quarta-feira, maio 27, 2026

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FPA quer urgência em projeto de lei sobre reciprocidade ambiental



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu nesta terça-feira (11) para debater o Projeto de Lei 2088/2023, que trata da Reciprocidade Ambiental.

De autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), a medida é uma das pautas prioritárias da bancada e está sob a relatoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que apresentou um substitutivo no final de fevereiro deste ano.

Segundo a senadora, a iniciativa surgiu da preocupação com as medidas ambientais propostas pela União Europeia e da necessidade de garantir condições equitativas para os produtos brasileiros no mercado internacional.

“Durante a elaboração desta lei, concluímos que seu escopo deveria ser mais amplo, abrangendo, além da questão ambiental, aspectos sociais e trabalhistas. A ideia é criar uma legislação que nos permita enfrentar desafios impostos por outros países”, detalhou.

Tereza também destacou que o projeto, em tramitação há mais de um ano, foi formulado a partir de diversas sugestões, para garantir segurança jurídica. “Estamos correndo com essa pauta, pois o momento exige urgência. O relatório já foi publicado na Comissão de Meio Ambiente e segue para a Comissão de Assuntos Econômicos”, acrescentou.

Para o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), o projeto precisa avançar rapidamente. “O Brasil é um player relevante no mercado internacional e precisa ser respeitado. Este é o momento de o parlamento agir, e a Reciprocidade Ambiental deve seguir adiante”, afirmou.



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Polícia prende suspeitos envolvidos em roubo de 39 toneladas de fertilizantes



Quatro pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (11) em Curitiba, capital do Paraná, pelo roubo de uma carga com 39 toneladas de fertilizantes.

O crime ocorreu em 18 de setembro do ano passado, mas somente agora a operação da Polícia Civil do estado capturou parte dos envolvidos da organização criminosa.

De acordo com a corporação, a ação visava cumprir quatro mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão nas cidades de Paranaguá e Curitiba, além de em Camaquã, no Rio Grande do Sul.

Na data do crime, policiais militares identificaram um caminhão suspeito, avaliado em R$ 300 mil, no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e abordaram dois homens que estavam em posse do veículo e da carga roubada de fertilizantes, avaliada em R$ 100 mil.

Durante a ação, um dos indivíduos foi preso em flagrante, enquanto o outro entrou em confronto com os policiais e morreu, conforme consta em boletim de ocorrência.

“A partir da prisão, a PCPR iniciou diligências para identificar os demais envolvidos no crime, chegando a outros quatro suspeitos. Três deles possuem antecedentes criminais por roubos agravados”, conta o delegado André Mariano.



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AgroNewsPolítica & Agro

La Niña perde força e Pacífico caminha para neutralidade


O fenômeno climático La Niña, caracterizado pelo resfriamento anômalo da superfície do Oceano Pacífico Equatorial, está chegando ao fim e se aproximando de uma fase neutra, conforme indicam os dados mais recentes do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Segundo o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Luan Rodrigues, os monitoramentos realizados entre o final de fevereiro e o início de março de 2025 mostram um enfraquecimento do fenômeno, que já não atende completamente aos critérios clássicos do Oceanic Niño Index (ONI). “Na prática, La Niña praticamente não vem sendo classificada como tal, apesar da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) ter reconhecido esse evento como uma La Niña ‘escondida’, devido ao aquecimento anormal dos oceanos”, explica Rodrigues.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Ainda assim, os impactos do fenômeno foram sentidos no Brasil, especialmente na Região Sul, que enfrentou períodos de estiagem. Agora, os principais modelos meteorológicos internacionais indicam que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico Equatorial devem permanecer abaixo da média na primeira quinzena de março, mas devem retornar à neutralidade nos meses seguintes.

De acordo com o INMET, há uma probabilidade de 60% de que a transição para um estado neutro ocorra no trimestre março-abril-maio, percentual que sobe para 70% no período abril-maio-junho de 2025. Isso indica que o Pacífico começa a apresentar um aquecimento gradual, enfraquecendo o episódio de La Niña registrado entre 2024 e 2025.

Apesar disso, Rodrigues alerta para possíveis efeitos remanescentes do fenômeno nos primeiros meses do outono. “Podemos observar o avanço de massas de ar frio, possibilidade de geadas precoces no Centro-Sul do Brasil e chuvas mais volumosas no Centro-Norte. São resquícios do padrão climático que ainda podem influenciar o tempo nos próximos meses”, destaca.

Com a neutralidade se consolidando, os meteorologistas continuarão monitorando os impactos no clima brasileiro, principalmente para os setores agrícolas que dependem das condições climáticas para o planejamento da safra.





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Exportações do complexo carne batem recorde em volume e faturamento



Janeiro e fevereiro marcaram um bimestre histórico para as exportações brasileiras do complexo carne em volume e em receita cambial, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento indústria Comércio e Serviços (MDIC).

Em relação à proteína bovina, o Brasil enviou ao exterior 371 mil toneladas, 3% a mais do que no primeiro bimestre de 2024 que, até então, era recorde, com 360 mil toneladas. Em termos de receita, nos primeiros meses deste ano foram atingidos US$ 1,84 bilhão, 13,5% a mais do que no período anterior (US$ 1,62 bilhão).

Já nas carnes suínas, o país saltou de 168 mil toneladas para 189 mil toneladas no mesmo intervalo de tempo, incremento de 12,5%. Nesse tipo de proteína, a receita saltou de US$ 370 milhões para US$ 460 milhões.

Nas aves, o desempenho brasileiro durante o bimestre nas exportações foi ainda superior: de 744 mil toneladas para 852 mil toneladas, aumento de 14,5%, com faturamento que foi de US$ 1,25 bilhão para US$ 1,53 bilhão.

Segundo o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, o desempenho nacional está atrelado ao crescimento da demanda, tracionado, principalmente, pela China, além dos reflexos da guerra tarifária global protagonizada pelo governo de Donald Trump.

Ao considerar as três carnes, o Brasil cresceu, em média, 11% em volume e cerca de 16% em faturamento. “Isso significa que estamos ganhando mercado em volume, mas também melhorando a remuneração do dólar por tonelada que o pecuarista brasileiro recebe no mercado internacional”, considera Ferreira.



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Agroindústria cresce em 2024, mas desaceleração em dezembro preocupa



A agroindústria brasileira encerrou 2024 com uma expansão de 2%, impulsionada pelo crescimento do mercado interno e pelo bom desempenho dos segmentos de alimentos e bebidas. No entanto, a retração de 0,5% em dezembro, comparado ao mesmo período de 2023, acende um alerta para os desafios que o setor pode enfrentar em 2025.

Segundo o pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), Felippe Serigati, a demanda aquecida ao longo do ano elevou os preços, levando o Banco Central a aumentar os juros para conter a inflação. Essa medida impactou o consumo e retraiu o mercado no último trimestre.

Desafios da agroindústria para 2025

Apesar do crescimento no acumulado do ano, Serigati destaca que a queda no poder de compra das famílias influenciou o desempenho negativo de dezembro. Ele também alerta que os números do mercado de trabalho não devem ser tão robustos em 2025 e que o custo dos financiamentos seguirá elevado, uma vez que o Banco Central pode manter ou até aumentar as taxas de juros.

Além dos desafios internos, o mercado externo enfrenta incertezas, com anúncios sobre novas taxas no comércio internacional, o que pode afetar as exportações brasileiras. “Os Estados Unidos, por exemplo, estão no centro dessas discussões, o que pode gerar impactos para o setor agroindustrial”, explica Serigati.

Sobre a FGV

A Fundação Getúlio Vargas é reconhecida por gerar conhecimento e o desenvolvimento econômico e social por meio de educação, pesquisa, consultoria e análise de índices econômicos, se posicionando como uma instituição inovadora, tanto para sua própria Comunidade, como para a sociedade em geral.

A entrevista completa do pesquisador Felippe Serigati pode ser conferida no canal do Canal Rural no YouTube.



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Brasil terá maior usina de biogás do mundo, que usará resíduos cítricos



A Louis Dreyfus Company (LDC) deu início nesta terça-feira (11) à construção da maior unidade de produção de biogás do mundo a partir de efluentes cítricos. Localizada em Bebedouro, no interior de São Paulo, a nova planta representa um marco na busca por soluções sustentáveis na indústria de sucos.

Com uma área de aproximadamente 195.000 m², a unidade terá capacidade para tratar 400 m³/h de efluentes e gerar mais de 50.000 Nm³/dia de biogás, reduzindo em mais de 20% as emissões de CO₂ da operação local.

A inovação está na biotecnologia desenvolvida pela LDC, que utiliza um inóculo capaz de decompor a carga orgânica dos efluentes cítricos e transformá-los em biogás. Esse processo substituirá o uso de combustíveis fósseis e permitirá que 100% da água tratada seja devolvida aos recursos hídricos. A previsão é que a planta fique pronta até o final do primeiro semestre de 2026.

“Esse projeto reforça nosso compromisso com a descarbonização da cadeia produtiva e com o desenvolvimento sustentável das regiões onde atuamos, como Bebedouro, onde estamos há mais de 30 anos”, afirmou o Head Global da Plataforma de Sucos da LDC.

Para validar a tecnologia, a companhia desenvolveu um projeto piloto, testando diferentes inóculos e analisando a eficiência na geração de biogás. Os resultados superaram em 15% a meta inicial. “Cada detalhe da planta foi pensado para maximizar o impacto ambiental positivo, garantindo mais eficiência no uso dos recursos naturais”, destacou Juliana Pires, Head Global de Indústria e Qualidade da LDC.

Líder global na produção de sucos

A LDC é uma das três maiores processadoras e comercializadoras de sucos cítricos do mundo e a principal exportadora de sucos de limão tahiti e siciliano no Brasil.

A empresa controla toda a cadeia produtiva, desde seus mais de 30 mil hectares de pomares até suas três fábricas, um terminal de última geração no Porto de Santos e uma unidade na Bélgica.



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Inscrições abertas para empreendedores exporem produtos e serviços na Agrishow 2025


Considerada a segunda maior feira de agronegócio do mundo, a Agrishow 2025, promete ser uma vitrine de inovações e oportunidades para o setor agrícola.

A feira, que ocorrerá de 28 de abril a 2 de maio em Ribeirão Preto, contará com um estande coletivo do Sebrae-SP, que oferecerá às empresas do setor que atendem ao mercado agrícola a oportunidade de participar, e o prazo para inscrições vai até 14 de março.

 O espaço do Sebrae será dedicado a empresas formalmente constituídas que atuam em segmentos como máquinas e equipamentos agrícolas, sementes, fertilizantes, defensivos, ferramentas, entre outros. 

As vagas são limitadas, e os selecionados terão acesso a uma estrutura completa para expor seus produtos, com balcões e prateleiras, além de credenciais para dois representantes por empresa. Cada participante terá direito a um sistema de rodízio, com dois ou três dias de exposição.

Para se inscrever, as empresas precisam atender a alguns critérios. Além de estarem formalizadas como MEI, ME, EPP ou Produtor Rural. Devem estar estabelecidas no estado de São Paulo e oferecer produtos ou serviços ligados ao agronegócio.

Produtores rurais enquadrados no DAP, CAF ou no regime de MEI terão isenção de pagamento mediante comprovação por declaração contábil, o que facilita a participação de pequenos produtores no evento.

Painel da Agrishow 2024 com três pessoas posicionadas à frentePainel da Agrishow 2024 com três pessoas posicionadas à frente
Agrishow 2024. Foto: arquivo Jossilene Rocha

As empresas selecionadas terão a oportunidade de expor seus produtos com o apoio do Sebrae-SP, que subsidiará parte dos custos de participação. 

A Agrishow se consolidou como um dos maiores eventos de tecnologia agrícola no mundo. Com foco em inovação e sustentabilidade, a feira atrai profissionais de diversos países em busca das últimas novidades em equipamentos, máquinas e soluções tecnológicas para o campo.

Serviço

  • Data da feira: de 28 de abril a 2 de maio
  • Local: Ribeirão Preto, SP
  • Inscrições pelo Sebrae-SP: até 14 de março pelo link
  • Vagas limitadas

Quer saber mais sobre feiras e eventos agrícolas?

Todos os dias, aqui no site Canal Rural, Empreendedorismo, você fica por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.

Participe enviando dúvidas, sugestões e compartilhando sua história de empreendedorismo rural com a gente no nosso WhatsApp.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Assista ao Porteira Aberta Empreender no dia 13/03, quinta-feira, às 11h. O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Confira onde assistir ao programa

No dia 13 de março, assista ao Porteira Aberta Empreender em um destes canais:

Canais de TV para assistir ao Porteira Aberta Empreender Canais de TV para assistir ao Porteira Aberta Empreender
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender.

Acesse aqui e confira os temas abordados como Capacitação, Exportação, Acesso ao Crédito, Indicação Geográfica, entre outros. 



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AgroNewsPolítica & Agro

Mundo consumiu 177 milhões de sacas de café em 12 meses


De acordo com o Relatório sobre o mercado de Café de janeiro de 2024, da Organização Internacional do Café (OIC), a produção mundial de café no período de outubro de 2023 a setembro de 2024 atingiu 178 milhões de sacas de 60 kg, enquanto o consumo global foi de 177 milhões de sacas. O resultado aponta um leve excedente de 1 milhão de sacas, evidenciando um cenário de equilíbrio entre oferta e demanda.

A América do Sul consolidou-se como a maior produtora de café no mundo, com uma safra de 89,3 milhões de sacas, representando 50,2% da produção global. Em segundo lugar, veio a região da Ásia & Oceania, com 49,9 milhões de sacas (28,0%), seguida pela África, que produziu 20,1 milhões de sacas (11,3%), e pelo Caribe, América Central & México, com 18,7 milhões de sacas (10,5%).

No ranking das maiores regiões consumidoras, a Europa lidera a demanda global, com um consumo de 53,7 milhões de sacas, o que representa 30,35% do total mundial. Em seguida, aparecem Ásia & Oceania, com 45,7 milhões de sacas (25,83%), e América do Norte, com 30,9 milhões de sacas (17,45%). A América do Sul ocupa a quarta posição, consumindo 28 milhões de sacas (15,81%), seguida pela África (12,5 milhões de sacas – 7,06%) e pelo Caribe, América Central & México (6,1 milhões de sacas – 3,5%).

Com base nesses números, estima-se que o consumo diário global de café seja de 485 mil sacas de 60 kg. A Europa, maior mercado consumidor, consome cerca de 148 mil sacas por dia, enquanto Ásia & Oceania demandam 125 mil sacas diárias. A América do Norte registra um consumo diário de 85 mil sacas, seguida pela América do Sul (76 mil sacas/dia), África (34 mil sacas/dia) e Caribe, América Central & México (17 mil sacas/dia).

O relatório completo pode ser acessado no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, que reúne informações detalhadas sobre a produção e o consumo global do grão.





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Fórum do Canal Rural discute clima, mercado e tecnologia



Nesta quinta-feira (13), especialistas do Canal Rural Sul e parceiros técnicos convidados colocam em pauta as principais variáveis e tendências do agronegócio brasileiro e internacional. O Fórum Clima, Mercado e Tecnologia vai reunir na Expodireto Cotrijal representantes de todos os elos da cadeia produtiva, com destaque ao produtor rural.

Serão dois painéis com a participação de analistas de mercado, meteorologistas, pesquisadores e empresas de tecnologia, que irão trazer um panorama do ciclo atual com previsões e projeções até o final do ano, de olho na temporada 2025/26.

O conteúdo vai abordar clima, tecnologia agronômica, aviação agrícola e sementes, sempre com foco voltado à expectativa de safra e às cotações de commodities.

Presencial, o fórum também será transmitido ao vivo em rede nacional pelo Canal Rural TV e YouTube da emissora.

Entre os painelistas, profissionais do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Safras & Mercado, Sindag, Bayer e o próprio Canal Rural. O evento ocorre no Auditório Central da Expodireto, com abertura de dirigentes da Cotrijal, parceira na realização, e lideranças do agronegócio gaúcho.

O fórum é uma realização do Canal Rural com a Expodireto Cotrijal, patrocínio da Rizobacter, uma empresa do grupo Bioceres, apoio da Sementres Jotabasso e do Sindag, e apoio institucional da Aprosoja-RS e Sindicato Rural de Não-Me-Toque.

Serviço

Data: 13 de março
Horário: 16 horas
Local: Auditório Central da Expodireto Cotrijal – Não-Me-Toque (RS) – Km 24 RS – 142 Centro



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Sabia que o arroz também é usado na construção civil e em cosméticos?



O arroz faz parte da história humana há milheres de anos. Hoje em dia, estudos indicam que ele já era cultivado por volta do volta do ano 3.000 a.C., tendo como origem o sudeste da Ásia. No Brasil, o cereal chegou em meados do século 16, quando os colonizadores portugueses o trouxeram.

De acordo com a Organização Mundial de Alimentação e Agricultura (FAO) o cereal está presente na mesa de 60% da população mundial. Por aqui, o consumo por pessoa é de 34 quilos ao ano, conforme estimativas da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).

Contudo, além de estar em cima – ou embaixo – do feijão no almoço e jantar de cada dia, ele também é um importante insumo em setores que não têm relação com a alimentação.

“A casca do arroz é rica em energia e, após a queima, torna-se matéria-prima para a produção de cimento, isolantes, tintas e outros materiais da construção civil”, conta o CEO da Naval Fertilizantes, Luís Schiavo.

Além disso, com a fibra do arroz, é possível fabricar utensílios com apelo sustentável, como copos, talheres e tigelas, que são biodegradáveis, antibacterianos e sem odor.

Já na indústria de cosméticos, o arroz tipo jasmim é usado como matéria-prima para esfoliantes corporais por possuir propriedades ideais para a remoção de células mortas, além de clarear e iluminar a pele e absorver a oleosidade excessiva.

O arroz também é um aliado no cuidado capilar, já que repõe a barreira lipídica dos fios, o que favorece a durabilidade da hidratação, deixando os fios com mais brilho. O sabonete de arroz, por sua vez, é voltado à pele do corpo e do rosto pois tem propriedades hidratantes e adstringentes.

O arroz contém inositol, uma substância que estimula a circulação sanguínea e o rejuvenescimento da pele. Assim, é usado em máscaras faciais para retardar o aparecimento de rugas.

Arroz no Brasil

O arroz é a terceira maior cultura agrícola do mundo. Na safra 2023/24, o arroz tem grande relevância para o Brasil. Na safra 2023/2024, foram colhidas cerca de 10,5 milhões de toneladas do cereal, em uma área de 1.574 milão de hectares, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Quase 90% da produção nacional está concentrada no Rio Grande do Sul, mas também há lavouras em outros estados, como Santa Catarina e Mato Grosso. “O futuro da produção deste grão no país é promissor, com oportunidades em inovação tecnológica, expansão de mercados de exportação e valorização através de certificações e produção diferenciada”, finaliza Schiavo.



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