terça-feira, maio 26, 2026

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‘Sobe e desce’ nos preços da soja; confira as cotações no Brasil



Os preços da soja no Brasil oscilaram de maneira mista nesta quinta-feira (20). A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade ao longo do dia, enquanto o dólar teve leve alta e os prêmios seguiram firmes.

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Segundo a consultoria Safras & Mercado, outro ponto de destaque foi o alargamento do spread entre comprador e vendedor em algumas praças. No porto, compradores tentaram R$132/133, enquanto vendedores buscavam R$137/138. O dia foi calmo, sem grandes registros de negócios.

Cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Porto de Rio Grande (RS): estabilizou-se em R$ 133,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 115,50
  • Dourados (MS): subiu de R$ 117,00 para R$ 117,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 111,00 para R$ 113,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mistos. Em dia volátil e após quatro sessões consecutivas de perdas, o mercado tentou uma recuperação técnica, mas o movimento não encontrou força.

A indefinição sobre as tarifas do governo Trump, o fraco resultado das exportações semanais e a ampla oferta da América do Sul limitaram a reação. Os agentes seguem posicionando carteiras, aguardando o relatório de intenção de plantio nos Estados Unidos, que será divulgado no dia 31.

As importações de soja dos Estados Unidos pela China subiram forte nos dois primeiros meses de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O aumento se deve, principalmente, ao efeito Donald Trump, onde as preocupações com tarifas mais altas levaram a uma corrida às compras.

A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 9,13 milhões de toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos em janeiro e fevereiro, avanço de 84,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando somou 4,96 milhões de toneladas, segundo a Administração Geral da Alfândega.

Do Brasil, foram importadas 3,59 milhões de toneladas no acumulado de 2025, ante 6,79 milhões de toneladas no mesmo momento do ano passado, queda de 48,4%. A retração refletiu o atraso no plantio e a consequente colheita mais tardia no país, abrindo mais espaço para o produto norte-americano.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 352.600 toneladas na semana encerrada em 13 de março. A China liderou as importações, com 269.900 toneladas.

Para a temporada 2025/26, foram mais 100 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 950 mil toneladas, somando-se as duas temporadas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 4,75 centavos de dólar ou 0,47% a US$ 10,13 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,25 1/4 por bushel, ganho de 3,75 centavos ou 0,36%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 0,60 ou 0,20% a US$ 297,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,71 centavos de dólar, com alta de 0,35 centavo ou 0,82%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,49%, negociado a R$ 5,6761 para venda e a R$ 5,6741 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6469 e a máxima de R$ 5,6814.



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colheita da safra do RS atinge 50% da área



A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 50% da área plantada, segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).

Em nota, a entidade diz que a produtividade é satisfatória e indica uma safra dentro da normalidade até o momento.

“O clima favoreceu a Fronteira Oeste, permitindo o recolhimento dos grãos com plantas em pé, diferentemente do Litoral, onde lavouras acamadas dificultam os trabalhos. No entanto, a qualidade dos grãos na Fronteira Oeste tem sido impactada pela forte onda de calor registrada em janeiro e fevereiro, resultando na redução da quantidade de grãos inteiros na última semana”, destacou a Federarroz.



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saiba como fornecer alimentos para merenda escolar



Você já pensou em contribuir para a segurança alimentar na sua cidade ou estado, ajudar social e economicamente para a transformação da sua localidade e ainda aumentar os ganhos do seu negócio rural?

Existem algumas formas desse tripé sustentável ocorrer. Uma dessas é por meio de políticas públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

A garantia da inserção de pequenos agricultores vem por meio da Lei n.14.660, de 23 de agosto de 2023, que altera o art. 14 da Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009. 

O texto confirma que, no mínimo 30% dos recursos financeiros deverão ser utilizados na aquisição de alimentos diretamente da agricultura familiar. 

O grupo contempla o empreendedor familiar rural ou suas organizações, com prioridade para assentamentos da reforma agrária, comunidades tradicionais indígenas, comunidades quilombolas e grupos formais e informais de mulheres.

Além disso, de acordo com a Lei, pelo menos 50% da venda familiar deverá ser feita no nome da mulher.

Ana Paula Figueiredo é produtora de goiabas em Nazaré Paulista, interior de São Paulo, e afirma que fazer parte de iniciativas como a do Pnae impulsionou sua rentabilidade.

“Isso fez muita diferença como produtora. Foi onde eu realmente comecei a ter um pouco mais de respostas financeiras. Por ser agroecológica e orgânica, eu tenho o acréscimo de 30% por estar fazendo esse manejo mais natural”, conta.

Capacite-se

De acordo com o Sebrae, o Pnae garante um mercado estável e seguro para os produtores, além de valorizar a produção regional e promover a diversificação de culturas. 

A instituição estimula e facilita o acesso de pequenos produtores rurais ao Programa por meio de curso, guia, e-book, cartilha e outros conteúdos gratuitos.  

Como fazer parte?

O programa estipula que a aquisição de alimentos com recursos do Pnae, podem ser realizados de três formas: 

  1. por meio de chamada pública; 
  2. por dispensa de licitação; 
  3. na modalidade pregão eletrônico.  

O Sebrae afirma que a modalidade chamada pública é a mais comum e mais vantajosa para o pequeno agricultor, pois o preço pago pela entidade executora (EEx) para a aquisição dos alimentos da agricultura familiar deve ser o preço médio de mercado, diferentemente da licitação, em que é necessário negociar para baixar o preço. 

Forneça alimentos para o Pnae

1. Tenha o seu CAF ou sua DAP atualizada

Para ser fornecedor do Pnae, é necessário ter o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Verifique se o documento está ativo e atualizado.

2. Acompanhe as chamadas públicas 

Acompanhe as chamadas públicas divulgadas por prefeituras e escolas em jornais, redes sociais e outros informativos locais.

3. Faça seu projeto e formalize seu interesse

 O projeto deve incluir:
O que será entregue (tipos e quantidades)
Quando será entregue (cronograma)
Onde será entregue (locais de entrega)

4. Seleção dos projetos de venda

Aguarde a seleção e verifique se você faz parte do grupo de prioridades. 

5. Controle de qualidade

Prepare-se para o controle de qualidade. Seu produto pode passar por análise sanitária e de características como cheiro, aparência e gosto.

6. Contrato de compra

Após a aprovação, um contrato é firmado e o fornecimento pode ser iniciado.

Dicas do Sebrae que poderão ajudar a direcionar a sua produção para atender as demandas do PNAE: 

  • Fique atento ao cardápio das escolas e creches da sua região, a fim de não produzir produtos que não estão contemplados nos cardápios, ou que não são os itens da estação. 
  • Participe de eventos oferecidos pelas instituições de assistência técnica ao produtor rural, tais como Embrapa, Senar, Epagri, Emater etc. É nesse ambiente que surgem oportunidades de negócios e de capacitação em assuntos relacionados à melhoria da produção e da gestão no campo. 



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Conheça os pesquisadores que concorrem ao Prêmio Personagem Soja Brasil!



Sabia que a votação do Personagem Soja Brasil já está aberta? São três pesquisadores que concorrem e, para votar no seu favorito, basta acessar o link. Caso ainda tenha dúvidas sobre qual participante votar, conheça as histórias dos três indicados abaixo.

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Pesquisadores indicados

Anderson Cavenaghi é engenheiro agrônomo com doutorado em proteção de plantas pela FCA/UNESP (Botucatu-SP) e especialista em herbicidas e controle de plantas daninhas. Atuando como pesquisador na UNIVAG-MT, ele desenvolve estudos sobre o manejo dessas plantas nas principais culturas do Cerrado, ajudando a aprimorar técnicas que garantem maior produtividade e sustentabilidade para a agricultura brasileira.

Cecilia Czepak é formada em agronomia e professora na Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás, com 26 anos de experiência na área educacional. Seu foco é o manejo integrado de pragas, contribuindo tanto para a formação de novos profissionais quanto para o avanço do conhecimento e das práticas que auxiliam os produtores a proteger suas lavouras de forma eficiente e sustentável.

Para finalizar, o terceiro é indicado é Julio Cezar Franchini. Ele integra a equipe de manejo de solos da Embrapa Soja, como especialista nos desafios da produtividade, qualidade e sustentabilidade dos sistemas de produção da oleaginosa. Seu trabalho é voltado para a melhoria contínua e a inovação nos processos agrícolas, garantindo que a produção de soja no Brasil continue evoluindo com base em práticas sustentáveis e eficientes.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja registra crescimento e projeta recordes para 2025


A produção de soja no Brasil alcançou 154,39 milhões de toneladas em 2024, um crescimento de 0,6% em relação à última estimativa. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que também revisou para cima o volume de esmagamento, que chegou a 55,8 milhões de toneladas, alta de 0,7%.

A produção de farelo de soja acompanhou essa expansão, encerrando o ano em 42,6 milhões de toneladas. Já o óleo de soja teve um aumento de 2,2%, atingindo 11,34 milhões de toneladas. O avanço das exportações de farelo de soja foi um dos fatores que impulsionaram esses números, especialmente diante da concorrência com Estados Unidos e Argentina.

No primeiro mês de 2025, porém, o setor registrou uma desaceleração. O processamento de soja em janeiro ficou em 3,27 milhões de toneladas, uma queda de 6,5% em relação a dezembro de 2024, considerando o ajuste amostral. De acordo com Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, a redução no esmagamento se deve ao atraso na colheita da safra brasileira.

Para 2025, a projeção da Abiove aponta para uma produção de 170,9 milhões de toneladas, o que representa uma leve redução de 0,5% em relação às estimativas anteriores. O esmagamento deve permanecer em 57,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo e óleo de soja deverá atingir 44,1 milhões e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

As exportações seguem em alta. O Brasil deve embarcar 106,1 milhões de toneladas de soja em grãos, enquanto o farelo de soja pode atingir 23,6 milhões de toneladas, um crescimento de 3,1%. O óleo de soja deve alcançar 1,4 milhão de toneladas exportadas, avanço de 27,3%.

Já as importações de óleo de soja devem recuar 50%, totalizando 100 mil toneladas. As importações de soja em grãos devem somar 500 mil toneladas, auxiliando a oferta no mercado interno.





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Produtores enfrentam dificuldades de acessar o novo CAR



Produtores rurais paranaenses encontram dificuldade para acessar o Cadastro Ambiental Rural (CAR). A falta de orientação para o uso do novo sistema e também dificuldades de encontrar internet de qualidade, na zona rural são queixas dos produtores. Desde o dia 19 de dezembro o acesso passou a ser feito exclusivamente pela plataforma gov.br.

O objetivo da mudança na forma de acesso ao CAR, segundo o governo federal, é para dar mais segurança ao sistema e autonomia aos produtores.

Outro assunto que deixa os produtores preocupados é a suspensão automática do CAR, apenas com base em imagens de satélite. A medida está sob avaliação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com base nas reclamações, o deputado federal Tião Medeiros (Progressistas) solicitou ao Ministério do Meio Ambiente, um prazo mínimo de 12 meses para que todos possam se ajustar à nova exigência. O temor é que muitos agricultores acabem descumprindo a legislação ambiental por dificuldades de acesso ao sistema do governo.

“É um assunto bastante técnico. Então, precisa de tempo e de prazo para que essa migração aconteça de forma a não pegar ninguém desprevenido e também não comprometer a vida do produtor”, declarou o parlamentar.

O CAR em discussão no STF

Outra discussão envolve a proposta de suspensão imediata do CAR para propriedades com desmatamento, supostamente ilegal, com base em sistemas que utilizam imagens de satélites para detectar e mapear áreas destruídas.

A ação na Justiça foi movida por partidos que cobram do governo federal, desde a gestão anterior, mais rigidez no combate ao desmatamento.

A proposta levanta preocupações, pois, segundo os produtores, o monitoramento pode apresentar inconsistências e essa imprecisão nas análises resulta em riscos severos para os produtores rurais que podem ser penalizados injustamente.

“O sistema pode identificar alterações na vegetação, todavia eles não vão identificar imediatamente se essa alteração é legal ou ilegal.O sistema por si só, visual, não vai fazer essa diferenciação. Então isso pode levar uma suspensão do CAR das propriedades que estão em conformidade”, disse a advogada Giovana Cecconello, especialista em direito agrário.

Ontem (19), no Senado, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse que o sistema não funciona e precisa ser melhorado.

Por enquanto, a Justiça negou o pedido para que a suspensão do CAR seja automática e solicitou explicações adicionais da união. Novas audiências estão marcadas para este mês



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Matopiba: como está a colheita de soja nos estados da região?



A colheita de soja segue em andamento pelo Brasil. Em meio às diferentes situações climáticas e desafios, cada estado do Matopiba possui sua particularidade no que diz respeito ao avanço dos trabalhos. No estado do Maranhão, por exemplo, já foram colhidas cerca de 55% da safra.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja do estado (Aprosoja MA), o ciclo das lavouras tem resultados superiores ao do ano passado, chegando ao fim, parte da colheita avança sem dificuldades, mas algumas áreas enfrentam impactos causados pela falta de chuvas.

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A colheita de soja no estado de Tocantins

A colheita da safra de soja no Tocantins foi concentrada entre 15 de fevereiro e 20 de março de 2025, enfrentando sérios desafios logísticos. Segundo Caroline Schneider, presidente da Aprosoja Tocantins, o sistema de armazenamento entrou em colapso, com filas de até 72 horas nos silos e escassez de caminhões nas lavouras, o que forçou os produtores a recorrerem a silos, bolsas e barracões de máquinas para evitar perdas.

Schneider explica que a necessidade de linhas de crédito para armazenagem de grãos no estado é urgente, pois a infraestrutura atual não comporta o volume de produção. O regime de chuvas foi dentro da normalidade, começando em outubro, o que permitiu o plantio de soja e milho safrinha dentro do prazo esperado.

Apesar das dificuldades logísticas, a produtividade deste ano está 20% maior que a do ano passado, refletindo um bom desempenho da safra. No entanto, os agricultores ainda enfrentam sérias dificuldades financeiras devido a contas acumuladas do ciclo agrícola anterior, que não poderão ser quitadas, mesmo com a safra maior.

O preço da soja no estado está cerca de R$110,00 a saca, valor impactado pelos impostos FET no Tocantins e CEG no Maranhão. Embora a alta demanda internacional pela soja brasileira garanta um mercado global robusto, a rentabilidade local continua sendo um desafio para os produtores.

A escassez de chuvas no Piauí

O estado do Piauí enfrenta desafios devido à escassez de chuvas, que tem afetado tanto as lavouras de soja que estão sendo colhidas quanto as que ainda permanecem no campo. Segundo Rafael Maschio, diretor-executivo associação do estado, o mês de fevereiro foi praticamente sem chuvas, seguido por precipitações esparsas na primeira quinzena de março. Esse cenário causou uma interrupção nos trabalhos, com algumas fazendas ficando mais de 45 dias sem chuvas, o que impactou diretamente a produtividade das lavouras.

As perdas nas lavouras variam conforme o período de plantio, com as semeadas mais cedo, que já foram colhidas, apresentando quebras de cerca de 25%. Por outro lado, as lavouras que passaram pela fase reprodutiva e de enchimento de grãos nos meses de janeiro e fevereiro sofreram perdas superiores a 50%.

A área colhida no estado também é variável, com uma média estadual de 40%, oscilando entre 10% e 80%, dependendo da região. A área destinada ao plantio de soja no Piauí deve atingir 1,15 milhão de hectares na safra 2024/25, com uma previsão de produção de 4,6 milhões de toneladas, um aumento em relação à safra anterior.

E na Bahia?

Já na Bahia, a colheita da soja tem apresentado variações em termos de produtividade entre as diferentes regiões. De acordo com informações compartilhadas por Darci Américo, presidente da Aprosoja Bahia, a projeção inicial para a safra de 2025 era de 70 sacos por hectare, mas a realidade tem sido diferente. A média estimada de produção está em torno de 64 sacos por hectare, com algumas áreas superando esse número, enquanto outras registraram resultados abaixo do esperado.

Ainda há cerca de 10% a 15% da safra por colher, e as condições climáticas têm influenciado fortemente os resultados. Nas regiões que receberam mais chuvas, a produtividade tem sido razoável, mas algumas áreas sofreram perdas devido a períodos de seca ou excesso de chuva, impactando negativamente o rendimento.

Embora a estimativa atual seja de uma produção média de 63 a 64 sacos por hectare, é importante destacar que esses números podem sofrer alterações conforme a conclusão da colheita e a consolidação dos dados das diversas regiões do estado.



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IGC eleva projeção da safra global de grãos para 2,306 bi de toneladas



O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) aumentou hoje sua previsão para a produção mundial de grãos em 2024/25, de 2,301 bilhões para 2,306 bilhões de toneladas.

O aumento foi atribuído a uma projeção maior para o milho e o trigo. O volume ainda é inferior ao estimado para 2023/24, de 2,310 bilhões de toneladas. O consumo em 2024/25 foi projetado em 2,334 bilhões de toneladas, aumento de 2 milhões de t ante o projetado em fevereiro. Quanto aos estoques, o conselho ampliou sua estimativa em 1 milhão de t, para 577 milhões de t. Em 2023/24, a projeção de consumo ficou em 2,323 bilhões de t, com volume estocado de 607 milhões de t.

Para a soja, a projeção de produção em 2024/25 foi mantida em 418 milhões de t, com destaque para safras robustas do Brasil e dos EUA. O consumo global da oleaginosa foi reduzido em 1 milhão de t, para 409 milhões de t, de acordo com a estimativa. O IGC ainda manteve a previsão de estoque em 82 milhões de t. Em 2023/24, a produção foi estimada em 396 milhões de t, com consumo de 385 milhões de t e estoques de 73 milhões de t.

Quanto ao milho, o conselho aumentou sua estimativa de produção de 2024/25 em 1 milhão de t, para 1,217 bilhão de t. A projeção de consumo foi mantida em 1,238 bilhão de t, enquanto a de estoques caiu 1 milhões de t, para 274 milhões de t. Para 2023/24, a estimativa de produção é de 1,231 bilhão de t, com consumo de 1,228 bilhão de t e estoques de 296 milhões de t. A perspectiva de safra menor ante a temporada anterior se deve às expectativas de recuos na produção de grãos na América do Sul.

Em relação ao trigo em 2024/25, o IGC aumentou em 2 milhões de toneladas sua projeção de produção, para 799 milhões de t. O consumo foi ampliado de 806 milhões de t para 807 milhões de t. Os estoques também foram ampliados em 1 milhão de t, para 265 milhões de t. Em 2023/24, a estimativa de produção ficou em 795 milhões de t, com consumo de 807 milhões de t e estoques de 273 milhões de t.

Estimativas de grãos para 2025/26

O IGC também divulgou sua primeira estimativa de grãos para a safra 2025/26, que é esperada para alcançar 2,368 bilhões de toneladas, volume 2,7% maior que o projetado para a safra atual. Na temporada, o consumo foi projetado em 2,367 bilhões de t, com estoques de 578 milhões de t.

A soja pode ter uma produção maior no próximo ano comercial, com 427 milhões de t, segundo as projeções do IGC. O consumo foi projetado em 426 milhões de t e os estoques em 83 milhões de t.

Enquanto isso, o milho pode ter produção de 1,269 bilhão de t, com consumo de 1,263 bilhão de t e estoques de 280 milhões de t. Já o trigo deve subir para 807 milhões de t produzidas, estimou a conselho. O consumo do cereal foi projetado para 813 milhões de t, com estoque de 259 milhões de t.



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AgroNewsPolítica & Agro

“O trigo é protagonista, apesar das adversidades”, diz pesquisador da CCGL


O 10º Fórum do trigo, realizado na Expodireto Cotrijal 2025, discutiu a necessidade de estratégias eficazes para enfrentar as adversidades climáticas que afetam a produção no Sul do Brasil. Durante o evento, o pesquisador da CCGL, Tiago de Andrade Neves Horbe, apresentou a palestra “O posicionamento da Rede Técnica Cooperativa para reduzir os impactos negativos das adversidades climáticas na cultura do trigo no Sul do Brasil”. Ele destacou o papel da Rede Técnica Cooperativa (RTC) na busca por soluções para minimizar os efeitos do clima na lavoura.

Em entrevista ao Portal Agrolink, Horbe ressaltou que cada safra possui características únicas e que o clima nunca se repete da mesma forma. “Quando analisamos séries históricas, identificamos padrões e tendências que ajudam a reduzir a instabilidade na produção”, afirmou. Segundo ele, os ensaios conduzidos pela RTC são fundamentais para compreender o comportamento das culturas em diferentes regiões e auxiliar na tomada de decisões.

Um dos principais desafios para o trigo no Rio Grande do Sul, segundo Horbe, é a umidade excessiva no período crítico da lavoura. “Enquanto no verão enfrentamos estiagem, no inverno precisamos estar preparados para chuvas acima da média entre setembro e outubro, justamente quando o trigo está no período reprodutivo”, explicou.

Outro fator de risco são as geadas tardias. “Elas não ocorrem todos os anos, mas, quando acontecem, podem comprometer a produtividade”, alertou. Para ele, o planejamento estratégico, que envolve a escolha da época de semeadura e das cultivares mais adequadas, é essencial. “O trigo exige atenção com chuva e geada, por isso o produtor precisa acompanhar o ciclo da cultura e as previsões climáticas.”

Apesar dos desafios, Horbe reforçou que o trigo segue como um aliado na rotação de culturas, contribuindo para a sustentabilidade da produção. “Independentemente das dificuldades, o trigo é protagonista. Ele melhora a qualidade do solo e beneficia todo o sistema produtivo”, destacou. Ele também chamou a atenção para a necessidade de um planejamento cuidadoso na transição entre soja e trigo. “Poucos dias podem fazer diferença no solo. A época correta de semeadura e um planejamento adequado são fundamentais para reduzir os riscos climáticos.”

Por fim, o pesquisador ressaltou a importância de eventos como o Fórum do Trigo para a troca de conhecimento entre pesquisadores e produtores. “Esses encontros geram reflexões e provocam discussões fundamentais. Nosso objetivo é levar informações embasadas para que os produtores tomem decisões mais seguras e construam produtividade de forma sustentável”, concluiu.





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Haja chuva! Precipitações acumulam 400 mm e atrapalham trabalhos com a soja em MT



A colheita de soja deste ano é desafiadora para os produtores rurais do Mato Grosso. O motivo é o excesso de chuvas, que atrasa a colheita, compromete a qualidade dos grãos e eleva os custos operacionais. Em meio às adversidades, os sojicultores lidam com umidade excessiva, solos encharcados e a necessidade de maquinário especializado para minimizar as perdas.

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Chuvas intensas e impacto na colheita de soja

Com volumes de chuva entre 300 e 400 mm em menos de uma semana, muitas lavouras enfrentaram solos alagados, comprometendo a colheita da soja, além do plantio do milho e do gergelim. Em algumas propriedades, a colheita, prevista para ser concluída em fevereiro, ainda não foi finalizada.

O impacto do clima se reflete diretamente nos números. Em uma propriedade, 97 hectares levaram 16 dias para serem colhidos, resultando em mais de mil sacas de soja descontadas por umidade. A qualidade e a produtividade foram comprometidas, e cada dia a mais no campo aumenta o risco de perda.

Infraestrutura precária e custos elevados

Além das dificuldades climáticas, a falta de infraestrutura tem agravado a situação. Estradas vicinais danificadas, filas nos armazéns e a necessidade de contratar máquinas terceirizadas são desafios constantes. Algumas fazendas precisaram investir em silo bolsa para armazenar a produção, um custo extra inesperado.

Os produtores recorreram ao uso de quase 20 silo bolsas dentro da fazenda, elevando os custos com um gasto inesperado. A alternativa foi adotada de última hora para evitar a perda da soja por falta de transporte e armazenamento.

Dificuldades

Mesmo com o esforço coletivo para minimizar as perdas, os desafios persistem. Além das dificuldades com o clima e a logística, incidentes como o incêndio de uma colhedora agravam ainda mais a situação. Diante de tantos obstáculos, os produtores seguem buscando alternativas para salvar a safra e manter a produção nas dificuldades.



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