quarta-feira, maio 27, 2026

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De inseminação de bovinos à operação de drone: confira 400 cursos gratuitos


Aperfeiçoamento de técnicas no campo para o produtor. É o que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar-SC) vai oferecer neste mês de março aos agricultores do estado. Ao todo, cerca de 400 cursos gratuitos estarão disponíveis ao público.

A iniciativa é realizada em parceria com os sindicatos rurais catarinenses e abrangem diversas áreas. A programação completa pode ser conferida aqui.

No site, é possível encontrar as oportunidades por região (Sul, Planalto Serrano, Vale do itajaí, Norte, Meio Oeste, Oeste e Extremo Oeste).

No Sul, por exemplo, há o curso de Inseminação Artificial em Bovinos, no município de Rio Fortuna; Já no oeste do estado, mais precisamente em Concódia, é possível aprender e praticar a pilotagem e operação de drones.

Cursos atualizados

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Foto: Divulgação Sistema Faesc/Senar/Sindicato

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca a relevância dessa iniciativa ao comentar que as capacitações contribuem para o contínuo avanço no campo.

“Priorizamos conteúdos atualizados, que combinam teoria e prática nas mais diversas áreas, com o objetivo de promover inovação e crescimento nos negócios rurais”, afirmou.

De acordo com o superintendente do Senar-SC, Gilmar Antônio Zanluchi, os cursos são planejados conforme as necessidades específicas de cada região.

“Há um trabalho realizado anualmente pelo Sistema Faesc/Senar, em parceria com os Sindicatos Rurais e parceiros locais, para identificar as demandas do setor. Com base nisso, oferecemos cursos que geram resultados significativos para os produtores rurais”, considera.

Os cursos são divididos por dois módulos principais:

  • Formação profissional rural: envolve capacitações nas áreas de agricultura, agroindústria, aquicultura, atividades de apoio agrossilvipastoril e relativas à prestação de serviços, pecuária e silvicultura.
  • Promoção social: são oferecidos treinamentos focados na educação, organização comunitária, saúde, alimentação e nutrição, além de artesanato.

Acesse a programação completa da agenda de treinamentos aqui ou faça a inscrição no sindicato rural de sua região.



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Produtora transforma palmito em negócio sustentável focado na educação ambiental 


Já imaginou brindar com uma cerveja de palmito? Ou então varrer a casa com uma vassoura feita da palmeira? E que tal tocar um tambor com material retirado da palmeira enquanto come um bombocado feito… hum, adivinha do quê? 

Pois é, na Palmitolândia, em Iporanga, interior de São Paulo (SP), o palmito vai muito além da salada e ganha formas que nunca se imaginou.

Quem comanda essas novidades é a Gabriela Rodrigues, produtora rural e jornalista. 

Faz 20 anos que ela trocou as redações e o barulho da capital pelo som da Mata Atlântica, junto às margens do Rio Ribeira de Iguape e na Foz do Ribeirão de Iporanga, que se tornou empreendedora rural.

Hoje, ela não só cultiva palmito pupunha e preserva o juçara como também cria produtos que dão um novo significado ao que se conhece. 

“O dia na roça é assim: começa cedo, alimento os passarinhos, cuido dos animais e começo a ‘palmitar’. Vou cortar, cozinhar, atender turistas e até ensinar os visitantes sobre palmitos”, conta Rodrigues. 

A história de empreendedorismo da Gabriela, mostra como é possível transformar um produto agrícola em um negócio sustentável e inovador, com forte foco em agregação de valor e educação ambiental.

Duas latas de cervejas de palmito Duas latas de cervejas de palmito
Cerveja à base de palmito. Foto: arquivo pessoal

Sabor, criatividade e palmito em tudo

A empreendedora rural já criou mais de mil receitas, incluindo sushi, quibe, pizza, patê, geleia, macarrão, cerveja e até um doce que parece um bombocado. E tem mais! 

Das fibras da palmeira, ela faz papel. Das folhas que envolvem o fruto, pratos ecológicos. E das folhas secas, saem vassouras que varrem qualquer dúvida sobre o miolo da palmeira.

E como a criatividade não tem limite, até biojoias como colares e pulseiras, a empreendedora já desenvolveu. 

Um dia Gabriela olhou para um caule da palmeira e pensou: “e se a gente fizesse um instrumento musical?” E fez, um tambor. 

Agora, o próximo passo é construir outros instrumentos. Mas os projetos não param por aí, não. 

“Paralelo a tudo isso, a gente está fazendo uma casa com material da palmeira. A intenção é fazer com que os visitantes [colham e comam o palmito] dentro da casa”, relata a produtora que utiliza toda a planta para criar novos produtos que vão muito além do in natura. 

Mas para tirar as ideias do papel e colocá-las em prática, ela buscou qualificação e fez vários cursos no Sebrae, para que o negócio fosse além das porteiras da Palmitolândia. 

Além disso, Gabriela também atua como educadora, promovendo o local como um centro de conscientização e vivência sobre a produção sustentável. 

“Eu me sinto privilegiada por poder viver e passar ensinamentos dos saberes e sabores da floresta e da agricultura, que a gente chama de ouro branco. E quem quiser ‘palmitar’, é só chegar”, ressalta a empreendedora.

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Mulher no agro

Para Gabriela, a mulher que trabalha no agro tem um olhar diferente e faz a diferença.

“Ser mulher na agricultura, para mim, é uma honra e um privilégio. É a certeza de que é possível fazer diferente. Porque a gente pensa diferente. A gente enxerga diferente. Eu pelo menos tenho uma visão totalmente diferente do meu marido. Mas acho que juntos a gente se completa”, afirma a produtora.

Quem diria que uma palmeira poderia virar tantas coisas? 

Porém, pode! E acontece nesse mundo mágico da Palmitolândia! 

Quer saber mais histórias como esta da Palmitolândia ?

Então, acompanhe as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e fique por dentro de todas as inovações no agronegócio. Este é o seu canal para adquirir conhecimento e aprender a empreender de forma segura e responsável.

Participe enviando dúvidas, sugestões e compartilhando sua história de empreendedorismo rural pelo nosso WhatsApp.

O Porteira Aberta Empreender deseja a todas as empreendedoras um feliz e produtivo Dia Internacional da Mulher!



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz tem bons rendimentos, mas qualidade oscila


No Rio Grande do Sul, a colheita do arroz segue avançando com bons índices de produtividade em algumas regiões, enquanto outras enfrentam desafios. Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), orizicultores de Uruguaiana, na Fronteira Oeste, estão satisfeitos com a qualidade do grão. Em São Borja, os rendimentos são considerados adequados, mas há preocupação com a proporção de grãos inteiros, que está abaixo de 55%.

Na região administrativa de Pelotas, as atividades de colheita começaram nos municípios de Turuçu do Sul, Arroio Grande e São Lourenço do Sul. Cerca de 55% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos atualmente, 8% em floração e 36% em maturação. Apenas 1% da área implantada já foi colhida.

As chuvas de fevereiro foram importantes para garantir a irrigação e recuperar os níveis dos reservatórios, o que impulsionou a colheita, que já superou 10% da área cultivada em Santa Maria. Cachoeira do Sul, maior produtora do cereal no estado, já colheu 12% dos 23.640 hectares plantados, com produtividade estimada em 7 mil kg/ha. Jaguari, por sua vez, colheu 30% da safra, superando expectativas iniciais e atingindo 9 mil kg/ha.

No entanto, em municípios como Cacequi e Restinga Sêca, a produtividade está abaixo do esperado. Na região de Soledade, a colheita ainda está no início, com 40% das lavouras em fase de enchimento de grãos, 8% em maturação e 2% já colhidos.

O comércio internacional de arroz registrou forte queda em 2024. Segundo a edição de fevereiro do Boletim Agropecuário da Epagri, as exportações entre janeiro e dezembro somaram US$ 3,837 milhões, uma redução de 61% em relação ao ano anterior. Os principais destinos do cereal catarinense foram Trinidad e Tobago (38,9%), Senegal (24%) e Gâmbia (13,5%).

A valorização do dólar e problemas na safra dos Estados Unidos favoreceram a participação do Brasil no mercado externo em 2023. No entanto, em 2024, a menor oferta interna, devido a problemas climáticos no Sul do país, elevou as importações, que cresceram 19,56% no período. Os principais fornecedores foram Uruguai (55,36%), Paraguai (10,55%) e Tailândia (10,27%).

Em janeiro de 2025, tanto exportações quanto importações apresentaram queda. Santa Catarina exportou apenas US$ 44,3 mil, um recuo de 77% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as importações somaram US$ 932,66 mil, 79% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. A Itália foi o principal fornecedor, com destaque para o arroz arbóreo, conforme dados da Epagri.





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Frente fria no Sul e tempestades em outras duas regiões; veja a previsão de hoje



Uma frente fria chega ao Sul do país e pode provocar queda de granizo no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina. Confira a previsão do tempo para este sábado (8) em todo o Brasil:

Sul

Uma frente fria se aproxima do Sul e forma nuvens carregadas no interior gaúcho à noite, como já havia sido antecipado em reportagem. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, há probabilidade de queda de granizo e vendaval sobre o Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina. Porém, continua sem chover em Porto Alegre. No Paraná, pancadas no fim da tarde no litoral.

Sudeste

Pancadas isoladas são previstas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral de São Paulo. Continua quente nessas áreas, com sensação de tempo abafado. Em Minas Gerais, chove no Vale do Rio Doce, enquanto em Belo Horizonte o sol continua predominando.

Centro-Oeste

A chuva continua com força em Mato Grosso, com alertas em Cuiabá. Goiás, Distrito Federal e grande parte de Mato Grosso do Sul terão tempo firme.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a chuva forte entre o Maranhão e Rio Grande do Norte. Tem alerta de temporal para São Luís, Fortaleza e Natal. Entre a Paraíba e Bahia, pouca chuva, tempo abafado e muito sol.

Norte

Volta a chover em Roraima, mas de forma pontual. No Tocantins, muito sol e pouca chuva. Os temporais continuam no Acre, Amapá e Pará.



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Produção de algodão deve crescer 1,56% na safra 2024/25



Algodão avança, mas desafios persistem




Foto: Canva

O Boletim Semanal produzido pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontou que a produção brasileira de algodão deve chegar a 6,50 milhões de toneladas na safra 2024/25, o que representa um aumento de 1,56% em relação à temporada anterior. 

A estimativa de área plantada foi mantida em 1,52 milhão de hectares em março de 2025. O valor significa um crescimento de 4,2% comparada com a safra 2023/24. A produtividade média ponderada das últimas três safras foi projetada em 284,32 arrobas por hectare.

Segundo o boletim, o desempenho da safra ainda depende de fatores climáticos que podem impactar o desenvolvimento do algodão ao longo do ciclo. A semeadura foi finalizada no dia 28 de fevereiro, e os efeitos das condições meteorológicas sobre a lavoura serão fundamentais para confirmar as projeções.

O atraso na colheita da soja no estado encurtou a janela ideal para o plantio do algodão, influenciando a decisão dos produtores sobre a área efetivamente cultivada. Com o fim da semeadura, a área total será mensurada com maior precisão nas próximas semanas.





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produtores enfrentam impacto da estiagem


A colheita da primeira safra de feijão foi concluída na maior parte das regiões produtoras do Rio Grande do Sul, atingindo 65% da área cultivada no estado. As lavouras remanescentes, concentradas nos Campos de Cima da Serra (35% da área total), ainda estão em fase de floração, enchimento de grãos e maturação fisiológica. A previsão é que a colheita dessas áreas ocorra até meados de março.

De acordo com o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), o perfil fitossanitário das lavouras segue adequado, com baixa pressão de pragas e produtividade média estimada em 2.400 kg/ha. Para a safra 2024/25, a entidade projeta o cultivo de 28.896 hectares no estado, com uma produtividade média esperada de 1.864 kg/ha.

Na região administrativa de Ijuí, a colheita foi finalizada, e a produtividade ficou em 1.250 kg/ha.

O boletim agropecuário da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, apontou desafios climáticos para a cultura do feijão. Em janeiro, o estado teve períodos distintos de chuvas e estiagem. Na primeira quinzena, as precipitações foram regulares, mas na segunda metade do mês, o volume de chuvas caiu drasticamente, e as temperaturas superaram os 37°C em várias regiões.

O calor extremo pode comprometer a produtividade das lavouras ainda em desenvolvimento, acelerando a maturação e reduzindo a qualidade dos grãos. Até o final de janeiro, 61% das áreas cultivadas já haviam sido colhidas. Das lavouras remanescentes, 67% estavam em maturação, 16% em floração e 18% em desenvolvimento vegetativo.

Apesar dos desafios climáticos, a expectativa para a safra 2024/25 em Santa Catarina é de crescimento. A área plantada deve aumentar em 9,84%, e a produtividade média pode chegar a 1.956 kg/ha, um avanço de 13,16%. Com isso, a produção total pode atingir 59,7 mil toneladas, representando um crescimento de 24,30% em relação à safra anterior.





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Açúcar: preços sobem em Londres pela sexta sessão seguida com mercado atento…


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Os futuros do açúcar branco fecharam esta segunda-feira (17) contabilizando altas pela sexta sessão seguida na Bolsa de Londres, diante de preocupações com a produção indiana. O preços avançaram mais de 1% entre os contratos mais negociados. Não houve negociações na Bolsa de Nova Iorque por conta do feriado do Dia do Presidente.

O contrato maio/25 subiu US$ 9,70, cotado a US$ 547,20 por tonelada (+1,80%). O agosto/25 avançou US$ 6,60, para US$ 528,00 por tonelada (+1,27%). O outubro/25 teve alta de US$ 5,20, sendo negociado a US$ 517,40 por tonelada (+1,02%), enquanto o março/26 subiu US$ 4,70, fechando em US$ 512,70 por tonelada (+0,93%).

A Bloomberg destaca que a produção de açúcar na Índia pode cair para 26 milhões de toneladas depois que uma doença prejudicou a safra de cana em sua principal região produtora de Uttar Pradesh, de acordo com informações de Ravi Gupta, diretor executivo da grande produtora Shree Renuka Sugars Ltd. A declaração foi feita na última semana, durante a Dubai Sugar Conference. Esse número é cerca de 1 milhão de toneladas menor do que a maioria das estimativas da indústria.

O açúcar branco de Londres tem suporte nessas notícias. Como aponta a Bloomberg, Gupta disse também que há uma forte demanda por açúcar branco ao mesmo tempo que há suprimentos menores da União Europeia e da Tailândia. “A oferta restrita de açúcar refinado aumentará o prêmio do açúcar branco em relação ao açúcar bruto após um período de preços baixos”, acrescentou.

Segundo ele, os preços mundiais do açúcar precisam ficar acima de US$ 530/tonelada para incentivar as exportações. “Para que exportações de 1 milhão de toneladas aconteçam, o mercado mundial precisa subir para precificar o açúcar indiano”, conclui o diretor executivo da Shree Renuka Sugars.

Segundo análise de Arnaldo Luiz Correa, diretor da Archer Consulting, “o consenso entre os participantes do evento [em Dubai] é que o clima será o principal fator de influência nos preços, seguido pelos fundamentos do mercado. A pesquisa realizada durante o evento revelou que 60% dos participantes estimam a produção brasileira entre 40 e 42 milhões de toneladas, enquanto 21% esperam algo entre 38 e 40 milhões, e o restante aposta em um volume entre 42 e 44 milhões de toneladas”.

Porém como ressalta Correa, “o entusiasmo gerado por eventos internacionais como o de Dubai é natural, muitas vezes impulsionado pelo clima positivo das interações e reuniões festivas. No entanto, o mercado precisará de dados concretos a partir de abril, especialmente sobre o tamanho da safra brasileira e as condições climáticas em Índia, China e Tailândia, que podem influenciar significativamente a oferta global”.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, o indicador Cepea Esalq mostra, em São Paulo, o açúcar cristal branco com valor de R$ 142,55/saca, queda de 0,26%. O açúcar cristal em Santos (FOB) tem valor de R$ 146,66, alta de 0,14%. O cristal empacotado em São Paulo vale R$ 16,2645/5kg, baixa de 2,28%. O refinado amorfo está cotado em R$ 3,6306/kg. O VHP tem preço de R$ 119,71/saca.

Em Alagoas, também com base no que mostra o indicador Cepea Esalq, o preço do açúcar está em R$ 154,31/saca, valorização de 3,10%. Na Paraíba, a cotação é de R$ 144,11/saca. Em Pernambuco, o adoçante vale R$ 147,55/saca.





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Santa Catarina terá outono quente e com pouca chuva


A previsão climática para o trimestre de março a maio indica temperaturas acima da média e chuvas abaixo do esperado em Santa Catarina. Segundo a Epagri/Ciram, o mês de março será marcado pela persistência de massas de ar quente, resultando em dias consecutivos de calor intenso, inclusive durante as noites.

De acordo com a meteorologista Gilsânia Cruz, a expectativa é de precipitações abaixo da média climatológica no estado. Em março, são previstos períodos prolongados sem chuvas, especialmente no Oeste, onde os totais pluviométricos podem ficar inferiores ao habitual. Com a transição do verão para o outono, as frentes frias devem se tornar mais frequentes, especialmente na segunda quinzena do mês, sendo responsáveis pela maior parte da precipitação em Santa Catarina.

Segundo dados do Observatório Agro Catarinense, a média mensal de chuvas esperada para o Oeste e Planalto varia entre 100 e 130 mm, enquanto no Litoral os volumes devem oscilar entre 150 e 210 mm. Para os meses de abril e maio, a tendência é de redução ainda maior na precipitação, com médias entre 100 e 170 mm no estado.

Apesar da diminuição das chuvas, o período ainda apresenta risco de eventos climáticos intensos como chuvas fortes e concentradas em curtos períodos de tempo, além de temporais com raios, granizo e ventos fortes. “A partir de março, ciclones extratropicais devem atuar com maior frequência no litoral do Uruguai, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ocasionando ventos intensos, mar agitado com ressaca e oferecendo perigo à navegação”, alerta a meteorologista.

Em janeiro de 2025, a temperatura da superfície do mar (TSM) estava ligeiramente abaixo da média na região do Pacífico Equatorial, com anomalias entre -0,5°C e -1,0°C, indicando uma condição de La Niña fraca. No entanto, em fevereiro, houve um aquecimento das águas próximas à costa do Peru, reduzindo a influência do fenômeno. Para os próximos meses, os meteorologistas apontam para um cenário de neutralidade climática, sem interferência direta de El Niño ou La Niña, o que pode resultar em uma transição climática mais equilibrada no estado, conforme dados da Epagri.


 





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Oferta de hortaliças cresce, mas calor desafia produtores



Produtores preparam novas lavouras para o outono-inverno




Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), a produção de pepino, pimentão e quiabo na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Bom Princípio, continua em ritmo intenso, apesar das altas temperaturas. O calor excessivo tem impactado algumas culturas, mas a oferta de produtos no mercado segue elevada.

Algumas lavouras de pepino continuam em produção, mesmo com os desafios do clima quente, que provocam abortamentos florais. Em paralelo, muitos produtores já iniciam o preparo dos canteiros para as culturas de outono e inverno.

A oferta do pepino salada está elevada, o que resultou em uma leve redução nos preços, com a caixa de 20 kg sendo comercializada entre R$ 50,00 e R$ 60,00. O pepino japonês mantém a alta demanda, mas com menor disponibilidade, sendo vendido entre R$ 80,00 e R$ 100,00 a caixa de 18 kg.

A cultura do pimentão continua apresentando boa produtividade e oferta no mercado, com baixa incidência de pragas e doenças. O preço varia conforme a cor e o tamanho do fruto, sendo comercializado a R$ 40,00 a caixa de 10 kg.

A produção de quiabo tem sido prejudicada pelas temperaturas elevadas, o que exigiu o replantio em algumas lavouras. No entanto, a colheita ainda ocorre regularmente e há boa oferta do produto no mercado. O preço segue em patamares baixos, variando entre R$ 2,50 e R$ 3,50 por bandeja de 200 g, conforme a Emater/RS.





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veja como o mercado finalizou a semana



O mercado físico do boi gordo encerra a semana com algumas tentativas de compra em patamares mais altos.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate começam a apertar em algumas regiões do país, em especial para machos. “O que se nota é uma demanda mais expressiva para animais que cumprem os requisitos de exportação para a China“, diz.

De acordo com ele, a oferta de fêmeas ainda está presente no mercado. “No entanto, essa oferta é mais importante para indústrias que operam no mercado doméstico. A melhora dos preços da carne durante a semana é outro elemento a ser considerado que pode oferecer suporte aos preços”, considera Iglesias.

  • São Paulo: R$ 310,67, queda de 0,9% em relação a ontem (R$ 307,75)
  • Goiás: R$ 291,25, redução de 0,3% (R$ 290,36)
  • Minas Gerais: R$ 307,53, retração de 1,6% (R$ 302,65)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 294,55, diminuição de 1,2% (R$ 298,30)
  • Mato Grosso: R$ 298,92, aumento de 0,2% (R$ 298,38)

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços firmes para a carne bovina. A expectativa ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Vale o destaque de que a população ainda prioriza cortes mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, disse Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,50, por quilo. Quarto dianteiro segue cotado a R$ 18,00, por quilo. Já a ponta de agulha continua precificada a R$ 17,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,51%, sendo negociado a R$ 5,7886 para venda e a R$ 5,7866 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7537 e a máxima de R$ 5,8002. Na semana, a divisa desvalorizou 2,14%.



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