quarta-feira, maio 27, 2026

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Estresse térmico e estiagem afetam produção de leite


O boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (6), aponta que, apesar do desenvolvimento satisfatório das culturas em algumas regiões do Rio Grande do Sul, a produção de leite segue em queda devido ao estresse térmico e à redução no consumo de alimentos pelos rebanhos. Para minimizar os impactos, produtores estão reforçando a oferta de alimentos conservados, como silagem.

Na região de Bagé, a estratégia tem sido antecipar o plantio de pastagens de inverno para garantir melhor alimentação ao gado. Em Santana do Livramento, as matrizes mantêm bom estado corporal com campo nativo e suplementos, mas a estiagem já reduziu a produção de leite em 35%. Em Aceguá, além da baixa na produtividade, foi realizada a vacinação contra brucelose em fêmeas de 3 a 8 meses e imunização contra raiva herbívora.

Na região de Frederico Westphalen, a queda na produção se deve à sazonalidade e às altas temperaturas, que agravam o estresse térmico dos animais. Já em Ijuí, a situação é mais estável, com expectativa de melhora devido à retomada das chuvas e ao uso de alimentos conservados e concentrados. Em Passo Fundo, o cenário também é positivo, já que a silagem tem sido fundamental para suprir as necessidades nutricionais do rebanho e manter a produtividade.

Em Pelotas, a produção segue dentro da normalidade para esta época do ano. Na região de Porto Alegre, as ações estão focadas no manejo sanitário, com intensificação do controle de carrapatos e bernes, evitando impactos adicionais na pecuária leiteira.

Em Santa Maria, as chuvas favoreceram a atividade leiteira, melhorando a oferta de pasto, mas a estiagem ainda gera dificuldades. Já na região de Santa Rosa, houve um aumento expressivo nos casos de LINA (leite instável não ácido), fenômeno associado à menor oferta de volumosos de qualidade. Apesar dos desafios, os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis.

Na região de Soledade, a redução das temperaturas trouxe alívio para o rebanho, diminuindo o estresse calórico e, consequentemente, as perdas na produção. O cenário no estado segue desafiador, mas as expectativas são de melhora gradual conforme as condições climáticas favoreçam a recuperação das pastagens e a retomada dos níveis produtivos.





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olhe para o céu, pois à noite haverá eclipse lunar total!



Esta noite os brasileiros terão a oportunidade de apreciar um eclipse lunar total. O fenômeno começa precisamente à 00h 57min 24s, quando o movimento natural da Terra passa entre o Sol e a Lua.

Em um determinado momento, a sombra do nosso planeta escurece completamente a Lua, deixando o satélite natural com um tom avermelhado; o evento também é conhecido como Lua de Sangue.

“Além da beleza natural, que é aquele aspecto avermelhado no ápice do eclipse, este evento é especial porque o próximo eclipse lunar total que poderá ser visível em todo o Brasil, só vai ocorrer em junho de 2029! Então, vale a pena fazer um esforço, dá uma acordadinha na madrugada da sexta-feira para apreciar esta lua cheia avermelhada”, disse Marcos Calil, professor do Urânia planetário, ao Climatempo.

Fases da lua

As fases do eclipse lunar total é um evento astronômico que tem várias fases, antes do momento máximo que é quando a Lua fica completamente imersa na sombra do planeta Terra.

De acordo com o professor Calil, pouco depois das 2 horas da madrugada, a Lua começa a entrar na umbra, uma espécie de sombra mais escura provocada pela Terra e é nesse momento que o espetáculo poderá ser apreciado em qualquer lugar do Brasil, a olho nu e mesmo nas grandes cidades.

A Lua ficará com um aspecto “cortado”, com um pequeno pedaço bem escurecido. Esta fase é chamada de eclipse lunar parcial.

Com o passar do tempo, a Lua vai entrando cada vez mais na sombra escura da Terra ( umbra) e a mancha escurecida vai aumentando cada vez mais. E aí começa aparecer aquele tom avermelhado do disco lunar, típico do eclipse lunar total.

Eclipse lunar total

Às 03h 25min a Lua estará completamente imersa na sombra da Terra e exatamente às 03h 59min 56s, haverá o ponto máximo do eclipse lunar.

“Vale ressaltar que neste momento máximo do eclipse, a Lua não desaparece no céu. O que muda é a cor do disco lunar. A Lua fica com um tom avermelhado. Mas a intensidade desse avermelhado depende de diversos fatores”, explica o professor.

Depois do ponto máximo do eclipse, conforme o movimento natural da Terra e da Lua, começa a ocorrer o caminho inverso. O término será às 07h 00 e poderá ser visto apenas nos estados de Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, no oeste do Mato Grosso, no extremo oeste do Pará e de Mato Grosso do Sul.



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Canal Rural entra no Circuito de Negócios Agro com a Caravana do Clima



O Canal Rural e o Banco do Brasil anunciaram uma parceria no Circuito de Negócios Agro para levar o projeto Caravana do Clima a três cidades que estão sentindo duramente o impacto climático no agronegócio.

O projeto contará com a participação do especialista em clima do Canal, o meteorologista Arthur Müller, que apresentará análises detalhadas e conteúdos customizados para os produtores rurais de cada região.

A Caravana do Clima estará presente na carreta do Banco do Brasil em localidades atingidas por eventos recentes, como a estiagem, levando palestras e consultorias especializadas.

Nesta quinta-feira (13), a programação acontece em Corumbá, Mato Grosso do Sul. No dia 20 de março, a caravana chega à região Sul, desembarcado no município de Sarandi, no Rio Grande do Sul. A cidade de Querência, em Mato Grosso, recebe a programação com a participação do Canal Rural no dia 20 de maio.

“Essa parceria com o Banco do Brasil fortalece nosso propósito de estar cada vez mais próximos do campo, entendendo suas necessidades e trazendo conteúdo relevante para ajudar na adaptação às novas realidades climáticas”, afirma Laila Muniz, gerente de jornalismo do Canal Rural.

Durante os encontros, Arthur Müller abordará o cenário climático global e nacional, além de oferecer análises específicas para cada região, considerando as principais culturas locais. Além disso, os produtores terão acesso a uma consultoria exclusiva para esclarecer dúvidas e entender melhor os impactos do clima em suas safras. A programação terá duração aproximada de uma hora.

Uma equipe de produção do Canal Rural também acompanhará as ações para fazer a cobertura a respeito da realidade agropecuária das regiões visitadas, mostrando os desafios enfrentados pelos produtores e a influência do clima na produtividade. O conteúdo produzido será divulgado nos jornais e redes sociais do Canal Rural, ampliando a visibilidade do projeto.

O objetivo do Circuito de Negócios Agro BB é reforçar a presença e fortalecer o protagonismo do Banco do Brasil como maior parceiro do agronegócio. A ação tem como principais públicos produtores rurais, todo o elo produtivo do agro e empreendedoras.



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professora se reinventa no agronegócio


Formada em letras desde os 20 anos, Graci Faita sempre valorizou o aprendizado. Após se casar com o produtor rural, Romeu Faita, a vida no campo a conquistou. Surgiu então um novo desafio: contribuir mais com a gestão da propriedade agrícola da família. 

Para isso, investiu em conhecimento e encontrou no Sebrae Goiás (GO) o apoio necessário para se capacitar e crescer no agronegócio. E o incentivo de outras mulheres foi essencial nessa trajetória. 

“Tudo começou como ajuda. E aí eu fui tomando gosto, ele [marido] foi me ensinando e eu fui aprendendo com outras pessoas também. Eu tive ajuda de muitas outras mulheres muito fortes, que cuidavam dos negócios das famílias. Foi aí que eu fiz contabilidade, quando meu filho estava com cinco meses”, diz Graci Faita, contadora.

Mulher fazendo bolinhosMulher fazendo bolinhos
A empreendedora conta com o auxílio de outras mulheres e buscou no Sebrae/GO mais conhecimento | Foto: reprodução Agência Sebrae de Notícias

Atualmente, ela se dedica integralmente à empresa da família e segue ampliando seus conhecimentos. 

Participa de grupos de mentoria e masterclasses sobre agro e empreendedorismo feminino, além de realizar cursos do Sebrae. 

“Eu faço parte de um grupo de mulheres do agronegócio. Nós temos mentoria e nós fazemos sempre um grupo de masterclass, no qual a gente sempre discute assuntos semanalmente, relacionados ao feminino e ao agro. Fora os cursos do Sebrae: fiz um curso sobre Holding e Sucessão Familiar que me ajudou muito”, comenta a contadora.

Para Faita, o setor do empreendedorismo rural ainda é um pouco machista. Mas com o fortalecimento que encontrou com outras mulheres tem auxiliado a ganhar espaço e cada vez mais conquistar novas áreas. 

“Nosso grupo conta com empregadas diretamente do agro ou que trabalham com a família, esposas, filhas e todas sentem a mesma dificuldade, mas quando nós decidimos nos unir, nós ganhamos mais força” finaliza Graci Faita.

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Produção de grãos na safra 2024/25 é de 328,3 milhões de toneladas, aponta Conab



A estimativa para a produção de grãos na safra 2024/25 foi atualizada e está em 328,3 milhões de toneladas, aumento de 10,3% em comparação com o volume obtido no ciclo anterior, representando um acréscimo de 30,6 milhões de toneladas a serem colhidas.

Os dados são do 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na manhã desta quinta-feira (13).

Segundo a Companhia, o resultado reflete um aumento na área plantada, estimada em 81,6 milhões de hectares, como na recuperação na produtividade média das lavouras, projetada em 4.023 quilos por hectare. Caso o panorama se confirme, este será um novo recorde para a produção na série histórica.

Soja

A 1° safra de soja tem estimativa de produção de 167,4 milhões de toneladas, 13,3% superior à safra passada. Após o início de colheita mais lento, devido a atrasos no plantio e excesso de chuvas em janeiro, a redução das precipitações em fevereiro propiciou um grande avanço na área colhida.

De acordo com a Conab, nesta semana, a colheita se encontra em 60,9% da área, superior ao registrado no mesmo período na temporada anterior, dentro da média dos últimos 5 anos, como indica o Progresso de Safra publicado pela Companhia.

Os rendimentos obtidos até o momento têm superado as expectativas iniciais em estados produtores, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Por outro lado, no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul, a irregularidade e a ausência de precipitações já afetou o potencial produtivo da cultura em quase todo o estado.

Milho

O plantio do milho 2ª safra atinge 83,1% da área prevista. O índice está abaixo do registrado no último ciclo em período semelhante, porém mais alto do que a média dos últimos 5 anos. A expectativa da Conab é que haja um crescimento da área da 2ª safra do cereal em 1,9%, chegando a aproximadamente 16,75 milhões de hectares.

As condições climáticas até o momento são favoráveis e se estima uma recuperação na produtividade média nas lavouras, estimada em 5.703 quilos por hectares. Com isso, a produção na 2ª safra do grão está projetada em 95,5 milhões de toneladas, aumento de 5,8% em relação à 2023/24. Este bom desempenho influencia na estimativa esperada para a produção total de milho de 122,8 milhões de toneladas, crescimento de 6,1%.

Arroz

A Conab verifica um aumento na área plantada em 6,5%, chegando a 1,7 milhão de hectares. As boas condições climáticas vêm favorecendo as lavouras, permitindo uma recuperação de 7,3% na produtividade média das lavouras, estimada em 7.063 quilos por hectare. Mantendo-se as condições atuais, a estimativa para a produção neste levantamento passa para 12,1 milhões de toneladas.

Os índices de colheita se apresentam superiores ao mesmo período da safra passada em quase todos os principais estados produtores, apenas Tocantins o ritmo de colheita se encontra em percentual um pouco abaixo do ciclo passado.

Mercado de arroz

A entrada da safra no mercado mantém a tendência de baixa nos preços pagos aos produtores. O aumento de produção estimado pela Companhia garante o abastecimento interno e possibilita uma recuperação nos estoques de passagem do produto mesmo com a expectativa de aumento nas exportações do grão.

Estima-se que as vendas de arroz brasileiro ao mercado externo cheguem a 2 milhões de toneladas, e que o estoque de passagem ao final da safra 2024/25 apresente recuperação, com um volume estimado de 1,4 milhão de toneladas ao final de fevereiro de 2026.

Feijão

A leguminosa deverá registrar um ligeiro aumento na produção total de 1,5% na safra 2024/25, estimada em 3,29 milhões de toneladas. O resultado é influenciado principalmente pela expectativa de uma leve melhora na produtividade média das lavouras, uma vez que a área destinada para o feijão se mantém praticamente estável.

Algodão

A expectativa da Conab é de aumento na área semeada, em cerca de 2 milhões de hectares, incrementando a produção. A perspectiva é de uma boa produtividade média nas lavouras, podendo ser a terceira maior já registrada na série histórica perdendo apenas para os últimos dois ciclos. Caso o cenário se confirme, a estimativa é que se colha 3,82 milhões de toneladas da pluma, um novo recorde para o país.



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Cuiabá tem fevereiro mais quente e seco que o normal



Chuvas ficam 20% abaixo da média em Cuiabá no mês




Foto: Pixabay

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o balanço climático de fevereiro de 2025 para a capital mato-grossense, apontando um volume de chuvas 20% abaixo da média histórica e temperaturas levemente acima do esperado para o período.

Ao longo do mês, Cuiabá registrou precipitações em 18 dias, totalizando 209,6 mm de chuva, enquanto a média climatológica para o período (1961-1990) é de 261,9 mm. O maior volume diário ocorreu no dia 3 de fevereiro, com 73 mm acumulados.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

As temperaturas seguiram uma tendência de elevação. A média geral do mês foi de 27,5°C, ficando 0,5°C acima da média histórica de 27°C. A temperatura máxima média atingiu 33,3°C, também 0,5°C superior à normal climatológica (32,8°C). Já a temperatura mínima média ficou em torno do esperado, registrando 23,9°C, contra a média histórica de 23,6°C.

Entre os extremos registrados, a temperatura mais alta do mês foi de 35,8°C, no dia 23 de fevereiro, enquanto a mais baixa foi de 28,2°C, no dia 1º de fevereiro. Já as mínimas variaram entre 22,1°C, no dia 2, e 26,2°C, no dia 24.

O cenário indica um fevereiro com chuvas irregulares e temperaturas acima da normalidade, reforçando a tendência de períodos mais secos e quentes na região.





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projeções apontam para queda de 1,4% na cana-de-açúcar



A safra 2025/26 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil deverá processar 612 milhões de toneladas de cana e produzir 42,35 milhões de toneladas do adoçante, além de 12,76 bilhões de litros de etanol anidro e 21,95 bilhões de litros do biocombustível hidratado. O mix açucareiro deverá ficar em 51%.

A projeção foi divulgada pelo presidente da Datagro, Plinio Nastari, durante a 9ª edição do Datagro Abertura de Safra Cana Açúcar e Etanol, em Ribeirão Preto (SP).

Se confirmada as projeções, haverá uma queda de 1,4% no processamento de cana em relação a temporada 2024/25, quando foram esmagadas 621 milhões de toneladas. “Foi uma safra muito impactada por incêndios e seca, que consumiram 450 mil hectares”, pontuou Nastari.

A consultoria aponta ainda que a produção de açúcar na temporada passada totalizou 39,81 milhões de toneladas, queda de 5,6% em relação a 2023/24. Por outro lado, a fabricação de etanol cresceu 3,7%, para 33,57 bilhões de litros, sendo 12,2 bilhões de litros de etanol anidro (-5,8%) e 21,4 bilhões de litros de etanol hidratado (+10,0%).

A temporada 2025/26 tem início oficialmente em abril, todavia, algumas usinas já iniciaram a moagem de cana. “Apesar de em janeiro e fevereiro chover menos, o acumulado desde outubro garante um abastecimento hídrico maior para a safra 2025/26 que está por vir. Mas as precipitações de março e abril serão determinantes para a oferta de cana”, afirmou Nastari.

Condições para produção de cana

De acordo com a consultoria, a precipitação acumulada entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025 no Centro-Sul do Brasil, meses que antecedem a nova temporada, somou 1.003 mm, ante 686 mm no mesmo período da safra anterior e 935 mm na média dos últimos cinco anos.

Sobre as condições gerais dos canaviais na região, a expectativa é de um aumento na área de corte pela redução de 0,5 ponto percentual na intenção de plantio (de 15,8% para 15,3%). Projeta-se ainda expansão sobre áreas de Citrus, Pastagens e Seringueiras, sobretudo nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

Quanto à qualidade da cana, espera-se uma maior infestação de plantas daninhas, podendo elevar impurezas, mas menor infestação de pragas, como a broca de cana, e redução de inóculo de doenças devido ao aumento de incêndios em 2024.



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Carne suína tem desvalorização na 1ª quinzena de março



Após atingirem as máximas nominais para um mês de fevereiro, os preços do suíno vivo e da carne têm acumulado queda nesta primeira quinzena de março. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) explicam que a pressão vem do fato de compradores terem reduzido a aquisição de novos lotes de animais, devido à baixa liquidez nas vendas da carne.

Ontem (13), o indicador do suíno vivo Cepea/Esalq – preço recebido pelo produtor (reais por quilo), à vista, em Minas Gerais, foi cotado a R$ 8,65, queda de 5,15% em relação ao mês passado.

Quanto às exportações brasileiras de carne suína (considerando-se produtos in natura e processados), o volume escoado e a receita obtida atingiram recordes para fevereiro, de acordo com a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

Números das exportações de carne suína

Segundo dados da Secex compilados pelo Cepea, nos 20 dias úteis do último mês, o setor suinícola nacional embarcou 113,1 mil toneladas de carne, 8,1% a mais que em janeiro/25 e 16,8% acima da quantidade enviada em fevereiro/24.

Trabalho do Cepea

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Suas atividades consistem no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, na realização de trabalhos inéditos com teor econômico-administrativo e na divulgação ampla dos resultados que obtêm.



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FPA critica decisão do governo de zerar alíquota de importação de sardinhas



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) criticou, em nota, a decisão do governo federal de zerar a alíquota de importação de sardinhas, medida tomada pelo Planalto na semana passada, como forma de tentar frear a inflação dos alimentos.

No comunicado, a FPA disse que há risco de se desestruturar a cadeia produtiva e fechar fábricas, a exemplo de experiências anteriores, ocorridas entre 2010 e 2014. A principal ameaça, na visão da FPA, é a “entrada massiva” de sardinhas importadas, sobretudo da Ásia, o que criaria uma “concorrência desleal”.

Atualmente, a alíquota de importação da sardinha em conserva é de 32%, cita a FPA, o que “protege a produção nacional sem impacto nos preços: em 2024, a inflação do produto foi de apenas 1,12%, abaixo da média nacional de 4,83% (IBGE)”, comenta.

Na visão da FPA, zerar o imposto de importação “vai desestimular investimentos, forçar indústrias a importar produtos acabados de fora e comprometer a segurança alimentar”.

Diminuir o valor da sardinha

Na mesma nota, a frente parlamentar sugere três medidas para baratear o custo da sardinha no curto prazo:

  • manter a alíquota de 32% para sardinhas em conserva na Lista de Exceção da Tarifa Externa Comum (Letec);
  • incluir a sardinha em conserva na cesta básica da reforma tributária, reduzindo custos para a indústria e consumidores
  • manter a alíquota zero para sardinha congelada (matéria-prima), beneficiando produtores nacionais.

“A preservação das condições atuais é essencial para garantir empregos, desenvolvimento regional e concorrência justa no mercado brasileiro”, conclui.

Importação exportações

No ano passado, conforme dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura, o Brasil importou 11,56 mil toneladas de sardinhas, entre congeladas, em conservas e outras preparações, desembolsando US$ 12,98 milhões. Este volume foi 57,95% menor em relação a 2023, quando as importações de sardinha alcançaram 27,49 mil toneladas, ao custo de US$ 29,04 milhões.

Já em exportações de sardinhas (tanto congeladas quanto processadas), o País exportou, em 2024, 932 toneladas, faturando US$ 2,88 milhões, volume 5% menor do que as 981 toneladas de 2023 e 1,4% maior do que os US$ 2,84 milhões faturados há dois anos.



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Drones detectam pragas e otimizam produção da soja



O uso de Drones no agronegócio tem ganhado cada vez mais espaço


Foto: Arquivo Agrolink

O uso de Drones no agronegócio tem ganhado cada vez mais espaço, tornando-se uma ferramenta essencial no monitoramento das lavouras de soja. Com tecnologia avançada, esses equipamentos ajudam os produtores a identificar pragas, doenças e áreas com necessidade de irrigação, otimizando a produtividade e reduzindo custos.

Pesquisas demonstram que o uso de drones melhora a eficiência na detecção de problemas na plantação, permitindo intervenções mais rápidas e assertivas. Sensores térmicos e câmeras multiespectrais acopladas aos dispositivos possibilitam a avaliação detalhada da saúde das plantas, ajudando a evitar perdas e a otimizar o uso de insumos.

Empresas especializadas em tecnologia agrícola já oferecem soluções voltadas à agricultura de precisão, permitindo que produtores tenham um controle mais detalhado de suas lavouras.

Além de melhorar a produtividade, o uso dessa tecnologia contribui para um manejo mais sustentável, reduzindo o desperdício de água e o uso excessivo de defensivos agrícolas. Com os avanços constantes, os drones devem se consolidar como aliados indispensáveis para a sojicultura nos próximos anos.





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