quarta-feira, maio 27, 2026

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Rodovia que atravessa 12 estados tem o diesel mais caro do país


Rodovia com extensão de 4.765 km e que atravessa 12 estados, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, a BR-101 é a que apresentou os maiores preços médios para ambos os tipos de diesel, para a gasolina e o etanol durante o mês de fevereiro.

O dado provém do mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustíveis.

A pesquisa foi feita em comparação com a Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias, que figuram entre as principais rodovias brasileiras (veja detalhes na tabela abaixo).

Na BR-101, o diesel comum foi encontrado em média por R$ 6,42, alta de 1,90% em relação à média de janeiro, e o S-10, por R$ 6,55, aumento de 2,66% na mesma comparação. Já a gasolina foi comercializada a R$ 6,55 (alta de 2,66%), e o etanol a R$ 4,91 (aumento de 3,59%).

“Segundo a última análise do IPTL, referente a fevereiro, a BR-101 registrou os preços médios de combustíveis mais caros entre as rodovias verificadas, e os maiores aumentos na comparação com as médias de janeiro para o etanol e a gasolina, o que pode ser explicado a partir de alguns fatores característicos da rodovia, como a maior distância dos grandes centros de refino e distribuição”, analisa o diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina.

Onde o diesel é mais barato?

tabela de preços combustíveis nas rodoviastabela de preços combustíveis nas rodovias

Entre as menores médias, o diesel mais barato foi identificado pelo IPTL na Fernão Dias: R$ 6,25 de preço médio para o tipo comum, ainda que o valor represente uma alta de 4,87% em relação a janeiro, e R$ 6,37 (aumento de 4,26%) para o S-10.

Já a gasolina que “poupa” mais o bolso do motorista foi registrada nas bombas de abastecimento da Presidente Dutra, a R$ 6,22 (+0,65%).

Já quem passou pela Régis Bittencourt durante fevereiro encontrou o etanol com a média mais baixa, se comparado às demais rodovias, com valor de R$ 4,35 o litro, alta de 2,11% contra a média da mesma rodovia em janeiro.



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Valtra apresenta Série Q5 na Expodireto Cotrijal 2025


A Valtra  é presença confirmada na Expodireto Cotrijal, feira agrícola que ocorre em Não-Me-Toque (RS), entre os dias 10 e 14 de março. No evento, que é uma oportunidade para que os produtores rurais se atualizem das principais máquinas e tecnologias agrícolas disponíveis no mercado, a Valtra apresentará a Série Q5, seu mais recente lançamento, que chegou para complementar o portfólio da marca no Brasil, trazendo máquinas com potência variando de 265 a 305 CV, e a Plantadeira Momentum.

Os produtores presentes na feira terão a oportunidade de conhecer outros destaques da empresa, como os tratores das Séries T CVT, A2R e A4 HiTech, assim como a Plantadeira HiTech e o Pulverizador BS2225H HiTech, que pode gerar 60% mais economia de combustível, em comparação com os demais modelos disponíveis no mercado.

Segundo Cláudio Esteves, diretor de vendas da Valtra, a Valtra faz de sua participação na Expodireto Cotrijal um momento de encontro com o agricultor e reforço do compromisso em oferecer produtos de altíssima qualidade, eficiência e tecnologia. “Trouxemos um portfólio dedicado para atender as necessidades dos agricultores de diferentes perfis e diversas culturas, que possuem em comum a busca por inovação e aumento de produtividade. Trouxemos um mix de portfólio, com destaque para a Série Q5, e soluções para apoiar o produtor a ter mais lucratividade e redução de custos”, afirma Esteves

Soluções robustas e de alta tecnologia

Destaque da Valtra, a nova série de tratores Q5 conquistou reconhecimento na Europa. Chegou para complementar o portfólio da marca no Brasil, trazendo máquinas com potência variando de 265 a 305 CV. Os modelos Q265 (265 cv), Q285 (285 cv) e Q305 (305 cv), disponíveis no mercado brasileiro, oferecem não apenas potência em campo, mas também se destacam pela inteligência e facilidade de uso. Equipados com o confiável motor AGCO Power de 7,4 litros e a renomada transmissão CVT da Valtra, esses tratores permitem que os operadores realizem uma variedade de tarefas de forma eficiente. A Série Q5 combina potência com inteligência, manobrabilidade e alto nível de visibilidade. A tecnologia integrada na série, perfeitamente incorporada à cabine do condutor, foi ergonomicamente projetada para oferecer maior conforto e facilidade de uso, com comandos fáceis de serem manipulados. A tecnologia SmartTurn permite que o equipamento execute automaticamente as manobras de cabeceira, sem intervenção humana.

Já o Pulverizador BS2225H HiTech, que é equipado com Motor AGCO Power de 4 cilindros, conta com um tanque de óleo diesel que garante um aumento na autonomia de 237%, ampliando a produtividade diária. O equipamento também possui uma alta capacidade de rampa, atuando em terrenos de até 34%, dependendo das condições do solo. Tudo isso proporciona um excelente desempenho na pulverização mesmo em terrenos mais difíceis, graças à transmissão 4×4 cruzada permanente, com duas bombas e novos redutores de roda, com uma melhor transferência de carga.

O circuito de pulverização do Pulverizador BS2225H HiTech é controlado por válvula PWM atuando no motor hidráulico da bomba centrífuga, garantindo respostas rápidas às variações operacionais. Trabalha de forma independente à rotação do motor, não interferindo na qualidade da pulverização em terrenos dobrados. O modelo está disponível nas versões com barras de 24 e 30 metros, ambas com corte automático de 9 seções e na potência de 174 cv.

Quando o assunto é trator, a série A2R oferece mais economia para o produtor. Seu motor trabalha com alto torque e baixa rotação, reduzindo o consumo do combustível em até 10% durante as atividades diárias. Sua capacidade de levante é 6% superior às opções do mercado, o que permite trabalhar com implementos maiores e mais pesados, aumentando a possibilidade de operações. Em relação às transmissões, essa é uma máquina multiuso no campo, disponível em quatro versões: standard, para transmissão de simples operação; multiplicador, para quem busca precisão na velocidade de trabalho; redutor, para aqueles que precisam de alto torque em baixas velocidades de deslocamento; e reversão mecânica, para mais agilidade nas manobras. Além da versão plataformada, todos os modelos da Série A2R estão disponíveis com cabine de fábrica, uma característica que traz mais conforto no trabalho diário.

E para os produtores que precisam de alta potência e precisão, o trator T CVT é a solução ideal. Oferece uma transmissão contínua variável que permite ajustar a velocidade de trabalho de forma suave e precisa, com faixas de potência de 195 cv a 250 cv. E a plantadeira Valtra Momentum forma o conjunto ideal com os tratores Valtra, como o T250 CVT, proporcionando maior rendimento nas operações, com robustez, precisão e economia.

Com um conceito inovador, a plantadeira dobrável atende a uma ampla gama de produtores. O equipamento oferece a partir de 18 linhas de plantio e traz de série a tecnologia embarcada Weight Transfer, que distribui a carga central do chassi para as pontas, proporcionando profundidade homogênea na deposição de sementes e melhora na qualidade de plantio. Já o exclusivo sistema SmartFrame apresenta o autonivelamento independente das três seções de linhas de plantio, fazendo com que a máquina mantenha todas as linhas em contato com o solo e depositando sementes na profundidade correta, mesmo em bases largas e curvas de nível. A Momentum conta também com o Sistema Precision Planting, eleito a melhor tecnologia de singulação do mercado, que promove o controle total da população e o monitoramento completo em tempo real.

Ainda falando de tratores, a série A4 HiTech da Valtra traz alta tecnologia para gerar até 12% de economia de combustível por hectare trabalhado. A combinação perfeita entre motor agrícola AGCO Power e transmissão HiTech4 PowerShift, tecnologia que faz essa linha ainda mais precisa e econômica. Os tratores da série também oferecem 7% a mais de agilidade nas manobras de cabeceiras, pois contam com a maior vazão da categoria, além de alta capacidade de levante.

O modelo A4 HiTech é um trator inteligente que conta com toda a tecnologia de pilotos automáticos para gerar ganhos de produtividade de até R$ 200,00/hectare. Possui três dois modos de operação: Pedal, em que o operador pode escolher a melhor função para a troca de marchas com um simples toque no botão seletor Transporte, que traz mais agilidade na troca de marchas de 16 velocidades para frente e 16 para ré, sem interromper a tração do trator ou a necessidade de acionar o pedal da embreagem; e Campo, ideal para operações de alta carga de tração, pois permite trocar as quatro marchas powershift na alavanca para adequar a melhor marcha da operação, sendo ainda possível escolher a melhor forma de conduzir o deslocamento do trator, nas funções “pedal” ou “alavanca”.

A série traz também a Plantadeira HiTech, a mais adaptável da Valtra. Com modelos de 8 a 17 linhas, versões mecânicas e pneumáticas, o equipamento atende desde o pequeno até o grande produtor, pois conta também com versões acopladas (tandem). Possui alta capacidade de sementes, alcançando uma autonomia de 20 hectares sem reabastecimento, economizando 1 hora de tempo nos ajustes pré-plantio. Possui uma gama de opcionais que permite elevar, ainda mais, a agilidade e uniformidade da operação em qualquer tipo de relevo ou solo. O pacote de soluções Precision Planting oferece um plantio 99% de singulação, com aplicações de taxa variável que resultam em aplicações exatas de sementes e fertilizantes, gerando economia de insumos na ordem de 20%. A plantadeira HiTech é um equipamento durável e eficiente, que oferece máxima performance por hectare e alto retorno financeiro aos produtores rurais.





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Programa Pisicultura Mais Vida fomenta a criação de peixes em áreas rurais



O programa Piscicultura Mais Vida começa a ser desenvolvido na região da Baixada Cuiabana, em Mato Grosso. O projeto é realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). O ministro Carlos Fávaro esteve neste sábado (8) no lançamento do programa na Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Nossa Senhora do Livramento.

A unidade conta com 27 tanques para piscicultura e a projeção é de que sejam produzidos até 1,5 milhão de alevinos (peixes recém-nascidos) por ano. O programa prevê o fornecimento gratuito dos alevinos para ribeirinhos, quilombolas e indígenas inscritos em programas do governo federal que disponham de estrutura e condições para criação de peixes e, de forma subsidiada, para agricultores familiares.

“Enquanto tentavam fechar a estação de piscicultura, nós acolhemos, produzimos e vamos distribuir alevinos de graça para a população, resgatando um sonho dos anos 80”, declarou o ministro.

Desenvolvimento da pisicultura

Com investimento de R$ 1 milhão do Mapa, a Estação de Piscicultura da Embrapa será um centro de formação continuada para criadores de peixes com cursos de instrução e nivelamento, além de se tornar um centro de referência na produção de alevinos, atuando na qualificação e quantificação da produção e fornecimento. A expectativa é atender cerca de 1,5 mil famílias com 1 mil alevinos para cada.

Reitor do IFMT, o professor Júlio César dos Santos ressaltou a oportunidade de contribuir com os projetos da Embrapa Baixada Cuiabana. “É muito bom ter a nossa instituição como uma das ferramentas que o Mapa tem usado para transformar a vida das pessoas”.



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Quebradeiras de coco e cientistas criam hambúrguer de babaçu e farinha inovadora



A união entre conhecimento científico e saberes tradicionais resultou em dois novos produtos inovadores à base de babaçu, desenvolvidos na Amazônia maranhense.

O hambúrguer vegetal de babaçu e a farinha de amêndoas foram criados a partir da colaboração entre cientistas e quebradeiras de coco, agregando valor nutricional, sustentabilidade e inovação tecnológica.

O projeto, desenvolvido pela Embrapa Maranhão, Embrapa Agroindústria Tropical, Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Universidade Federal do Ceará (UFC), contou com a participação ativa de cooperativas e associações de mulheres quebradeiras de coco do Maranhão.

A iniciativa tem como objetivo valorizar o trabalho das quebradeiras, diversificar os usos do babaçu e impulsionar a bioeconomia local, aproveitando resíduos que antes eram descartados.

Farinha de babaçu: de resíduo a matéria-prima valiosa

O grande diferencial dos novos produtos é o aproveitamento do bagaço da amêndoa do babaçu, que antes era descartado ou usado como ração animal. Esse resíduo foi transformado em farinha da amêndoa, uma alternativa rica em proteínas, ideal para a fabricação de pães, bolos, biscoitos e mingaus.

“O hambúrguer foi desenvolvido usando essa farinha como base, junto com casca de banana, que funciona como um agente estruturante, além de dar sabor e maciez ao fritar. Também utilizamos farinha de arroz para dar liga e temperos naturais, garantindo um produto saboroso e nutritivo”, afirma Harvey Villa, professor da UFMA.

Sabor e nutrição para novos mercados

O hambúrguer vegetal de babaçu não contém conservantes e pode ser armazenado congelado por até seis meses. Os testes indicaram que a composição do produto possui 13,17% de proteína por 100g, um percentual ideal para dietas vegetarianas e veganas.

Segundo Yuko Ono, nutricionista da UFMA, a casca de banana utilizada na receita é rica em fibras, vitaminas e pectina, auxiliando na saúde intestinal e prevenção de doenças crônicas. “Além disso, a casca tem capacidade de absorver metais pesados, tornando o hambúrguer ainda mais seguro e benéfico para a saúde”, destaca.

Impacto social e inovação na produção

A pesquisa teve forte participação das quebradeiras de coco, que colaboraram na adaptação dos processos às condições locais e ajudaram a definir os ingredientes. Para Rosângela Lica, da Cooperativa Mista da Agricultura Familiar e do Extrativismo do Babaçu (Coomavi), a descoberta da farinha de amêndoa trouxe novas oportunidades para o babaçu, substituindo o coco ralado e aumentando a aceitação do produto entre os consumidores.

Já Antonia Vieira, da comunidade quilombola Pedrinhas Clube de Mães, celebra a troca de conhecimentos. “Somos parte desse processo, que foi muito rico para nós e para os pesquisadores. Foi uma experiência maravilhosa”, afirma.

A iniciativa, financiada pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e pela Rede ILPF, fortalece a economia sustentável na região e abre novas oportunidades para a comercialização de produtos naturais e ricos em proteína, atendendo a nichos de mercado em crescimento no Brasil.



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como minimizar os impactos do calor no campo?



Temperaturas devem permanecer acima da média até o outono




Foto: Pixabay

As altas temperaturas perto dos 40°C têm afetado o estado do Espírito Santo, o que  impacta diretamente a produção agrícola e exigindo estratégias para minimizar os efeitos do calor. De acordo com o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, o estresse térmico compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a qualidade dos alimentos e gera prejuízos financeiros aos produtores. As previsões indicam que as temperaturas devem permanecer acima da média até o outono, reforçando a necessidade de medidas para preservar a produtividade no campo.

Segundo Torezani, além dos desafios no campo, as altas temperaturas impactam a economia e a segurança alimentar, tornando essencial a adoção de estratégias eficazes. “Os produtores precisam investir em um manejo eficiente e tecnologias adaptadas para enfrentar essas condições extremas e garantir a produtividade com o mínimo de prejuízo”, ressalta o especialista.

Veja também: Como a onda de calor está afetando as lavouras?

Especialistas sugerem algumas práticas essenciais para mitigar os efeitos das altas temperaturas nas lavouras:

  • Uso de tecnologias e práticas sustentáveis: Métodos modernos ajudam a melhorar a retenção de umidade e eficiência na irrigação.

    Conservação do solo: Manter cobertura vegetal adequada reduz a perda de água e protege as raízes.

    Estratégia para plantio do café: Em áreas inclinadas, o plantio deve seguir as curvas de nível para minimizar a erosão e preservar a umidade.

    Gestão eficiente da irrigação: Aplicação precisa da água evita desperdícios e mantém o equilíbrio hídrico do solo.

    Manutenção preventiva de equipamentos: Inspeções regulares nos sistemas de irrigação garantem um funcionamento eficiente e reduzem falhas operacionais.


Manutenção preventiva de equipamentos de irrigação para garantir eficiência operacional.

Vale ressaltar que o café conilon segue como destaque na agricultura capixaba. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (SEAG), as exportações de café pelos portos do estado atingiram 8,38 milhões de sacas em 2024, um aumento de 1,21% em relação ao recorde de 2002. O café conilon representou 84% desse volume, consolidando o Espírito Santo como o maior produtor nacional. A valorização do grão levou a saca de 60 kg a atingir R$ 2.000 no início de 2025, mais que o dobro do valor registrado em dezembro de 2023, quando era cotada a R$ 740. A entrada do conilon na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e a equiparação da alíquota do ICMS ao do café arábica impulsionaram ainda mais o setor, reforçando sua importância no mercado nacional e internacional.





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Frente fria avança e temperatura pode alcançar a mínima de 10° C no domingo



A chegada de uma frente fria, acompanhada de uma massa de ar frio, deve provocar tempestades com ventos fortes no centro-sul do Brasil. A expectativa é que o fenômeno, que começa neste sábado (8), avance pelo Brasil começando no Rio Grande do Sul.

Com isso, as temperaturas que estavam acima da média na região, devido à forte onda de calor, devem cair. A previsão indica que as temperaturas podem chegar a 10°C na região da Campanha. Ao longo das horas, o fenômeno alcança os estados de Santa Catarina e do Paraná.

Frente fria no Sudeste

Na noite de domingo (9), a frente fria chega ao Sudeste com chuva forte e rajadas de vento de até 80 km/h. Assim como nos três estados do Sul do país, as temperaturas caem, mas apenas a partir de quarta-feira (12). A Defesa Civil de São Paulo informou que as áreas com alto risco de chuvas são a região metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, o Vale do Paraíba, Vale do Ribeira, a Serra da Mantiqueira e o litoral norte, além das regiões de Itapeva, Campinas, Sorocaba, Presidente Prudente e Marília.

Antes da chegada das chuvas, São Paulo pode registrar temperaturas extremas, com máximas que podem superar os 37°C em algumas regiões, além da capital com 35ºC.

Chuvas persistentes

As chuvas que atingem a faixa norte do Brasil vão continuar neste fim de semana, com acumulados pontualmente fortes desde Roraima até o Piauí, devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

A previsão aponta para volumes de chuva de até 100 mm e ventos de até 100 km/h em áreas da Região Norte, incluindo o norte do Mato Grosso e os litorais do Maranhão e do Piauí, que estão sob aviso laranja (perigo) para chuvas intensas, conforme alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Pancadas de chuva típicas do verão também devem ser intensas em áreas do Centro-Norte do país, que estão sob aviso amarelo (perigo potencial) para chuva forte.



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Em ano de COP 30, crédito de descarbonização deve atrair novos investidores



Os créditos de descarbonização (CBIOs) estão com a rota traçada para ingressar nas carteiras de investidores de todos os bolsos. A popularização desses ativos, já bastante conhecidos no agronegócio e no setor de combustíveis, depende de alguns fatores que têm perspectivas positivas para 2025. A projeção sobre preços, o interesse de assessorias de investimento e a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, influenciam.

Neste ano, há uma expectativa de valorização devido ao desequilíbrio entre a oferta e a demanda dos créditos. Quando vier, a alta tende a chamar a atenção mesmo dos investidores menos atentos a esse mercado.

Embora não sejam maioria, já há escritórios de investimentos colocando o pé no setor. Tudo isso em um ano no qual as conversas sobre sustentabilidade e ativos “verdes” ficarão ainda mais frequentes por conta da COP30, que ocorrerá em Belém (Pará) em novembro.

Histórico

Idealizado a partir da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), instituída pela Lei 13.576/2017, cada CBIO representa uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) evitado. A emissão do crédito é feita por produtores de combustíveis renováveis – como etanol, biodiesel e biometano – e o comprador obrigatório desses títulos são empresas distribuidoras de combustíveis fósseis poluentes, para compensar suas emissões.

Para 2025, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definiu que as distribuidoras terão de comprar 40,39 milhões de CBIO. A meta é desdobrada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que considera a participação de cada distribuidora no mercado. No ano passado, das 163 distribuidoras com metas, 97 cumpriram integralmente seus compromissos, cinco atingiram pelo menos 85% – e poderão compensar o restante em 2025 – e 61 não cumpriram e serão autuadas.

Oferta x Demanda

Na avaliação de Antonio Pontes, responsável de Produtos/Corporate & Investment Banking e sócio da The Hill Capital, não haverá oferta de créditos suficiente este ano para suprir a demanda. “A meta do CNPE é de 40,39 milhões de CBIO, enquanto a projeção de emissões está estimada em 40 milhões”, diz o executivo. Segundo relatório do Itaú BBA de dezembro de 2024, a oferta deve ficar em 40,2 milhões neste ano. “Além disso, as distribuidoras carregam metas atrasadas, através de liminares para prorrogá-las. Considerando tudo, a conta não fecha e deve levar a uma alta do preço do CBIO”, acrescenta Pontes.

Na The Hill Capital, escritório ligado ao BTG Pactual, a atuação é tanto pela parte emissora e vendedora de CBIO quanto pela parte obrigada a comprar os créditos. Trata-se de uma vertical recente, segundo Pontes, mas que já representa um volume de negócios relevante. Isso porque para uma empresa com faturamento anual na casa de R$ 1 bilhão – e as empresas que precisam descarbonizar são as de grande porte -, a meta fica em torno de 150 mil unidades de CBIO, algo como R$ 12 milhões. Ele conta que ainda é comum a compra ser pontual, mas a casa incentiva aquisições recorrentes, na busca por um preço médio – assim como nos investimentos tradicionais.

A B3 é a responsável por disponibilizar o ambiente para registro da emissão, negociação e solicitação de aposentadoria do CBIO, e hoje isso é acessado por instituições financeiras ou representantes dos compradores. Leonardo Betanho, superintendente de Produtos de Balcão na B3, destaca que há integração com o sistema proprietário da ANP, um dos avanços mais recentes que deixou o “fluxo do produto mais aprimorado”. Para este ano, o foco – do ponto de vista de infraestrutura – está na eletronificação do produto, dado que há negociações bilaterais que só depois chegam ao ambiente de registro.

Os dados da B3 mostram que houve 42,5 milhões de emissões de CBIO em 2024, alta de 18% ante 2023. Em termos de volume, os negócios com CBIO movimentaram R$ 7,8 bilhões no ano passado, com queda de 13% em relação ao ano anterior.

CBIO pode alcançar investidor pessoa física

A B3 informa que o CBIO é liberado para os investidores pessoa física, mas não apresentou dados se há alguma parcela desses clientes, de fato, investida. Mas há medidas que visam apoiar o avanço do produto. Uma delas foi o lançamento, em setembro de 2022, do ICBIO B3, índice que consolida dados de desempenho do crédito de descarbonização, considerando os preços médios de negociação.

Segundo Betanho, nenhum derivativo ou fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) foi criado a partir do ICBIO até agora, mas diz que a B3 segue fomentando ideias e vê avanço nessas possibilidades a partir da regra 175 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – que permite que fundos invistam até 10% do patrimônio líquido em ativos como o CBIO. “Abre um corredor para esses investimentos e temos a infraestrutura preparada para isso.”

Sobre a COP30

A COP30 é a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes), um encontro global anual onde líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil discutem ações para combater as mudanças do clima. É considerado um dos principais eventos do tema no mundo.

Os principais temas que serão discutidos durante a COP30 incluem:

  • 1. Redução de emissões de gases de efeito estufa.
  • 2. Adaptação às mudanças climáticas.
  • 3. Financiamento climático para países em desenvolvimento.
  • 4. Tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono.
  • 5. Preservação de florestas e biodiversidade.
  • 6. Justiça climática e os impactos sociais das mudanças climáticas.

Quando ocorre a COP30?

A COP30 ocorrerá em novembro deste ano na cidade de Belém, no estado do Pará.



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Girolando bate recorde em registros genealógicos e atrai pecuaristas das Américas



Responsável por cerca de 80% da produção de leite no Brasil, a raça girolando alcançou em 2024 quase 110 mil registros genealógicos, um recorde histórico para o setor.

De acordo com o superintendente técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Leandro Paiva, a alta valorização comercial dos animais, capazes de produzir leite em qualquer tipo de sistema de produção, explica a marca alcançada.

“A Associação investiu muito em melhoramento genético nos últimos anos, e esse melhoramento genético tem como base de sustentação o nosso banco de dados. Para esses animais fazerem parte desse processo, é necessário que sejam registrados, então é uma cadeia, um ciclo evolutivo dentro da associação que começa desde o registro genealógico até a ponta final, que é o resultado em lucratividade para os rebanhos.”

Segundo ele, é possível dizer que a própria raça se vende sozinha. Por conta disso, a cada ano, aumenta o número de pecuaristas produtores de leite que procuram a entidade em busca de animais de qualidade.

“Como um dos principais benefícios [de ser membro da associação], podemos citar o nosso programa de melhoramento genético, que é robusto e hoje está acessível a qualquer associado, a qualquer criador de girolando, seja ele pequeno, médio ou grande”, conta Paiva.

Para o superintendente da entidade, animais da raça girolando também têm como diferencial o poder de adaptação: são adequados aos pecuaristas com maior ou menor nível tecnológico, além de atenderem as exigências e demandas de outros países com clima temperado ou tropical.

“Países da América Central e da América do Sul vêm cada vez mais ao Brasil buscar a nossa genética, seja por meio de sêmem de touro girolando, de embriões de fêmeas da raça ou de animais vivos.”



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado global e cenário de grãos serão temas do Fórum Nacional da Soja na Expodireto Cotrijal



Tradicional evento que ocorre na manhã de terça-feira, 11 de março


Foto: Divulgação

Um dos mais tradicionais fóruns da Expodireto Cotrijal, o Fórum Nacional da soja, chega à sua 35ª edição e será realizado na terça-feira, 11 de março, a partir das 9h, no Auditório Central do Parque da Expodireto, em Não-Me-Toque (RS). Temas como a nova geopolítica do agronegócio e mercado de grãos serão debatidos em palestras promovidas pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) e Cotrijal com o apoio da CCGL e do Sistema Ocergs Sescoop.

A primeira palestra do dia será com Ricardo Geromel, um dos maiores especialistas de China do Brasil. Ele vai abordar o tema “O Impacto da Nova Geopoli´tica no Agronego´cio – O Poder da China”. Geromel é fundador da FCGI, empresa que foca em conectar o melhor do Brasil com o melhor da China e do mundo. Ele é formado em administrac¸a~o de empresas pela Farleigh Dickison University, em New Jersey e possui Masters in Management, especializac¸a~o em Inovac¸a~o e Empreendedorismo, pela ESCP Europe. Ganhou bolsa integral para fazer po´s-graduac¸a~o em programa sobre a Nova Rota da Seda na prestigiosa Universidade Tsinghua, melhor universidade da China, onde estudou o atual presidente Xi Jinping.

No segundo painel do dia, André Debastiani, sócio diretor da Agroconsult, trará o tema “Cenários Agroconsult para os Mercados de Soja e Milho”. Engenheiro agrônomo pela UFSC, administrador de empresas pela FESAG/U´nica-SC, po´s-graduado em financ¸as pela FGV e mestre em gesta~o empresarial pela UDESC, Debastiani também é o analista da consultoria para o mercado de grãos além de ser o coordenador geral do Rally da Safra.

 





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Fazenda mantém alta de 2,3% para o PIB deste ano; mercado prevê 2%



A Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, projeta um avanço de 2,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, número superior aos 2% estimados pelo governo, segundo pesquisa do Projeções Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) feita logo depois da divulgação dos dados de 2024.

“Nós esperamos que neste ano de 2025 o crescimento do PIB seja menor que o de 2024, exatamente pelos efeitos defasados da política monetária, mas ainda um crescimento robusto para uma economia que está com a menor taxa de desemprego da sua história, maior nível de massa salarial; então, ele está numa situação positiva do ponto de vista de atividade”, disse Guilherme Mello, secretário de Política Econômica.

Mello ressaltou ainda que o desempenho da economia brasileira em 2024 representa “uma surpresa muito boa” em relação às expectativas do mercado no início do ano, que apontavam para expansão de 1,5% do PIB.

A expectativa da SPE é de que o primeiro e segundo trimestres deste ano sejam positivos, especialmente em função de uma safra agrícola muito boa. “O ano de 2025 deve ter, provavelmente, a maior safra da história, o que movimenta não só o setor agropecuário, como também o setor de serviços, armazenamento, transporte e o próprio setor industrial de máquinas e implementos agrícolas”, disse Mello.

PIB do agronegócio

A partir do segundo trimestre, a SPE prevê que a contribuição do setor agropecuário para o crescimento da economia se torne negativa. “Para a segunda metade do ano, a perspectiva é de que o ritmo de crescimento se mantenha próximo à estabilidade, refletindo menores impulsos vindos dos mercados de crédito e de trabalho em função do patamar contracionista da política monetária” diz a SPE.

Para os economistas do mercado, porém, a visão da equipe econômica é excessivamente otimista, o que é um mal sinal. “O governo já não está aceitando (a desaceleração). Tudo o que tem feito até agora pressiona a economia. O que ele está sinalizando é bastante ruim do ponto de vista da mensagem que precisa passar”, diz Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.

Ou seja, entre os economistas a dúvida que paira é se o governo vai lançar mão de medidas para tentar turbinar a economia num cenário em que a atividade caminha para desacelerar próximo da eleição presidencial de 2026.

Haddad

Em entrevista ao podcast Flow na noite desta sexta, 7, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse esperar um crescimento ainda maior do que o projetado por sua pasta, em torno de 2,5%, para este ano. “Acredito que vamos continuar crescendo, com pouco mais de moderação por causa da inflação”, disse Haddad.

Ele também atribuiu ao ambiente político as dificuldades para reduzir os gastos do governo e melhorar a percepção sobre a economia. Segundo Haddad, a dificuldade em resolver o problema fiscal não está “na planilha” – ou seja, na esfera técnica -, mas na política, que sofre a pressão de grupos empresariais organizados.



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