quarta-feira, maio 27, 2026

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Zerar imposto de importação não vai prejudicar produção local, afirma Alckmin



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que a decisão de zerar a alíquota de importação de alguns produtos não deve prejudicar produtores locais. Em sua avaliação, não haverá prejuízo ao produtor, mas benefício ao consumidor.

Estamos complementando, diz Alckmin

“Nós estamos num momento onde você reduzir o imposto de importação ajuda a reduzir o preço. Nós não vamos, não está substituindo, você está complementando”, afirmou Alckmin em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (6), para anunciar medidas para conter a inflação dos alimentos.

Alckmin citou produtos que o Brasil depende de importação, como óleo de palma e azeite. Segundo ele, a produção nacional dos dois produtos é muito pequena. “Agora, tem custos para você importar”, afirmou.

Em coletiva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, destacou que café, açúcar, milho, óleo de girassol, óleo de palma, sardinha e massas alimentícias terão alíquota de importação zerada.

Menos arrecadação

De acordo com o vice-presidente, as medidas precisam passar pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e tendem a entrar em vigor “em poucos dias”, além de fazerem parte de um pacote de outras futuras ações. “O governo está abrindo mão de imposto em favor da redução de preço”, disse.

Assim, a União deixará de arrecadar, no caso da carne, alíquota de 10,8%; do café de 9%; do açúcar de 14% e do milho de 7,2%.



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Comercialização da soja ultrapassa 40% da produção estimada



A comercialização da safra 2024/25 de soja do Brasil já envolve 42,4% da produção projetada, de acordo com o relatório da consultoria Safras & Mercado, com dados coletados até o dia 7 de março. No relatório anterior, referente ao dia 7 de fevereiro, esse percentual era de 39,4%.

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Comparado com o mesmo período do ano passado, a comercialização da soja registrava 36,6%, enquanto a média de cinco anos para o mesmo período era de 48,8%. Com a safra estimada em 174,88 milhões de toneladas, aproximadamente 74,12 milhões de toneladas de soja já foram negociadas até o momento.

Esse aumento nas negociações indica uma aceleração no ritmo de comercialização, sinalizando que produtores e traders estão aproveitando a oportunidade para vender a soja a preços favoráveis. A maior parte das transações ocorre em função das previsões de mercado, da demanda externa e das condições climáticas que impactam diretamente a produtividade da safra.

A expectativa de bons resultados de colheita tem incentivado a antecipação das vendas. Esse comportamento no mercado reflete a interação entre as condições internas e as variáveis externas que afetam a commodity, como a dinâmica dos preços globais e a competitividade do Brasil no comércio internacional. A comercialização também pode ser vista como uma tentativa de garantir a fluidez do escoamento da produção, com os produtores buscando otimizar o retorno financeiro antes de possíveis flutuações nos preços.



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Serviço de Inspeção Municipal pode contribuir com os preços dos alimentos?



Além de zerar a alíquota de importação de produtos, o governo anunciou outras medidas, como a ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que permite que leite, ovos, carnes e outros alimentos inspecionados em municípios e estados possam ser vendidos em todo o país.

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, disse nesta quinta-feira (6), que o governo vai tornar por um ano o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), responsável pela inspeção de produtos de origem animal localmente, equivalente à abrangência do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), que concede o selo nacional.

A medida será autorizada para os alimentos que não correm nenhum risco de precarização sanitária, como é o caso do leite, do mel e dos ovos, citou Fávaro.

Alimentos que não estragam

“Nós vamos, por um ano, dar os efeitos do SIM para todo o território brasileiro. Os produtos em que não ocorre nenhum risco de precarização sanitária, como leite fluido, mel, ovos e alguns outros, vamos dar esse efeito. Então, por um ano, o sistema SIM terá equivalência do sistema Sisbi, para que a gente continue também ampliando isso, e dando competitividade e oportunidade para os produtos da agricultura familiar brasileira”, disse Fávaro no anúncio de medidas para redução do preço dos alimentos.

O governo colocou como meta que 3 mil municípios façam a adesão do Sisbi. Atualmente, esse número já avançou de cerca de 300 para em torno de 1,5 mil.

“Importante dizer que o sistema de inspeção brasileiro foi criado pelo governo do presidente Lula em 2006. É uma inspeção federal semelhante ao Serviço de Inspeção Federal (SIF), só que não permite exportação. Ela é usada somente para unificar o sistema de inspeção nacional. De 2006 a 2022, temos 306 municípios brasileiros que aderiram ao Sisbi. O número é ainda muito baixo diante da quantidade de municípios brasileiros. Presidente já pediu que intensificássemos isso”, afirmou Favaro.



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Case IH leva lançamentos para a Expodireto


A Case IH, marca da CNH, participa da Expodireto Cotrijal, que será realizada em Não-Me-Toque (RS), entre os dias 10 e 14 de março, com novidades para os produtores gaúchos, pensadas para auxiliá-los do plantio à colheita. Os destaques são a colheitadeira Axial-Flow Série 160 Automation e o trator Farmall Max.

Além das máquinas, o espaço dedicado para as soluções no campo deve atrair a atenção dos visitantes. Entre elas está o Case IH FieldOps, novo aplicativo para gestão agrícola para que os produtores se conectem, visualizem e gerenciem suas operações na palma da mão. Para auxiliá-los ainda mais, há o Case IH Connect Room, sala de operações de gestão e monitoramento de dados em tempo real nas concessionárias e fábricas da marca.

Há ainda apresentação das demais soluções digitais da marca e serviços de pós-venda, além de atrações de experiência virtual e imersiva para conhecer cada detalhe das máquinas e soluções da Case IH.

“Sabemos das dificuldades que o produtor gaúcho tem enfrentado, mas a feira é uma oportunidade para demonstrarmos como a tecnologia das nossas máquinas auxiliam os produtores a reduzir custos em todas as etapas do ciclo produtivo. Um exemplo é o FieldOps. Com essa ferramenta é possível acompanhar a performance da frota, aumentando a produtividade, economizando combustível e obtendo dados de gestão agrícola em tempo real”, explica Denny Perez, diretor Comercial da Case IH Brasil.

Série 160

O grande lançamento apresentado pela marca pela primeira vez na Expodireto Cotrijal é a Axial-Flow Série 160 Automation, nova série de colheitadeiras de grãos de médio porte, que compõem as classes de 5 a 7. A Série 160 tem renovação de 60% do seu maquinário, com destaque para o Sistema Automation e a conectividade de fábrica.

O Automation, já presente na Série 250, a maior linha de colheitadeiras da marca, usa recursos de machine learning e inteligência artificial para reduzir a operação de colheita para quatro modos, que proporcionam simplicidade e produtividade no uso. Isso é possível por meio de 12 sensores que coletam dados do sistema industrial para, então, se autorregular, encontrando o ponto exato de trabalho para cada situação e controlando automaticamente 90% das operações.

Um outro ponto forte da Série 160 é o novo sistema de peneira nivelante, o X-Flow, que garante alta performance para áreas inclinadas. O X-Flow conta com sistema de vibrações laterais que compensam inclinações em até 12 graus, além de ter uma área de limpeza de 5,3m². Em comparação com a série anterior, a Série 160 pode alcançar um aumento de 10% no rendimento operacional, além de economizar até 11% de combustível. Isso é possível tanto pelo Automation, que otimiza o uso da carga do motor, quanto pelo novo sistema de transmissão eletrônica, que torna mais eficiente o deslocamento da máquina.

 Farmall Max 140

Outra novidade da Case IH é o novo trator da família Farmall, o Max. Com motor de 141 cv, o maior da linha, tem transmissão semi-powershift de 16×16, tem novo estilo e conectividade de fábrica, enviando dados em tempo real para o Case IH FieldOps. Possuí sistema hidráulico de alta capacidade, com bomba de vazão de 113L/min e levante eletrônico com três pontos, garantindo robustez, versatilidade e desempenho.

Outras máquinas que estarão expostas durante a Expodireto são mais versões do trator Farmall, o Puma; a plantadeira Easy Riser; além da colheitadeira Axial-Flow Série 250 Automation.

Aplicação da linha amarela no agronegócio

A miniescavadeira CX35D, um dos lançamentos mais recentes da marca-irmã CASE Construction Equipment, estará pela primeira vez na Expodireto. Indicada para operações em condições complexas, com eficiência e segurança, a CX35D é multifuncional, com aplicação também no campo e possibilidade de utilização de diversos tipos de implemento, para diferentes necessidades. A CX35D é um equipamento versátil, o que garante agilidade e facilidade de manobra, mesmo em espaços confinados, além de contar com motor – Stage 5, que oferece potência alinhada ao baixo consumo de combustível e manutenção.

Os visitantes que passarem pelo estande da Case IH poderão conhecer ainda a retroescavadeira 580N S2 HD e a escavadeira hidráulica CX130C. Referência em inovação e versatilidade, os equipamentos da marca são indicados para atuar com eficiência operacional também em atividades do agronegócio, como movimentação de insumos para preparação e correção do solo; no abastecimento de outros implementos indispensáveis para o plantio e movimentação dos grãos para o transporte. Podem ainda apoiar na infraestrutura da fazenda, auxiliando na manutenção, nos acessos, curvas de nível e estradas internas.

Condições especiais de financiamento do Banco CNH

Reforçando sua trajetória de confiança e proximidade com a marca e rede de concessionários, o Banco CNH estará presente mais uma vez na Expodireto como principal parceiro comercial da Case IH. Com a missão de compreender as necessidades e perfis dos clientes e oferecer soluções financeiras completas, o Banco levará para a feira opções diferenciadas de financiamento, condições especiais para aquisição de seguros e o cartão Banco CNH para aquisição de peças e serviços – exclusivos para clientes da instituição. O Banco contará com uma equipe especializada presente no evento para garantir os melhores negócios para clientes e concessionários, consolidando seu compromisso de apoiar o desenvolvimento do país e de transformar sonhos em realizações.





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Qual o maior desafio na sua produção rural?


A interação com micro e pequenos produtores rurais faz parte do DNA do projeto Porteira Aberta Empreender. É por meio do engajamento com agricultores e pecuaristas de todas as regiões do país que podemos trazer soluções práticas para os desafios diários daqueles que impulsionam o agronegócio e alimentam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Pensando nisso, todas as quintas-feiras, às 17h, o Porteira Aberta Empreender publica enquete na comunidade do Canal Rural, no YouTube. As opções mais votadas se tornam pautas, trazendo oportunidades aos desafios. 

O Porteira Aberta perguntou e vocês responderam:

A maior preocupação dos produtores, apontada por 40% dos respondentes, é o clima e a ambiência. Em seguida, 36% destacaram pragas e doenças, enquanto 13% mencionaram a venda dos seus produtos. Logística e transporte foram citados por 11% dos participantes.

Mas outros fatores também foram abordados pelos produtores. Dentre os comentários, destacam-se:

Supere desafios com inovação 

Para superar desafios, dentre outras iniciativas, o Sebrae propõe o Sebraetec, programa que viabiliza aos pequenos negócios o acesso a serviços tecnológicos para inovação, por meio da melhoria de processos, produtos e serviços que envolvam temas como qualidade, tecnologia e sustentabilidade, sempre com consultoria especializada. 

A iniciativa conta com uma rede de prestadores de serviços de tecnologia para promover inovação de forma personalizada, além de acompanhar todas as etapas do processo para assegurar os melhores resultados. Facilidade que pode abranger soluções como medidas preventivas para mudanças climáticas, praticidade para adaptação e ajuste de ambiência, controle e prevenção de pragas e doenças.

O programa subsidia até 70% do investimento para microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas, produtores rurais, artesãos e pescadores com faturamento de até R$ 4,8 milhões anuais.

Outro caminho é a Embrapa que pode auxiliar pequenos produtores rurais da agricultura e da pecuária com guias informativos, além de outros cursos.



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Abiec aprova as medidas para baixar os preços anunciadas pelo governo



O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, acompanhou, ao longo desta quinta-feira (6), as reuniões sobre as tratativas em torno dos preços dos alimentos.

Ontem, o governo anunciou medidas para tentar reduzir os preços dos alimentos aos consumidores. Entre as ações, o café, o açúcar, o milho, o óleo de girassol, o óleo de palma, a sardinha e as massas alimentícias terão a alíquota de importação zerada.

Após o encontro, Perosa gravou um vídeo afirmando que a entidade apoia as medidas e que o setor da indústria da carne bovina acompanha as ações com atenção. De acordo com o presidente da Abiec, o setor já apresenta retração em seus preços, um compromisso com o povo e o governo brasileiro.

“Nós acompanhamos a reunião a tarde toda, estamos de acordo com as medidas que foram tomadas e seguiremos apoiando as medidas que possam beneficiar toda a população brasileira”, afirmou.

Para que possam entrar em vigor, as ações precisam passar pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). Dessa forma, a União deixará de arrecadar, no caso da carne, alíquota de 10,8%; no caso do café, de 9%; no caso do açúcar, de 14%; e no caso do milho, de 7,2%.

Além de zerar a alíquota de importação, o governo informou a ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que permitirá que leite, mel, ovos e carnes sejam registrados. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a meta é aumentar de 1.550 para 3.000 os registros no sistema, o que pode trazer mais competitividade e redução de custos no setor de proteína animal.

Sobre a Abiec

A Abiec reúne 43 empresas do setor no país, responsáveis por 98% da carne negociada para mercados internacionais. Atualmente, o Brasil exporta cerca de 25% da carne bovina produzida no país, que é negociada para centenas de países em todo o mundo, seguindo rigorosos padrões para atender às demandas do mercado.



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Oeste da Bahia já colheu 1,2 mi ha de soja da safra 2024/25



A colheita da soja no Oeste da Bahia segue em ritmo acelerado. Os produtores da região já colheram até o momento, 1,2 milhão de hectares da oleaginosa da safra 2024/25, número que representa 57% da área plantada, de acordo com dados preliminares divulgados pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Segundo a entidade, as operações de colheita estão significativamente adiantadas em comparação com a safra anterior, devido as boas condições climáticas no início da janela de cultivo, que favoreceram o estabelecimento da maioria das lavouras.

Os dados preliminares apontam médias que variam entre 63 e 82,5 sacas por hectare nas áreas monitoradas.

No entanto, o boletim também informa que áreas pontuais de cultivo tardio sofreram impacto
do déficit hídrico em fevereiro, reflexo das precipitações abaixo da média no mês.

Apesar disso, as projeções permanecem otimistas, apontando um desempenho superior ao da safra anterior, especialmente nas regiões onde o clima se manteve favorável.

Safra 2024/25

No Oeste da Bahia, a área plantada foi de 2,135 milhões de hectares, e uma produção que poderá atingir 8,582 milhões de toneladas. A estimativa para o final do ciclo, é de uma média de 67 scs/ha.

A produção recorde estimada representa um aumento de 14,7% em comparação com a safra 2023/24, que atingiu 7,484 milhões de toneladas.

Além disso, de acordo com os dados da Aiba, 54% da safra 2024/25 foi comercializada.


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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia da Advanta garante benefícios econômicos e ambientais na reforma de canaviais


Cobertura de solo para reforma do canavial ganha eficiência com sorgo Igrowth 

Tecnologia da Advanta Seeds, proporciona benefícios diretos e indiretos aos canavilcutores, tanto para o controle de invasoras na cana-de-açúcar quanto em uma nova opção de renda

O Brasil se consolidou como maior produtor e exportador de cana-de-açúcar do mundo, alcançando na safra 2023/24, uma colheita acima de 700 milhões de toneladas, o que garantiu o novo recorde histórico. Para continuar avançando, os canavicultores precisam superar diversos obstáculos, entre eles, as questões das instabilidades climáticas e mercadológicas. Além disso, outro fator que pode impactar no desenvolvimento da cultura são as plantas daninhas. 

Essas invasoras representam um dos maiores desafios para manejo e produtividade da cana-de-açúcar. Entre elas, a que causa maior preocupação é a grama seda (Cynodon dactylon), uma inimiga de controle extremamente difícil e que compete extraindo água e nutrientes. “Sua agressividade e facilidade de propagação a tornam um verdadeiro vilão para os canaviais e podem gerar perdas de até 85% quando não controladas adequadamente. Além disso reduzem o número de cortes e a vida útil do canavial”, destaca o engenheiro agrônomo Thiago Carvalho, Gerente Regional Comercial da Advanta Seeds.

O controle tradicional para a grama seda depende de aplicações de herbicidas como glifosato e imazapir, seguido de gradagens pesadas para “picar” a planta daninha e incorporar os produtos, onde o imazapir possui alto efeito residual no solo. Essa prática, apesar de ser uma ferramenta eficiente, traz consigo uma série de consequências indesejáveis, como impacto em outras culturas, período de pousio de 90 a 120 dias sem cultivo após a aplicação e riscos de erosão. Afinal, com a terra “descoberta” por tanto tempo, o solo torna-se altamente suscetível a chuvas e ventos.

Para evitar essa erosão que impactaria diretamente na fertilidade e estrutura do solo e posteriormente no desenvolvimento da cana-de-açúcar, é de praxe realizar a rotação de culturas na área. Dentre as opções, as mais comuns são o amendoim e crotalaria. Porém, os canavicultores ganham uma opção tolerante e rentável para a reforma do canavial. 

A novidade é o sorgo Igrowth, tecnologia da Advanta Seeds, uma inovação que proporciona diversos benefícios. Além de possuir tolerância ao imazapir, principal herbicida utilizado para controle da grama seda, ao mesmo tempo gera boa cobertura de solo e ainda pode se tornar uma nova fonte de renda com a produção de grãos. “O grande diferencial dessa tecnologia é que o sorgo passa a ser também protagonista, ou seja, quase uma terceira safra dentro do sistema produtivo gerando ganhos em uma área que até então ficaria ociosa”, detalhou o especialista.

Atenção com a reforma do canavial

Após a colheita da cana, no momento da reforma do canavial, quando há problemas com grama seda, aplica-se o herbicida de princípio ativo imazapir para controle da planta daninha. Após aproximadamente 20 dias da pulverização, é imprescindível realizar uma gradagem na área. Em seguida, recomenda-se o plantio do sorgo ADV 1151IG como teste de prova, a fim de avaliar sua germinação inicial. Essa recomendação decorre da possível presença residual de outros herbicidas no solo, aos quais a tecnologia Igrowth não promove tolerância, e a cultura do sorgo pode ser muito sensível como: hexazinona, indaziflam, clomazone, diclosulam, entre outros.

 

Uma segunda gradagem é necessária entre uma e duas semanas após a primeira operação, para expor mais partes da grama seda ao herbicida, amplificando o controle da planta daninha. Após esse manejo, e com resultado positivo de germinação no teste de prova, é indicado realizar semeadura em linha do híbrido ADV 1151IG em toda a área, utilizando plantadeiras com espaçamento de 0,50 m entre linhas. “Seguindo essas recomendações, certamente a nossa tecnologia irá responder com sua máxima performance”, finaliza o engenheiro agrônomo.

Sobre

A Advanta é uma empresa de sementes do grupo UPL, com mais de 60 anos de experiência em melhoramento genético de sorgo. Atua junto ao agricultor, entendendo suas necessidades e oferecendo soluções específicas para o máximo desenvolvimento produtivo da sua lavoura. A empresa concentra esforços em P&D desenvolvendo Programas de Melhoramento Genético específicos para regiões do Brasil. Além da Estação Experimental em Uberlândia/MG, esses programas são desenvolvidos e testados nas principais áreas produtoras do Brasil de forma integrada e complementar aos demais centros de melhoramentos globais da Advanta.





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Medidas do governo para baixar os preços são inócuas, diz presidente da Farsul



Inócua! Essa é a opinião do 2º vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Silveira Pereira, sobre as medidas anunciadas ontem (6) pelo governo federal para tentar diminuir os preços dos alimentos.

Entre as ações sinalizadas, após reunião com representantes do setor produtivo nesta quinta-feira (6), está a zeragem das tarifas de importação para produtos como carne, café, açúcar, milho, óleo de girassol, óleo de palma, sardinha e massas alimentícias.

Preços competitivos

“O Brasil é o maior produtor global de boa parte desses produtos. O país é o maior exportador mundial de carne bovina, maior exportador de carne de aves, um grande exportador de carne suína, maior exportador de café, maior exportador de açúcar e um grande exportador de milho. Se somos grandes exportadores, é porque nossos preços são muito competitivos, o que indica que temos preços muito razoáveis no mercado interno”, disse.

Sobre os demais produtos (óleo de girassol, óleo de palma, sardinha e massas alimentícias), Gedeão acredita que esses itens não têm muito impacto sobre a inflação no Brasil.

“O que está acontecendo, e já foi anunciado por muitos economistas que isso ocorreria, é que a inflação não é causada pelos alimentos, pois a demanda foi quem cresceu muito, enquanto a oferta segue estabilizada. Não está faltando alimento nas gôndolas dos supermercados. O que está ocorrendo é uma inflação generalizada”, afirmou.

Sobre as carnes

Gedeão também explicou que, se o Brasil fosse importar carnes, elas viriam de países vizinhos, como Argentina e Uruguai, que já possuem tarifa zero devido ao acordo do Mercosul. “Na nossa opinião, isso é absolutamente inócuo. Achamos que o governo está bastante perdido, quando, na verdade, falta responsabilidade fiscal. As taxas de juros serão elevadas para combater a inflação, porque a gastança continua!”, destacou.

Escalada de preços

Por fim, o 2º vice-presidente da CNA critica o governo em relação a políticas como o incentivo ao uso do crédito por parte das pessoas. “O que está faltando é o governo se comprometer em não colocar mais dinheiro no mercado e, justamente, está colocando no consumo, inclusive endividando as famílias com o aumento do crédito, caso isso venha a ocorrer”, finalizou.



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Colheita do milho para silagem segue em ritmo acelerado


De acordo com os dados divulgados no boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, nesta quinta-feira (6), a colheita do milho para silagem avançou atingindo 72% da área plantada no Rio Grande do Sul. A produtividade tem sido considerada satisfatória, permanecendo próxima à previsão inicial.

Ainda faltam 7% das lavouras em maturidade fisiológica, prontas para o corte, e 6% estão em enchimento de grãos. A floração já abrange 3%, e 12% das lavouras, incluindo os plantios recentes de safrinha, estão em desenvolvimento vegetativo.

As chuvas no período ajudaram na formação de biomassa foliar das semeaduras tardias e beneficiaram as lavouras que estão em enchimento de grãos.

A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 357.311 hectares de milho para silagem na safra 2024/2025, com uma produtividade média estimada em 39.457 kg/ha.

Na região administrativa de Bagé, a reposição de umidade no solo favoreceu os cultivos, especialmente aqueles implantados em dezembro. Atualmente, 41% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 22% em florescimento, 12% em enchimento de grãos, 7% em ponto de corte e 17% já colhidas.

Em Erechim, a colheita está próxima da finalização, e os rendimentos ultrapassaram as projeções iniciais, alcançando 45 mil kg/ha. Em Ponte Preta, os 450 hectares cultivados apresentam uma produtividade ainda mais elevada, com 65 mil kg/ha.

Os preços da silagem, no momento da colheita, são de R$ 0,40/kg para a silagem na lavoura e R$ 0,65/kg para a silagem ensacada.

Na região de Santa Maria, 50% da área foi ensilada com bons resultados, mas as perdas no plantio tardio ocorreram devido à estiagem. As chuvas volumosas das últimas semanas ajudaram a repor a umidade no solo, permitindo o plantio de novas áreas para silagem.

Na região de Santa Rosa, embora tenha havido redução na qualidade nutricional da silagem, com menor teor de energia e proteína, a produtividade foi considerada satisfatória pelos produtores, especialmente em comparação às safras anteriores. Para a safrinha, a área destinada à silagem deve ser mantida devido ao aumento da demanda, causado pela estiagem, e à baixa oferta de forrageiras de verão.





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