quarta-feira, maio 27, 2026

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Excesso de chuvas atrapalha plantio do algodão



O excesso de umidade ainda favorece a proliferação de doenças fúngicas



O excesso de umidade ainda favorece a proliferação de doenças fúngicas
O excesso de umidade ainda favorece a proliferação de doenças fúngicas – Foto: Canva

A Souza Lima Cotton destacou os desafios enfrentados pelo algodão da safra 2024/25 devido ao excesso de chuvas, especialmente no estado do Mato Grosso. A empresa explica que a intensidade, a duração e o momento dessas precipitações influenciam diretamente no plantio e no desenvolvimento da cultura, podendo comprometer a produtividade e a qualidade do trabalho. O excesso de água pode trazer impactos negativos para os produtores, exigindo estratégias para mitigar os riscos.  

Entre os principais problemas causados ??pelas chuvas está o atraso no plantio, já que o solo encharcado impede a entrada de maquinários e dificulta a semear dentro da janela ideal. Além disso, o solo úmido fica mais vulnerável à compactação, rapidamente a infiltração de água e a aeração das raízes. Outro ponto crítico é a dificuldade de germinação, pois o excesso de umidade pode levar ao apodrecimento das sementes e aumentar a incidência de fungos e doenças. A erosão do solo também se intensifica, removendo a camada superficial rica em matéria orgânica e nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas.  

O excesso de umidade ainda favorece a prevenção de doenças fúngicas, como a ramulose e o mofo branco, que podem comprometer a produtividade do trabalho. Além disso, as chuvas frequentes dificultam a aplicação de herbicidas e o controle de plantas específicas, que competem com o algodão por nutrientes, água e luz. Outro problema ocorre próximo à colheita, quando as chuvas tardias podem afetar a qualidade das fibras e dificultar a operação das colheitadeiras.  

Para reduzir esses impactos, os produtores adotam práticas como o plantio em áreas bem drenadas, o uso de variedades resistentes a doenças e o monitoramento climático para definir o melhor momento para o plantio. Desta forma, busca garantir melhores condições para o desenvolvimento do algodão e minimizar os prejuízos na safra.

 





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Cesta básica fica mais cara em 14 capitais no mês de fevereiro



No mês de fevereiro, o custo médio da cesta básica subiu em 14 das 17 capitais brasileiras que são analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Apenas três capitais apresentaram queda no custo da cesta: Goiânia (-2,32%), Florianópolis (-0,13%) e Porto Alegre (-0,12%).

As maiores elevações observadas entre os meses de janeiro e fevereiro ocorreram em Recife (4,44%), João Pessoa (2,55%), Natal (2,28%) e Brasília (2,15%).

Entre os maiores vilões para o aumento no preço da cesta estão o café, que subiu em todas as capitais pesquisadas, o tomate e o quilo da carne bovina de primeira. No caso do café, as altas variaram entre 6,66%, na capital paulista, e 23,81%, em Florianópolis.

Cesta básica mais cara

A cesta básica mais cara do país no mês de fevereiro foi a de São Paulo, com custo médio de R$ 860,53. Em seguida, estão as cestas do Rio de Janeiro (R$ 814,90), Florianópolis (R$ 807,71) e Campo Grande (R$ 773,95).

Já nas regiões Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 580,45), Recife (R$ 625,33) e Salvador (R$ 628,80).

O Dieese estimou que o salário-mínimo em fevereiro deveria ser de R$ 7.229,32 ou 4,76 vezes o mínimo atual de R$ 1.518,00.

O cálculo foi feito com base na cesta mais cara, que, no mês passado foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.



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veja os preços neste início de semana no Brasil



O mercado físico do boi gordo abriu a semana com maior firmeza em seus preços. Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate apresentam encurtamento, e há dificuldade na aquisição de animais mais jovens, que cumprem os requisitos de exportação para a China.

“A oferta de fêmeas também apresenta alguma diminuição. Mesmo assim, a diferença de preço entre machos e fêmeas é bastante expressiva, consequência de um descarte que foi bastante representativo”, diz.

  • São Paulo: R$ 311,33, contra R$ 310,67 na sexta (7).
  • Goiás: R$ 290,36, no comparativo com R$ 291,25 anteriormente
  • Minas Gerais: R$ 307,53, estável
  • Mato Grosso do Sul: R$ 294,77, contra R$ 294,55 anteriormente.
  • Mato Grosso: R$ 298,51, ante R$ 298,92 anteriormente

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo.

“Apenas ressaltando que a população ainda prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, diz Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,50, por quilo. O dianteiro segue cotado a R$ 18,00, por quilo, enquanto a ponta de agulha ainda está em R$ 17,00 o quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,13%, sendo negociado a R$ 5,8545 para venda e a R$ 5,8525 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7732 e a máxima de R$ 5,8732.



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Como ficaram os preços da soja na véspera do USDA?



O mercado brasileiro de soja iniciou a semana travado, com registro de negócios de lotes pontuais. A consultoria Safras & Mercado divulgou que houve queda de Chicago pressionou as cotações internas e retraiu os vendedores, apesar da alta do dólar. Nesta segunda-feira (10), os agentes aguardam o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã (11).

A soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Região das Missões (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 129,00 para R$ 127,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): manteve-se em R$ 115,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 119,50 para R$ 118,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 114,00 para R$ 113,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em baixa, com incertezas sobre a política tarifária do governo Trump gerando apreensão sobre uma possível guerra comercial com a China.

O clima de aversão ao risco afeta o mercado global, impactando as commodities. Os investidores também aguardam o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

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O USDA deverá indicar poucas alterações no quadro de oferta e demanda americana de soja, mas pode elevar a estimativa de safra do Brasil de 169 milhões para 169,3 milhões de toneladas, enquanto a previsão para a Argentina pode ser reduzida de 49 milhões para 48,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros da soja apresentaram queda na segunda-feira. O vencimento de maio fechou a US$ 10,14 por bushel, marcando uma baixa de 11,00 centavos ou 1,07%. Esse movimento reflete as incertezas no mercado, influenciadas pela baixa em Chicago e a espera pelo relatório do USDA.

No mercado de farelo de soja, a posição de maio registrou uma queda de US$ 2,10, ou 0,68%, fechando a US$ 302,30 por tonelada. A pressão no preço do farelo também seguiu a tendência de baixa observada nos grãos, com os investidores cautelosos diante das incertezas globais.

Já o óleo de soja teve uma retração ainda mais acentuada, com a posição de maio fechando a 42,26 centavos de dólar. O recuo foi de 1,16 centavo, ou 2,67%, refletindo a mesma dinâmica de mercado que afetou os demais subprodutos.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,13%, sendo negociado a R$ 5,8545 para venda e a R$ 5,8525 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7732 e a máxima de R$ 5,8732.



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Como escolher o fertilizante ideal para cada cultivo



Empresa argentina dá dicas de adubação



Empresa argentina dá dicas de adubação
Empresa argentina dá dicas de adubação – Foto: Canva

No LinkedIn, a Ruta12 compartilhou uma importante orientação sobre como escolher o fertilizante ideal para cada tipo de cultivo, ressaltando que a análise do solo, o tipo de cultivo e os custos são fundamentais para essa decisão. Para cultivos que exigem um crescimento vegetativo robusto, como trigo, milho e pastagens, o uso de fertilizantes nitrogenados é altamente recomendado, pois ajudam no desenvolvimento das plantas. 

Já para cultivos de leguminosas e de raiz, os fertilizantes fosforados são mais adequados, pois favorecem o fortalecimento das raízes e a florificação. Fertilizantes potássicos, por sua vez, são ideais para aumentar a resistência das plantas a condições adversas, como seca e doenças, sendo eficazes em cultivos como tubérculos e frutas.

Além disso, a empresa Ruta12 destaca os fertilizantes orgânicos, que oferecem o benefício de melhorar a estrutura do solo, sendo altamente recomendados para a agricultura regenerativa. Já os fertilizantes foliares, com rápida absorção, são úteis para corrigir deficiências nutricionais pontuais nas plantas.

A publicação ainda dá uma dica importante: combinar a fertilização de base com a foliar e adotar a rotação de cultivos pode ser uma excelente estratégia para maximizar os resultados e aumentar a produtividade. Essas práticas, quando integradas de forma inteligente, podem proporcionar grandes benefícios para a saúde do solo e o rendimento das lavouras, garantindo maior eficiência no uso de insumos e melhores colheitas ao longo do tempo. A empresa atua na Argentina comercializando produtos agropecuários.

 





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Tempo favorável para os produtores de soja; saiba onde chove



A previsão do tempo para os próximos dias aponta condições favoráveis para os trabalhos no campo, especialmente nas áreas produtoras de soja e milho. Nos próximos cinco dias, a chuva deve se intensificar em várias regiões, com bons acumulados que vão ajudar no desenvolvimento das lavouras e no avanço das atividades agrícolas.

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O tempo por região do Brasil

No Sudeste, Mato Grosso do Sul e Goiás, a chuva compila bons volumes, que chegam em até 50 mm em 5 dias, proporcionando boas condições para o desenvolvimento da soja e o avanço das atividades no campo. A precipitação no sul mato-grossense, por exemplo, deve contribuir positivamente para a soja e para o milho segunda safra. Já no interior do Nordeste, a chuva se intensifica, mas com volumes moderados de cerca de 30 mm em 5 dias, sem prejudicar as atividades agrícolas.

Entre os dias 16 e 20 de março, a chuva deve se concentrar com mais força em Mato Grosso e Goiás, com acumulados superiores a 100 mm em 5 dias, o que favorece o cultivo da soja e do milho. No Sudeste, a região Centro-Sul de Minas Gerais e o Triângulo Mineiro também devem registrar precipitações, com volume de até 100 mm, ajudando a manter boas condições para as culturas.

Sul

Enquanto isso, no Sul do Brasil, uma semana mais seca favorece o plantio do milho segunda safra no Paraná e a colheita da soja no Rio Grande do Sul. O cenário de tempo seco na região sul deve facilitar as atividades agrícolas, evitando dificuldades para os produtores.

Como fica o tempo no Nordeste?

O Nordeste também se beneficia da chuva, com o Piauí e o interior da Bahia e Pernambuco registrando volumes de até 50 mm em 5 dias, garantindo boas condições para o cultivo. No Norte do Brasil, o tempo registra uma chuva constante, com o Pará recebendo volumes expressivos, podendo ultrapassar 150 a 200 mm em 10 dias, o que pode afetar algumas áreas de cultivo, mas também contribuir para o desenvolvimento das lavouras.



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Exportações de carne de frango crescem 18% em volume e 23% em faturamento



As exportações brasileiras de carne de frango, in natura e processados, cresceram 17,9% em fevereiro, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Ao todo, foram embarcadas 468,4 mil toneladas, contra 397,2 mil toneladas no mesmo mês do ano passado. Trata-se do melhor desempenho já registrado no período.

Quanto à receita cambial, o resultado é ainda mais expressivo, com incremento de 23,1%, com US$ 870,4 milhões em fevereiro deste ano contra US$ 707 milhões ante o mesmo mês de 2024.

A soma das exportações deste ano (janeiro e fevereiro) chegaram a 911,4 mil toneladas, número 13,6% maior em relação ao mesmo período do ano passado, com 802,2 mil toneladas. Em faturamento, o crescimento obtido no primeiro bimestre chegou a US$ 1,696 bilhão, saldo 22% maior em relação ao total registrado no ano passado, com US$ 1,390 bilhão.

Principais destinos da carne de frango

Entre os destinos de exportação de fevereiro, a China segue na liderança, com 49,6 mil toneladas, volume 18,1% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. Em seguida, estão:

  • Emirados Árabes Unidos: 38,8 mil toneladas (-1,5%);
  • Arábia Saudita: 31,5 mil toneladas (-3,6%);
  • Japão: 27,7 mil toneladas (-24%);
  • África do Sul: 24,5 mil toneladas (+36,1%);
  • Filipinas: 23,2 mil toneladas (+2,1%);
  • México: 20,9 mil toneladas (+272,3%);
  • União Europeia: 20,6 mil toneladas (+11,5%);
  • Coreia do Sul: 18 mil toneladas (+23,3%); e
  • Iraque: 15,6 mil toneladas (-2,6%)

“O mercado internacional segue com alta demanda por carne de frango do Brasil, seja em consequência das rupturas de fluxo de comércio geradas entre nações com registros de H5N1, ou como resultado de medidas de apoio ao abastecimento interno de países com dificuldades. O comportamento dos embarques até aqui indicam que as projeções inicialmente estabelecidas para as exportações brasileiras deverão ser superadas”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Estados exportadores

O Paraná segue como maior exportador de carne de frango do Brasil, com 186 mil toneladas embarcadas em fevereiro (+15,9% em relação ao mesmo período do ano passado), seguido por:

  • Santa Catarina: 106,6 mil toneladas (+15,5%);
  • Rio Grande do Sul: 69,8 mil toneladas (+19,5%);
  • São Paulo: 27,1 mil toneladas (+40,3%); e
  • Goiás: 20,5 mil toneladas (+18,7%).



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Brasil importa menos de 1% da carne e tem preço 14% abaixo da média global


O Brasil é o segundo maior produtor de carne do mundo e está na liderança quando o assunto é exportação. Por conta desse protagonismo, o setor de proteína animal estranhou a medida anunciada pelo governo federal na última quinta-feira (6) de zerar a alíquota de importação do produto na tentativa de baratear o alimento.

A sócia-fundadora da Agrifatto, Lygia Pimentel, é uma das que vê com estranheza a ação, visto que o país compra de fora menos de 1% da carne que consome.

“E é importante entender que 96% desse pequeno volume importado vem do próprio Mercosul, que já tem acordos de isenção embutidos em si mesmo, já que o bloco serve, basicamente, para fazer esses acordos de cooperação mútua, de zerar alíquotas, de chegar a um denominador comum para todo mundo. Então, o que ficaria de fora seria mais ou menos 4% daquele menos de 1%, ou seja, no caso da carne, não é algo que faz muita diferença.”

Segundo Lygia, pela alta produção nacional da proteína animal, o Brasil é altamente competitivo no mercado. “Quando comparamos preços de carne com os maiores exportadores globais, o Brasil fica em uma média ponderada 14% mais barato do que a média de preços do globo. Então, para pagarmos uma carne importada mais barata, precisaríamos importar de nós mesmos”, considera.

Para ela, o mesmo conceito se aplica em relação a quase todas as commodities que o governo pretende zerar a alíquota de importação, casos do milho, café e açúcar.

“No meu ponto de vista, a isenção [da alíquota de importação] é bem-vinda, é positivo que a gente isente setores, principalmente os básicos da economia, porque o imposto vem em cascata ao chegar ao consumidor, então não se significa que a isenção não seja uma coisa positiva, significa apenas que a isenção não terá efeitos práticos nesse caso.”

De acordo com Lygia, isso acontece porque o Brasil precisaria importar aquilo que o país já é muito eficiente em produzir ou que já produz de forma muito barata. “Então, na verdade, os efeitos ao produtor rural não acontecerão. É uma medida paliativa com um efeito muito reduzido e extremamente limitado, para não falar zerado, mas que não traz efeitos práticos na hora de reduzir a pressão inflacionária”, afirma.

Assim, a especialista reforça que a medida do governo federal em zerar a alíquota de importação da carne não trará qualquer tipo de impacto nas cotações do boi gordo.

Perspetivas para o setor

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Foto: Governo de Mato Grosso

A respeito do mercado do boi gordo, Lygia destaca que o setor está saindo de um terceiro ano de liquidação de fêmeas, com os abates seguindo elevados entre janeiro e fevereiro.

“Estamos liquidando fêmeas em resposta à crise econômica que vivemos na pecuária de 2022 até agora. Tivemos uma recuperação no final do ano passado, mas ela não alcançou o criador, principalmente, e isso sugere que haverá muito em breve um esgotamento de oferta porque quando liquidamos as matrizes do rebanho, reduzimos a capacidade produtiva por consequência”, ressalta.

De acordo com ela, o setor já está diante da finalização do abate de fêmeas quando se enxerga o ciclo pecuário sobre o ponto de vista de preço de bezerro. “A margem da atividade de cria ainda não decolou, mas já saiu de um fundo que também é um sintoma dessa posição de virada de ciclo, de fase de alta para, logo mais, uma fase de baixa.”

Lygia reforça que a reação de preços no ano passado, quando a arroba passou a ultrapassar os R$ 300, foi estimulada, principalmente, pela alta demanda e não por queda na oferta. “Estamos às portas de uma fase de alta de ciclo pecuário, pensando no preço do boi gordo. Então as perspectivas são positivas, resta saber o quanto disso vai ter que ser equilibrado, ou seja, será que vamos ter que abater mais fêmeas ou apenas um pouco para a gente conseguir atender a demanda.”



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governadores reagem à proposta do governo federal



O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (10), em entrevista à rádio CBN, que entende a resistência de governadores ao pedido do governo federal para que os estados zerem a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre produtos da cesta básica. A proposta surgiu durante o anúncio de medidas para reduzir o preço dos alimentos, como a isenção da tarifa de importação para itens como milho, café e carnes.

Governadores de diferentes estados se manifestaram contra a medida, argumentando que muitos já aplicam a alíquota zero para produtos essenciais. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou em suas redes sociais que a cesta básica já é isenta de ICMS no estado. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, reforçou a mesma posição.
Governadores rebatem proposta

Em entrevista ao Canal Rural, Eduardo Leite afirmou que o Rio Grande do Sul já adota alíquota zero para diversos produtos da cesta básica, como ovos, leite, pão francês e hortifrutigranjeiros. Além disso, destacou o programa de devolução de ICMS para famílias de baixa renda.

“O Rio Grande do Sul já tem ICMS zerado para vários itens da cesta básica. Também implementamos um programa inovador de devolução do imposto, beneficiando 600 mil famílias, que recebem valores proporcionais às notas fiscais emitidas com CPF”, disse Leite. Segundo ele, o estado já devolveu mais de R$ 800 milhões aos contribuintes nos últimos três anos.

Outros governadores também reagiram à proposta do governo federal, alegando que a responsabilidade de zerar impostos sobre a cesta básica não pode ser transferida aos estados sem uma compensação adequada.

Impacto econômico do ICMS zerado

O economista Alessandro Azzoni, especialista em agronegócio, destacou em entrevista ao Canal Rural que a proposta poderia gerar um grande desequilíbrio fiscal, especialmente para estados que enfrentam dificuldades de arrecadação devido a crises econômicas e efeitos climáticos adversos.

“Não adianta transferir a responsabilidade para os estados, pois a medida deve ser estruturada pelo governo federal. Isso poderia comprometer as contas públicas estaduais, prejudicando ainda mais regiões que já sofrem com baixa arrecadação”, afirmou Azone.



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Aumenta a anomalia das vagens em soja no Mato Grosso



O impacto econômico para os produtores é significativo



O impacto econômico para os produtores é significativo
O impacto econômico para os produtores é significativo – Foto: Showtec

A anomalia das vagens, causada pelo fungo Diaporthe phaseolorum var. sojae, tem se tornado uma preocupação crescente no estado de Mato Grosso, especialmente para os produtores de soja. Segundo Davi Prata da Silva, consultor técnico comercial na empresa Araguaia, essa doença manifesta-se principalmente pela abertura das vagens, o que resulta no apodrecimento dos grãos. Como consequência, os grãos se tornam avariados, comprometendo não apenas a quantidade, mas também a qualidade da colheita, o que pode afetar negativamente a viabilidade do produto.

O impacto econômico para os produtores é significativo, já que a redução tanto no volume quanto na qualidade da soja pode gerar perdas financeiras substanciais. Além disso, a doença pode prejudicar a comercialização da safra, visto que grãos avariados apresentam menor valor no mercado. Com isso, o controle eficaz da anomalia das vagens é essencial para garantir a saúde das lavouras e reduzir os danos.

Davi enfatiza a importância de um manejo adequado, que inclui o uso de fungicidas à base de Carboxamidas, produtos eficazes no combate ao fungo responsável pela doença. Além disso, o monitoramento constante das lavouras, aliado à incorporação de boas práticas de manejo de doenças, é fundamental para mitigar os efeitos dessa patologia. Tais práticas contribuem para a preservação da produtividade e qualidade da soja, assegurando o sucesso da safra e minimizando prejuízos aos produtores de Mato Grosso.

“O manejo adequado inclui práticas de controle com fungicidas principalmente a base de Carboxamidas, monitoramento e incorporação de boas práticas de manejos de doenças, são essenciais para mitigar os efeitos da anomalia das vagens e garantir a saúde das lavouras”, conclui.

 





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