terça-feira, maio 26, 2026

Agro

News

Bolsonaro reúne apoiadores em ato no Rio de Janeiro


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (16), para defender anistia aos condenados por invadir e destruir os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro de 2023. Ele próprio corre risco de ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que não fugirá do Brasil para evitar uma eventual prisão ordenada pelo STF. “O que eles querem é uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil”, disse. Bolsonaro, que atualmente está inelegível, afirmou que não tem “obsessão pelo poder”, mas tem “paixão pelo Brasil”.

Diante do apoio manifesto, mas considerando os desdobramentos do processo de que é alvo no STF, ele admitiu a possibilidade de não participar da próxima eleição presidencial. “Estamos deixando muitas pessoas capazes de me substituir”.

Ele ainda se esquivou da acusação de tentativa de golpe atribuída a ele. Afirmou que, por estar nos Estados Unidos na ocasião, não poderia ter participado de uma trama para impedir que Lula, que o derrotou nas eleições de 2022, assumisse a Presidência. Bolsonaro é acusado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado agravado pelo emprego de violência e deterioração de patrimônio tombado da União.

Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam cerca de 300 metros da Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, na altura do Posto 4. O Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a Organização Não Governamental (ONG) More in Common calcularam a presença de 18 mil pessoas no ato deste domingo. Um software de inteligência artificial fez os cálculos a partir de fotos aéreas do público no horário de pico do ato, ao meio-dia.

Governadores

O ato contou com a participação de quatro governadores. Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC), Mauro Mendes (MT) e Tarcísio de Freitas (SP).

Tarcísio também defendeu a anistia. Segundo ele, é preciso avançar para partir para outras discussões. “Para que a gente possa se dedicar aos temas nacionais, para que a gente possa discutir a longevidade, o envelhecimento da população, o financiamento do SUS.” Tarcísio, ainda apontou que o grande problema do país é a inflação.



Source link

News

Você viu? Pecuarista saltou de 5 para quase 20 arrobas por hectare


De 5 para quase 20 arrobas por hectare. Este é o salto produtivo que Roberto Paulinelli conseguiu alcançar na Fazenda Santos Reis, em Rio Maria (PA), tornando-se uma referência em pecuária intensiva na região. Esta foi uma das reportagens mais lidas do Giro do Boi, programa do Canal Rural, durante a semana.

Assista ao vídeo abaixo e confira a entrevista completa:

Seguindo os passos de sua família, especialmente de seu primo, o saudoso Alysson Paulinelli, ex-ministro da Agricultura e indicado ao Prêmio Nobel da Paz, Roberto se destaca pela busca constante por tecnologias e gestão eficiente que transformaram a realidade da pecuária paraense.

Investimento para ganho de arrobas

investimento em tecnologia pecuáriainvestimento em tecnologia pecuária
Foto: Reprodução

Paulinelli explicou que inicialmente produzia apenas cinco arrobas por hectare, resultado muito baixo diante do alto valor das terras e dos desafios constantes com pastagens degradadas.

“Contratei consultoria, busquei tecnologias usadas no sul do Brasil e descobri que, devido às boas condições climáticas do Pará, aqui essas tecnologias funcionam ainda melhor”, explicou Roberto.

Graças à adoção dessas novas tecnologias e técnicas de manejo, especialmente controle biológico de pragas e fertilidade dos solos, sua produção saltou para impressionantes 18 arrobas por hectare, podendo chegar até mesmo a 40 arrobas por hectare em áreas intensificadas.

Sustentabilidade como diferencial produtivo

Preocupado com a sustentabilidade, Roberto adotou desde cedo práticas rigorosas de rastreabilidade individual e gestão ambiental em sua propriedade. Todos os animais adquiridos passam por consulta socioambiental para garantir que não venham de áreas com desmatamento ilegal.

“Faço questão de garantir uma carne sustentável, livre de desmatamento, porque sei da importância disso para o mercado”, destacou.

Roberto reforçou que o pecuarista brasileiro precisa estar cada vez mais atento às exigências internacionais por sustentabilidade, especialmente na Amazônia.

Temos de ter cuidado dobrado e mostrar que aqui podemos produzir carne com sustentabilidade e qualidade ao mesmo tempo”, ressaltou.

Capim-capeta e cigarrinha sob controle

Outro avanço importante relatado por Roberto foi a superação dos desafios com infestação do capim-capeta e ataques severos de cigarrinhas nas pastagens. “Graças ao uso de produtos inovadores, como o Top Ultra contra o capim-capeta e o fungo biológico Biotop para controlar cigarrinhas, conseguimos solucionar problemas históricos que limitavam nossa produtividade”, detalhou.

Ele ainda destacou a importância de acompanhar continuamente os resultados e ajustar custos, reforçando que o sucesso depende não apenas de produzir mais, mas também de saber gerenciar com eficiência e equilíbrio financeiro.

Uma família dedicada ao agro

Roberto Paulinelli pertence a uma das famílias mais reconhecidas na história do agronegócio brasileiro, inspirada no legado deixado por seu primo Alysson Paulinelli, considerado o pai da agricultura tropical sustentável no Brasil e indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Hoje, Roberto mantém viva essa tradição, aplicando inovação tecnológica e gestão eficiente para garantir resultados expressivos na pecuária moderna.

Além da bovinocultura intensiva, Roberto é também reconhecido pela criação de muares, outra paixão familiar. Sua criação de muares da raça Pêga é famosa em todo o Brasil, participando inclusive de eventos nacionais, como o próximo Encontro Nacional de Muladeiros em Goiânia.

Tecnologia e ganho de arrobas

Para Roberto, um ponto crucial na pecuária atual é o equilíbrio entre produção e custos. “No início, produzi muito, mas percebi que estava gastando demais. Aí veio o ajuste fino, o controle rigoroso, e hoje alcançamos um resultado excelente”, enfatizou.

Com essas estratégias, ele conseguiu consolidar uma produtividade média que ultrapassa três vezes o padrão inicial da fazenda, saltando de 5 arrobas para quase 20 arrobas por hectare, com áreas experimentais chegando a produzir até 40 arrobas.

Paulinelli acredita que, com gestão técnica adequada e respeito ao meio ambiente, é possível prosperar na pecuária e ainda contribuir para o crescimento sustentável da Amazônia.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

monitoramento mantém controle de pragas no trigo



Chuvas pontuais beneficiam trigo no norte do Mato Grosso do Sul




Foto: Canva

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a colheita do trigo foi iniciada nos primeiros talhões da região centro-sul de Mato Grosso do Sul. Segundo o relatório, a estiagem registrada em alguns municípios reduziu a incidência de doenças nas lavouras. Já na região norte do estado, chuvas pontuais beneficiaram as áreas implantadas mais tardiamente.

Nas lavouras da região centro-sul, não houve registros de pragas, mas os técnicos identificaram aumento na incidência de sintomas de pinta-preta, mesmo após o manejo fitossanitário, que incluiu até nove pulverizações de fungicidas durante o ciclo da cultura. No norte do estado, os cultivos seguem conforme o planejamento, sem surtos de pragas, e com aplicações sendo realizadas de acordo com o monitoramento das lavouras.

O mercado do amendoim também apresenta avaliação positiva no plantio e na colheita. No entanto, os preços sofreram algumas reduções, embora o produto continue sendo considerado uma alternativa viável para os produtores da região. Segundo a Conab, até o momento, 45% da produção esperada já foi negociada. Além disso, contratos à base de troca foram firmados no início da safra.





Source link

News

Projeto Aquicultura Brasil revoluciona a produção de pescados em 10 estados



O Projeto Aquicultura Brasil tem levado assistência técnica e gerencial a piscicultores, maricultores e carcinicultores em 10 estados do país. Com mais de 1.034 propriedades atendidas, a iniciativa, realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura, busca promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a produtividade do setor aquícola.

Desde o lançamento em 2024, o projeto já apresenta resultados concretos para os produtores, como Tiago Deretti, criador de peixes em São João de Itaperiú (SC). Antes da assistência, ele e seu pai atuavam sem orientação técnica, baseando-se apenas em informações de colegas e vendedores de insumos, o que não trazia o retorno esperado.

Após o falecimento do pai, Deretti pensou em desistir da atividade, mas decidiu apostar na assistência oferecida pelo Senar. Com o suporte do técnico Gustavo Rauh, ele fez ajustes na propriedade, melhorou o uso de equipamentos e passou a compreender melhor os custos de produção.

“Antes, achávamos que havia uma mortalidade grande de peixes, mas, com o acompanhamento do Gustavo, descobrimos que o problema era a falta de equipamentos adequados para oxigenação da água. Agora, seguimos todas as orientações e já colhemos bons resultados”, conta Deretti.

Segundo Rauh, a propriedade possui três lagoas e 100 mil filhotes. Com pequenos ajustes, como a instalação de novos equipamentos para suprir a demanda de oxigênio, os peixes passaram a se alimentar melhor, refletindo diretamente na produtividade.

“O Tiago já demonstra avanços tanto tecnicamente quanto na gestão da propriedade. Ele está mais confiante e preparado para ampliar a produção nos próximos anos”, destaca o técnico.
Expansão do projeto

O Projeto Aquicultura Brasil pretende atender dois mil produtores em dois anos, contemplando Amazonas, Alagoas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. A iniciativa reforça o compromisso com o crescimento da aquicultura no Brasil, oferecendo suporte técnico para fortalecer a atividade e ampliar sua rentabilidade.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil ganha novo mercado para carne bovina



Agronegócio brasileiro alcança a 35ª abertura de mercado em 2025




Foto: Pixabay

As autoridades sanitárias da Bósnia e Herzegovina aceitaram o Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil para a exportação de carne bovina. O anúncio foi feito pelo governo brasileiro e marca a abertura de um novo mercado para o produto nacional.

“A decisão do país reflete o alto nível de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro”, informou o governo em comunicado. Com o reconhecimento, as exportações devem fortalecer as relações comerciais entre os dois países.

A Bósnia e Herzegovina, com cerca de 3,2 milhões de habitantes, já importa produtos florestais e do complexo sucroalcooleiro do Brasil. O país tem uma demanda crescente por carne bovina, abrindo espaço para o abastecimento via importação.

Com essa medida, o agronegócio brasileiro registra sua 35ª abertura de mercado em 2025, totalizando 335 novas oportunidades de negócios desde o início de 2023.

Os avanços no comércio exterior são resultado do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que seguem atuando para ampliar e diversificar os destinos dos produtos agropecuários brasileiros.





Source link

News

Frente fria e muita chuva vão marcar a semana; confira a previsão do tempo



A previsão do tempo para a semana entre 17 e 21 de março indica um cenário de contrastes climáticos no Brasil. Enquanto o Sul e parte do Sudeste enfrentam calor intenso, o Norte e o Nordeste seguem com chuvas volumosas, impactando o ritmo das atividades no campo. No Centro-Oeste, a instabilidade climática persiste, com pancadas de chuva e alívio na umidade do solo.

Confira como ficam as condições do tempo em todo o país, na análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Sul: calor intenso e pouca chuva

A semana será marcada por altas temperaturas e baixa umidade no Rio Grande do Sul, especialmente no oeste e sudoeste do estado, onde os termômetros podem chegar a 37 °C. Santa Catarina e Paraná terão dias típicos de verão, com sol predominante e pancadas isoladas à tarde.

A falta de chuva pode prejudicar lavouras em fase final de desenvolvimento, mas beneficia a colheita da soja, do arroz e do milho primeira safra.

As precipitações mais significativas ocorrerão no litoral de Santa Catarina e Paraná, com acumulados de 20 a 30 mm, garantindo umidade relativa do ar mais elevada.

Sudeste: calor ainda predomina, mas chuva retorna

A frente fria que avança pelo Sudeste traz instabilidade, com chuvas previstas para São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e áreas do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A zona da mata mineira, o Rio de Janeiro e o centro-sul do Espírito Santo podem registrar acumulados superiores a 100 mm, aumentando o risco de alagamentos e dificultando o trabalho no campo.

No interior de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no centro-norte do Espírito Santo, as chuvas devem variar entre 15 e 25 mm, mantendo a umidade do solo sem comprometer as operações agrícolas.

No norte de Minas Gerais, o clima segue quente e seco, intensificando o estresse hídrico nas lavouras.

Centro-Oeste: pancadas de chuva e tempo instável

A semana começa instável em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com risco de temporais isolados acompanhados de ventos moderados e raios.

Apesar disso, não há previsão de chuvas volumosas, o que favorece a colheita da soja e a semeadura do milho segunda safra.

Os acumulados de 20 a 40 mm manterão a umidade do solo e do ar em bons níveis. Goiás terá tempo mais seco no sul e leste do estado, enquanto pancadas isoladas podem ocorrer no norte goiano.

Nordeste: temporais no norte e seca persistente no interior

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue influenciando o clima na região, levando chuvas volumosas ao Maranhão, norte do Piauí e Ceará, onde os acumulados podem passar de 70 mm. A situação pode prejudicar o andamento das atividades agrícolas, mas garante umidade para o solo.

Na costa leste, incluindo Salvador (BA), Recife (PE) e Natal (RN), há previsão de pancadas isoladas. Já no interior, o tempo seco agrava a estiagem, afetando lavouras e pastagens.

A previsão indica que na próxima semana a chuva avance para essas áreas, revertendo o déficit hídrico com acumulados entre 40 e 80 mm.

Norte: temporais continuam e podem afetar estradas

O padrão de instabilidade continua, com chuvas fortes no Acre, Amazonas, Roraima e no norte e litoral do Pará. Os acumulados acima de 70 mm podem prejudicar o tráfego em estradas, especialmente com alagamentos e formação de lama.

Nos demais estados da região, os volumes variam entre 30 e 40 mm, favorecendo a manutenção das pastagens e das lavouras em desenvolvimento.

As águas do Pacífico Equatorial seguem aquecidas, e esse fenômeno pode reduzir as chuvas na região em abril, devido ao efeito do El Niño Costeiro.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ações europeias registram recorde de fechamento com impulso de papéis de defesa


Logotipo Reuters

 

Por Nikhil Sharma e Johann M Cherian

(Reuters) – As ações europeias registraram um recorde de fechamento nesta segunda-feira, impulsionadas pelos papéis do setor de defesa, com investidores precificando a probabilidade de aumento dos gastos militares na região, após a crescente pressão dos Estados Unidos.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,54%, a 555,42 pontos, seu maior nível de fechamento de todos os tempos, com o setor aeroespacial e de defesa na liderança dos ganhos setoriais com um salto de 4,6%, o maior avanço diário desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

As ações de empresas de defesa subiaram: a italiana Leonardo teve alta de 8,1%, a sueca Saab AB saltou 16,2% e a britânica BAE Systems avançou 8,9%. Já o conglomerado alemão Thyssenkrupp, que está buscando cindir sua divisão de navios de guerra TKMS, subiu 19,8%, atingindo seu maior nível em mais de um ano.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que irá propor a isenção da defesa dos limites da União Europeia sobre os gastos do governo, em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu aos membros europeus da Otan que financiem a própria defesa do continente contra um possível ataque russo.

Os líderes europeus se reuniram em Paris para uma cúpula de emergência sobre a Ucrânia, depois que as autoridades dos EUA sugeriram que a Europa não terá nenhum papel nas próximas negociações destinadas a encerrar o conflito com a Rússia.

“Os governos europeus estão prontos para ampliar ainda mais seus planos de gastos com defesa nos próximos anos, o que deve beneficiar os preços das ações das empresas europeias de defesa”, disse Jack Allen-Reynolds, economista-chefe adjunto para a zona do euro da Capital Economics.

O avanço dos rendimentos dos títulos de renda fixa impulsionaram a alta de 1% do setor bancário, que foi negociado próximo a um recorde em 17 anos, enquanto as ações imobiliárias sensíveis a juros perderam 0,7%.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,41%, a 8.768,01 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,26%, a 22.798,09 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,13%, a 8.189,13 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,92%, a 38.327,72 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,47%, a 13.016,90 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,46%, a 6.623,32 pontos.





Source link

News

‘Tapa-buraco’, diz especialista sobre medida que zera tarifa de café importado



Começou a valer na última sexta-feira (14) a medida que isenta as tarifas de importação de alimentos, com a justificativa da necessidade de conter a inflação e reduzir o preço para o consumidor final. Entre os itens que tiveram a alíquota de importação reduzida pelo governo federal está o café, que antes contava com tarifa de 9%.  

Para o analista de mercado Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, essa estratégia é apenas um paliativo e não resolve os desafios estruturais do mercado. “O ideal seria um livre comércio, sem restrições para importação e exportação, permitindo maior competitividade no setor”, defende.

Sem impacto para o consumidor

Para Bonfá, a decisão de zerar a tarifa de importação não deve, na prática, reduzir o preço do café para o consumidor. Ele classifica a medida como um “tapa-buraco”, argumentando que o real fator de pressão sobre os preços está na oferta e demanda globais, e não na taxação de importação. 

Além disso, o especialista destaca que o Brasil importa volumes pequenos de café. Neste ano, o Brasil importou 970,47 sacas de café, considerando o grão torrado, extratos, essências e concentrados, conforme dados do portal Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

De acordo com Bonfá, o problema está na viabilidade econômica da importação, que depende de embalagens a vácuo para conservação, o que encarece o produto.

Competitividade do setor

Outro ponto levantado pelo analista é a competitividade do Brasil no mercado internacional. O país, maior produtor mundial de café, tem capacidade de ampliar sua presença global, mas enfrenta desafios. 

“O país já foi mais forte no mercado internacional, mas os altos custos de produção vêm reduzindo essa vantagem”, diz. 

Ele também afirma que, com a recente alta dos preços do café, impulsionada por fatores climáticos adversos e pela menor oferta no Vietnã, os valores praticados no mercado interno se tornaram elevados, reduzindo a atratividade do café brasileiro frente a outros países produtores.

Entretanto, Bonfá ressalta que essa fase pode ser temporária, com a safra de conilon prevista para abril e a de arábica para junho, o que deve normalizar os estoques e aliviar a pressão sobre os preços.

Impactos do clima adverso

Os preços internacionais do café tiveram sucessivos recordes nos últimos meses, fator que também pressionou as cotações aqui no Brasil. Segundo o indicador Cepea/Esalq, os preços do arábica saltaram de R$ 1.490 a saca de 60 kg em outubro de 2024 para mais de R$ 2.500 em março de 2025.

Para Bonfá, “cerca de 90% da alta se deve a fatores climáticos, enquanto apenas 10% está relacionado à valorização do dólar”. Ele lembra que a seca severa no Vietnã no início de 2024 reduziu a florada e impactou a oferta global.

“O preço interno no Vietnã dobrou, levando os produtores a exportar menos, o que fez com que o Brasil ampliasse suas exportações de conilon, passando de uma média de 2 a 3 milhões de sacas para 9 milhões”, afirma.

A elevação nos preços também gerou problemas financeiros para indústrias e traders, levando algumas empresas à quebra. Por outro lado, o produtor se beneficiou, especialmente no conilon. “Ele vendia uma saca por R$ 500 e viu os preços saltarem para R$ 800, depois R$ 1.000, o que trouxe uma oportunidade de ganhos que não era esperada”.

O que esperar daqui para frente?

Para os próximos meses, a expectativa do analista de café é que a normalização da oferta traga ajustes para os preços, trazendo alívio para o setor e para o consumidor. Bonfá também chama a atenção para ações que podem influenciar a percepção sobre o café brasileiro mundo afora.

“O Brasil tem um produto de alta qualidade, mas precisa comunicar melhor essa superioridade para agregar valor. Países como a Colômbia fazem um excelente trabalho de promoção de marca, destacando qualidade e tradição. Se o Brasil investir mais em diferenciação e certificação, pode conquistar melhores preços e maior fidelidade dos consumidores internacionais”, conclui.



Source link

News

Nanotecnologia promete combater mosca-branca no tomateiro e reduzir 90% das aplicações


Cultura das mais sensíveis, o tomate cresceu mais de 70% em valor de produção desde 2018, também impulsionado por aumento nos índices de exportação.

No entanto, quem produz o fruto sabe: a mosca-branca (Bemisia tabaci) tem o potencial de danificar toda uma lavoura, causando o enfraquecimento das plantas.

A incidência do inseto é tamanha que, para combatê-lo, até 30% do custo de produção do tomateiro é voltado a pesticidas, conforme estudo da Bayer.

Pensando nisso, pesquisadores parceiros* do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) em colaboração com cientistas** dos Estados Unidos desenvolveram uma solução biodegradável baseada em nanotecnologia que potencializa a ação de defensivos contra a mosca-branca.

Aplicação no tomateiro

A solução consiste em um nanocarreador de proteína zeína biodegradável com o ingrediente ativo ciantraniliprol (CNAP), utilizado comercialmente para o controle de Bemisia tabaci em plantas de tomate.

Assim, ao combinar a zeína ao CNAP e pulverizar os tomateiros, os cientistas identificaram que a utilização do nanocarregador zeína, em uma dose que representa 1/10 do que comumente é utilizado para pulverizar as plantas, proporciona maior mortalidade de insetos em comparação à dose completa do produto disponibilizado comercialmente sem nanotecnologia.

Segundo o coordenador do INCT NanoAgro, Leonardo Fracetto, o ingrediente ativo ciantraniliprol foi selecionado para integrar a pesquisa devido a seu uso e eficácia generalizados, assim como a escolha da zeína deriva de estudos anteriores que demonstraram o potencial de controle aprimorado de nanoformulações à base da proteína em insetos

“O nanoinseticida desenvolvido com base na plataforma zeína e no ingrediente ativo CNAP tem potencial significativo para controlar B. tabaci em doses reduzidas e pode ser considerado seguro para plantas de tomate”, ressalta.

Segundo ele, este trabalho se soma a um crescente corpo de evidências que demonstram o potencial de carreadores em nanoescala para reduzir significativamente a carga ambiental associada ao uso de agroquímicos, mantendo, ao mesmo tempo, eficácia equivalente às estratégias convencionais.

Redução do uso de inseticidas

produtos, agrotóxicos, agroquímicos, defensivos, glifosato, agroquímicos, inseticida, defensivos - ministério da agriculturaprodutos, agrotóxicos, agroquímicos, defensivos, glifosato, agroquímicos, inseticida, defensivos - ministério da agricultura
Foto: Ministério da Agricultura

A nanoplataforma desenvolvida permitiu reduzir a dose necessária do inseticida Ciantraniliprole sem perder a eficácia no controle da mosca-branca.

Fracetto considera que, no futuro, essa tecnologia poderá ser adaptada para outros inseticidas e até para produtos naturais que, atualmente, não são viáveis comercialmente pela falta de formulações eficazes para uso comercial, entre outros entraves.

De acordo com ele, ainda não há previsão para lançamento comercial do produto comercial. “É um processo que, dentre várias etapas, depende de processo regulatório. Até o momento, temos a prova de conceito sobre a eficácia e a partir disso, temos uma melhor compreensão da dinâmica do funcionamento das nanoformulações combinadas com inseticidas no controle da mosca branca, o que está servindo de base para novas formulações ainda mais eficazes”, ressalta.

Por enquanto, os testes com a nanoplataforma foram realizados apenas em tomateiros, mas o grupo de pesquisas pretende, futuramente, fazer validações em outras culturas.

*Pesquisadores parceiros do INCT NanoAgro que participaram do estudo: Felipe Franco Oliveira, Vanessa Takeshita, Jhones Luiz Oliveira, Anderson Espírito Santo Pereira, Leonardo Fernandes Fraceto e Jorge Alberto Marques Rezende.

**Cientistas dos Estados Unidos: Núbia Zuverza-Mena, Juliana Milagres, Carlos Tamez, Washington Luiz da Silva, Christian O. Dimkpa e Jason C. White.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Investimentos em tecnologia batem recorde



A IA vem sendo aplicada na geotecnologia



Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia
Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia – Foto: Canva

O Brasil ampliou significativamente os investimentos em inovação. Em 2024, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) destinou quase R$ 13 bilhões para projetos de pesquisa e desenvolvimento, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. O valor é um recorde e representa um aumento de R$ 10 bilhões em relação a 2023, quando os aportes somaram R$ 3 bilhões.  

Esse avanço beneficia setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Geotecnologia. Para Fernanda Braga, gerente da Associação de Profissionais de Agrimensura e Topografia (APAT), o investimento aquece o mercado e impulsiona o desenvolvimento do país. Segundo ela, novas tecnologias, como Inteligência Artificial (IA), já melhoram a precisão e a eficiência no setor, facilitando análises e decisões.  

“Trata-se de um movimento importante para aquecer o mercado e estimular o desenvolvimento do país. O último ano trouxe avanços significativos ao setor e possibilitou a implementação de novos recursos tecnológicos no trabalho dos profissionais, como a inteligência artificial”, comenta.

A IA vem sendo aplicada na geotecnologia para análise de imagens de satélite e detecção de mudanças ambientais. Na topografia, auxilia na interpretação de dados e identificação de padrões, enquanto na agrimensura otimiza o planejamento territorial. Para capacitar profissionais nesse novo cenário, a APAT oferece treinamentos e parcerias com instituições tecnológicas, preparando o setor para os desafios da inovação. 

Para Fernanda, “as novas tecnologias, a exemplo da Inteligência Artificial, abrem oportunidades para aprimorar a qualidade e a eficiência dos serviços de topografia e agrimensura no Brasil por ampliarem a precisão de padronização de dados, facilitando análises e tomadas de decisões”.

 





Source link