terça-feira, maio 26, 2026

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Outono vem aí e como ficam chuvas e frentes frias? Climatempo conta tudo



O outono de 2025 tem início às 6h01 desta quianta-feira (20) e se prolonga até às 23h42 do dia 20 de junho, pelo horário de Brasília. Em relação às chuvas, na maioria das áreas do Brasil o outono é uma estação de transição do período úmido para a época de seca, característica do inverno. De acordo com a Climatempo, isso significa que haverá uma grande redução na frequência e no volume de precipitações mensais durante a estação.

O aumento do predomínio de sistemas de alta pressão atmosférica no interior do Brasil é um dos principais motivos para a redução do volume de chuva e também dos níveis de umidade no ar no Centro-Sul.

A temperatura terá um declínio natural nessa área do país, devido à diminuição das horas de insolação e também da passagem de massas de ar frio de origem polar que, ao longo do outono, tendem a ser mais fortes e amplas no Brasil.

A Climatempo lembra que a atmosfera não esfria de uma semana para outra. O começo do outono ainda pode ser bem quente, pois carrega o calor armazenado do verão.

Para a costa leste do Nordeste, o outono marca o período mais chuvoso do ano. Episódios de chuva forte e volumosa são muito comuns nas capitais Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa e Natal.

Nas áreas do extremo norte do Brasil, como Roraima, Amapá, o extremo norte do Amazonas e do Pará, e também a faixa norte do Nordeste, entre o litoral do Maranhão e o do Rio Grande do Norte, o começo do outono ainda é época de chuva frequente e volumosa. Mas a tendência é de diminuição do volume de precipitação no fim da estação.

Neutralidade no Oceano Pacífico equatorial

O outono de 2025 virá com situação de neutralidade térmica no oceano Pacífico equatorial, ao largo da costa do Peru. Isso significa que não haverá a influência de El Niño, nem do La Niña, de acordo com a meteorologia.

Um possível El Niño costeiro poderá se desenvolver já no começo da estação, mas a influência desse fenômeno é pequena no padrão climatológico do Brasil.

Chuva no Brasil no outono 2025

A Climatempo prevê que o volume de precipitação durante o outono deste ano tende a ficar dentro ou um pouco abaixo da média no Paraná e nos estados do Sudeste e do Centro-Oeste.

Na maioria das áreas de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a estação deve trazer um volume de chuva um pouco acima da média.

Para a maior parte do Nordeste, a previsão é de que chova dentro da normalidade para estação. Deve chover mais do que o normal apenas no litoral e no norte do Maranhão e também no litoral do Piauí.

Para a maioria das áreas da região Norte, a previsão é de que a chuva do outono de 2025 fique um pouco abaixo da média. Mas o Amapá, a região da Ilha do Marajó (PA) e o nordeste do Pará devem ter mais chuva do que o normal neste outono.

Temperatura no outono de 2025

A temperatura deve ficar próxima da normalidade no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, a tendência é de temperaturas dentro ou um pouco acima da média. No Paraná, o outono deve ser com temperaturas um pouco acima da média.

Para a maioria das áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, a previsão é de que o outono de 2025 termine com temperaturas acima da média para a estação.

No Norte e na maioria das áreas do Nordeste, a previsão é de que a temperatura fique dentro ou um pouco acima da média. O oeste da Bahia deve ter temperaturas acima da média no período.

Primeiro friozinho do outono

Embora a previsão seja de um outono com temperaturas acima do normal em praticamente todo o Brasil, isso não quer dizer que não haverá episódios de frio.

De acordo com a Climatempo, é provável que a primeira massa de ar frio da temporada, com potencial para provocar queda de temperatura ampla no Centro-Sul do Brasil, aconteça ainda na primeira quinzena de abril.



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Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao ano



A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas externas, principalmente pela política comercial do país, suscitam dúvidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em relação ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação no crescimento.

Segundo o Copom, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços continue alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

“O comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes.”, destacou o comunicado.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.

“Para além da próxima reunião [a partir de junho], o comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”, ressaltou.

Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro.

Essa foi a quinta alta seguida da Selic. A taxa está no maior nível desde outubro de 2016, quando também estava em 14,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária.

Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e duas de 1 ponto percentual.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou em 1,48%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o fim do bônus de Itaipu sobre a conta de luz e o preço de alguns alimentos contribuíram para o índice.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,87% em 12 meses, acima do teto da meta do ano passado. Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em março de 2025, a inflação desde abril de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em abril, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,66%, mais de 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,6%.

O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 5,1% em 2025 (acima do teto da meta) e 3,9% no acumulado em 12 meses no fim do terceiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

O Banco Central aumentou as estimativas de inflação. Na reunião anterior, de janeiro, o Copom previa IPCA de 5,2% em 2025 e de 4% em 12 meses no fim do terceiro trimestre de 2026.

Crédito mais caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.

No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 2,1% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

O mercado projeta crescimento um pouco menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,99% do PIB em 2025.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.



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CNA anuncia R$ 100 mi anuais para financiar pesquisas da Embrapa



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou nesta quarta-feira (19) um investimento anual de R$ 100 milhões para financiar pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O fundo terá como líder Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura.

O anúncio foi feito pelo diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, durante a edição COP30 do Planeta Campo Talks, promovida pelo Canal Rural, em São Paulo. O evento discutiu inovação, sustentabilidade e os desafios do agronegócio em meio às mudanças climáticas.

Com essa iniciativa, a CNA pretende fortalecer a inovação agropecuária, apoiando pesquisas que possam aumentar a produtividade, melhorar a sustentabilidade ambiental e reduzir custos de produção no campo. Segundo Carrara, o investimento reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento de novas tecnologias que beneficiem os produtores rurais brasileiros.

A Embrapa é referência mundial em pesquisa agropecuária e já desenvolveu soluções que transformaram a agricultura brasileira, como a tropicalização da soja, o melhoramento genético de cultivos e a criação de técnicas para o manejo sustentável do solo.

Roberto Rodrigues à frente do fundo

A liderança do fundo ficará sob a responsabilidade de Roberto Rodrigues, um dos maiores nomes do agronegócio brasileiro. Ex-ministro da Agricultura e professor emérito da FGV Agro, é reconhecido por seu trabalho na promoção do cooperativismo e no fortalecimento das políticas públicas para o setor.



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recuperação dos preços da arroba persiste; veja cotações de hoje



O mercado físico de boi gordo seguiu em um lento processo de recuperação nesta quarta-feira (19).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a redução da oferta de fêmeas no Centro-Norte brasileiro, o que por consequência acabou encurtando as escalas de abate, é o principal fator que justifica esse movimento.

“As exportações seguem em alto nível, exigindo da indústria frigorífica a busca por animais jovens, que cumpram os requisitos de exportação para a China. No curto prazo não há espaço para movimentos consistentes de alta, no entanto, o cenário já se mostra de maior otimismo se comparado a fevereiro”, avalia.

Confira os preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 313,58, na modalidade à prazo, contra R$ 312,67 anteriormente.
  • Goiás: R$ 299,64, contra R$ 299,29 ontem.
  • Minas Gerais: R$ 307,35, ante R$ 290,59 ontem.
  • Mato Grosso do Sul: R$ 300,34, contra R$ 298,41 do dia anterior.
  • Mato Grosso: R$ 299,89, contra R$ 299,76 anteriormente.

Atacado

O mercado atacadista apresentou preços acomodados ao longo da quarta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere por menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

Soma-se a isso, a preferência da população por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovo e embutidos em geral.

  • Quarto traseiro ainda é cotado a R$ 25 o quilo.
  • Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50 o quilo.
  • Ponta de agulha segue no patamar de R$ 17 o quilo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Defensivos e máquinas elevaram o custo da soja no Mato Grosso



Custo da soja no estado subiu em fevereiro




Foto: Pixabay

O custo de produção da soja no Mato Grosso para a safra 2025/26 aumentou 0,54% em fevereiro, atingindo R$ 4.073,00 por hectare, segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do projeto CPA-MT.

A alta foi influenciada pelo aumento de 2,12% nos preços dos defensivos, que chegaram a R$ 1.138,50 por hectare, e pelo acréscimo de 1,27% nos custos com operações mecanizadas, que passaram para R$ 177,55 por hectare. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.658,85 por hectare, um avanço de 0,42% em relação ao mês anterior.

Para cobrir as despesas do COE, o produtor precisará vender a saca de soja a pelo menos R$ 91,17, uma redução de 6,21% em relação a janeiro. Além disso, será necessário atingir uma produtividade média de 49,98 sacas por hectare, um aumento de 0,73% no comparativo mensal.

O Custo Total (CT) da safra foi estimado em R$ 7.466,08 por hectare, representando um avanço de 0,54% em relação ao mês anterior.





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Soja tem preços mistos no Brasil em meio à logística encarecida



Os preços da soja ficaram mistos nesta quarta-feira (19). A Bolsa de Chicago e o dólar caíram, mas os prêmios apresentaram firmeza. A logística segue cara. Foram registrados alguns negócios, porém sem grandes volumes. Segundo a consultoria Safras & Mercado, a indústria colocou cotações firmes no mercado, com alguns negócios a R$ 130 por tonelada.

Preços da soja no país

  • Em Passo Fundo (RS), estabilizou em R$ 128,00
  • Em Santa Rosa (RS), seguiu em R$ 129,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), manteve em R$ 133,00
  • Em Cascavel (PR), subiu de R$ 125,00 para R$ 129,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), seguiu em R$ 134,00
  • Em Rondonópolis (MT), caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • Em Dourados (MS), subiu de R$ 116,00 para R$ 117,00
  • Em Rio Verde (GO), recuou de R$ 112,00 para R$ 111,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa pela terceira sessão consecutiva. O mercado foi pressionado pela entrada da safra sul-americana e pela falta de definição sobre a política tarifária do governo Trump.

Além disso, os investidores ajustam suas posições antes da divulgação do relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 31 de março.

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Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam em baixa de 4,50 centavos de dólar, ou 0,44%, a US$ 10,08 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,21 1/2 por bushel, perda de 5,00 centavos ou 0,48%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 2,20 ou 0,73%, para US$ 297,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio caíram 0,18 centavo, ou 0,42%, para 42,36 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,44%, negociado a R$ 5,6480 para venda e R$ 5,6460 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6326 e a máxima de R$ 5,6931.



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oferta de gado pode cair e impulsionar preços no segundo semestre, diz consultoria



A oferta de gado bovino para abate no Brasil, que vem sendo sustentada pelo elevado volume de fêmeas no mercado, pode estar próxima de um ponto de inflexão, de acordo com a Datagro Pecuária. O ritmo de abates ainda se mantém alto, segundo a consultoria, mas já dá sinais de esgotamento para o segundo semestre de 2025, o que pode afetar a precificação do boi gordo e a dinâmica da reposição.

Dados preliminares da Datagro apontam que, em fevereiro, os abates sob inspeção federal (SIF) totalizaram 2,28 milhões de cabeças, representando uma queda de 1,7% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar da retração, o número ainda está próximo das máximas históricas para o mês.

A participação de fêmeas nos abates de fevereiro foi 48,9%, diz a consultoria, um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao ano passado, indicando um uso intensivo das matrizes para manter a oferta no mercado. No entanto, a redução do volume total sugere que essa estratégia pode estar se esgotando, o que pode limitar o crescimento da oferta nos próximos meses.

Clima e retenção de fêmeas podem reduzir disponibilidade

A Datagro avalia que, apesar da elevada oferta de gado no curto prazo, a tendência para os próximos meses é de um mercado mais restrito. A melhora das pastagens, impulsionada pelo clima favorável, pode estimular a retenção de fêmeas para reprodução, reduzindo gradativamente o volume de animais disponíveis para abate.

Se esse padrão persistir, a oferta de gado pode sofrer um recuo mais acentuado na segunda metade do ano, o que impactaria a precificação do boi gordo e da reposição. Com uma menor pressão vendedora, os preços tendem a ganhar sustentação no longo prazo.

Projeções para 2025

A projeção da Datagro para o total de abates em 2025 é de 38,1 milhões de cabeças de gado, o que representa uma queda de 2,9% em relação ao recorde de 2024, mas ainda assim o segundo maior volume já registrado no país.

Com o mercado em transição e sinais de restrição na oferta, o cenário para o segundo semestre deve ser de ajustes significativos, especialmente na formação de preços e na estratégia dos pecuaristas para o manejo dos rebanhos.



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Rodolfo Nogueira é novo presidente da Comissão de Agricultura da Câmara



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara elegeu o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) como seu presidente para este ano com 32 votos favoráveis e 2 votos em branco. Os três vice-líderes serão eleitos em outro momento.

Rodolfo Nogueira disse que o setor está em crise por causa da queda dos preços das commodities e precisa ser defendido pela comissão.

“Precisamos de um Parlamento comprometido com os que produzem e geram emprego neste país. Não haverá espaço para ataques ao agro. Não admitiremos que menosprezem quem leva comida para o brasileiro”, afirmou.

O deputado disse ainda que outra pauta importante será a defesa do direito de propriedade e fez uma referência ao mês de abril, quando o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra costuma realizar uma jornada de lutas pela reforma agrária. “Qualquer tentativa de invasão será combatida por esta comissão”, disse.

Perfil

Pecuarista e agricultor, Rodolfo Nogueira está em seu primeiro mandato como deputado federal.

Entre 2020 e 2022 atuou como gerente internacional da Embratur e também ocupou a presidência de seu partido em Mato Grosso do Sul.

Sobre a comissão de Agricultura

A Comissão de Agricultura debate e vota temas relacionados à política agrícola, pesca, questões fundiárias e de reforma agrária, além de justiça e direito agrário. Criada pelo Parlamento ainda no período imperial, a comissão tem suas funções definidas em regimento desde 1920.



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AgroNewsPolítica & Agro

produção de grãos pode crescer 14,2% em Goiás


Segundo o informado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, os novos levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projetam crescimento na produção agropecuária de Goiás para a safra 2024/25.

A Conab estima que a produção de grãos no estado chegue a 34,5 milhões de toneladas, um avanço de 14,2% em relação à safra anterior, com destaque para soja, milho e feijão. O IBGE também aponta crescimento em culturas como tomate, mandioca e banana.

A soja segue como principal produto do agronegócio goiano, com expectativa de alcançar 20,2 milhões de toneladas, um aumento de 20,1% em comparação ao ciclo passado. O milho também apresenta crescimento expressivo. A primeira safra já está avançada, enquanto a segunda deve ultrapassar 10,6 milhões de toneladas, um aumento de 7,5%.

A produção de feijão superou a do ciclo anterior, favorecida por condições climáticas que permitiram uma colheita antecipada e melhores rendimentos. O estado deve produzir 292,6 mil toneladas do grão, alta de 6,6% em relação à última safra. No caso do sorgo, Goiás mantém a liderança nacional, com produção estimada em 1,3 milhão de toneladas, impulsionada pelo crescimento de 2,1% na área plantada. “Os números confirmam a robustez do agronegócio goiano e refletem o compromisso do setor com inovação e sustentabilidade”, afirma o titular da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Pedro Leonardo Rezende.

Segundo Rezende, o estado tem avançado em eficiência produtiva, garantindo renda ao produtor e oferta segura ao consumidor. “A cada safra, Goiás reforça seu protagonismo nacional, combinando produtividade e sustentabilidade”, acrescenta.

Além dos grãos, o IBGE aponta resultados positivos para outras culturas. O tomate goiano mantém sua posição de destaque nacional, com produção estimada em 1,4 milhão de toneladas. A produção de mandioca deve atingir 190 mil toneladas, alta de 2,9% em relação ao levantamento anterior, impulsionada pela expansão da área plantada. A produção de banana é projetada em mais de 167 mil toneladas, correspondendo a 2,4% da oferta nacional. Já a batata-inglesa deve alcançar 267,4 mil toneladas, um crescimento de 1,2% em relação à projeção anterior, representando 6,2% da produção nacional.





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Produtividade da soja em Sorriso (MT) é positiva



A safra de soja em Sorriso, no norte de MT, teve um desempenho excepcional neste ciclo. Segundo as informações divulgadas pela Safras & Mercado, a produtividade final pode ultrapassar 70 sacas de 60 quilos por hectare. A colheita, concluída entre os dias 2 e 3 de março, confirmou bons números para os produtores da região.

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Os produtores de soja da região alcançaram produtividades variadas, com algumas áreas registrando até 81 sacas por hectare, enquanto outras ficaram entre 66 e 68 sacas. A média final deve ficar entre 72 e 74 sacas por hectare, resultado positivo diante dos desafios climáticos. O bom desempenho reflete o uso de cultivares produtivas, manejo eficiente e controle eficaz de pragas e doenças.

Transporte em Sorriso (MT)

O transporte da safra de MT ocorre sem dificuldades, garantindo o escoamento para os principais mercados. Os fretes das fazendas até as tradings ou armazéns seguem sem problemas, mas os custos aumentaram no pós-colheita, impactando a rentabilidade dos produtores. Esse encarecimento é comum nesta época, exigindo planejamento para minimizar impactos financeiros.

O milho safrinha também se desenvolve bem, impulsionado por chuvas regulares intercaladas com sol. As lavouras estão saudáveis e beneficiadas por um manejo eficiente no controle de pragas. Caso o clima continue favorável, as expectativas são de boa produtividade e colheita promissora.



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