quinta-feira, maio 28, 2026

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Disputa comercial pode prejudicar agricultura dos EUA



Brasil pode ser beneficiado



A possibilidade de represálias já impactou os mercados
A possibilidade de represálias já impactou os mercados – Foto: United Soybean Board

A China pode mirar a agricultura dos Estados Unidos em retaliação às novas tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, que entram em vigor em 4 de março. Segundo a Reuters, citando o jornal estatal Global Times, Pequim estuda medidas que podem incluir tarifas e restrições não tarifárias sobre produtos agrícolas e alimentícios americanos. O movimento ocorre após Trump anunciar uma sobretaxa de 10% sobre todas as importações chinesas, elevando o imposto total para 20%, caso Pequim não atue contra o fluxo de fentanil para os EUA.

A possibilidade de represálias já impactou os mercados. Os contratos futuros de farelo de soja e de colza na China subiram 2,5% após a notícia, com o farelo de soja atingindo o maior nível desde setembro na Bolsa de Commodities de Dalian. A China, que importou US$ 29,25 bilhões em produtos agrícolas americanos em 2024 — uma queda de 14% em relação ao ano anterior —, tem reduzido sua dependência do comércio com os EUA, investindo na autossuficiência alimentar.

O Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA prevê uma produção recorde de grãos na China em 2024/25, chegando a 706,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,6% impulsionado pela expansão da área cultivada. A produção de milho, trigo e arroz deve crescer, enquanto as importações de milho devem cair 40%. Já a produção de soja chinesa deve permanecer estável em 19,6 milhões de toneladas. Atualmente, os EUA respondem por um quarto das importações chinesas de soja, mas o Brasil ampliou sua participação para cerca de 70%.

Caso as retaliações se concretizem, os produtores americanos poderão enfrentar mais dificuldades para exportar para a China, aumentando a pressão sobre os preços e impulsionando outros fornecedores, como o Brasil e a Argentina.

 





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China anuncia tarifas contra os EUA: o que muda?



A reação do mercado deve ser imediata



A reação do mercado deve ser imediata
A reação do mercado deve ser imediata – Foto: Porto de Shanghai

A China anunciou tarifas retaliatórias de 15% sobre diversos produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo trigo, milho, soja, carne bovina e suína, conforme informações da TF Agroeconômica. A medida pode derrubar ainda mais as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e aumentar a demanda por esses produtos no Brasil, elevando os prêmios de exportação. A decisão impacta cerca de US$ 21 bilhões em exportações agrícolas e alimentícias dos EUA, aprofundando as tensões comerciais entre as duas potências econômicas.

Esse novo pacote de tarifas reforça a escalada da disputa iniciada por Donald Trump. Em fevereiro, Pequim já havia imposto taxas sobre carvão (15%), gás natural liquefeito (GNL) (15%), petróleo bruto (10%), máquinas agrícolas e alguns automóveis. Agora, ao incluir alimentos e commodities agrícolas na lista, a China amplia a pressão sobre setores estratégicos da economia norte-americana.

A reação do mercado deve ser imediata. Os contratos futuros de commodities como soja, milho e trigo tendem a registrar novas quedas em Chicago, enquanto o Brasil se posiciona como alternativa para suprir parte da demanda chinesa. Com os EUA perdendo competitividade, os prêmios pagos aos exportadores brasileiros podem subir, beneficiando produtores e tradings no país.

Além disso, a China anunciou novas medidas contra os EUA, incluindo a investigação de produtores de fibra óptica por evasão de tarifas antidumping e a suspensão de licenças de importação de três exportadores norte-americanos, além de interromper embarques de madeira serrada. Pequim também adicionou 15 empresas dos EUA à lista de controle de exportação, proibindo a venda de tecnologias de uso duplo, e incluiu 10 empresas na Lista de Entidades Não Confiáveis, em resposta à venda de armas para Taiwan, território que a China reivindica.

 





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Nova forrageira de alta produtividade é aposta para integração lavoura-pecuária


Uma nova cultivar de ervilhaca, a URS BRS Presilha, chega ao mercado com potencial para transformar os sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) no Brasil. Desenvolvida pela Embrapa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Associação Sul-brasileira para o Fomento de Pesquisa em Forrageira (Sulpasto), a leguminosa se destaca pela alta produtividade, resistência e benefícios ao solo.

O lançamento oficial da cultivar ocorrerá durante a Expodireto Cotrijal 2025, entre 10 e 14 de março, em Não-Me-Toque (RS).

A URS BRS Presilha é uma leguminosa anual de clima temperado, o que a torna uma opção estratégica para rotação de culturas em sistemas integrados.

Segundo Daniel Montardo, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, ela foi desenvolvida para superar desafios enfrentados pelos produtores que relutavam em investir em espécies perenes, devido à necessidade de rotação anual das pastagens com culturas agrícolas.

Forrageira de alta produtividade e adaptação

De acordo com a Embrapa, a nova forrageira se destaca por sua capacidade de adaptação a diferentes condições de cultivo. Com sementes maiores que outras leguminosas forrageiras de clima temperado, a ervilhaca facilita a implantação e distribuição das sementes, podendo ser semeada diretamente em áreas de pastagens perenes, como tifton e braquiárias.

De acordo com Miguel Dall’Agnol, professor da UFRGS e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da cultivar, a URS BRS Presilha pode ser utilizada tanto em pastagens de inverno quanto em rotação com culturas agrícolas.

“Ela apresenta alto rendimento quando consorciada com aveia e azevém, além de ser uma excelente opção para cobertura verde do solo”, destaca.

Além disso, a leguminosa pode ser incorporada em áreas de fruticultura, protegendo o solo com sua palhada resistente e promovendo a fixação de nitrogênio, essencial para a melhoria da fertilidade.

Benefícios ambientais e nutricionais

A sustentabilidade da URS BRS Presilha é um dos seus principais diferenciais. A planta possui alta capacidade de fixação de nitrogênio atmosférico, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos e promovendo um solo mais saudável. Sua resistência a déficits hídricos também contribui para o cultivo em diferentes condições climáticas.

Outro benefício, de acordo com os pesquisadores, é a redução do risco de timpanismo (excesso de gases no sistema digestivo dos animais), comum em algumas leguminosas forrageiras. Esse fator aumenta a segurança da alimentação do gado e melhora o desempenho na pecuária.

Segundo Claudio Lopes e Cesar Grinke, representantes da Sulpasto, a nova cultivar oferece maior produtividade, qualidade nutricional e adaptação às condições da região Sul. “Há um grande espaço para a ervilhaca no mercado, e a Presilha chega com diferenciais que garantem mais qualidade e melhor desempenho no campo”, afirma .

Para Montardo, a introdução da URS BRS Presilha representa um avanço para o setor. “O lançamento de uma nova variedade atende a uma demanda real dos produtores, oferecendo benefícios ambientais, nutricionais e produtivos”, afirma.

ervilhaca URS BRS Presilha, nova cultivar de forrageiraervilhaca URS BRS Presilha, nova cultivar de forrageira
Foto: Daniel Montardo/Embrapa



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Produção de alface cresce no Paraná, mas calor preocupa setor


O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), traz um panorama da produção de alface no Paraná. Em 2023, a cultura ocupou 7 mil hectares, com colheita de 127,7 mil toneladas e um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 319,8 milhões. O Estado representa 8,7% do VBP nacional e 7,7% do volume colhido.

A área plantada cresceu 29,1% desde 2014, enquanto a produção aumentou 17,7% e o VBP registrou alta de 48,9%. A alface é a quinta hortaliça mais importante do Paraná, representando 4,5% do VBP total da olericultura estadual.

A região de Curitiba concentra 47,2% das colheitas, seguida por Maringá (9,6%), Cascavel (9,6%), Jacarezinho (6,2%) e Londrina (5,0%), que juntas respondem por 76,2% da produção. Os municípios de Colombo (19,1%) e São José dos Pinhais (13,5%) lideram no fornecimento da hortaliça.

O preço da caixa de 9 kg subiu de R$ 21,87 em dezembro/24 para R$ 23,90 em janeiro/25, um aumento de 9,3%. Já no atacado, na CEASA de Curitiba, a caixa de 18 unidades de alface crespa grande chegou a R$ 40,00, o dobro do registrado em janeiro (R$ 20,00).

No varejo, a alface lisa e crespa foi vendida, em média, por R$ 3,25 a unidade em janeiro, uma alta de 10,5% em relação a dezembro/24.

A terceira onda de calor de 2025, com temperaturas muito acima da média histórica, preocupa o setor hortifrutícola. O clima extremo afeta a fisiologia das plantas, altera o ciclo biológico, compromete a absorção de nutrientes e pode aumentar a incidência de pragas e doenças, elevando os custos de produção.





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Novo sistema digitaliza certificação fitossanitária



Mapa institui SHIVA para modernizar certificação fitossanitária




Foto: Pixabay

Foi publicada na sexta-feira (28), no Diário Oficial da União, a Portaria Mapa nº 779, que oficializa o uso do Sistema Hiper Integrado de Vigilância Agropecuária (SHIVA) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O sistema permitirá a emissão de certificados fitossanitários eletrônicos, como o e-Phyto, para produtos de origem vegetal, modernizando os processos e ampliando a eficiência no comércio exterior.

A partir de agora, exportadores devem solicitar o e-Phyto por meio do módulo LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos de Exportação), no Portal Único de Comércio Exterior. Antes do pedido, é necessário consultar os produtos e os requisitos fitossanitários do país de destino no site do SHIVA: https://shiva.agro.gov.br/pub.

O certificado será transmitido eletronicamente ao país importador, além de estar disponível em PDF, com QR Code e assinatura digital, permitindo sua validação e consulta via LPCO e SHIVA. Esse novo processo substitui métodos manuais, garantindo mais segurança, agilidade e redução de custos.

A Portaria nº 779 entra em vigor imediatamente, e promete trazer benefícios ao agronegócio, como:

  • Menos burocracia na certificação fitossanitária
  • Liberação mais rápida de cargas para exportação
  • Redução de custos operacionais para produtores e empresas
  • Alinhamento do Brasil às práticas internacionais do comércio agrícola

O e-Phyto (electronic phytosanitary certificate) é um sistema eletrônico criado pela Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais (CIPV), que digitaliza certificados fitossanitários para facilitar o comércio global. No Brasil, sua implementação pelo Mapa assegura mais confiabilidade e rapidez nas transações internacionais.





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Mapa se manifesta após China cancelar importação de carnes de frigoríficos brasileiros



Após a China anunciar uma suspensão temporária de carnes de três frigoríficos do Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou uma nota, no final da tarde desta terça-feira (4), se manifestando sobre o cancelamento.

De acordo com a pasta, as três empresas envolvidas – JBS em Mozarlândia (Goiás), uma da Frisa em Nanuque (Minas Gerais) e uma da Bon Mart em Presidente Prudente (São Paulo) – já foram notificadas e estão adotando medidas corretivas para atender às exigências da Administração-Geral de Aduanas da China (GACC).

“Hoje, o Brasil tem 126 plantas frigoríficas habilitadas. Quando nós assumimos, tínhamos 12 plantas suspensas. Nós retomamos essas 12 e abrimos mais 43, das 55 desse total de 126. Então, não é coerente que três plantas suspensas impactem a relação comercial”, explicou o ministro Carlos Fávaro.

GACC realizou auditorias remotas em três estabelecimentos exportadores de carne bovina do Brasil, dois da Argentina, um do Uruguai e um da Mongólia, este último referente às carnes bovina e ovina.

A China é o principal destino da exportação de carne bovina brasileira, e as exportações favorecem o mercado nacional. “Os cortes exportados são diferentes, então isso favorece, inclusive, a formação de preço aqui dentro do Brasil. São produtos que vendem muito pouco aqui ou que possuem menor valor comercial, em função dos diferentes padrões de consumo. O fato de estarmos exportando é bom para a formação do todo”, disse ainda o ministro Fávaro.

Abiec trabalha para o retorno das exportações de carnes

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirma que atua em parceria com o Mapa, segue em diálogo com as autoridades competentes “para garantir a rápida resolução da questão”. A entidade encerra a nota dizendo que “o Brasil reafirma sua confiança na robustez do controle sanitário nacional, conduzido pelo Mapa, e segue trabalhando ativamente para solucionar os questionamentos apresentados com celeridade, garantindo a segurança e qualidade da carne bovina exportada”.



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estiagem e calor afetam rendimento da soja


De acordo com o boletim da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (27), as chuvas registradas nos dias 16 e 17 de fevereiro trouxeram alívio temporário para as lavouras de soja na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. No entanto, os prejuízos causados pela seca e altas temperaturas já são irreversíveis em diversas localidades.

Na região de Bagé, a umidade do solo foi restabelecida, beneficiando lavouras tardias, mas o impacto negativo da estiagem já está consolidado. Em Manoel Viana, áreas mais afetadas começaram a ser colhidas, com perdas significativas devido ao calor excessivo e ao aumento de pragas como tripes, ácaros e percevejos.

Em São Gabriel, Rosário do Sul e Santa Margarida do Sul, a tendência é de queda na produtividade. Já na Campanha Gaúcha, algumas lavouras apresentaram recuperação parcial, mas muitas plantas perderam a folhagem. Em Dom Pedrito, cerca de 25% das lavouras estão em áreas de várzea, onde a sanidade e o vigor das plantas ainda são considerados adequados.

Nas demais regiões do estado, a situação é variável. Em Caxias do Sul, as lavouras estão em enchimento de grãos, com perdas severas em alguns municípios, especialmente Montauri. Em Erechim, a colheita já começou em algumas áreas, mas a produtividade ainda não foi definida devido às oscilações climáticas.

Em Ijuí, aproximadamente 70% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos, enquanto 15% já atingiram a maturação. As cultivares precoces, semeadas em outubro, foram as mais impactadas pela estiagem. Em Passo Fundo, 85% das áreas estão em formação de vagens e enchimento de grãos, e o desenvolvimento das plantas ainda depende da regularidade das chuvas.

Na região de Santa Maria, a estiagem prejudica o Oeste, mas as chuvas na Quarta Colônia foram mais regulares, permitindo melhores condições para os cultivos. Em Santa Rosa, o retorno das precipitações ajudou na recuperação das lavouras, mas os efeitos da seca ainda resultam em falhas na germinação, porte reduzido das plantas e abortamento de flores e vagens.

Já na região de Soledade, a falta prolongada de chuvas reduziu o número de vagens por planta e impactou a produtividade das lavouras já em fase de colheita.

Apesar das chuvas recentes, a falta de precipitações ao longo do ciclo da cultura consolidou perdas expressivas em grande parte do estado. Além disso, o avanço de pragas e o custo elevado dos insumos agravam a situação dos produtores. Com o fim da safra se aproximando, a preocupação agora se volta para os impactos financeiros e a necessidade de políticas de apoio ao setor agrícola.





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VLI inicia embarques para exportação da safra 2024/2025 de soja


Perspectiva de produção recorde no país movimenta corredores logísticos Norte, Leste e Sudeste

A VLI, companhia de soluções logísticas que integra ferrovias, portos e terminais, iniciou os embarques para a exportação da safra 2024/2025 de soja que, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve atingir recorde histórico, chegando a 166 milhões de toneladas, 12,4% em relação à temporada anterior. A partir da segunda quinzena de fevereiro até o segundo semestre, volumes captados nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Bahia e Pará serão escoados por meio dos corredores logísticos Leste e Sudeste (Ferrovia Centro Atlântica – FCA) e Norte (Ferrovia Norte Sul – FNS).

Os embarques são realizados por meio do sistema multimodal da VLI, que integra, no Corredor Norte, os terminais logísticos de Porto Nacional e Palmeirante (TO) e de Porto Franco (MA) ao Terminal Portuário de São Luís (TPSL); e os terminais de Araguari, Pirapora e Uberaba (MG), nos Corredores Leste e Sudeste, ao porto de Tubarão (Espírito Santo) e ao Terminal Integrador Portuário Luís Antônio Mesquita – Tiplam (Baixada Santista) respectivamente.

“A safra da soja é fundamental para o desenvolvimento econômico do país à medida que compõe uma cadeia produtiva complexa, que vai desde a produção primária até a transformação industrial e a produção de carnes. Neste sentido, a integração entre portos, ferrovias e terminais traz eficiência e confiabilidade aos nossos clientes, permitindo que o grão seja exportado com sucesso para diferentes destinos do mundo, como Ásia, Europa e Estados Unidos”, afirma Gabriel Fonseca, gerente geral Comercial da VLI para a área de grãos.

Além do crescimento expressivo esperado nos volumes específicos de soja, em 2024/2025, o Brasil espera um recorde histórico também na safra de grãos como um todo. De acordo com levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em fevereiro, o país deve colher 325,7 milhões de toneladas destas commodities, o que representa crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior. O resultado é reflexo de um aumento de 2,1% na área cultivada, estimada em 81,6 milhões de hectares, além da recuperação de 7,1% na produtividade média das lavouras, prevista para 3.990 quilos por hectare.





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saiba até quando fenômeno seguirá atuando no país



A onda de calor nesta reta final do verão será de predomínio do sol, pancadas de chuva e temperaturas elevadas pelo Brasil. Segundo a Climatempo, o fenômeno climático continua no Brasil até domingo (9). Além disso, o instituto fez um diagnóstico sobre a previsão do tempo para amanhã em cada região do país, acompanhe os detalhes:

Sul; uma das regiões mais afetadas pela onda de calor

Grande parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina terá mais um dia de muito sol e pouca chuva. Em Porto Alegre, as máximas passam facilmente dos 36°C e não chove. Em Florianópolis, predomínio de sol e chuva rápida à tarde. No Vale do Itajaí e nas regiões norte, central e leste paranaense, as pancadas ocorrem no fim da tarde devido ao calor e à alta umidade. Em Curitiba, tempo abafado, com chuva passageira.

Calor segue firme no Sudeste

Os volumes de chuva diminuem no Espírito Santo, mas ainda é necessário atenção para todo o litoral. As pancadas são típicas de verão e ocorrem devido aos ventos que sopram do oceano em direção ao continente. Também há previsão de chuva para as regiões do Vale do Rio Doce, norte fluminense e interior do estado de São Paulo. São pancadas que podem vir com força à tarde. Rio de Janeiro e Belo Horizonte seguem sem chuva.

Centro-Oeste

Todo o estado de Mato Grosso, o norte de Mato Grosso do Sul e o interior de Goiás podem registrar chuva nesta quarta-feira. Essas instabilidades continuam associadas à circulação dos ventos e chove em vários momentos do dia, com alerta para temporais em Cuiabá. Em Campo Grande e na capital federal, o tempo será mais ensolarado, com muito calor e pouca chuva prevista. Em Goiás, pancadas podem ocorrer à tarde.

Nordeste

Os volumes de chuva continuam elevados entre o Maranhão, o Ceará e o litoral do Rio Grande do Norte devido à aproximação da Zona de Convergência Intertropical. A chuva ocorre em vários momentos do dia e pode ser forte. Há alerta para São Luís, Teresina, Fortaleza e Natal. Já entre João Pessoa e Salvador, os ventos que sopram do oceano mantêm o tempo mais carregado, com o sol aparecendo entre muitas nuvens, calor e chuva passageira que pode ocorrer a qualquer momento do dia.

Norte

As instabilidades continuam predominando sobre grande parte da Região Norte nesta quarta-feira. Chove no Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Amapá a qualquer momento do dia, com alerta para todas as capitais. Em Roraima, o tempo continua mais estável, sem chuva em Boa Vista.



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Brasil expande exportação de sêmen bovino para a Nigéria



Brasil alcança sua 34ª abertura de mercado em 2025




Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que as autoridades sanitárias da Nigéria aprovaram o Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil para a exportação de sêmen bovino. A decisão representa mais um avanço para o agronegócio brasileiro no mercado africano.

Com mais de 223 milhões de habitantes e uma das maiores economias da África, a Nigéria importou, em 2024, mais de US$ 880 milhões em produtos agrícolas do Brasil. A abertura do mercado para o sêmen bovino brasileiro reflete a confiança do país africano no sistema sanitário nacional e abre novas oportunidades de negócios para produtores brasileiros.

A ampliação das exportações acompanha o crescimento demográfico e econômico do continente africano, que vem demandando cada vez mais produtos agropecuários de alta qualidade.

Com essa nova negociação, o Brasil alcança sua 34ª abertura de mercado em 2025, totalizando 334 desde o início de 2023. O avanço é resultado da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que trabalham para expandir a presença do agronegócio brasileiro no cenário internacional.





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