quinta-feira, maio 28, 2026

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Agricultura familiar do Piauí recebe R$ 6,5 milhões para PAA


Os agricultores e agricultoras familiares do Piauí poderão contar com R$ 6,5 milhões para desenvolver projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na modalidade de Compra com Doação Simultânea (CDS). O recurso será repassado para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e é resultado de emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União apresentadas por deputados e senadores eleitos pelo estado em 2024.

Com o recurso, a Conab irá adquirir 973 toneladas de alimentos produzidos por 507 agricultores e agricultoras familiares. Os alimentos serão destinados a instituições da rede socioassistencial, equipamentos públicos e sociais de segurança alimentar e nutricional, e demais entidades de atendimento acompanhadas pelos conselhos municipais e estaduais de políticas temáticas, a fim de atender as pessoas em situação de insegurança alimentar. Os produtos irão complementar a alimentação de 62 mil pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

As propostas atendem às cidades de Água Branca, Alto Longá, Campo Grande do Piauí, José de Freitas, Luzilândia, Miguel Alves, Oeiras, São Braz, Sigefredo Pacheco, Simplício Mendes, Coivaras, Nazária, Belém do Piauí, Conceição do Canindé, Cristino Castro, Palmeiras, Murici dos Portelas, Campinas do Piauí, Flores do Piauí, Monsenhor Gil, Bela Vista do Piauí, Francisco Macedo, Nossa Senhora de Nazaré, Monsenhor Hipólito, Paulistana, Santo Antônio dos Milagres, Assunção do Piauí, Santa Rosa do Piauí, Eliseu Martins e Nossa Senhora dos Remédios.

PAA/CDS – A Compra com Doação Simultânea tem como finalidade o apoio aos agricultores familiares, por meio de cooperativas e associações, a partir da aquisição de sua produção. Os alimentos são obtidos com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e destinados ao abastecimento da rede socioassistencial, equipamentos públicos e sociais de segurança alimentar e nutricional, e demais entidades de atendimento acompanhadas pelos conselhos municipais e estaduais de políticas temáticas.





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alimentação saudável para curtir a folia


De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, durante o Carnaval, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos pode sobrecarregar o organismo. Para ajudar os foliões a manter a saúde e se recuperar dos excessos, o Instituto de Pesca (IP-Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, recomenda incluir peixes e frutos do mar na alimentação antes, durante e após o feriado.

Ricos em proteínas de qualidade, minerais essenciais e ácidos graxos como o ômega-3, os pescados contribuem para a saúde cardiovascular, auxiliando na circulação sanguínea e na redução de inflamações. Além disso, são aliados do sistema imunológico e podem ajudar na função cerebral, prevenindo doenças neurodegenerativas.

A pesquisadora Érika Fabiane Furlan, do Instituto de Pesca, orienta sobre os cuidados na escolha e no consumo do pescado:

  • Peixe fresco deve ter olhos brilhantes, coloração viva e escamas aderidas.
  • Mantenha o pescado refrigerado ou congelado para evitar deterioração.
  • Sushi e sashimi devem ser consumidos em locais de confiança.
  • Sobras de peixe cozido devem ser armazenadas em recipientes herméticos e consumidas em até dois dias.


A desidratação é um risco comum no Carnaval, agravado pelo calor e pelo consumo de álcool. Além de ingerir bastante água, é recomendável incluir peixes ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, atum, truta e arenque, além de sementes de chia e linhaça.

Opções como filé de peixe grelhado, sashimi de atum e sardinhas assadas são nutritivas e ajudam na recuperação muscular e na regeneração do corpo. Para o bom funcionamento do fígado, o consumo de salmão e atum, ricos em selênio, auxilia na proteção das células hepáticas contra os danos causados pelo álcool.

Além dos pescados, uma alimentação equilibrada deve incluir vegetais como couve, tomate, abóbora e folhas verdes, que são fontes de fibras, vitaminas e minerais essenciais para a digestão e a reposição de energia.





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Mosca-branca impulsiona uso de biológicos no campo



Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP



Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP
Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP – Foto: Nadia Borges

A mosca-branca tem se mostrado a porta de entrada para o uso de defensivos biológicos nas propriedades agrícolas. Segundo Leonardo Ribeiro, Assistente Técnico de Vendas da Koppert Brasil, essa praga permite aos produtores observarem na prática a eficácia dos bioinseticidas, quebrando barreiras de ceticismo sobre essas tecnologias. A informação foi divulgada no LinkedIn.  

De acordo com ele, o Boveril Evo, um bioinseticida à base do fungo Beauveria bassiana, tem demonstrado grande eficiência no controle da mosca-branca. Durante o acompanhamento da aplicação, é possível notar diferentes estágios da ação do fungo, desde letargia até a esporulação, garantindo controle prolongado da praga.  

Além disso, Ribeiro destaca que um dos principais argumentos para convencer os agricultores é a observação direta do bioinseticida em ação. Além de eliminar o inseto, o fungo permanece na área, exercendo seu efeito por vários dias. Essa permanência reforça a confiança dos produtores no uso de defensivos biológicos.  

Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP, onde, sete dias após a aplicação de Boveril Evo, ainda era possível visualizar sinais claros da infecção fúngica na mosca-branca na soja. Esse tipo de evidência visual ajuda a demonstrar a efetividade e o potencial dos biológicos como ferramentas essenciais no manejo integrado de pragas. “O controle desse inseto com o bioinseticida Boveril Evo é uma experiência fantástica! É possível perceber diferentes níveis de ação do fungo, inclusive os sintomas iniciais da infecção, demonstrando a permanência do agente biológico na área dias após aplicação”, conclui.

 





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Isso é essencial para a germinação do algodão



A semente deve estar bem em contato com o solo



A semente deve estar bem em contato com o solo
A semente deve estar bem em contato com o solo – Foto: Divulgação

Segundo o Engenheiro Agrônomo e Consultor na Ceres Consultoria Agronômica, André Consonni, a germinação do algodão começa quando a semente absorve entre 50 e 60% de sua massa em água, ativando processos metabólicos essenciais. A produção de giberelinas estimula enzimas que convertem lipídios armazenados em açúcares, fornecendo energia para o crescimento da plântula. 

“Parte desses açúcares é consumida na respiração celular, gerando a energia necessária para a divisão e expansão das células da radícula, enquanto outra parte é utilizada na formação das novas estruturas. Esse processo ocorre cerca de um dia após a semeadura, desde que as condições sejam favoráveis”, comenta o especialista, na rede social LinkedIn.

Para uma germinação eficiente, o especialista explica que a semente deve estar bem em contato com o solo, favorecendo a absorção de água e permitindo a entrada de oxigênio, essencial para a respiração celular. A temperatura influencia diretamente a velocidade do processo, impactando a atividade enzimática e a conversão dos carboidratos.  

Após a emissão da radícula, seu crescimento ocorre rapidamente, seguido pelo alongamento do hipocótilo, que começa por volta do segundo dia. Nos primeiros 7 a 10 dias, a parte aérea cresce lentamente, enquanto as raízes se aprofundam, podendo alcançar até cinco vezes o tamanho da parte aérea ao final do estágio V0. “Esse rápido crescimento radicular é fundamental para que a planta estabeleça uma base sólida, permitindo que ela supere desafios e aproveite oportunidades ao longo do ciclo”, conclui.

 





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Perspectiva é positiva para os preços da carne de frango



A avicultura de corte apresentou um mês de preços estáveis no atacado e mercados independentes do vivo. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Allan Maia, durante fevereiro houve sinalização de oferta ajustada frente à demanda existente. “A perspectiva para preços é favorável com possível avanço do consumo e da reposição ao longo da cadeia”, disse.

No atacado, Maia ressalta que o mês fechou com a oferta equilibrada, o que trouxe otimismo entre os agentes do mercado para o curto prazo. “O consumo, para a carne de frango, tende a avançar, considerando preços elevados de produtos concorrentes. A exportação do frango também está forte, fator que favorece o quadro de disponibilidade e a formação de preços no interior do país”, destacou.

Assim como para a suinocultura, Maia explicou que a avicultura carrega alguma apreensão com o custo de produção, devido aos avanços no preço do milho.

Preços interno do frango

Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango tiveram algumas mudanças ao longo do mês. O quilo do peito teve alta de R$ 10,25 para R$ 11,00, o quilo da coxa subiu de R$ 7,60 para R$ 8,20 e o quilo da asa caiu de R$ 13,20 para R$ 12,50. Na distribuição, o quilo do peito avançou de R$ 10,50 para R$ 11,25, o quilo da coxa de R$ 7,80 para R$ 8,45 e o quilo da asa recuou de R$ 13,40 para R$ 12,75.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou alterações nas cotações durante o mês. O quilo do peito teve ganho de R$ 10,35 para R$ 11,10, o quilo da coxa de R$ 7,70 para R$ 8,30 e o quilo da asa teve recuo de R$ 13,30 para R$ 12,60. Na distribuição, o quilo do peito avançou de R$ 10,60 para R$ 11,35, o quilo da coxa de R$ 7,90 para R$ 8,55 e o quilo da asa teve desvalorização de R$ 13,50 para R$ 12,85.

O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo subiu de R$ 5,50 para R$ 5,55 e, em São Paulo, a estabilidade foi de R$ 5,60.

Na integração catarinense, a cotação do frango seguiu em R$ 4,35. Na integração do oeste do Paraná, a cotação continuou em R$ 4,30 e, na integração do Rio Grande do Sul, seguiu em R$ 4,00.

No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango subiu de R$ 5,45 para R$ 5,50. Em Goiás, a cotação foi de R$ 5,45 para R$ 5,50 e, no Distrito Federal, de R$ 5,50 para R$ 5,55.

Em Pernambuco, o quilo vivo teve valorização de R$ 7,75 para R$ 8,25, no Ceará de R$ 7,70 para R$ 7,70 e, no Pará, de R$ 8,35 para R$ 8,60.

Exportações

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 633,029 milhões em fevereiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 42,201 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 355,927 mil toneladas, com média diária de 23,728 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.778,5.

Em relação a fevereiro de 2024, houve avanço de 25,5% no valor médio diário, alta de 22,3% na quantidade média diária e avanço de 2,6% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.



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Estratégias divergentes no mercado de feijão



Consumidores estão escolhendo feijão mais barato



A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato
A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato – Foto: Pixabay

O mercado de feijão no Brasil reflete uma dinâmica complexa, conforme apontado pelo Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE). Dois depoimentos recentes ilustram a diversidade de estratégias entre produtores e empacotadores, evidenciando as diferenças de percepção sobre oferta e demanda.

De um lado, um grande produtor com mais de 2.500 hectares cultivados e estoque armazenado próximo a Brasília afirma estar tranquilo quanto à comercialização. Para ele, vender o feijão colhido no ano passado a preços de R$ 230/240 a saca não é vantajoso, pois o produto foi cultivado sob irrigação e mantido em câmara fria. Sua estratégia é aguardar até abril para negociar a mercadoria, pois não acredita na existência dos altos volumes estimados pela CONAB. Ele considera sua decisão racional e alinhada à de outros produtores.

Por outro lado, um empacotador de grande porte em Goiás, que normalmente adquire sete carretas semanais do melhor feijão disponível, tem visto suas vendas reduzirem para apenas três carretas por semana. Ele enfatiza que sua marca trabalha exclusivamente com feijão extra, que atualmente compra por R$ 220/230 a saca. Enquanto isso, concorrentes têm optado por feijão de qualidade intermediária (nota 7/7,5), comprado a preços mais baixos, entre R$ 160/170, e estocado grandes volumes nas últimas semanas.

A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato, impactando as vendas do segmento premium. Com a inflação afetando diversos alimentos, a mudança de comportamento do consumidor pode manter esse cenário nos próximos meses, prolongando as dificuldades para os produtores e empacotadores que apostam na qualidade superior.





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São Paulo bate recorde de temperatura para o mês de março 



A capital paulista registrou um novo recorde de temperatura para 2025 e o maior valor já registrado para o mês de março. No último domingo (2), os termômetros da estação convencional do Mirante de Santana marcaram 34,8°C. A onda de calor deve persistir ao longo de toda a semana, elevando as temperaturas principalmente em São Paulo, Minas Gerais e parte da região Sul.

Na capital paulista, as temperaturas máximas devem permanecer entre 33°C e 34°C nos próximos dias. Há possibilidade de chuvas isoladas no período da tarde, mas sem impacto significativo na redução do calor. Apenas no final de semana, com a chegada de uma frente fria, as temperaturas devem cair para valores em torno de 27°C.

No Sudeste, a chuva será mal distribuída e pouco volumosa, permitindo a continuidade das atividades no campo. A partir do final de semana, a frente fria trará precipitações para São Paulo e para o centro-sul de Minas Gerais, abrangendo também parte da Zona da Mata, o que deve aliviar as condições para a cafeicultura. Ainda assim, a semana será marcada por calor intenso e tempo seco.

O bloqueio atmosférico mantém o ar quente e seco predominante em grande parte do país, enquanto uma frente fria se mantém estacionada sobre o Uruguai, sem avanço para o Sul do Brasil. No Norte, há previsão de chuvas intensas, principalmente no Pará e em Rondônia. Já no Centro-Oeste, temporais podem ocorrer em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso. No Rio Grande do Sul, as precipitações devem ser limitadas ao extremo sul do estado, sem volumes expressivos.

No Centro-Sul do país, as máximas podem atingir entre 35°C e 36°C ao longo da semana. Os maiores volumes de chuva devem se concentrar no Norte, com acumulados acima de 100 mm em cinco dias em regiões como Rondônia, Pará, norte do Maranhão e Tocantins. Apesar do avanço da colheita da soja no Centro-Oeste, há registros de atrasos no Noroeste de Mato Grosso devido às chuvas intensas.

No Matopiba, as condições seguem favoráveis para o campo, embora o Centro-Norte do Maranhão possa registrar acumulados superiores a 150 mm em cinco dias. No sul do país, a falta de chuvas agrava a situação das lavouras no Rio Grande do Sul, especialmente aquelas em fase de enchimento de grãos.

Com a chegada do outono entre os dias 20 e 21 de março, as temperaturas devem continuar elevadas. Mesmo com o término da onda de calor no final da semana, não há previsão de frio intenso para os próximos meses. A tendência é de estabilidade térmica, com temperaturas acima da média, o que pode impactar negativamente algumas culturas, sobretudo a pecuária leiteira, devido à alta evaporação da água e às chuvas irregulares, especialmente em Minas Gerais.

A Zona de Convergência Intertropical segue ativa, intensificando as chuvas no Norte e Nordeste, com tendência de permanência pelos próximos 30 dias antes de recuar para o Hemisfério Norte. No fim de semana, uma nova frente fria deve avançar pelo Sul do Brasil, impulsionando as chuvas para São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Na Bahia, a estiagem persiste em algumas áreas, impactando a produção agrícola. Com aproximadamente 50% da soja já colhida, os trabalhos de plantio do milho estão em andamento. No entanto, a falta de chuvas volumosas pode dificultar o desenvolvimento da cultura, principalmente no centro do estado. Para o Centro-Oeste e Sudeste, incluindo o Matopiba, a expectativa é de um clima mais favorável, contribuindo para uma safra promissora.



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Saiba como está a colheita da soja pelo Brasil



O andamento da colheita da safra 2024/25 de soja segue acelerado nas principais regiões produtoras do país. De acordo com o último levantamento das Safras e Mercados, aproximadamente 50% da área plantada já foi colhida.

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No Paraná, a safra de soja deve apresentar uma redução de 4% em relação ao volume inicialmente previsto, o que pode resultar em um prejuízo de bilhões de reais para a cultura, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. As maiores quedas estão concentradas na região de Campo Mourão, com uma redução de 376 mil toneladas, seguida pela região oeste, com 317 mil toneladas.

A colheita de soja no país

No momento, 49% das lavouras do estado já foram colhidas. Em relação à qualidade das plantações, o Departamento de Economia Rural do Estado avalia que 80% estão em boas condições, 17% em situação média e 3% ruins. A região sul, que concentra a maior área de soja plantada no estado, ainda não registrou perdas, e a expectativa é de aumento na produtividade, o que pode compensar parcialmente as quedas observadas nas demais regiões.

Em Mato Grosso, as máquinas seguem aceleradas nas lavouras, com a colheita atingindo 82,3% da área total estimada. O número supera a média histórica dos últimos cinco anos, que é de 77,44%. No entanto, a colheita da oleaginosa ainda se encontra atrasada em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 85% das lavouras já haviam sido colhidas. A região mais avançada no estado até o momento é a Médio Norte, com quase 93% da área colhida, enquanto a região nordeste é a mais atrasada, com cerca de 70% dos trabalhos finalizados, segundo o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária.

No oeste da Bahia, a colheita da soja segue em ritmo acelerado em comparação com a safra anterior. Dados preliminares da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia indicam que, na safra 2023/24, o impacto do fenômeno El Niño provocou desuniformidade e atrasos no desenvolvimento das plantas. No ciclo atual, o cenário é positivo, com aproximadamente 700 mil hectares já colhidos.

No Tocantins, a colheita da soja também apresenta avanço. De acordo com a Aprosoja do Estado, cerca de 28% da área plantada foi colhida, representando um crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado, quando apenas 15% da produção havia sido colhida. A produtividade das lavouras tocantinenses se mantém dentro da média esperada, em torno de 60 sacas por hectare.

No Maranhão, conforme informações da Aprosoja, 25% da área plantada de soja já foi colhida. As condições da safra neste ano são consideradas satisfatórias, com perdas mínimas registradas até o momento.



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Governo cria núcleo para regularização das embarcações de pesca



O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) publicou a Portaria MPA nº 427/2025, que cria o Núcleo de Gerenciamento e Execução (NGE) do Programa Nacional de Regularização de Embarcações de Pesca (Propesc). O NGE tem como objetivo regularizar as embarcações de pesca no Brasil, com vistorias, capacitações e atualizações no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).

O NGE também será responsável por garantir a continuidade das análises relacionadas à concessão e renovação das Autorizações de Pesca, buscando sempre aprimorar a gestão da atividade pesqueira no país. A portaria detalha as competências das áreas técnicas do NGE, que funcionará com caráter deliberativo, como uma unidade vinculada à Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura do MPA, coordenando diretamente as ações do Propesc.

De acordo com Elielma Bocem, diretora do Departamento do Registro e Monitoramento da Pesca e Aquicultura do MPA, a criação do NGE e a implementação efetiva do Propesc têm como objetivo o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca no Brasil, garantindo o cumprimento das normas de ordenamento, monitoramento e controle. “Além disso, essas ações visam combater a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada, um dos maiores desafios enfrentados pelo setor”, afirmou Bocem.

Em outro ponto, em 27 de fevereiro, o MPA também divulgou a Portaria MPA nº 428/2025, contendo a lista de embarcações que foram habilitadas e não habilitadas para a pesca especial temporária da tainha em 2025. As embarcações que não foram habilitadas têm um prazo de cinco dias para apresentar recurso, conforme estabelecido pela portaria.



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Desafios no acesso a fertilizantes



A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados



A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados
A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados – Foto: Divulgação

Segundo Pedro Henrique Ruwer, Gerente de Divisão de Vendas da Ativa Agro, o mercado de fertilizantes passa por mudanças significativas que impactam diretamente a produção agrícola. A suspensão da produção de fosfatados da Yara Fertilizantes em Cubatão e Paulínia, a venda de cinco fábricas da Nutrien e a interrupção de linhas de crédito equalizado do Plano Safra 2024/2025 tornam o cenário ainda mais desafiador. 

Essas alterações pressionam a relação de troca entre fertilizantes químicos e culturas como soja, milho e trigo, elevando custos e reduzindo a rentabilidade. Diante desse contexto, Ruwer destaca a necessidade de buscar soluções alternativas para manter a fertilidade do solo sem comprometer a sustentabilidade financeira e ambiental.  

Entre as estratégias mais promissoras, os remineralizadores de solo surgem como uma opção eficiente para suprir nutrientes de forma gradual, melhorando a qualidade do solo a longo prazo. Outra alternativa viável são os fertilizantes organominerais, que combinam fontes orgânicas e minerais, aumentando a eficiência na absorção de nutrientes e reduzindo perdas por lixiviação. Além disso, os microrganismos solubilizadores de fósforo desempenham um papel essencial ao tornar disponíveis os nutrientes já presentes no solo, mas em formas pouco acessíveis às plantas.  

A adoção dessas soluções reduz a dependência de insumos importados e mitiga o impacto da volatilidade dos preços. Além disso, promove um manejo mais sustentável, alinhado às exigências do mercado e às boas práticas agrícolas. A busca por alternativas inteligentes e eficientes se torna fundamental para enfrentar os desafios atuais e garantir a viabilidade da produção no futuro.

 





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