quarta-feira, maio 27, 2026

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governadores reagem à proposta do governo federal



O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (10), em entrevista à rádio CBN, que entende a resistência de governadores ao pedido do governo federal para que os estados zerem a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre produtos da cesta básica. A proposta surgiu durante o anúncio de medidas para reduzir o preço dos alimentos, como a isenção da tarifa de importação para itens como milho, café e carnes.

Governadores de diferentes estados se manifestaram contra a medida, argumentando que muitos já aplicam a alíquota zero para produtos essenciais. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou em suas redes sociais que a cesta básica já é isenta de ICMS no estado. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, reforçou a mesma posição.
Governadores rebatem proposta

Em entrevista ao Canal Rural, Eduardo Leite afirmou que o Rio Grande do Sul já adota alíquota zero para diversos produtos da cesta básica, como ovos, leite, pão francês e hortifrutigranjeiros. Além disso, destacou o programa de devolução de ICMS para famílias de baixa renda.

“O Rio Grande do Sul já tem ICMS zerado para vários itens da cesta básica. Também implementamos um programa inovador de devolução do imposto, beneficiando 600 mil famílias, que recebem valores proporcionais às notas fiscais emitidas com CPF”, disse Leite. Segundo ele, o estado já devolveu mais de R$ 800 milhões aos contribuintes nos últimos três anos.

Outros governadores também reagiram à proposta do governo federal, alegando que a responsabilidade de zerar impostos sobre a cesta básica não pode ser transferida aos estados sem uma compensação adequada.

Impacto econômico do ICMS zerado

O economista Alessandro Azzoni, especialista em agronegócio, destacou em entrevista ao Canal Rural que a proposta poderia gerar um grande desequilíbrio fiscal, especialmente para estados que enfrentam dificuldades de arrecadação devido a crises econômicas e efeitos climáticos adversos.

“Não adianta transferir a responsabilidade para os estados, pois a medida deve ser estruturada pelo governo federal. Isso poderia comprometer as contas públicas estaduais, prejudicando ainda mais regiões que já sofrem com baixa arrecadação”, afirmou Azone.



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AgroNewsPolítica & Agro

Aumenta a anomalia das vagens em soja no Mato Grosso



O impacto econômico para os produtores é significativo



O impacto econômico para os produtores é significativo
O impacto econômico para os produtores é significativo – Foto: Showtec

A anomalia das vagens, causada pelo fungo Diaporthe phaseolorum var. sojae, tem se tornado uma preocupação crescente no estado de Mato Grosso, especialmente para os produtores de soja. Segundo Davi Prata da Silva, consultor técnico comercial na empresa Araguaia, essa doença manifesta-se principalmente pela abertura das vagens, o que resulta no apodrecimento dos grãos. Como consequência, os grãos se tornam avariados, comprometendo não apenas a quantidade, mas também a qualidade da colheita, o que pode afetar negativamente a viabilidade do produto.

O impacto econômico para os produtores é significativo, já que a redução tanto no volume quanto na qualidade da soja pode gerar perdas financeiras substanciais. Além disso, a doença pode prejudicar a comercialização da safra, visto que grãos avariados apresentam menor valor no mercado. Com isso, o controle eficaz da anomalia das vagens é essencial para garantir a saúde das lavouras e reduzir os danos.

Davi enfatiza a importância de um manejo adequado, que inclui o uso de fungicidas à base de Carboxamidas, produtos eficazes no combate ao fungo responsável pela doença. Além disso, o monitoramento constante das lavouras, aliado à incorporação de boas práticas de manejo de doenças, é fundamental para mitigar os efeitos dessa patologia. Tais práticas contribuem para a preservação da produtividade e qualidade da soja, assegurando o sucesso da safra e minimizando prejuízos aos produtores de Mato Grosso.

“O manejo adequado inclui práticas de controle com fungicidas principalmente a base de Carboxamidas, monitoramento e incorporação de boas práticas de manejos de doenças, são essenciais para mitigar os efeitos da anomalia das vagens e garantir a saúde das lavouras”, conclui.

 





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Frente fria, chuva de 80 mm e ventos acima de 100 km/h marcam a semana


A semana inicia com o deslocamento da frente fria do Sul para o Sudeste do país, chuva espalhada pelas cinco regiões e ventos superiores a 100 km/h, conforme o informativo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Veja a previsão entre esta segunda-feira (10) e a próxima (17):

Sul

A semana se iniciacom tempo firme no centro-sul do Rio Grande do Sul. A tendência é de aumento de nebulosidade e pancadas de chuva a partir de quarta-feira (12) sobre o nordeste gaúcho, leste de Santa Catarina e centro-sul do Paraná, com acumulados que devem ultrapassar os 50 mm (tons de amarelos no mapa abaixo).

Sudeste

O avanço de uma frente fria favorece a ocorrência de chuvas intensas no início desta semana em partes do Rio de Janeiro, do sul de Minas Gerais e da região metropolitana de São Paulo. Chuvas acima de 60 mm são previstas ao longo da semana. No interior de São Paulo, centro e norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, a tendência é de tempo firme, porém em algumas localidades podem ser registrados volumes inferiores a 10 mm.

Centro-Oeste

mapa chuva 10 a 17 de marçomapa chuva 10 a 17 de março
Foto: Reprodução Inmet

A combinação de calor e umidade mantêm as áreas de instabilidade em Mato Grosso e noroeste de Goiás, com pancadas de chuvas ao longo da semana em acumulados que podem superar os 80 mm. No entanto, para o sul e leste de Goiás e grande parte de Mato Grosso do Sul, a tendência é de precipitações irregulares a partir de quarta-feira, com menores acumulados e valores abaixo de 20 mm.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorecerá a chuva no norte do Maranhão, do Piauí e litoral do Ceará, com previsão de volumes de chuva acima de 80 mm (tons em vermelho no mapa) e ventos de até 100 km/h. Na faixa leste da região, na faixa que vai desde o Rio Grande do Norte até Sergipe, além do sul do Ceará, as chuvas poderão ocorrer em pontos isolados na forma de pancadas, com acumulados inferiores a 30 mm. Tempo firme nos próximos dias, na parte central da Bahia, oeste de Pernambuco e de Alagoas, além do sudeste do Piauí.

Norte

As instabilidades associadas ao calor e à alta umidade mantêm as pancadas de chuva ao longo da semana acima de 50 mm em grande parte da região. A ZCIT posicionada mais a sul provocará acumulados acima de 80 mm no Amapá e nordeste do Pará. Já no centro-sul do Pará e Tocantins são previstos menores volumes de chuva.

Como ficam as temperaturas

Para os próximos dias, temperaturas máximas permanecem elevadas no interior da Região Nordeste, noroeste de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo, com valores acima de 34°C.

Já na Região Norte, no Maranhão e em Mato Grosso, as temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 32°C.

As temperaturas mínimas seguirão acima de 26°C na Região Norte, oeste e norte da Região Nordeste, Centro-Oeste e oeste da Região Sudeste. Nas demais áreas, espera-se que as mínimas fiquem entre 20°C e 28°C ao longo da semana.

Na Região Centro-Oeste e oeste da Região Sudeste, as mínimas ficarão acima de 24°C, exceto no leste de São Paulo, onde podem ocorrer temperaturas abaixo de 20°C. Na Região Sul, estão previstas mínimas abaixo de 18°C, exceto no norte do Paraná, onde podem ultrapassar os 22°C. Temperaturas entre 12°C e 16°C poderão ocorrer em regiões serranas dos três estados.



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Rápido aquecimento do Pacífico prenuncia a chegada do El Niño



Na semana passada, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um boletim mostrando que as águas do Oceano Pacífico Equatorial, na costa do Peru, tiveram um rápido aquecimento – a amplitude térmica ficou 1,5° C acima do normal. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, isso significa que a região já enfrenta o fenômeno El Niño Costeiro, um prenúncio da chegada do El Niño.

Na edição de hoje (10) do Mercado & Companhia, o meteorologista explicou que se o evento climático persistir, no Brasil, o rápido aquecimento das águas do Pacífico Equatorial pode provocar seca no norte do Pará e Roraima e causar chuvas fortes no litoral do Equador e Peru a partir dos meses de abril e maio.

Arthur também informou que se o aquecimento das águas prosseguir, o El Niño estará efetivamente em vigor até o fim deste ano.

Ele relembrou que o fenômeno pode ocasionar problemas em áreas importantes do agronegócio brasileiro, com excesso de chuvas na região Sul do Brasil e a falta da mesma, principalmente, em estados que compõem o Matopiba (Centro- Oeste e Nordeste e Norte do país) e temperaturas acima da média no período.

O El Niño afeta a circulação atmosférica global, alterando o clima, não apenas na América do Sul, mas em várias regiões do planeta, podendo durar até dois anos ou mais.



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Chuvas melhoram cultivo de soja na Argentina


De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), nas últimas semanas, chuvas significativas ocorreram no centro e sul da região agrícola, melhorando as condições de cultivo da soja em todo o país. No entanto, o déficit hídrico e as altas temperaturas continuam a afetar o nordeste da Argentina e o norte de Santa Fe. Como resultado, a condição hídrica Adequada/Ótima aumentou em quase 9 pontos percentuais, enquanto a condição Normal/Excelente teve um crescimento de 6,4 pontos percentuais em comparação com o relatório anterior. 

A soja de primeira safra no Chaco e no norte de Santa Fe sofre com o estresse térmico e hídrico, que pode comprometer os rendimentos. No centro, a soja iniciou o enchimento dos grãos em condições ótimas de umidade, apesar de alguns casos de alagamento em Buenos Aires. Já a soja de segunda safra, que começou com perdas nas plantas, recupera-se sob condições ideais de umidade, o que pode mitigar parcialmente as perdas.

A colheita de milho avançou 1,3 pontos percentuais nos últimos sete dias, atingindo 6,7% da área prevista, com rendimento médio de 80,1 qq/Ha. No entanto, as chuvas dificultaram o acesso aos lotes, retardando o avanço das colheitadeiras. Mesmo assim, a colheita mantém um avanço de 4,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Os cultivos de semeadura tardia mostraram uma melhoria significativa, com a condição das plantas subindo 5,7 pontos percentuais em comparação com a semana anterior. 

A colheita de girassol avançou para 17,6% da área apta, com progresso semanal de 3,8 pontos percentuais, embora ainda apresente um atraso de 21,9 pontos percentuais em comparação à média dos últimos cinco anos. No NEA, onde não houve chuvas significativas, a colheita foi finalizada com rendimentos próximos aos três melhores históricos da região. Nas áreas centrais, os rendimentos superaram a média histórica, com alguns lotes chegando a resultados recordes. 

 





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prêmios de exportação atingem o maior valor desde 2022



Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que as negociações envolvendo soja foram intensificadas na última semana no spot nacional, ou seja, no mercado de transações em que a entrega da mercadoria é imediata e o pagamento é feito à vista.

Segundo o Centro de Pesquisas, isso se deve ao crescimento na oferta e à presença mais ativa de compradores, sobretudo externos.

Como reflexo, os prêmios de exportação já começaram a subir no país, de acordo com análises do Cepea. Com base no porto de Paranaguá (PR), o prêmio de exportação de soja está sendo ofertado em 85 centavos de dólar/bushel para embarque em março/25, o maior valor desde 2022.

A maior demanda internacional pela oleaginosa brasileira está atrelada ao agravamento no conflito comercial entre os Estados Unidos e a China – o governo chinês anunciou tarifas a produtos agropecuários norte-americanos; para a soja, a taxa adicional é de 10%.

Agora, pesquisadores do Cepea explicam que consumidores asiáticos devem se redirecionar à América do Sul, principalmente para o Brasil, que é o maior produtor e exportador mundial de soja.



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Mercado de soja segue em tendência de baixa


Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de soja continua sem fundamentos altistas no curto, médio e longo prazo, com uma tendência claramente baixista. A consultoria recomenda a venda desde novembro, quando os preços estavam em R$ 145,00 por saca, e reforça que ainda é tempo de negociar, considerando os fatores que pressionam as cotações para baixo. 

Entre os principais fatores de baixa, destacam-se as incertezas em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos e a retaliação chinesa, que devem entrar em vigor na próxima semana. Além disso, há preocupações com possíveis impostos portuários que podem afetar a logística de exportação. No Brasil, o avanço da colheita em Mato Grosso já supera 91,84% da área, o que aumenta a oferta e contribui para a desvalorização. Na Argentina, recentes chuvas melhoraram as condições das lavouras, elevando a proporção de áreas em condições adequadas de 69% para 77%, reduzindo temores de quebra na produção.  

Outro fator relevante é a projeção da ANEC para exportações brasileiras em março, estimadas em 14,80 milhões de toneladas de soja e 2,05 milhões de toneladas de farelo, superando os volumes de fevereiro. Esse aumento nas exportações pode impulsionar o mercado brasileiro, mas exerce pressão negativa sobre os preços em Chicago. Além disso, o adiamento da implementação do B15 no Brasil deixará um excedente de 2,5 milhões de toneladas destinadas ao esmagamento, ampliando a oferta e mantendo os preços sob pressão.  

“Não há fundamentos altistas a curto, médio e longo prazos presentes hoje no mercado, como mostramos no texto acima, mas seis grandes motivos de baixa. Desde novembro, quando os preços da Pedra estavam a R$145,00/saca, estamos recomendando vender. Mas, ainda é tempo, dado que a tendência continua sendo baixista”, conclui.

 





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Cotações do milho seguem estáveis no Brasil



Os preços do milho permanecem estáveis na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), embora a intensidade das altas tenha sido menor na última semana.

De acordo com o Centro de Pesquisas, compradores brasileiros seguem ativos, mas com dificuldades em adquirir novos lotes, tendo em vista que esbarram na baixa disponibilidade e nos maiores valores pedidos por vendedores.

Preços do milho

O indicador do milho Esalq/BM&FBovespa, na última sexta-feira (7), fechou em R$ 88,71 a saca de 60 kg, à vista, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP – alta de 0,98% em relação o mesmo período do mês anterior.

Segundo o Cepea, esses agentes limitam a oferta do cereal na transação comercial com pagamento à vista e entrega imediata (spot), à espera de novas valorizações, fundamentados nas incertezas referentes à segunda safra, que, por enquanto, apresenta ritmo de semeadura abaixo do da temporada passada.

Importação de milho

Na tentativa de reduzir os preços, o governo brasileiro anunciou que retirará a taxa de importação de milho nos próximos dias.

Os pesquisadores do Cepea ressaltam que, na safra 2023/24, foram importadas 1,7 milhão de toneladas, representando apenas 1,4% da oferta (resultado da soma dos estoques iniciais, produção e importação, conforme dados da Conab).

Sobre o Cepea

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Analistas do Centro realizam pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias, por exemplo.

O desempenho macroeconômico do setor é também acompanhado de perto. A equipe Cepea calcula periodicamente o PIB do Agronegócio (nacional e de estados), o PIB de cadeias produtivas e, também, índices de exportação do setor.



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quais os impactos internos e externos apresentados?



O mercado da soja tem experimentado um período de alta volatilidade, impulsionado por uma combinação de fatores internos e externos. A disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, a colheita avançada no Brasil e as flutuações nas cotações internacionais são elementos chave que têm influenciado o comportamento dos preços.

Segundo a plataforma Grão Direto, o índice de exportação da soja refletiu essa volatilidade nos preços durante a semana passada. Considerando o valor da soja brasileira destinada à exportação nos principais portos, o índice iniciou a semana cotado a R$133,64 e encerrou com um aumento de 1,92%, atingindo R$136,21/saca.

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Volatilidade nos preços da soja

A primeira semana de março foi marcada por oscilações nos preços da soja no mercado internacional, o que teve reflexos no preço da soja brasileira. Ao longo da semana, as cotações nos portos brasileiros superaram os R$135,00/saca.

O mercado segue atento à volatilidade apresentada, que pode apresentar novas oportunidades de negócios ou desafios para os produtores de soja.

Guerra comercial

A disputa comercial entre Estados Unidos e China, que se acirrou recentemente com a imposição de novas tarifas americanas sobre produtos chineses, tem afetado diretamente o mercado de soja. O Brasil tem se beneficiado dessa situação, já que as exportações brasileiras se tornaram mais competitivas no cenário internacional. No Brasil, esse movimento gerou uma valorização nos preços internos, com os portos registrando alta de até R$3,00 por saca em relação à semana anterior.

Exportação

De acordo com dados da ANEC, o Brasil deve exportar cerca de 14,8 milhões de toneladas de soja em março, um aumento de 9,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esse crescimento reflete a constante demanda externa e a competitividade da soja brasileira no mercado global.

Colheita de soja em MT

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou na última sexta-feira que 91,84% da área plantada com soja no Mato Grosso já foi colhida, superando o ritmo da colheita do ano anterior e a média histórica dos últimos cinco anos.

O avanço pode gerar uma pressão pontual nos preços internos, já que o aumento da oferta disponível tende a pesar no mercado. No entanto, o impacto pode ser atenuado por fatores como os custos logísticos e as condições climáticas.

USDA

O mercado segue atento ao próximo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para ser divulgado em 11 de março. O relatório pode confirmar a expectativa de uma safra recorde de soja no Brasil, além de indicar possíveis quedas na produção da Argentina. Esse cenário pode gerar volatilidade nas cotações da soja, especialmente no mercado de Chicago, influenciando diretamente as expectativas dos produtores brasileiros.

O que esperar do mercado?

Com o avanço da colheita, é natural que março comece com uma pressão negativa sobre os preços internos, dada a grande oferta disponível. No entanto, fatores como problemas logísticos, condições climáticas adversas e a guerra comercial entre as grandes potências globais sustentam os preços da soja no Brasil, criando boas oportunidades de negócios na primeira semana de março.

Nos próximos dias, a dinâmica de preços será influenciada por uma série de variáveis, como prêmios de exportação, custos logísticos, condições climáticas e as decisões dos agricultores norte-americanos em relação à área plantada de soja na próxima safra. Esses fatores terão um papel importante na formação dos preços da soja ao longo do mês.



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Mercado financeiro projeta inflação de 5,68% em 2025



O mercado financeiro aumentou a projeção da inflação para este ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,68%, ante 5,65% na semana passada.

A pesquisa Focus é realizada com economistas do mercado financeiro e é divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o Focus projeta um índice inflacionário de 4,4%, o mesmo da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro prevê IPCA em 4% e para 2028, 3,75%.

No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%.

Além da inflação, PIB também sobe!

O boletim manteve a projeção de crescimento de 2,01% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país, para este ano. Para 2026, os agentes do mercado financeiro projetam um crescimento de 1,7% , a mesma da semana anterior.

Já para 2027, a projeção é de que o PIB fique em 2%, a mesma para 2028.

Taxa de juros

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada (15%) para 2025. A mesma das últimas nove semanas.

Para 2026, a projeção do mercado financeiro é de que a Selic fique em 12,5%, também a mesma projetada na semana passada. Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,5% e 10%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

No final de janeiro, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com a justificativa de que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o centro da meta.

O Copom destacou que os preços dos alimentos aumentaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da alta de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.

Com relação aos bens industrializados, o comitê apontou que o movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos meses, o que tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política econômica contracionista.

Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação para o centro da meta (3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%) pode demandar um novo aumento de 1 ponto percentual na Selic na próxima reunião do comitê nos dias 18 e 19 de março.

Câmbio

Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 5,99 para 2025. Nesta segunda-feira a cotação da moeda está em R$ 5,78. No fim de 2026, a previsão é de que a moeda norte-americana fique em R$ 6. Para 2027, o câmbio também deve ficar, segundo o Focus, em R$ 5,90, a mesma para 2028.



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