendedores superaram desafios e consolidaram uma parceria promissora.
O resultado foi o lançamento da Farofa Pronta Pantanal, que combina o tempero artesanal de Tonho com a farofa sem conservantes da Dióli.
Como os dois já forneciam produtos para mercados, conveniências e outros pontos de venda, surgiu a ideia de lançarem juntos uma nova receita para atender os estabelecimentos e conquistar novos clientes.
“O meu tempero já existe há 25 anos, mas a ideia da Farofa Pronta Pantanal veio com a ajuda do Sebrae, que nos orientou, nos dando mentoria e suporte técnico para realizar esse projeto”, relembra Antônio.
Já Andréa administra há cinco anos a Dióli Alimentos ao lado do marido, Ivo Silva Garay. A empresa se destaca na fabricação de farofas temperadas à base de mandioca, sem conservantes e com ingredientes selecionados.
Expansão e novos mercados
Com um ano de mercado, a Farofa Pronta Pantanal já chegou a diversas cidades de Mato Grosso do Sul, fortalecendo a presença da marca e abrindo novas oportunidades.
“Essa parceria está fazendo um ano e nos trouxe resultados positivos com a venda do produto em diversos municípios. Sem falar que, com o apoio do Sebrae, também participamos de feiras e eventos onde podemos divulgar tanto a Farofa Pronta Pantanal quanto os outros produtos”, destaca Andréa.
Impacto positivo e crescimento sustentável
Juntamente com o Tonho e Andrea, o programa Move + atendeu mais de 300 empreendedores em Mato Grosso do Sul no último ano, ofertando uma jornada de consultorias focadas na competitividade e expansão comercial, além de possibilitar conexões entre os empresários.
Com esse suporte, foi identificado o aumento médio de 42% no faturamento dos empresários, além da realização de 1.102 aproximações entre microempreendedores, abrindo portas para novos mercados e negócios. O sucesso da Farofa Pronta Pantanal vai além das vendas.
“Depois que participei do programa, percebi um aumento de 15% no faturamento das vendas”, afirma Tonho.
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