quarta-feira, maio 27, 2026

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Mercado global e cenário de grãos serão temas do Fórum Nacional da Soja na Expodireto Cotrijal



Tradicional evento que ocorre na manhã de terça-feira, 11 de março


Foto: Divulgação

Um dos mais tradicionais fóruns da Expodireto Cotrijal, o Fórum Nacional da soja, chega à sua 35ª edição e será realizado na terça-feira, 11 de março, a partir das 9h, no Auditório Central do Parque da Expodireto, em Não-Me-Toque (RS). Temas como a nova geopolítica do agronegócio e mercado de grãos serão debatidos em palestras promovidas pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) e Cotrijal com o apoio da CCGL e do Sistema Ocergs Sescoop.

A primeira palestra do dia será com Ricardo Geromel, um dos maiores especialistas de China do Brasil. Ele vai abordar o tema “O Impacto da Nova Geopoli´tica no Agronego´cio – O Poder da China”. Geromel é fundador da FCGI, empresa que foca em conectar o melhor do Brasil com o melhor da China e do mundo. Ele é formado em administrac¸a~o de empresas pela Farleigh Dickison University, em New Jersey e possui Masters in Management, especializac¸a~o em Inovac¸a~o e Empreendedorismo, pela ESCP Europe. Ganhou bolsa integral para fazer po´s-graduac¸a~o em programa sobre a Nova Rota da Seda na prestigiosa Universidade Tsinghua, melhor universidade da China, onde estudou o atual presidente Xi Jinping.

No segundo painel do dia, André Debastiani, sócio diretor da Agroconsult, trará o tema “Cenários Agroconsult para os Mercados de Soja e Milho”. Engenheiro agrônomo pela UFSC, administrador de empresas pela FESAG/U´nica-SC, po´s-graduado em financ¸as pela FGV e mestre em gesta~o empresarial pela UDESC, Debastiani também é o analista da consultoria para o mercado de grãos além de ser o coordenador geral do Rally da Safra.

 





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Fazenda mantém alta de 2,3% para o PIB deste ano; mercado prevê 2%



A Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, projeta um avanço de 2,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, número superior aos 2% estimados pelo governo, segundo pesquisa do Projeções Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) feita logo depois da divulgação dos dados de 2024.

“Nós esperamos que neste ano de 2025 o crescimento do PIB seja menor que o de 2024, exatamente pelos efeitos defasados da política monetária, mas ainda um crescimento robusto para uma economia que está com a menor taxa de desemprego da sua história, maior nível de massa salarial; então, ele está numa situação positiva do ponto de vista de atividade”, disse Guilherme Mello, secretário de Política Econômica.

Mello ressaltou ainda que o desempenho da economia brasileira em 2024 representa “uma surpresa muito boa” em relação às expectativas do mercado no início do ano, que apontavam para expansão de 1,5% do PIB.

A expectativa da SPE é de que o primeiro e segundo trimestres deste ano sejam positivos, especialmente em função de uma safra agrícola muito boa. “O ano de 2025 deve ter, provavelmente, a maior safra da história, o que movimenta não só o setor agropecuário, como também o setor de serviços, armazenamento, transporte e o próprio setor industrial de máquinas e implementos agrícolas”, disse Mello.

PIB do agronegócio

A partir do segundo trimestre, a SPE prevê que a contribuição do setor agropecuário para o crescimento da economia se torne negativa. “Para a segunda metade do ano, a perspectiva é de que o ritmo de crescimento se mantenha próximo à estabilidade, refletindo menores impulsos vindos dos mercados de crédito e de trabalho em função do patamar contracionista da política monetária” diz a SPE.

Para os economistas do mercado, porém, a visão da equipe econômica é excessivamente otimista, o que é um mal sinal. “O governo já não está aceitando (a desaceleração). Tudo o que tem feito até agora pressiona a economia. O que ele está sinalizando é bastante ruim do ponto de vista da mensagem que precisa passar”, diz Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.

Ou seja, entre os economistas a dúvida que paira é se o governo vai lançar mão de medidas para tentar turbinar a economia num cenário em que a atividade caminha para desacelerar próximo da eleição presidencial de 2026.

Haddad

Em entrevista ao podcast Flow na noite desta sexta, 7, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse esperar um crescimento ainda maior do que o projetado por sua pasta, em torno de 2,5%, para este ano. “Acredito que vamos continuar crescendo, com pouco mais de moderação por causa da inflação”, disse Haddad.

Ele também atribuiu ao ambiente político as dificuldades para reduzir os gastos do governo e melhorar a percepção sobre a economia. Segundo Haddad, a dificuldade em resolver o problema fiscal não está “na planilha” – ou seja, na esfera técnica -, mas na política, que sofre a pressão de grupos empresariais organizados.



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Brasil registra primeiro caso de nova cepa de mpox



O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de infecção pela cepa 1b da mpox no Brasil. Segundo a pasta, a paciente, uma mulher de 29 anos que mora na região metropolitana de São Paulo, teve contato com um familiar que esteve na República Democrática do Congo, país que enfrenta surto da doença.

Em nota, o ministério informou que o caso no Brasil foi confirmado laboratorialmente, por meio da realização de sequenciamento para caracterizar o agente infeccioso. O exame permitiu a obtenção do genoma completo que, segundo a pasta, é muito próximo aos de casos detectados em outros países.

“Até o presente momento, não foram identificados casos secundários. A equipe de vigilância municipal mantém o rastreamento de possíveis contatos”, destacou o comunicado.

Ainda de acordo com o ministério, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já foi informado sobre o caso e a pasta, junto às secretarias estadual e municipal de Saúde, solicitou o reforço da rede de vigilância epidemiológica e o acompanhamento da busca ativa de pessoas que tiveram contato com a paciente.

Centro de emergência

Em resposta à declaração de emergência em saúde pública de importância internacional por mpox, decretada pela OMS em agosto de 2024, o ministério instituiu o Centro de Operações de Emergências (COE) para a doença que, segundo a pasta, permanece ativo no intuito de centralizar e coordenar as ações.

Casos

Em 2024, o Brasil registrou 2.052 casos de mpox. Até o início de fevereiro, 115 casos de cepas da doença haviam sido notificados, mas nenhum deles, até então, era da cepa 1b. Nenhum óbito por mpox foi identificado no Brasil ao longo dos últimos dois anos e a maioria dos pacientes, segundo o ministério, apresenta sintomas leves ou moderados.

A doença

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença pode se espalhar entre pessoas e, ocasionalmente, do ambiente para pessoas, por meio de objetos e superfícies que foram tocados por um paciente infectado. Em regiões onde o vírus está presente entre animais selvagens, a doença também pode ser transmitida para humanos que tenham contato com os animais infectados.

A mpox pode causar uma série de sinais e sintomas. Embora algumas pessoas apresentem sintomas menos graves, outras podem desenvolver quadros mais sérios e necessitar de atendimento em unidades de saúde.

O sintoma mais comum é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode começar com ou ser seguido de febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

As lesões também podem ser encontradas na boca, na garganta, no ânus, no reto, na vagina ou nos olhos. O número de feridas pode variar de uma a milhares. Algumas pessoas desenvolvem ainda inflamação no reto, que pode causar dor intensa, além de inflamação dos órgãos genitais, provocando dificuldade para urinar.

Entenda

A mpox é considerada doença endêmica na África Central e na África Ocidental desde a década de 1970. Em dezembro de 2022, a República Democrática do Congo declarou surto nacional de mpox, em razão da circulação da cepa 1 do vírus.

Desde julho de 2024, casos da cepa 1b vêm sendo registrados em países como Uganda, Ruanda, Quênia, Zâmbia, Reino Unido, Alemanha, China, Tailândia, Estados Unidos, Bélgica, Angola, Zimbábue, Canadá, França, Índia, Paquistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Omã, Catar e África do Sul.



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Três histórias de mulheres que fazem a diferença no agronegócio



Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, destacamos três trajetórias inspiradoras de mulheres que atuam no agro. Em um setor historicamente liderado por homens, elas provam que a agricultura tem espaço para todos, independentemente da idade, do ramo ou da experiência.

No Rio Grande do Sul, uma jovem lidera a produção de arroz

Aos 20 anos, a produtora Eduarda Maria Silveira comanda uma lavoura de arroz em Rio Pardo (RS), seguindo os passos do avô e do pai.

“Eu já nasci no meio da lavoura, e o amor pelo campo só cresceu. Hoje ajudo meu pai e meu avô e pretendo continuar plantando com eles. É o que sempre me imaginei fazendo”, afirma.

Eduarda participa de todas as etapas da produção, da gestão financeira à colheita. “Aqui, fazemos de tudo: da mecânica ao plantio e colheita”, conta. Para ela, o agro tem espaço para todos e destaca a importância das mulheres assumirem papéis de liderança.

“É um setor desafiador, mas essencial. Produzimos o alimento que chega à mesa de todos, e precisamos seguir nossos sonhos.”

No Paraná, produção de frutas impulsiona uma produtora

Nair Claudia Brongiel Klenk cresceu vendo os pais cultivarem frutas. Após um período na cidade, decidiu voltar ao campo há 26 anos. Hoje, cultiva mais de 15 variedades de peras em Lapa (PR).

“Desde pequena, sempre fui apaixonada pelo campo. Quando retornei, senti que era o meu lugar. Agora, não me vejo fazendo outra coisa”, conta.

De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), pelo menos 30 mil mulheres atuam no agro estadual, principalmente em cadeias produtivas como agroecologia, leite, citricultura e café.

Para Claudia, a presença feminina traz um olhar mais detalhado ao setor. “As mulheres valorizam pequenas coisas que, muitas vezes, passam despercebidas. Isso faz toda a diferença no campo.”

No Mato Grosso, da química para a agricultura

Caroline Reolon Yamaji sempre viveu na cidade e se formou em química em Curitiba (PR). No entanto, durante a pandemia, descobriu sua verdadeira vocação ao passar três meses na fazenda da família no Mato Grosso.

“Foi quase por acaso. No início, vínhamos só para passear, mas, com o tempo, comecei a aprender, operar máquinas e entender que era isso que eu queria para minha vida”, relembra.

Atualmente, Caroline conduz sozinha as máquinas agrícolas e planeja assumir a gestão da propriedade. “Hoje, sei que meu futuro está no agro, e quero mostrar que as mulheres têm um papel fundamental no setor.”



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Iniciativa busca ampliar cultivo de pêssego e figo



Agricultura familiar aposta na fruticultura no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), a fruticultura segue ganhando espaço com iniciativas para incentivar o plantio de pêssego e figo voltados à indústria conserveira no Rio Grande do Sul. No dia 27 de fevereiro, a cidade de Arroio do Padre, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, sediou mais uma reunião do programa de fomento à fruticultura.

O encontro, realizado em parceria entre a Prefeitura Municipal, o Sindicato das Indústrias de Conservas (SINDOCOPEL) e a Emater/RS-Ascar, reuniu produtores interessados em diversificar suas atividades e ampliar a renda no campo. Além disso, uma das pautas foi a busca por estratégias para engajar jovens rurais no setor.

Enquanto o planejamento para novos plantios avança, as atividades de pós-colheita continuam na região. Os produtores seguem com a aplicação de tratamentos fungicidas, adubação e poda verde de verão. As novas plantações previstas para a próxima safra serão destinadas à reposição e renovação de pomares antigos.

Com essa iniciativa, espera-se fortalecer a fruticultura regional, garantindo maior produtividade e oportunidades para os produtores.





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Intervenção artificial nos preços dos alimentos está descartada, diz Fávaro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, rejeitou a possibilidade de o governo federal realizar uma intervenção artificial nos preços dos alimentos para conter a inflação. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews para comentar as medidas anunciadas pelo governo.

“Nada que seja artificial resolve. O fato é que, apesar da renda da população ter crescido – e ninguém pode negar isso, especialmente nos dois anos do governo do presidente Lula, em que o desemprego caiu muito, nós estamos quase chegando a pleno emprego, e isso faz com que o aumento do consumo também aconteça”, disse.

Para o ministro Carlos Fávaro, o aumento do consumo, impulsionado pela queda no desemprego, se dá em um contexto de alta dos preços dos alimentos no mercado mundial, o que afeta a percepção a respeito do poder de compra da população. No entanto, ele acredita que as ações em curso serão fundamentais para frear a alta dos preços. “O governo tem de se preocupar com isso. É óbvio que o governo está tomando medidas, como a redução de impostos, porque se preocupa com os impactos”, disse.

Fávaro destacou, ainda, a importância de campanhas publicitárias para informar os consumidores sobre onde os preços estão mais baixos. “Precisamos fazer campanhas publicitárias mostrando onde os produtos estão mais baratos no Brasil. Esse conjunto de ações, somado à super safra, tenho certeza de que resultará em uma diminuição significativa no preço dos alimentos no Brasil”, concluiu.



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Preço do algodão avança, mas negociações seguem travadas no Brasil



Com o mercado interno travado, produtores redirecionaram lotes para exportação




Foto: Canva

As negociações de algodão em pluma no mercado brasileiro foram limitadas ao longo de fevereiro devido a uma forte disputa entre compradores e vendedores. Segundo o boletim informativo do Cepea, a dificuldade em aprovar os lotes disponibilizados fez com que alguns agentes evitassem até mesmo discutir valores.

Com o mercado interno travado, produtores redirecionaram lotes para exportação e focaram no cumprimento de contratos a termo, principalmente para algodão de qualidade superior. Ainda conforme o Cepea, muitos vendedores deram prioridade às atividades de campo, mantendo uma postura firme nos negócios.

Apesar da baixa liquidez, o Indicador CEPEA/ESALQ registrou alta de 1,55% entre 31 de janeiro e 28 de fevereiro, fechando o mês a R$ 4,1781/lp. A média mensal, de R$ 4,1440/lp, ficou 5,7% acima da paridade de exportação, sendo a maior vantagem da cotação interna desde março de 2023.





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De inseminação de bovinos à operação de drone: confira 400 cursos gratuitos


Aperfeiçoamento de técnicas no campo para o produtor. É o que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar-SC) vai oferecer neste mês de março aos agricultores do estado. Ao todo, cerca de 400 cursos gratuitos estarão disponíveis ao público.

A iniciativa é realizada em parceria com os sindicatos rurais catarinenses e abrangem diversas áreas. A programação completa pode ser conferida aqui.

No site, é possível encontrar as oportunidades por região (Sul, Planalto Serrano, Vale do itajaí, Norte, Meio Oeste, Oeste e Extremo Oeste).

No Sul, por exemplo, há o curso de Inseminação Artificial em Bovinos, no município de Rio Fortuna; Já no oeste do estado, mais precisamente em Concódia, é possível aprender e praticar a pilotagem e operação de drones.

Cursos atualizados

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Foto: Divulgação Sistema Faesc/Senar/Sindicato

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca a relevância dessa iniciativa ao comentar que as capacitações contribuem para o contínuo avanço no campo.

“Priorizamos conteúdos atualizados, que combinam teoria e prática nas mais diversas áreas, com o objetivo de promover inovação e crescimento nos negócios rurais”, afirmou.

De acordo com o superintendente do Senar-SC, Gilmar Antônio Zanluchi, os cursos são planejados conforme as necessidades específicas de cada região.

“Há um trabalho realizado anualmente pelo Sistema Faesc/Senar, em parceria com os Sindicatos Rurais e parceiros locais, para identificar as demandas do setor. Com base nisso, oferecemos cursos que geram resultados significativos para os produtores rurais”, considera.

Os cursos são divididos por dois módulos principais:

  • Formação profissional rural: envolve capacitações nas áreas de agricultura, agroindústria, aquicultura, atividades de apoio agrossilvipastoril e relativas à prestação de serviços, pecuária e silvicultura.
  • Promoção social: são oferecidos treinamentos focados na educação, organização comunitária, saúde, alimentação e nutrição, além de artesanato.

Acesse a programação completa da agenda de treinamentos aqui ou faça a inscrição no sindicato rural de sua região.



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Produtora transforma palmito em negócio sustentável focado na educação ambiental 


Já imaginou brindar com uma cerveja de palmito? Ou então varrer a casa com uma vassoura feita da palmeira? E que tal tocar um tambor com material retirado da palmeira enquanto come um bombocado feito… hum, adivinha do quê? 

Pois é, na Palmitolândia, em Iporanga, interior de São Paulo (SP), o palmito vai muito além da salada e ganha formas que nunca se imaginou.

Quem comanda essas novidades é a Gabriela Rodrigues, produtora rural e jornalista. 

Faz 20 anos que ela trocou as redações e o barulho da capital pelo som da Mata Atlântica, junto às margens do Rio Ribeira de Iguape e na Foz do Ribeirão de Iporanga, que se tornou empreendedora rural.

Hoje, ela não só cultiva palmito pupunha e preserva o juçara como também cria produtos que dão um novo significado ao que se conhece. 

“O dia na roça é assim: começa cedo, alimento os passarinhos, cuido dos animais e começo a ‘palmitar’. Vou cortar, cozinhar, atender turistas e até ensinar os visitantes sobre palmitos”, conta Rodrigues. 

A história de empreendedorismo da Gabriela, mostra como é possível transformar um produto agrícola em um negócio sustentável e inovador, com forte foco em agregação de valor e educação ambiental.

Duas latas de cervejas de palmito Duas latas de cervejas de palmito
Cerveja à base de palmito. Foto: arquivo pessoal

Sabor, criatividade e palmito em tudo

A empreendedora rural já criou mais de mil receitas, incluindo sushi, quibe, pizza, patê, geleia, macarrão, cerveja e até um doce que parece um bombocado. E tem mais! 

Das fibras da palmeira, ela faz papel. Das folhas que envolvem o fruto, pratos ecológicos. E das folhas secas, saem vassouras que varrem qualquer dúvida sobre o miolo da palmeira.

E como a criatividade não tem limite, até biojoias como colares e pulseiras, a empreendedora já desenvolveu. 

Um dia Gabriela olhou para um caule da palmeira e pensou: “e se a gente fizesse um instrumento musical?” E fez, um tambor. 

Agora, o próximo passo é construir outros instrumentos. Mas os projetos não param por aí, não. 

“Paralelo a tudo isso, a gente está fazendo uma casa com material da palmeira. A intenção é fazer com que os visitantes [colham e comam o palmito] dentro da casa”, relata a produtora que utiliza toda a planta para criar novos produtos que vão muito além do in natura. 

Mas para tirar as ideias do papel e colocá-las em prática, ela buscou qualificação e fez vários cursos no Sebrae, para que o negócio fosse além das porteiras da Palmitolândia. 

Além disso, Gabriela também atua como educadora, promovendo o local como um centro de conscientização e vivência sobre a produção sustentável. 

“Eu me sinto privilegiada por poder viver e passar ensinamentos dos saberes e sabores da floresta e da agricultura, que a gente chama de ouro branco. E quem quiser ‘palmitar’, é só chegar”, ressalta a empreendedora.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Mulher no agro

Para Gabriela, a mulher que trabalha no agro tem um olhar diferente e faz a diferença.

“Ser mulher na agricultura, para mim, é uma honra e um privilégio. É a certeza de que é possível fazer diferente. Porque a gente pensa diferente. A gente enxerga diferente. Eu pelo menos tenho uma visão totalmente diferente do meu marido. Mas acho que juntos a gente se completa”, afirma a produtora.

Quem diria que uma palmeira poderia virar tantas coisas? 

Porém, pode! E acontece nesse mundo mágico da Palmitolândia! 

Quer saber mais histórias como esta da Palmitolândia ?

Então, acompanhe as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e fique por dentro de todas as inovações no agronegócio. Este é o seu canal para adquirir conhecimento e aprender a empreender de forma segura e responsável.

Participe enviando dúvidas, sugestões e compartilhando sua história de empreendedorismo rural pelo nosso WhatsApp.

O Porteira Aberta Empreender deseja a todas as empreendedoras um feliz e produtivo Dia Internacional da Mulher!



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Safra de arroz tem bons rendimentos, mas qualidade oscila


No Rio Grande do Sul, a colheita do arroz segue avançando com bons índices de produtividade em algumas regiões, enquanto outras enfrentam desafios. Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), orizicultores de Uruguaiana, na Fronteira Oeste, estão satisfeitos com a qualidade do grão. Em São Borja, os rendimentos são considerados adequados, mas há preocupação com a proporção de grãos inteiros, que está abaixo de 55%.

Na região administrativa de Pelotas, as atividades de colheita começaram nos municípios de Turuçu do Sul, Arroio Grande e São Lourenço do Sul. Cerca de 55% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos atualmente, 8% em floração e 36% em maturação. Apenas 1% da área implantada já foi colhida.

As chuvas de fevereiro foram importantes para garantir a irrigação e recuperar os níveis dos reservatórios, o que impulsionou a colheita, que já superou 10% da área cultivada em Santa Maria. Cachoeira do Sul, maior produtora do cereal no estado, já colheu 12% dos 23.640 hectares plantados, com produtividade estimada em 7 mil kg/ha. Jaguari, por sua vez, colheu 30% da safra, superando expectativas iniciais e atingindo 9 mil kg/ha.

No entanto, em municípios como Cacequi e Restinga Sêca, a produtividade está abaixo do esperado. Na região de Soledade, a colheita ainda está no início, com 40% das lavouras em fase de enchimento de grãos, 8% em maturação e 2% já colhidos.

O comércio internacional de arroz registrou forte queda em 2024. Segundo a edição de fevereiro do Boletim Agropecuário da Epagri, as exportações entre janeiro e dezembro somaram US$ 3,837 milhões, uma redução de 61% em relação ao ano anterior. Os principais destinos do cereal catarinense foram Trinidad e Tobago (38,9%), Senegal (24%) e Gâmbia (13,5%).

A valorização do dólar e problemas na safra dos Estados Unidos favoreceram a participação do Brasil no mercado externo em 2023. No entanto, em 2024, a menor oferta interna, devido a problemas climáticos no Sul do país, elevou as importações, que cresceram 19,56% no período. Os principais fornecedores foram Uruguai (55,36%), Paraguai (10,55%) e Tailândia (10,27%).

Em janeiro de 2025, tanto exportações quanto importações apresentaram queda. Santa Catarina exportou apenas US$ 44,3 mil, um recuo de 77% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as importações somaram US$ 932,66 mil, 79% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. A Itália foi o principal fornecedor, com destaque para o arroz arbóreo, conforme dados da Epagri.





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