quinta-feira, maio 28, 2026

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Venda ao México e exportações sustentam milho nos EUA



No entanto, fatores baixistas também surgiram



“Se os excedentes não forem escoados, ficam no país e pressionam os preços para baixo"
“Se os excedentes não forem escoados, ficam no país e pressionam os preços para baixo” – Foto: Divulgação

A TF Agroeconômica destacou fatores de alta e baixa que influenciam o mercado do milho. No lado positivo, exportadores privados dos EUA venderam 115 mil toneladas de milho para o México, com entrega prevista para o ciclo 2024/25. Além disso, as inspeções de exportação aumentaram na semana até 27 de fevereiro, totalizando 1,351 milhão de toneladas, ficando no limite superior das projeções dos analistas. O México liderou as compras, com 416,56 mil toneladas, enquanto o volume acumulado no ano comercial já soma 27,25 milhões de toneladas, acima do ritmo registrado no ano passado.  

No entanto, fatores baixistas também surgiram. A transição do fenômeno La Niña para condições neutras de ENSO pode impactar a produção agrícola global, segundo o meteorologista do USDA, Brad Rippey. Além disso, a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, mencionou um pacote de US$ 30 bilhões em assistência emergencial aos produtores, aprovado pelo Congresso, o que pode influenciar a dinâmica do mercado.  

Outro fator de preocupação veio do ex-presidente Donald Trump, que anunciou a imposição de tarifas sobre importações agrícolas a partir de 2 de abril. No entanto, a TF Agroeconômica avalia essa decisão como um erro estratégico, pois, sem exportações para escoar os excedentes, os preços podem cair abaixo dos custos de produção, reduzindo a oferta no médio e longo prazo.  

“Se os excedentes não forem escoados, ficam no país e pressionam os preços para baixo, podendo chegar abaixo dos custos de produção, resultando em menos produção a médio e longo prazos. A exportação é necessária para garantir bons preços, divisas para o país e qualidade dos produtos”, conclui.

 





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Desembolso no Plano Safra 2024/25 recua 20% e atinge R$ 245,57 bi



O valor desembolsado no Plano Safra 2024/25, iniciado em julho de 2024, alcançou R$ 245,57 bilhões até o mês passado em financiamentos para pequenos, médios e grandes produtores. Os dados foram coletados no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB) do Banco Central na última sexta-feira (28) e publicados pelo Estadão Conteúdo.

O montante desembolsado até fevereiro corresponde a 51,53% do total disponível para a safra, de R$ 476,59 bilhões. O valor ficou 19,57% abaixo do desembolsado para produtores em igual período da safra 2023/24, de R$ 305,31 bilhões.

Até o fim de fevereiro, foram realizados 1,407 milhão contratos em todas as modalidades, 13,3% menos que o total registrado em igual período da temporada anterior, de 1,622 milhão de contratos. Na safra atual, observou-se menor desempenho do crédito oficial desde o primeiro mês da temporada, quando o recuo nos recursos liberados chegou a 48%.

A retração no desembolso do Plano Safra tende a se manter até o fim da temporada, prevê o assessor técnico de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Guilherme Rios.

“A retração não representa falta de demanda dos produtos rurais e, sim, a dificuldade do produtor rural em acessar os recursos oficiais, justamente em momento de maior seletividade no acesso a fontes privadas. O apetite no campo por novos financiamentos se mantém sobretudo para custear as atividades, apesar do freio em investimentos”, avalia Rios.

“É provável que não seja aplicado todo volume previsto para o Plano Safra atual, à exceção dos recursos subsidiados. O impacto da redução das contratações está nos recursos livres (nos quais não há subvenção do Tesouro em parte dos juros)”, projetou.

A menor demanda por recursos já era esperada em virtude do aumento dos juros, das burocracias para acesso ao crédito oficial e das limitações de tomada de recursos por porte de produtor rural, segundo Rios.

“Quando olhamos as fontes privadas, vemos aumento em torno de 60% no financiamento da safra, portanto a demanda por novos financiamentos não diminuiu. Aquilo que não está sendo suprido pelo crédito oficial está sendo suprido pelo mercado privado e pelos títulos agrícolas”, disse.

Ele cita que no início do Plano Safra, quando a Selic era de 10,5% ao ano, e em virtude dos custos acessórios dos empréstimos, algumas fontes privadas e títulos como Cédulas de Produto Rural (CPRs) eram mais atraentes para determinados portes de produtores. Essa conjuntura levou especialmente grandes produtores a se financiarem em maior volume por meio de títulos agrícolas.

“Naquele momento, em virtude da facilidade na tomada dos recursos era mais interessante ao produtor se financiar junto ao mercado privado. Agora, com a escalada da Selic, o custo das fontes privadas vai aumentar, o que pode levar os produtores a recorrerem mais ao crédito oficial diante da redução da participação do principal funding”, pontuou Rios.

Modalidades e programas para o Plano Safra

Os financiamentos para custeio somaram R$ 141,76 bilhões de julho de 2024 a fevereiro de 2025, 15,3% abaixo de igual período do ano-safra anterior, em 606.592 contratos. O valor concedido nas linhas de investimento foi de R$ 63,90 bilhões no período, 16,7% menos que na temporada passada, em 784.498 contratos. As operações de comercialização atingiram R$ 25,49 bilhões (queda de 31%), em 14.628 contratos, e as de industrialização totalizaram R$ 14,42 bilhões (recuo de 41%), em 1.168 contratos.

No período, 1,068 milhão de contratos de crédito foram firmados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), alcançando R$ 44,22 bilhões ao fim de fevereiro. No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) foram registradas 168.480 operações, totalizando R$ 44,98 bilhões nos primeiros oito meses do ano-safra. Outros 170.712 contratos foram realizados por grandes produtores, o que correspondeu a R$ 156,372 bilhões em financiamentos de julho a fevereiro na safra 2024/25.

Em relação às fontes de recursos do crédito rural, R$ 57,86 bilhões foram provenientes das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs, a taxa livre), fonte não controlada, ante R$ 127,82 bilhões de igual período da safra 2023/24.

Mesmo com a queda entre os anos-safras, as LCAs se consolidaram como a principal fonte do crédito rural oficial no acumulado da safra 2024/25. Na sequência, aparecem os recursos obrigatórios respondendo por R$ 44,35 bilhões. Outros R$ 35,44 bilhões de julho de 2024 a fevereiro deste ano foram provenientes dos recursos livres equalizáveis.

No Plano Safra 2024/25, o governo ofereceu R$ 76 bilhões para agricultura familiar, R$ 65,23 bilhões para médios produtores por meio do Pronamp e R$ 335,36 bilhões em recursos para demais produtores e cooperativas. Somando médios e grandes produtores, foram ofertados R$ 400,59 bilhões para a agricultura empresarial.



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JBS converte 36 milhões de litros de óleo usado em biodiesel



Criado para promover a educação ambiental e a economia circular, o programa Óleo Amigo, da JBS, coletou 11 milhões de litros de óleo de cozinha usados em 2024 para a produção de biocombustível – um crescimento de 154% em relação ao ano anterior, tendo como um dos principais fatores a expansão do projeto para Curitiba.

O óleo é utilizado como insumo pela Biopower, da JBS, uma das maiores produtoras brasileiras de biodiesel. Ao longo dos 8 anos de existência do programa, foram coletados 36 milhões de litros de óleo de cozinha usado para correta destinação.

A iniciativa resultou na preservação de 900 bilhões de litros de água, volume que abasteceria o equivalente a 36 milhões de caminhões-pipa com capacidade de 25 mil litros cada. Para se ter uma ideia, a quantidade seria capaz de abastecer a cidade de São Paulo por cerca de um ano e oito meses, com base em cálculo com dados da Sabesp e IBGE do consumo per capta e da população do município. Apenas em 2024, foram preservados 278 bilhões de litros de água.

“Estamos não apenas combatendo a poluição, mas também orientando as pessoas sobre a importância do descarte responsável do óleo usado. Esses números são um reflexo claro de que estamos no caminho certo, semeando mudanças que vão gerar bons frutos para toda a sociedade”, destaca Alexandre Pereira, diretor comercial da Biopower.

Atualmente, o programa atende as cidades de Lins (SP), Curitiba (PR) e Campo Verde (MT), impactando mais de 90 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina, com potencial de promover a educação ambiental para mais de 10 milhões de pessoas nessas regiões.

“Além disso, por meio da compra do óleo de cozinha utilizado em estabelecimentos comerciais, escolas e instituições, o projeto acaba sendo uma fonte de renda para os parceiros do programa e pode ajudar a reduzir as despesas das cidades com saneamento básico, uma vez que, descartado corretamente, ajuda a diminuir a necessidade de ações de limpeza das redes de esgoto, promovendo um círculo virtuoso nos municípios onde o programa atua”, completa Pereira.

De olho na educação

O programa também se destaca por seu caráter educativo, envolvendo diretamente as crianças em atividades que reforçam a importância da destinação correta do óleo. Para ilustrar, são usados aquários para demonstrar o impacto do óleo na água, bloqueando a passagem do oxigênio e prejudicando o ecossistema.

Desde 2016, o programa alcançou diretamente mais de 45 mil estudantes, de mais de 600 escolas, empresas e instituições. “Acreditamos que a educação é a chave para a transformação. Por isso, investimos em palestras e workshops para conscientizar a população, criando multiplicadores da mensagem ambiental em toda a sociedade”, comenta Pereira.

Coleta de óleo prática e segura

Para realizar as coletas, basta agendar por e-mail ou WhatsApp, por meio dos contatos: (41) 9 9226-5743 e [email protected] para a região de Curitiba, e (14) 9 9117-1660 e [email protected] para Lins e Campo Verde. Os produtos são retirados com caminhões e carros da empresa, em bares, restaurantes, escolas e outros locais geradores de óleo.

“O Óleo Amigo é um exemplo de como ações simples podem gerar um impacto significativo na preservação ambiental, educando a sociedade enquanto contribui para um ciclo de reaproveitamento de recursos essenciais para o nosso planeta”, complementa o diretor comercial.

Dentro do conceito de economia circular, a JBS aproveita 99% de cada bovino processado pela Companhia. Em aves e suínos, esse percentual é de 94%. Dos resíduos do processo produtivo do boi, além do biodiesel, são obtidos couro para revestimento de móveis, vestuário e acessórios, peptídeos de colágeno e gelatinas, além da fabricação de sabonetes e muitos outros produtos.

Sobre a JBS

A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Com uma plataforma diversificada por tipos de produtos (aves, suínos, bovinos e ovinos, além de plant-based), a Companhia conta com mais de 280 mil colaboradores, em unidades de produção e escritórios em países como Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália, China, entre outros.

No Brasil, a JBS é uma das maiores empregadoras do país, com 158 mil colaboradores. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação: Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre muitas outras, que chegam todos os dias às mesas de consumidores em 180 países.

A empresa investe em negócios correlacionados, como couros, biodiesel, colágeno, higiene pessoal e limpeza, envoltórios naturais, soluções em gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transportes, com foco na economia circular.

A JBS conduz suas operações priorizando a alta qualidade e a segurança dos alimentos e adota as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal em toda sua cadeia de valor, com o propósito de alimentar pessoas ao redor do mundo de maneira cada vez mais sustentável.



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Mercado de trigo sofre nova queda



A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais



A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais
A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais – Foto: Divulgação

A bolsa de Chicago iniciou a semana com quedas no mercado de trigo, impactada por tarifas comerciais e demanda enfraquecida, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de março do trigo brando SRW fechou em baixa de 0,93%, a US$ 532,00 por bushel, enquanto o contrato para maio recuou 1,44%, cotado a US$ 547,50. O trigo duro HRW de Kansas caiu 1,93%, a US$ 547,50, e o trigo HRS de Minneapolis encerrou com queda de 1,07%, a US$ 576,00. Na Europa, o trigo para moagem na Euronext de Paris caiu 1,92%, cotado a 217,50 euros por tonelada.

A pressão negativa se deve à incerteza sobre tarifas comerciais que o governo dos Estados Unidos pode impor a seus parceiros. Até o momento, não houve novas negociações nem prorrogação de prazos, o que influenciou negativamente as commodities agrícolas. A falta de avanços nesse cenário aumentou a aversão ao risco entre os investidores, levando a uma liquidação de posições no mercado futuro.

Além disso, o desempenho fraco das exportações contribuiu para a tendência de baixa. Nas últimas semanas, os embarques de trigo dos EUA não apresentaram crescimento expressivo, gerando preocupações sobre a competitividade do produto no mercado global. O USDA ainda projeta um aumento na área plantada para a safra 2025/26, o que pode intensificar a pressão sobre os preços no futuro próximo.

Diante desse contexto, o mercado segue atento aos desdobramentos das políticas comerciais e às estimativas de oferta e demanda para os próximos meses. Caso não haja mudanças no ritmo das exportações ou revisões nas previsões do USDA, o trigo pode continuar enfrentando dificuldades para recuperar preços.

 





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Metade da área de soja 2024/25 já está colhida no Brasil



A área cultivada com soja no Brasil na safra 2024/25 estava 50% colhida até quinta-feira (27), em comparação com 39% uma semana antes e 48% no mesmo período do ano passado, de acordo com dados da AgRural, apresentados na segunda (3).

Soja: atenção ao Rio Grande do Sul!

Segundo a empresa, “com os trabalhos já entrando na reta final em Mato Grosso e sem maiores percalços nos demais estados de calendário mais antecipado, as atenções continuam concentradas no clima dos estados mais tardios, com destaque para a estiagem e o calor no Rio Grande do Sul, onde as lavouras de soja continuam perdendo potencial produtivo”.

Milho

Além dos números da soja, a empresa divulgou os dados sobre a safra do milho verão 2024/25, que estava 46% colhido no Centro-Sul do Brasil até quinta passada (27), ante 37% semana anterior e 49% um ano atrás.

Já a semeadura da safrinha 2025 de milho teve outra semana de avanço acelerado no Centro-Sul do Brasil. Levantamento da AgRural mostra que 80% da área estimada estava plantada até quinta passada, em comparação com 64% uma semana antes e 86% no mesmo período da safrinha 2024, de acordo com levantamento da AgRural.

“As lavouras se desenvolvem bem em toda a região, mas o tempo quente e seco, que se alonga por mais alguns dias nos mapas de previsão, causa preocupação em áreas do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul”, constatou a AgRural.



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Bancos retomam financiamento equalizado do Plano Safra



Após o governo liberar R$ 4,178 bilhões em crédito extraordinário para operações de crédito oficial do Plano Safra, bancos que operam o crédito subsidiado na safra atual 2024/25 retomam as novas contratações de financiamentos com taxas equalizadas pelo Tesouro. A retomada ocorre após a suspensão temporária das contratações pelo Tesouro, que durou de 21 a 25 de fevereiro. Cerca de R$ 50 bilhões de recursos subsidiados do Plano Safra estavam bloqueados em virtude da suspensão das linhas. O Estadão Conteúdo procurou os bancos com maior volume de crédito equalizado na safra para confirmar o retorno das operações.

Linhas subsidiadas do Plano Safra

Na safra atual, R$ 138,235 bilhões em recursos foram equalizados pelo Tesouro. Ao todo 25 instituições financeiras estão aptas a operar os recursos subsidiados. Na semana passada, o Banco Central comunicou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) que as contratações das linhas subsidiadas do Plano Safra já foram reativadas.

O Banco do Brasil, que responde por 45% do crédito equalizado, informou que novas contratações com recursos equalizados foram normalizadas. O BB detém a maior fatia de crédito equalizado na safra, com R$ 60,185 bilhões. Deste montante, 65% já foi aplicado, segundo o banco. De acordo com o banco, durante o período em que houve a suspensão parcial, foram desembolsados R$ 2,2 bilhões nas demais modalidades de crédito disponíveis, o que inclui financiamentos de linhas equalizadas contratadas antes da suspensão.

Atrás do BB, o BNDES tem o segundo maior volume de crédito disponível na safra atual, com R$ 33,486 bilhões. Em circular, o banco informou aos agentes que operam suas linhas a reabertura do protocolo de pedidos de financiamento e a retomada da contratação de novas operações de crédito rural subvencionadas do Plano Safra 2024/25 a partir de 6 de março, conforme a disponibilidade orçamentária de cada programa ou linha de financiamento.

A medida não se restringe às linhas de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), nas quais os protocolos de financiamentos permanecem normalmente admitidos.

Cooperativas e o Plano Safra

Entre os bancos cooperativos, o Sicredi lidera em volume de crédito subsidiado, com R$ 9,836 bilhões. O banco informou à reportagem que o fluxo das suas operações de crédito rural equalizado não sofreu “impacto significativo”. “A normalidade foi retomada em dois dias úteis, assim que recebemos a liberação para voltar a operar em linhas equalizadas”, disse o Sicredi.

Já alguns bancos privados ainda buscam se adaptar às normativas do Tesouro. “Há ajustes que precisam ser feitos para controle dos novos recursos, os quais estamos implementando e depois voltamos a contratar”, disse o diretor de uma instituição financeira.

A expectativa era de finalizar os ajustes e retomar as operações na volta do feriado de carnaval. O Tesouro determinou que as novas contratações tenham apuração específica para cálculos de valores de equalização, devendo as instituições financeiras separarem os valores de financiamentos equalizados antes da suspensão e após a autorização da retomada das contratações.



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Preços da soja sobem no encerramento de fevereiro



Influenciados pelo aquecimento da demanda interna, os preços da soja subiram no Brasil no encerramento de fevereiro. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mesmo com a colheita de uma safra abundante na América do Sul, preocupações com a produtividade das lavouras ainda não colhidas, o aumento dos custos logísticos e a sinalização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre uma possível redução da área plantada com soja nos Estados Unidos ajudaram a sustentar as cotações domésticas.

Indicador da soja – Paranaguá

O indicador da soja Cepea/Esalq em Paranaguá (PR) mostra que a saca de 60 kg do grão foi negociada a R$ 134,42 no último dia útil do mês, registrando uma variação positiva de 4,21%.

Quanto aos derivados, levantamento do Cepea aponta que os valores do óleo e do farelo encerraram o mês em direções opostas. De acordo com os pesquisadores, no caso do óleo, os preços subiram, impulsionados pela forte demanda, tanto no setor alimentício quanto na indústria de biocombustíveis.

Farelo de soja

Já o farelo de soja apresentou desvalorização, reflexo da cautela dos compradores, que aguardam um avanço maior da colheita para negociar novos lotes.

Sobre o Cepea

O Cepea integra o Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP). A equipe realiza pesquisas sobre a dinâmica das cadeias produtivas e o funcionamento integrado do agronegócio, abrangendo temas como defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias.

O desempenho macroeconômico do setor também é acompanhado de perto. O Cepea calcula periodicamente o PIB do agronegócio (nacional e estadual), o PIB de cadeias produtivas e índices de exportação do setor.



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Mercado de trigo segue parado no Brasil



No Paraná, a oferta de trigo é escassa



Em Santa Catarina, o cenário permanece estável
Em Santa Catarina, o cenário permanece estável – Foto: Agrolink

A TF Agroeconômica reportou que o mercado de trigo no Brasil seguiu praticamente parado durante o período de carnaval, com cotações inalteradas. No Rio Grande do Sul, os preços do trigo posto moinho variam entre R$ 1.350 e R$ 1.370 por tonelada para retirada até março, enquanto lotes de melhor qualidade para panificação são negociados a R$ 1.400 para abril e maio. 

Apesar da disponibilidade estimada de 940 mil toneladas, a qualidade do cereal é muito heterogênea, o que dificulta negociações. A moagem segue em volumes baixos devido às fracas vendas de farinha, e a expectativa é que o mercado reaja somente a partir de abril. Na exportação, o trigo Milling no porto atingiu R$ 1.350/t, sem registro de negócios concretizados.  

Em Santa Catarina, o cenário permanece estável, com dificuldades na venda de farinha, impedindo reajustes nos preços. Moinhos relatam que os custos não estão sendo cobertos, enquanto o farelo de trigo sofreu desvalorização, caindo para R$ 1.100 ensacado. Algumas cooperativas estão segurando estoques, aguardando possíveis valorizações futuras. Os preços da saca de trigo seguem estáveis em várias regiões do estado, com destaque para Rio do Sul, onde houve alta para R$ 80,00.  

No Paraná, a oferta de trigo é escassa, com vendedores pedindo entre R$ 1.500 e R$ 1.600/t FOB, enquanto o trigo branqueador é ainda mais raro, com valores acima de R$ 1.700/t. Algumas compras foram feitas no Rio Grande do Sul, mas os preços não estão compatíveis com os das farinhas. A importação segue como alternativa, com trigo chegando ao estado por US$ 265/270 por tonelada. O trigo futuro tem compradores entre R$ 1.400 e R$ 1.450 CIF. O preço médio da saca no estado subiu 1,41%, atingindo R$ 74,27, com lucro médio do produtor avançando para 6,95%.  

 





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O que mais pesa na saúde do seu negócio?


A interação com micro e pequenos produtores rurais faz parte do DNA do projeto Porteira Aberta Empreender. É por meio do engajamento com agricultores e pecuaristas de todas as regiões do país que podemos trazer soluções práticas para os desafios diários daqueles que impulsionam o agronegócio e alimentam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Pensando nisso, todas as quintas-feiras, às 17h, o Porteira Aberta Empreender publica enquete na comunidade do Canal Rural, no YouTube. As opções mais votadas se tornam pautas, trazendo oportunidades aos desafios. 

O Porteira Aberta perguntou e vocês responderam:

Entre os participantes da enquete, a maior preocupação dos produtores, apontada por 45% dos respondentes, são as dívidas. Em seguida, 30% destacaram o custo dos insumos agrícolas e da ração, enquanto 20% mencionaram a instabilidade no fluxo de caixa. Outros fatores foram citados por 5% dos participantes.

Na opção “outros”, alguns produtores compartilharam suas experiências e sugeriram soluções para enfrentar os desafios financeiros no campo. Dentre os comentários, destacam-se:

Essas sugestões reforçam a importância de buscar estratégias eficientes para garantir a sustentabilidade financeira dos negócios rurais.

Cuide da saúde financeira do seu negócio

De acordo com a Agência Sebrae de Notícias, para que um pequeno negócio seja financeiramente saudável, organização e planejamento são essenciais. Em tempos de incerteza, essa questão se torna ainda mais relevante.

O Sebrae também destaca que um negócio bem estruturado tem mais chances de superar dificuldades e se manter competitivo no mercado. Pensando nisso, a instituição elencou seis dicas essenciais para fortalecer a saúde financeira da sua empresa. Confira:

1. Organize-se

Escrever as informações que demandam mais atenção em uma folha ou em um bloco de notas on-line torna esses dados reais e palpáveis, possibilitando resoluções mais claras e objetivas.

2. Classifique despesas e enxugue gastos

Faça um levantamento de todas as despesas da empresa, das menores às maiores. Com o mapeamento em mãos, classifique-as em duas categorias: as que são essenciais e as que podem ser eliminadas. 

3. Evite gastos exorbitantes

A empresa mostra-se controlada financeiramente quando gastos com folhas de pagamento ficam entre 30% e 40% do faturamento.

Ao analisar essas informações, não esqueça que o gestor deve sempre manter um fundo de reserva para demissões e custos previsíveis, como 13º salário, férias, entre outros.

4. Lembre-se de que estoque é dinheiro parado

Se esse é o caso do seu empreendimento, visite seu estoque, veja o que tem disponível e faça promoções ou alguma ação direcionada para a venda desses itens. O mesmo vale para insumos e rações compradas em mais quantidade que o necessário.

5. Separe as verbas pessoais das empresariais

A separação da gestão financeira é fundamental e deve ser feita logo no início do empreendimento.

6. Pense no futuro

Pense em metas a médio e longo prazo para a sua empresa e questione-se onde você se vê profissionalmente daqui a dez anos.



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Taxas dos EUA podem beneficiar exportações agrícolas da América Sul para China



As novas tarifas da China sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos estão prestes a remodelar os fluxos comerciais globais, levando o maior importador agrícola do mundo a obter mais carne, laticínios e grãos de países da América do Sul – como o Brasil e a Argentina -, Europa e Pacífico.

Ontem (4), em contrapartida às tarifas sobre as importações contra a China entrarem em vigor – impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – o Ministério das Finanças da China aplicou tarifas de 15% sobre importações de produtos agrícolas como o frango, trigo, milho e algodão dos EUA e tarifas de 10% sobre outros alimentos, incluindo soja e laticínio

Commodities agrícolas

Os embarques para a China do principal fornecedor de soja, Brasil, do maior exportador de trigo, Austrália, e do principal fornecedor de carne suína, Europa, podem aumentar à medida que uma guerra comercial se intensifica entre as maiores economias do mundo, disseram autoridades e analistas da indústria.

A China retaliou rapidamente nesta terça-feira (4) contra novas taxas dos EUA, anunciando aumentos de 10% e 15% nas taxas de importação que cobrem US$ 21 bilhões em produtos agrícolas americanos.

“Haverá um redirecionamento do comércio após as tarifas de importação da China sobre produtos americanos”, disse Pan Chenjun, analista sênior de proteína animal do Rabobank em Hong Kong.

“Os principais produtos que serão impactados são vísceras de porco e pés de frango. Para carne suína, tanto músculo quanto vísceras, a China obterá mais suprimentos do Brasil, Espanha, Holanda e outros países da UE.”

Na terça-feira, Trump também impôs taxas sobre produtos do Canadá e do México, o que pode prejudicar a indústria de exportação agrícola dos EUA.



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