quarta-feira, maio 27, 2026

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Cotação do algodão em NY atinge menor nível desde 2020



Cotação do algodão segue em queda com tensões comerciais




Foto: Canva

Os preços da pluma do algodão na bolsa de Nova York (NY) seguem em tendência de queda, atingindo o menor patamar desde julho de 2020, período marcado pelos impactos da pandemia da Covid-19. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), na última semana, a cotação do contrato corrente da fibra fechou em ¢US$ 63,44/lp, registrando um recuo de 2,97% em relação à semana anterior.

Desde junho de 2024, o mercado de algodão apresenta movimentações lateralizadas, com uma predominância de tendência baixista. O principal fator por trás dessa desvalorização é o excesso de oferta global em relação à demanda, cenário que mantém os preços pressionados.

Além disso, a implementação tarifária dos Estados Unidos sobre China, Canadá e México tem impactado diretamente o mercado. As tensões comerciais entre esses países afetam o fluxo global da fibra e adicionam incertezas para os produtores e exportadores.

Com o cenário de excesso de oferta e conflitos comerciais, especialistas apontam que, no curto prazo, não há fatores que indiquem uma valorização expressiva da pluma. O mercado segue atento às políticas tarifárias e ao comportamento da demanda internacional para possíveis mudanças na tendência de preços.





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Alckmin prioriza diálogo com EUA, lamenta taxação do aço e não descarta ida à OMC



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira (12), que o governo lamenta profundamente a decisão dos Estados Unidos de sobretaxar o aço e alumínio importados. A medida passou a valer hoje.

Alckmin resaltou que a prioridade do governo brasileiro é a de manter e aprofundar o diálogo aberto com os norte-americanos, mas ponderou que é possível recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a taxação.

“A disposição, primeiro, é do diálogo. Devemos nas próximas semanas e dias aprofundar esse trabalho junto aos EUA. E lamentar profundamente, isso encarece produtos, dificulta o comércio. Medida tomada de natureza unilateral, e Brasil avaliará também outras medidas a serem tomadas”, afirmou.

Ao ser perguntado sobre a contestação na OMC das taxas aplicadas pelos Estados Unidos, ele disse que “essa é uma possibilidade”. “Nós defendemos multilateralismo, complementação econômica, e a OMC existe para isso, estabelecer regras gerais que devem ser para todos.”

O vice-presidente voltou a argumentar que as indústrias brasileira e norte-americana são complementares na produção do aço, sendo o Brasil o terceiro maior importador do carvão siderúrgico vendido pelos Estados Unidos.

“Fazemos o aço semielaborado e exportamos para os EUA, então há uma complementaridade na indústria”, disse o ministro, que lembrou também a balança comercial superavitária para os EUA nas trocas com o Brasil.

“A medida não foi tomada contra o Brasil, foi estabelecida ao mundo inteiro. O governo brasileiro se manifestou lamentando profundamente esse fato, porque, primeiro, o Brasil não é problema para os EUA, eles têm superávit conosco, superior a US$ 7 bilhões, só em bens”, comentou Alckmin.

Embora o ministro da Casa Civil, Rui Costa, tenha dito mais cedo que o vice-presidente teria uma nova reunião com representantes do governo de Trump na sexta-feira (14), Alckmin respondeu que ainda não há compromisso marcado para o dia. “Não tenho nenhuma reunião marcada na sexta-feira”, disse.



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declaração pré-preenchida vai atrasar neste ano; veja prazos e regras



Uma das principais ferramentas que agiliza a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, a declaração pré-preenchida atrasará este ano. O documento, que traz as informações do contribuinte apuradas pela Receita Federal, só estará disponível a partir de 1º de abril.

Este ano, o prazo de entrega da declaração começa na próxima segunda-feira (17), às 8h, e termina em 30 de maio, às 23h59min59s. O Fisco espera receber 46,2 milhões de declarações, quase 3 milhões a mais que as 43.212.426 declarações entregues em 2024.

Nos últimos anos, a declaração pré-preenchida estava disponível por volta de 15 de março, no primeiro dia da entrega do Imposto de Renda. Segundo o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita, Juliano Brito, fatores internos, como a greve na Receita Federal, provocaram o atraso em duas semanas.

“O melhor era ser lançado tudo junto. Não foi possível. Tivemos dificuldades internas que impediram que isso acontecesse. Não aconteceu o que a gente queria. O movimento reivindicatório [dos servidores da Receita Federal] não ajuda nesse tipo de atividade”, disse Brito.

Criada em 2014, a declaração pré-preenchida passou a ser fornecida ao programa gerador da Declaração do Imposto de Renda em 2020. A importação dos dados da declaração pré-preenchida evoluiu de 1,2% das declarações, em 2021, para 41,2% no ano passado. Para este ano, a Receita espera que 57% das declarações sejam pré-preenchida.

“Não vamos esperar o dia 1º de abril para liberar as informações para vocês. À medida que as informações forem sendo carregadas [para a base de dados da Receita], vamos disponibilizá-las para quem usa o programa gerador”, explicou o responsável pelo programa do Imposto de Renda 2025, auditor-fiscal José Carlos da Fonseca.

A declaração pré-preenchida virá com as seguintes informações:

  • Informações da declaração anterior do contribuinte: identificação, endereço;
  • Rendimentos e pagamentos da Dirf, Dimob, DMED e Carnê-Leão Web; 
  • Rendimentos isentos em função de moléstia grave e códigos de juros (inclusive RRA);     
  • Rendimentos de restituição recebidas no ano-calendário;
  • Contribuições de previdência privada;
  • Atualização do saldo de conta bancária e poupança;
  • Atualização do saldo de Fundos de investimento;
  • Imóveis adquiridos no ano-calendário;
  • Doações efetuadas no ano-calendário;
  • Informação de criptoativos;
  • Conta bancária/poupança ainda não declarada;
  • Fundo de investimento ainda não declarado;
  • Contas bancárias no exterior.

Segundo Fonseca, as quatro primeiras informações deverão estar disponíveis na segunda-feira, com os demais dados sendo acrescentados gradualmente.

A partir deste ano, os dados de contas bancárias no exterior foram incluídos na declaração pré-preenchida, após a legislação determinar a tributação de offshores (empresas de investimentos em outros países) e rendimentos no exterior.

Outras mudanças no Imposto de Renda

A declaração do Imposto de Renda terá poucas mudanças em relação ao ano passado. As principais são as situações em que o contribuinte está obrigado a entregar o documento, por causa do reajuste da faixa de isenção no ano passado.

Em relação às obrigatoriedades, as mudanças foram as seguintes:

  • Valor de rendimentos tributáveis anuais que obrigam a entrega da declaração subiu de R$ 30.639,90 para R$ 33.888;
  • Limite da receita bruta de obrigatoriedade para atividade rural subiu de R$ 153.999,50 para R$ 169.440;
  • Quem atualizou valor de bens imóveis e pagou ganho de capital diferenciado em dezembro de 2024 terá de preencher a declaração;
  • Quem apurou rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos passou a declarar anualmente;
  • As demais obrigatoriedades foram mantidas.

Outra mudança é a maior prioridade para quem simultaneamente utilizou a declaração pré-preenchida e optou pelo recebimento da restituição via Pix. Até o ano passado, a prioridade era definida apenas com base na utilização de uma das duas ferramentas.

Ao considerar as prioridades determinadas por lei, o pagamento das restituições seguirá a seguinte ordem:    

  • idade igual ou superior a 80 anos;
  • idade igual/superior a 60 anos, pessoas com deficiência e pessoas com doença grave;
  • pessoas cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • utilizaram a pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix;
  • demais contribuintes.

Três campos na declaração foram extintos:

  • título de eleitor;
  • consulado/embaixada (para residentes no exterior);
  • número do recibo da declaração anterior (em declarações on-line).

Segundo Fonseca, esses dados foram necessários em outros anos, mas deixaram de ser considerados pelo Fisco.

Rendimentos no exterior

Por causa da lei que antecipou a cobrança de Imposto de Renda sobre Fundos Exclusivos e tributou as offshores (empresas de investimento em outros países), os rendimentos no exterior passaram a ser tributados de forma definitiva na declaração de ajuste anual, com alíquota de 15%. Até 2023, o pagamento era feito mensalmente, mas passou a ser feito anualmente.

Na declaração, os bens que representem investimentos no exterior passam a permitir a informação do rendimento e do imposto pago, tanto no Brasil como no exterior.

Cronograma

  • 13 de março: liberação do programa gerador da declaração para preenchimento;  
  • 17 de março: início das transmissões pelo programa gerador;
  • 1º de abril: liberação do programa de preenchimento e entrega on-line e por dispositivos móveis pelo aplicativo Meu Imposto de Renda;
  • 1º de abril: liberação da declaração pré-preenchida.

Restituições

As restituições serão pagas nas seguintes datas:

  • Primeiro lote: 30 de maio;
  • Segundo lote: 30 de junho;
  • Terceiro lote: 31 de julho;
  • Quarto lote: 29 de agosto;
  • Quinto e último lote: 30 de setembro.



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Quebra de soja no RS pode chegar a 30%



A produção de soja no Rio Grande do Sul pode sofrer uma quebra de até 30% nesta safra, conforme dados divulgados hoje pela Emater durante o evento Expodireto Cotrijal. A feira acontece na cidade de Não-Me-Toque (RS).

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As atualizações da safra de verão, que refletiram os efeitos da estiagem, apresentaram projeções mais pessimistas para a safra de soja, milho, feijão e arroz, gerando grande preocupação entre os produtores.

De acordo com a Emater, a safra de soja no estado deve alcançar 15 milhões de toneladas, uma redução de 6 milhões de toneladas em relação à projeção inicial. Essa queda representa uma diminuição de 30% na produção.

Já o milho sofreu uma queda de 10%, somando 4,7 milhões de toneladas, enquanto o feijão teve uma redução de 40%, totalizando 67.000 toneladas. Por outro lado, o arroz apresentou um desempenho melhor, com um aumento de 1%, totalizando cerca de 8 milhões de toneladas.

Dificuldades nas lavouras de soja

A estiagem é a quarta consecutiva no estado e tem causado graves danos às lavouras. Em muitas regiões, a colheita tem sido irregular, com algumas lavouras secando antes do tempo e outras com desenvolvimento satisfatório, refletindo em rendimentos desiguais. Em várias áreas, os grãos não se desenvolveram adequadamente, e muitos produtores temem que a colheita sequer seja viável.

A situação é ainda mais dramática para aqueles que apostaram nessa safra para quitar suas dívidas. A seca prolongada, que já dura mais de 50 dias, impediu o crescimento adequado das plantas. Em algumas áreas, a soja teria morrido por completo sem a chuva que ainda apareceu, destacando a gravidade da seca que afetou diversas regiões do estado.

Além dos danos climáticos, a ausência de apoio adequado do governo federal tem gerado críticas. O setor agropecuário, responsável por 40% do PIB gaúcho, exige que o governo adote medidas urgentes, como o aporte financeiro para o Plano Safra e a renegociação das dívidas dos produtores que estão com dificuldades financeiras devido a sucessivas crises climáticas.

Especialistas do setor também destacam a importância de continuar investindo em pesquisa para desenvolver cultivares mais tolerantes ao calor e que sejam mais resistentes a períodos de estiagem. No entanto, os desafios enfrentados pelos produtores exigem mais do que apenas soluções técnicas. A pressão por medidas governamentais concretas para lidar com os impactos das secas e garantir a sustentabilidade do setor é cada vez maior.

O governo federal, conforme estipulado pela Constituição, tem a responsabilidade de apoiar os produtores em situações de crise, especialmente quando estas são causadas por fatores climáticos imprevisíveis, como secas recorrentes. A falta de ação efetiva nesta área tem gerado descontentamento entre os agricultores e aumentado as cobranças por parte das entidades do setor.



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Brasil oferece cooperação técnica em sustentabilidade agrícola aos países do Brics


A primeira reunião técnica presencial sob presidência brasileira do Grupo de Trabalho da Agricultura dos Brics foi realizada nesta terça-feira (12), em Brasília. As discussões devem se estender até a próxima sexta-feira (14) e têm como assuntos principais o fortalecimento das mulheres rurais e da agricultura resiliente.

Na ocasião, o secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, representando o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, destacou que os países do bloco são protagonistas na produção de alimentos e na segurança alimentar global. Com isso, os encontros são de grande importância para o compromisso de cooperação agrícola, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.

“Nós somos o principal setor a mitigar, contribuir e otimizar os desafios da sociedade humana, seja a segurança alimentar, seja a segurança energética. Os países dos Brics podem desenvolver, produzir e gerar bioenergia e biocombustíveis”, disse.

Na agenda, estão inclusas sessões para discutir os preços dos alimentos, a aliança global contra a fome e a pobreza, o fortalecimento da agricultura familiar e a pesca sustentável, entre outros assuntos não detalhados pelo grupo.

Mulheres do agro

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Foto: reprodução

Em relação ao fortalecimento das mulheres no agronegócio, Soares salientou que é necessário discutir a garantia da participação feminina no setor. “Devemos promover acesso equitativo à terra, ao crédito, às tecnologias, à capacitação, à inovação, dentre outros ativos essenciais para essa transformação, incentivando a participação ativa das mulheres e das novas gerações, mais do que nas lavouras. O ano de 2025 será o ano internacional da mulher e nós, como Brics, devemos liderar esse movimento corretamente”, afirmou.

O secretário-executivo do Mapa ainda ressaltou que a sustentabilidade é um pilar primordial da agropecuária brasileira e colocou à disposição dos países parceiros a cooperação técnica do Brasil nesse tema.

“Nós temos há 15 anos um dos maiores programas mundiais em agricultura de baixo carbono, o Plano ABC. Essa iniciativa deverá promover soluções técnicas para recuperar terras degradadas, estabelecer a operação de instituições de pesquisa e mobilizar financiamentos para projetos de restauração e manejo de solos em todos os tipos de produção agrícola”, evidenciou.

Relevância global do Brics

Soares ainda convidou os países membros do bloco a participar da COP30, sob presidência do Brasil neste ano, que terá uma agenda robusta sobre temas de sustentabilidade e ocorrerá em novembro, em Belém, no Pará.

O Brics é um bloco econômico e político formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos e representa 50% da população mundial, cerca de 4 bilhões de pessoas.

Além disso, os países componentes são responsáveis por 30% da pesca extrativa e 70% da produção aquícola; 80% da produção mundial de alimentos por valor, com mais da metade das 550 milhões de propriedades agrícolas familiares do planeta; além de 25% do PIB global, com uma participação crescente no comércio internacional.

Nos dias 14 e 15 de abril, o Grupo de Trabalho da Agricultura do Brics realizará outras duas reuniões técnicas presenciais com os representantes do bloco.



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Clima, mercado e tecnologia são tema de fórum do Canal Rural



Os cenários do clima para o agro e do mercado de commodities serão tema de um fórum realizado pelo Canal Rural na programação da 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), nesta quinta-feira (13), a partir das 16h com transmissão ao vivo na TV e no YouTube.

A tecnologia aplicada à aviação agrícola como uma das ferramentas para uma produção sustentável também será debatida durante o evento, realizado no auditório central da feira.

O fórum terá dois painéis com analistas, meteorologista e pesquisadores da Safras & Mercado, Sindag, Bayer, Inmet e Rizobacter. Eles vão trazer um panorama completo da safra atual e projeções para a temporada 25/26.

Além disso, há presença confirmada dos presidentes da Aprosoja Rio Grande do Sul, Irineu Orth, e da Emater-RS, Luciano Schwerz, além do anfitrião da feira, o presidente da Cotrijal, Nei Mânica.

O fórum é uma realização do Canal Rural, com patrocínio da Rizobacter e apoio do Sindag e Jotabasso.

Fórum Clima, Mercado e Tecnologia

Data: 13/03/2025

Horário: 16h

Local: auditório central da Expodireto Cotrijal

Transmissão ao vivo TV e pelo YouTube do Canal Rural



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Preços mínimos de laranja e café sobem para safra 2025/26


O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), publicou na terça-feira (11) a Portaria MAPA nº 780, que estabelece os preços mínimos para a safra 2025/26 de diversos produtos agrícolas, incluindo laranja in natura, café arábica e conilon, sisal, trigo e semente de trigo. Os valores foram definidos com base em estudos realizados pela Conab, levando em consideração os custos de produção e as condições de mercado, tanto internas quanto externas.

De acordo com a portaria, o preço mínimo do café arábica para a safra 2025/26 foi fixado em R$ 662,04 por saca de 60 kg, representando um aumento de 3,78% em relação ao ciclo anterior. O café conilon, por sua vez, teve um reajuste de 17,89%, com a saca de 60 kg passando a ser comercializada por R$ 498,79. Esses reajustes são reflexo dos custos elevados de produção e das condições climáticas adversas que afetaram a produtividade do grão, como geadas, restrições hídricas e altas temperaturas.

Para a laranja, o preço mínimo da caixa de 40,8 kg foi estabelecido em R$ 25,19 no Rio Grande do Sul, com um aumento de 17% em relação ao ciclo anterior. Nos demais estados, o valor foi ajustado para R$ 28,44, representando uma alta de 19,35%. No caso do sisal, o preço mínimo da fibra bruta desfibrada foi fixado em R$ 4,09 por quilo, um aumento de 8,2%, enquanto o produto beneficiado teve reajuste de 7,76%, com o preço de R$ 4,72 por quilo.

Para o trigo, as cotações variam conforme a destinação e a região cultivada. No Rio Grande do Sul, os preços se mantiveram estáveis em relação à safra anterior, enquanto nas regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Bahia, houve um reajuste de 3%. O preço da semente de trigo foi mantido em R$ 3,22 por quilo.

Os preços mínimos definidos têm como objetivo garantir uma remuneração mínima aos produtores, oferecendo segurança no mercado agrícola. Esses valores serão utilizados como referência nas operações relacionadas à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e servem para orientar o produtor na escolha do plantio, além de assegurar o compromisso do Governo Federal em apoiar o setor agrícola.





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setor de máquinas agrícolas do Brasil pode se beneficiar com medida de Trump



Já estão em vigor as tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio dos Estados Unidos, sem exceções ou isenções, para todos países exportadores. O Brasil, que é o segundo maior fornecedor dessas commodities para o mercado norte-americano, deve ser impactado – e, no caso do setor de máquinas agrícolas, possivelmente de forma positiva.

O superintendente de Mercado Interno da Associação Brasileira de Indústrias e Equipamentos (Abimaq), Marcos Perez, afirmou que essa medida pode beneficiar a exportação de máquinas agrícolas brasileiras para os Estados Unidos, já que os equipamentos norte-americanos podem ser prejudicados pela alta dos preços.

“A competitividade das máquinas produzidas nos Estados Unidos será comprometida. Se isso acontecer no mercado americano, vai favorecer outros mercados. Então, não tem como o americano sair do fornecedor brasileiro e ir para o fornecedor turco, pois todos foram afetados”, disse Perez.

O superintendente lembra também que a medida vai afetar principalmente o aço semiacabado. “O Brasil exporta para os Estados Unidos um tipo de aço que precisa ser finalizado (laminado quente) e a outra parte (laminado frio) é acabada nos EUA em operações que, muitas vezes, são joint ventures em empresas de um mesmo grupo”.

Maior produtor de aço e alumínio do planeta

Durante participação na edição desta quarta-feira (12) do telejornal Mercado & Companhia, o comentarista do Canal Rural, Miguel Dauod, reiterou que a China, como maior produtora de aço e alumínio do mundo, pode fornecer os materiais com preços melhores, apesar da aplicação da taxa.

“Hoje, a China produz mais aço e alumínio que todos os outros países produzem. Então, sem dúvida nenhuma, os chineses tem uma uma super-oferta e eles podem tomar conta do mercado, mesmo com a taxa imposta pelos EUA, colocar os produtos no mercado americano mais barato. Mas a gente sabe que o calcanhar de aquiles de Donald Trump é com a China, então, temos que ver isso com atenção” afirmou Dauod.

Negociação

O comentarista elogiou a postura adotada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que disse hoje, após um encontro com representantes da indústria siderúrgica brasileira, que não vai retaliar os americanos pois tem a intenção de negociar.

“O caminho correto é haver o estabelecimento de algumas cotas, negociando a questão do açúcar. Nós temos que ganhar tempo, pois a gente sabe que a decisão do presidente dos EUA é para atender o discurso de campanha. Portanto, a estratégia do Brasil é coerente”, detalhou Dauod.



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Os desafios na colheita de soja em MT



A safra de soja 2024/2025 em Mato Grosso tem sido marcada por dificuldades, colocando pressão sobre os produtores do estado. O atraso no plantio, causado pela demora nas chuvas, foi apenas o início de uma série de desafios climáticos e logísticos que prejudicaram a colheita e o escoamento da produção.

Chuvas intensas durante o período de colheita só afetaram a qualidade dos grãos, mas também dificultaram o andamento dos trabalhos no campo, impactando diretamente os custos e a rentabilidade dos produtores.

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O impacto do clima

O clima tem sido um dos principais responsáveis pelos atrasos na colheita. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até 20 de fevereiro de 2025, Mato Grosso havia colhido 50,08% da safra de soja, uma queda significativa em relação a 2024, quando 65,07% já havia sido colhido na mesma data.

Mesmo com a diminuição das chuvas na primeira semana de março, os problemas climáticos continuaram a afetar a qualidade dos grãos e o andamento da colheita. Até o dia 7 de março de 2025, 91,84% da área plantada havia sido colhida, mas os problemas logísticos e de armazenagem continuam a gerar pressão sobre os produtores.

Infraestrutura

A falta de infraestrutura tem sido outro grande obstáculo para os produtores, especialmente na região leste do estado. Os caminhões enfrentam filas de até três dias para descarregar, o que aumenta os custos operacionais e impacta diretamente o produtor. A infraestrutura rodoviária, que ainda possui muitos trechos não pavimentados, também dificulta o escoamento da produção, gerando mais custos e atrasos.

Desafios

Segundo a Aprosoja MT, a situação varia conforme a região do estado. Na região norte, há relatos de que as chuvas intensas em janeiro afetaram a qualidade dos primeiros grãos de soja colhidos. Além disso, a falta de armazéns e a demora no processo de descarregamento também complicaram o cenário.

No oeste do estado, observou-se que a qualidade dos grãos foi comprometida pelas chuvas prolongadas, que também agravaram a pressão sobre os armazéns. A falta de estrutura para lidar com o volume de produção e com grãos úmidos resultou em perdas nas lavouras e mais dificuldades no processo de secagem e armazenamento.

Já na região leste, as chuvas excessivas afetaram tanto as lavouras quanto a cidade, causando até enchentes que dificultaram o escoamento. O município não tem estrutura para atender à demanda de transporte. Tivemos vários pontos de atoleiro que dificultaram o transporte da safra.

Escoamento e exportações

A falta de armazenagem e os problemas logísticos também impactaram as exportações. De janeiro a fevereiro de 2025, as exportações brasileiras de soja totalizaram 7,5 milhões de toneladas, uma queda de 20,77% em relação ao ano anterior. Em Mato Grosso, as exportações caíram 24,43%, somando 2,65 milhões de toneladas no mesmo período.

Esse cenário, marcado por custos elevados e diminuição da rentabilidade, reforça a necessidade de investimentos urgentes em infraestrutura e na ampliação da capacidade de armazenagem, essenciais para garantir a eficiência na logística e o escoamento da produção.



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Cervejaria canadense vende caixa com 1461 latas para população ‘suportar’ o governo Trump



Logo após assumir o segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump elegeu a palavra “tarifa” como uma de suas preferidas. O republicano já disse a frase em mais de uma ocasião e, por enquanto, os alvos preferenciais têm sido Canadá, México e China.

Os canadenses já reagiram com medidas práticas, como a retirada de produtos norte-americanos de supermercados. Agora, a resposta vem em tom de ironia: a tradicional cervejaria Moosehead Breweries, fundada em 1867, lançou uma caixa gigante com 1.461 latas de cerveja, de 473 ml cada, para que a população possa “suportar” os próximos quatro anos do chefe da Casa Branca.

“É suficiente para aguentar um mandato presidencial completo”, diz a cervejaria, em seu site. A ideia é que ao consumir uma lata por dia, o super engradado dure até 2029, quando a era de Donald Trump no poder chega ao fim. Lembrando que, pela Constituição dos Estados Unidos, ele não pode mais tentar se reeleger.

Contudo, a caixa com as mais de 1.400 latas de cerveja só está disponível para moradores das províncias de Ontário, Nova Brunswick e Nova Escócia. O produto é comercializado por 3.500 dólares canadenses, o equivalente a cerca de R$ 13,8 mil.

No lançamento, a cervejaria ainda ressaltou que foi fundada no mesmo ano que o Canadá, e ambos “passaram por muita coisa” nos últimos 158 anos.

Em comunicado à imprensa, a diretora de marketing da Moosehead, Karen Grigg, disse que “se o começo de 2025 nos ensinou alguma coisa, é que é preciso determinação para quatro anos de incerteza política – e não há melhor maneira de superar cada dia do que com uma cerveja verdadeiramente canadense.”

A respeito das medidas tarifárias sobre importações do Canadá, fixadas em 25% por Trump, entrariam em vigor, inicialmente, em 4 de fevereiro, mas foram adiadas por duas vezes e, agora, a ideia é que passem a valer a partir de 2 de abril.



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