terça-feira, maio 26, 2026

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“O trigo é protagonista, apesar das adversidades”, diz pesquisador da CCGL


O 10º Fórum do trigo, realizado na Expodireto Cotrijal 2025, discutiu a necessidade de estratégias eficazes para enfrentar as adversidades climáticas que afetam a produção no Sul do Brasil. Durante o evento, o pesquisador da CCGL, Tiago de Andrade Neves Horbe, apresentou a palestra “O posicionamento da Rede Técnica Cooperativa para reduzir os impactos negativos das adversidades climáticas na cultura do trigo no Sul do Brasil”. Ele destacou o papel da Rede Técnica Cooperativa (RTC) na busca por soluções para minimizar os efeitos do clima na lavoura.

Em entrevista ao Portal Agrolink, Horbe ressaltou que cada safra possui características únicas e que o clima nunca se repete da mesma forma. “Quando analisamos séries históricas, identificamos padrões e tendências que ajudam a reduzir a instabilidade na produção”, afirmou. Segundo ele, os ensaios conduzidos pela RTC são fundamentais para compreender o comportamento das culturas em diferentes regiões e auxiliar na tomada de decisões.

Um dos principais desafios para o trigo no Rio Grande do Sul, segundo Horbe, é a umidade excessiva no período crítico da lavoura. “Enquanto no verão enfrentamos estiagem, no inverno precisamos estar preparados para chuvas acima da média entre setembro e outubro, justamente quando o trigo está no período reprodutivo”, explicou.

Outro fator de risco são as geadas tardias. “Elas não ocorrem todos os anos, mas, quando acontecem, podem comprometer a produtividade”, alertou. Para ele, o planejamento estratégico, que envolve a escolha da época de semeadura e das cultivares mais adequadas, é essencial. “O trigo exige atenção com chuva e geada, por isso o produtor precisa acompanhar o ciclo da cultura e as previsões climáticas.”

Apesar dos desafios, Horbe reforçou que o trigo segue como um aliado na rotação de culturas, contribuindo para a sustentabilidade da produção. “Independentemente das dificuldades, o trigo é protagonista. Ele melhora a qualidade do solo e beneficia todo o sistema produtivo”, destacou. Ele também chamou a atenção para a necessidade de um planejamento cuidadoso na transição entre soja e trigo. “Poucos dias podem fazer diferença no solo. A época correta de semeadura e um planejamento adequado são fundamentais para reduzir os riscos climáticos.”

Por fim, o pesquisador ressaltou a importância de eventos como o Fórum do Trigo para a troca de conhecimento entre pesquisadores e produtores. “Esses encontros geram reflexões e provocam discussões fundamentais. Nosso objetivo é levar informações embasadas para que os produtores tomem decisões mais seguras e construam produtividade de forma sustentável”, concluiu.





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Haja chuva! Precipitações acumulam 400 mm e atrapalham trabalhos com a soja em MT



A colheita de soja deste ano é desafiadora para os produtores rurais do Mato Grosso. O motivo é o excesso de chuvas, que atrasa a colheita, compromete a qualidade dos grãos e eleva os custos operacionais. Em meio às adversidades, os sojicultores lidam com umidade excessiva, solos encharcados e a necessidade de maquinário especializado para minimizar as perdas.

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Chuvas intensas e impacto na colheita de soja

Com volumes de chuva entre 300 e 400 mm em menos de uma semana, muitas lavouras enfrentaram solos alagados, comprometendo a colheita da soja, além do plantio do milho e do gergelim. Em algumas propriedades, a colheita, prevista para ser concluída em fevereiro, ainda não foi finalizada.

O impacto do clima se reflete diretamente nos números. Em uma propriedade, 97 hectares levaram 16 dias para serem colhidos, resultando em mais de mil sacas de soja descontadas por umidade. A qualidade e a produtividade foram comprometidas, e cada dia a mais no campo aumenta o risco de perda.

Infraestrutura precária e custos elevados

Além das dificuldades climáticas, a falta de infraestrutura tem agravado a situação. Estradas vicinais danificadas, filas nos armazéns e a necessidade de contratar máquinas terceirizadas são desafios constantes. Algumas fazendas precisaram investir em silo bolsa para armazenar a produção, um custo extra inesperado.

Os produtores recorreram ao uso de quase 20 silo bolsas dentro da fazenda, elevando os custos com um gasto inesperado. A alternativa foi adotada de última hora para evitar a perda da soja por falta de transporte e armazenamento.

Dificuldades

Mesmo com o esforço coletivo para minimizar as perdas, os desafios persistem. Além das dificuldades com o clima e a logística, incidentes como o incêndio de uma colhedora agravam ainda mais a situação. Diante de tantos obstáculos, os produtores seguem buscando alternativas para salvar a safra e manter a produção nas dificuldades.



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Exportações de carne bovina caem


As exportações totais de carne bovina do Brasil registraram queda de 6% em fevereiro de 2025, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do MDIC. O volume embarcado foi de 217.108 toneladas, abaixo das 230.504 toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. Apesar da retração no volume, a receita cresceu 12,6%, atingindo US$ 1,038 bilhão, impulsionada pelo aumento do preço médio da tonelada, que passou de US$ 4.000 em 2024 para US$ 4.782 neste ano.

No acumulado do primeiro bimestre de 2025, as exportações totalizaram 456.146 toneladas, queda de 2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 465.651 toneladas. No entanto, a receita cresceu 12%, chegando a US$ 2,066 bilhões. O preço médio da carne bovina exportada também subiu, passando de US$ 3.977 por tonelada em 2024 para US$ 4.529 por tonelada em 2025.

A China manteve-se como principal destino da carne bovina brasileira, com importações de 183.800 toneladas no primeiro bimestre de 2025, uma queda de 5,3% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar disso, a receita aumentou 4,5%, chegando a US$ 895,9 milhões, impulsionada pelo preço médio da tonelada, que passou de US$ 4.417 para US$ 4.874. 

Os Estados Unidos, segundo maior comprador, reduziram suas aquisições em 12,1%, para 78.233 toneladas, mas a receita cresceu 10,9%, alcançando US$ 286,3 milhões. Já o Chile ampliou suas importações em 61,7%, totalizando 19.281 toneladas e US$ 105 milhões em receita. A Argélia se destacou com um crescimento expressivo de 199% no volume importado, atingindo 15.956 toneladas e US$ 85,4 milhões em receita.

 





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Três produtores concorrem ao Prêmio Personagem Soja Brasil!



Já começou a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil, que reconhece os sojicultores que se destacam na produção do grão no país. Três produtores estão na disputa, e você pode ajudar a escolher o vencedor. O processo é bem simples: basta acessar este link, inserir o e-mail, fazer a verificação e registrar o voto.

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Dentre os participantes está o produtor rural de Chapadão do Sul (MS), Alberto Schlatter. Vindo de uma família de imigrantes suíços, sua trajetória agrícola no Brasil começou em 1921. Seus pais iniciaram a produção em Presidente Venceslau, construindo um legado que se mantém no campo até hoje.

Claudia D’Agostini também está na disputa. Produtora rural de Sabáudia (PR), ela lidera a fazenda da família ao lado da irmã, dando continuidade dos negócios e a excelência na produção de soja. Juntas, mantêm o legado do pai e reforçam a sucessão familiar no agronegócio.

Também concorre ao prêmio Oliverio Alves de Melo, produtor rural de Balsas (MA). Técnico agropecuário e administrador de empresas, ele atua no desenvolvimento da agricultura no Cerrado desde 1995, sendo um dos responsáveis pelo avanço do setor por meio do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira.



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Preços do boi gordo, reposição e carne seguem estáveis no Brasil



Os preços da arroba do boi gordo, da reposição e da carne têm se mantido dentro de uma faixa de variação estável, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o órgão, isso indica que, embora a oferta não seja elevada, tem sido suficiente para atender à demanda nos diferentes segmentos do mercado.

No atacado da Grande São Paulo, desde 24 de fevereiro, os cortes com osso acumulam queda inferior a 1%, comportamento semelhante ao do Indicador do boi gordo Cepea/Esalq. Ontem (19), a arroba foi negociada a R$ 310,25, uma leve retração de 0,23% em relação ao mês anterior.

Já os preços do bezerro seguem estáveis desde novembro, após o ajuste registrado no fim do ano passado. Na quinta-feira (18), o Indicador Cepea/Esalq para o bezerro em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 2.709,00, com peso médio de 211,19 quilos nos últimos cinco dias.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Sua equipe realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias.



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Piauí receberá R$ 1 bi para infraestrutura portuária e hidroviária



A infraestrutura portuária e hidroviária do Piauí receberá investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão para fortalecimento dos modais logísticos do estado. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante reunião com o senador Marcelo Castro, nesta terça-feira (18).

De acordo com a pasta, as obras incluem a revitalização do Porto de Luís Correia e a construção da hidrovia do Rio Parnaíba, que prometem impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Segundo o ministro, os investimentos visam ampliar a capacidade logística do estado e fortalecer setores estratégicos.

“Nós temos investimentos no Porto de Luís Correia e vamos fazer a hidrovia do Parnaíba, com aportes que vão mudar a infraestrutura do estado, com desenvolvimento econômico e social”, afirmou.

Hidrovia do Parnaíba e Porto Luís Correia

A hidrovia do Parnaíba, de competência estadual, é um projeto considerado essencial para a economia piauiense, pois facilitará o transporte de cargas e reduzirá custos logísticos para produtores locais, atraindo também novos negócios para a região e permitindo o transporte de passageiros entre diversas cidades ribeirinhas ao rio.

O Ministério Portos e Aeroportos, informou ainda que a modernização do Porto de Luís Correia, terminal de uso privado (TUP), objetiva o fortalecimento da movimentação de mercadorias, trazendo melhorias ao transporte fluvial de minérios, pescados e agrícolas, contribuindo para o turismo e fortalecendo cadeias produtivas relacionadas à indústria.

Durante a reunião, também foram discutidas questões relacionadas à conectividade aérea do estado, incluindo a retomada dos voos para municípios piauienses.

Além disso, o ministro destacou que o governo federal segue em tratativas com as companhias aéreas para garantir melhorias na malha aérea regional.

Por fim, Costa Filho reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento do Piauí e seguirá acompanhando os avanços das obras e demais projetos estruturantes.

“Quando o Piauí vai bem, o Nordeste vai bem, consequentemente o Brasil vai bem”, concluiu o ministro.


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Comissão antecipa votação do Orçamento de 2025 para esta quinta-feira



O Congresso Nacional realiza nesta quinta-feira (20) sessão a partir das 15 horas para votar a proposta orçamentária para 2025 (PLN 26/24). A votação na Comissão Mista de Orçamento (CMO), que seria amanhã (21), foi antecipada também para hoje, após a leitura do relatório final do senador Angelo Coronel (PSD-BA). Depois da votação na CMO, a proposta deverá ser votada pelo Congresso.

A previsão inicial era de que a proposta fosse votada na CMO nesta quarta-feira (19). Segundo o relator, a demora para a apresentação do relatório final se deveu a um pedido do Poder Executivo, que sugeriu ajustes no texto. Uma das mudanças remaneja recursos para o programa Auxílio Gás.

Coronel ressalvou que, caso haja novos atrasos, a votação poderá ser adiada para a primeira semana de abril, uma vez que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, estarão ausentes do país na próxima semana.

Atrasos para votação do Orçamento

A LOA deveria ter sido votada no fim do ano passado pelo Congresso, mas questões políticas provocaram atrasos, como a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de suspender a execução das emendas parlamentares ao Orçamento.

Emendas

Na semana passada, o Congresso aprovou novas regras para apresentação e indicação dessas emendas. A Resolução 1/25 foi promulgada na sexta-feira (14) e deve destravar a votação do Orçamento.



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boas práticas geram sustentabilidade e oportunidades



Nesta quinta-feira (20), é comemorado o Dia Mundial da Agricultura. O manejo da terra e o cultivo dos alimentos estão presentes desde os primórdios da humanidade, tornando a agricultura um pilar fundamental de nossa existência.

Apesar de todas as dificuldades, sejam elas por influência do clima, da logística e da economia, o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, atendendo à demanda interna e externa.

E a adesão às boas práticas contribui para a preservação ambiental e uso responsável dos recursos naturais, melhora a segurança e qualidade dos nossos alimentos, permitindo aos produtores acesso aos mercados que exigem padrões de qualidade e sustentabilidade.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atua no fomento a uma agricultura mais sustentável e eficiente. “Incentivamos as boas práticas e manejo responsável para que a agricultura brasileira seja referência internacionalmente como uma agricultura sustentável. Celebramos este setor que é primordial para a economia e estamos trabalhando para incentivar cada vez mais os nossos agricultores”, disse o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

BPAs

As Boas Práticas Agrícolas (BPAs), um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas que visam garantir a produção de alimentos de forma segura, sustentável e responsável, auxilia o produtor brasileiro nesta tarefa.

Pode ser considerada uma BPA a agricultura de precisão, por exemplo, que permite o gerenciamento localizado dos cultivos utilizando tecnologias para otimizar o uso de insumos, melhora a eficiência e reduz impactos ambientais. Outro exemplo é a agricultura irrigada, que pode usar técnicas que conservem água e evitem a salinização do solo.

Fazem parte do conjunto de princípios das BPAs: a segurança alimentar visando garantir que os produtos sejam seguros para o consumo humano; sustentabilidade ambiental para minimizar os impactos ambientais da produção agrícola; responsabilidade social para promover condições de trabalho justas e respeitar os direitos dos trabalhadores; e eficiência econômica objetivando o aumento da produtividade e a rentabilidade das atividades agrícolas.

Histórico do BPA

Em 2021, foi instituído o Programa BPA Brasil, visando regulamentar nacionalmente as boas práticas e estabelecendo os requisitos mínimos necessários ao enquadramento da ação como promotora das BPAs e trazer chancela pública federal, por meio do reconhecimento do Mapa a programas geridos por entes públicos e privados, que promovam às boas práticas na cadeia produtiva agrícola.

Os produtores que adotam as boas práticas podem ser reconhecidos por meio de certificações que atestam a conformidade com as normas estabelecidas. Esse reconhecimento pode ocorrer por meio de organizações independentes que realizam auditorias e verificações das práticas adotadas pelos produtores e por programas de certificação, como o Programa de Certificação de Boas Práticas Agrícolas, reconhecido pelo Ministério.

Por meio da Plataforma AgroBrasil + Sustentável, os produtores rurais podem utilizar para qualificar a sustentabilidade socioambiental da propriedade, auxiliando não só na agregação de valor à sua produção, mas também no processo de comercialização. Propriedades rurais que apresentem práticas de sustentabilidade vinculadas a programas do Mapa, como o Programa BPA Brasil, têm direito a uma bonificação de 0,5% de desconto nas operações de custeio.

Além dos incentivos a adesão destes programas e reconhecimentos da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, o Mapa incentiva por meio de diversas formas de apoio e fomento a sustentabilidade na agricultura, dentre elas: capacitação e treinamento; acesso a informações e tecnologias; programas de Assistência Técnica; Iniciativas de Pesquisa e Desenvolvimento; entre outros.

Celeiro do mundo

Atualmente, o Brasil exerce a liderança nas exportações globais de pelo menos sete alimentos – o suficiente para as necessidades calóricas de aproximadamente 900 milhões de pessoas, o que equivale a 11% da população global. Por todo esse trabalho e desempenho, neste dia 20 de março, o Canal Rural parabeniza todos os agricultores brasileiros que ajudam no desenvolvimento econômico e sustentável do nosso país!



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Conab tem aproximadamente meio bilhão de reais para formar estoques reguladores



O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, disse que a companhia tem aproximadamente meio bilhão de reais para formar estoques reguladores neste ano, garantindo, segundo Pretto, a contribuição da empresa na tarefa de manter os preços dos alimentos em patamares acessíveis à população.

“Agora temos orçamento e estrutura para comprar comida, a preço justo, direto do produtor, e fazer estoque para, quando o preço subir para o consumidor, a gente possa colocar esse produto no mercado e equilibrar o preço”, afirmou o presidente, em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

Este ano, a Conab recebeu um reforço de R$ 350 milhões para adquirir e estocar alimentos. De acordo com dirigente da Conab, o objetivo maior é reduzir preços e distribuir comida de qualidade. Ele afirmou que a queda dos preços já se manifesta, como no caso do arroz que, segundo ele, caiu 6,24% em fevereiro.

Pretto disse que a tarefa da Conab vai poder ser realizada pela ampliação do plantio e da colheita de produtos da agricultura familiar, graças à ampliação do Plano Safra e ao fortalecimento de políticas públicas.

A garantia de compra por preços mínimos pelo governo e a Garantia-Safra, que ressarce pequenos agricultores em caso de destruição da produção por eventos climáticos foram citados pelo presidente do Conab.

A Garantia-Safra, este ano, terá R$ 670 milhões de reais destinados a um universo de 520 mil agricultores familiares, para casos de perda de pelo menos 50% da produção de alimentos. Cada produtor ou produtora recebe R$ 1,2 mil reais, se suas propriedades, de até 5 hectares, tiverem sido atingidas.

Segundo Edegar Pretto, essas modalidades de apoio dadas pelo governo recuperam a confiança dos agricultores em investir tempo e trabalho na produção de alimentos. “Produzir comida neste Brasil voltou a ser um bom negócio, outra vez”, disse.

Por fim, o presidente da Conab afirmou que pequenos produtores, que alugavam pedaços de suas terras para o agronegócio ou, ainda, passaram a dedicar seus esforços para produtos de exportação, estão retornando ao mercado interno.



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Prioridades da pesca e aquicultura são apresentados durante reunião no Senado



A convite dos senadores que compõem a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado Federal, o ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), André de Paula, participou, nesta quarta-feira (19), de uma sessão onde apresentou as diretrizes e as prioridades do ministério para 2025.

Durante a apresentação, o ministro destacou avanços importantes para o setor desde a recriação do MPA em 2023 à inclusão do peixe na cesta básica, como também a isonomia tributária para a ração de pescado.

“Graças a uma ação conjunta do governo federal e do congresso, conseguimos assegurar essa isonomia na tributação da ração para pescado. Nós também conseguimos colocar o peixe na cesta básica. Parece uma coisa simples, mas era muito demandada, e nós conseguimos assegurar isso com a parceria desta casa”, ressaltou André de Paula.

Além do ministro, a exposição contou com a participação de representantes das secretarias Nacional da Aquicultura, de Pesca Artesanal, de Registro, Monitoramento e Pesquisa, e do Departamento de Pesca Industrial.

Reforço para o setor

Os secretários também tiveram momentos de fala e puderam reforçar números atuais da pesca e da aquicultura, além das principais ações e conquistas alcançadas nos últimos dois anos, como a ampliação dos contratos de cessão de águas da União, construção do primeiro Plano Nacional de Pesca Artesanal, melhorias nos sistemas de registro, controle e monitoramento, resgate da estatística pesqueira e aquícola, recadastramento dos pescadores e pescadoras e a retomada do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca.



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