terça-feira, maio 26, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz segue com boas expectativas de produtividade


O boletim conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (6) aponta que a colheita de arroz no estado do Rio Grande do Sul atingiu 25% da área cultivada, com destaque para a Fronteira Oeste, onde os índices são mais elevados. Em São Borja, a colheita chegou a 45%, seguida por Maçambará (40%), Alegrete (35%), Itaqui (32%), Barra do Quaraí e Uruguaiana, com cerca de 25% de colheita concluída.

Na região da Campanha, onde a semeadura foi mais tardia, a colheita está em fase inicial, atingindo 10% em Aceguá e Lavras do Sul, e 8% em Dom Pedrito. Atualmente, 40% da área plantada encontra-se em fase de maturação, o que possibilita aos produtores direcionar as reservas de água para irrigar as lavouras semeadas na segunda quinzena de dezembro, que estão nas fases de floração (7%) e enchimento de grãos (24%).

Na região de Pelotas, as lavouras estão predominantemente na fase de maturação, com 56% da área, enquanto 34% se encontram na fase de granação e 5% em floração. A colheita está em estágio inicial (5%) e ocorre em praticamente todos os municípios da região.

Em Santa Maria, a colheita avançou para 19% da área semeada, com 40% das lavouras em maturação. Embora os rendimentos estejam dentro das expectativas iniciais, algumas áreas, como Cacequi e Restinga Sêca, registraram queda de 15% na produtividade, enquanto em São Sepé e Formigueiro a redução foi de 5%.

Na região de Santa Rosa, em Garruchos, a colheita das lavouras semeadas precocemente já começou. As altas temperaturas e a intensa radiação solar favoreceram o desenvolvimento das plantas, resultando em produtividade próxima a 8 mil kg/ha de grãos limpos e secos, o que garantiu rentabilidade para os orizicultores locais.

Em Soledade, cerca de 10% da área foi colhida, com produtividades dentro das expectativas. As chuvas de fevereiro elevaram os níveis dos mananciais hídricos, oferecendo maior segurança aos orizicultores, que continuam utilizando água de forma moderada na irrigação. O quadro geral da cultura é considerado normal, com lavouras apresentando boa sanidade e estado nutricional.

No que diz respeito à comercialização, o preço médio da saca de 50 quilos de arroz, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, registrou uma queda de 2,14%, passando de R$ 90,09 para R$ 88,16.





Source link

News

Arroba de boi gordo tem ganhos no preço Brasil afora; confira



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar alguma recuperação nos preços nesta terça-feira (18).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o encurtamento das escalas de abate é uma variável chave para interpretar a recente alta dos preços.

“Vale destacar que esse movimento tende a acontecer de forma comedida. Mesmo com a dificuldade na composição das escalas de abate, o cenário de consumo doméstico não permite alta mais consistente dos preços. Exportações em ótimo nível ainda são uma variável importante a ser considerada”, avalia Iglesias.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: referência ficou em R$ 312,67, na modalidade à prazo, contra R$ 311,83 anteriormente.
  • Goiás: R$ 299,29, no comparativo com R$ 297,14 de ontem.
  • Minas Gerais: R$ 290,59, ante R$ 285 ontem.
  • Mato Grosso do Sul: R$ 298,41, contra R$ 294,89 do dia anterior.
  • Mato Grosso: R$ 299,76, contra R$ 299,39 anteriormente.

Atacado

O mercado atacadista ainda se depara com firmeza em seus preços. No entanto, Iglesias indica que o ambiente de negócios sugere por uma menor propensão a reajustes, considerando o período de menor apelo ao consumo que é a segunda quinzena do mês.

Ele destaca que a população ainda prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos.

  • Quarto traseiro ainda é cotado a R$ 25 o quilo
  • Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50 o quilo
  • Ponta de agulha segue no patamar de R$ 17 o quilo



Source link

News

Negócios mistos no mercado da soja; saiba as cotações do dia



O mercado brasileiro de soja seguiu com a movimentação de negócios nesta terça-feira (18), apesar da variação mista nos preços ao longo do dia. "A maior parte das praças recuou, acompanhando a queda na CBOT e no dólar, mas os prêmios continuam muito firmes", destaca o consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

Segundo o consultor, foram realizados negócios nos portos de Paranaguá e Santos, enquanto São Francisco do Sul seguiu lento, refletindo a ainda baixa oferta de soja em Santa Catarina. "De maneira geral, os preços seguem atrativos, apesar dos custos logísticos. A indústria tenta cadenciar as ofertas, aguardando novas quedas no preço do grão. O contexto geral é de negócios moderados", comenta.

Saiba as cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em baixa. A sessão, mais uma vez, foi volátil e com cotações oscilando em uma estreita margem.

O avanço da colheita no Brasil aumenta a oferta mundial da oleaginosa, gerando pressão fundamental sobre as cotações. O mercado também segue atento aos efeitos da política tarifária do governo Trump, temendo um deslocamento da demanda chinesa para a América do Sul.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Os agentes começam também a buscar um melhor posicionamento de suas carteiras ante ao relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os números serão divulgados no dia 31.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 2,75 centavos de dólar ou 0,27% a US$ 10,12 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,26 1/2 por bushel, perda de 2,75 centavos ou 0,26%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 4,40 ou 1,44% a US$ 299,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,54 centavos de dólar, com alta de 0,44 centavo ou 1,04%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,21%, negociado a R$ 5,6730 para venda e a R$ 5,6710 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6560 e a máxima de R$ 5,7145.



Source link

News

exportação em fevereiro recua 44% em volume e 37% em receita



O Brasil exportou 62,5 mil toneladas de arroz (base casca) em fevereiro, com receita de US$ 21,6 milhões, informou a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O volume foi 43,6% menor que em igual período de 2024 e a receita, 36,8% inferior.

Em relação às importações, em fevereiro o Brasil comprou 152,2 mil toneladas de arroz (base casca), com desembolso de US$ 46,2 milhões. Ainda conforme a Abiarroz, os envios do produto beneficiado ao exterior somaram 22,5 mil toneladas em fevereiro, 68,9% ante fevereiro de 2024, com receita de US$ 11,4 milhões (-54%).

“A nova safra começou a ser colhida no final de fevereiro e início de março, por isso ainda não havia muita disponibilidade do produto no mês passado, levando em conta que a safra do ano anterior foi menor. Esse foi o principal motivo para a queda nas exportações brasileiras”, disse o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan.

Os principais destinos das exportações de arroz beneficiado em fevereiro foram Peru, Cuba, Cabo Verde, Arábia Saudita, Uruguai, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, Panamá, São Tomé e Príncipe e Curaçau.

“Em termos de valor, destaque para o Peru, para onde foram embarcadas cerca de 10,6 mil toneladas do cereal, ao preço de US$ 5,3 milhões”, ressaltou a Abiarroz.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Conab aponta aumento na área de sorgo em Minas Gerais



Áreas de sorgo crescem 5,4% em Minas Gerais




Foto: Pixabay

De acordo com o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura das culturas de segunda safra em Minas Gerais foi prejudicada pelos atrasos na plantação do milho e pelo alongamento do ciclo da soja.

A janela de plantio, especialmente em solos mais arenosos, foi comprometida pela falta de umidade, afetada ainda pelas adversidades climáticas registradas em fevereiro. “Esse cenário criou um ambiente favorável à continuidade da expansão das áreas de sorgo no estado”, apontou o levantamento.

Em fevereiro, alguns municípios do Triângulo Mineiro enfrentaram escassez de sementes de sorgo, o que reforça a expectativa de crescimento na área destinada a essa cultura em comparação com a safra anterior. O levantamento revelou que, apesar das dificuldades no início da semeadura, a área semeada com sorgo no ciclo atual foi 5,4% maior que a do ciclo passado, que registrou 2% no mesmo período da safra 2023/24.





Source link

News

FPA denuncia avanço de casos e cobra providências urgentes



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu nesta terça-feira (18) para discutir o avanço das invasões de terras no Brasil, com foco no sul da Bahia e no Espírito Santo. Durante o encontro, parlamentares relataram casos de grupos armados que invadem propriedades, roubam e expulsam produtores rurais de suas terras.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou que a situação na Bahia extrapola a disputa por terras e revela a atuação de organizações criminosas. Segundo ele, o problema envolve questões de justiça e segurança pública que demandam uma resposta urgente das autoridades.

“Bandos armados estão tirando produtores de suas casas com a conivência do governo do estado. Precisamos de medidas importantes do Tribunal de Justiça da Bahia e do Conselho Nacional de Justiça, onde solicitamos uma audiência. Aqui em Brasília, vamos trabalhar para evitar uma batalha campal na região”, afirmou Lupion.

Denúncias sobre crimes rurais e insegurança no campo

O deputado Evair de Melo (PP-ES) alertou para a atuação de novos grupos, como o Movimento de Luta pela Terra (MLT), que se somam ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) na realização de invasões violentas.

Ele ressaltou que esses grupos vêm promovendo saques e violência contra os produtores rurais, tornando a Bahia uma “zona de guerra”.

“Esses grupos são quadrilhas organizadas que invadem propriedades. Estamos nos aproximando da safra do café e eles já estão roubando café verde de dentro das lavouras. A Bahia virou a Faixa de Gaza do Brasil”, disse Mello.

O ex-ministro da Cidadania João Roma reforçou que o crime organizado está explorando áreas produtivas de alto valor econômico, muitas vezes manipulando pessoas para que sejam identificadas como sem-terra ou indígenas, enquanto as terras são ocupadas ilegalmente sem intervenção efetiva das autoridades.

“Estamos atingindo um nível de risco muito alto, com a anuência de muitos que deveriam conter a situação. Existem formas de resolver o problema e a FPA atuará para impedir que esse cenário se agrave ainda mais”, afirmou Roma.

Cobrança por medidas urgentes do governo

A bancada ruralista também cobrou providências do governo federal. O deputado Zé Trovão (PL-SC) foi enfático ao afirmar que o Executivo precisa agir imediatamente para conter os invasores e evitar prejuízos ainda maiores ao agronegócio brasileiro.

“O governo federal precisa aparecer e acabar com tudo o que ele mesmo reforça. É inadmissível ver o governo paralisado enquanto os crimes acontecem. Se nós ficarmos aqui só na discussão do microfone, esses invasores vão tomar o nosso país”, declarou o parlamentar.

A FPA pretende pressionar o governo e as autoridades judiciais para que medidas concretas sejam tomadas a fim de garantir a segurança no campo e a proteção dos produtores rurais. O grupo já solicitou reuniões com o Tribunal de Justiça da Bahia e com o Conselho Nacional de Justiça para discutir o tema e buscar soluções efetivas para conter a escalada da violência no setor agropecuário.

A insegurança no campo e as dificuldades logísticas continuam sendo entraves para o desenvolvimento do agronegócio no Brasil. Com a proximidade da safra de café e outras culturas, a preocupação com novas invasões aumenta, exigindo respostas rápidas das autoridades para evitar prejuízos à produção e garantir a ordem nas regiões afetadas.



Source link

News

Frente fria vira o tempo com muita chuva nos próximos dias; saiba onde



Após um período de instabilidade intensa, uma nova frente fria está se aproximando do Sudeste, trazendo mais chuva para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. De acordo com a Climatempo, o sistema deve intensificar os temporais nos últimos dias do verão, com previsão de acumulados elevados e possibilidade de transtornos em diversas áreas.

Nos últimos dias, a passagem de uma frente fria já provocou mudanças significativas no tempo. Nas últimas 24 horas, Minas Gerais registrou volumes expressivos de chuva, com 72,6 mm em Boa Esperança e 71,1 mm em Juiz de Fora, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

No Rio de Janeiro, algumas áreas de Magé receberam quase 50 mm de chuva. Já no Espírito Santo, o município de Rio Novo do Sul acumulou 56,6 mm no mesmo período.

São Paulo também foi impactado, com 77,5 mm em Brotas, além de chuvas significativas em cidades como Itapira (37 mm) e Itirapina (34,8 mm). Na Grande Belo Horizonte, os maiores acumulados foram de 54 mm em Ibirité e 36,4 mm em Ribeirão das Neves.

Nova frente fria aumenta instabilidade na reta final do verão

Com o outono começando oficialmente no dia 20 de março, às 6h01 (horário de Brasília), a chegada da nova frente fria promete mais dias de instabilidade. O sistema avança pela costa de São Paulo na quarta-feira (19) e segue em direção ao Rio de Janeiro, aumentando o risco de temporais nos quatro estados da região Sudeste.

Até o fim da semana, a previsão da Climatempor indica episódios de chuva forte em diversas localidades. No entanto, o tempo seco e quente ainda deve predominar no norte e noroeste de Minas Gerais e no norte do Espírito Santo, regiões que continuarão registrando temperaturas elevadas.

Capitais sob risco de temporais

As regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória também estão no radar dos meteorologistas. Apenas entre os dias 18 e 19 de março, os acumulados podem chegar a:

  • Rio de Janeiro: 45 mm
  • São Paulo: 40 mm
  • Belo Horizonte: 50 mm
  • Vitória: 40 mm

A presença da nebulosidade e da chuva frequente ajudará a conter a elevação das temperaturas em grande parte do Sudeste. Porém, no noroeste de Minas Gerais, onde o tempo seco ainda predomina, o calor deve persistir com força.

Impactos e recomendações

Com a previsão de chuvas volumosas nos próximos dias, especialistas alertam para o risco de alagamentos, deslizamentos e transtornos em áreas urbanas. Moradores de regiões vulneráveis devem ficar atentos aos avisos meteorológicos e evitar deslocamentos durante temporais intensos.

A recomendação para os próximos dias é acompanhar a previsão do tempo e seguir as orientações da Defesa Civil. Com a transição do verão para o outono, a tendência é de mudanças mais frequentes no padrão climático, exigindo atenção redobrada.



Source link

News

Araucária gigante de 700 anos que tombou em temporal é clonada no Paraná


Uma araucária de aproximadamente 700 anos, considerada a maior do Paraná, foi clonada com sucesso por pesquisadores da Embrapa Florestas. A árvore, que tombou após um temporal, ganhou novas mudas que foram plantadas no município de Cruz Machado, onde estava originalmente.

O feito é inédito na pesquisa florestal brasileira e representa um avanço na conservação genética da espécie Araucaria angustifolia, símbolo da paisagem local.

A clonagem foi realizada por meio da técnica de enxertia, na qual brotos retirados da árvore original foram unidos a mudas jovens, garantindo que as novas plantas mantenham o mesmo material genético. O processo apresentou desafios, já que árvores tão antigas possuem menor capacidade de regeneração. Apesar disso, os cientistas conseguiram produzir quatro mudas viáveis, marcando um grande avanço para a biotecnologia florestal.

“Resgatar uma araucária tão antiga e conseguir cloná-la é uma conquista científica significativa. Essas mudas podem ajudar na preservação da espécie e até gerar benefícios econômicos para os produtores rurais”, comemora o pesquisador da Embrapa Ivar Wendling.

Por serem originárias de tecidos adultos, as novas plantas terão um porte menor, mas iniciarão a produção de pinhão mais cedo que uma árvore convencional, tornando-se uma alternativa viável para o manejo sustentável da espécie.

Plantio de muda da araucária feito por Terezinha de Jesus Wrubleski e pelo pesquisador Wendling | Foto: Kátia Pichelli/Embrapa

O processo de clonagem da araucária

A técnica de clonagem utilizada, conhecida como enxertia, envolve a inserção de brotos da árvore original em mudas já estabelecidas. Isso permite que os novos indivíduos cresçam mantendo as características genéticas da planta mãe, como resistência e produtividade. Esse método é particularmente importante para árvores antigas, cujos tecidos apresentam menor capacidade de regeneração.

A regeneração da araucária envolveu um trabalho minucioso. As mudas passaram por um período de crescimento controlado antes de serem plantadas em campo, onde precisarão de cuidados especiais nos primeiros anos. “Elas são mais sensíveis e exigem irrigação e monitoramento para garantir seu desenvolvimento saudável”, explica Wendling.

A clonagem também abre novas perspectivas para a conservação de outras árvores centenárias e ameaçadas. O pesquisador ressalta que a preservação genética da araucária pode contribuir para programas de reflorestamento e para a valorização econômica do pinhão, semente altamente nutritiva e apreciada na culinária regional.

Plantio das mudas e impacto ambiental

Duas das mudas clonadas foram plantadas em locais estratégicos. Uma delas foi levada de volta à propriedade rural de Terezinha de Jesus Wrubleski, onde a árvore original ficava. “Fico emocionada em ver essa nova árvore crescer no mesmo lugar da antiga. É como se ela estivesse renascendo”, afirma a produtora rural.

A segunda muda foi plantada no Colégio Agrícola de Cruz Machado, em um evento com estudantes, professores e autoridades locais. A iniciativa reforça a importância da educação ambiental na conservação da biodiversidade. Para o diretor da instituição, Anilton César Michels, a árvore servirá como ferramenta didática. “Esse é um marco para nossa escola. Acompanharemos de perto seu crescimento e o impacto do manejo sustentável da araucária”, diz.

O prefeito de Cruz Machado, Carlos Novak, destacou a relevância do projeto para a cidade. “Essa árvore faz parte da nossa história. A clonagem mostra como podemos unir ciência e preservação ambiental para garantir o futuro dessa espécie”. Já o secretário de Agricultura do município, Daniel Waligura, reforça o potencial econômico da araucária. “No passado, sua madeira era explorada. Agora, ela pode ser um ativo vivo, gerando renda sem necessidade de desmatamento”.

Perspectivas

Com o sucesso da clonagem, a Embrapa planeja expandir os estudos para outras espécies nativas e ameaçadas. O projeto prevê a doação de uma muda clonada para o governo do Paraná e a preservação de outra na coleção genética da Embrapa Florestas, garantindo que a árvore de 700 anos continue a ser estudada.

“Essa araucária tem um DNA único, e precisamos entender o que a tornou tão resistente ao longo dos séculos”, afirma Wendling. Além disso, a clonagem pode ser uma solução para agricultores que desejam investir na produção sustentável de pinhão.

A técnica utilizada não apenas preserva a genética da árvore original, mas também contribui para práticas sustentáveis na agropecuária, integrando a araucária em sistemas de cultivo diversificados. “Precisamos encontrar formas de conservar a espécie sem comprometer a economia rural”, conclui.



Source link

News

Importação chinesa de milho cai 97% no 1º bimestre do ano



As importações chinesas de milho alcançaram 1,8 milhão de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, volume 97,1% inferior ao registrado em igual intervalo de 2024, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (18) pelo Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês). O valor das importações do produto no bimestre foi de US$ 47,6 milhões.

Segundo a Gacc, os chineses importaram 1,1 milhão de toneladas de trigo no primeiro bimestre do ano, queda de 95,6% na comparação anual. No período, o valor das compras somou US$ 37,8 milhões.

As compras chinesas de soja do exterior totalizaram 13,61 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, alta de 4,4% ante igual período do ano passado. Em termos de valores, as importações de soja totalizaram US$ 6,3 bilhões nos dois primeiros meses deste ano.

De óleos vegetais, a China importou 900 mil toneladas nos dois primeiros meses de 2025, baixa de 25,7% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. Em valores, as importações somaram US$ 1,093 bilhões.

A China importou 260 mil toneladas de algodão em janeiro e fevereiro, recuo de 58,7% ante igual período de 2024. O valor desembolsado no primeiro bimestre deste ano foi de US$ 493,3 milhões.

As compras chinesas de óleo de palma atingiram 210 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro de 2025, volume 44,9% menor do que o importado um ano antes. O valor das compras somou US$ 228,9 milhões neste ano.

De lácteos, 480 mil toneladas foram importadas pela China no primeiro bimestre, 9,3% a mais do que em igual período do ano passado. Em termos de valores, a importação atingiu US$ 2,06 bilhões.

As importações chinesas de açúcar somaram 90 mil toneladas de janeiro a fevereiro, queda de 93,3% ante o registrado no ano anterior. O valor desembolsado pela China foi de US$ 45,5 milhões.

No primeiro bimestre, ainda, as compras da China de fertilizantes foram de 2,50 milhões de toneladas, baixa de 12,4% antes de janeiro e fevereiro de 2024, segundo a Gacc. O valor das importações foi de US$ 769,2 milhões.

As compras chinesas de carne bovina no mercado internacional totalizaram 470 mil toneladas em janeiro e fevereiro, baixa de 11,3% ante igual período do ano passado. Em termos de valores, as compras da China foram de US$ 2,42 bilhões.

Já de carne suína, os chineses importaram 180 mil toneladas no primeiro bimestre, aumento de 12,5% na comparação com 2024. As importações do produto no período somaram US$ 383,1 milhões.



Source link

News

Anec eleva previsão de exportação de soja e farelo



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) ampliou sua projeção para as exportações brasileiras de soja em grãos e farelo em março, mantendo estável a previsão para milho e aumentando significativamente a estimativa para trigo, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (18).

Para a soja em grãos, a entidade agora trabalha com embarques entre 15 milhões e 16,13 milhões de toneladas, elevando o teto da estimativa em 1,4% em relação à projeção da semana anterior, que indicava volumes de até 15,9 milhões de toneladas. Se confirmado o limite superior da projeção, o volume representará aumento de 19% em comparação com março de 2024, quando foram exportadas 13,55 milhões de toneladas.

No caso do farelo de soja, a estimativa subiu para 2,6 milhões de toneladas, um acréscimo de 9,4% sobre os 2,38 milhões de toneladas previstos na semana passada. O novo volume projetado supera em 44,6% as 1,8 milhão de toneladas embarcadas em março do ano passado.

A projeção para as exportações de milho permaneceu praticamente estável em 413,4 mil toneladas, frente às 412,7 mil toneladas estimadas anteriormente. Mesmo sem variação significativa na previsão semanal, o volume continua expressivamente superior (+194%) às 140,6 mil toneladas exportadas em março de 2024.

Trigo

O destaque nas revisões foi o trigo, cuja estimativa saltou para 261,7 mil toneladas, representando um aumento de 70,3% sobre a projeção da semana anterior, que indicava 153,7 mil toneladas. Apesar dessa forte elevação semanal, o volume previsto ainda é 67,3% inferior às 799,1 mil toneladas embarcadas em março do ano passado.

Os dados semanais da Anec indicam que na semana encerrada em 15 de março foram embarcadas 3,15 milhões de toneladas de soja, 367 mil toneladas de farelo, 155 mil toneladas de milho e 69,1 mil toneladas de trigo. Esses números ficaram abaixo da previsão feita na semana anterior, quando a Anec projetava exportações de 4,3 milhões de toneladas de soja e 617,9 mil toneladas de farelo para esse período.

Embarques da soja

Para a semana atual (16 a 22 de março), o line-up portuário indica volumes de 4,33 milhões de toneladas de soja, 740,5 mil toneladas de farelo, 95,5 mil toneladas de milho e 36,9 mil toneladas de trigo.

O Porto de Santos mantém a liderança nos embarques, com 1,68 milhão de toneladas de soja programadas para o mês, um aumento de 5,7% em relação à programação da semana anterior. Paranaguá aparece em segundo lugar, com 712,4 mil toneladas de soja, uma redução de 2,3% em comparação aos 729,4 mil toneladas previstos anteriormente.



Source link