quarta-feira, maio 27, 2026

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produtores enfrentam impacto da estiagem


A colheita da primeira safra de feijão foi concluída na maior parte das regiões produtoras do Rio Grande do Sul, atingindo 65% da área cultivada no estado. As lavouras remanescentes, concentradas nos Campos de Cima da Serra (35% da área total), ainda estão em fase de floração, enchimento de grãos e maturação fisiológica. A previsão é que a colheita dessas áreas ocorra até meados de março.

De acordo com o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), o perfil fitossanitário das lavouras segue adequado, com baixa pressão de pragas e produtividade média estimada em 2.400 kg/ha. Para a safra 2024/25, a entidade projeta o cultivo de 28.896 hectares no estado, com uma produtividade média esperada de 1.864 kg/ha.

Na região administrativa de Ijuí, a colheita foi finalizada, e a produtividade ficou em 1.250 kg/ha.

O boletim agropecuário da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, apontou desafios climáticos para a cultura do feijão. Em janeiro, o estado teve períodos distintos de chuvas e estiagem. Na primeira quinzena, as precipitações foram regulares, mas na segunda metade do mês, o volume de chuvas caiu drasticamente, e as temperaturas superaram os 37°C em várias regiões.

O calor extremo pode comprometer a produtividade das lavouras ainda em desenvolvimento, acelerando a maturação e reduzindo a qualidade dos grãos. Até o final de janeiro, 61% das áreas cultivadas já haviam sido colhidas. Das lavouras remanescentes, 67% estavam em maturação, 16% em floração e 18% em desenvolvimento vegetativo.

Apesar dos desafios climáticos, a expectativa para a safra 2024/25 em Santa Catarina é de crescimento. A área plantada deve aumentar em 9,84%, e a produtividade média pode chegar a 1.956 kg/ha, um avanço de 13,16%. Com isso, a produção total pode atingir 59,7 mil toneladas, representando um crescimento de 24,30% em relação à safra anterior.





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Açúcar: preços sobem em Londres pela sexta sessão seguida com mercado atento…


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Os futuros do açúcar branco fecharam esta segunda-feira (17) contabilizando altas pela sexta sessão seguida na Bolsa de Londres, diante de preocupações com a produção indiana. O preços avançaram mais de 1% entre os contratos mais negociados. Não houve negociações na Bolsa de Nova Iorque por conta do feriado do Dia do Presidente.

O contrato maio/25 subiu US$ 9,70, cotado a US$ 547,20 por tonelada (+1,80%). O agosto/25 avançou US$ 6,60, para US$ 528,00 por tonelada (+1,27%). O outubro/25 teve alta de US$ 5,20, sendo negociado a US$ 517,40 por tonelada (+1,02%), enquanto o março/26 subiu US$ 4,70, fechando em US$ 512,70 por tonelada (+0,93%).

A Bloomberg destaca que a produção de açúcar na Índia pode cair para 26 milhões de toneladas depois que uma doença prejudicou a safra de cana em sua principal região produtora de Uttar Pradesh, de acordo com informações de Ravi Gupta, diretor executivo da grande produtora Shree Renuka Sugars Ltd. A declaração foi feita na última semana, durante a Dubai Sugar Conference. Esse número é cerca de 1 milhão de toneladas menor do que a maioria das estimativas da indústria.

O açúcar branco de Londres tem suporte nessas notícias. Como aponta a Bloomberg, Gupta disse também que há uma forte demanda por açúcar branco ao mesmo tempo que há suprimentos menores da União Europeia e da Tailândia. “A oferta restrita de açúcar refinado aumentará o prêmio do açúcar branco em relação ao açúcar bruto após um período de preços baixos”, acrescentou.

Segundo ele, os preços mundiais do açúcar precisam ficar acima de US$ 530/tonelada para incentivar as exportações. “Para que exportações de 1 milhão de toneladas aconteçam, o mercado mundial precisa subir para precificar o açúcar indiano”, conclui o diretor executivo da Shree Renuka Sugars.

Segundo análise de Arnaldo Luiz Correa, diretor da Archer Consulting, “o consenso entre os participantes do evento [em Dubai] é que o clima será o principal fator de influência nos preços, seguido pelos fundamentos do mercado. A pesquisa realizada durante o evento revelou que 60% dos participantes estimam a produção brasileira entre 40 e 42 milhões de toneladas, enquanto 21% esperam algo entre 38 e 40 milhões, e o restante aposta em um volume entre 42 e 44 milhões de toneladas”.

Porém como ressalta Correa, “o entusiasmo gerado por eventos internacionais como o de Dubai é natural, muitas vezes impulsionado pelo clima positivo das interações e reuniões festivas. No entanto, o mercado precisará de dados concretos a partir de abril, especialmente sobre o tamanho da safra brasileira e as condições climáticas em Índia, China e Tailândia, que podem influenciar significativamente a oferta global”.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, o indicador Cepea Esalq mostra, em São Paulo, o açúcar cristal branco com valor de R$ 142,55/saca, queda de 0,26%. O açúcar cristal em Santos (FOB) tem valor de R$ 146,66, alta de 0,14%. O cristal empacotado em São Paulo vale R$ 16,2645/5kg, baixa de 2,28%. O refinado amorfo está cotado em R$ 3,6306/kg. O VHP tem preço de R$ 119,71/saca.

Em Alagoas, também com base no que mostra o indicador Cepea Esalq, o preço do açúcar está em R$ 154,31/saca, valorização de 3,10%. Na Paraíba, a cotação é de R$ 144,11/saca. Em Pernambuco, o adoçante vale R$ 147,55/saca.





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Santa Catarina terá outono quente e com pouca chuva


A previsão climática para o trimestre de março a maio indica temperaturas acima da média e chuvas abaixo do esperado em Santa Catarina. Segundo a Epagri/Ciram, o mês de março será marcado pela persistência de massas de ar quente, resultando em dias consecutivos de calor intenso, inclusive durante as noites.

De acordo com a meteorologista Gilsânia Cruz, a expectativa é de precipitações abaixo da média climatológica no estado. Em março, são previstos períodos prolongados sem chuvas, especialmente no Oeste, onde os totais pluviométricos podem ficar inferiores ao habitual. Com a transição do verão para o outono, as frentes frias devem se tornar mais frequentes, especialmente na segunda quinzena do mês, sendo responsáveis pela maior parte da precipitação em Santa Catarina.

Segundo dados do Observatório Agro Catarinense, a média mensal de chuvas esperada para o Oeste e Planalto varia entre 100 e 130 mm, enquanto no Litoral os volumes devem oscilar entre 150 e 210 mm. Para os meses de abril e maio, a tendência é de redução ainda maior na precipitação, com médias entre 100 e 170 mm no estado.

Apesar da diminuição das chuvas, o período ainda apresenta risco de eventos climáticos intensos como chuvas fortes e concentradas em curtos períodos de tempo, além de temporais com raios, granizo e ventos fortes. “A partir de março, ciclones extratropicais devem atuar com maior frequência no litoral do Uruguai, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ocasionando ventos intensos, mar agitado com ressaca e oferecendo perigo à navegação”, alerta a meteorologista.

Em janeiro de 2025, a temperatura da superfície do mar (TSM) estava ligeiramente abaixo da média na região do Pacífico Equatorial, com anomalias entre -0,5°C e -1,0°C, indicando uma condição de La Niña fraca. No entanto, em fevereiro, houve um aquecimento das águas próximas à costa do Peru, reduzindo a influência do fenômeno. Para os próximos meses, os meteorologistas apontam para um cenário de neutralidade climática, sem interferência direta de El Niño ou La Niña, o que pode resultar em uma transição climática mais equilibrada no estado, conforme dados da Epagri.


 





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Oferta de hortaliças cresce, mas calor desafia produtores



Produtores preparam novas lavouras para o outono-inverno




Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), a produção de pepino, pimentão e quiabo na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Bom Princípio, continua em ritmo intenso, apesar das altas temperaturas. O calor excessivo tem impactado algumas culturas, mas a oferta de produtos no mercado segue elevada.

Algumas lavouras de pepino continuam em produção, mesmo com os desafios do clima quente, que provocam abortamentos florais. Em paralelo, muitos produtores já iniciam o preparo dos canteiros para as culturas de outono e inverno.

A oferta do pepino salada está elevada, o que resultou em uma leve redução nos preços, com a caixa de 20 kg sendo comercializada entre R$ 50,00 e R$ 60,00. O pepino japonês mantém a alta demanda, mas com menor disponibilidade, sendo vendido entre R$ 80,00 e R$ 100,00 a caixa de 18 kg.

A cultura do pimentão continua apresentando boa produtividade e oferta no mercado, com baixa incidência de pragas e doenças. O preço varia conforme a cor e o tamanho do fruto, sendo comercializado a R$ 40,00 a caixa de 10 kg.

A produção de quiabo tem sido prejudicada pelas temperaturas elevadas, o que exigiu o replantio em algumas lavouras. No entanto, a colheita ainda ocorre regularmente e há boa oferta do produto no mercado. O preço segue em patamares baixos, variando entre R$ 2,50 e R$ 3,50 por bandeja de 200 g, conforme a Emater/RS.





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veja como o mercado finalizou a semana



O mercado físico do boi gordo encerra a semana com algumas tentativas de compra em patamares mais altos.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate começam a apertar em algumas regiões do país, em especial para machos. “O que se nota é uma demanda mais expressiva para animais que cumprem os requisitos de exportação para a China“, diz.

De acordo com ele, a oferta de fêmeas ainda está presente no mercado. “No entanto, essa oferta é mais importante para indústrias que operam no mercado doméstico. A melhora dos preços da carne durante a semana é outro elemento a ser considerado que pode oferecer suporte aos preços”, considera Iglesias.

  • São Paulo: R$ 310,67, queda de 0,9% em relação a ontem (R$ 307,75)
  • Goiás: R$ 291,25, redução de 0,3% (R$ 290,36)
  • Minas Gerais: R$ 307,53, retração de 1,6% (R$ 302,65)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 294,55, diminuição de 1,2% (R$ 298,30)
  • Mato Grosso: R$ 298,92, aumento de 0,2% (R$ 298,38)

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços firmes para a carne bovina. A expectativa ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Vale o destaque de que a população ainda prioriza cortes mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, disse Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,50, por quilo. Quarto dianteiro segue cotado a R$ 18,00, por quilo. Já a ponta de agulha continua precificada a R$ 17,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,51%, sendo negociado a R$ 5,7886 para venda e a R$ 5,7866 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7537 e a máxima de R$ 5,8002. Na semana, a divisa desvalorizou 2,14%.



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Zerar alíquota de importação vai quebrar cadeias produtivas, critica Faesp



A decisão do governo federal de zerar as alíquotas de importação para alguns alimentos, incluindo carne, café, milho, açúcar e azeite foi criticada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles.

Segundo ele, a medida, que pretende conter a alta no preço dos alimentos, terá reflexo em várias cadeias produtivas e “pode quebrar o setor agropecuário nacional”, motor da economia, responsável por sucessivos superávits da balança comercial.

Para Meirelles, o governo “perdeu a mão” da política monetária. “A inflação está em alta, os juros estão exorbitantes, a taxa de câmbio trará aumento do custo de produção. Não existe estoque regulador, não existe armazenamento, a infraestrutura é incapaz de atender a produtividade nacional, trazendo custos adicionais ao produtor rural e, consequentemente, ao valor final para o consumidor”, enumera.

Segundo o presidente da Faesp, ao invés de o governo trabalhar para que o setor produtivo tenha competitividade, toma uma atitude que pode enfraquecer o campo. “A ação é ineficaz e certamente irá quebrar o produtor nacional. Nos primeiros meses do ano, o que estamos vendo é uma série de ações que penalizam aquele que trabalha para garantir o alimento de milhões de brasileiros e mais de um bilhão em todo o mundo”, frisou Meirelles.

Mais cedo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que a decisão de zerar a alíquota de importação de alguns produtos não deve prejudicar produtores locais.

“Nós estamos num momento onde você reduzir o imposto de importação ajuda a reduzir o preço. Nós não vamos, não está substituindo, você está complementando”, afirmou. Alckmin citou produtos que o Brasil depende de importação, como óleo de palma e azeite. Segundo ele, a produção nacional dos dois produtos é muito pequena.

Já Meirelles, da Faesp, ressaltou que o governo precisa de uma política de longo prazo para o setor agropecuário, com recursos para crédito agrícola, seguro rural e fomento à produção. Ele lembrou que há um ano vem reiterando a necessidade de medidas como as Farm Bills americanas, programa de médio e longo prazos, votado pelo Congresso dos Estados Unidos, com recursos e programas de apoio à produção.



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Público da Expodireto Cotrijal poderá conhecer mais da história da Sumitomo


Os 50 anos da Sumitomo Chemical no Brasil serão apresentados ao público da 25a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), entre os dias 10 e 14 de março. Os visitantes participarão das atrações dinâmicas e interativas encontradas no estande, além de mergulhar na história centenária da companhia japonesa, cuja trajetória a posiciona como uma das maiores empresas agroquímicas e de pesquisa no mundo. 

O estande da Sumitomo Chemical ocupa 175 m² com duas áreas integradas. Na parte interna, os visitantes se sentirão parte da história da empresa ao conhecer um ambiente temático da campanha institucional “Agricultura Nos Une”, que faz uma conexão com o produtor, suas demandas e necessidades para o campo. As famílias poderão tirar fotos e, em seguida, acessarão uma linha do tempo dinâmica que contará os mais de 100 anos de história da empresa no agronegócio, incluindo as cinco décadas no Brasil.

Na área externa, no “Rancho Agricultura Nos Une”, será possível observar o desenvolvimento das raízes das plantas de soja por meio de vasos rizotron, ferramentas que facilitam o entendimento sobre o desenvolvimento radicular das plantas. Neste contexto, elas receberam soluções de tratamento de sementes, como Aveo EZ®, MycoApply EndoFuse® e MycoApply EndoMaxx®, voltadas para proteção das raízes, melhoria da qualidade biológica do solo e maior longevidade, saúde e qualidade das culturas.

Em uma tela LCD interativa, o público poderá explorar, por meio de contato direto, as pragas, doenças e plantas daninhas que afetam a produtividade das lavouras de soja e milho, além de descobrir como as soluções da Sumitomo Chemical podem ser eficazes no manejo.

E para entender a importância do manejo preventivo no controle da ferrugem asiática, mancha-alvo, podridão dos grãos e DFCs (doenças de fim de ciclo) em lavouras de soja, um jogo sobre o fungicida Excalia Max® testará o conhecimento do produtor a respeito da aplicação do fungicida. A solução tem uma fórmula exclusiva, combinando Indiflin, ingrediente ativo desenvolvido pela companhia japonesa, com tebuconazol, ideal para a rotação de ativos e melhor controle do complexo de doenças.

Para o controle do percevejo, uma simulação de pulverização demonstrará o efeito do inseticida Kaiso Max® em insetos sugadores. O lançamento da empresa é uma ferramenta que entra para o manejo integrado de pragas sendo eficiente contra percevejos e demais pragas que afetam a produtividade das lavouras. A formulação de Kaiso Max combina efeito choque com residual prolongado e amplo espectro de controle.

O público também poderá participar de um quiz e da roleta premiada do lançamento ZethaMaxx EVO®, um herbicida pré-emergente para soja com uma formulação única em três modos de ação distintos, concorrendo a brindes.

Bate-papo com especialistas

Além da interação com a história, tecnologia e inovação da companhia, o público terá a oportunidade de participar de bate-papos com especialistas, para entender os principais desafios que afetam a agricultura e quais as mais eficientes formas de manejo.





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confira os números no Brasil



O mercado brasileiro de soja apresentou preços mistos nesta sexta-feira (7). Embora os patamares de preços continuem firmes, os prêmios recuaram, embora ainda permaneçam fortalecidos. A indústria segue com indicações firmes, superiores à paridade de exportação. Confira as cotações por região:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Região das Missões (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 133,00 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 119,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 115,00 para R$ 114,00
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Soja em Chicago

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira (7) com preços mistos, com ganhos predominando nas posições mais distantes e quedas nas mais curtas. O dia foi de ajustes e cautela após uma semana de volatilidade, com os investidores acompanhando os anúncios e desistências de Donald Trump sobre tarifas comerciais.

USDA

O mercado agora começa a se posicionar para o relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve indicar poucas alterações no quadro de oferta e demanda de soja. A expectativa é que o Departamento eleve a estimativa para a safra do Brasil de 169 milhões para 169,3 milhões de toneladas, enquanto a previsão para a Argentina deve ser reduzida de 49 milhões para 48,6 milhões de toneladas.

Analistas consultados pelo mercado apostam em estoques americanos de soja de 381 milhões de bushels para 2024/25, ligeiramente acima da previsão anterior de 380 milhões. Já os estoques mundiais finais de soja em 2024/25 devem ficar em 124,2 milhões de toneladas, contra 124,3 milhões estimados em fevereiro.

Contratos futuros da soja

Com relação aos contratos de soja, a posição maio fechou com queda de 2,25 centavos de dólar, ou 0,21%, a US$ 10,25 por bushel, enquanto a posição julho teve uma cotação de US$ 10,38 3/4 por bushel, com uma perda de 0,75 centavo ou 0,07%. Já as demais posições subiram.

No mercado de subprodutos, a posição maio do farelo de soja fechou com uma queda de US$ 0,50 ou 0,16%, a US$ 304,40 por tonelada, enquanto o óleo de soja teve um pequeno aumento de 0,25 centavo ou 0,57%, fechando a 43,42 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sexta-feira com alta de 0,51%, negociado a R$ 5,7886 para venda e R$ 5,7866 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7537 e a máxima de R$ 5,8002. Na semana, a divisa desvalorizou 2,14%.



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Próxima semana terá chuvas nas lavouras de soja; confira



Os produtores de soja devem acelerar seus trabalhos no campo, pois a tendência é de uma segunda semana mais chuvosa. Entre os dias 8 e 12 de março, espera-se que a chuva avance para o sul e parte do sudeste, incluindo Mato Grosso do Sul, com um total de até 50 mm em 5 dias. Esse volume de chuva não deverá atrapalhar os trabalhos no campo e ainda é benéfico para a umidade do milho safrinha.

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No entanto, problemas ainda são esperados nas regiões Norte do Pará, Norte de Mato Grosso e Rondônia, onde as chuvas podem ultrapassar os 100 mm em 5 dias. A partir da próxima semana, o cenário começa a mudar, com chuvas voltando com força para a região Centro-Oeste. Nesse período, espera-se entre 70 a 80 mm em 5 dias, o que pode prejudicar a finalização da colheita da soja, mas, por outro lado, é um excelente indicativo de boa umidade para o milho safrinha, que acaba de ser semeado.

O tempo nas lavouras de soja

Já no Sudeste, as chuvas mais intensas são esperadas para o sul de Minas Gerais, com o avanço das precipitações para o Centro-Norte de Minas, chegando até Unaí, um importante município produtor do estado. No sul, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem ter uma trégua, com tempo mais seco, mas a chuva persiste no Paraná, com volumes de cerca de 30 mm em 5 dias.

No Nordeste, especialmente nas áreas do Tocantins e do Matopiba, o volume de chuva será mais modesto. Espera-se chuvas de 30 a 40 mm no oeste da Bahia e Centro-Norte da região baiana, o que não prejudica os trabalhos no campo e ainda favorece a boa umidade do solo. No Centro-Norte do Maranhão e no Piauí, as chuvas serão mais intensas, com volumes que podem ultrapassar os 100 mm entre os dias 13 e 17 de março.



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Governo culpa ‘atravessadores’ pelo alto preço do ovo



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (7), que pode tomar medidas “mais drásticas” para baixar o custo dos alimentos aos consumidores e culpou os “atravessadores” pelo alta do preço dos ovos no país.

Entretanto, o chefe do Executivo não explicou que medidas seriam essas, ao falar sobre o assunto durante evento em Campo do Meio, Minas Gerais.

“Eu quero encontrar uma explicação para o preço do ovo”, disse. “O ovo está saindo do controle. Uns dizem que é o calor, outros dizem que é exportação e eu estou atrás [da explicação]”, acrescentou Lula.

O presidente diz que o governo quer encontrar uma solução pacífica, “mas se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar atitudes mais drásticas, porque o que interessa é levar a comida barata para mesa do povo brasileiro”, afirmou, defendendo que também é preciso pagar um preço justo aos produtores.

“A gente não quer que o produtor tenha prejuízo. O que nós precisamos é saber que tem atravessador no meio. Entre o produtor e o consumidor deve ter muita gente que mete o dedo no meio. E nós vamos descobrir quem é o responsável por isso”, reforçou.

Segundo o presidente, de janeiro de 2023 a janeiro de 2025, a caixa do ovo com 30 dúzias variou próximo de R$ 140. No mês de fevereiro deste ano, ela subiu para R$ 210. “Eu quero saber porque que ela deu esse salto. Quem é que meteu o bedelho e chutou a bola para cima?”, questionou.

“Situação comum”

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), entretanto, afirmou que a alta no preço dos ovos é uma “situação sazonal, comum ao período pré e durante a quaresma [período em que algumas comunidades cristãs se preparam para a Páscoa]”, quando as famílias costumam substituir o consumo de carnes vermelhas por ovos.

A associação ainda cita aumento nos custos de produção, como o preço do milho e das embalagens, e as “temperaturas em níveis históricos”, que impactam na produtividade das aves.

Para a entidade, o mercado deverá se normalizar até o final do período da quaresma, com o restabelecimento dos patamares de consumo das diversas proteínas. A ABPA lembrou que, embora em alta, as exportações de ovos têm efeito praticamente nulo sobre a oferta interna, já que representam menos de 1% das 59 bilhões de unidades que deverão ser produzidas este ano.

Redução de impostos

Nesta quinta-feira (6), o governo federal anunciou algumas medidas para reduzir os preços dos alimentos ao consumidor, entre elas a isenção do imposto de importação de nove produtos alimentícios considerados essenciais. A medida incidirá sobre café, azeite, açúcar, milho, óleo de girassol, sardinha, biscoitos, macarrão e carnes.

A redução das tarifas de importações sobre os itens entrará em vigor nos próximos dias, após serem aprovadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex).

“Nós vamos encontrar uma solução, porque eu tenho certeza que nesse país todo mundo tem interesse que o povo possa comer bem. Comida de qualidade, comida saudável, comida, de preferência, orgânica para que a gente possa ter qualidade de vida. Nós, então, estamos muito ansiosos, o governo inteiro está preocupado, tem muito empresários também que está preocupado”, disse Lula.



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