terça-feira, maio 26, 2026

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Preços do algodão em pluma seguem em alta no Brasil



Os preços do algodão em pluma continuam em alta no mercado spot brasileiro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento de valorização é impulsionado pelo cenário externo favorável e pela disposição de compradores brasileiros em pagar mais por lotes que atendam requisitos específicos de qualidade.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores seguem priorizando o cumprimento de contratos já firmados para a pluma e utilizam a comercialização da soja para gerar caixa. Com isso, boa parte dos cotonicultores mantém a firmeza nos preços dos lotes da safra 2023/24 e também demonstra interesse na venda antecipada da produção das safras 2024/25 e 2025/26, tanto para o mercado interno quanto para exportação.

A perspectiva de demanda aquecida e de preços sustentados reforça a atratividade do algodão para os produtores, que acompanham de perto as movimentações do mercado global e as oportunidades de comercialização futura.

Indicador do algodão

Ontem (18), de acordo com dados do Cepea/Esalq, o preço do algodão em pluma – prazo de 8 dias – era cotado a R$ 424,61, aumento de 1,63% em relação ao mês anterior.

Sobre o Cepea

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP), e realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio.



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Diretor da Aprosoja RO comenta sobre o escoamento da soja no estado; situação é crítica



O escoamento da soja pelo Porto de Porto Velho, em Rondônia, enfrenta uma situação crítica atualmente. Hoje, a espera para descarregar a produção pode levar de quatro a seis dias, o que gera uma fila de mais de mil caminhões. A soja segue pelo Rio Madeira até o Porto de Santarém, no Pará, para então ser exportada. Confira:

A infraestrutura não acompanha o aumento da produção, gerando desafios para os produtores. Segundo Marcelo Lucas, diretor da Aprosoja Rondônia, o problema ocorre porque a capacidade de absorção da safra tanto de Rondônia quanto do Noroeste do Mato Grosso é limitada. Como resultado, os caminhões enfrentam longas filas para descarregar.

Este ano, ao contrário de 2023, a safra foi mais produtiva. No ano passado, houve frustração na colheita e, consequentemente, menos filas. O atraso no plantio concentrou a colheita entre o fim de fevereiro e a primeira quinzena de março, sobrecarregando o sistema de escoamento. Outro fator que agrava o cenário é a falta de estrutura para armazenamento da soja dentro do estado. Sem espaço suficiente, os produtores precisam escoar imediatamente, o que contribui para as filas.

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Além da espera, a demora causa prejuízos financeiros e compromete a qualidade do produto. Muitos produtores entregam a soja diretamente no porto, onde ela é beneficiada antes do embarque. Com a carga parada por dias nos caminhões, a umidade e as impurezas afetam sua qualidade. O custo de estadia também pesa no orçamento dos produtores, que são responsáveis pelo pagamento quando há atrasos na entrega. Essa despesa reduz a margem de lucro e impacta investimentos em safras futuras.

Diante desse cenário, a Aprosoja Rondônia busca soluções para minimizar os problemas e atrair investimentos para o estado. Algumas empresas estão instalando novas estruturas portuárias, o que pode reduzir a sobrecarga no futuro. Além disso, há um porto público concedido a uma empresa privada que não está sendo utilizado em sua totalidade. A entidade trabalha para que esse espaço seja aproveitado ao máximo, melhorando a logística de escoamento da safra.



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Alerta laranja! Inmet emite aviso de perigo para chuva forte em quatro estados


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um aviso na manhã de hoje alertando a população para o risco de chuva com acumulados entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, e ventos intensos (60-100 km/h) para grandes áreas do Brasil.

O Inmet informa que há possibilidade de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

Entre as regiões que podem ser atingidas estão:

  • Minas Gerais – Campo das Vertentes, Zona da Mata, Oeste de Minas, Sul/Sudoeste de Minas, Metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Rio Doce e Central Mineira.
  • Espírito Santo – Central Espírito-santense, Sul Espírito-santense
  • Rio de Janeiro – Sul Fluminense, Noroeste Fluminense, Centro Fluminense, Metropolitana do Rio de Janeiro, Baixada Fluminense e Norte Fluminense
  • São Paulo – Campinas, Vale do Paraíba, Baixada Santista, Metropolitana de São Paulo, Macro Metropolitana Paulista e Litoral Norte.
Alerta Laranja na região Sudeste do Brasil Alerta Laranja na região Sudeste do Brasil
Inmet emitiu o Alerta Laranja na manhã desta quarta-feira (19) Foto: reprodução Inmet

O órgão publicou algumas instruções como, na eventualidade de rajadas de vento, que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas. Também pede que a população não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

Em caso de emergência, ligue para a Defesa Civil (telefone 199) ou ao Corpo de Bombeiros (telefone 193) da sua cidade.



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Bayer apresenta Nativo Plus e reforça portfólio integrado de proteção para soja



As doenças de final de ciclo seguem como um desafio para os produtores de soja do país, comprometendo a sanidade e, consequentemente, a produtividade das lavouras. Para ajudar no controle das lavouras, a Bayer lançou o Nativo Plus, um fungicida e bactericida desenvolvido para complementar o manejo de patógenos como a ferrugem-asiática e a mancha-alvo.

Segundo Celito Huntemann, gerente de Marketing da Unidade Sul da Bayer, Nativo Plus foi desenvolvido para complementar o controle de doenças na cultura, com foco principal de utilização na terceira aplicação. “A terceira aplicação de fungicidas na soja é uma etapa crucial para o manejo fitossanitário, já que a pressão de doenças tende a aumentar significativamente nessa fase da cultura. Por isso é essencial o uso de fungicidas com bom efeito residual para garantir a proteção contínua das folhas e assegurar o potencial produtivo da lavoura”, afirma .

Huntemann explica que Nativo Plus é composto por trifloxistrobina, conhecida por sua eficácia entre as estrobilurinas, oferecendo um controle adequado; o tebuconazol, que vem para complementar essa ação, com um amplo alcance no manejo de patógenos; enquanto o
oxicloreto de cobre funciona como uma barreira protetora, reduzindo o risco de fitotoxidez.

“É uma solução moderna da Bayer, que gera um manejo mais eficiente de doenças de resistência na cultura da soja e, por consequência, otimiza o tempo e a segurança no processo de aplicação”, conta o gerente, lembrando que Nativo Plus foi apresentado nas duas primeiras feiras agrícolas do ano, a Show Rural Coopavel e a Expodireto Cotrijal.

A Bayer reforça que o lançamento desse produto visa complementar a proposta de manejo integrado de fungicidas, com 8 diferentes ativos, proporcionando controle para as principais doenças e manejo de resistência adequado.

“Com a Bayer, o produtor tem à disposição mais de um princípio ativo para lidar com o mesmo problema, gerando flexibilidade no manejo, proteção à terra e evitando a resistência das doenças contra um determinado ativo”, explica Huntemann.

“Nosso objetivo é solucionar os problemas de cultivo do agricultor e, para isso, temos um portfólio cada vez mais robusto de soluções integradas para o manejo de pragas e doenças, com foco no controle fitossanitário e na rotação inteligente de ativos, garantindo maior sustentabilidade no campo.”

Celito Huntemann, gerente de Marketing da Unidade Sul da Bayer

Mais soluções

Já pensando na preocupação relatada pelos produtores para a safrinha de milho deste ano, que começa a ser semeada, a Bayer também possui soluções contra a mancha bipolaris, que tem afetado a cultura do milho no Brasil e que, segundo a Embrapa, pode trazer perdas de até 70% na produção.

Para o combate à doença, a Bayer recomenda o fungicida Fox Xpro, composto por bixafem, protioconazol e trifloxistrobina e que já se mostrou eficaz na proteção à soja e, agora, é o primeiro produto a ter registro do ativo contra o complexo bipolares no Brasil.

Além disso, a família de produtos Fox conta com o Fox Supra, voltado para a cultura da soja e que tem eficácia comprovada no combate a doenças como a ferrugem-asiática, anomalia da soja (podridão das vagens), mofo-branco e mancha-alvo.

Para proteger tanto a soja quanto o milho, a empresa também oferece a solução Curbix, que ajuda no combate a insetos sugadores, como os percevejos e as cigarrinhas.

O objetivo da Bayer é continuar entregando muitas inovações para proteção de cultivos nos próximos anos, fortalecendo ainda mais sua posição neste segmento. Somente no Brasil, a previsão é que mais de 20 formulações sejam lançadas até 2030, informa a empresa.



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CNA diz que PL da reciprocidade permite ao Brasil reagir a barreiras comerciais



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou que o Projeto de Lei 2.088/2023, conhecido como o PL da Reciprocidade, garante ao Brasil a possibilidade de responder a barreiras comerciais impostas por outros países. Na terça (18), a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou o substitutivo da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ao projeto.

A proposta, de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), protege a competitividade do Brasil no comércio internacional ao estabelecer regras para reagir a medidas injustas adotadas por outros países ou blocos econômicos. Agora, o PL será analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado em caráter terminativo (sem precisar ir a Plenário). Se for aprovado na CAE, o PL segue para a Câmara dos Deputados.

O Projeto de Lei defende a soberania do Brasil, buscando dar ao país mecanismos de respostas no caso de adoção de atos específicos unilaterais contra o Brasil, sejam com base comercial ou ambiental, que não sigam normas internacionais.

A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, disse que a aprovação do PL é importante devido à “proliferação de medidas unilaterais e discriminatórias adotadas por países ou blocos econômicos que impactam negativamente a competitividade e o acesso de produtos brasileiros ao mercado internacional”.

“O PL 2088/2023 assegura ao Brasil a possibilidade de responder a essas barreiras comerciais, e ganha urgência com o enfraquecimento da OMC (Organização Mundial do Comércio). Economias como a americana e a europeia já possuem normas semelhantes em sua legislação nacional”, explicou a diretora.

Tereza Cristina ressaltou que o “Brasil terá mais um instrumento que dê garantias de negociação e, em último caso, fazer a retaliação, se esse for o caso. Esperamos nunca ter que usar a retaliação, mas o Brasil ficará preparado para a proteção dos seus produtores e dos seus produtos”.

Autor do projeto, o senador Zequinha Marinho (Podemos/PA), afirmou que a proposta busca
fortalecer o Brasil em negociações internacionais. “Este projeto nos dá uma carta na manga para demonstrar nossa sustentabilidade e evitar imposições unilaterais que prejudiquem nossa competitividade”, disse.



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Lactalis anuncia investimento de R$ 313 milhões em fábricas



A Lactalis anunciou investimento de R$ 313 milhões para ampliar sua produção no Paraná. O montante será direcionado à instalação de uma nova linha de UHT em Londrina e ao aumento da produção de iogurtes, leite fermentado, bebidas lácteas, sobremesas e creme de queijo na unidade de Carambeí, explicou a empresa em nota.

O anúncio foi feito ontem (18) durante reunião em Curitiba entre o CEO da Lactalis Brasil, Roosevelt Junior, e o governador Ratinho Júnior (PSD). Segundo o executivo, o projeto será formalizado por meio de dois protocolos de intenções com o governo estadual.

Presente no Paraná há quase 100 anos por meio da marca Batavo, cuja origem está ligada à imigração holandesa em Carambeí, a Lactalis já investiu mais de R$ 710 milhões no Estado na última década, de acordo com nota da empresa.

A companhia opera três fábricas no Paraná – em Carambeí, Londrina e Pato Branco -, e processa 600 milhões de litros de leite anualmente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações somam US$ 14,49 bi até 2ª semana de março


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,826 bilhões até a segunda semana de março. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), no período, as exportações totalizaram US$ 14,49 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 9,664 bilhões. A corrente de comércio, que representa a soma das exportações e importações, atingiu US$ 24,153 bilhões.

No acumulado do ano, o saldo comercial positivo chegou a US$ 6,76 bilhões. O país exportou US$ 62,743 bilhões e importou US$ 55,982 bilhões, com uma corrente de comércio de US$ 118,725 bilhões.

Na segunda semana de março, o superávit comercial foi de US$ 1,8 bilhão. As exportações no período totalizaram US$ 7,6 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 5,8 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 13,3 bilhões.

O setor agropecuário foi o principal destaque no desempenho das exportações, registrando um crescimento de 44% e alcançando US$ 4,09 bilhões. “O aumento foi impulsionado pelo avanço nas vendas de milho não moído, que cresceu 265,5%, além do café não torrado, com alta de 166,4%, e da soja, que subiu 24,9%”, apontam os dados da Secex/MDIC.

Na Indústria Extrativa, as exportações cresceram 15,6%, somando US$ 2,99 bilhões. O avanço foi motivado principalmente pelo crescimento das vendas de minérios de cobre e seus concentrados (147,3%), minérios de níquel e seus concentrados (153,3%) e óleos brutos de petróleo (19,2%). A Indústria de Transformação também apresentou alta, com um crescimento de 31,4% e um volume exportado de US$ 7,31 bilhões, destacando-se as exportações de carne bovina (89,9%), celulose (52,9%) e óleos combustíveis (72,9%).

Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda nas exportações, como trigo e centeio (-38,2%) na Agropecuária, minério de Ferro (-1,0%) na Indústria Extrativa e aeronaves e equipamentos (-67,6%) na Indústria de Transformação.

Nas importações, o setor agropecuário registrou um crescimento de 52,2%, atingindo US$ 0,29 bilhões, enquanto a Indústria de Transformação avançou 19,8%, com um total de US$ 8,85 bilhões. A Indústria Extrativa, por outro lado, teve uma queda de 20%, totalizando US$ 0,45 bilhões.

O aumento nas importações foi puxado por produtos como milho não moído (80,7%), cacau em bruto ou torrado (1.909,0%) e borracha natural (120,3%) na Agropecuária. Na Indústria de Transformação, houve crescimento na compra de medicamentos (75,2%), motores e máquinas não elétricos (72,1%) e armas e munições (263,7%).

Entre os produtos que tiveram queda nas importações, destacam-se a soja (-94,4%) na Agropecuária, os fertilizantes brutos (-22,9%) na Indústria Extrativa e os veículos para transporte de mercadorias (-12,0%) na Indústria de Transformação.





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FPA tentará reforço de mais R$ 1 bi para o auxílio financeiro



O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (PP-PR), disse, ontem (18), que a bancada ruralista vai tentar, com os ministros do governo que integram a Junta Orçamentária, um reforço de pelo menos R$ 1 bilhão em recursos para subvenção ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), somando, no total, R$ 2 bilhões para o PSR.

Lupion disse a jornalistas, em entrevista coletiva após reunião em que os membros da FPA discutiram as medidas necessárias para a infraestrutura e o escoamento da safra de grãos, que o pedido deve ser enviado “entre hoje (ontem) e amanhã (hoje)”.

O líder ruralista confirmou que o objetivo é “fechar a peça orçamentária com pelo menos R$ 2 bilhões” de recursos obrigatórios para a subvenção ao prêmio do seguro rural. “Isso é o que nós podemos fazer hoje, pois não há mais prazo para emendar o projeto”, disse ele, referindo-se ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2025, que deve ser votado na Comissão Mista de Orçamento da Câmara na sexta-feira (21). “A gente precisa trabalhar politicamente para que venha o ofício do governo”, afirmou.

Escoamento da safra

O presidente da FPA disse que a safra de grãos 2024/25 enfrentará, além dos já conhecidos gargalos na infraestrutura de transportes, uma alta de 100% no custo do frete na comparação com o ano passado.

Durante a coletiva, Lupion afirmou que não há tempo hábil para que as demandas sejam atendidas já na safra atual, que pode bater recorde de volume produzido. “Essa safra já está rodando as estradas. O que nós precisamos agora é resolver para o [próximo] Plano Safra”, disse.

Conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), devem ser produzidas 328 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25. A previsão representa uma alta de mais de 10% em comparação com o volume colhido no ciclo anterior (2023/24), com acréscimo de mais de 30 milhões de toneladas de 16 tipos de grãos.

Entre as prioridades no campo logístico para o próximo Plano Safra, a ser apresentado entre junho e julho, está a ampliação da capacidade de armazenagem. A demanda, antecipou Lupion, será pela retomada de recursos específicos para armazéns. “A safra brasileira fica nos caminhões indo para o porto. A gente precisa resolver isso e dentro do Plano Safra. É uma oportunidade de fazer isso.”

Segundo Lupion, o setor ainda não verifica resultados concretos de investimentos anunciados pelo governo para a infraestrutura de transporte. No início de fevereiro, o Executivo apresentou um conjunto de obras para o escoamento da safra de grãos deste ano. Entre projetos de intervenções rodoviárias, ferroviária, em portos e hidrovias, totalizam R$ 7,15 bilhões.

“Estamos esperando o resultado. Aqueles anúncios que foram feitos sobre escoamento de safra, em um evento grande para anunciar isso. A gente está esperando o resultado prático disso. Ainda não vimos quais são esses investimentos”, afirmou Lupion.



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Com R$ 670 milhões disponíveis, agricultores já podem receber o Garantia-Safra



O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) já começou a realizar os pagamentos do Garantia-Safra referente à safra 2023/2024. No total, 744 municípios serão beneficiados com R$ 670 milhões destinados a 558.686 mil agricultores em todo o Brasil.

A política, destinada a produtores com renda mensal de até 1,5 salário-mínimo cuja área plantada varie entre 0,6 e 5 hectares de feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca, apoia agricultores familiares que sofreram perdas devido a eventos climáticos adversos, como secas e chuvas intensas, garantindo a segurança econômica e a continuidade da produção no campo.

O benefício é concedido aos agricultores e municípios que aderiram ao programa, quando há comprovação de perdas de pelo menos 50% da produção devido a fatores climáticos.

“O Garantia-Safra é uma política essencial que oferece suporte para milhares de agricultoras e agricultores que produzem os alimentos que chegam à nossa mesa. Além de reduzir os impactos das perdas causadas pelas adversidades climáticas, o programa contribui para a permanência das famílias no campo e para a sustentabilidade da produção agrícola”, disse o secretário da SAF/MDA, Vanderley Ziger

Atenção, agricultores! Saiba como fazer a regularização

Os agricultores aderidos ao Garantia-Safra que tiveram o pagamento do Benefício preventivamente bloqueado, poderão apresentar defesa contra o bloqueio por meio do serviço Solicitar Requerimento de Defesa após bloqueio do Benefício Garantia-Safra.

As defesas poderão ser apresentadas em até 60 dias, a partir do dia 18 de março de 2025, conforme prazo previsto na Portaria MDA n° 03, de 03 de abril de 2023. Já os motivos dos bloqueios podem ser consultados por meio de acesso ao perfil do beneficiário(a) no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra.

A lista completa dos municípios contemplados está publicada na Portaria N° 319 de 14 de março de 2025. O pagamento do Garantia-Safra segue o calendário de pagamento dos benefícios sociais e será depositado em Conta Poupança Digital da Caixa Econômica Federal.

Quem tiver dúvidas pode entrar em contato com a Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (61) 3218-3319.



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‘Lavouras de soja ficaram mais de 45 dias sem chuvas,’ diz diretor da Aprosoja PI



O estado do Piauí enfrenta desafios devido à escassez de chuvas e, consequentemente, os trabalhos com a soja são afetados. Tanto as lavouras que estão sendo colhidas quanto as que ainda permanecem no campo estão comprometidas, conforme informações divulgadas pela Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Piauí).

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De acordo com o diretor-executivo da associação, Rafael Maschio, o estado enfrentou um mês de fevereiro praticamente sem chuvas, seguido por precipitações esparsas na primeira quinzena de março. Esse cenário levou algumas fazendas a ficarem mais de 45 dias sem chuvas, impactando diretamente a produtividade das lavouras.

As perdas variam conforme o período de plantio. Lavouras semeadas mais cedo e já colhidas apresentam quebras em torno de 25%, enquanto as plantadas mais tardiamente, que passaram pela fase reprodutiva e de enchimento de grãos nos meses de janeiro e fevereiro, sofrem perdas superiores a 50%. Além disso, a área colhida também varia de região para região, oscilando entre 10% e 80%, com uma média estadual de aproximadamente 40%.

Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, a área destinada ao plantio de soja no Piauí na safra 2024/25 deve atingir 1,15 milhão de hectares, um crescimento de 5,5% em relação aos 1,09 milhão de hectares cultivados na safra anterior.

A produção de soja no estado é estimada em 4,6 milhões de toneladas, um aumento de 17,8% frente à safra 2022/23, que totalizou 3,904 milhões de toneladas. O rendimento médio também deve subir, passando de 3.600 quilos por hectare para 4.020 quilos por hectare.



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