terça-feira, maio 26, 2026

Agro

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J&F e BNDES fecham acordo para dupla listagem da JBS



A JBS divulgou nesta segunda-feira (17) ter sido informada de que a J&F Investimentos, sua acionista controladora, e a BNDESPar firmaram acordo no âmbito da dupla listagem das ações da companhia no Brasil e nos Estados Unidos.

A BNDESPar, braço de participações societárias do BNDES, possui 20,8% do capital da JBS. Pelo instrumento assinado, a BNDESPar pode receber uma remuneração eventual limitada a R$ 500 milhões na hipótese de uma valorização das ações da JBS abaixo de patamar estabelecido entre as partes.

Com a dupla listagem, as ações da JBS serão negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos, e Brasil, Bolsa, Balcão (B3), no Brasil. A proposta fortalecerá a governança da companhia e tem potencial de destravar o valor da ação e de atrair uma base mais ampla de investidores, com maior capacidade de investimento.

A BNDESPar também comunicou à JBS que, em decorrência do acordo, se absterá de votar na assembleia que vai deliberar sobre a dupla listagem da JBS, deixando assim aos demais acionistas minoritários a decisão. Segundo fontes, essa abstenção aproxima a JBS da dupla listagem.

Com mais de 250 fábricas, a JBS produz em 17 países, possui mais de 300 mil clientes e seus produtos chegam a mais de 180 países. Nascida no Brasil há 71 anos, a JBS emprega hoje 280 mil pessoas.



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exportações do Brasil caem 6% em volume, mas receita cresce 12,6%



As exportações brasileiras de carne bovina, somadas in natura e processadas, registraram queda de 6% no volume embarcado em fevereiro de 2025, para 217,1 mil toneladas, ante 230,5 mil toneladas no mesmo mês de 2024.

Apesar da retração nos volumes, a receita apresentou alta de 12,6%, passando de US$ 922,1 milhões para US$ 1,038 bilhão, segundo levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O preço médio da carne bovina exportada aumentou significativamente, saindo de US$ 4.000 por tonelada em fevereiro de 2024 para US$ 4.782 por tonelada neste ano.

Carne bovina no bimestre

No acumulado do primeiro bimestre de 2025, as exportações somaram 456,1 mil toneladas, uma queda de 2% em relação ao igual período de 2024. A receita, contudo, subiu 12%, alcançando US$ 2,066 bilhões.

O preço médio do bimestre também teve alta, passando de US$ 3.977 por tonelada em 2024 para US$ 4.529 por tonelada em 2025.

A China, principal destino da carne bovina brasileira, reduziu suas importações em volume no primeiro bimestre, comprando 183,8 mil toneladas, uma queda de 5,3% em relação ao igual período de 2024. No entanto, a receita obtida com as exportações para o país asiático cresceu 4,5%, alcançando US$ 895,9 milhões.

O preço médio pago pela China subiu de US$ 4.417 por tonelada para US$ 4.874 por tonelada. Os Estados Unidos, segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, reduziram suas compras em 12,1%, passando de 89 mil toneladas nos dois primeiros meses de 2024 para 78,2 mil toneladas em 2025.

Apesar da queda em volume, a receita das exportações para o país norte-americano cresceu 10,9%, chegando a US$ 286,3 milhões, impulsionada pelo aumento do preço médio de US$ 2.901 para US$ 3.360 por tonelada.

O Chile, terceiro maior comprador da carne bovina brasileira, ampliou suas aquisições, de 11,9 mil toneladas em 2024 para 19,2 mil toneladas em 2025, crescimento de 61,7%. A receita obtida com as exportações ao país sul-americano quase dobrou, atingindo US$ 105 milhões, alta de 92,5%.

Outro destaque foi a Argélia, que subiu para a quarta posição entre os principais importadores de carne bovina brasileira. O país elevou suas importações de 5,3 mil toneladas em 2024 para 15,9 mil toneladas em 2025, salto de 199%. A receita também teve aumento expressivo, de 254%, chegando a US$ 85,4 milhões.

No total, 89 países aumentaram suas compras de carne bovina do Brasil no primeiro bimestre de 2025, enquanto 51 reduziram suas importações, de acordo com a Abrafrigo.



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Preços das carnes, arroz e feijão já caíram, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, disse que o governo tem acompanhado de perto o preço dos alimentos e que já foi notada uma queda para as carnes e arroz. Após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Teixeira disse que é uma obsessão do governo fazer com que os alimentos caibam na renda dos trabalhadores.

“Estamos acompanhando os preços. O que estamos sentindo é que essa semana os preços da carne estão caindo, ainda estão altos, mas estão caindo. E também o preço do arroz, está entrando uma nova safra de arroz. Os preços do feijão também estão caindo. E ainda há uma resistência ali no preço dos ovos, mas que vamos aprofundar esse estudo essa semana sobre as medidas a serem adotadas”, disse o ministro.

Ele sinalizou que podem ser realizadas duas reuniões sobre o tema alimentos nesta semana.

Teixeira também repetiu que já foram tomadas muitas medidas para conter a alta nos preços, por diversas pastas, e que toda semana serão avaliadas a necessidade de reforço ou não nessas ações.

Em relação ao encontro com Haddad, Teixeira explicou que veio conversar com o ministro da Fazenda para insistir no aumento de recursos no orçamento para obtenção de terras para a reforma agrária.



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SLC Agrícola investe R$ 913 milhões na compra de terras



A SLC Agrícola anunciou, na sexta-feira (14), após o fechamento do mercado financeiro, a aquisição de 47.822 hectares de terras na Bahia e em Minas Gerais por R$ 913 milhões. A compra ocorre um dia após a teleconferência de resultados, na qual o diretor financeiro, Ivo Brum, afirmou que a companhia mantém alavancagem sob controle e vê espaço para continuar crescendo caso surjam oportunidades estratégicas.

Em São Desidério (BA), a empresa adquiriu 39.987 hectares da Fazenda Paladino, atualmente arrendados pela SLC-MIT, subsidiária da companhia. O valor da transação foi de R$ 723 milhões, correspondendo a R$ 32.876 por hectare agricultável. O pagamento será dividido em duas parcelas de R$ 361,5 milhões, sem correção monetária, com a segunda prevista para março de 2026.

Na Fazenda Pamplona, em Unaí (MG), foram adquiridos 7.835 hectares por R$ 190 milhões, ao preço de R$ 36.176 por hectare agricultável. Desse total, apenas 502 hectares não eram previamente operados pela companhia através de arrendamento. A compra inclui também infraestrutura como silos, alojamentos, sede administrativa e armazéns, além de 647,6 hectares de área irrigada.

A aquisição se insere na estratégia de crescimento da SLC, que já havia expandido sua área plantada em 60 mil hectares para a safra 2024/25, chegando a 731 mil hectares, e recentemente adquiriu a Sierentz Agro Brasil por US$ 135 milhões.

“Nossa dívida está em um nível confortável, bem inferior aos R$ 11 bilhões que possuímos em terras, um ativo que sempre nos suporta, se necessário”, disse Brum na teleconferência. A empresa fechou 2024 com dívida líquida de R$ 3,648 bilhões e uma relação dívida líquida/Ebitda de 1,8 vez, abaixo do limite de duas vezes recomendado pelo conselho.

O movimento ocorre após a companhia registrar uma queda de 48,6% no lucro líquido em 2024, totalizando R$ 481,723 milhões, impactado principalmente pela redução de 17% na produtividade da soja devido a problemas climáticos.

Apesar disso, o CEO Aurélio Pavinato afirmou em entrevista recente que a produtividade da soja atual está sendo “a melhor da história”, o que deve contribuir para melhores resultados em 2025.

A empresa também tem avançado em sua estratégia de diversificação, com crescimento de 39% nas vendas de sementes para terceiros em 2024.

O segmento registrou um Ebitda de R$ 106,2 milhões no ano passado, com margem de 14,4% e lucro líquido de R$ 54 milhões.

Adicionalmente, a SLC Agrícola informou durante a teleconferência que está com seu planejamento de compra de insumos para a safra 2025/26 mais adiantado do que no mesmo período do ano passado, já tendo adquirido potássio, fósforo e sulfato de amônio, faltando apenas a ureia. Essa antecipação deve contribuir para uma redução nos custos de produção.



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O que esperar do mercado da soja? Confira os fatores que impactam o setor



Nesta segunda-feira (17), a plataforma Grão Direto divulgou uma análise detalhada sobre o mercado da soja, com destaques referentes aos principais fatores que influenciaram o setor na última semana. A colheita avança em ritmo acelerado, favorecida pelo clima e pelos negócios, mas enfrenta desafios logísticos que limitam o escoamento da safra.

Já no cenário internacional, as exportações brasileiras seguem aquecidas, com um total de 16,3 milhões de toneladas embarcadas até 13 de março. A média diária de exportação aumentou para 332 mil toneladas, equiparando-se ao ritmo do ano anterior. No entanto, a volatilidade do câmbio tem impactado os preços. O dólar recuou 0,86% na semana, fechando a R$5,74, influenciado por incertezas políticas nos Estados Unidos.

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Chicago

Em Chicago, o contrato de soja para maio de 2025 encerrou a US$10,17 por bushel, com queda de 0,78% na semana, enquanto o contrato para julho registrou baixa de 0,77%, fechando a US$10,31 por bushel. No mercado físico, os preços da soja seguem pressionados, sem sinais claros de recuperação.

O que ‘vem aí’ no mercado da soja ?

O cenário global continua incerto, especialmente devido à guerra tarifária. A China impôs tarifas de até 15% sobre produtos agrícolas e energéticos dos EUA, levando empresas chinesas à redução em suas compras de soja americana. Além disso, a União Europeia planeja implementar novas tarifas sobre produtos americanos, o que pode favorecer o farelo de soja brasileiro, apesar dos desafios logísticos.

Outro fator que pode impactar o setor são os fretes marítimos. O presidente dos EUA, Donald Trump, considera taxar navios de fabricação chinesa que atracam em portos americanos. Como a maior parte dos graneleiros é produzida na China, essa medida pode encarecer o frete nos EUA e redirecionar embarcações para a América do Sul, pressionando os custos para baixo.

Apesar dos desafios, a demanda global por soja permanece sólida. Na China, os processadores operam com margens positivas, e os prêmios nos portos brasileiros seguem fortalecidos, mesmo em um período sazonalmente fraco para o mercado.

Com a pressão de baixa em Chicago e os prêmios no Brasil sustentados, a expectativa é de um mercado volátil nas próximas semanas, abrindo oportunidades para produtores atentos às movimentações globais.



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setor aciona deputados para compensação por isenção fiscal ao importado



O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) pretende formar uma frente de deputados federais para intermediar um encontro com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e pedir compensação após o governo ter zerado a tarifa de importação sobre o azeite.

Em nota, o presidente do Ibraoliva, Renato Fernandes, pondera que os produtores “não são propriamente contra a redução da alíquota de importação do azeite de oliva”, mas reivindicam um tratamento igual, “na medida em que os olivicultores brasileiros não têm essa mesma porta aberta para exportar seus produtos ao mercado europeu, por exemplo”.

Segundo Fernandes, os deputados Alceu Moreira (MDB-RS), Pedro Westphalen e Afonso Hamm (PP-RS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Paulo Pimenta (PT-RS) estão formalizando pedidos de uma agenda junto ao ministro Fávaro.

“Acredito que em breve teremos um retorno para esse pedido visando tratar desta questão de redução de alíquotas aos importados”, disse.



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Bahia tem mais de 60% da área de soja colhida



No oeste da Bahia, os produtores de soja continuam à frente em comparação com a safra anterior. De acordo com o último boletim da Associação de Agricultores e Irrigantes do Estado (Aiba), aproximadamente 1,4 milhão de hectares já foram colhidos, o que corresponde a 66% da área total.

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Já a produtividade varia entre 63 e 80 sacas por hectare. No entanto, algumas áreas de cultivo tardio sofreram impactos devido à chuva abaixo do esperado em fevereiro, o que pode afetar os resultados finais.

A soja no Brasil

A colheita da safra 2024/25 de soja segue avançando nas principais regiões produtoras do Brasil. No Maranhão, a Aprosoja aponta que 42% da área de soja já foi colhida, com a operação seguindo dentro das expectativas. No Piauí, segundo a entidade, a produtividade varia entre 20 e 80 sacas por hectare, dependendo das microrregiões produtoras. Entretanto, a produção total no estado está abaixo do esperado, com estimativas inferiores ao ciclo passado.

No estado de Tocantins, a Aprosoja local afirma que a colheita deve ser concluída dentro da normalidade. Até o momento, mais de 70% da área já foi colhida, o que representa cerca de 1,5 milhão de hectares. A produtividade parcial gira em torno de 58 a 59 sacas por hectare.

No Paraná, a colheita está em sua fase final. O Departamento de Economia Rural (Deral) informa que 72% da área total de 5,77 milhões de hectares já foi colhida, correspondendo a 4,14 milhões de hectares. Das lavouras remanescentes, 76% encontram-se em fase de maturação e 24% ainda estão em frutificação.

Em relação à qualidade das plantações, 82% estão em boas condições, 16% em condições médias e 2% em condições ruins. A colheita se concentra na região sul do estado, onde as condições climáticas foram favoráveis, garantindo uma safra cheia. No entanto, outras regiões enfrentaram desafios climáticos, reduzindo o potencial produtivo.

Em Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), cerca de 98% das lavouras já foram colhidas. O ritmo está 4,15 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras para este período e 1,73 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano passado. A região médio-norte, principal produtora do estado, já concluiu os trabalhos em campo.



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Guerra comercial e os impactos no Brasil



A disputa tarifária entre Estados Unidos e China se intensifica, com a China retaliando e suspendendo licenças de frigoríficos americanos para exportação de proteína animal. Essa medida surge como resposta às políticas de Donald Trump, que, segundo analistas, estão desmantelando acordos comerciais e instituições internacionais construídos ao longo de décadas. O comentarista Miguel Daoud elencou alguns tópicos importantes sobre a guerra comercial instituída no mundo.

Guerra: China como alvo principal

A mudança de indústrias americanas para a China, em busca de custos de produção mais baixos, estabeleceu o país asiático como um importante parceiro comercial dos EUA. No entanto, a guerra tarifária iniciada por Trump alterou esse cenário, com a China agora mostrando o poder de sua retaliação.

O Brasil como beneficiário potencial da guerra

Com a suspensão das exportações americanas, o Brasil, que já é um grande exportador de carne, pode se beneficiar. O país possui um setor agropecuário forte e competitivo, com destaque para a carne de aves, suínos e bovina, que possui alta demanda no mercado internacional.

Desafios e preocupações

Apesar das oportunidades, há preocupações sobre a capacidade do Brasil de atender à demanda crescente sem gerar inflação. O governo brasileiro, focado em controlar a inflação e manter a popularidade, pode adotar medidas como a restrição de exportações, o que limitaria o potencial de crescimento do setor.

Decisões econômicas e o cenário político

A decisão do Banco Central sobre a taxa de juros, que deve ocorrer nesta quarta-feira, é crucial para o cenário econômico brasileiro. A expectativa é de um aumento de 1 ponto percentual, mas há a possibilidade de o governo adotar uma estratégia diferente, visando a ativação da economia.

O impacto no setor agropecuário

Uma demanda maior por produtos brasileiros, como carne e soja, pode levar o governo a restringir as exportações para controlar a inflação. Essa medida, embora possa conter a inflação a curto prazo, prejudicaria o setor agropecuário e limitaria o crescimento econômico do país.

O futuro do comércio internacional

A guerra comercial entre EUA e China, e as decisões do governo brasileiro, terão um impacto significativo no comércio internacional. É fundamental acompanhar de perto esses acontecimentos e analisar as medidas que serão tomadas para entender as consequências para o Brasil e o mundo.

Você pode conferir a participação do comentarista Miguel Daoud em nosso canal do Youtube.



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apreensões nos EUA aumentam à medida que preços sobem



Agentes de fronteira dos Estados Unidos enfrentam um aumento significativo nas apreensões de ovos contrabandeados, com um avanço de 36% no número de interceptações neste ano, em comparação ao ano passado.

Isso tem ocorrido principalmente por causa do alto preço dos ovos nos EUA, que atingiu um recorde de US$ 5,90 por dúzia, impulsionado por um surto de gripe aviária. No ano passado, o valor chegava a US$ 3 a dúzia, segundo dados do Departamento do Trabalho. Em comparação, os ovos no México são vendidos por menos de US$ 2 por dúzia.

De acordo com a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), viajantes estão comprando ovos mais baratos no México e tentando trazê-los para os EUA, apesar da proibição, já que ovos não inspecionados podem espalhar doenças.

Nas regiões da fronteira do Texas, o aumento foi ainda mais acentuado, chegando a 54%. Em algumas cidades, como San Diego, na Califórnia, os números mais que dobraram. As penalidades para o contrabando incluem multas de até US$ 300, além da eliminação dos ovos apreendidos, conforme os protocolos da CBP.

Recentemente, o Departamento de Justiça iniciou investigações sobre a alta nos preços, considerando possíveis práticas anticoncorrenciais entre produtores. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou que investirá até US$ 1 bilhão para ajudar a reduzir os custos dos ovos, com foco em aumentar a segurança biológica nas fazendas e na possível ampliação das importações de ovos inspecionados de outros países.

Enquanto isso, a Turquia começou a exportar cerca de 16 mil toneladas de ovos para os EUA para ajudar a aliviar a escassez.



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Suspensão da mistura de biodiesel ao diesel pode prejudicar o Brasil, alerta Francisco Turra



A possibilidade de suspensão temporária da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel voltou a ser discutida na última semana, após um pedido de distribuidoras que alegam a necessidade de maior fiscalização e combate a fraudes. No entanto, para o ex-ministro da Agricultura e presidente do Conselho Consultivo da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Francisco Turra, a proposta pode trazer graves prejuízos ao país.

Turra destacou que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) havia determinado a mistura de 15% de biodiesel ao diesel comum a partir de março, mas a medida não foi aplicada sob a justificativa de que poderia aumentar os custos, inclusive dos alimentos.

“Paralisar um setor por 90 dias é impensável. Imagine o acúmulo de soja na colheita e a falta de ração para aves, suínos, bovinos e ovinos? Isso seria um absurdo!”, afirmou Turra durante participação no telejornal Mercado & Companhia, do Canal Rural.

Para o ex-ministro, a ideia de suspender a mistura é ingênua e pode comprometer investimentos feitos pelo setor, especialmente em um momento de expansão do mercado de biocombustíveis e de grande visibilidade internacional, com a realização da COP30 no Brasil.

“No momento em que há investimentos e o setor está crescendo, cogitar essa suspensão é inimaginável. Se há problemas, o caminho certo é aumentar a fiscalização, punindo os responsáveis por fraudes, e não penalizar toda a cadeia produtiva”, ressaltou.

Biodiesel não é o culpado!

Turra também destacou que o biodiesel não é o vilão da alta nos preços dos alimentos, como alguns argumentam. Segundo ele, fatores externos, como a gripe aviária nos Estados Unidos e a peste suína africana, tiveram um impacto muito maior sobre os custos da produção agropecuária.

“O aumento dos preços não aconteceu por causa do biodiesel ou do etanol, mas sim devido à crise sanitária que reduziu a oferta de proteínas no mercado global”, explicou.

Diante do cenário, Turra reforçou a importância do diálogo com o setor produtivo e defendeu que o Brasil mantenha sua política de biocombustíveis, garantindo previsibilidade ao mercado e impulsionando a economia sustentável.

Confira a entrevista completa com Francisco Turra no canal do Canal Rural no YouTube.



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