terça-feira, maio 26, 2026

Agro

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importação de milho cai 97% no 1º bimestre do ano; de trigo recua 95,6%



As importações chinesas de milho alcançaram 1,8 milhão de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, volume 97,1% inferior ao registrado em igual intervalo de 2024, de acordo com dados divulgados hoje pelo Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês). O valor das importações do produto no bimestre foi de US$ 47,6 milhões.

Segundo a Gacc, os chineses importaram 1,1 milhão de toneladas de trigo no primeiro bimestre do ano, queda de 95,6% na comparação anual. No período, o valor das compras somou US$ 37,8 milhões.

Outros produtos importados pela China

As compras chinesas de soja do exterior totalizaram 13,61 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, alta de 4,4% ante igual período do ano passado. Em termos de valores, as importações de soja totalizaram US$ 6,3 bilhões nos dois primeiros meses deste ano.

De óleos vegetais, a China importou 900 mil toneladas nos dois primeiros meses de 2025, baixa de 25,7% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. Em valores, as importações somaram US$ 1,093 bilhões.

A China importou 260 mil toneladas de algodão em janeiro e fevereiro, recuo de 58,7% ante igual período de 2024. O valor desembolsado no primeiro bimestre deste ano foi de US$ 493,3 milhões.

As compras chinesas de óleo de palma atingiram 210 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, volume 44,9% menor do que o importado um ano antes. O valor das compras somou US$ 228,9 milhões neste ano.

De lácteos, 480 mil toneladas foram importadas pela China no primeiro bimestre, 9,3% a mais do que em igual período do ano passado. Em termos de valores, a importação atingiu US$ 2,06 bilhões.

As importações chinesas de açúcar somaram 90 mil toneladas de janeiro a fevereiro, queda de 93,3% ante o registrado no ano anterior. O valor desembolsado pela China foi de US$ 45,5 milhões.

No primeiro bimestre, ainda, as compras da China de fertilizantes foram de 2,50 milhões de toneladas, baixa de 12,4% antes de janeiro e fevereiro de 2024, segundo a Gacc. O valor das importações foi de US$ 769,2 milhões.

As compras chinesas de carne bovina no mercado internacional totalizaram 470 mil toneladas em janeiro e fevereiro, baixa de 11,3% ante igual período do ano passado. Em termos de valores, as compras da China foram de US$ 2,42 bilhões.

Já de carne suína, os chineses importaram 180 mil toneladas no primeiro bimestre, aumento de 12,5% na comparação com 2024. As importações do produto no período somaram US$ 383,1 milhões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho pode ter perdas de 30% sem controle fitossanitário


A cultura do milho exige um controle rigoroso de pragas, doenças e plantas daninhas para garantir altas produtividades e evitar perdas . O uso de agroquímicos continua sendo uma ferramenta essencial nesse processo, mas sua aplicação precisa ser feita de maneira estratégica para maximizar a eficiência e reduzir impactos ambientais. Com novas tecnologias e boas práticas, os produtores podem equilibrar produtividade e sustentabilidade.

O controle de pragas, como lagartas e percevejos, requer o uso de Inseticidas eficazes, especialmente nas fases iniciais da lavoura. O tratamento de sementes com defensivos específicos tem sido uma solução cada vez mais adotada para proteger o milho desde a germinação, reduzindo a necessidade de aplicações posteriores. Além disso, o uso de feromônios e armadilhas tem auxiliado no monitoramento das populações de insetos, permitindo um manejo mais preciso.

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No caso do controle de doenças, fungicidas são fundamentais para evitar perdas causadas por patógenos que atacam folhas, colmos e espigas. A rotação de princípios ativos e a escolha de híbridos mais tolerantes têm sido estratégias recomendadas para minimizar o risco de resistência e prolongar a eficácia dos produtos disponíveis no mercado.

O combate às plantas daninhas também exige atenção, já que a matocompetição pode reduzir o desenvolvimento da cultura. Herbicidas seletivos, quando aplicados no momento correto, garantem um controle eficiente sem prejudicar o crescimento do milho. O uso de coberturas vegetais e o plantio direto também contribuem para reduzir a pressão das invasoras, diminuindo a dependência de defensivos.

Com a evolução das tecnologias agrícolas, o manejo de agroquímicos tem se tornado mais preciso e eficiente. Pulverizadores de última geração, drones e sistemas de aplicação localizada ajudam a reduzir desperdícios e minimizar impactos ambientais, tornando a produção de milho mais sustentável. Além disso, novas formulações menos agressivas ao meio ambiente estão sendo desenvolvidas para atender às demandas do setor.

A busca por um manejo integrado e equilibrado é essencial para garantir a produtividade do milho sem comprometer a qualidade do solo e dos recursos naturais. Com planejamento e adoção de boas práticas, os produtores podem alcançar melhores resultados, mantendo a competitividade da cultura e atendendo às exigências do mercado.

 





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Apesar do superávit de US$ 3 bi, agro paulista recua 25% em relação ao ano passado



No acumulado de janeiro e fevereiro de 2025, as exportações do agro paulista totalizaram US$4,03 bilhões e as importações US$1,02 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial apresentou um superávit de US$3,01 bilhões, representando uma queda de 25,7% em relação ao primeiro bimestre de 2024.

Os dados fazem parte da análise mensal do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

O resultado é fruto de uma queda brusca nas exportações de açúcar, principal produto da pauta paulista para o mercado internacional, que estava aquecido devido à maior disponibilidade do produto proveniente da Índia, Tailândia e União Europeia, associado ao período de entressafra brasileiro.

“Os produtores optaram por comercializar o açúcar no mercado interno, onde o preço está mais vantajoso com a desvalorização do dólar frente ao real no começo de 2025”, comenta José Alberto Ângelo, pesquisador científico do IEA-Apta.

Ranking do Agro

Apesar da queda registrada, os embarques paulistas garantiram mais uma vez o status de maior exportador brasileiro a São Paulo, com 18,1% de participação, seguido por Mato Grosso (15%), Minas Gerais (11,6%) e Paraná (11,5%).

“Os embarques registrados no início do ano deram uma enfraquecida diante da instabilidade do câmbio, mas o agro paulista manteve sua representatividade nos resultados nacionais. O setor de sucos e o complexo sucroalcooleiro respondem por mais de 50% do total exportado pelo Brasil. Esses números representam a força das agroindústrias paulistas na economia do estado e do país”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Segundo os dados do IEA-Apta, a participação do setor de sucos nos embarques totais foi de 88%, seguido pelos produtos alimentícios diversos (69,8%), produtos de origem vegetal (65,8%) e complexo sucroalcooleiro (55,2%).

Exportações do agronegócio paulista

Os cinco principais grupos de produtos exportados pelo agronegócio paulista no primeiro bimestre de 2025 foram:

  • Complexo sucroalcooleiro: 27% de participação no agro paulista, US$1,09 bilhão, sendo que o açúcar representou 91,6% e o etanol, 8,4%
  • Grupo de sucos: 14,2% na fração, somando US$573,74 milhões, dos quais 98,6% correspondem ao suco de laranja
  • Setor de carnes: 14,1% de porção, na ordem US$567,76 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,1%

Produtos florestais: 12,3% de participação, US$494,75 milhões, com celulose representando 54,7% e papel 36,2%

Grupo de café: 7,4% na cota, registrando US$297,21 milhões, sendo 70,4% referentes ao café verde e 26,5% ao café solúvel.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 75% das exportações do agronegócio paulista. O complexo soja aparece na sétima posição, com vendas de US$175,91 milhões, sendo 24,1% referentes ao farelo de soja e 68,5% à soja em grão. A expectativa é de um aumento nas vendas desse grupo nos próximos meses, conforme avance a colheita no estado de São Paulo.



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Inscrições do Programa de Aquisição de Alimentos são prorrogadas



O prazo para as organizações familiares inscreverem propostas no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi prorrogado. Agricultores e agricultoras familiares terão até o próximo dia 31 para transmitir os projetos de Compra com Doação Simultânea (CDS) para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Essa prorrogação para o envio dos projetos visa ampliar as oportunidades das organizações da agricultura familiar para entrega da sua produção para atendimento da população em situação de insegurança alimentar e nutricional.

O anúncio foi realizado ontem (17) durante a realização do 3º Encontro Nacional do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Conab, da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas).

Aquisição e doação de alimentos

Os recursos para o PAA para a aquisição dos alimentos produzidos pela agricultura familiar serão repassados para a Companhia pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Já os critérios de pontuação para participar do PAA neste ano foram definidos pelo Grupo Gestor do Programa (GGPAA).

A Compra com Doação Simultânea tem como finalidade o apoio aos agricultores familiares, por meio de cooperativas e associações, a partir da compra de sua produção. Os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede socioassistencial e de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, como restaurantes populares e cozinhas solidárias.

Mantendo o compromisso do governo federal de incentivar o protagonismo das mulheres do campo, das águas e das florestas, as propostas para o PAA devem contar com no mínimo 50% de participação feminina. Inclusive, quanto maior for a participação das mulheres nas propostas, maior também será a pontuação a ser recebida.

Da mesma forma, os projetos que contarem com mais envolvimento da juventude rural serão priorizados, bem como serão prioritários os projetos agroecológicos e orgânicos, assim como as propostas com participação de indígenas, comunidades quilombolas e Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e de assentados/as da reforma agrária.

Como funciona?

As propostas de até R$ 500 mil também terão pontuação diferenciada, recebendo 2 pontos, de forma a incentivar que um maior número de produtores e produtoras familiares participem do Programa.

Cada organização fornecedora poderá acessar o limite de R$ 1,5 milhão por ano, sendo o limite por agricultor familiar é de R$ 15 mil. Em caso de dúvidas ou de necessidade de outras informações sobre a elaboração e a inscrição dos projetos, as cooperativas e associações podem procurar as superintendências regionais da Conab em cada estado.

Serviço:
Envio de Propostas para o PAA/CDS para o Sistema PAANet
Data limite: 31 de março
Link: https://www.conab.gov.br/agricultura-familiar/paanet



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CNA promove reuniões para propor ideias ao Plano Safra 2025/2026



Com o objetivo de discutir as principais necessidades e particularidades dos produtores em relação ao crédito rural, políticas de apoio à comercialização, mercado de capitais e instrumentos de gestão de risco, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está promovendo uma série de encontros regionais com produtores rurais, sindicatos e federações para levantar as propostas do setor para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) do ciclo 2025/2026.

Todas as sugestões serão consolidadas em um documento que será entregue ao Ministério da Agricultura e Pecuária e outras autoridades do governo federal como contribuição para a elaboração do PAP 2025/2026.

Datas e locais das reuniões do CNA

As reuniões são coordenadas pela Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA. O primeiro encontro foi realizado ontem (17), em Florianópolis (SC), e reuniu as demandas da região Sul. O próximo debate ocorre na quinta (20), no Rio de Janeiro (RJ), com produtores da região Sudeste.

Já as propostas da região Centro-Oeste serão levantadas na sexta (21), em Cuiabá (MT), da região Norte no dia 28 de março, em Belém (PA), e da região Nordeste no dia 2 de abril, em Irecê (BA). O local e data do encontro com os produtores do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) ainda serão divulgados pelo CNA.



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Produtora rural de Mato Grosso mostra que inovação e sustentabilidade andam juntas


Trocar o setor automotivo pela vida no campo pode parecer um salto arriscado, mas para Elizane da Silva foi a decisão que virou de vez a chave em sua vida. Em um vídeo enviado à produção do programa Porteira Aberta Empreender, ela faz sua apresentação com entusiasmo e confiança.

“Olá, Porteira Aberta Empreender! Meu nome é Elizane, moro em Sorriso, Mato Grosso (MT). Sou produtora rural e gestora de uma pequena propriedade, onde cultivo hortifrúti. É um pouco desafiador [trabalhar no agro], mas para mim, um pouco menos, porque eu venho de um setor onde já era dominado pelo sexo masculino, o setor automotivo.”

E quando ela se refere à sua pequena propriedade, não significa pequena relevância, não. Seu cultivo é sustentável e inovador. E sua produção abastece mercados e escolas da região. No começo deste ano, ousou e plantou 20 mil pés de abacaxi, apostando no crescimento sustentável do cultivo.

“A gente também planta melão e, no período da safra colhemos cerca de 45 toneladas”, diz a produtora rural.

Além de abacaxi e melão, a empreendedora investe em outras culturas como  pimentões e tomates. 

“Temos uma parte na plantação de tomate, que é  semi-automatizada, evitando mão de obra e produzindo produtos de qualidade”, explica a empreendedora.

Mas quem pensa que ela apenas cultiva hortifruti, se engana. Elizane investiu ao longo desses anos em  conhecimento. Com o apoio do Sebrae, ela buscou capacitação para melhorar a gestão e adotar novas tecnologias.

“Eu fiz cursos de gestão financeira, administração e participei de viagens em missões técnicas pelo Sebrae/MT. O Sebrae sempre esteve presente na minha vida profissional desde a criação do projeto até a execução”, explica Silva.

Plantação de tomate em Sorriso Mato Grosso Plantação de tomate em Sorriso Mato Grosso
Plantação de tomate semi-automatizada da propriedade rural de Elizane da Silva em Sorriso (MT). Foto: Arquivo Pessoal

Um dos diferenciais do negócio dela é o compromisso com a sustentabilidade, em que utiliza a rotação de culturas para preservar a fertilidade do solo e minimizar impactos ambientais. No período chuvoso, por exemplo, planta braquiária para proteger e enriquecer a terra.

“A gente precisa devolver ao solo o que ele nos dá. Plantamos braquiária para nutrir a terra antes de iniciar um novo ciclo de cultivo”, conta Silva, se referindo à plantação de melão. 

Com essa bagagem de conhecimento no agronegócio, a cada novo ciclo de plantio, a produtora inova em processos mais eficientes, garantindo maior produtividade e menos desperdício. Uma parceria que vem dando certo: inovação e sustentabilidade no campo.

“Hoje, fico feliz em saber que tenho uma pequena propriedade que se tornou rentável e ecologicamente correta. Posso dizer, com toda alegria, que minha pequena propriedade é um exemplo de sustentabilidade”, celebra.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

O protagonismo feminino no agro

No mês da mulher, Elizane se orgulha de fazer parte da crescente participação feminina no agronegócio. Para ela, as mulheres têm talento para a gestão e trazem inovação para o setor.

“Me sinto muito feliz e honrada em fazer parte desse mundo do agronegócio, onde nós, como mulheres, podemos mostrar que não só os homens podem dominar este mercado”, ressalta Silva.

A produtora destaca que o setor agropecuário deve ser inovador, sustentável e, cada vez mais, liderado por mulheres.

“É gratificante saber que nós, mulheres, somos capazes de administrar qualquer setor. Temos muita visão e somos muito guerreiras”, finaliza.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você quer saber mais sobre a história de empreendedorismo da Elizane da Silva, assista ao Porteira Aberta Empreender. O programa já está disponível no YouTube. Acesse aqui.

Participe você também do programa! Envie suas dúvidas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural.

Quer saber mais? Acompanhe também as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e aprenda a empreender de forma segura e responsável.



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AgroNewsPolítica & Agro

como identificar e controlar a doença?



A brusone segue preocupando produtores em todo Brasil




Foto: Divulgação

A brusone, principal doença da cultura do arroz, segue preocupando produtores em todo o Brasil. Causada pelo fungo Magnaporthe oryzae, a doença pode levar a perdas de até 100% na produção, comprometendo tanto a qualidade quanto a quantidade dos grãos.

A infecção pode ocorrer desde o início do desenvolvimento da planta até a fase de maturação, afetando folhas, colmos, panículas e grãos. Os primeiros sinais incluem pequenas manchas marrons nas folhas, que evoluem para lesões maiores com centro acinzentado e bordas escuras. Em casos mais severos, o fungo compromete os colmos e pode causar a quebra das panículas, fenômeno conhecido como “pescoço quebrado”.

A disseminação do fungo ocorre pelo vento, e condições de alta umidade e temperaturas entre 20°C e 25°C favorecem seu desenvolvimento. O patógeno também pode sobreviver em restos culturais e sementes contaminadas, aumentando o risco de infecção em novas safras.

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Manejo e controle

Para evitar prejuízos, especialistas recomendam o manejo integrado da brusone. O uso de variedades resistentes, a manutenção de lâmina d’água no cultivo irrigado e o plantio de sementes certificadas são algumas das estratégias indicadas. Além disso, a adubação nitrogenada precisa ser equilibrada, pois o excesso ou a deficiência do nutriente pode tornar as plantas mais vulneráveis.

O controle químico com fungicidas também é uma alternativa, especialmente para cultivares suscetíveis. O monitoramento constante das lavouras é essencial para identificar a doença precocemente e garantir a aplicação eficiente dos produtos. Diante da gravidade da brusone, produtores devem estar atentos aos primeiros sintomas e buscar orientação técnica para minimizar impactos e garantir a produtividade da safra.





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China impulsiona commodities e Ibovespa sobe; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o otimismo no mercado brasileiro após dados positivos da indústria e do varejo. O Ibovespa fechou em alta de 1,46%, impulsionado pela valorização das commodities.

No exterior, a queda do dólar e preocupações com a política tarifária de Trump pressionam os juros.

No Brasil, o IBC-Br superou expectativas, reforçando a necessidade de juros altos. Expectativa para a Super Quarta e anúncios do governo seguem no radar.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Uso de silício no solo pode melhorar resistência das plantas?



Fertilizante derivado do aço reduz emissões e fortalece cultivos




Foto: Canva

As mudanças climáticas impõem desafios ao setor agrícola, exigindo práticas que garantam maior eficiência na produção e sustentabilidade no uso dos recursos naturais. Entre as estratégias adotadas, a construção do perfil de solo tem se mostrado fundamental para corrigir deficiências, restaurar a atividade biológica e fornecer nutrientes essenciais às culturas.

O engenheiro agrônomo da Agronelli, Maurício Komori, explica que o AgroSilício atua diretamente no solo e na planta, fornecendo cálcio, magnésio e silício. “O silício, em particular, forma uma camada de sílica sob a cutícula das plantas, funcionando como uma barreira física que aumenta a resistência contra pragas e doenças. Além disso, melhora a absorção de nutrientes, fortalece a tolerância a fatores de estresse ambiental, como temperaturas extremas e falta de água, e também corrige a acidez do solo”, afirma.

Produzido a partir do beneficiamento de um subproduto da produção de aço, o produto é processado com silicato de cálcio e magnésio. Seu desenvolvimento ocorre em temperaturas elevadas, garantindo maior reatividade e solubilidade dos nutrientes. O fertilizante tem impacto que vai além da nutrição do solo e das plantas. “Ele não apenas melhora a estrutura do solo e reforça a resistência das plantas a condições climáticas adversas, mas também é um exemplo de sustentabilidade, pois reduz a pegada de carbono, visto que não libera CO2 na sua incorporação ao solo”, afirma Komori.

Komori destaca ainda que o uso do fertilizante elimina a necessidade de explorar novas jazidas naturais para obtenção de nutrientes e evita a emissão de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa. Enquanto o calcário agrícola libera 440 kg de CO2 a cada 1.000 kg aplicados, o produto mantém carbono neutro.





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previsão do tempo mostra chuva intensa e calor



A terça-feira (18) será marcada por instabilidades, com chuva forte em áreas do país. O calor e a umidade favorecem a formação de pancadas de chuva intensas à tarde e à noite, acompanhadas de raios e ventania.

No Nordeste, a influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a chuva sobre a costa norte, enquanto o tempo segue mais seco no interior.

Sul

A circulação marítima deve continuar estimulando a ocorrência de chuvisco ou chuva fraca no leste e norte do Rio Grande do Sul.

Em Santa Catarina e no Paraná, o fluxo de umidade e de calor – com reforço associado à circulação de ventos em níveis mais elevados – deve manter a condição de tempo instável, com as pancadas se concentrando entre a tarde e a noite.

Sudeste

A combinação entre calor e umidade presentes na atmosfera local deve seguir realizando a formação de instabilidades em São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Ao longo do dia, o sol aparece nessas áreas entre nuvens e as pancadas vêm na parte da tarde, com potencial para chuva forte, com raios e ventania.

Há condição para pancadas isoladas também no Espírito Santo.

Centro-Oeste

A combinação entre calor e umidade presentes na atmosfera deve manter as instabilidades atuando em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Ao longo do dia, o sol ainda deve aparecer entre nuvens e a temperatura aumenta. A partir da tarde, as pancadas de chuva ganham força e vêm com raios e ventos.

No Distrito Federal, o predomínio é de tempo mais aberto.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve continuar estimulando a ocorrência de chuva sobre parte da costa norte da região.

O destaque fica para a chuva que se prolonga no Maranhão e no Piauí.

Na costa leste, a entrada de umidade marítima pode favorecer a ocorrência de pancadas no litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte.

Norte

Calor, umidade e a atuação de algumas perturbações em níveis mais elevados da atmosfera vão manter a chuva se espalhando por todos os estados da região.

Destaque para a chuva forte que segue caindo no Amazonas, Acre, Pará e Roraima.



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